E um brilhantezinho no...

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Sara Bareilles tem um rosto anguloso, mais amigos homens que mulheres, e é tão sexy quanto um obelisco. Mas quando abre a boca, deixa escapar um não-sei-o-que que em nada lembra as Amy Winehouse e Joss Stone da vida. O gogó é soul, não há dúvida, mas não tão negróide a ponto de ser considerada "uma diva branca da música negra que paga tributo a Aretha Franklin e Ella Fitzgerald".

Aprendeu a tocar piano sozinha, não tem tatuagens aparentes e não tem nada de mais a não ser aquele não-sei-o-que que me faz ficar procurando videozinhos dela no YouTube só para ver em que ângulo ela fica mais esteticamente fora do padrão. Sara é linda. Usa roupitchas comportadas, caretas até, e pouca maquiagem. Adorna o pescoço um cordão de sei-lá-o-que. Brincos de argola, eventuais pulseiras do mesmo tipo e nada mais.

Tem um site cheio de fotos de turnês, de amigos, de bandas, dela mesma. E quando tenta algo sensual como um blusinha aberta sem sutiã, entrega que não é praquilo. Tem muita gente fazendo isso já, deixa escapar pelos olhos. É, não precisa disso, não. É só abrir a boca. E tocar. Porque Sara também toca, seja o piano, seja um violão, seja o foda-se com os amigos quando ouve pela primeira vez sua música sendo executada no rádio.

"Sou garota e toco piano, então me comparam com Fiona Apple e Norah Jones", reclama. "Mas também tenho afinidade com o pop inteligente e bem tocado de Elton John e Ben Folds", desanca em seguida. Sara é fina como a sola dos All Stars que adora usar.

 

Ei-la num ângulo privilegiadíssimo.

 

 

 

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