As primeiras impressões

| comentários (9)

    Nada de muito novo por aqui, hã?

    Tentei mudar de endereço para fazer jus a minha nova situação, mas não seria totalmente verdade porque coração e pensamentos ainda estão no mesmo lugar - o que torna tudo bem difícil, acreditem. Pelo menos estou mais bem vestido agora, diz aí?

    Bom, primeiras vinte e quatro horas em um lugar dizem muito a respeito do que esperar dele pelas demais pernadas dos ponteiros. Então acho que posso engordar algumas boas expectativas.

    A começar pela chegada. Definitivamente não se pode viajar com uma embalagem de soro fisiológico sem lacre. Aprendi isso, claro, inundando o simpático compartimento de bagagem e tudo o que havia dentro dele. A tampa, pelo visto, era apenas ornamental.

    Devidamente seco e instalado, fui rodar pelo Parque Moinhos de Vento, o Parcão. Eu, crescido em bucólicas pracinhas de bairro, tenho certeza que ostentei o tempo todo aquela expressão de turista abestalhado. Como por enquanto é o que sou mesmo, fiquei dando voltas por ali para gravar nomes de ruas e pontos de referência - cacoete de jornalista de guerra, sabem como é.

    O Parcão é cortado pela Avenida Goethe, localidade perfeita, pelo que pude notar, para uma farra gastronômica insuspeitíssima. Mesinhas na calçada são coisas que me atraem e quase todos os botecos ali atendem a essa exigência. Parei na Padaria Central após ler uma lousinha que oferecia chivito com batatas fritas por R$ 7. Aí então fiquei menos - ou mais, não sei - turista. Chivito é basicamente um fast-food uruguaio. E o Uruguai é, literalmente, logo alí.

    Não sei se a parada foi mal preparada, mas não gostei. Lembrava qualquer gororoba gordurosa e melequenta que tem gosto de tudo e de nada ao mesmo tempo, feita e devorada as toneladas madrugada adentro. Mas as batatas estavam excelentes e desceram perfeitas com um Skol gelada. Eram 18h30 e nem sinal de anoitecer em Porto Alegre. Mesmo assim, me botei a caminhar. Paguei os R$ 7 do lanche e estupradores R$ 4 da cerva. Ainda estou para conferir se este é o preço padrão por aqui. Se for, recomendo desde já para os futuros visitantes trazerem caixinhas para esse exilado.

    De banho tomado e cabelo penteado, me inteirei no universo portoalegrense lendo o "Cavernas & Concubinas", a coletânea perdida de contos do Cardoso. Uma pena a parada ter se perdido por aí. Merecia mais. E eu mereço comer alguma coisa agora. De novo. Dá-lhe pernada, então.

    9 Comments

    DATE: 6:02 PM

    Esta postagem foi removida pelo autor.

    DATE: 6:01 PM

    até tem cerveja barata em porto alegremas para isso tu vai ter que se embrenhar pelo grande beco disfarçado de rua, que chama de josé do patrocínio...

    DATE: 8:04 AM

    Ae Gu, boa sorte nessa sua nova empreitada, em agosto estou de volta em Floripa, quem sabe eu nao dou um pulo ai pra tomar uma gelada em PAAbracosGustavo N/T

    DATE: 6:44 PM

    achei que vc está lindo....como sempre

    DATE: 8:01 AM

    Olha, notei que o sr. continua a ler blogs, e logo pela manhã! Bonita beca, de adulto.beijo!

    DATE: 9:57 PM

    Opa!Tô vendo que a leitura do Zíper vai ser mais bacana ainda, daqui prá frente. ;-)Let's keep in touch, mate!

    DATE: 3:44 PM

    Sorte neste novo mundo, então. E essa roupa ai... nada a ver com o senhor.

    DATE: 7:08 AM

    Lugares para comer bem é o que não falta por aqui, e estou certo que conhecerá bem muitos desses lugares.Até domingo que vem está bem complicado para mim, mas depois certamente marcaremos algo.abraço e seja bem-vindo!

    DATE: 7:29 PM

    Escale o povo daí para te mostrar a cidade, anjo! Beijos

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