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Miscelânea
Cláudio Costa blog do autor

Acuado

Vi e revi a entrevista do candidato Alckmin ao Jornal Nacional de ontem.
Confesso que não esperava muito do 'jornalismo insipiente' - estou sendo lisongeiro demais? - do JN, geralmente perpetrado pelo casal W. "Hommner" e sua sempiterna sorridente consorte, mas me surpreendi: colocaram o Picolé de Chuchu completamente acuado.

Abordaram assuntos que o candidato preferiria não abordar nunca: o escândalo da Nossa (lá, dele) Caixa e a incompetência do governo paulista em gerir o sistema carcerário.
Ainda naquele dia, o estado de São Paulo se quedava perplexo e apavorado sob a "terceira onda" de ataques por parte do que costumam chamar de "facção criminosa", como se PCC já não fosse nome oficial, com certidão passada em Cartório.

Inda mais, relembraram o caso do 'mensalista' Eduardo Azeredo, o senador peessedebista que inaugurou a apropriação indébita via Marcos Valério, antes do tsunami escancarado há pouco mais de um ano.

O que Alckmin respondeu? Que explicações deu?
Necas de bulufas coisa nenhuma.
Gaguejou um pouquinho, deixou o companheiro de legenda a se queimar ("Isso ele já explicou ou terá de pagar pelo seu erro") e... bem, repetiu que "o PT dizia que era um partido diferente dos outros; agora diz que é igual... Igual coisa nenhuma, nós (PSDB) somos diferentes").
Sobre a aprovação pelo Congresso do aumento de 16% aos aposentados, liderada pelo PSDB apenas para provocar desgaste presidencial, o tucano disse que "faria tudo para pagar". Só não disse como. Afinal, candidato é pra isso mesmo: prometer, prometer, prometer.

Supreendeu-me, repito, a insistência com que bombardearam o entrevistado, a ponto de Fátima Bernardes ter sido advertida pelo maridão que já estava na hora de terminar.
Foi até engraçado.

Aqui em Minas já correm piadas acerca das constantes visitas que Alckimin faz junto ao Aécio, buscando assombrear-se na popularidade do governador mineiro... Este, como tenho dito, joga com a esperteza de sempre.

Agora acabo de ler os resultados das últimas pesquisas (julho) de intenção de voto:

Lula cresce e Alckmin decresce (7,5%). O atual presidente ainda retomou os índices de aprovação de um ano atrás, antes do estouro do escândalo do mensalão.
Se o Lula está confiante demais - Alckmin, segundo a Folha, ri:
"Alckmin classificou o resultado como piada. "Só trato de assuntos sérios. Acho que é uma boa piada. Você leva a sério isto? Acho uma boa piada", afirmou. De acordo com ele, pesquisas internas do partido apontam para uma estabilidade no quadro eleitoral."


Pois é, se eu falava na semana passada que a coisa andava meio morna, será que agora está esquentando?

E se esquentar demais, o picolé derrete?

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Em tempo: Este post é classificado como Miscelânea. Não é sobre Política, pois o que se vê por aí nada tem a ver com Política. Talvez com politicagem... talvez como um circo de péssima qualidade. (Desculpem-me os palhaços e malabaristas, pela comparação).
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Blog do Autor: PrasCabeças



08/ago/06 | 17:51 | discuta este artigo [10]


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