Meio Ambiente
Christiana Nóvoa blog do autor
Minha terra sua casa

Nossa terra já foi plana
Imensa com quatro cantos
No umbigo do universo
Hoje ela orbita uma estrela
De grandeza mediana
E mal se consegue vê-la
Um grão de areia disperso
No meio de outros tantos
Terra à vista oferta a prazo
Água fogo barro e vento
Dor paixão poesia e morte
A pobreza e o alimento
A aurora e o ocaso
Mesmo que haja vida em Marte
Prefiro morar aqui
Entre o Oiapoque e o Chuí
Luxo é viver cá na Terra
Jardim que resiste à guerra
Lixo que grafita o espaço
Sob o cruzeiro do sul
O astronauta deu um passo
Olhou de fora pra ela
E descobriu que é azul
Mas também verde-amarela
Terra o pó o piso o pib
O solo que a gente planta
A mãe o pai a família
A mão o pé a colheita
O desterro a Terra Santa
O lugar onde se deita
O tanto que o ouro brilha
Quando a luz do sol se exibe
Terra gentil tua beleza
Anda abatida cinzenta
Porém mesmo no infinto
Onde outras quânticas leis
Não acho nem achareis
Nenhum lugar mais bonito
De tão rica natureza
E gente tão violenta
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Minha contribuição "quae sera tamen" à blogagem coletiva pelo Dia da Terra (22 de abril) proposta pela Lucia Malla e apoiada pelo Nós na Rede.
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Ilustração: Quadro de Adriana Varejão, "Mapa de Lopo Homem", 1992 , 110x140cm, óleo sobre madeira e linha de sutura.
26/abr/06 |
19:23 |
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