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A amiga Paula Lee me mandou seu livro recém-lançado, "Alugo o Meu Corpo", que lerei assim que acabar o novo do Dawkins.

Com gentileza, mandei um "Virgínia Berlim - Uma Experiência" para ela, que leu e postou:

(trecho:)

O que marca esse romance do Luiz Biajoni é justamente a sua escrita, o seu estilo, a forma com que vai misturando situações numa só, e descrevendo, ao pormenor, os pensamentos que nos rodeiam em momentos de expectativa.

(outro:)

A parte mais erótica do livro, algo esperado pelo menos para quem leu o “Sexo anal”, livro anterior do autor, com uma outra Virgínia, bem diferente da Berlim, segundo a minha opinião é a da página 26. Mas não vou reproduzir aqui, claro que não. Quem tiver comprado o livro, vai na página 26 e vê se esse momento erótico não é uma das passagens mais belas do livro.

Ér, gostei demais do post, Paula. Um post assim faz um escritorzinho ganhar o dia.
:>)

Leia o post todo da Paula Lee.
Compre "Virgínia Berlim" - restam pouquíssimos exemplares.
E compre "Alugo o Meu Corpo", o livro da Paula, pô.

fotas no rio

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(Bruno Cattoni, que lançou "Silêncio de Girassóis na Livraria da Travessa, e Vicente Pironti)

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(Dira Paes com o livro e num clic especial para o papai aqui)

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(Eu e Viva comemos excelentes sushis num lugar bacana de Ipanema)

perigo no rio

Pegamos o avião em Viracopos e em 40 minutos estávamos no Galeão, Rio. Eu estava com uma camisa fofa, branca, que me deixa com os pêlos do peito à mostra, com uma grandissíssima cara de guei. Meu companheiro (no sentido social, não sexual), Vicente, precisou passar no caixa eletrônico, sacar dinheiro. Fiquei por ali, quando um cara encostou. Não falou nada mas nos acompanhou até o elevador e entrou. Tinha outras pessoas no elevador e eu decidi fazer uma daquelas piadinhas bestas; virei pro meu amigo e resmunguei que não aguentava mais esse trabalho de cover do Renato Russo, estava estafado. Ele riu, o pessoal olhou meio desconfiado e, bem, esse cara que tinha se encostado na gente lá em cima, também.

Podia ser um pederasta, sei lá... Mas o cara foi chegando, perguntou se queríamos táxi até o centro. "Sim, queremos". "Eu faço mais barato, R$ 50,00". Bem, pensei, o cara é um taxista caçando clientes!

Foi quando ele pegou minha bolsa, "pode deixar que eu levo", e foi em direção às escadas. Fui atrás e, logo atrás de mim, o Vicente. Na descida, observou que os caixas eletrônicos estavam bem vazios naquela manhã - e eu concordei. E perguntou de onde éramos - eu respondi.

Envolvido na conversa quase não reparei no carro quando ele abriu o porta malas e colocou minha mala dentro. Mas reparei que Vicente não estava logo atrás de mim. Olhei para trás e ele estava parado a uns 50 metros... Foi como se tivesse caído a ficha pra mim: aquele cara era um sequestrador. Vicente gritou: "Bia, pega a mala e vem pra cá". E eu fiz isso rapidamente, saímos correndo, subimos as escadas correndo e só pude ouvir o cara ligando o carro lá atrás.

Escapamos.

O carro do cara não tinha identificações de táxi e o Vicente estranhou a consideração sobre o caixa eletrônico... Foi rápido para não se deixar envolver com a conversa mole e corajoso para gritar e me alertar. Se tivéssemos entrado no carro provavelmente teríamos sido assaltados, roubariam nossas bagagens, saques em caixa eletrônicos, sequestro relâmpago, talvez coisa pior.

Deu uma tremedeira depois. Pegamos um táxi de linha e contamos a história para o taxista - ele disse que esse tipo de coisa acontece direto; e não só no aeroporto como em rodoviárias no Rio. A associação dos taxistas sabe, já fez várias denúncias, existem tapes com gravações das ações, com as caras dos marginais, mas... Não pegam ninguém e a ação continua ocorrendo.

Não é de se conjecturar que gente graúda saiba? Gente da própria Infraero? Por conta desse medo, não fizemos uma denúncia formal, um B.O. qualquer.

Acho meu dever contar a história aqui para alertar os parcos leitores - e seria legal se todos divulgassem. Se eu tivesse ouvido algo sobre práticas assim, teria me precavido.

Fica o alerta.

Ah, sim, aconteceram coisas ótimas no Rio, que eu conto assim que passar o trauma.

Você lê muito?
Sei.

É daqueles que DEVORAM, né?
Não pode ver uma livraria que já vai sacando o talão de cheques?
Sei.

Então me diz, você conhece Carlos Nascimento Silva? E Antonio Torres?
Quem sabe você conheça Affonso Ávila. Não? E Neide Archanjo? Armando Freitas Filho?
Artur Oscar Lopes, conhece? E João Anzanello Carrascoza?

Marta Rossetti Batista? Lira Neto? Araújo Freire?
Talvez Eliane Brum ou Klester Cavalcanti?
Não?

Pois são todos vencedores do Prêmio Jabuti, o mais tradicional do Brasil.
Quase todos lançados por pequenas editoras ou editoras em ascenção: Agir, Arquipélago, Ateliê, A Girafa, Edições Inteligentes, Vila das Letras, Capivara Editora...

No ano passado deu Cia das Letras quase de cabo a rabo.
A lista completa, aqui.

Interessante, vai dizer?

O consumidor só se fode. Quando se fode mais que o normal, não tem onde reclamar. Acreditem, eu sei o que falo. Na maioria das vezes, Procon não adianta. Noutras, o sacrifício seria grande demais - e haja saco. Eu ajudei a montar aqui uma ONG de defesa do cidadão - que existe até hoje - mas pulei fora do barco por desavenças com outros diretores. Logo eu, uma pessoa doce.

Enfim.

Quinta-Feira começou a acabar a água no bairro em que moro. Na Sexta acabou de vez. Decidimos esperar, saímos para comer algo. Fomos para Limeira, eu, Karen e Lia até a Cachaçaria Água Doce onde havíamos provado uma moela com mandioquinha tempos atrás... Fizemos o mesmo pedido. Uma cerva, uma cachaça, um caldo de mandioquinha para Lia, um pão com alho... E então eu peço, hmmm, meio copo com uma laanja esperemida para a Lia. Não queria uma jarra de suco, já que ela não ia beber tudo e teríamos que jogar fora. A garçonete diz que pode fazer, mas cobraria o mesmo valor da jarra. É mole? Pedimos então a jarra.

A porção foi decepcionante, com meia dúzia de moelas picadas num caldo aguado. A caneca de mandioquinha da Lia, igualmente fraca - parecia sopa de hospital. No meio da, ér, "refeição", pedi um pouco mais de queijo ralado - que me foi cobrado na conta, R$ 1,00. A solução é não mais voltar lá, claro.

Voltamos pra casa com fome - e não conseguimos tomar banho.

No Sábado fomos para Itatiba em fuga da falta d´água. Paramos no Giovanetti do Shopping Dom Pedro e comemos uma deliciosa porção de bolinhos de bacalhau com chopes. Quando veio a conta nem olhei direito e saquei o cartão... Sorte que voltei atrás e peguei para ver... cobraram 20% (!!!) do serviço. Espantei-me. O garçon pediu desculpas, disse que se engaram. Fiquei com cara de samambaia.

Essas coisas me deixam cabreiro, embora quase sempre eu simplesmente não consiga reagir no momento.

Chegamos em casa no Domingo e eu me aprontei na cadeira para assistir a "All That Jazz". Encontrei o filme numa banca de promoção dentro do supermercado na Quinta passada e comprei entusiasmado - quase não se vê o filme por aí... Comprei. Cheguei em casa, abri e... surpresa!: o filme não estava lá dentro! Comprei só a capinha! A Karen voltou ao supermercado no dia seguinte e o trocou. No Domingo, botei o filme mas o DVD não aceitava... Isso porque a mídia estava COMPLETAMENTE arranhada; nunca vi nada parecido.

O que eu faço?

No momento, só me passa pela cabeça dançar um tango argentino.

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O Escrúpulos continua sendo um dos blogs mais gostosos de se ver.

Brancão estará hoje, dia 13 de Agosto, dia do cachorro louco, às 20h, DANDO entrevista na AllTV - se ele não mandar um abraço pra mim, não falo mais com ele. Assista e confira!

E veja também essa interessante adaptação de um dos melhores textos do Branco. O nego tá tudo e não tá prosa!

Ontem cedo eu estava por aí na internet e achei a foto abaixo. Segundo a legenda, foi tirada no dia em que ela, Sharon Tate, foi morta pela Família Manson, em 9 de Agosto de 1969. Sem nenhum motivo aparente - e eu faço muito isso - dei um clique com o direito e salvei.

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Ainda ontem cedo, um pouco mais tarde, 11h15, um crime caiu no meu colo. Um senhor de 63 anos, o "seu" Antenor, esfaqueou várias vezes seu senhorio e a senhora; o senhorio, de 73 anos, morreu, a mulher está internada em estado grave. O assassino, que morava na pensão há 11 anos, se entregou tranquilamente, disse que não estava arrependido, que matou os dois porque eles deixavam "maconheiros" se hospedarem por lá, e que... estava "fazendo justiça"... Há algum tempo ele havia começado a frequentar uma igreja evangélica e, lá, ele viu que devia fazer isso: uma "limpeza".

Vi semelhanças com o caso Tate-Manson; malucos guiados por vozes existem desde sempre.

O que me impressiona é que... será que ninguém observou, ao longo dos 63 anos deste senhor, que ele era um maluco desequilibrado? Ninguém notou nada de errado? Ninguém lá na igreja dele, nenhum amigo, vizinho, parente ou mesmo os senhorios? E se alguém tivesse detectado, como deveria reagir. Se eu vejo um cara perigoso, que pode se tornar mais perigoso ainda por conta de qualquer desequilíbrio mental, como devo reagir?

Alguém sabe?

Olhando as efemérides deste 9 de Agosto, para confirmar o dia da morte de Tate, vi que há 10 anos morria Betinho. Lembrei. Eu deveria estar no Rio de Janeiro hoje, para o lançamento de "Betinho: Sertanejo, Mineiro, Brasileiro", de Carla Rodrigues, no Circo Voador. Acabou não dando para ir...

Betinho, seu Antenor...
Quanta diferença entre as pessoas, vai dizer?

Yvonne Paradtz:

"Li de uma tacada e uma das coisas que mais me deixaram impressionada é que eu tive uma espécie de simbiose com o personagem masculino que é o narrador da história. Eu me envolvi com ele de forma tal que cheguei a sentir cheiros, dores, vontade de fumar e de beber. Fiquei impregnada com a sua agonia."

Felipe Gomes:

"Se por um lado Sexo Anal - Uma Novela Marrom é tenso e pesado como um coice de mula, Virgínia Berlim - Uma Experiência é doce... muito doce! O que mostra bem o contraste e talento do Biajoni. Virgínia Berlim é tão... delicado."

Felipe baixou "Sexo Anal", leu rapidinho e imediatamente comprou "Virgínia Berlim". Se você não baixou "Sexo Anal" ainda, corra - em breve sai do ar. Se você ainda não comprou "Virgínia Berlim", corra - tá acabando. Talvez o comercial do livro te seduza.

Faltam poucos exemplares de "Virgínia Berlim - Uma Experiência", se você não comprou, corra!

No lançamento em Sampa, Sábado, Christiana Nóvoa comprou, leu e me mandou o e-mail:

"Acabei agorinha de ler o livro. Resumindo: adorei. Uma pequena novela, de ler de uma sentada, ou pisada, mas fica latejando. O amor pode ser estranho, a vida passa: corta e dói mas depois passa. A narrativa flui como água, ora sangra. Sem drama, firula, nenhuma afetação que coagule, vai indo e escorrendo, pausa pra refletir na sacada. Ao fim não empoça, sobe as escadas. E a trilha? a gente segue à cega, que o cara sabe onde tem o ouvido."

Pelo preço de uma pizza, o livro com CD de trilha-sonora. Compre!
E leia os novos; aproveite a venda casada e leve os livros do Alex.

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APDEITE:
Ah, sim, Sexta-Feira, 27, tem lançamentoOsViraLata em Salvador!

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