Bom gente, eu escrevi um post bem legal sobre como eu ia voltar a escrever por aqui mais seguido, mas deu erro no servidor aqui da verbeat, e infelizmente perdi a motivação que instantaneamente me levou a postar.
Bastante coisa tem acontecido comigo, muitos aprendizados em relação às matérias escolares e a vida adolescente, como o único escritor adolescente por aqui, acho que seria legal eu dar essa visão de mundo do meu ponto de vista, e sair um pouco das minhas filosofias que são digamos... estranhas. Enfim, entrar em assuntos mais triviais.
Primeiramente gostaria de dizer que estou gostando de estudar, o que é bom, o segundo ano do ensino médio me trouxe muitas matérias com aplicações práticas, e mesmo correndo o risco de ser severamente criticado pelos meus colegas, devo admitir que matemática e física foram os assuntos que mais me interessaram, mesmo ainda tendo uma inclinação para a psicologia. Estou estudando probabilidade, que é bem interessante, o ciclo de carnot, dos motores, acho que todos se lembram um pouco, e nas outras matérias eu nao tive tanto interesse pessoal.
Deixando esse assunto um pouco de lado, gostaria de reportar que estou cada vez mais perdido no mundo dos relacionamentos juvenis, sim senhores, não faço a mínima idéia de como proceder, Deus me deu a dádiva de não estar apaixonado por ninguém, mas isso também me trouxe a um tédio bastante... tedioso,(prazer, pleonasmo).
Mas eu cheguei na conclusão, observando meninas e meninos perdidamente apaixonados, sofrendo mais do que aproveitando a vida, de que o que motiva esse sentimento chamado amor é muitas vezes a carência. Sim, a carência, notei que a porcentagem nao ativa amorosamente nos jovens é a mais tendenciosa a se apaixonar, (eu não estou criticando ninguém pois também ja fui vítima por passar muito tempo sem carinho, contato físico).
E não estou abolindo o conceito de amor adolescente, mas poderia afirmar eu de que os relacionamentos que mais vão longe não são aqueles em que o amor, ou a paixão é muito intensa, e sim, os que começam com uma ficada, uma noite, e se estende, quando o sentimento é crescente, a relação dura, quando uma parte já começa a relação muito intensamente, poderia apostar, tratando da fria probabilidade que estudo, e agora se aplica no amor, que essa relação vai acabar em lágrimas.
Fora isso, eu também não desprezo a sensação de ter o amor correspondido, pela amada em questão, se sentir amado, para nós, e para todos, mas principalmente para nós, é algo extraordinário, poruqe são as nossas primeiras vezes, experimentando o sentimento de partilhar um só coração, se sentir amado, querido, desejado, e desejar que o tempo nao passe, até porque na maioria dos casos, um jovem não ama o outro com a mesma intensidade, e como eu disse antes, acaba em lágrimas.
Esse acabar em lágrimas é outro ponto importante, novamente, o sentimento é inversamente proporcional(sim, mais uma aplicação da matemática no amor) ao sentimento de amor correspondido, a intensidade é a mesma, só que com um sinalzinho de negativo na frente, é uma sensação de dor, como se a culpa de não ter dado certo fosse sua, um desejo de fazer tudo para fazer as coisas voltarem a ser como eram antes, e a sensação que toda a felicidade foi arrancada de você(quem é meio nerd e conhece os dementadores do mundo de harry potter sabe do que estou falando)
substituindo na equação:
x = -y = amor = -Dor -Amor=dor Amor = 1
__
Dor
Finalizando, gostaria de me desculpar por erros de português devidos a um longo tempo sem escrever sem ser no MSN, que acaba com a escrita de qualquer um, com suas abreviações diabólicas. E me desculpar pelo negativismo que eu trouxe à paixão que move a todos nós, jovens, semi-jovens e idosos como meu dindo.
P.S: nao me expulse da verbeat por este comentário maldoso
PSS: desculpe também aos apaixonados adolescentes lendo isso, se fiz vocês pensarem que quis dizer que as relações de vocês estão condenadas, foi a minha intensão, mas sempre existem as exceções, e essas, bem, duram pra sempre.
Gabriel, O Pensador

Cara, eu entendo esse lance de coisas jovens. Na verdade a coisa não é muito diferente, quero dizer, é uma fase de transição, mas não há meio termos: ou tu já cresceu, ou não, e isso é um fator determinante no tal amor-jovem, coisa que pra mim não existe, já que amor não é livro pra ter capítulos. Se um cara crescido namora uma guria que ainda não acordou para o mundo, ou vice-versa, a coisa não vai rolar, os interesses não batem, a procura não é a mesma. Enquanto a tal ilusão Freudiana durar vai ser uma beleza, mas quando acabar, acaba sem problemas. Seres humanos são egoístas, e o mundo é um lugar sujo, e isso é o que aprendemos de mais valioso na fase da adolescência, na minha opinião. Qualquer pessoa está disposta a fazer a outra chorar para ficar numa boa. A mentalidade não é a mesma, então, se uma terminar, pode não ser grande coisa, mas para a outra pode ser um lance muito sério, se tu me entende. Acho que falo disso porque já passei por isso, já estive nos dois papéis, e tudo o que venho aprendendo, em suma, é que são coisas naturais da vida, são essas as coisas que nos tornam quem somos, as desilusões e tudo o mais, afinal de contas, a sabedoria não se aprende na escola.
Tá, caguei toda a parte final, mas acho que me fiz entender. O post tá bem escrito, só melhora a gramática e cuida a pontuação. Cuidado para não se fazer cair no ridículo.
ã, e temos um comentário muito otimista da parte do thiago, o mundo é um lugar sujo, as pessoas são egoístas, tudo que uma pessao precisa ouvir para animar o dia. Mas não deixam de ser comentários válidas e com um teor de verdade bem peculiar.
O Cazuza cantava: "O nosso amor a gente inventa, prá se distrair, e quando acaba a gente pensa que ele nunca existiu". É uma constatação muito dura, mas tem muito de verdade e tem a ver com o que tu estavas comentando sobre a carência. O quanto de construído tem numa paixão....quantas horas ficamos elaborando o efeito que uma certa e única pessoa exerce em nós: o rajado da cor dos olhos, o jeitinho que a franja cai na testa, o sorriso, o olhar....tudo construído hora a hora. E não pense que estou desfazendo do poder da atração, muito pelo contrário. Se aparecesse um turista alienígena aqui na terra e me pedisse dicas do que fazer, eu primeiro perguntaria "quanto tempo planejas ficar por aqui?" e depois recomendaria "amar e ser amado em igual intensidade em tempo suficiente para ter a ilusão de segurança, de que vale a pena, de que vai durar, de que agora é pra valer!" E sofra em igual intensidade quando acabar!
Já amor é outra coisa muito diferente. A próxima palestra do Lama no CEBB POA será : "Relações Lúcidas: é possível amar sem apego?" . Não deixe de comparecer!
Beijão