agosto 28, 2007

paula lee lê "virgínia berlim"

A amiga Paula Lee me mandou seu livro recém-lançado, "Alugo o Meu Corpo", que lerei assim que acabar o novo do Dawkins.

Com gentileza, mandei um "Virgínia Berlim - Uma Experiência" para ela, que leu e postou:

(trecho:)

O que marca esse romance do Luiz Biajoni é justamente a sua escrita, o seu estilo, a forma com que vai misturando situações numa só, e descrevendo, ao pormenor, os pensamentos que nos rodeiam em momentos de expectativa.

(outro:)

A parte mais erótica do livro, algo esperado pelo menos para quem leu o “Sexo anal”, livro anterior do autor, com uma outra Virgínia, bem diferente da Berlim, segundo a minha opinião é a da página 26. Mas não vou reproduzir aqui, claro que não. Quem tiver comprado o livro, vai na página 26 e vê se esse momento erótico não é uma das passagens mais belas do livro.

Ér, gostei demais do post, Paula. Um post assim faz um escritorzinho ganhar o dia.
:>)

Leia o post todo da Paula Lee.
Compre "Virgínia Berlim" - restam pouquíssimos exemplares.
E compre "Alugo o Meu Corpo", o livro da Paula, pô.

Posted by biajoni at 12:43 PM | Comments (1)

agosto 27, 2007

fotas no rio

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(Bruno Cattoni, que lançou "Silêncio de Girassóis na Livraria da Travessa, e Vicente Pironti)

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(Dira Paes com o livro e num clic especial para o papai aqui)

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(Eu e Viva comemos excelentes sushis num lugar bacana de Ipanema)

Posted by biajoni at 1:06 PM | Comments (5)

agosto 24, 2007

perigo no rio

Pegamos o avião em Viracopos e em 40 minutos estávamos no Galeão, Rio. Eu estava com uma camisa fofa, branca, que me deixa com os pêlos do peito à mostra, com uma grandissíssima cara de guei. Meu companheiro (no sentido social, não sexual), Vicente, precisou passar no caixa eletrônico, sacar dinheiro. Fiquei por ali, quando um cara encostou. Não falou nada mas nos acompanhou até o elevador e entrou. Tinha outras pessoas no elevador e eu decidi fazer uma daquelas piadinhas bestas; virei pro meu amigo e resmunguei que não aguentava mais esse trabalho de cover do Renato Russo, estava estafado. Ele riu, o pessoal olhou meio desconfiado e, bem, esse cara que tinha se encostado na gente lá em cima, também.

Podia ser um pederasta, sei lá... Mas o cara foi chegando, perguntou se queríamos táxi até o centro. "Sim, queremos". "Eu faço mais barato, R$ 50,00". Bem, pensei, o cara é um taxista caçando clientes!

Foi quando ele pegou minha bolsa, "pode deixar que eu levo", e foi em direção às escadas. Fui atrás e, logo atrás de mim, o Vicente. Na descida, observou que os caixas eletrônicos estavam bem vazios naquela manhã - e eu concordei. E perguntou de onde éramos - eu respondi.

Envolvido na conversa quase não reparei no carro quando ele abriu o porta malas e colocou minha mala dentro. Mas reparei que Vicente não estava logo atrás de mim. Olhei para trás e ele estava parado a uns 50 metros... Foi como se tivesse caído a ficha pra mim: aquele cara era um sequestrador. Vicente gritou: "Bia, pega a mala e vem pra cá". E eu fiz isso rapidamente, saímos correndo, subimos as escadas correndo e só pude ouvir o cara ligando o carro lá atrás.

Escapamos.

O carro do cara não tinha identificações de táxi e o Vicente estranhou a consideração sobre o caixa eletrônico... Foi rápido para não se deixar envolver com a conversa mole e corajoso para gritar e me alertar. Se tivéssemos entrado no carro provavelmente teríamos sido assaltados, roubariam nossas bagagens, saques em caixa eletrônicos, sequestro relâmpago, talvez coisa pior.

Deu uma tremedeira depois. Pegamos um táxi de linha e contamos a história para o taxista - ele disse que esse tipo de coisa acontece direto; e não só no aeroporto como em rodoviárias no Rio. A associação dos taxistas sabe, já fez várias denúncias, existem tapes com gravações das ações, com as caras dos marginais, mas... Não pegam ninguém e a ação continua ocorrendo.

Não é de se conjecturar que gente graúda saiba? Gente da própria Infraero? Por conta desse medo, não fizemos uma denúncia formal, um B.O. qualquer.

Acho meu dever contar a história aqui para alertar os parcos leitores - e seria legal se todos divulgassem. Se eu tivesse ouvido algo sobre práticas assim, teria me precavido.

Fica o alerta.

Ah, sim, aconteceram coisas ótimas no Rio, que eu conto assim que passar o trauma.

Posted by biajoni at 4:37 PM | Comments (19)

agosto 23, 2007

interessante...

Você lê muito?
Sei.

É daqueles que DEVORAM, né?
Não pode ver uma livraria que já vai sacando o talão de cheques?
Sei.

Então me diz, você conhece Carlos Nascimento Silva? E Antonio Torres?
Quem sabe você conheça Affonso Ávila. Não? E Neide Archanjo? Armando Freitas Filho?
Artur Oscar Lopes, conhece? E João Anzanello Carrascoza?

Marta Rossetti Batista? Lira Neto? Araújo Freire?
Talvez Eliane Brum ou Klester Cavalcanti?
Não?

Pois são todos vencedores do Prêmio Jabuti, o mais tradicional do Brasil.
Quase todos lançados por pequenas editoras ou editoras em ascenção: Agir, Arquipélago, Ateliê, A Girafa, Edições Inteligentes, Vila das Letras, Capivara Editora...

No ano passado deu Cia das Letras quase de cabo a rabo.
A lista completa, aqui.

Interessante, vai dizer?

Posted by biajoni at 11:41 AM | Comments (10)

agosto 20, 2007

o consumidor que sifu

O consumidor só se fode. Quando se fode mais que o normal, não tem onde reclamar. Acreditem, eu sei o que falo. Na maioria das vezes, Procon não adianta. Noutras, o sacrifício seria grande demais - e haja saco. Eu ajudei a montar aqui uma ONG de defesa do cidadão - que existe até hoje - mas pulei fora do barco por desavenças com outros diretores. Logo eu, uma pessoa doce.

Enfim.

Quinta-Feira começou a acabar a água no bairro em que moro. Na Sexta acabou de vez. Decidimos esperar, saímos para comer algo. Fomos para Limeira, eu, Karen e Lia até a Cachaçaria Água Doce onde havíamos provado uma moela com mandioquinha tempos atrás... Fizemos o mesmo pedido. Uma cerva, uma cachaça, um caldo de mandioquinha para Lia, um pão com alho... E então eu peço, hmmm, meio copo com uma laanja esperemida para a Lia. Não queria uma jarra de suco, já que ela não ia beber tudo e teríamos que jogar fora. A garçonete diz que pode fazer, mas cobraria o mesmo valor da jarra. É mole? Pedimos então a jarra.

A porção foi decepcionante, com meia dúzia de moelas picadas num caldo aguado. A caneca de mandioquinha da Lia, igualmente fraca - parecia sopa de hospital. No meio da, ér, "refeição", pedi um pouco mais de queijo ralado - que me foi cobrado na conta, R$ 1,00. A solução é não mais voltar lá, claro.

Voltamos pra casa com fome - e não conseguimos tomar banho.

No Sábado fomos para Itatiba em fuga da falta d´água. Paramos no Giovanetti do Shopping Dom Pedro e comemos uma deliciosa porção de bolinhos de bacalhau com chopes. Quando veio a conta nem olhei direito e saquei o cartão... Sorte que voltei atrás e peguei para ver... cobraram 20% (!!!) do serviço. Espantei-me. O garçon pediu desculpas, disse que se engaram. Fiquei com cara de samambaia.

Essas coisas me deixam cabreiro, embora quase sempre eu simplesmente não consiga reagir no momento.

Chegamos em casa no Domingo e eu me aprontei na cadeira para assistir a "All That Jazz". Encontrei o filme numa banca de promoção dentro do supermercado na Quinta passada e comprei entusiasmado - quase não se vê o filme por aí... Comprei. Cheguei em casa, abri e... surpresa!: o filme não estava lá dentro! Comprei só a capinha! A Karen voltou ao supermercado no dia seguinte e o trocou. No Domingo, botei o filme mas o DVD não aceitava... Isso porque a mídia estava COMPLETAMENTE arranhada; nunca vi nada parecido.

O que eu faço?

No momento, só me passa pela cabeça dançar um tango argentino.

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Posted by biajoni at 2:29 PM | Comments (8)

agosto 18, 2007

saudade do iraldo

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O Escrúpulos continua sendo um dos blogs mais gostosos de se ver.

Posted by biajoni at 12:51 PM | Comments (4)

agosto 13, 2007

branco multimídia

Brancão estará hoje, dia 13 de Agosto, dia do cachorro louco, às 20h, DANDO entrevista na AllTV - se ele não mandar um abraço pra mim, não falo mais com ele. Assista e confira!

E veja também essa interessante adaptação de um dos melhores textos do Branco. O nego tá tudo e não tá prosa!

Posted by biajoni at 5:09 PM | Comments (2)

agosto 9, 2007

o seu antenor e betinho

Ontem cedo eu estava por aí na internet e achei a foto abaixo. Segundo a legenda, foi tirada no dia em que ela, Sharon Tate, foi morta pela Família Manson, em 9 de Agosto de 1969. Sem nenhum motivo aparente - e eu faço muito isso - dei um clique com o direito e salvei.

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Ainda ontem cedo, um pouco mais tarde, 11h15, um crime caiu no meu colo. Um senhor de 63 anos, o "seu" Antenor, esfaqueou várias vezes seu senhorio e a senhora; o senhorio, de 73 anos, morreu, a mulher está internada em estado grave. O assassino, que morava na pensão há 11 anos, se entregou tranquilamente, disse que não estava arrependido, que matou os dois porque eles deixavam "maconheiros" se hospedarem por lá, e que... estava "fazendo justiça"... Há algum tempo ele havia começado a frequentar uma igreja evangélica e, lá, ele viu que devia fazer isso: uma "limpeza".

Vi semelhanças com o caso Tate-Manson; malucos guiados por vozes existem desde sempre.

O que me impressiona é que... será que ninguém observou, ao longo dos 63 anos deste senhor, que ele era um maluco desequilibrado? Ninguém notou nada de errado? Ninguém lá na igreja dele, nenhum amigo, vizinho, parente ou mesmo os senhorios? E se alguém tivesse detectado, como deveria reagir. Se eu vejo um cara perigoso, que pode se tornar mais perigoso ainda por conta de qualquer desequilíbrio mental, como devo reagir?

Alguém sabe?

Olhando as efemérides deste 9 de Agosto, para confirmar o dia da morte de Tate, vi que há 10 anos morria Betinho. Lembrei. Eu deveria estar no Rio de Janeiro hoje, para o lançamento de "Betinho: Sertanejo, Mineiro, Brasileiro", de Carla Rodrigues, no Circo Voador. Acabou não dando para ir...

Betinho, seu Antenor...
Quanta diferença entre as pessoas, vai dizer?

Posted by biajoni at 2:47 PM | Comments (8)

julho 30, 2007

falando de virgínia berlim

Yvonne Paradtz:

"Li de uma tacada e uma das coisas que mais me deixaram impressionada é que eu tive uma espécie de simbiose com o personagem masculino que é o narrador da história. Eu me envolvi com ele de forma tal que cheguei a sentir cheiros, dores, vontade de fumar e de beber. Fiquei impregnada com a sua agonia."

Felipe Gomes:

"Se por um lado Sexo Anal - Uma Novela Marrom é tenso e pesado como um coice de mula, Virgínia Berlim - Uma Experiência é doce... muito doce! O que mostra bem o contraste e talento do Biajoni. Virgínia Berlim é tão... delicado."

Felipe baixou "Sexo Anal", leu rapidinho e imediatamente comprou "Virgínia Berlim". Se você não baixou "Sexo Anal" ainda, corra - em breve sai do ar. Se você ainda não comprou "Virgínia Berlim", corra - tá acabando. Talvez o comercial do livro te seduza.

Posted by biajoni at 2:00 PM | Comments (1)

julho 25, 2007

está acabando...

Faltam poucos exemplares de "Virgínia Berlim - Uma Experiência", se você não comprou, corra!

No lançamento em Sampa, Sábado, Christiana Nóvoa comprou, leu e me mandou o e-mail:

"Acabei agorinha de ler o livro. Resumindo: adorei. Uma pequena novela, de ler de uma sentada, ou pisada, mas fica latejando. O amor pode ser estranho, a vida passa: corta e dói mas depois passa. A narrativa flui como água, ora sangra. Sem drama, firula, nenhuma afetação que coagule, vai indo e escorrendo, pausa pra refletir na sacada. Ao fim não empoça, sobe as escadas. E a trilha? a gente segue à cega, que o cara sabe onde tem o ouvido."

Pelo preço de uma pizza, o livro com CD de trilha-sonora. Compre!
E leia os novos; aproveite a venda casada e leve os livros do Alex.

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APDEITE:
Ah, sim, Sexta-Feira, 27, tem lançamentoOsViraLata em Salvador!

Posted by biajoni at 3:32 PM | Comments (12)

julho 23, 2007

o sábado foi super

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(O destaque da noite: recital de Lia. Foto de Sandra Pontes. Colo da Tia Sol)

Sim, sim, a Lia mostrou seus dotes pianísticos, coisa de genes artísticos. Foi o destaque, mas não ficou muito à frente da simplesmente enorme enxurrada de amigos e/ou blogueiros que aportaram (sem arremeterem) no Canto da Madalena no sábado, para a Noite de Lançamento OsViraLata.

Foi sensacional, brothers; foi mesmo uma noite inesquecível. Sandra Pontes fez fotos que estão aqui, mas outras surgirão em breve. Tenho que destacar a impressionante e imprevisível presença de Chris Nóvoa e de Tata Maneschy. E deixar um beijo para as maravilhosas Juju, Lulu, Bibi, Beta, Olivia, Pat Kholer, Alessandra e minha linda Fresca.

Um abraço de obrigado para: André, Briga, Shiraga, Paulinho, Ulisses, Ina, Ian Black, Doni, Helder, Tuca, Marmota, Guga Alayon e para o super Lord Broken Pottery que ficou pouco, nem deu pra prosear...

Foram todos muito bem recepcionados pela Ana e pelo Pedro, filhos d´O Editor.
:>)

Posted by biajoni at 2:20 PM | Comments (14)

julho 19, 2007

jornal biajônico

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- Primeiramente, estão todos convidados para o lançamento paulistano dos livros. No Rio foi ótimo, deu notinha n´O Globo e saiu uma super matéria na Tribuna da Imprensa. Amaury Jr. esteve lá, em Sampa a Joyce Pascowitch já confirmou. Pinta lá!

- Encontrei Jussara Soares em Volta Redonda em minha ida ao Rio. Ela leu "Virgínia Berlim" e publicou um lindo texto em seu blog: (trecho) "Dessas paixões que chegam quando estamos distraídos. Desses casos mal-resolvidos. De amores, de dores e uma experiência. Tão brutal quanto delicado"
Obrigado, Jussara. O livro pode ser comprado aqui.

- Publicar no papel ou não publicar no papel? Julio Daio Borges vinha apontando alternativas quando, inesperadamente, fez uma matéria para o Estadão dizendo que a internet pode ser um excelente stargate para as grandes editoras - e eu fiquei confuso. Ele agora se explica, no Digestivo. O que eu entendi foi que ele escreveu uma matéria velha, que não envolveu pesquisa, pois ele queria há tempos (desde 2000) contar a história da "minha geração" (sic). Falou de livros velhos, mal distribuídos, conhecidos por grupelhos, encalhados ou míticos, sumidos. Recebeu pela matéria, mas só mostrou brodagem com os autores. Pena. Perdeu a oportunidade de escrever uma boa matéria sobre um tema interessante.

- Hermê memenciona (sacou?) para o "Prêmio de Excelência da Internet" - mas como é uma menção honrosa (não entrei nos seus seis melhores), me desobrigo de indicar alguém.

- Pô, deixa eu indicar de novo o blog da Karen, minha mulherzona querida: "A Fresca".

- A Luma pergunta o que tou ouvindo e a resposta correta seria... a Rádio CBN. Quando o assunto é música, achei essa bela versão de "Berlin" com Reed e Cale no Bataclan em 1972 e eu acho esse YouTube mesmo uma coisa maravilhosa! Ainda no playlist do TouTube, tenho ouvido essa versão (que eu não conhecia) de Jeff Buckley para "Calling You", clássica canção de "Bagda Cafe"; Chet Baker e Van Morrison em "Send in the Clowns", lindo, lindo, lindo; e uma das minhas preferidas de sempre, um clipe super com a Laura Dern, de Widespread Panic com Vic Chesnutt, "Aunt Avis", assista, assista, assista! Porém, devo dizer, a música que mais tenho ouvido é "A Vida é Doce", na versão acústica do Lobão. Ficou linda. Já ouviu?

Posted by biajoni at 10:09 AM | Comments (9)

julho 18, 2007

desconsolo

Nossos políticos são nossos próprios terroristas.

Posted by biajoni at 10:08 AM | Comments (10)

julho 11, 2007

caindo na estrada

Na Quinta pego buso para Volta Redonda, onde passo a Sexta-Feira com minha super-filha querida e, se tudo rolar às pampas, na Sexta tomo um choppinho com amigos desse blog em Volta Redonda, capitaneados pela mamãe Claudia Lyra.

Sábado pego novo Mercedão para o Rio onde espero ser apanhado pelo digníssimo gordo e gago Alex Castro na rodoviária - e espero que ele me leve para almoçar num restaurante bacana e pague o rango.

Sete da noite, por aí, pegamos os livros e vamos para o Amarelinho, onde conversaremos com amigos e fãs ensandecidas - e também espero vender alguns livrinhos. Se você não quiser comprar livrinhos ou for mais um desses seres "sem-R$ 25,00" que andam por aí, beleza!, pinte lá para papearmos apenas. Será lindo.

Domingo cedo apanho ônibus para Sampa - a passagem no Rio será relâmpago, então, não perda!
:>)

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(André Delgado, um dos últimos felizardos compradores de "Virgínia Berlim, O Editor e eu)

Posted by biajoni at 5:29 PM | Comments (15)

julho 10, 2007

no rio

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Na Sext-Feira, dia 13, estarei em Volta Redonda. Tem alguém das redondezas que topa um happy-hour com direito a livrinhos fresquinhos?

Posted by biajoni at 11:00 AM | Comments (3)

julho 7, 2007

topicuzinhos [ou] um assunto puxa outro

- Primeiro e mais importante, hoje é aniversário da dama mais charming do Rio, Dona Viva. Parabéns, lindona. A família aqui manda beijos mil.

- Falando em família, o lançamento do livro hoje, em Limeira, vai ter a presença do clã Leone. Estarão disponíveis para compra os livros de Alex Castro e do próprio Branco. Aliás, os lançamentos no Rio e em Sampa prometem bombar. O release do lançamento está aqui. Se você puder enviar para todos os seus amigos - especialmente praqueles da imprensa - agradecemos.

- Falando em livros, queria ter ido à FLIP para conhecer Jim Dodge. O velhaco americano teve o seu livro "Fup" lançado e incensado por aqui. É realmente um livrinho muito legal e fácil de ler e como está esgotado (dizem que vendeu 30 mil!), aqui tem o .pdf para você baixar e ler. Leia. Porém, "Fup" não é o melhor de Jim Dodge. Entre as coisas mais sensacionais que já li na vida, destaco "O Enigma da Pedra", romance que Dodge escreveu durante um ano, de maneira profissional, ocupando cinco horas de seu dia nele. É um livro fantástico e creio, sinceramente, que seu lançamento no Brasil não tenha gerado repercussão por conta da HORRENDA capa que a José Olympio botou nele. Credo.

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(Fala sério!)

"O Enigma da Pedra" conta a história de Daniel Pearse, um sujeito muito mais interessante que Holden Caufield. Nascido de uma jovem e louquinha mãe de 16 anos, ele cresce mantido por uma organização internacional de foras-da-lei, a AMO, que tem como líder um ex-mágico que tem a capacidade de se desmaterializar. Uma das leituras mais saborosas que já fiz, e um livro que leria. Outros quatro livros que foram importantes para mim e que eu leria e leio sempre, aproveitando a meme da Charolastra, são: "O Poder do Mito", do Joseph Campbell (salvou minha vida em 95, 96, me botando nos trilhos); "Trópico de Câncer", do Henry Miller (que mostrou que dava pra escrever sem ser chato ou rançoso); "Ficções", de J.L. Borges (ampliou as possibilidades); "Watchmen", do Alan Moore (piração no limite do real). Leiam.

- Falando em meme, o camarada Ian Black pergunta o que estou ouvindo. Rapaz, estou ouvindo quase uma só coisa ultimamente: "B-Sides & Rarities" do Nick Cave - pack triplo, presente do brou Rodrigo Francischângelis. O disco 3 é só sublime, quase um "The Boatmans Call II". De doer de lindo.

- O Briga também me chama pruma meme de música, mais complicadinha. Nesta correria toda, não vai dar pra responder toda. Basicamente, o disco que eu gosto & costumo ouvir inteirinho de ponta-a-ponta, nunca de outro jeito, é o "Misplaced Childhood", do Marillion. Se você tem preconceito, devia dar uma chance, ouvir esse disco, acompanhar as letras, viajar na maravilhosa capa:

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- Maravilhoso foi reencontrar os amigos Ian Black, Inagaki e Marmota e conhecer outros grandes blogueiros (como o Carlos Cardoso) no lançamento da Fiz.TV, novo canal da Abril que entra no ar em Sampa no final do mês. O lançamento do canal reuniu amigos para pizza & cerveja na Sexta-Feira da semana passada e espero fazer um relato apurado, já que foi um dos dias em que fiquei mais com o cu na mão na história da minha vida - peguei a mais densa neblina na volta de Sampa para Americana, plena madrugada... Foi foda.

- Foda, no melhor sentido da palavra, foi saber do lançamento, finalmente, do livro de Paula Lee, lá em Portugal. A brasileira, garota de programa que mora lá, não se restringe a contar histórias com clientes à la Bruna Surfistinha. Ela também reflete sobre o tráfico de seres-humanos além-mares. Assim que ler, comento mais. Parabéns, Paula.

- E obrigado para a Dre Nobre, Claudia Lyra, John Coffey, Mauro Amaral, João Nababu, a B* e os malucos do Cavalo Verde, que escreveram e ajudaram a divulgar "Virgínia Berlim" e os livros d´OsViraLata.

- E, ãhn, estaria Anna V. grávida?

Posted by biajoni at 10:20 AM | Comments (6)

junho 29, 2007

a primeira matéria e o primeiro e-mail de VB

Saiu hoje no Jornal de Limeira a primeira resenha em impresso de "Virgínia Berlim - Uma experiência". O jornalista Paulo Corrêa leu o livro e escreveu uma matéria longa e bonita, mas que contém um spoilerzinho - você está avisado, agora é por sua conta e risco: aqui.
:>)

Trechos bacanas:
"[...] a riqueza do segundo livro de Biajoni está justamente na força imposta pela narrativa. É versátil, bruto e letal. Não existem travessões ou aspas nos diálogos. O protagonista ora narra a história em primeira pessoa, ora se disfarça de um atento narrador-observador. São armadilhas do escritor para tragar o leitor ao buraco-negro do livro.[...] "Virgínia-Berlim - uma experiência" é um livro de perdas. Ou melhor, do processo da perda e da cura natural da dor. Sem ensinamentos. Sem pieguice. O personagem sem-nome, de 30 anos, vivendo em um não-lugar e que se apaixona inesperadamente por uma escriturária "sem sal" chega a roubar um arremedo de sorriso dos lábios em algumas ocasiões. Importante: o livro do americanense Biajoni não é um romance policial. Sequer é um romance. Também não é um conto. Crônica? Não também. Então, a obra é o quê? A resposta está no subtítulo: uma experiência [...]"

Uau. Obrigado, Paulo.

E obrigado também ao John Coffey, que leu e mandou o primeiro e-mail sobre o livro. Diz ele:
"Só posso dizer que o livro está entre as coisas mais bonitas e de maior sensibilidade que eu já vi. [...] A poesia está sempre presente e é realmente tocante. Terminei o livro antes que o Cd (excelente aliás) terminasse e resolvi criar coragem de te mandar essa missiva.[...] Antes que eu comece a falar besteiras e me alongar demais lhe dou os parabéns. Sinceros parabéns de quem realmente se emocionou com o que você escreveu."

Uma coisa assim faz o dia de um escritor ficar mas colorido.
:>)

Compra!

Posted by biajoni at 10:58 AM | Comments (8)

junho 24, 2007

uma vitória importante

Em 2003 fui processado pela concessionária Fiat de Limeira por causa de um texto publicado no site Tiro&Queda. A empresa conseguiu liminar para retirar o texto do ar e entrou com pedido de indenização no valor de R$ 9,6 mil. Na semana que passou, o processo chegou ao fim e eu venci. Creio que seja uma vitória da internet brasileira.

Creio que esse tenha sido o primeiro caso de um pedido de indenização de uma pessoa jurídica por causa de um texto publicado na internet no Brasil. Meu advogado, pelo menos, não encontrou jurisprudência, casos já julgados. Fica sendo o primeiro então, gerando a jurisprudência - felizmente privilegiando o autor. Embora isso possa ser ligeiramente perigoso, pois não? Sei disso.

Vamos rapidamente ao caso, só para contextualizar: meu Uno quebrou, eu o levei à concessionária Fiat, consertaram, paguei os R$ 360,00 do conserto à vista. Passadas algumas semanas, o carro pára novamente. Chamo o guincho e voltamos à concessionária; estava na garantia. Porém, segundo o atendente, não havia relação entre esse novo defeito e o anterior. Dessa vez a correia dentada havia se partido, causando uma pane geral no motor, válvulas, etc... O conserto ficaria em R$ 1.099,00. Pedi que não consertassem, eles insistiram, mas não autorizei. Tirei o carro de lá no outro dia de manhã e levei para um mecânico da confiança de um amigo e ele me disse que o veículo não tinha nada, NADA, só a correia que havia mesmo se partido - e uma correia nova custava apenas R$ 60,00.

Indignado, pensei friamente sobre a questão e voltei à concessionária. Queria falar com o gerente pois algum esquema de superfaturamento podia estar acontecendo ali sem que ele soubesse. Expliquei brevemente o que aconteceu para um atendente que subiu umas escadas e veio logo depois com a resposta: "O gerente disse que é para você procrar os seus direitos". Essa é, tipicamente, a resposta que esse tipo de empresa irresponsável dá ao cidadão. A empresa sabe que os órgãos de defesa do consumidor demoram com as coisas e sabe também que a maioria dos cidadãos nem sabe quem recorrer em casos assim.

Recolhi os documentos, o orçamento do primeiro conserto, a nota de pagamento, o segundo orçamento de R$ 1.099,00 e a nota da compra da correia de R$ 60,00 - e fiz um texto para publicar no site. Procurei um advogado amigo, mostrei as provas e o texto e ele disse: "publica!". Publiquei. Como se não bastasse, alguns dias depois recebo um telefonema da concessionária cobrando R$ 46,90 pelo orçamento do serviço de R$ 1.099,00 não realizado. Essas coisas não deixam mesmo a gente PUTO NAS CALÇAS?

Retirei o texto do ar, reescrevi ainda mais virulento, incluindo a parte do orçamento. E pedi para que a empresa me processasse; queria ir para o pau com ela. Mal esse texto bateu no site, foi copiado e usado em spams por toda cidade. No pedido de liminar, a concessionária afirmou que era eu quem fazia os spams, coitados. O juiz deu a liminar e seguiram-se quase quatro anos de idas e vinda aos Fóruns de Americana e Limeira, papéis e papéis e contestações e informações. Ficou provado que eu não era o autor dos spams. Eu nunca neguei a autoria do texto. Passamos ao conteúdo do texto - e eu não estava errado, farto de documentos.

A sentença ao processo 1463/04, do Juiz de Direito Márcio Roberto Alexandre, de Americana, é um bom exemplo de bom senso e conhecimento da matéria. Diz ele: "Conquanto não tenha o requerido [eu] se utilizado de palavras amenas e suaves [e não usei mesmo] para veicular sua irresignação diante do suposto comportamento duvidoso da autora [a concessionária Fiat de Limeira], com a qual não concordou, convenço-me de que a conduta por ele perpetrada teve muito mais o caráter de um desabafo do que a intenção de difamar ou denegrir a imagem da autora perante os seus atuais e eventuais futuros clientes, diante do que não me convenço da ocorrência de dano moral passível de reparação."

E adiante:
"Consigno que a liberdade de expressão do pensamento foi erigida à cláusula pétrea pelo Poder Constituinte Originário, devendo ser tolhida somente nas hipóteses em que afronta direta e seriamente outro direito de idêntico patamar, o que não ocorre na hipótese ora 'sub judice' sob pena de se instaurar novamente a censura, tão repudiada em um Estado Democrático de Direito."

Viva!

Em tempo: a concessionária Fiat de Limeira foi vendida há cerca de um ano. O pessoal que comprou a bandeira agora parece ser gente séria. De qualquer maneira, Fique de Olho na Fiat.

Posted by biajoni at 8:45 PM | Comments (26)

junho 23, 2007

blog novo da rayssa

Leio a Rayssa tem uns dois anos e agora ela está com 17! Sim, precoce a linda garota. E agora ela está de blog novo, morando no Rio. Não conhece? Taí uma grande chance. Vai .

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(Além de escrever, Rayssa dança!)

Posted by biajoni at 11:35 AM | Comments (3)

junho 5, 2007

taí!

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Posted by biajoni at 11:29 AM | Comments (5)

maio 30, 2007

atenção blogoseira de santos e arredores!

É incrível, mas apesar dos apelos, nenhum blogueiro santista se pronunciou. Para quem não sabe, estou na coordenação do seminário "Violência e Políticas Públicas - A importância do envolvimento da comunidade", que acontece no SESC Santos dia 13 de Junho. Presenças confirmadas até agora de MV Bill, Professor Sérgio Adorno e do sociólogo colombiano Hugo Acero Velásques. Não confirmada até o momento, a de Caco Barcellos.

O fato é que o evento vai contar com a participação de duas iniciativas sociais importantes da Baixada, o "Arte no Dique" e o pessoal que fez o filme "Querô". Pensei em fazer uma blogagem coletiva com o pessoal da Baixada com a possibilidade de uma exibição exclusiva do "Querô" (que só estréia em Agosto) para eles. E também organizar a participação geral de blogueiros no show do "Arte no Dique", que acontece no dia do evento.

E aí? Não tem mesmo blogueiro nessas plagas?

Posted by biajoni at 3:04 PM | Comments (8)

maio 29, 2007

alex em cuba...

e uma puta zona no blog dele.

Mas está super.

Não deixem de perder!
:>)

Posted by biajoni at 6:02 PM | Comments (0)

maio 28, 2007

verbeat news

Eu nunca sei o que se passa na cabeça dos proprietários aqui. Agora inventaram um blog pra falar do tempo. Ah, o tempo aqui está assim, o tempo aqui está assado... Um blog inútil, como a maioria dos blogs, mas que já é campeão de audiência aqui na Verbeat. Vai entender... Cada vez mais acho que leitor é maluco.

Maluco mesmo é esse pessoal vidrado em Second Life. Bom, pra eles, a Verbeat botou no ar o The Konstrukt, a versão em português da melhor revista sobre Second Life. Como diz mestre Millôr, "latim, pra mim, é grego!".

O que pega mesmo pra mim, nessa nova onda verbeater, é a estréia do amigo Jorge Rocha, com seu bordão heróico de "O Jornalismo Morreu!" e o distintivo que lhe dá superpoderes expra & supra terrenos ExuCaveiraCover aqui nessas plagas. Vão ler!

Sobre meu novo livro, gentes: não tem nenhum local ou data confirmados para lançamento ainda. O livro fica pronto apenas na segunda quinzena de junho. Guardem as granas!
:>)

Posted by biajoni at 12:44 PM | Comments (9)

maio 22, 2007

seminário novo saneamento

Trabalhando a mil na divulgação do Seminário "Os Municípios e o Novo Saneamento", que acontece quinta que vem, dia 31, em Sampa. Aliás, quem puder ajudar a divulgar, ótimo.

Tem uma grana preta para o saneamento no PAC, mas as prefeituras não estão apresentando projetos. O novo marco regulatório para o setor é uma lei novíssima, que pouca gente conhece. Por isso, esse seminário.

Ok, esse não é um assunto que tenha a ver com esse blog, mas de repente alguém se interessa por participar. Ou ajuda a divulgar.
:>)

Posted by biajoni at 4:27 PM | Comments (2)

maio 21, 2007

sexta-feira..

Marcos VP está com leiauti novo, querendo fazer do seu Pirão um blog mais pro e eu acho isso lindo! Para bebemorar, os blogueiros cariocas têm o que fazer na sexta: Cachaçaria Mangue Seco.

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Euzinho, infelimente, estarei trabalhando. Devo estar em Santos na sexta - e, vejam vocês, ainda não achei um santo blogueiro santista para me pagar uma cerva.

Posted by biajoni at 10:24 AM | Comments (2)

maio 9, 2007

discordâncias e concordâncias e pendências

- Nos últimos encontros com os amigos por aqui estamos discutindo muito sobre as questões sobre reações das pessoas em cinemas versus balbúrdia e falta de educação. Gustavo Brigatti fez post contra o meu. Na discussão, falaram sobre filmes dublados. Ora, gente, não há nada de mal em filmes dublados; parem com esse purismo.

- Renmero, o homem-que-combina-coisas-e-some, fez post sobre o novo disco do Wilco, repetindo algo que quase todo mundo anda dizendo sobre o fatídico álbum: que é "soul", ou que tem uma "aura (sic) soul". Não vi nada de soul. Vi o mesmo velho e bom Wilco ressonando paisagens country, bucolismo, enquadrando arranjos perfeitos e sessões instrumentais irrepreensíveis, enfim, fazendo o bom pop-rock-alt-country com ecos talvez de um Paul McCartney de primeiros trabalhos solos, como bem lembrou o Doni.

- Da série "Pessoas Legais Ouvindo Merda": Daniel Lopes e Fábio Shiraga.

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- Eu tenho orgulho de não ser jornalista "de fato e de direito". Eu cuspo no Sindicato dos Jornalistas Profissionais (sic) no Estado de São Paulo pela nota emitida pela entidade (sic) pela morte do Jornalista Luis Carlos Barbon Filho, assassinado em Porto Ferreira, cidade dos políticos e empresários pedófilos. Idelber fez post e eu concordo. E também concordo com a Cora Rónai, citada pelo Felipe Voigt neste post.

- Queria saber a opinião do Jorge Rocha sobre a nota do Sindicato dos Jornalistas. Aliás, o que aconteceu ao blog do Jorjão? Bródi Negão arrestou?

- Concordo com o Serjones sobre o que o Roberto Carlos devia fazer com os 11 mil livros que ele levou pra casa.

- Falando em livros, semana que vem tem, impreterivelmente, resenhas de "Kind of Blue", do livro do Caco Ishak, do livro do Branco Leone e do livro de contos do Alex. Eu juro!

Posted by biajoni at 4:44 PM | Comments (9)

papa em sampa

O representante de Deus chega a Sampa e a cidade vai virar um inferno.

Se você pensa em circular de carro entre as quatro da tarde de hoje e as oito da noite de amanhã, esqueça. Eu mesmo vou protelar uns trampos.

A melhor história sobre a visita, até agora, foi contada pelo Juca Kfouri.
O pessoal da W/Brasil ia fazer uma faixa para colocar no prédio da empresa, que fica atrás do estádio do Pacaembu. Eles haviam feito uma faixa pro show dos Rolling Stones, "A W/Brasil saúda os Rolling Stones". O Olivetto pediu para os criadores da agência pensarem num frase legal e se mandou para o Rio de Janeiro por uns dias.

O pessoal criou a seguinte frase: "O Papa saúda o Papa". O primeiro papa da fase, no caso, era o próprio Olivetto. Ligaram para o publicitário e ele rechaçou: "Vocês estão loucos? Isso vai pegar mal!".

Os caras viraram a noite pensando em uma alternativa. A faixa será colocada hoje com a seguinte frase: "Nem o Corinthians juntou tantos fiéis no Pacaembu".

Achei legal.

Posted by biajoni at 11:13 AM | Comments (8)

abril 24, 2007

trocentas coisas

olha caro amigo leitor, desculpas, não tem dado muito tempo para dar atenção devida a esse blog mas nem é culpa minha, sabe? veja você, eu tive uma gastroenterite, lia teve gripezinha, karen teve uma inflamação na pleura (sabe onde fica? é a camada que reveste o pulmão). a gente ficou maluco aqui para tentar receber uma grana que tava para entrar desde novembro do ano passado - e nem bem a grana entrou, logo acabou. minha filha lá em volta redonda aparece com essa notícia de namoradinho. o eduardo aqui ameaça uma revoltazinha - coisa de pré-adolescente. nesse meio de tempo estou apresentando programa ao vivo e fechando o telejornal local, já que a diretora de jornalismo daqui casou e tirou 20 dias de férias. como se não bastasse, tenho 3 clientes para os quais presto assessoria de comunicação e dois deles vivem fases complicadas. agora pintam dois seminários para organizar, esse sobre violência em santos e outro sobre o novo marco regulatório, em sampa. ainda bem que parei com a coluna no tododia - eu e o jornal, definitivamente, não nos demos. acordando às sete da manhã e indo dormir à uma. para piorar, me deu hemorróidas.

desculpem a falta de textos lindos nesse momento.

a direção agradece.

Posted by biajoni at 3:07 PM | Comments (14)

abril 23, 2007

o seminário de violência

Começa a ser articulado, com muitos dos nomes sugeridos pelos queridos leitores desse humilde. Muito obrigado a todos. Para quem diz que não vale a pena fazer seminários e fóruns, etc..., eu já ouvi MUITO isso quando fazia alguns sobre aquecimento global e reciclagem, há anos. Agora virou moda. Eu digo que SEMPRE VALE A PENA DISCUTIR ASSUNTOS COMPLEXOS. E fim.

A discussão acontece dia 12 de junho (salvo alterações de última hora) em Santos (SP).

Tem algum blogueiro de Santos na área?
:>)

Posted by biajoni at 10:13 AM | Comments (8)

abril 18, 2007

pesquisa

Vamos imaginar que você fosse coordenar um debate sobre violência urbana e precisasse chamar quatro pessoas no Brasil para compor uma mesa. Quem você chamaria?

Não vale o Presidente ou Ministros.

Diga aí.
:>)

Posted by biajoni at 6:06 PM | Comments (27)

abril 10, 2007

delírio de deus

O novo livro de Richard Dawkins, "The God Delusion", comentado por mim nesta coluna, foi resenhado pelo mestre Idelber - e vale a pena criar expectativas.

Posted by biajoni at 2:58 PM | Comments (2)

abril 8, 2007

parabéns, bruna!

Nesta segunda é aniversário de uma pessoa es-pe-ci-au-au; um carioca liiindo que faz shows como transformista mas é muito homem, muito gente. É o Bruno.

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Ele tá o má-xi-mu-mu, nessa fota, né?

Doce Viking (ele tem esse apelido pois sempre foi fã da Pequena Vicky), tudo de bom pra você nesses novos anos. Boas entradas!

Posted by biajoni at 10:57 PM | Comments (5)

abril 5, 2007

uma coluna polêmica

(Minha coluna de terça-feira no TodoDia acabou gerando algum bafafá e eu então fiz uma resposta que posto aqui, logo abaixo, e deve ser publicada no jornal na próxima terça. Afe. Pé de pato, mangalô, três vezes nesse final de semana santo, né Idelba?)

Histórias de Onoff

Estávamos entre amigos num fim de tarde em São Paulo, 1989. A amiga Tite servia bolo com calda e apareceram algumas moscas. Foi o bastante para que o tradutor russo Dmitri Onoff lançasse a pergunta: você já viu uma mosca morta no chão? Tanto eu como Tite e os outros amigos respondemos que não. Não, não se vê moscas mortas pelo chão e, pelo contrário, muitas deviam haver - já que existem muitas moscas e o tempo de vida da maioria delas não é de mais que 48 horas. Onoff então perguntou se sabíamos como fazem as moscas quando percebem a proximidade da morte. Respondemos novamente que não. Pois as moscas sabem quando a morte se aproxima e, nesse instante, voam para o mais alto que podem – contou o russo. Chegando a um determinado ponto, visto que seu corpo é de mais de 60% de CO2, elas simplesmente evaporam. Ficamos estarrecidos com o argumento, do qual nunca havíamos ouvido falar. O “vôo mortal dos mosquitos” (ou apenas “the mortal fly”, em inglês), virou motivo de culto em Uqbar, pequeno país próximo à Armênia. Onoff contou que esteve em Uqbar visitando o escritor Paul Bowles e sua esposa quando pôde conferir o procedimento dos habitantes locais. Qualquer um, independente da idade, quando simplesmente achava que a morte estava próxima, subia no monte mais alto (cada cidade ou vilarejo tinha o seu) e ali ficava, aguardando a desintegração. A maioria morria de fato – de inanição, frio ou porque realmente estava na proximidade do fim. Eles imitavam as moscas.

Foi também durante essa viagem que Onoff provou a azeitona asiática. É muito diferente, contou, da fruta que consumimos por aqui. São maiores e totalmente negras, já que só as colhem quando estão bastante maduras. A azeitona preta, ao contrário do que muitos pensam, é apenas a azeitona madura e não uma outra espécie. Pois bem; apesar da azeitona ser de origem asiática foram os europeus quem conseguiram melhor prepará-la para o consumo. Nos tempos atuais, descendentes de espanhóis, portugueses e italianos se estabelecem em países asiáticos com a tarefa de prepararem a azeitona. As famílias dos “azeitoneiros” são algumas das mais ricas da Ásia Menor. Onoff, assim como eu, vê uma incongruência nesse fato. É como se precisássemos importar tecnologia e mão de obra para fazer cachaça, aqui no Brasil.

A tarde estava deliciosa e Onoff nos enchia de histórias e conhecimento. Contou que a Ásia também é a região de origem da laranja – e que a fruta é sagrada por lá. Como todo continente é bastante seco, a laranja é fonte de abastecimento de sais minerais e água para a população. Contam que Buda era capaz de passar dias apenas consumindo laranjas. É por esse motivo que o manto dos monges budistas é dessa cor.

Passados alguns meses da estada de Onoff em Uqbar uma editora francesa pediu para que o iminente tradutor russo fosse até Buenos Aires negociar a tradução de um texto de Jorge Luis Borges. Foi a primeira vez que Onoff esteve na América Latina. Borges o recebeu e levou-o para jantar em uma cantina na rua Florida. No antepasti encontravam-se algumas pequenas azeitonas pretas. Borges impediu que Onoff as comesse – e contou o motivo. As azeitonas pretas argentinas (tão consumidas pelos brasileiros) não são realmente pretas, mas sim pintadas! Como o processo para amadurecimento é árduo eles colhem os frutos ainda verdes e submetem-no a um processo de colorificação. O colorifício é aplicado e a azeitona é vendida – mais cara! – como preta (madura). Onoff ficou estarrecido com a informação – e nós também, quando nos contou.

Papo vai, papo vem, o já famoso escritor argentino confidenciou ao russo que escrevia um livro sobre Buda, em colaboração com Alicia Jurado. Onoff contou então a hsitória sobre a laranja. E a edição argentina do livro saiu com a capa de cor laranja e uma dedicatória a Dmitri Onoff.

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Explicando a piada

De todas as colunas aqui publicadas, já há um ano, a que mais me deu feedback até o momento foi a da semana passada. Os retornos foram por e-mails e a maioria indignou-se de algumas coisas escritas. Resumindo, para quem não leu, falei sobre um amigo, tradutor russo que sempre vem ao Brasil, Dmitri Onoff - um grande contador de histórias. Por lidar com o mundo literário, Dmitri sempre mistura fatos da ficção com fatos reais.

Parece bastante óbvio que as moscas não pressentem o momento da morte e não voam em direção ao infinito, evaporando-se em gás carbônico - e esse é o motivo de não vermos tantas moscas mortas no chão. É também óbvio que não existe um pequeno País, Uqbar, "próxima à Armênia", onde os habitantes imitam as moscas e, no pressentimento da morte, sobem até o monte mais alto e lá definham. Essas "informações" estavam na coluna passada e teve gente que escreveu indignada com o desserviço ou estupefatas com o "sensacional".

Escrevi também, através da boca de Dmitri, sobre as diferenças das azeitonas verdes e pretas. É real que azeitona preta é a azeitona madura, embora existam tipos de azeitonas que nascem pretas - especialmente no Egito. E também é real que boa parte das azeitonas pretas argentinas são pintadas com colorifício para obterem a tonalidade. Um dos e-mails perguntou: "o que os argentinos ganham pintando a azeitona verde de preta?" - e eu respondo aqui: a azeitona verde pintada dura mais que a preta, madura. Aumenta o tempo de vida e pode ser vendida mais cara; azeitonas pretas são mais caras. É isso que os nossos hermanos ganham.

No texto tinha ainda uma menção à origem das laranjas e um leitor de Limeira (antiga capital da Laranja), que lê a coluna pelo site já que o TodoDia não vai pro "outro lado do rio", questionou a informação sobre o hábito de Buda se alimentar com laranjas por semanas e se realmente se deve a isso o fato do hábito dos monges budistas serem da cor laranja. Confesso que não sei. A informação assim me chegou e assim divulguei - embora ache uma boa explicação, já que a laranja é realmente originária da Ásia, conforme disse a coluna passada.

A menção ao encontro com o escritor argentino Jorge Luis Borges talvez explique o nome do País onde as pessoas-mosquito sobem os montes para morrer - já que Borges tem um conto, um dos seus melhores e mais conhecidos, chamado "Tlön, Uqbar, Orbis Tertuis". Borges, provavelmente o maior escritor que a América Latina já viu, era hábil em escrever contos ou ensaios misturando realidade e ficção e a coluna da semana passada foi uma espécie de homenagem minha a ele. Pena que poucos (ninguém?) entendeu.

E pena também que uma coluna, ér, despretensiosa como aquela, gere mais repercussão do que outras aqui publicadas, como a da semana retrasada, quando falei sobre um livro de uma autora americanense que foi adotado pela rede pública e só é vendido em um local da cidade, a um preço alto -, e não está disponível nas bibliotecas públicas, como deveria.

É pena também que a metáfora, esse maravilhoso recurso da linguagem que confunde o real ao simbólico, não seja apreendido pelas pessoas, em época de globalização, internet e comunicação fácil. Existe uma tendência quase geral em se acreditar em tudo, ainda mais se o autor do texto tiver algum título, algum pronome de tratamento.

É triste a constatação de que talvez tenhamos chegado a um ponto de tensão que impede a leitura leve. Nesses tempos politicamente corretos, temos que ter cuidado especial com piadas. Mesmo com piadas assépticas. Desacostumados a usar o racional na separação do real do imaginado, o leitor, confortável em sua poltrona, fica esperando a explicação para, talvez, lançar um sorrisinho no canto dos lábios.

Apdeite: Hahahahahah... Sim, estava escrito "despretencioso" e eu corrigi, alertado pelo Nelsão. Foi catiça do Rafa. :>)

Posted by biajoni at 3:25 PM | Comments (15)

abril 2, 2007

práticas blogueirísticas (I)

Muitos dos amigos blogueiros utilizam uma prática blogueirística que não gosto: a de responder a comentários na própria caixa de comentários.

Ora, se o camarada lê um texto e se anima em comentar algo não deve ter o trabalho de voltar e voltar e voltar ao post várias outras vezes para ver se o autor teve alguma coisa a dizer sobre. A parte dele, como leitor, ele fez. Se o autor quiser comentar o comentário, que o faça por e-mail. Se for algo que interessa a outros futuros leitores, ótimo: coloca na caixa de comentários ou talvez até como um update... Mas responder na própria caixa de comentários parece um artifício para gerar mais pageviews.

A prática vem ficando cada vez mais frequente, até mesmo entre blogueiros que pareciam contra. A desculpa geral é que, respondendo um comentário na caixa, pode-se fomentar discussões. Novamente digo: se o comentário for tão interessante que pode gerar mais discussões, basta incluí-lo no post como update - deixando-o à mostra, inclusive para aqueles que leêm posts mas não leêm comentários.

Alguns comentaristas ficam ansiosos quando comentam, esperando uma resposta por e-mail ou na caixa... Creio que as pessoas devam comentar por prazer, sem esperar muito o feedback; assim como a maioria dos blogueiros escreve por prazer. Basta saber que o autor leu... Quando acho que devo, mando um e-mail.

Posted by biajoni at 12:44 PM | Comments (39)

março 27, 2007

começando a ler

(Roteiro da minha palestra de encerramento do 1o Salão do Livro Infantil de Limeira. Preparei um discurso para crianças, com muitas piadinhas... Mas tinha mais adultos. Bom, eles riram e acho que gostaram...)

Meus pais não eram de ler livros, mas sempre tinha jornais em casa. As primeiras coisas que lembro de ler de fato e me impressionar eram sinopses de filmes na programação de TV do jornal. Eu adorava aquilo, lia todas as sinopses. Assim nasceu meu gosto por sinopses: já pensei em lançar um livro só com sinopses de filmes e livros. Imagina quanto tempo seria poupado, do escritor e do leitor. Em três linhas resolveríamos a história. "Ladrão internacional rouba ex-chefe nazista. Gangue do chefe o persegue. Ele acaba se apaixonando pela esposa do chefe". O que acontece no meio do filme ou do livro, ou no final, todo mundo sempre sabe. No meio, é aquela correria, aquele monte de mal entendido... No fim, o mocinho fica com a mocinha. E fim.

Meu avô sempre gostou de ler e tinha um baú na casa dele com um monte de livros velhos. Eu gostava dos livros mesmo sem ter lido. Eu ficava olhando os nomes e as capas e imaginando as sinopses das histórias. "Recordação da Casa dos Mortos" de um tal Dostoiévski... "O Primo Basílio", de um tal Eça de Queiróz. Eu gostava desse nome, "Primo Basílio". Queria ter um amigo que chamasse Eça para poder dizer "Eu gosto do Eça à beça!". Na verdade, pegava esse livro, ficava olhando para o nome e pensava: "O quer será que o primo Basílio fez? Deve ter sido alguma vingança com a família que lhe deu esse nome esquisito..." Nessa mesma coleção do meu avô encontrei um livro que me chamou a atenção e que eu levei para casa e li e reli e me encantou. Não foi exatamente dos primeiros que li, mas um dos que mais me impressionou: "Os Heróis" de Charles Kingsley. (link para download do livro em inglês)

Eu conhecia alguns heróis, mas não aqueles do livro. Eu conhecia alguns heróis do Gibi. Meu pai tinha um tio mecânico de automóveis que tinha toda a coleção dos Gibis. Quando estudava de manhã e não tinha nada para fazer à tarde, pegava minha bicicletinha e ia até a Oficina do Fleury; sentava lá no fundo, e ficava lendo as aventuras de Flash Gordon, O Príncipe Valente e Nick Holmes - o meu preferido.

Quando estava aí para completar meus 12 anos, foi lançado no Brasil os gibis "Heróis da TV" com os heróis Marvel. Eu nunca soube por quê o gibi tinha esse nome, "Heróis da TV", se não passava desenho de nenhum deles na TV. Enfim. Eu comecei obrigar meu pai a comprar. E tomei contato com todos esses heróis maravilhosos do Stan Lee, um verdadeiro construtor de mitos modernos.

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No colégio, não sei por que cargas d'água, me botaram para tomar conta da biblioteca. Não lembro se foi um lance voluntário, mas quando vi tinha que estar na biblioteca duas vezes por semana no período da manhã - eu estudava à tarde, nessa época - e registrar se alguém chegava para retirar um livro. Poucas vezes chegava alguém. E como não tinha nada pra fazer, ficava lendo umas coisas lá.

Também no colégio eu tinha uns amigos que gostavam de ler de verdade. A gente ia até a biblioteca municipal e ficava lá por horas pesquisando livros, lendo, retirando volumes que nunca foram abertos. Mas era uma aventura! E pegava bem aparecer com livros grossos em casa. Lemos algumas coisas interessantes como as versões resumidas de Moby Dick, Dom Quixote ou O Conde de Monte Cristo. Lembro de ter lido uma versão quadrinizada bastante boa de "Hamlet" de Shakespeare. Quando li o original, me bateu a nostalgia: preferi a versão quadrinizada!

As professoras de português, a Dona Vera e a Dona Marlene, nos davam bons livros (tirando o "Iracema" do José de Alencar - que eu de-tes-tei!). Começamos com a famosa Coleção Vaga-Lume, cujo "Mistério do Cinco Estrelas" é o meu favorito, até alguns outros infanto-juvenis, como "O Gênio do Crime", do João Carlos Marinho, meu infanto-juvenil preferido de todos os tempos, um livro que influenciou muito minha geração de trintões metidos a escritor. Nos sentimos todos verdadeiramente homens e leitores depois de "Dom Casmurro", do Machado; e de "O Cortiço", do Aluísio de Azevedo. Esse sim, era um livro QUENTE!

Uma minha tia, a mais nova de quatro irmãos, foi fazer Letras e estava sempre com livros em casa. Sempre tinha uma coletânea do Drummond, do Quintana... Ela também tinha aquela coleção "Para Gostar de Ler" e eu lia - não para gostar, nunca achei que fosse gostar, mas, quando vi, já estava gostando. No meu aniversário de 11 anos, e em todos os outros posteriores, ela me deu um livro. Foi um dos livros que mais me deu prazer. Foi "Memórias de Um Cabo de Vassoura", do Orígenes Lessa.

Nesse período eu não sei quem foi que me deu, algum parente ou amigo de meus pais, um livro que eu também amei: "O Menino do Dedo Verde" do Maurice Druon.

memorias.JPEG menino.JPEG

Um tio sempre gostou de ler e a casa dele sempre teve prateleiras cheias de livros. Tinha uns livros bem estranhos ali, de uns autores que nunca tinha ouvido falar e com títulos bem malucos. Um deles era "O Templo de Satã", de Stanilas de Guaita. Eu sempre folheava aquele livro com um medo do cão! Tinha uma receita para fazer uma pessoa! E tinha umas frases que, se você falasse em voz alta, podia morrer instantâneamente! Nunca falei. Acho que por isso que estou aqui vivo até hoje.
:>)

Eu achava que meu tio era alguma espécie de bruxo. Uma vez pedi um livro para ele, de presente. E ele me deu as "Histórias Extraordinárias" de Edgar Allan Poe. Aquilo sim me deu medo. A história do gato preto é uma das minhas preferidas até hoje.

Nessa época, dos 13 ou 14 anos, alguém me emprestou "O Exorcista", do Peter Blatty - que está totalmente esgotado no Brasil. Eu li in-tei-ri-nho! Não sei como! - até hoje tenho arrepios de pensar. Uma vez estava lendo o livro na cama antes de dormir e a cama tremeu! Eu juro!

Um dia minha mão pegou um ônibus e encontrou um livro lá. Era "O Tocador de Tuba", do Chico Anísio. Ela chegou em casa com o livro, ninguém sabia que o humorista era escritor. Eu falei: "Deixa eu ver isso aí!" - como se fosse um grande conhecedor de literaturas. Em quinze minutos tinha lido o livro. Um livro saboroso, delicioso, injustamente fora de catálogo há muito tempo, cheio de causos nordestinos transbordando humor.

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Nesse período época eu me achava algum tipo de intelectual, já que eu gostava de ler de verdade enquanto meus amigos continuavam afirmando que ficar correndo atrás de uma bola era uma coisa muito melhor para se fazer. Bobagem. Você vai correr atrás de uma bola hoje e vai correr atrás de uma bola amanhã e a cena vai ser sempre você correndo como um idiota atrás de uma bola. Eu lia uma página nesse minuto e, no outro, estava vivendo outra aventura.

Era outra cena, outra situação. Podia estar no nordeste com o Chico Anísio ou no Egito com um pesquisador de demônios; podia estar nas terras míticas com Jasão e os Argonautas ou vivendo o drama realista de um menino com o dedo verde: onde ele tocava, nascia uma planta. Podia estar acompanhando o terror de um homem perseguido por um vingativo gato preto ou desvendando um crime com Sherlock Holmes.

Tudo era muito divertido. E tudo é muito divertido, pois a capacidade humana de criar, reinventar histórias e contá-las não tem fim. Eu gosto e lê-las e de criá-las. Acho que nossa vida fica muito melhor com elas. Talvez sequer existisse razão na vida sem elas.
:>)

Posted by biajoni at 11:16 PM | Comments (11)

livro na escola

(Minha coluna de hoje no TodoDia)

A Escola Estadual Ana Maria Moraes Barros, no Jardim Brasil, em Americana, pediu que os alunos da quinta série lessem um livro chamado "E-Mãe - A Internet Me Aprontou Uma!", da escritora americanense Tânia Alexandre Martinelli, lançado pela Scipione. É um bom livro, honesto, atual, que trata da relação entre pré-adolescentes e a Internet. Porém, vejo alguns problemas na indicação do livro. Primeiro: é um livro muito caro. Com apenas 96 páginas, o livro custa R$ 19,90 - mesmo preço, apenas para comparação, dos livros da série "O Mochileiro das Galáxias" que têm mais de 200 páginas, edição com orelhas e um autor que apesar de morto está no auge, Douglas Adams. Sendo o livro indicado para estudantes da rede pública, penso que "E-Mãe" devesse ter um preço diferenciado - sendo como é, custando quanto custa e, ainda por cima, tendo uma autora local, fica tudo parecendo um certo lobby. Aliás, Tânia também é professora de português na rede pública.

O segundo problema é grave e reforça suspeitas de lobby - o que eu, particularmente, não acredito -; o livro não pode ser encontrado nas Bibliotecas Públicas de Americana, Santa Bárbara d´Oeste e muito menos na biblioteca do colégio do Jardim Brasil - e acho que também não vão achá-lo em outras bibliotecas de escolas públicas que por acaso o terão indicado. Ou seja: o jovem leitor só pode mesmo ler "E-Mãe - A Internet me Aprontou Uma!" se comprar o livro. E aí caímos no terceiro problema: não se encontra o livro para comprar em qualquer lugar. Nas livrarias virtuais (doce ironia) o livro, apesar de novo, está esgotado. Em Americana, só foi possível encontrar o volume na Papelaria Apolo - que não é exatamente uma livraria. O quarto problema (talvez o mais grave) é que o livro apresenta questões que estão longe da realidade dos jovens alunos do Jardim Brasil - assim como de vários bairros periféricos. Talvez 20% ou não mais que 25% desses alunos têm acesso à internet. E um livro que se propõe discutir problemas concernentes à rede mundial de computadores junto à estudantes que não têm acesso à ela é, diretamente, provocativo ou até traumatizante. Imagine um garoto lendo o livro sem ter um computador em casa, sem sequer saber como funciona a internet. Pra início de conversa, nem a própria escola pública tem o equipamento para que o aluno utilize.

Essa questão da indicação de livros para jovens leitores é complicada e sempre gera discussões. Eu acho que a série de Douglas Adams, citada acima, cairia muito bem para alunos de quinta série de quaisquer condições sociais. Algumas pessoas acreditam que leituras de clássicos são imprescindíveis nessa fase, para que o jovem leitor "pegue embocadura".

A professora paulistana Luana Chnaiderman discutiu o assunto em seu blog (lulu-diariodalulu.blogspot.com). Ela estabeleceu sete pontos que devem nortear a educação literária na escola. São eles:

1 - O aluno não precisa gostar do livro lido. Inclusive, é livre para odiá-lo.
2 - Ao aluno deve ser oferecido sempre o que há de melhor na literatura universal, passando por todos os gêneros.
3 - A literatura não é objeto santificado, sagrado nem de culto máximo.
4 - Livros inteligentes devem ser tratados com inteligência.
5 - Se o aluno não lê nada, mas nada mesmo, é porque, provavelmente, não sabe ler.
6 - Os alunos têm direito a excelentes bibliotecas e a livros baratos.
7 - Os alunos têm direito a professores ultra bem remunerados e com tempo para dedicarem-se a eles.

Se você se interessa pelo assunto, deve ler todos os posts que Luana fez sobre cada um dos sete pontos. Essencialmente quando diz que "ser alfabetizado não quer dizer saber ler" ou que "nas escolas reina uma espécie de consenso de que os alunos devem, sempre, gostar das leituras pedidas e se encantar com elas". Ensinar a ler é mais que alfabetizar e há realmente nas escolas uma forçada de barra para que os alunos se encantem com os livros lidos - e quando eles (os alunos) não se encantam, acabam achando que há algum problema. "Poxa, não devo ter entendido direito!".

Essa questão do "entendimento" de um livro pode gerar um quinto problema na obrigatoriedade de leitura do livro de Tânia Alexandre Martinelli: será que os alunos que nunca navegaram na internet vão saber do que o livro realmente trata?

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Posted by biajoni at 12:24 PM | Comments (2)

março 25, 2007

a estranha lógica do petismo local

O PT de Limeira fez acordo para eleger o novo presidente da Câmara, Eliseu Daniel (PSC).

Em troca, o assessor parlamentar do vereador José Carlos Pinto (PT), o famoso Janjão, indicou o assessor de imprensa (o competente Baxega) e a mestra de cerimônias Nadir que, por acaso, é sua esposa. O Janjão tem um blog e fez uma tentativa de explicar o inexplicável a partir deste post meu.

A lógica desse histórico petista que deixou o partido "após refletir durante mais de cinco anos, a História passada e recente do Partido. [...] Saí porque não acredito que o PT, seja hoje ou tenha espaço para a construção de uma sociedade sem explorados e exploradores. Quando saí, pedi minha exoneração do cargo que ocupo na câmara. No entanto o generoso e companheiro de todas as horas José Carlos Pinto não aceitou minha demissão, acreditando, que não traí os ideais e os princípios, apenas um ciclo terminou" é que se o vereador nomeia um parente, é nepotismo... Mas se o assessor do vereador nomeia uma parente, não.

Daqui a pouco ele faz como um vereador de Americana, o Capitão Crivelari (PP), que disse que "esposa não é parente".

Ah, sim... No meu post eu falo de um quadro pendurado na sede do PT de Limeira. Eu digo que é Stálin e o Janjão me corrige em seu post dizendo que é Lênin. Talvez ele ache que eu não saiba quem é Stálin e quem é Lênin. Ele só não entendeu a ironia do que escrevi.

Posted by biajoni at 11:28 AM | Comments (1)

março 10, 2007

falta higiene

(Minha coluna desta semana no TodoDia)

As pessoas não lavam mais as mãos. Essa é uma constatação. Antigamente, talvez 20 anos, íamos a um restaurante e a primeira coisa que fazíamos era lavar as mãos. Os banheiros dos restaurantes espelhavam a higiene do local: eram limpos, cheirosos, impecáveis - ou não! - e nunca faltava sabonete. Naquela época os restaurantes serviam à la carte e era possível pedir um prato para uma família de três ou quatro pessoas. A salada vinha antes, muitas vezes como cortesia. Hoje vivemos a era do self-service, onde o cliente tem a impressão que a diversidade e o poder de escolha realmente valem a pena e trouxe consigo um problema de saúde pública que ninguém está se dando conta; contaminações desembestadas.
Tudo começa com a ânsia do comerciante em ganhar dinheiro: ele coloca a comida ali e vai repondo-a sem jogar fora a outra que está na cuba há horas. Assim, o risco de contaminação é de 80%. A parte de comida fria devia ter um sistema de refrigeração que impedisse a deterioração das verduras. A parte quente deveria ser aquecida ao ponto do vapor. Não é isso que vemos nos self-services por aí.

Por outro lado, existem os clientes - gente, grosso modo, deseducada que, além de não lavar as mãos antes de se servirem, enfiam as cabeças dentro das cubas, se coçam, conversam alegremente com outros que estão ao lado, assoviam. O jornalista Ivan Lessa diz que o brasileiro tem esse péssimo hábito do assovio, espalhando gotículas de saliva para todos os lados. Não seria diferente nos self-service.

O grande escritor francês Céline usou a inacreditável história do médico húngaro Semmelweis (1818-1865) em sua tese de graduação em medicina. Na metade do século XIX metade das mães e bebês morriam no parto, na França, da "febre puerperal". Semmelweis batalhou para convencer os colegas que o simples ato de lavar as mãos antes do parto podia mudar esse quadro de mortalidade. Semmelweis foi considerado louco. Deve ter gente que, impressionantemente, ainda o acha.

Nós, no Brasil, em pleno século 21, vivemos um período de sombras quando o assunto é higiene básica. Talvez seja por isso que o País é o campeão mundial de contaminação do parasita Toxoplasma Gondii - segundo matéria na revista Piauí. Sessenta e sete por cento dos brasileiros são contaminados pelo parasita que se aloja no cérebro e pode provocar confusão mental, depressões, estados de euforia e até mesmo suicídio. Bem, eu creio que 67% de população contaminada deva ser um caso emergencial de saúde pública, pois não?

Porém o discreto Toxoplasma Gondii talvez não deva ser considerado o grande vilão - ao menos não quando relaciono saúde pública a restaurantes. A contaminação por bactérias e parasitas de quaisquer espécies presentes nos self-services, principalmente por falta de higiene do cliente, associada à preocupação latente com o lucro (comidas mais baratas, qualidade jogada para baixo), reaproveito de alimentos, molhos que deveriam ficar sob refrigeração mas ficam sobre as mesas e são usados de maneira indistinta pelo cidadão que não se preocupa em jogar um pouco de vinagre sobre a salada... tudo, tudo isso, resulta num entupimento de hospitais e numa venda frenética de remédios em farmácias para o que se chama de “distúrbios alimentares, digestivos ou intoxicativos”.

Grande parte dos casos atendidos em hospitais não são associados à comida de rua: self-services, salgadinhos, churrasquinhos de gato da esquina, etc... Mas 90% derivam desse tipo de alimentação, embora o mal-estar - que acaba custando ao bolso do cidadão - seja percebido, muitas vezes, apenas um ou dois dias depois. Mais uma vez trata-se de um caso onde se cada um fizer a sua parte, as coisas podem melhorar. Se todos lavarem as mãos, como começaram a fazer na segunda metade do século 19, já seria um grande progresso. Você lava a sua?

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Posted by biajoni at 12:02 PM | Comments (18)

março 8, 2007

gastroenterite

É com isso aí que eu tou.
E com um péssimo humor.

Posted by biajoni at 10:18 PM | Comments (7)

para todas as mulheres...

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Especialmente para as minhas cinco: minha mulher Karen, minha filhas Lia e Isabelle, minha irmã Melissa e minha mãe Antonia.

Dia da mulher. Ê!

Apdeite: É claro que não concordo com isso. Dizer que ter um dia para comemorar os avanços da mulher na sociedade e refletir sobre o que ainda falta é só uma maneira de demonstrar preconceito é como dizer que associações ou grupos de defesa do negro aumentam o racismo. É argumento raso. Mas acho que o Alex escreveu de brincadeira.

Posted by biajoni at 10:52 AM | Comments (12)

março 4, 2007

fritando um ex(!)-petista limeirense e talvez esse retrato seja uma ampliação do que se vê no panorama nacional

Limeira vive uma interessante cena blogueira, característica, diferente da maioria das cidades. A cena se desenvolveu em parte por culpa do site Tiro&Queda, idealizado por mim em 2001 e hoje extinto. Falarei mais sobre esses blogs limeirenses mais abaixo, o destaque aqui vai para uma situação que envolve o PT local e sobre a qual tenho algo a dizer - e sobre João Leonardi, jornalista que está sendo processado por seu blog e que além de ser um obstinado investigador da política local é um grande amigo. Eu assim o considero, ao menos.

Em um de seus últimos posts, João fala de algumas nomeações do novo Presidente da Câmara de Limeira, Eliseu Daniel (PSDB) - um jovem evangélico, nova promessa da política local. Em outro post ainda mais recente, João fala de outras nomeações, estabelecendo ainda mais fortemente o estilo do nobre edil de querer beneficiar amigos, amigos de amigos e terceiros agregados, amigos de conhecidos - sim, tem para todos! Mas no post em questão, ou melhor, nos comentários (62!), falou-se sobre uma nomeação estranha e eu mesmo cheguei a comentar, coisa que geralmente não faço no blog do João ou nos blogs de Limeira. Como jornalista com atuação local sei como funciona a areia movediça das informações.

A nomeação em questão é para o cerimonial da Câmara. A pessoa nomeada é Nadir Gonçalves, esposa de João Geraldo Gonçalves, o Janjão. O Janjão é assessor parlamentar do vereador José Carlos Pinto.

Janjão é um pouco mais que isso.

Ele é um petista histórico, agitador de greves, desses que acreditaram em Lula desde o primeiro instante - e não poupou esforços para ver concretizado o sonho de termos um presidente operário. Junto com a esposa, Nadir, foram sempre dedicados à causa petista. Eram ambos da direção do partido ou ocupavam algum cargo que tinha retirada mensal de alguns trocados que davam para o comer. O dinheiro, algumas vezes, vinha de algum sindicato.

No final das contas e de certa forma Janjão e sua esposa eram parasitas de um sistema que pretendia chegar ao poder.

Janjão é um cara grande, um metro e noventa ou mais, barba escura grande. Um cara da linha de frente. Um goleiro. Mas também tem um quê de relações públicas: deixa sempre transparecer alguma ternura por trás da couraça brucutu. Falando assim parece um clichê - mas quais desses petistas históricos da linha de frente não são? Nadir, a esposa, é uma morena que fala alto e não manda recados, dessas que talvez prefira dizer o que acha num primeiro momento nem se for pra pedir desculpas depois. Sangue-quente, classificariam alguns.

Janjão, quando viu o site Tiro&Queda angariar colaboradores, enviou artigos, quis ser um formador de opinião. Era partidário demais para falar com isenção sobre qualquer coisa que fosse - mas o site se propôs democrático desde sempre. Enviou vários artigos - e todos que acompanhavam o site viam o velho e bom petista ora relembrar feitos grevistas do passado ou novas conquistas que indicavam um governo federal petista. Quando Lula finalmente venceu, ele regozijou. Mas também, viu-se desprovido de função terrestre. Ele não tinha mais por quem lutar. Talvez agora fosse a hora de ganhar algum dinheiro, de se deixar corromper pelo governo pelo qual ele tanto tinha lutado. Ele podia querer a sua fatia no bolo; seria algo justo. Era, enfim, o momento da classe operária chegar ao paraíso.

Eu sempre acreditei que o País deveria passar por um governos com preceitos socialistas para ver no que dava. Também sempre achei que quatro anos é pouco para se fazer algo e sempre debati a dita democracia. Penso em governos de seis anos sem direito à reeleição. Isso não vem ao caso.

Na metade do governo Lula houve eleições municipais e fui contatado por Janjão para dirigir os programas do horário eleitoral gratuito de Wilson Cerqueira, candidato do PT em Limeira. O coordenador da campanha, me disseram, era o Janjão. Sua esposa estava sempre por lá também, vestindo o idealismo petista e retirando algum dinheiro de algum lugar desconhecido.

Aliás, no início da campanha o que mais ouvíamos era que "logo vem um dinheiro do Delúbio" (sic). A campanha nem decolou, o Delúbio rodou e a preocupação com o dinheiro crescia.

Eu não estava tão preocupado: tinha feito um contrato com o PT Local, assinado pelo coordenador (sic) Janjão. Era um contrato de 32 mil reais para redigir e dirigir toda campanha eleitoral, em rádio e TV, do PT de Limeira. Durante a campanha, pagaram apenas 8 mil. Executei o contrato dos 24 mil restantes e, um ano depois, recebi, num acordo, 15 mil. Cerqueira não venceu, não tinha grandes chances e eu o acho, apesar de tudo, um grande cara.

Uma das coisas que os dirigentes do PT me disseram era que Janjão não tinha autoridade para assinar tal compromisso. Aí percebi o que Janjão representava: um boi de piranha.

Pouco depois, segundo me contam, ele deixou o partido. Parece ter sido um ato de rebeldia pelo escândalo do mensalão. Sim, ele não tinha mais brio para defender um partido que tinha feito uma coisa tão horrível como aquela. "Eu saio!", teria dito. Saiu, mas continuo trabalhando como assessor parlamentar de petistas. No meu entender, uma revolta ideológica o faria se afastar totalmente dessa gente.

Bem, mas ele não podia. Ele não teria como ganhar dinheiro de lugar nenhum se não fosse ali, com os vermelhinhos com a estrela. Nem ele nem a esposa. Iam fazer o quê? Trabalhar no comércio, escravos de algum patrão qualquer?

Não, ele continuou como assessor parlamentar. E aí chegamos no atual quadro: a Câmara de Limeira tinha uma velha presidenta chamada Elza Tank, uma pessoa que tem um estilo e até algumas boas intenções mas que representava todo um modo truculento e corrupto de governo. Era o momento de mudar. O PT estava desde sempre em sua linha de tiro, fazendo oposição suave ao governo local do PDT, esperando uma brecha para entrar no jogo político. Chegou a oportunidade.

Eliseu Daniel, jovem vereador de 31 anos, disposto a negociar com tudo e com todos para assumir a presidência da Câmara, pactua com o PT. E se eu escrevo isso aqui: "pactua com o PT" tanto ele, Eliseu, quanto o PT, podem querer me desmentir dizendo que não houve qualquer tipo de pacto e talvez até queiram me processar. De antemão digo: ninguém aqui é mais otário, bastiões. Houve essa composição, foi o Gasparzinho (o fantasminha camarada) quem me falou e alguns cargos foram dados ao PT. "Escolhe aí que a gente nomeia".

Um desses cargos era para o cerimonial da Câmara, que acabou ficando com Nadir, esposa de Janjão. A indicação oficial foi do vereador Miguel Lombardi (era do PL, não sei se está ainda, nêgo do PL muda mais de partido que tocador de ganzá em escola de samba do Rio). Não creio que Miguel (que é meu amigo) ateste a capacidade de Nadir para cerimoniais. Bem, ela fala alto, talvez economizem em microfones com ela.

Existe uma discussão sobre quem teria indicado realmente Nadir para o cargo. O presidente do PT, Cerqueira, diz que não foi o partido. Assim como não foi o partido que indicou o atual assessor de imprensa do legislativo, João Paulo Baxega. Nos dois casos - e talvez em outros - a indicação foi do "PT sem-ser", já que em ambos o indicador foi Janjão que, formalmente, não é mais do PT.

"Chegou o momento de virar capitalista", talvez tenha pensado o grandalhão. Afinal, os dois vereadores do PT em Limeira, Nelson Caldeiras e José Carlos Pinto, dão a entender que qualquer contato com parlamentares do partido acontece apenas via Janjão. Tente ligar na Câmara de Limeira para falar com algum dos vereadores do PT e dirão que você deve falar antes com Janjão. Através do apoio costurado para eleger Eliseu Daniel, houve a nomeação de Nadir, sua esposa. E a contratação do esforçado Baxega não deixa de ser exclusiva dele - tomara que os vencimentos de Baxega fiquem exclusivamente para ele, Baxega, já que em priscas eras era comum alguém ficar com parte dos vencimentos desse ou daquele funcionário do Legislativo. Não, nunca vão juntar provas sobre isso que acabei de escrever. É melhor esquecer.

O bom das priscas eras é que elas passam.

O cargo de assessor de imprensa da Câmara foi oferecido para, pelo menos, três pessoas antes de Baxega (quer que eu diga os nomes?). Os jornalistas não aceitaram. Baxega vai ganhar mais que qualquer jornalista ou repórter da imprensa local (estamos falando de salário, sem contar jabás, extorsões ou comicionamentos). Terá um problema quando sair, daqui dois anos: a recolocação na mídia formal - assessores de Câmara carregam um estigma de quase nunca voltarem para uma redação.

O estigma - ou qualquer outra coisa - afastou os três jornalistas primeiramente contatados para a função.

Assim, hoje, na Câmara, Eliseu Daniel goza do apoio do PT, o Janjão tem a esposa e o amigo Baxega por lá, talvez tenha mais alguém que não saibamos, enquanto a carroça passa, os cães ladram e Stálin é mais um retrato na parede da sede do PT de Limeira.

O resto são tertúlias flácidas para ninar bovinos.

...

Falando sobre a cena blogueira de Limeira, eu digo com certo orgulho de iniciador: além de João Leonardi temos três excelentes jornalistas com blogs, todos nascidos no seio do Tiro&Queda: Paulo Correa, Cristiano Koch Vitta e Daniel Heldt. Felipe Voigt é outro que começou no T&Q e agora está radicado em Iracemápolis. Fábio Shiraga é amigo da turma toda, também jornalista, mas não foca o blog em coisas locais - assim como eu e Paulo Silas. Henry Villela é jornalista mas não começou no T&Q; Alex Rosa é presidente do Instituto dos Arquitetos de Limeira e teve alguns artigos publicados no T&Q, assim como Hamilton Pereira, um missionário evangélico meio franco-atirador, que teve artigos publicados no T&Q. Como blog profissional, temos o iBuzz de Daves Davoli.

De maneira independente, dentro dos blogs de Limeira, temos a socióloga Mara, Círia Santos e um tal de Marciel Gorrido que não sei de onde surgiu.

Para mim, o melhor de todos os blogueiros limeirenses é o irreverente e incrivelmente inteligente Cristian Vieira.

Ah, sim, o blog do ex-petista saudoso da Elis tem o nome de "A luta continua". Agora, em versão "em causa própria".

...

Esclarecimento: esse blog é meu, não é uma casa de todos como era o Tiro&Queda. Comentários serão bem aceitos, desde que as pessoas se identifiquem e coloquem e-mails válidos, senão serão apagados. Anônimo e troll, aqui não.

APDEITE: Poxa, passou batido o blog de Marco Zannini, grande amigo, também jornalista, super guitarrista da banda NaContramão.

Posted by biajoni at 11:48 PM | Comments (22)

março 2, 2007

o melhor de roberto carlos...

no Dois Discos.

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A propósito disso.

Que o Idelber comenta aqui, mas nem é preciso muito para saber que é estupidez mesmo.

A biografia do Roberto Carlos foi mesmo retirada de circulação pela justiça, eu não tive tempo and dinheiro para comprar - talvez algum bom e caridoso amigo queira me emprestar. Só posso dizer que acho difícil ser melhor que "Como Dois e Dois são Cinco", do Xande Xanxes - que podemos chamar de biogafia musical do Roberto & arredores.

Posted by biajoni at 5:07 PM | Comments (4)

março 1, 2007

e o jornalismo? morreu?

Eu acho que não. O que morreu foi o jornalista.
Mas se a discussão não vale a pena, o texto vale.
:>)
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Posted by biajoni at 4:52 PM | Comments (6)

nota policial

Ontem, pouco antes da uma da tarde, o segurança do Banco do Brasil de Americana, agência que fica bem no centro da cidade, um moreno alto e forte de 35 anos chamado Rogério Carlos dos Santos, deixou seu posto com a arma, ganhou a rua, caminhou calmamente por cerca de 200 metros até uma escola de informática onde trabalhava sua ex-namorada, uma gordinha de 32 anos chamada Margarete Valdilaine Poletti, e meteu quatro tiros nela. Ela morreu na hora.

Ele voltou para a agência a passos rápidos, correu para o banheiro e meteu um tiro na própria cabeça.

O crime parou a cidade.

O que impressiona é que Margarete já tinha feito boletim de ocorrência alertando a polícia para as investidas do ex-namorado inconformado com a separação. Ainda não se sabe se a polícia teria avisado a empresa de segurança em que Rogério trabalhava. Nem se a empresa submete seus funcionários a testes psicológicos.

De nada adianta impedirem clientes de entrar em agências com armas se lá dentro podem estar potenciais criminosos legalmente armados.

A violência tem aumentado tanto nessa região que dá vontade de mudar mesmo, cair fora, procurar algum lugar distante e calmo para criar os filhos.

Posted by biajoni at 9:27 AM | Comments (13)

fevereiro 21, 2007

nótitas

- Domingão de Carnaval e o Clã Branco Leone baixou em Americana para um tarde de churras e cervas. Ganhei um livro que estou lendo e adorando e depois resenho aqui. Tem gente que a gente lê pela internet e depois acaba conhecendo, fica amigo. Tem gente que a gente lê e adora, mas depois vai conhecer e vê que é um saco. E tem essas coisas que acontecem: eu quase não lia o Branco e ele quase não me lia, mas viramos amigos de infância de uma hora proutra. Ele até emulou um Kipling pra falar do "evento". O Branco é lindo.

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- Caco Ishak me mandou seu livro "dos versos fandangos ou a má reputação de um estulto em polvorosa" e eu já li mas vou reler antes de mandar que o Caco é o Manoel de Barros da minha geração. Mas ainda mais ocre. Vou saborear mais um pouco.

- Os amigos Donizetti e Olivia assumem a nerdice e lançam o "Über Geek".

- Hehehe, Doni, primeirão, primeirão!

- A cada semana tem mais coisa no blog do "Novela Marrom", já passou lá? Linca, ajuda na divulgação!

- No post sobre a polêmica do cinema de autor, Daniela Castilho comentou que acha engraçado pessoas discutirem cinema sem nunca terem feito um filme. No post do Rafa, ela argumenta que não dá pra saber como o filme vai ficar. Respondo aqui: 1) Não se pode discutir violência sem ter matado alguém?; 2) Só não sabe como vai ficar o filme um diretor inexperiente e sem pulso.

- Djabal gravou "A Canção Inesquecível" para o sr. Durante Gullo. Agora estou à procura do "Gunga Din" original e de "Aeroporto '77". Obrigado Djabal, do fundo do coração. E falo pelo sr. Durante Gullo.

- Jorge Quase liberou seu disco todo para download. Aqui eu falo sobre ele.

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- No "Dois Discos", o melhor disco de estúdio de Leonard Cohen.

- Um abraço para o japa Shiraga e pro portuga Neloah.

Posted by biajoni at 5:38 PM | Comments (8)

fevereiro 20, 2007

você crê?

(Minha coluna de hoje no TodoDia)

Em um polêmico poema chamado "Se te queres matar", Fernando Pessoa pergunta: "O que que tu conheces,/ Para que chames desconhecido a qualquer coisa em especial?".

As pessoas em geral precisam e gostam de acreditar em coisas, das mais variadas: malucas, fantásticas, incríveis. Pessoas acreditam em Adão e Eva - embora nenhuma delas saiba dizer se ambos tinham umbigo. Pessoas acreditam em discos voadores como se esse assunto fosse algo que pudesse mudar a vida delas. Pessoas acreditam em reflexologia, sonhos premonitórios, paranormalidade, numerologia ou mesmo no poder mágico de um relógio que elas talvez possam ter encontrado numa esquina com as próprias iniciais gravadas nele. Muita coincidência? Claro que não: uma mensagem divina - ou qualquer coisa assim. Pessoas que acreditam podem começar a desacreditar adquirindo esse primeiro livro que comento aqui: "O Umbigo de Adão" (Ediouro), de Martin Gardner.

Gardner bota abaixo boa parte dos mitos bestas nos quais as pessoas acreditam piamente - quando se aproximam do Q.I. dum símio. Gardner é da turma do biólogo Richard Dawkins, um dos cientistas best-sellers mais quentes do momento. É de Dawkins "Desvendando o Arco-Íris" (Cia das Letras). A premissa é ótima: ele diz que todo mundo acredita em arco-íris, não é? Só que não existem arco-íris. Isso mesmo. Nós achamos que, lá no céu depois da chuva num dia claro, existe um arco todo colorido. "Sim, é claro que ele existe: todos veêm!", dizemos para nós mesmos numa tentativa de auto-afirmação. Porém, ensina Dawkins, o arco-íris não existe tal qual cremos, lá no céu, todo colorido: ele existe apenas dentro de nossos olhos pois o fenômeno é uma ilusão de ótica causada pelo cruzar dos raios do sol através de gotículas d'água. A partir do exemplo do arco-íris, o escritor vai desconstruindo mitos, mostrando como casos de mágica simples ou de simples coincidências são vistos, através dos tempos, como fenômenos esotéricos, religiosos ou místicos. É nesse livro que ele, através de cálculos rápidos e simples, mostra a probabilidade que qualquer um de nós têm de, ao encontrar um relógio, vermos nele cravadas as nossas próprias iniciais.

É de Dawkins o novo grande sucesso editorial do Reino Unido: "The God Delusion" ("A Ilusão de Deus") onde o autor destrói todos os tipos de religião, "argumentando brilhantemente", segundo Clive Cookson em matéria no "Financial Times". Diz Dawkins sobre o livro: "Os leitores que começarem o livro religiosos serão ateus quando terminarem" e "[as pessoas têm que] se libertar totalmente do vício da religião". Dawkins pode ser encarado como um demônio por uma postura assim, mas ele é só um pacato, bem articulado e inteligente professor, que leva a vida dentro da lei, sem prejudicar ninguém.

Viver a vida dentro da lei, sem prejudicar ninguém é a proposta básica de "Aprenda a Viver" (Objetiva), de Luc Ferry, ex-ministro da educação da França. O livro foi best-seller por lá e acabou de sair no Brasil. A proposta vai além para defender uma sociedade sem restrições de ordem religiosa. "A transcendência [...] não reside mais em grandes entidades abstratas, superiores e exteriores à humanidade, mas, cada vez mais, na humanidade".

Quando vejo livros assim entrando para a lista de mais vendidos volto a ter fé na humanidade, embora ache que a Cientologia ainda vai crescer, os homens-bomba vão continuar espocando por aí e os adeptos da urinoterapia vão continuar bebendo xixi.

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Posted by biajoni at 11:04 AM | Comments (9)

fevereiro 14, 2007

apelo

Tem um senhor aqui em Limeira, Durante Gullo, setenta e tantos anos, que sofre há mais de vinte anos de depressão profunda, não sai de casa pra nada. Sua única, ÚNICA, diversão - se é que podemos chamar assim - é ver e rever filmes velhos que ele tem em VHS. Ele não tem DVD, só o videocassete. E nem quer ter DVD, já que todo seu acervo é em VHS.

Tomei contato com ele há mais de cinco anos, quando mencionei um filme antigo em uma coluna de jornal... Ele ligou para o jornal e conseguiu meu telefone. Desde então ele me liga com alguma regularidade, pedindo para que eu arrume esse ou aquele filme para ele. Já consegui alguns.

Pois ele me ligou na semana passada IMPLORANDO por um filme: "A Canção Inesquecível, filme de Michael Curtiz, biografia disfarçada de Cole Porter. Não acho o filme para comprar em lugar nenhum, mas vai passar dia 17/02 no canal pago TCM. Se alguém tiver a TCM e puder gravar esse filme numa fita, bem, para o senhor Durante Gullo, ele mesmo me disse, não há dinheiro que possa pagar.

Quem puder fazer isso vai direto para o céu.
Eu me encarrego das despesas de postagem, etc...

Tem ainda mais dois filmes que o sr. Durante Gullo deseja assistir e não encontramos: o primeiro e original "Gunga Din" e "Aeroporto '77". Se alguém souber onde podemos conseguir, avise.

E também se puderem espalhar por aí, em posts, listas de e-mail, esse apelo, agradeço de coração. Pode parecer besteira, ou muito pouco, para quem não gosta de cinema. Mas acreditem, para Durante Gullo, ver esses filmes mais uma (ou algumas) vez(es) antes de morrer fará muita diferença.

Obrigado.

Posted by biajoni at 10:39 AM | Comments (13)

fevereiro 12, 2007

meu fim à polêmica do cinema de autor - post didático

Rafael Galvão, conhecedor de cinema e provocador profissional, fez dois posts retomando uma antiga tese sua sobre a "autoria" no cinema. Segundo essa sua tese, não existe "cinema de autor" e talvez essa classificação só pudesse ser utilizada quando o diretor fosse, ao mesmo tempo, o roteirista e produtor do filme, acumulando funções que dariam a ele liberdades gerais e irrestristas. O Rafa é bom nos argumentos e, por isso, confunde os incautos - que entram de cabeça na discussão. Na verdade, a tal discussão não existe: o cinema de autor é mesmo aquele onde o diretor assume os riscos da produção de uma obra talvez pouco convencional. Algumas vezes ele banca isso do próprio bolso, em outras recebe o aval total do produtor por conta de um nome, estilo ou competência inquestionáveis. Em alguns casos mesmo o cineasta comercial consegue desenvolver uma obra autoral. Calma, cito exemplos na sequência.

Primeiro preciso dizer que não acho que Rafael não acredita na sua tese, é uma tese retórica que ele reforça evocando o confuso crítico francês Alexandre Astruc. Astruc fala da camera-stylo no sentido do desenvolvimento de uma arte audiovisual mais focada no visual, no manejo da câmera como um pincel que produz uma obra talvez cubista. A teoria de Astruc não está tão obsoleta assim quando pensamos em David Lynch e em alguns que seguem os seus passos.

Porém, é mas justo dizer simplesmente que o "cinema de autor" é tão somente aquele filme que mostra um trabalho criativo do diretor no contar da história, trabalho que se desenvolve para além do roteiro. Um diretor medíocre pode ocasionalmente fazer um filme de autor, um filme onde ele contribui para o contar da história mais que simplesmente fazendo a lição de casa de enquadrar bem os atores em cena ou ser competente numa sequência de ação. Temos diretores que, ao longo da carreira, vão desenvolvendo um estilo - podemos dizer "maneirismo" em alguns casos - e a simples aplicação desse estilo pode alterar sobremaneira a transposição do roteiro para a tela.

Agora os exemplos, para não mais gerar dúvidas quanto ao assunto:

- Woody Allen faz filmes de autor sem botar a mão no bolso - vem sempre bancado pelos produtores Jack Rollins e Charles H. Joffe que sabem que é melhor dar liberdade para Allen fazer o que quiser, já que ele mais acerta que erra. Sim, ele é o roteirista de seus filmes.

- Martin Scorsese às vezes escreve, às vezes produz, às vezes só faz a direção mas consegue ter uma obra autoral. Um dos motivos é o mesmo time de colaboradores, onde o destaque é a editora Thelma Schoonmaker - e quem conhece cinema sabe que cinema é montagem. Eles trabalham juntos e boa parte do "êxito autoral" da obra de Scorsese é de Thelma. (Já estou vendo o Rafa se coçar para dizer: bem, mais é a autoria é dela. Num caso como esse, estamos falando de um casamento, quandon dois trabalham procurando o mesmo objetivo)

- Steven Soderbergh é um grande diretor, um cara que gosta de experimentar, pisar em vários terrenos. Assim como DePalma, ele tenta fazer um filme pequeno e autoral intercalando com um filme de uma major - e ainda assim, apesar de fazer um "Onze Homens e um Segredo", faz "Full Frontal". Reza a lenda que é um dos poucos que conseguem, em contrato, dar a palavra final sobre o filme antes do lançamento.

- John Woo não escreve seus filmes, é contratado para fazer filmes de ação e bem os faz. Há quem chame sua mise-en-scene de maneirista e viciosa, mas eu acho que ele tem uma filosofia clara, mesmo quando injeta pombas brancas voando em câmera lenta. Ele é herdeiro de uma geração que teve Adrian Lyne, Alan Parker e Michael Mann. Sim, Adrian Lyne conseguiu fazer uma obra coesa - admire-se ou não - explorando o sexo e a fotografia publicitária oitentista. Alguns filmes de Alan Parker basta bater os olhos para reconhecer a autoria. Michael Mann melhora com o tempo, preocupado sempre com a paleta de cores para dizer um pouco mais do que está no roteiro.

É isso, esses caras querem dizer um pouco mais do que está no roteiro.

É assim quando Elia Kazan mostra, através dos enquadramentos, a confusão de Cal Trask (James Dean) em "East of Eden". Kazan não escrevia nem produzia seus filmes.

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APDEITE:
- Antes que o Rafa escreva em algum lugar que eu transformei o "cineasta autoral" em "cineasta competente", resta dizer que ele (o cineasta) tem que agregar valores próprios (dele) ao roteiro que filma; tem que ter um projeto estético para a coisa. E o "estético" não está no roteiro.

Posted by biajoni at 5:58 PM | Comments (10)

fevereiro 9, 2007

atendentes de locadora

(Minha coluna de terça-feira no TodoDia)

Sempre me interessei por filmes. A primeira parte do jornal que lia, com sete ou oito anos, era a sinopse dos filmes da TV. A maioria passava tarde da noite e não me era permitido assistir. Assim, ficava imaginando os filmes. De tanto ler essas sinopses, alguns nomes se tornaram familiares para mim, mesmo que nunca tivesse visto um filme de ou com qualquer um deles. Lembro de ter demorado anos para identificar visualmente James Cagney - mas sabia que ele participava de uns filmes bem interessantes.

Fui crescendo. Fiel frequentador da biblioteca pública de Americana, procurava os livros que falavam sobre cinema. Qualquer um me interessava, de livros ilustrados a teóricos de difícil compreensão para meu cérebro adolescente. E talvez ainda seja.

Do cinema passei para a música, via trilhas-sonoras. Gostava muito de trilhas, hoje desencanei. Mas nos meus vinte anos era mesmo obcecado e fiz até programa na Rádio Notícia FM com trilhas de filmes. Daí passei para a TV Americana (hoje Rede TodoDia), onde entrava no ar diariamente e ao vivo para dar dicas dos filmes lançados em vídeo. Eu não era muito bom, além de puro e besta.

Assim, posso dizer que vejo filmes, ér, "profissionalmente" há mais de 15 anos. E frequento locadoras há mais tempo. Também passei a dar cursos e workshops de cinema para a Secretaria de Estado da Cultura, além de palestras e cursos de extensão em faculdades. O conhecimento sobre cinema melhorou, mas uma coisa continua a mesma nesses mais de 16 anos: a deficiência do atendente de locadora.

Na semana passada fui convidado pela Rede Megamil - que abriu loja recentemente em Americana - para uma palestra para donos de locadoras. O evento aconteceu no Hotel Vitória, em Indaiatuba. Foi uma satisfação falar para vários proprietários de lojas; não sobre cinema em si, mas como cliente, frequentador de locadoras. O convite nasceu também por conta de uma coluna publicada aqui, onde eu criticava de maneira geral os atendentes em lojas que vendem artigos culturais.

E eu acho que o atendente de locadora é um agente cultural. Ele deve saber sobre filmes, deve conhecer o que vende, deve saber falar sobre tendências, além de ter ao menos as informações básicas sobre os arredores do assunto "cinema" para evitar falar bobagens. É uma profissão difícil e desvalorizada - e mesmo os donos de locadora, de maneira geral, não sabem como pode fazer diferença ter um atendente bem treinado. A questão econômica (preço baixo), o acervo da locadora, as instalações, tudo pode fazer vender (locar) mais filmes, mas nada supera a prestação de serviços de um atendente.

Disse na palestra e reitero: o atendente de locadora tem que ser um MÉDIUM entre o interesse do cliente e o acervo da locadora. Seguindo algumas constatações de estudos americanos sobre o mercado de aluguel de filmes, que apontam, por exemplo, que mais de 80% dos clientes entram em uma locadora sem saber o que vão alugar, a importância da interferência do atendente com conhecimento é crucial para a indicação e locação. No mundo perfeito os atendentes culturais teriam mais cultura que o cliente e saberiam mediar o interesse dele para que ele saísse do estabalecimento minimamente satisfeito. Não é o que geralmente acontece. Quantos filmes ruins você tem locado ultimamente? É tudo culpa do atendente.

Posted by biajoni at 1:09 PM | Comments (11)

fevereiro 7, 2007

olha, outro texto cheio de links!

- O número de comentários neste blog caiu, mas o número de e-mails que recebo de leitores aumentou - estranho fenômeno! Alguns leitores reclamam da utilização desse espaço para falar sobre meu livro - e creio que reclamam bem! Se eu fosse a um blog e lesse continuamente o cara falando sobre seu livro e o que as pessoas estão dizendo sobre ele e seu livro, bem, eu provavelmente deixaria de lê-lo. Ê, lerê! Assim sendo, neste blog só coisas realmente muito relevantes sobre "Sexo Anal". E o livro para baixar, aí do lado. O "compêndio" de tudo o que o livro gerou em seu um ano e meio de vida está agora no blog-de-um-só-post "Novela Marrom", que os senhores mui gentilmente podem fazer o grande favor de lincar e divulgar - desde já, agradeço. Gostaria muito que os mais amigos dessem uma olhada. O texto e escolha dos trechos citados é do jornalista e amigo Carlito Amaral, eu montei o blog, etcétera e tal.

- Falando em livro, tem livro novo do Branco Leone, com excelente campanha audiovisual, patrocinada pela "Os Vira Lata", e devidamente intubada - aqui, embédada:

- Falando sobre produção audiovisual de safra própria, Almirante Nelson encarna um Muhammad Ali rápido para chamar para o pau qualquer escritorzinho cuja obra seja um soco no estômbago do leitor. Não deixe de perder!

- Enquanto isso, Milton Ribeiro mostra a difícil vida dum bebum.

- Hehehe.

- O blog "Dois Discos" vai voltando devagar. Meu último texto é uma resenha reloaded do último disco do Morrissey, "Ringleader of the Tormentors". É uma das resenhas que eu mais gostei de fazer e vem bem a calhar, agora que o disco foi lançado no Brasil.

- O super Caco Ishak me fala sobre seu novo projeto com Carducho, o tocha-humana dos pampas, o site de venda de obras "supostamente de baixo nível", lowbrow, o "Baixo Calão". Ei, tem uns trabalhos super lá, vai dizer?

- Esse povo me adora.

Posted by biajoni at 4:39 PM | Comments (10)

fevereiro 5, 2007

dez anos sem paulo francis

Li o Francis desde sempre e quanto mais lia mais queria ler.
Não, ele não era coerente, muitas vezes não era justo, quase sempre cricri e debochado.
E, por tudo isso, eu o adorava. Era um cara de quem eu queria ficar amigo, tomar uns uísques.
Senti muito quando morreu, me lembro como se fosse hoje. E lá se vão 10 anos.
Tem alguma coisa dele no YouTube, veja essa:

Posted by biajoni at 10:36 AM | Comments (7)

fevereiro 3, 2007

obrigado, shrek lindo

SHREK.jpg

Posted by biajoni at 11:58 AM | Comments (5)

fevereiro 2, 2007

"desumano" no tododia

(Matérinha minha que saiu hoje no TodoDia sobre a vizinha Olivia)

Era uma vez uma menininha que escrevia historinhas com coelhinhos e ursinhos. Muitas crianças começam a escrever logo cedo, dando asas à imaginação, colocando no papel tudo o que as suas desenfreadas e ingênuas cabecinhas imaginam. E as histórias quase sempre contam com bichos fofinhos. Mas as histórias escritas pela menininha Olivia Maia, aos sete ou oito anos, eram um pouco diferentes: os ursinhos panda eram serial killers e os coelhinhos andavam em becos escuros a procura de vítimas. A ainda pequena Olivia conta sobre o seu início como escritora tentando parecer veterana, mas não dá: ela tem apenas 21 anos e é, ao mesmo tempo, uma das mais jovens escritoras brasileiras lançadas por uma grande e tradicional editora e uma grande promessa. “Foi tudo de repente. Escrevi um livro, depois outro, até que esse terceiro caiu nas mãos da (editora) Brasiliense e acabou publicado. A repercussão não poderia ser melhor.”

A repercussão do livro se deve especialmente a dois fatores: a excelência da escrita da garota e ao conteúdo forte e violento. E não tem como dissociar o conteúdo da imagem doce de menina tímida de Olivia Maia - que mais parece uma heroína de Woody Allen que não sabe bem o que quer e tropeça nos cadarços. O livro, este publicado e violento, tem o título de “Desumano”. “A história nasceu como um conto e decidi que podia resultar num romance. Basicamente temos um garoto que encontra a mãe morta e acaba perseguido pela polícia. Ele tenta provar sua inocência e conta com a ajuda de uma garota”, sintetiza a escritora, em visita recente ao TodoDia. E sintetiza bem, já que mais não se pode falar sobre o livro sem revelar detalhes que poderiam estragar surpresas.

olivia.jpg

“Sempre gostei de mistério, do crime, das agruras humanas... Desde criancinha.”, diz sorrindo, semicerrando os olhos por trás dos óculos de aros grossos. Mas só agora parece ter conseguido alinhavar seus interesses com uma boa história e uma narrativa satisfatória. Talvez além, já que o livro flui lindamente. “Reescrevi muito, só apresentei o livro quando estava satisfeita com a prosa”, afirma ela, estudante do Curso de Letras da USP (Universidade de São Paulo).

“Desumano” pode ser encontrado e encomendado nas livrarias. Apesar de ser classificado como “policial” e “violento”, o livro de Olivia Maia não tem um só tiro, nem agentes policiais. Não tem muitos personagens. Não tem prosa rebuscada. Não tem elipses. Mas tem muitas surpresas. E é diversão garantida.

Posted by biajoni at 10:52 AM | Comments (1)

fevereiro 1, 2007

bem, esse é o blog de um escritor, então...

O Alex fez um ótimo post falando sobre, bem, sobre isso de escrever e não ser publicado e colocar o livro para download gratuito ou vender o .pdf, como ele está fazendo com "Onde Perdemos Tudo", seu livro de contos.

Tanto Alex como eu devemos ser muito ruins de marketing pessoal. Não conseguimos despertar o interesse das editoras por nossos livros. "Mulher de um Homem Só", o romance do Alex, foi baixado mais de 30.000 vezes - marca de best-seller no Brasil. Meu "Sexo Anal - Uma Novela Marrom" superou os 4.000 downloads em pouco mais de 2 meses e ganha resenhas favoráveis quase semanalmente na internet. Na terça feira, CR Quint escreveu:

"[Sexo Anal] é um romance nu e cru, um ótimo entretenimento e um dos melhores livros que já li."

Ainda ontem o jovem e puritano Edward Bloom escreveu sobre ele. Não creio que outro livro de autor estreante tenha mais que 30 resenhas na rede, como é o caso de "Sexo Anal". Veja os links para as resenhas aí do lado. E ali você também pode baixar o livro.

Ed Bloom tece algumas críticas ao livro, a maioria por se deixar perturbar por algumas cenas, mas olha o que ele escreveu:

"...tenho certeza que quando o Biajoni levantar a calcinha de suas frases, será um dos melhores escritores de seu tempo."

Ei, eu não sou amigo de CR Quint ou de Ed Bloom, nem os conheço.

A pergunta é: por que as editoras simplesmente cagam para nós?
O que faço com os dois romances que tenho na gaveta e a continuação de "Sexo Anal", que está quase pronta?
Mesmo não tendo livros em papel, lançados por alguma editora, eu e Alex somos, ér, escritores?

Posted by biajoni at 9:43 AM | Comments (15)

janeiro 30, 2007

de livros e blogs

(Minha coluna jabazística de hoje no TodoDia)

- "Um Defeito de Cor", romance da amiga e (ex) blogueira Ana Maria Gonçalves, editado pela Record, ganhou o prêmio Casa de Las Américas, um dos mais conceituados das Américas. Sobre ele, escreveu Millôr Fernandes: "Um dos 10 mais importantes do século". O blogueiro Alex Castro chamou a atenção e eu faço coro: a imprensa simplesmente ignorou o prêmio. Cadernos de cultura preferem bandas obscuras da Islândia ou videomakers experimentais. Isso quando não dão espaço à fofoca pura envolvendo celebridades. O escritor não é considerado (muchocho).

- Falando em Alex Castro, ele teve uma iniciativa inédita no Brasil, colocando o arquivo em .PDF de seu livro de contos "Onde Perdemos Tudo" à venda pela Amazon. E não é que o livro está vendendo, mesmo não existindo fisicamente? Quem diz que o leitor não quer O NOVO? "Onde Perdemos Tudo" custa apenas US$ 3,00 ou R$ 7,00 e vale cada centavo. Mais informações no blog do autor: www.liberallibertariolibertino.blogspot.com.

- Bem, e se você, amado leitor, quiser ler o meu livro, é de graça para download no meu blog: www.verbeat.org/blogs/biajoni. O livro ganha resenhas positivas semanalmente na internet, mas foi rejeitado por umas dez editoras. Você pode baixar e ler no computador ou imprimir - e vai custar mais ou menos o mesmo que se você comprasse numa livraria; tem até capinha! Será que é ruim? Leia e me diga.

- Meu livro e o de Alex Castro foram tema de uma matéria no Jornal O Globo em Novembro passado. A matéria era sobre a nova literatura brasileira que aparece na internet. Sim, a internet é ótima para divulgar e publicar os trabalhos - mas não se ganha nada, nada, nada com isso. Algumas vezes a projeção abre portas, como o que vem acontecendo com a ótima escritora Ana Paula Maia, autora de "Entre Rinhas de Cachorros e Porcos Abatidos", um folhetim que pode ser lido diretamente no blog da garota: www.folhetimpulp.blogspot.com.

- Uma escritora muito jovem que conseguiu ser publicada por uma grande editora é Olivia Maia que também tem um blog (quem não tem um hoje em dia?). O livro dela, "Desumano" saiu pela Brasiliense e vem conseguindo, a fórceps, aparecer na mídia. Olivia esteve recentemente no TodoDia e eu falei com ela - em breve, pinta matéria aqui. Ah, sim, o blog da Olivia é www.verbeat.org/blogs/forsit.

- Já que estou falando de blogosfera, preciso indicar o endereço do poeta americanense, leitor dessa humilde coluna, o amigo Marcelo Moro: marcelomoro.blog.terra.com.br.

- Nada a ver com o teor dessa colua, mas lá vai: o Editor-de-Cultura-Colunista-de-Cinema Gustavo Brigatti pede sugestões para a TRADICIONAL brincadeira do "bolão do Oscar" (sic). Minha contribuição: "Babel", Scorsese, Leonardo DiCaprio, Eddie Murphy, Meryl Streep, "O Labirinto do Fauno".

APDEITE RELACIONADO:
- Nos últimos dias, mais duas menções ao meu livro: C.R. Quint leu e gostou. E a enigmática "Me and My Secret Life", que fala só sobre sexo (não abram o link, crianças), relacionou o livro a um post recente que fez o blog bombar. Coisas de fetiche.
:>)

APDEITE 2:
- Oba, a super Bibi está concorrendo ao "Seventh Annual Weblog Awards: The 2007 Bloggies" na categoria Best Latin American Weblog. É só entrar e votar. Vamos!

Posted by biajoni at 10:40 AM | Comments (9)

janeiro 29, 2007

do secreto, do conhecível, do indizível

A morte de Maria Elisa Guimarães, a Meg, e a notícia de que, na verdade, não morreu, agitou a internet brasileira na última semana. Cheguei ontem de viagem e vi o soberbo post do Inagaki e nem sei de todos os detalhes direito. O caso, nesse momento de impacto, serve para reavaliarmos nossas conexões virtuais, creio. Poderá ser um divisor de águas na história da blogosfera. Tou simplesmente bolado.

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Posted by biajoni at 10:08 AM | Comments (12)

janeiro 24, 2007

mais do meu livro e voando para volta redonda

- Depois da Luana Chnaiderman é a vez de Edd Caufield escrever sobre o meu livro. Adorei especialmente o "literatura rock" - sim, sim, gostei demais. Vão ler.

- Gostaria de agradecer a Bibi também, por ter colocado o livro na sua lista da LibraryThing - muito bem acompanhado de Ana Maria Gonçalves, Mutarelli, Muriel Spark, Orhan Pamuk.

- Achei que tivesse linkado, mas acabou passando, essa matéria sobre novos autores, internet e mercado editorial publicada na excelente Revista Idiossincrasia. O novo autor não é publicado porque não tem público ou não tem público porque não tem oferta de novos livros?

- Hoje esse blog entra num pequeno recesso de cinco dias. Amanhã bem cedinho caio na pista, rumo a Volta Redonda. Levo a Isabelle para casa, Dudu nos acompanha. Se tiver algum blogueiro ou leitor estiver pela região por esses dias, com uma disposição absurda de me pagar umas cervas, manda e-mail - o endereço taí do lado. E-mails serão checados.

Posted by biajoni at 1:14 PM | Comments (9)

janeiro 22, 2007

lulu fala de sexo anal

Pois é, super legal o que a Luana escreveu sobre meu livro. Adorei.
Quem ainda não leu, o link pra baixar, com capinha e tudo, está aí do lado.
:>)

Falando em capinha, eu adoro a capa do livro, montada pelo amigo Helton Winter.
A primeira idéia - e acho que nunca disse isso aqui - era fazer com esse quadro do espanhol Antonio de Felipe, mas achei que o autor fosse achar ruim e encrespar.

Antonio-de-Felipe.JPEG

Aproveito para mostrar outra foto da Marilyn, em outro ângulo, na mesma sessão que gerou a capa do livro.

marilynCAKE.jpg

Marilyn era tudão, vai dizer?

Posted by biajoni at 10:03 AM | Comments (10)

janeiro 16, 2007

buraco

(Minha coluna de hoje no TodoDia - que FOI publicada!)

No filme "A Guerra dos Mundos", de Spielberg, a paz terrestre é perturbada por imensas máquinas alienígenas que estavam enterradas em locais estretégicos do planeta, aguardando o momento para a tomada. O herói, um Tom Cruise irresponsável, pai de família, vai acabar tendo sorte e conseguindo escapar do massacre promovido pelos aliens. Mas quem destrói os inimigos não é a força dos esteróides anabolizantes de Cruise, nem sua cientológica mente criativa; mas sim os vírus, bactérias e microscópicos seres que - os aliens não são tão poderosos assim - defenestram (uau!) a capacidade imunológica dos invasores. O realismo do filme impressiona, especialmente nas cenas de destruição, onde fica claro que os extraterrestres não têm coração. Eles saem de dentro da terra apavorando, destruindo tudo, pisando em tudo, derrubando tudo, sem dó nem consideração. Eles abrem enormes crateras, que sugam tudo, para dentro de onde tudo vai...

Enormes crateras. Como essa, recente, aberta em São Paulo. Assim que vi a primera imagem daquela cratera grandiosa, como se feita em computação gráfica por um megalômano diretor hollywoodiano, pensei imediatamente que estávamos sendo atacados. Sim, seria a confirmação da predição de Orson Welles, que uma vez transmitiu a Guerra dos Mundos via rádio e vários americanos - eles são tãããão espertos - acharam que o planeta estava mesmo sendo invadido e deram cabo em suas próprias vidas - o que é conhecido como suicídio. A imagem na TV daquela cratera me causou uma ansiedade por ver sair uma grande peça alienígena trípode que talvez pudesse soltar raiox dizimadores pelos olhos e fogo pelas ventas. Mas nada saía da cratera. Pelo contrário: a cratera só aumentava e ia engolindo com seus dentes de asfalto e cimento as casas, pessoas, carros, esperança. Mudei de canal e a cratera lá estava. Na internet, mais fotos da cratera. Era real, não era uma releitura da "Guerra dos Mundos". Ou talvez fosse. Uma releitura que passasse pelo "Brazil" de Terry Gilliam, onde a burocracia e a burrice tudo emperram, tudo atrapalha. Não, a releitura teria que ir além, teria que passar pela teatralidade canastrona dos poderosos políticos que só pensam em seus bolsos e querem que o povo se dane. Esses poderosos políticos que, à medida dos aliens, também não têm consideração, não têm coração.

A mortal cratera paulistana não é resultado de uma invasão alienígena, mas de uma tomada que aconteceu há muito tempo e nem nos demos conta. A tomada geral da administração do Mundo por parte de gente que não está nem aí com o Mundo. Só querem mesmo sugar o que pode haver de bom - talvez o dinheiro - para dentro de si. E não há perspectiva de vírus ou organismos microscópios que talvez possam nos salvar.

cratera.jpg
(Foto de Clayton Souza, Reuters)

Posted by biajoni at 10:12 AM | Comments (11)

janeiro 12, 2007

sábado, domingo, segunda

Semaninha conturbada essa; não consegui nem ler os blogs dos chapas. Mas hoje é sexta e espero poder surfar um pouco, logo mais à noite, papear no msn com os brous, descansar e bebericar com amigos neste findi.

Amanhã, Sábado, a partir de cinco da tarde, estarei tomando algumas em casa - e os amigos estão convidados - em comemoração ao aniversário da dona patroa, Karen, a mulher que eu amo. Mas já vou avisando os folgadinhos: nada de enveredar pelas altas horas.
:>)

Domingo espero poder ir com a turma toda à Piracicaba, na tradicional Rua do Porto, degustar uma piapara no tambor.

E Segunda, putz, adoraria poder ir à Sampa para abertura da exposição da DaniCast, na Casa da Xiclet, mostrando toda extensão do seu trabalho. Super! Na abertura não estarei, mas quero ver a exposição meeeeesmo!
:>*

Posted by biajoni at 2:17 PM | Comments (6)

janeiro 9, 2007

a velha e boa baba das resoluções [ou] a fome, sim, a fome é o que nos move - e o bauru com cebola do camargo ainda é um dos melhores de americana!

Os amigos (muy amigos) Adriano, (vulgo Hemenauta) e Mauro Amaral (vulgo Aeroporto de Mosquito), simultaneamente e ao mesmo tempo, convidaram-me para uma meme (que é uma corrente - é a "même chose", por isso o nome "meme"). É engraçado, nenhum dos dois nunca me convidaram pruma pizza com cerveja.

Ai, ai.

De qualquer maneira, ao ler as resoluções para 2007 deles e de outros amigos, pensei: "Ei, hoje está um belo dia para beber uma Bohemia e não pensar em coisa nenhuma". Foi o que eu fiz.

Porém, passado um dia, na noite do dia seguinte, saí com Isabelle (14 anos), Dudu (9 anos) e minha prima preferida, a cineasta mirim Livia (9 anos), para uma disputadíssima e suadoura partida de boliche. Eu venci, como é de praxe. Chegamos todos agora em casa, eu ainda a gozar com as crianças por terem perdido de mim. Tomei um banho, Karen dorme com Lia, bem, também vou dormir, mas... Sim, sim, tudo está bem para mim: eu sou o grande campeão do boliche; eu escrevi um livro que - ei! - não é tão ruim assim; tenho uma grande alcatéia de filhos, Lia está com otite e ainda assim come com uma disposição anticapitalista; já plantei algumas mudas de árvores, reguei, cuidei embora admita que tenha usado algumas para fazer a casinha do meu saudoso Nicolau Sevcenko.

A propósito, Nicolau é meu cão, um boxer negro, apaixonado pela Jade e pelo Chet Baker. Jade é uma cadela - no melhor dos sentidos - que mora na rua de cima.

Mas Nicolau passa um período na empresa de minha irmã. Não haveria espaço em casa para duas feras: ele e Lia.

Nessa semana que passou, vi que o prefeito de Aparecida (vulgo Zé Louquinho), proibiu enchentes na cidade. Não, ele não fez nada de infra para evitar enchentes, simplesmente as proibiu. Achei interessante que talvez pudéssemos ter um poder de canetar coisas assim. Deus deu ao homem o poder de nominar as coisas, mas não de agir diretamente sobre elas - a não ser no sentido de extinguir os seres. Alguns. Os carrapatos não dá, por exemplo. Deus é burro: tivesse nos dado o poder de canetar leis que regissem (uia!) esse nosso Universo - afinal, ele não o fez para nós? - talvez tivéssemos desenvolvido um maior grau de responsabilidade através dos tempos sobre o meio-ambiente ou sobre o ambiente inteiro - já que nunca entendi direito esse negócio de "meio".

Ou não - como costuma dizer, de maneira contraditória mas sempre co-producente, nosso Ministro Fica Gi, pai da Feia Gil.

Bom, eu queria canetar umas coisas. Tipo: meu filhos nunca mais ficam doentes. Ou: minha mulher vai sempre parecer muito mais jovem que eu. Ou: morram todos os que discordam de mim.

Coisas bobas assim.

Ainda nesse final de semana li a coluna do Jorge Coli no Caderno Mais da Folha. Eu adoro o Coli. Até quando arrota cultura ele é legal. No Domingo, falou de Champfleury, um contemporâneo de Balzac (falei que li a bio de Balzac pelo Paulo Rónai e gostei muito? Pô, o Balzac fazia o que eu gosto de fazer: contar histórias reais e contemporâneas. Aliás, ele só é famoso porque contou histórias contemporâneas da sua época e hoje são consideradas registros históricos daquela época e nada têm de contemporâneas). Bom, Champfleury era considerado o GRANDE INTELECTUAL por Wagner, Manet, Rodin. O cara estava podendo.

Pois a coluna do Coli resgatou um texto de Champfleury, prefácio do seu "Grandes Figuras de Ontem e de Hoje". O texto, lista conselhos a si mesmo. Servem como resoluções e aqui estão, devidademente copiados para os mui amados leitores deste blog:

1 - Nunca faça concessões a ninguém.
2 - Pense o que você escreve e escreva o que você pensa.
3 - Se você quer enriquecer, jogue fora sua pena.
4 - Se você teme ferir a sociedade, jogue fora sua pena.
5 - Se você quer agradar a toda gente, jogue fora a sua pena.
6 - Se você quer, aos 30 anos de idade, chegar à honra, à fortuna, à tranqüilidade, jogue fora a sua pena.
7 - Se o amor ao jogo, ao vinho, às mulheres é, em você, mais forte do que a arte, jogue fora a sua pena.
8 - Não se submeta às leis da sociedade e não tema viver sozinho, com seu pensamento diante de si, com seu pensamento como companheiro, com seu pensamento como namorada.
9 - Obrigue-se a ser pobre. Se você é rico, gaste logo o seu dinheiro para pedir sustento às letras.
10 - Com 20 anos todos somos ricos, o dinheiro virá mais tarde.
11 - Nunca escreva uma só linha por complacência com quem quer que seja; de complacência em complacência, você se tornará apenas um empregado doméstico.
12 - Não espere uma popularidade súbita; só os medíocres conseguem o sucesso na primeira tentativa.
13 - Pense muito no futuro, pouco no passado e esqueça o presente.
14 - Não se gaste com polêmicas frívolas. As polêmicas não fazem bons volumes.
15 - Negam sua obra; sua obra responde por você.
16 - Você foi negado, logo, você existe.
17 - De 18 a 25 anos permito-lhe todas as paixões; para pintar o amor é preciso ser amado. Você ainda não é homem e não sabe o que vai se tornar; mas tome cuidado para que as paixões não grudem em você por toda vida.
18 - Se precisar de um amigo dedicado, sempre alegre, sempre disposto a acompanhar-lhe em longas caminhadas, pegue um cachorro.
19 - Você deve julgar tudo por você mesmo. Por seus olhos e seus ouvidos. Nunca decida nada pelos olhos de outro e pelos ouvidos de seu vizinho.

Depois de digitar, já um pouco alto pela terceira Bohemia, penso nesses "auto-conselhos" do Champfleury e - acho que digo bem! - estou pronto para as minhas resoluções:

1 - Jogar fora a minha pena.
2 - Gastar menos dinheiro com futilidades.
3 - Pegar frilas; guardar dinheiro como nunca guardei.
4 - Tentar ser o mais medíocre possível para conseguir a popularidade súbita.
5 - Pensar mais no futuro.
6 - Deixar o Nicolau mais um tempo com minha irmã.
7 - Ouvir mais os meus vizinhos - pelo menos os vizinhos de frente, já que o vizinho de fundos foi preso recentemente por latrocínio.

Ai, ai.

Eu vou me esforçar para fazer tudo o CONTRÁRIO de Champfleury. Afinal, algum de vocês alguma vez sequer ouviu falar nesse Champfleury?

Eu posso até gostar do Coli, mas se imortalidade for aparecer numa coluna do Coli no futuro, eu prefiro um presente um pouco mais suado e farto.

Falando em farto, fiquei hoje o dia todo sem comer. Não deu pra tomar café, saí correndo. Depois atrasei o almoço e, quando vi, já eram duas e meia da tarde. Saí às seis, fui pra casa, peguei Isabelle e Dudu e fomos comer um lanche. Eu disse:

- Quando a gente fica o dia inteiro sem comer, parece que podemos comer um elefante inteiro. Mas quando chega a comida basta um pouco e já estamos saciados.

Minha filha:

- É verdade. É por isso que eu não passo uma hora sequer sem comer muito. Assim não dá pra sentir fome.

É desse pensamento pragmático infanto-juvenil que eu sinto falta.

Posted by biajoni at 1:39 AM | Comments (16)

janeiro 8, 2007

60 anos do camaleão

Posted by biajoni at 10:18 AM | Comments (1)

dezembro 28, 2006

excelente entrada a todos os que visitam esse blog

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A todos os amigos, todos os que mandaram sms, e-mails, cartões, cartas, deixaram scraps, comentários e mentalizaram OM pra mim, pra nós, pro mundo.
:>)

Voltamos na terça com a programação normal.
E em breve, novo e-book para todos.
:>*

Posted by biajoni at 4:00 PM | Comments (19)

dezembro 25, 2006

momentum

Algumas coisas casam de maneira absurda.

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Voltava do trabalho hoje, umas quatro da tarde, um calor insuportável e, de repente, na pista, cai a maior tempestade. O movimento era pouco, eu dirigia com o vidro abaixado, a água entrando dentro do carro. No som, "Mint Car" do The Cure. Estava indo para a casa da minha tia Júlia, onde toda família almoçava. Eu estava com uma fome dos diabos, tinha comido apenas um pão francês no café da manhã.

Acendi um Carlton. Não dava pra ver um palmo na frente do nariz. Dirigia devagar, com o pisca alerta ligado.

Às vezes a vida faz todo sentido.

Posted by biajoni at 7:38 PM | Comments (6)

dezembro 21, 2006

el fidel d´el verbeat habla

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(O Rei bebe. Comunista, ele não se preocupa com dinheiro)

Tiagón Casagrande, El Rey, concede entrevista a Tiago Dória e fala sobre, ér, blogs e o mais importante e bonito e gostoso e sen-sa-cio-nal condomínio de blogs do Brasil: o Verbeat Blogs, craro! Vai ler!

Posted by biajoni at 11:03 AM | Comments (2)

dezembro 19, 2006

atendentes

(Minha coluna de hoje no TodoDia)

Uma vez eu entrei num sebo em Piracicaba e um homem de cabelos brancos e fala mansa veio me atender. Perguntei por alguns autores e ele conhecia a todos. Andou pelas prateleiras, encontrou alguns livros que me interessavam e indicou outros. Falou sobre alguns escritores que eu não conhecia e acabei comprando mais do que tinha programado. Aquele senhor faz parte de um tipo de vendedor que está em extinção; o vendedor de produtos culturais que conhece o que vende. No início do advento das grandes livrarias em shoppings, como a Livraria Saraiva do Iguatemi, existia ainda uma certa preocupação com o atendimento, os vendedores passavam por algum treinamento, participavam de um teste antes da contratação. Hoje, deusulivre! Tente perguntar qualquer coisa para atendentes (são chamados assim agora) de livrarias em rede. Talvez mandem você procurar "O Jogo da Amarelinha", de Júlio Cortázar, na seção de infantis. Uma lástima.

Se esse tipo de crise acontece com os livros, com a música é muito pior e vários casos já foram relatados nesse jornal pelo colunista Gustavo Brigatti. A lógica pernóstica que comanda as lojas de música é que "o povo nunca compra nada novo, só o que já ouviu no rádio ou que está sendo muito comentado pela mídia" - o que dá no mesmo. Você entra numa das poucas lojas exclusivas para discos (hoje chamado minimalmente de CDs) e vê sempre as mesmas capas, pode adivinhar a sequência da fileira. Quando há algo mais, como em lojas como a FNac, vemos o mesmo problema que acontece com os livros: "atendentes" que mal sabem utilizar o sistema interno de pesquisa via computadores ou a internet. Eu perguntei para uma garota de uma dessas lojas uma vez se tinham o novo disco da PJ Harvey. Bom, ela tentou "DJ Rarvei" e todo um espectro de alternativas, mas era óbvio que ela não conhecia a cantora e compositora inglesa. Não deveria?

Cinema já é um negócio ainda mais complicado. Com o advento dos DVDs o preço dos filmes ficou mais baixo e podemos encontrá-los em qualquer lugar, de banca de jornais a grandes magazines. Aí vai de você ter mesmo muita sorte de encontrar aquele filme bacana que você gosta de rever várias vezes a um preço camaradinha. O problema com os filmes está nas locadoras, onde novamente os "atendentes" geralmente são fracos e desestimulantes. Geralmente não só não conhecem cinema como acham que o gosto individual de cada um é o dominante; e orienta os consumidores assim. "Ah, você vai levar esse filme? Nossa! Mas é paradíssimo! Você não prefere o novo do Bruce Willis?". Um saco.

No meio disso tudo temos as Lojas Americanas. Ah, as Lojas Americanas. Um misto de céu e inferno para o camarada interessado em comprar produtos culturais. Nas Americanas temos bancas totalmente reviradas onde chocam-se "O Ladrão de Bicicletas" e "O Samurai Negro" com uma naturalidade impressionante. Ali achamos discos raros da Elis Regina por R$ 9,90 ao lado do "novo Jack Johnson" por quarenta paus. E livros, livros espalhados, livros pelo chão, livros de seiscentas páginas a dez reais, livros que decifram para nós, mortais, o poder dos aniversários, por exemplo. Uma esbórnia maravilhosa. Desde que, é claro, você não espere uma única orientação ou sugestão ou informação ou mesmo localização de quaisquer produtos por parte dos, hmmm, "atendentes". Nas Americanas os funcionários parecem ser ainda mais alheios. Parece que todos vieram do mesmo furacão que trouxe de algum lugar imaginário todos aqueles CDs e DVDs e livros; eles andam pelas lojas como zumbis e nunca ouviram falar em George Romero.

Posted by biajoni at 10:03 AM | Comments (9)

dezembro 15, 2006

dícaras

Fui dar um passeio pelas Lojas Americana como quem não quer nada e acabei soltando mais um cheque aids, dessa vez no valor de R$ 62,85. Mas acho que valeu a pena, olha só:

- Livro "Iniciais BB - Memórias", da Brigitte, 600 páginas, R$ 9,90.
- CD "Supergrass is 10 - Best of 94-04", 18 hits do Suprgrass, R$ 12,99.
- DVD Dual Disc com "Rosencrantz e Guildenstern Estão Mortos" e "Asterix e Obelix Contra César" (é incrível as coisas que eles juntam nesses Dual Discs) por R$ 9,99.
- DVD duplo (um só com extras) de "O Casal Osterman", de Sam Peckinpah, R$ 9,99.
- DVD "Buena Vista Social Club" - R$ 9,99.
- DVD "Em Nome de Deus", uma das mais belas versões do mito de Abelardo e Heloísa - R$ 9,99.

Boa compra, vai dizer?

Posted by biajoni at 3:11 PM | Comments (1)

sim, sim, estão me expondo

Hehehe, a Olivia fez relato dessa vez. Boa!

Posted by biajoni at 9:20 AM | Comments (3)

dezembro 14, 2006

olivia on the tv

Correria lascada hoje, nem deu tempo de postar.

A Olivia veio com o Roger de Sampa para Americana e depois fomos para Limeira, numa primeira ação de divulgação do "Desumano". Na TV Jornal, onde co-apresento um programa de entrevistas ao vivo, fizemos um papo longo com a escritora. Infelizmente não rolou de visitarmos o Jornal de Limeira, mas o casal foi ao TodoDia de Americana, onde Gustavo Brigatti, o intrépido editor de cultura, fez fota & matéria. A Olivia avisa que o livro já se encontra nas lojas virtuais.

A gafe do dia foi eu ter BATIDO a porta do carro no dedão da Olivia, quase inviabilizando entrevista, quase levando a moçoila à Santa Casa de Limeira. Ela botou gelo, mas acho que a unha vai cair. Talvez ela conte melhor a história, eu tou com pressa & vergonha.

Até amanhã.

Posted by biajoni at 5:25 PM | Comments (5)

dezembro 9, 2006

por aí...

- Lá no Dois Discos, Biquíni Cavadão. Ah, você não gosta? Acha que é apenas uma bandinha muito anos 80 com nome feio? Saiba que o segundo e pouco ouvido disco deles é um dos mais bacanas da fatídica década. Veja lá.

- Falando em disco, um dos preferidos do amigo Renmero, "Home", de Josh Rouse, uma pérola pop, está por apenas R$ 8,99 nas Americanas. Vale a pena. Vale também, ler o post do Renmero sobre o encontro dele com Rouse, apesar de eu achar meio gueizice.

- No lançamento do livro da Olivia, várias gentes lá estavam e eu não citei/linkei aqui. Um deles foi o Helder, que aparece aí na fota com o Doni ao fundo. Quando conheci o Helder e ele se apresentou eu achei que fosse outro Helder. Dias depois eu fui saber que era aquele. E só agora fui ver que ele não está linkado aqui. Vergonha. Queima no inferno, Biajoni maldito.

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- O outro não-linkado foi o Tuca, o macho da Pat - e eu nem sabia que era dele o Fiapo de Jaca.

- Na mesma semana do lançamento de "Desumano", saiu também a tradução da Clarah Averbuck para o "Manual para Fazer das Crianças Pobres Churrasco", clássico do humor, de Jonathan Swift, um dos livros preferidos do Almirante. Vale apontar o maravilhoso trabalho gráfico da Editora do Bispo que embalou o livro a vácuo, como se fosse uma picanha maturada, botando até um falso selo do Ministério da Saúde. Ficou lindo.

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- Dá um trabalhão danado arrumar os links desse povo que tá migrando pro wordpress.

Posted by biajoni at 10:57 AM | Comments (6)

dezembro 8, 2006

puto!

Desculpas aos amigos do Rio, não vou mais pra Cidade Maravilhosa amanhã, conforme estava combinado. Ia participar dos eventos do Fórum Nacional dos Direitos Humanos, mas terei que ficar em Limeira por conta dos programas de segunda e terça na TV - teremos entrevistados importantes, etc...

Um saco. Queria muito ver a banda da APAE/Limeira abrindo o show do Alceu Valença no Circo Voador. Tem muitos eventos legais rolando no Rio por conta do Fórum. Vale a pena, pessoal carioca! Participe!

Vou pro boteco do Gilmar tomar um trago pra esquecer.
Desculpas de novo.
:>/

Posted by biajoni at 5:50 PM | Comments (5)

dezembro 5, 2006

impostos e sentimentos

(Minha Coluna de hoje no TodoDia)

O jornalista limeirense Fernando Santini tem um extenso trabalho de combate à corrupção e esteve envolvido com ONGs de todo País. Também trabalhou no Tribunal de Contas da União, em Brasília. Depois de muito pensar em uma "solução" para o problema da corrupção, chegou à uma conclusão/ação que é, ao mesmo tempo, digna de louvor e, para muitos, motivo de chacota. Ele iniciou uma coleta de assinaturas para a confecção de um Projeto de Lei de iniciativa popular para incluir na grade curricular das escolas o ensino de "Fiscalização de Contas Públicas". Mais informações podem ser obtidas no site www.ongbrasil.org.br. A idéia geral é que comecemos a formar cidadãos conscientes dos direitos e deveres de todos, inclusive dos governos. Pensando sobre a questão, peguei-me relembrando meus tempos de colégio e sobre como sempre me foi muito, muito difícil - e é até hoje - entender sobre tributos, impostos, taxas. Já adulto, quando fui construir minha casa, nada sabia sobre recolhimento de ISS ou sobre IPTU. Não sei e não entendo bem como funciona essa coisa de Imposto de Renda, nem por quê tenho que pagar IPVA ou contribuições de melhorias e ainda assim pagar o pedágio que, ao meu ver, fere o direito básico de ir e vir. Ao total, são mais de 60 impostos, taxas, tributos ou contribuições que existem no Brasil - e eu duvido que um único ser humano conheça todos, saiba para quê servem. II, IE, IR, IPI, IOF, IOC, ITR, IGF, ICMS, ITCD, ITBI, FGTS, INSS, PIS, COFINS, CSLL, CPMF... Ufa! A lista é interminável. Creio mesmo que a única maneira de criarmos cidadãos conscientes seja implementar, logo no início do ciclo escolar, uma matéria que desse uma ampla noção das contas públicas, que são, no final das contas, as NOSSAS contas.

Aliás, a escola deveria nos ensinar outras coisas, em detrimento de algumas. Não posso reclamar de meus tempos de colégio, na EEPSG Risoleta Lopes Aranha, em Americana, onde tive excelentes professores - tirando uma chatonilda Elaine, de português, e, talvez por isso, nunca tenha aprendido escrever direito. Porém, muito do que me ensinaram (como a tabela periódica, por exemplo) não somente nunca aprendi como nunca precisei usar. Seria melhor que houvesse, entre as aulas de Matemática e Geografia, um aula de "Educação Sentimental", por exemplo.

Sim, sim, eu me lembro que meus MAIORES problemas da pré-adolescência e um bocado depois dela tinham a ver com o "lidar com os sentimentos" - e sobre isso ninguém falava no colégio com propriedade, nem a Dona Clélia, no primeiro ciclo, nem o Professor Celso, de Ciências. Eu queria tanto alguém que falasse sobre o Amor, sobre a confusão que mexia com meu corpo & mente, sobre o interesse quase metafísico que eu tinha pela Alessandra, uma menina magrinha de cabelos armados. E olha que na época eu não tinha nenhuma noção sobre o que significava "metafísico"!

Eu falava sobre os problemas todos com os meus amigos, o Reginaldo, o Jair, o Jeferson e, ora!, todos tinham a minha idade então estavam sempre tão desorientados como eu. Se os professores tivessem dado uns textos do Octavio Paz pra gente ler na época... Se uma professora tivesse chegado pra gente e dito que na nossa idade também tinha passado por todas essas dúvidas e confusões - pô, teríamos nos sentido menos extraterrestres.
Assim como não sabemos sobre impostos - e são vários! - todos temos dificuldades para lidarmos com nossos sentimentos - e são vários! Depois do projeto do amigo Santini, que precisa coletar mais de um milhão e meio de assinaturas, alguém poderia encabeçar o projeto para implantação da matéria "Educação Sentimental". Com certeza, para esse, conseguiríamos facilmente mais de um milhão e meio de assinaturas.

Posted by biajoni at 2:36 PM | Comments (5)

é hoje...

O lançamento do livro da Olivia. Espero que não chova e inviabilize sampa.

Posted by biajoni at 10:13 AM | Comments (2)

dezembro 4, 2006

eu odeio segunda feira

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Posted by biajoni at 10:53 AM | Comments (6)

dezembro 2, 2006

sobres blogues

Digito essas mal traçadas dentro de uma sala do Colégio Técnico Trajano Camargo, em Limeira, onde encerro minha Oficina de Blogs. Foi uma oficina legal, a primeira desse tipo patrocinada pela Secretaria de Estado da Cultura. Grande iniciativa, meu obrigado à chefa Jacqueline Durans, da Oficina Cultural Carlos Gomes.

Dos quatorze inscritos - a oficina foi gratuita, claro - apenas oito chegaram ao fim. O primeiro encontro foi especialmente complicado, já que tinha um feriado na semana e houve uma falha de comunicação... Apenas o jovem André Medeiros, de 14 anos, apareceu. Ele frequentou todos os encontros e está com seu blog no ar, firme e forte. Um garoto legal, meio na dele, mas que pega super rápido as coisas, tem antenas.

Depois juntaram-se a nós o João Peixoto, um cara que frequenta oficinas minhas há eras. O cara mexe com vídeo, grava e edita umas paradas, é um cérebro criativo. Fiquei feliz em ter reencontrado o João e talvez o leve para trabalhar comigo na TV. Também apareceram as Caires Sisters, três irmãs que aparentemente se dão super bem mas que, sabemos, brigam sempre em casa, especialmente quando jogam War. A Moniky fez turismo e montou um blog para falar de cidades e pontos especiais que conhece ou quer conhecer. A Tayane parece ser mais descolada e vai fazer aquele umbiguismo legal de blogs com seu "E a Porca Torceu o Rabo" - mas esse nome pode mudar, as irmãs Caires a-do-ram mudar os nomes de seus blogs. Por fim, a mais nova, a Larissa, se mostrou uma das mais entusiasmadas com essa história de blogs. Achou um endereço super, o ops-ops, e já está nadando de braçadas, mudando template, comentando em blog de gente grande. Grande Larissa.

Com menos experiência mas não menos entusiasmo, compareceram a todos os encontros o enigmático Kleber e a atrapalhadinha da Selma. Creio, por fim, que entenderam toda lógica do processo e estão no caminho para viverem felizes a experiência sempre entusiasmante dos blogs. Teve ainda o Fernando que faltou hoje e ficamos sem saber qual o endereço de seu blog e o que ele achou de tudo. Pena.

Mais uma vez, foi muito legal estar durante manhãs de cinco sábados com esses malucos, obrigando-os a aprender funções de HTML, a ler blogs de amigos - às vezes me causando algum constrangimento - e rindo, rindo sempre, falando muita bobagem. Se esse pessoal fosse um tantinho mais velho eu arrastava todo mundo agora para o Bar do Pimenta e a gente tomava um porre.

Valeu, moçada. Agora é força com a viga. Esmorecer jamais!

Posted by biajoni at 10:55 AM | Comments (14)

novembro 28, 2006

dedada

(Minha coluna de hoje no TodoDia)

Chegaram o Brasil ontem os primeiros 50 computadores do Programa "Um Computador por Aluno", parceria do Governo Federal com a ONG Americana "One Laptop per Child", ligada ao Instituto de Tecnologia de Massachussets, talvez o mais importante do mundo. Como diz o programa e o nome da ONG, a idéia é que todos os alunos de países, ãhn, "menos favorecidos" possam ter seu próprio laptop para utilizar em classe e levar para casa, provocando a inclusão digital de toda família. Para que a ONG possa disponibilizar esses computadores por apenas 100 dólares cada, é necessário que o Brasil, junto com outros países (Argentina, Nigéria, Líbia e Tailândia integram o programa) façam um pedido de cinco milhões de unidades. Estamos longe dessa realidade, mas a parceria do Governo Lula é um primeiro passo. Esses 50 computadores que chegaram ontem servirão apenas para testes, mais mil unidades devem chegar no início do ano que vem. Só espero que não façam o teste ligando conexões de internet superpoderosas de servidores próprios do Itamaraty. O Governo deve testar esses laptops em conexões discadas, de preferência analógicas, que é o que a maioria dos bairros de periferia tem para se conectar ao "mundo globalizado". Já que todos estão pensando em "computadores para alunos" é bom que comecem a pensar em "conexões para escolas", já que a grande maioria das escolas do País não contam com conexões rápidas - algumas delas sequer contam com linhas telefônicas convencionais.

Para falar a verdade, acho que o problema nem é tanto "o computador", mas sim "a conexão". Depois de três grandes ondas, a internet mundial, neste momento, simplesmente desconsidera o internauta conectado via linha telefônica. É impossível fazer as coisas básicas da internet com uma conexão discada. Não se pode abrir páginas em flash, não dá para baixar arquivos em .pdf, livros, filmes, música. Não dá pra conversar de maneira decente em um desses programas tipo msn-messenger - portanto, não dá para fazer "trabalhos em grupo". A chamada "inclusão digital" (dedada) deveria começar com uma conversa séria com os provedores, especialmente os "via cabo", que operam também com canais de TV. Essas empresas operam com concessões federais e devem oferecem uma contraparte social; deviam ser obrigadas, por exemplo, a conectar todas as escolas públicas das cidades onde atendem. Isso seria um mínimo de benefício, já que as empresas exploram comercialmente os cabos como qualquer outra empresa privada, visando o lucro, estabelecendo estratégias de mais-valia que, observam alguns, acabam ampliando ainda mais a erosão digital.

Entrevistado por Flávia Tavares e Mônica Manir, do Estadão, Silvio Meira (blog.meira.com), professor da Universidade Federal de Pernambuco, disse uma frase interessante que devia nortear os programas de inclusão digital no País: "Se o cara não tem o que comer, acham que não precisa de internet. Pois eu digo que ele talvez não tenha o que comer justamente porque não tem internet”. É verdade: em uma entrevista de emprego, entre dois candidatos com a mesma qualificação, é selecionado o que tem mais intimidade com o mundo virtual, com programas e processos.

Sem contar que muita coisa se pode fazer pela internet hoje, sem custo, que onera o bolso do cidadão no mundo real. Ler livros para o vestibular, por exemplo. Ou entregar as declarações de imposto de renda. O prazo para entregar a declaração de isento se encerra depois de amanhã, dia 30. Eu fiz a minha pela internet (receita.fazenda.gov.br), sem custo. Quem não tem internet, vai pagar uma taxinha nos correios. Fiz a declaração numa lan-house. Moro em bairro periférico, também sou um desconectado.

Se você que me lê acha exagero dar todo esse, ãhn, "valor" à internet, desculpe, mas você está à margem da margem de uma sociedade de marginais. Em menos de cinco anos teremos programas inteiros de TV sendo exibidos - e produzidos - na internet. Mudaremos totalmente nossa maneira de nos relacionarmos uns com os outros por conta de hiperconexões. Celulares, aparelhos de tv, utilitários domésticos, computadores de bordo em automóveis, tudo está conectado à grande rede. Talvez cinco anos seja muito pouco tempo para que você se atualize tecnologicamente. Se você estiver por fora, certamente estará fora.

Posted by biajoni at 10:10 AM | Comments (14)

novembro 24, 2006

depois do crime de preconceito racial...

Agora está a um passo de virar crime o preconceito sexual.

Talvez esteja na hora do governo repensar aquela cartilha politicamente correta. Daqui a pouco não sei mais como chamar meus amigos. Eu chamo todo mundo de GUEI - se alguém achar ruim posso pegar até três anos de cana, ora vejam. Pelo menos nunca IMPEDI pegação perto de mim, quer seja de heterossexuais, homossexuais, bissexuais ou transgêneros (embora eu não saiba o que é uma pessoa, er, "transgênero"). Aliás, até gosto. Especialmente se forem duas mulheres - o melhor tipo, como diz Woody Allen.

Portanto, cuidado se você é acostumado a cumprimentar seu amigo que passa ali do outro lado da rua com um "Falaí, viadinho!".

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(Nem ouse chamá-lo de "boneco")

Posted by biajoni at 4:20 PM | Comments (10)

novembro 23, 2006

coisas

- Já estão abertas as inscrições para o 1o Festival de Curtas-Metragens de Direitos Humanos. Podem se inscrever audio-visuais em quaisquer suportes com duração até 15 minutos. Todas as informações estão no site - que, por sinal, ficou beeeeem legal. Os prêmios são incrivelmente bons e eu peço ajuda dos amigos blogueiros e jornalistas para divulgação.

- Gabi filma hoje sua ponta na nova produção de Zé do Caixão, "Encarnação do Demônio". O longa já é cult só pela participação da maior anã do Brasil.

- Olivia lança seu aguardado "Desumano" (Brasiliense) no próximo dia 5 e a Verbeat está em festa! Ontem teve lançamento do livro de crônicas reunidas "Soltando o Verbo", onde participa a amiga Márcia Kawabe.

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- O marketeiro Antonio Mela Cueca tem que levar uma surra, vai dizer, Idelba?

- Fabião cada dia mais legal. Grande blogueiro limeirense.

- E Neloah cada vez mais minimal.

- Eu já ia me esquecendo: todo blogueiro é jornalista.

Posted by biajoni at 2:19 PM | Comments (5)

novembro 22, 2006

robert altman

É o tipo de subversivo que eu admiro.

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O tipo de artista que tem a excelência da sua arte e subverte por dentro.
RIP.

Posted by biajoni at 9:42 AM | Comments (5)

novembro 21, 2006

resposta aberta ao marcos vp

De: Marcos VP
Para: Biajoni

> Guei,
>
> Ficou muito bacana a resenha do teu livro no Globo. Eu li e gostei.
> Parabéns. Vamos ver se agora vai...:-)
>
> De qualquer modo, vc já está pensando em escrever algum outro livro?
> Escreve aê, pô...
>
> Abração
> VP.


De: Biajoni
Para: Marcos VP

"
pô, velhaco, cumé que tá aí em brasília?
:>)

bicho, a correria está alucinada por aqui.
eu fiquei praticamente 4 anos sem trabalhar, só no bem-bom, vivendo meio espartanamente, escrevendo, bebendo, fazendo bicos - e achei que ia ficar assim o resto da vida, achei que tinha conquistado o que precisava: uma casa própria, um carro véio, umas parcas economias.

mas aí pintou a karen, eu pensei em casar de novo, ela engravidou, casamos de fato, nasceu a lia, eu assumi o dudu e, quando vejo, voltei ao furacão do trabalho diabólico - como diz henry miller.
:>)

assim, estou com pouquíssimo tempo para escrever e ler blogs e mesmo postar coisas de maneira decente - como acho que fazia antes.

para que você tenha idéia: estou apresentando um programa de tv diário na emissora de limeira, dou uma oficina de blogs aos sábados pela secretaria de estado da cultura, estou na equipe de coordenação de um festival de curtas sobre direitos humanos da fundação escola de sociologia e política de são paulo (indo pelo menos uma vez por semana à sampa) e envolvido com o evento nacional dos direitos humanos que acontece no rio dia 10 de dezembro - com provável show surpresa de gilberto gil no aterro do flamengo.

ufa.

ainda assim, arrumo tempo para escrever a continuação do sexo anal (tá com 80 páginas e tá bem legal), reescrevendo um romance policial paródia (michelle) e um romance realista-fantástico que tá no início ainda mas acho que vai ficar bacana. com tudo isso, ainda brincando com a lia, transando a karen, aguentando um filho pré-adolescente e uma filha que acabou de arrumar namorado. meu... tou perdendo os cabelos.

mas a vida é assim, vai dizer? um dia dum jeito, outro d´outro e, como diz o ina, sempre boa e cheia de possibilidades.

ficamos de nos encontrar algumas vezes, mas nunca rolou. porém considero você e a lontra dois dos super-amigos que fiz nesse lance de blogs e internet. e amigo eu acho que é isso: alguém que gostamos apesar de tudo. amigo não é o que liga lembrando do aniversário (eu nunca sei o aniversário de ninguém, só sei o da isabelle pq é 11 de setembro); amigo não é aquele que concorda com tudo, muito menos aquele que inveja ou parece procurar sempre ficar dando força, no cangote da gente dizendo: "conte comigo!".

amigo é aquele com quem a gente conta sempre - independente d´ele dizer.
:>)

torço pra vocês aí.
espero que fiquem bem e que sempre envie notícias.
beijos na família.

:>)
"

Posted by biajoni at 10:39 AM | Comments (5)

novembro 20, 2006

fofura no jornal

Que bebê linda é essa na capa do TodoDia?

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Hehehe. É a Lia!
:>)

(Tem mais fotos aqui, precisa rolar a página um pouco)

Posted by biajoni at 10:40 AM | Comments (15)

novembro 17, 2006

enfim, a crítica

(Abaixo, a crítica do meu livro, que saiu nO Globo, sábado, dia 11 de Novembro. Muita gente disse que não conseguiu abrir o site do jornal, então trancrevo:)

Trama Pornográfica com Escatologia e Bom-Humor - André Luis Mansur

Alguns títulos de livros seguem a linha do "parece, mas não é". Ou seja, chamam a atenção mas não têm nada a ver com o conteúdo. Não é o caso aqui, pois o autor dá o recado logo no início. Ao pedir desculpas pelo constrangimento, ele tranquiliza os leitores. "Jamais vou perguntar a qualquer um 'você leu minha novela?' pois, apesar de não parecer, eu tenho bom senso".

Utilizando uma linguagem que em alguns momentos faz "O Doce Veneno do Escorpião", de Bruna Surfistinha, parecer literatura infantil, Biajoni (que também escreve no blog www.verbeat.org/blogs/biajoni) constrói uma interessante trama urbana altamente pornográfica, com alguns momentos escatológicos e muito bom-humor.

Virgínia, a protagonista, é uma jornalista iniciante que só sente realmente prazer quando faz sexo anal com seu namorado Luiz, um escriturário sem maiores ambições na vida. Um problema de hemorróida a leva a procurar um médico, dr. Júlio, e ali, no consultório, ela se deixa levar por suas fantasias e acaba traindo Luiz.

A jornalista tem a sua grande chance quando o chefe a manda cobrir um crime que chocou a cidade: uma moça estuprada e esfaqueada por três bandidos. Sua vida se torna confusa, dividida entre a desconfiança de Luiz (para quem ela contou a aventura com o dr. Júlio), o estresse da cobertura, o assédio do dr. Júlio e de Ana (uma amiga da faculdade apaixonada por ela) e a falta de dinheiro, que a obriga a pegar ônibus lotados todos os dias.

Além disso, ela vê seu segredo começar a "cair na boca do povo", pela indiscrição de pessoas que transaram com ela do seu jeito preferido e não conseguiram se conter. A jornalista começa a ver fantasmas por todos os lados e entra em pânico quando um dos estupradores, já preso e devidamente "amaciado" pelos policiais, grita para ela uma frase que vai atingir seu ponto mais sensível. "Ah, era o suficiente para vir-lhe um calafrio".

Biajoni faz também um interessante painel da rotina de um jornal popular de interior, aqueles do tipo que "se espremer, sai sangue". Enquanto o rival adota a linha de "não explorar a miséria humana", o jornal de Virgínia dava total prioridade à matéria do estupro, com a foto do estuprador na capa. "Cortem os quadrinhos, cortem os resumos das novelas, cortem toda a página de cultura se for preciso!".

Alguns diálogos poderiam ser mais bem trabalhados para ficarem mais naturais, há muitos erros de revisão (alguns gramaticais) e algumas situações inverossímeis, como o momento em que o colega de trabalho de Ana consegue facilmente o telefone de Luiz, sem nenhum questionamento.

O mais importante, no entanto, é que Biajoni conta bem a sua história, reunindo grande quantidade de personagens, quase todos bem construídos e relacionados de algum jeito à forma de prazer preferido de Virgínia. Quanto à linguagem, não esperem muitas metáforas. É bastante explícita mesmo (recomendo, inclusive, deixá-lo fora do alcance de crianças e de pessoas com muito pudor), mas nada gratuito, como às vezes acontece, mesmo com autores consagrados. O autor também não quer chocar ninguém, mas também não usa meias palavras para as cenas de sexo que dominam boa parte do romance.

A leitura flui rápida, não apenas pelo interesse nos personagens, mas porque a linguagem de Biajoni traz momentos propositadamente exagerados, como é comum em textos de humor. Ele poderia ter desenvolvido mais a trama, pois, apesar de concluir sua história de forma satisfatória, ainda havia fôlego para as várias subtramas que cria. Mas o desabafo final de Virgínia, cheia de culpas, remorsos e dominada por suas fantasias, não deixou espaço para mais nada - ainda mais depois da última frase, romântica às avessas em todos os sentidos.

Posted by biajoni at 3:33 PM | Comments (8)

novembro 15, 2006

linkania de feriado

- Lá no Dois Discos, Baiano e os Novos Caetanos. Mas não é um texto que fala sobre as mensagens veladas de críticas e resistência à ditadura nas letras de Chico Anísio e Arnaud Rodrigues.

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- Quem indicou meu livro para ser resenhado nO Globo foi a Tata Maneschy - e eu nem sabia! Muito obrigado, Tata. Como é que está Salvador?

- Amanhã estarei em São Paulo e o Doni quer tomar uma cerva rápida num boteco perto da casa da Olivia, lá pelas 18h. Quem estiver por Sampa, entre em contato.

- Post literalilário do Almirante.

- E o grande amigo, jornalista e poeta, Cristiano Kock Vitta, finalmente montou um blog.

Posted by biajoni at 9:49 AM | Comments (3)

novembro 11, 2006

aaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhh!

São nove da manhã e ainda não sei o que saiu n´O Globo.
:>/

Pelo menos sei que foi algo positivo, segundo li no Alex.
:>)

Não sei quem resenhou meu livro, mas quem escreveu sobre o do Alex foi o Miguel Sanches Neto e putz, eu a-do-ro o Miguel, estive num debate com ele no Itaú Cultural uma vez. Com ele e com o grande João Alexandre Barbosa, que nos deixou recentemente.

Apdeite: A linda da Viva me ligou e leu a resenha toda e eu estou extasiado. Muito legal, muito, muito mesmo. Que legal. Depois tem um post mais completo falando sobre.
Ai, ai.

Apdeite 2: O Doni me ligou também e enviou o link onde estão as resenhas. Precisa fazer um cadastro no Globo, mas é DE GRÁTIS. A resenha do meu foi feita por André Luis Mansur. Ficou linda, André.
:>)

Apdeite 3: Não achei o Globo aqui na região. Pelamor, se você é do Rio, compra e manda o caderno Prosa & Verso pra mim?

Posted by biajoni at 9:07 AM | Comments (25)

novembro 7, 2006

a globalização do gosto

(Minha coluna de hoje no TodoDia)

Uma entrevista do Luiz Schwarcz, chefão da Companhia das Letras, na FSP, creio, e o filme "Mondovino" me fizeram pensar sobre isso, o que eu chamo de "globalização do gosto".

Schwarcz fala sobre como o mercado editorial mudou e como, há cerca de 20 anos, era relativamente fácil lançar um novo autor com algum sucesso e retorno. A crítica, como o mercado, era mais aberta. Hoje existem ondas, como, por exemplo, a alçada pelo "Código da Vinci" - romances, livros de auto-ajuda, pseudo-históricos com esse tema esotérico anti-Igreja e similares. Se as editoras só lançam livros com esse perfil, só vai haver isso nas prateleiras e, conseqüentemente, só vão comprar isso. É um "efeito tostines": vende isso porque só tem isso e existe essa retroalimentação - até que haja um esgotamento geral e uma nova onda surja. Os cadernos de jornais só falam sobre esses livros, até por conta da verba publicitária aplicada pelas editoras. O gosto é definido pelo mercado, imposto pela imprensa, estabelecido pelo hábito do leitor médio que só compra o que "ouve falar" que é bom.

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A gente entende melhor isso quando assiste ao filme de Jonathan Nossiter que acaba de virar seriado. É um documentário sem narração em off, costurado apenas por entrevistas -, e quem não conhece nada de vinhos vai ter dificuldade para entender. Quem não conhece, pode não entender tudo, mas uma coisa fica bem clara: existe uma guerra no mundo do vinho, entre as empresas americanas (especialmente a Mondavi, maior vinífera do mundo) e os pequenos e tradicionais produtores (especialmente os italianos e franceses). Históricas casas de vinhos produzem o que chamam de "terroir". "Terroir" é a alma específica de cada safra, depende da terra, da quantidade de chuvas do período, da soma de todas as condições climáticas, do tempo de maturação. As empresas americanas priorizam a produção: querem fazer cada vez mais vinhos com "alguma qualidade".

Na verdade, essa "alguma qualidade" foi criada nos últimos 20, especialmente pelo crítico americano Robert Parker, da revista "Wine Spectator". Foi ele quem definiu o gosto dos tomadores de vinhos na América. Segundo ele, vinho bom é vinho jovem e explosivo, de gosto acarvalhado. Com isso, a recente produção industrial deixou de ser considerada de segunda linha, ganhando público. As novas linhas de produção utilizam, cada vez mais, barris de carvalho novos para "acarvalhar" o gosto da fruta. As empresas americanas vão provocando a falência e comprando as casas de vinho tradicionais; esvaziam os sistemas antigos de produção artesanal, botam as uvas nos tonéis de carvalho e... mandam pros americanos que, a cada ano, bebem mais vinho - ainda mais por conta de suspeitas pesquisas que aparecem anualmente reforçando os "benefícios" do consumo de vinho.

Estamos falando de um universo que envolve muito, muito dinheiro. Para se ter uma idéia, uma das mais tradicionais famílias de banqueiros italianos (desde o século XIV) é sócia da Casa Mondavi. Com tanta grana rodando, no sistema capitalista selvagem, é normal que os titereiros puxem as cordinhas e nos levem a fazer & pensar & consumir tudo o que eles querem.

Apdeite: A Anna me corrigiu nos comentários e eu corrigi aqui: é Luiz Schwacz.

Posted by biajoni at 10:46 AM | Comments (8)

outubro 29, 2006

saudações

"A condição mínima para que haja um estado democrático é que exista nele um povo sem fome"

Posted by biajoni at 5:49 PM | Comments (16)

outubro 28, 2006

karens

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(Não vou ver Karen O. no domingo. Prefiro fica com Karen B. E com Lia B.B., claro!)

Posted by biajoni at 11:18 AM | Comments (5)

outubro 26, 2006

grande retourno

Grande post, rafa. Grande post.

A blogosfera festeja a volta do gordinho gago mais odiado pelas blogueiras trintonas.

Ops, gago não...

Gago é o outro.

Posted by biajoni at 10:03 AM | Comments (1)

outubro 25, 2006

oficina de blogs

Olha só, a divulgação oficial já começou e eu só fiquei sabendo hoje. Saiu minha Oficina de Blogs pela Secretaria de Estado da Cultura. Através do escritório de Limeira estarei falando sobre blogs e auxiliando interessados aos sábados, entre os dias 4 e 25 de Novembro.

São apenas 20 vagas e como as atividades acontecem no Colégio Técnico Trajano Camargo creio que muitos alunos já reservaram.

Legal. Taí uma coisa legal que blogueiros podem fazer.

Posted by biajoni at 5:08 PM | Comments (2)

outubro 24, 2006

pílulas

(Coluna de hoje no TodoDia. Aqui, com links e fotas!)

- Ganhei de presente do editor desse caderno, Gustavo Brigatti (a.k.a. Camila Morgado), a edição número 1 da revista Rolling Stone nacional. A revista está ótima, com destaque para o material americano - os perfis de Bob Dylan e Jack Nicholson -, e para a reportagem da relação entre PCC e policiais de autoria do jornalista Claudio Tognolli. Tognolli é um dos mais importantes jornalistas do País, banido dos grandes jornais pela sua independência. Tem um grave erro na revista: no pequeno comentário sobre o lançamento da caixa de DVDs da “Pantera Cor de Rosa” o jornalista, que não assistiu nada, acha que se trata de uma compilação dos desenhos da pantera quando na verdade a caixa reúne cinco filmes da franquia estrelada por Peter Sellers. Lamentável. Mas em comparação com a outra revista sensação lançada recentemente, a Piauí, ganha a Rolling Stone. A Piauí reúne grandes nomes, mas falta uma certa unidade, alguma “urgência” - ela parece ratificar o que combate: o excesso de ego dos colaboradores.

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(Agradeço Camila Morgado pelo presente. Foto tirada por Deus)

- Participei do encerramento do Salão do Livro Infantil de Limeira e, na ocasião, conheci pessoalmente o ator-escritor Mário Bortolotto. Personalidade forte, Mário é uma espécie de Plínio Marcos atual, um Charles Bukowski brasileiro. Difícil achar texto mais personalista e contundente que o dele, vale a pena procurar para conhecer. Seu novo livro, “Atire no Dramaturgo”, reúne textos publicados em seu blog (www.atirenodramaturgo.zip.net).

- Falando em literatura infantil e infanto juvenil, é incrível a quantidade de bons títulos lançados. Comprei “Como Fazíamos Sem”, delicioso livro de textos curtos de Bárbara Soalheiro que conta como as pessoas se viravam sem escova de dentes, óculos, água tratada, e toda sorte de objetos banais de hoje em dia. Deveria ser adotado nas escolas. Essa discussão, sobre os livros adotados, deu o tom do encerramento do Salão do Livro: com tanta coisa interessante que poderia despertar a atenção dos jovens para a leitura, continuam recomendando José de Alencar e Machado de Assis para quem tem 12 anos. Não é de se espantar que os teens gostem cada dia menos de ler e de escola.

- Cinéfilos estão em polvorosa aguardando o novo filme de Martin Scorsese, “Os Infiltrados”, com DiCaprio, Matt Damon e Nicholson. Sim, sim, sem dúvida será mais um show de violência estetizada e eu também estou ansioso. Mas dificilmente Marty fará melhor do que o filme original, japonês, no qual se baseou, o “Conflitos Internos”.

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(A japa não pega em nenhuma pistola no filme todo!)

- O amigo de aventuras e artista plástico americanense Sérgio Efe foi selecionado para o prestigioso Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba, que acontece logo mais. Sem comentários a respeito dos méritos dessa grande figura. Parabéns, Serjão!

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(Sérgio Efe e eu, na minha festa de aniversário, sábado)

- Cruzada forte no Brasil contra a disponibilização de músicas em sites e blogs começa a afetar as páginas pessoais no Multiply e no MySpace. Não vão ter como segurar. A cada dia cresce o número de endereços com álbuns inteiros para download. Com essa discussão, me vi com uma dúvida: se existem bibliotecas públicas por que não existem discotecas públicas? Não seria legal um local cheio de discos onde você pudesse retirar um disco para ficar com ele 10 ou 15 dias e escutar tranquilamente? Talvez gravar uma música ou outra?

Posted by biajoni at 1:56 PM | Comments (10)

outubro 20, 2006

convite, visita, presentes

- Convido os amigos de Limeira e região para o bate-papo sobre livros infantis que acontece hoje entre eu mesmo e o grande Mário Bortolotto no encerramento do Salão do Livro Infantil de Limeira. É às 19h no Centro de Eventos Municipal (Antiga Lival), no anel (ui!) viário da cidade.

- No feriado de 12 de Outubro recebi aqui em Americana a super visita da amiga mais linda e gente-fina da blogosfera e do MUNDO, a Viva. Ai, ai... Não tinha comentado até agora pois esperava que as fotos ficassem prontas - ainda não estão. Obrigado, linda, adorei o presente. Ela me deu um jogo de taças para conhaque. Agora vou poder te servir o Macieira de maneira decente, Francis.

- Então, amanhã e meu aniversário. Às 17h estarei abrindo a primeira latinha, quem aparecer no Solar Biajoni toma umas conosco e troca uma fralda da Lia. Quem não puder aparecer, queima aquele cdzinho legal - ou presentes igualmente legais - e me manda pelo correio.

(Como não tenho internet em casa, esse blog volta só segunda. Beijos a todos)

Posted by biajoni at 11:39 AM | Comments (25)

outubro 18, 2006

etcéteras coisas and perguntas [ou] mais um momento de linkania incestuosa

- O único delito que cometi em toda minha vida está em meu novo texto no Dois Discos. O gonzo manda, Gabi, vai dizer?

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- Anna V. fez um simpático post falando sobre seus livros da infância, a partir da enquete feita aqui.

- As amigas Luciana e Pat Kholer retomaram uma idéia antiga e fizeram um blog em dupla. Vão lá, comentem, divulguem.

- Ah, sim, e o Rafa voltou com o blog. Grande trotskista!

- Começa amanhã a balada literária de Marcelino Freire & Friends em Sampa; quem dá o toque é o Idelber. Muita gente legal, Bortolotto, Mattoso, Mutarelli, Xico Sá... Não vai dar pra pintar, já que sábado e meu aniversário e deve baixar uns bebuns em casa.

- Gatíssima a Clarah! Ela não vai na balada literária?

- Vocês responderam o quiz do Miltão?

- Alguém aí falou em Alex Castro?

Posted by biajoni at 12:19 PM | Comments (1)

outubro 16, 2006

pesquisa

Que livro te fez gostar de ler?

(Dê preferência à memória afetiva; cite o livro que você leu na idade mais tenra)

Posted by biajoni at 5:09 PM | Comments (56)

outubro 12, 2006

lã de umbigo

Hehehe.

André Czarnobai, o tradicional (sic) Cardoso, botou no ar o seu, ér, "agregador de conteúdo", onde você entra e navega por boa parte da produção do comunista mais ruivo do Brasil. Eu, como tiete das antiga, não só recomendo como, ér, recomendo mesmo, enfaticamente. Especialmente se você se interessa por gonzo, textos inclassificáveis cheios de humor, webtosqueira e música eletrônica. Mas tem muito más!

:>)

Posted by biajoni at 10:16 AM | Comments (1)

outubro 9, 2006

ricardo montero entrevista

Quando vi o nome do novo blog do Ricardão achei que ele quisesse pagar de novo Amaury Jr. da blogosfera brasileira. Na verdade ele só quer entrevistar tipos comuns. Eu acho. Veja .
:>)

Posted by biajoni at 10:44 AM | Comments (2)

outubro 5, 2006

próximos capítulos

- A situação do meu amigo Júnior Jóia, preso na megatentativa de assalto com reféns em Limeira, piora a cada dia. Acharam notas fiscais frias e documentos falsos com ele; ele pode ter envolvimento em roubo de cargas. Ficou provado que ele conhecia a rotina da empresa assaltada, tinha amigos lá dentro e vinha especulando sobre. Como se não bastasse, algumas pessoas da quadrilha têm ligação com o PCC. Na noite passada Júnior Jóia foi enrolado em um cobertor dentro da cela e os marginais disseram que iam matá-lo se não transferissem todos para um Centro de Detenção Provisório. A polícia negou, controlou a situação e iam transferir Júnior Jóia de cela - mas ele, impressionantemente, não quis.

- Minha coluna de terça-feira no TodoDia falou sobre a "Sociedade dos Amigos de Plutão", título de um artigo de Carlos Chagas divulgado em vários jornais do País, para qual coloquei link neste post. O post e a coluna geraram repercussão, Marcus Pessoa afirmou categórico que era hoax, alguns levaram em conta a credibilidade de 45 anos de jornalismo de Carlos Chagas. Segundo Chagas, aquilo foi apenas uma "metáfora". Ele fez uma lamentável retratação na Tribuna da Imprensa um dia depois das eleições. Eu digo que Chagas foi irresponsável e que não sabe o que é metáfora. Quando sair a retratação no Brasilia em Dia - se é que vai sair - a moral do velho jornalista vai cair ainda mais. Triste.

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- Atrasei a postagem no Dois Discos, mas tá lá: falo sobre "Being There", do Wilco, disco que está na minha lista dos melhores de todos os tempos na Amazon.

- Aviso: a Verbeat procura WebDesigner louco pra trabalhar de grátis!

- Neloah dedicou poema para Alex Castro. Inveja.

Posted by biajoni at 12:25 PM | Comments (9)

outubro 3, 2006

dog day afternoon [ou] gangue de nove marginais armados até os dentes com fuzis invade fábrica de jóias de limeira, fazem mais de 40 reféns e matam um policial militar [ou] caminhos cruzados

Em 1990 eu estava num miserê danado (grande novidade). Tinha acabado de sair do banco onde trabalhei por quatro anos para trabalhar em uma emissora de TV recém inaugurada. Porém tinha muito tempo livre e agarrei umas coisas que apareceram. Uma delas era vender consórcio Sharp. Era a época áurea do consórcio e o escritório da Sharp em Americana tinha uns dez vendedores. Eu e um outro cara éramos os que mais vendiam; disputávamos o recorde todas as semanas. Não tinha pra ninguém, era eu e o Júnior.

Sempre me incomodou o cara chamar Júnior. Parece que o camarada não tem um nome, se esconde atrás de um apelido que o diminui; não quer ter importância, quer passar despercebido.

Éramos eu e o Júnior, naquele longínquo início dos anos 90. Aí a TV começou a me consumir mais (e como!) e as vendas caíram. Também fui trabalhar em rádio, e nasceu minha filhota. Peguei a primeira eleição para trabalhar, em 92. Foi a segunda vez que Chico Sardelli, então no PSDB, tentava um cargo público (prefeito). Não se elegeu nem naquela nem nas outras duas vezes em que concorreu. Foi suplente de federal nas penúltimas eleições, venceu a última.

Eu gosto do Chico Sardelli, ele é um católicão italiano, mezzo cafajeste com um bigode totalmente demodê, mas uma aura ingênua e infantil. Eu gosto dele e fico feliz que tenha se eleito, agora no PV. Não gosto mais do PSDB.

O Júnior não se ligava em política. Ele era bem mais bonito que eu, tinha um magnetismo interessante. Eu perdi o contato com ele, até que fui trabalhar em Limeira em 1993. Um dia cheguei à rodoviária da cidade e lá estava o Júnior com um carrinho cheio de listas telefônicas.

"O que você está fazendo da vida, Júnior?"
"Peguei esse bico de entregar listas telefônicas!"

Fiquei com um pouco de pena de ver um cara com potencial, um bom vendedor, ali com aqueles livros amarelos e um uniformezinho velho da Telesp. Pensei que ele talvez pudesse me invejar. Não tinha nada que pudesse gerar inveja em alguém, mas eu tinha focado minha vida profissional em TV e estava obtendo algum sucesso. Eu sempre soube que ele ia se dar bem, ele tinha simplesmente a cara de quem ia se dar bem.

Novamente fiquei um tempo sem encontrá-lo. Quando aconteceu foi em uma visita de Paulo Maluf à Limeira. Aí fiquei sabendo que meu amigo Júnior tinha se filiado no PPS do turcão e fiquei um pouco decepcionado. Maluf era candidato ao governo e apostei com o Júnior que ele não levava. Aposamos um almoço num rodízio. Eu ganhei. O Júnior nunca me pagou.

Fui fazer uma eleição municipal para o PT de Piracicaba e sempre que cruzava com Júnior, ele me zoava. Zoava a pobreza e a ignorância dos petistas e de como o PT nunca chegaria ao poder.

Na próxima eleição, trabalhei para o PL em Limeira. Ele encarou como uma virada-de-casaca minha, não entendia o lance profissional da minha atividade, diretor/redator dos programas do horário eleitoral. Nesse mesmo pleito, em 2000, Júnior saiu candidato a vereador. Ele havia se casado com a filha de um empresário do ramo de jóias e achava que podia representar o setor. Tentei dissuadi-lo. Ele pareceu firme, decidido, confiante que ia levar. Teve 71 votos.

Por essa época, ele teve uma filha. Lembro de vê-lo andando pela cidade com carrões, sempre bem vestido, sempre perfumado. Decididamente, um cara bonito.

Logo depois, em novo evento, de novo com Maluf e asseclas, ele me informou que estava se separando, que ia montar uma pequena empresa de jóias e queria tocar a vida, curtir a vida. Ele entrou no Orkut, me adicionou, montou um fotolog que eu sempre espiava, belas mulheres, locais bonitos. "O Júnior se deu bem, eu sabia!"

Ontem, cinco e meia da tarde, uma gangue entra em uma fábrica de jóias daqui. A polícia é acionada e é recebida com balas. Um PM morre no local. Dentro, com a gangue, quarenta e quatro reféns. Seis da tarde, entra no ar o programa A Hora da Verdade, sensacionalista-policial, o programa é comandado por Geraldo Luís, repórter que serviu de inspiração para o meu Geraldo Assis, de Sexo Anal.

Não temos nem dez minutos de programa, toca o telefone e é um ds sequestradores querendo negociar, ao vivo, com Geraldo a saída com vida deles e dos reféns. Nunca soube de nada igual na TV brasileira. Ficamos uma hora e meia ao vivo com os sequestradores falando de dentro da fábrica. Mulheres grávidas e algumas pessoas foram liberadas. O programa terminou e as equipes foram até o local. Depois de muita negociação, os marginais se entregaram e saíram em meio aos reféns, às duas e cinco da manhã, no melhor estilo "O Plano Perfeito", filme do Spike Lee.

Mas "O Plano Perfeito" é um filme americano e os americanos são mais inteligentes.

Hoje, chego na TV e vou ver as imagens. Vejo com cuidado a primeira dupla que foi liberada: uma grávida e um jovem bonito. Sim, era o Júnior. Até então ele estava dentro da fábrica, onde tinha negócios, quando a gangue chegou. Porém, fiquei sabendo na sequência, foram encontradas com ele três barras de ouro, escondidas nas meias e na cueca.

Ele saiu como refém liberado de um crime em andamento com três quilos de ouro escondido.

Por quê?

Teria sido oportunista? Aproveitou a confusão para faturar algum?

Talvez não. Uma hipótese é que ele tenha dado o serviço para a gangue e, quando tudo deu errado, ele ficou incumbido de sair com o ouro para contratar um advogado.

Talvez não tenha nenhuma participação em nada e o ouro era dele mesmo, frio, sem nota, sem documento. "Esse ouro é meu, ia tantar vender para a empresa".

Lugar errado, hora errada - ou não - meu amigo Júnior foi enquandrado em latrocínio, formação de quadrilha, porte ilegal de armas e cárcere privado. Difícil ele escapar de trinta anos de cana.

Não conseguimos uma entrevista com Júnior. Quando ele deixou o prédio era apenas um refém liberado. A coisa se arrastou e só fomos saber de seu possível envolvimento boas horas depois.

Fiquei abalado, tento arrumar uma maneira de ajudar o Júnior. Relativizei sua participação na coisa toda o máximo que pude aqui na TV. A imprensa está malhando sem que ele seja julgado. A matéria do Cosmo até que é boa.

O PM Modesto, quinze anos de polícia, foi enterrado hoje a tarde e a cidade parou. Ele fazia jus ao seu nome de guerra. O nome político de Júnior era Júnior Jóia. Jóia, talvez, como aquelas com um banho fino de ouro vagabundo que descasca com um pouco de suor. Tomara que não.

Posted by biajoni at 4:29 PM | Comments (17)

setembro 30, 2006

coisas realmente incríveis, outras nem tão incríveis assim e algumas até bastante óbvias

- Explica, Hermê: Carlos Chagas denuncia a criação da ONG Sociedade Amigos de Plutão com sede na Esplanada dos Ministérios e liberação de verba de 7,5 milhões publicada no Diário Oficial. A "missão" da ONG é realizar uma campanha mundial para reintegrar Plutão à condição de planeta. Ah, sim, o presidente da ONG é um ex-petista, amigo íntimo de Lula, segundo Chagas. Vale a pena ler e divulgar o artigo todo do jornalista. Incrível!

- Fico impressionado com a indignação geral do não-comparecimento de Lula ao debate da Globo. Ele fez certo, se eu estivesse na campanha dele, orientaria para não participar. Dificilmente ele subiria algum ponto se tivesse ido - e ia servir de sparring para os outros candidatos. Difícil também confiar na Globo que já sacaneou a ele e ao País naquele fatídico debate com Collor. Outro ponto que não vejo as pessoas levantarem (e no qual o mestre Walter Bartels toca em sua coluna de hoje no TodoDia) é sobre essa ação tão "democrática" da Globo de programar um debate para as 23h. Isso é hora de trabalhador estar na cama. Se a emissora quisesse mesmo prestar um GRANDE serviço, colocaria o debate no lugar de "Cobras e Lagartos". Conversa mole.

- Acho que o tal Peroba acredita mais em seu discurso "contra os caras-de-pau" que a maioria dos outros candidatos. Cogito votar no sujeito para Deputado Estadual, a Assembléia Legislativa de São Paulo é tão apagada e inexpressiva que um cara assim agitaria as coisas por lá. Certamente, ele meteria medo em deputados cagões (coisa que não falta).

- Vou votar na Soninha para Federal, como o Ina. Conheci o trabalho dela como vereadora de Sampa e tenho certeza de sua honestidade. Deve estar bem assustada com tudo o que vem acontecendo com o PT, de maneira geral.

- Não me decidi ainda no voto para Presidente nem para Governador. Estamos literalmente a pé para Governador aqui em São Paulo.

- Falando em Governador, Rafael Galvão descansa e retoma seu blog depois de uma campanha agitada (como todas), confiante em Marcelo Déda (PT) para o Governo de Sergipe. Déda saiu na frente, mas as coisas ficaram emboladas nesse final de campanha. Boa sorte a ele.

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- Gustavo Brigatti (comigo, na fota aí em cima) casou. Incrível! Coitada da Solange! Essa garouta vai pro céu. (Beijo pros dois)

- O amigo Renmero, comparsa no Dois Discos, leu meu livro e parece que gostou. Obrigado pelo post, véi.

- O Daniel Lopes é um cara legal (apesar do Bad Religion, apesar do Coeetze, apesar de gostar de travecos, apesar...). Ele linkou meu livro no blog dele. Obrigado, véi.

- O amigo EDV gravou "Crooked Rain, Crooked Rain" do Pavement pra mim e posso dizer que "Stop Breathin" é uma das música mais linda já feitas. Da lavra do Malkmus só perde para "Vague Space", minha preferida. Achei que o Nando fosse me fazer uma cópia de "Face the Truth"...

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- Essa merda de YouTube vicia!

Posted by biajoni at 9:46 AM | Comments (17)

setembro 26, 2006

duas vezes alex

Alex Castro está vendendo seu maravilhoso livro de contos pela Amazon. Comprem, ajudem, incentivem, divirtam-se, divulguem.

O GGG (gordo, gago, gay, o Alex) botou no ar hoje sua versão de um dos mais famosos poemas da língua portuguesa, o "Poema em Linha Reta" do Fernando Pessoa. É incrível, mas muita gente não conhecia o poema original que derivou a versão. Aí perde um pouco a graça.

Falando em graça, tá bem legal isso aqui. Mas é só pra convidados.
:>)

Posted by biajoni at 5:48 PM | Comments (4)

setembro 23, 2006

replicantes

Gustavo Brigatti respondeu ao meu texto sobre O Bom e O Gosto dos críticos e intelectuais (boto-os -ui! - no mesmo barco, aumentando o conceito de um, nivelando pra baixo ainda mais o segundo), onde digo que ele é chato e irritante em suas colunas de música e cinema no jornal TodoDia. O TodoDia é um jornal baseado em Americana, distribuído para 11 cidades da região metropolitana de Campinas.

Eu não acho ruim ser chamado de chato e irritante. Até me esforço, às vezes, para ganhar esses adjetivos. Noutras vezes nem me esforço. Chamar crítico de chato acaba sendo pleonasmo. No caso do Briga, e a coisa toda que eu quis dizer, tem mais a ver com "irritante". Sim, me irrita na mesma proporção ver algumas pessoas elegendo a "nova sensação da música" a cada semana, como ver o cara dizendo "que merda de cena, não tem nada de novo, bom mesmo é o álbum branco dos Beatles".

Há que se ter uma certa ingenuidade no olhar e no ouvir. Há que se balançar as referências e considerar as questões históricas. Há que se apreender. Há que se desaprender. Há que se "des-ra-cio-na-li-zar" um pouco.

Eu adoro o Briga, todos sabem, e meu texto não fala dele, mas aponta apenas um cacoete de críticos e comentaristas, especialmente no que diz respeito ao que eles gostam e do que criticam. Eu sei que o Briga gosta de Bon Jovi (ele já foi cover do Bon!) e de Guns´n´Roses. Mas se você perguntar qual o disco preferido dele é fácil ele sacar um clássico dos Stones, talvez para mostrar que é rocker de raiz. Assim como o crítico todo metido a antenado vai citar uma obscuridade recém lançada no Reino Unido, dizendo a seguir: "você ainda vai ouvir falar dessa banda, ela vai mudar a sua vida".

Posted by biajoni at 12:04 PM | Comments (10)

setembro 21, 2006

olha, quer saber?

Não vou votar em mais merda nenhuma de Lula, quero que o PT se foda!

Conheço uma carrada de gente do PT e fico cada vez mais impressionado com a burrice, estupidez e, especialmente, com aquela postura de "nós é que somos honestos e queremos o bem do povo; os outros políticos são todos safados". Isso quando não têm uma ingenuidade tão BARROCA que deve mesmo ser confundida com ignorância pura, embora vivam arrotando (pre) conceitos. Na sede do PT de Limeira tem um quadro de Trotski, ora vejam.

Posted by biajoni at 3:10 PM | Comments (28)

setembro 20, 2006

caso cel. ubiratan

Conheci o Cel. Ubiratan, estive com ele duas vezes. Na primeira, participei de um debate na TV,ao vivo, sobre a anulação da condenação dele pelo Massacre do Carandiru. Na segunda, apenas assisti à entrevista que deu para um programa policial daqui, depois conversamos um pouco. Um sujeito cordial, quase afetado. Vaidoso, cabelinho penteado, bigode rigorosamente aparado. Língua presa. Não mais que 1,70m. Não vi nele nada que pudesse atrair as mulheres.

Nas duas ocasiões, ele estava com a sua assessora, Karina Rodrigues. Karina foi ouvida hoje pela polícia sobre a morte do coronel. Saiu do depoimento e veio à Limeira, para me conceder uma entrevista e participar ao vivo do programa (18h). Eu falei com ela. Suspeitas foram levantadas de que também ela pudesse ter um caso com o coronel. Ela nega, tem namorado. Mas fala do coronel com paixão. Os olhos brilham. Ela diz que ele era divertido, alegre, engraçado. E que era bon-vivant. E que era alcoólatra, não ia pra cama sem os três ou quatro choppinhos com stanhegger. Nas reuniões do clube de tiro, às quintas, matava uma garrafa de uísque. Ela não se impressionou com as três caipirinhas de caju que ele tomou na noite em que foi morto. Impressionada, ela diz: "ele aguentava muito mais!".

Nas vezes que o coronel esteve aqui, saiu para jantar com pessoas da cidade, a assessora junto, claro. Ela chegou a fazer o prato para ele. Ela controlava a comida dele. Ela dizia a hora em que ele podia sair do carro, do restaurante. Ela tinha algum controle sobre ele. Controle que a namorada, Carla Cepolina, advogada, cinco línguas, estágio europeu, família rica, veio abalar. Karina pediu exoneração do cargo de assessora por causa de Carla. O coronel ligava escondido para Karina, sempre tentando manter o contato.

A relação com Carla, porém, ficou abalada quando apareceu a delegada Renata Madi que trabalhava em Brasília, agora está em Belém. A assessora assegura: eles não tinham nada, apenas a paixão comum pelos cavalos. E por alguns goles. Karina me diz que Renata gostava de beber. Mas diz isso com certa ingenuidade. Ou não.

Karina desempenhou durante muito tempo a função de assessora de imprensa, "mesmo sem ser jornalista", diz. Ela sabe lidar com a imprensa, fala cuidadosa, mexe os cabelos talvez procurando o applomb de Carla, que jamais terá.

Mas não eram apenas três mulheres que disputavam a atenção do coronel. Ele tinha ainda uma "vizinha" - era assim que ele a chamava -, que "visitava" constantemente...

Quatro mulheres. Um morto.
Quando vivo, o morto esteve no comando do Massacre dos 111.
Ironia do destino?

Posted by biajoni at 5:23 PM | Comments (6)

setembro 15, 2006

iêba!

- Marcos Donizetti começa coluna sobre TV na RockPress. Leia primeiro o post, depois vá pra lá.

- Gosto muito de blogs temáticos, como o Blues Traveller, do Zero. Posts curtos, informativos, com um MP3, um bom vídeo garimpado no YouTube. Lesgal

- Os malucos do Cavalo Verde entram na produção de vídeos. Bando de desocupados do caráleo!

- Ah, sim, na Vitrola da BethS, Mulheres Negras!

Posted by biajoni at 12:16 PM | Comments (2)

setembro 14, 2006

filme de terror

(Minha coluna desta semana no TodoDia)

Um filme ruim pode ser indicado e até ganhar o Oscar. Mas quando se fala em documentários laureados pelo prêmio máximo da Academia Americana é provável que você nunca se decepcione. Se encontrar um documentário que tenha sido premiado ou indicado para um Oscar pode crer que se trata de algo especial, algo que pode mudar sua vida, sua maneira de ver as coisas. Os documentários têm esse poder. É o caso de "Sob a Névoa da Guerra" (The Fog of War, Estados Unidos, 2003), que tem o subtítulo "Onze Lições da Vida de Robert. S. McNamara", levou uma estatueta, foi indicada a outra (trilha-sonora de Philip Glass) e pode ser encontrado com certa facilidade nas locadoras.

Robert S. McNamara é um desses sujeitos estranhos - e não por acaso o "S" em seu nome é justamente Strange, "estranho" em inglês - que esteve nos lugares certos nas horas certas. Ou talvez nos lugares errados nas horas certas. Ou nos lugares certos nas horas erradas. Foi um dos estudantes universitários de maior destaque em sua época, com um cérebro genial para estatísticas, números, contas, análises. Num piscar de olhos estava chefiando o Controle Estratégico da Aeronáutica Americana em plena Segunda Guerra. De seu cérebro calculista partiram orientações para o lançamento de bombas incendiárias que foram lançadas sobre mais de 60 cidades japonesas matando cerca de um milhão de pessoas. Ele fala sobre esses ataques no filme, e espanta-se que não tenha ido a júri por crime de guerra contra a Humanidade. "Não fui a júri porque vencemos a guerra", diz.

Acabada a guerra, McNamara ingressa na Ford onde alcança, em pouco mais de 10 anos, a presidência da empresa automotiva. Ele se gaba por ter salvado algumas vidas já que implementou melhorias em carros com intuito de proteger o motorista. Mas a vida do cara estava "amarrada": em 1961 é "intimado" por Robert Kennedy a ocupar o cargo de Secretário de Segurança do Governo, de onde gerencia a Guerra do Vietnã. Ele foi o grande estrategista, e desde sempre considerado o grande culpado pelo fiasco da campanha e pela grande quantidade de baixas de soldados americanos. No documentário, ele se defende dizendo que em um determinado momento pediu ao presidente que retirasse as tropas. Uma conversa gravada entre os dois corrobora a afirmação. O presidente na ocasião era Lyndon Johnson; Kennedy havia acabado de ser assassinado.

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Sempre em atividade, McNamara deixa o governo (mas não totalmente, já que...) - vai presidir o Banco Mundial. Neste cargo não irá fazer planos para o lançamento de bombas nem pensar estratégicamente sobre atear fogo em choupanas de velhos vietnamitas, mas sim como emprestar dinheiro a países massacrados por reflexos da guerra ou mesmo por quaisquer outros tipos de azares subjugando-os quase que eternamente ao Império Americano.

Falando assim, pensamos num velho pulha - mas o filme humaniza a figura, embora não pareça seu propósito. Não se sabe bem o que pensar. Talvez esse velho McNamara pudesse ser um tio nosso que traz bombons no Natal. Ou um vizinho que tem o ferromodelismo como hobbie.

No início do filme, antes dos créditos, enquanto o diretor Errol Morris prepara sua câmera, McNamara fala que pode retomar uma linha de raciocínio tempos depois, mesmo que a câmera tenha desligado. Ele é bom com isso. Em alguns momentos parece estar sendo bem verdadeiro, deixando-se manipular por Morris. Em outros momentos parece não transmitir convicção. É um ser-humano estranho, complexo. Num instante parece uma máquina fria (ele tinha o apelido de "IBM"), em outros deixa os olhos se encherem de lágrimas. Não há como mensurar quantas vidas foram apagadas porque esse homem tinha a mão no interruptor. Não fosse ele, provavelmente teria sido outro.

A direção de Morris é inventiva, com imagens históricas e recursos de edição inspirados, e o roteiro tem "A Arte da Guerra", clássico de Sun Tzu, como base. Vale a pena ver o filme e conferir também o site, um dos melhores do gênero: www.sonyclassics.com/fogofwar.

Posted by biajoni at 2:50 PM | Comments (4)

setembro 11, 2006

sem palavras...

para dizer o quanto te amo.

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(a fota é velhinha, mas acho bem bonitinha :>)

Estou fazendo todos os esforços possíveis para ir te dar um beijo, filha.
Se não for neste final de semana, será em breve.
Parabéns pelos 14 anos, o Dudu, a Karen e a Lia mandam zilhões de beijos no seu coração.

*Muita, muita saudade aqui.littleheart.gif

Posted by biajoni at 12:08 PM | Comments (10)

setembro 6, 2006

ainda o "xô sarney"

(Em minha coluna de ontem no TodoDia; obrigado pelo comentário da Alcinéa Cavalcante no post abaixo))

Censura na Rede

Bom, se você navega com frequência pela rede, especialmente visitando os blog mais quentes do momento, já vai estar sabendo da Campanha Xô Sarney, provavelmente a primeira grande campanha de cunho político na história da blogosfera brasileira. E não sem motivos. Sarney, autoproclamado o presidente que mais outorgou concessões de emissoras de rádio e TV - na época seu Ministro das Comunicações era Antonio Carlos Magalhães, vulgo "Malvadeza"; então é de se imaginar nas mãos de quem foram parar boa parte dessas concessões -, agora virou publicamente o "Carrasco dos Blogs", o "Verdugo da Liberdade de Expressão" no Brasil. Pois o nosso presidente-sem-ter-sido-eleito entrou com uma dezena de ações para tirar o blog da jornalista Alcinéa Cavalcanti, do Amapá. Ele pode dizer que não foi ele, mas sim os "advogados da coligação", mas uma atitude assim não seria tomada sem a consulta da chefia, vai dizer? O fato é que o post da Alcinéa não somente foi tirado do ar, mas também todo o seu site. O desserviço à democracia teve o apoio do Grupo UOL. Se você ler as letrinhas miúdas nos "Termos de Uso", quando for botar um blog no UOL, vai ver que 1) ali quem manda são eles; 2) o que você escreve, é deles; 3) eles apagam o que querem e nem precisam avisar; 4) não querem se meter em briga e se algum político influente ligar para eles, o blog é apagado. Eu não li as letras miúdas, mas pelo que aconteceu, é assim que funciona o UOL.

A partir do fato, blogs de todo País entraram na Campanha Xô Sarney e hoje, uma semana depois do fato, já somam mais de 150 sítios que colocaram a charge do cartunista Ronaldo Rony no ar: um "Xis" ladeado por um desenho com bigode nietzscheano, característico do Maranhense vivo mais famoso do mundo. Aliás, a história merece ser contada: Sarney mudou seu domicílio eleitoral do Maranhão para o Amapá por não-declarados ("Ah, eu tenho uma tia que mora aqui!"), mas deduzíveis motivos ("Aqui é mais fácil dar para entrar no Senado!"). Sic.
Conhecido pelo jeito enganosamente manso e vaidoso, Sarney escreveu livros que ninguém leu - ou melhor, Millôr Fernandes leu e afirma que não há nada pior escrito em português (se é que podemos chamar aquilo de "português") - e ainda conseguiu entrar para a Academia Brasileira de Letras (dizem que prefere os bolinhos de polvilho, assim como Paulo Coelho). No Maranhão todos sabem de quem se trata: político truculento e dominador, verdadeiro senhor de sesmarias. Sarney faz parte de um passado político histórico onde era comum interpelar, intimidar, acuar, reprimir e afrontar quem quer que pensasse minimamente diferente dele ou do senso comum impetrado pelos seus pares. Sorrateiro, o bigodudo se impôstante até mesmo nesse último governo federal ao ditar regras e pedir Ministérios ao Presidente Lula. Está mais que na hora de sumir com essas sucatas políticas. No caso do povo do Amapá, há uma boa opção: a candidata Cristina Almeida (PSB) - mulher, negra, batalhadora.

Se você quer saber sobre a Campanha Virtual Xô Sarney, dois textos essenciais podem ser encontrados nos blogs de Alexandre Inagaki (gardenal.org/inagaki) e de Idelber Avelar (idelberavelar.com).

Posted by biajoni at 2:42 PM | Comments (1)

setembro 1, 2006

um post chei de coiz

- A essa altura já não é novidade a Campanha Xô Sarney. O ex-presidente por sorte do Brasil arrumou treta com a jornalista e blogueira macapense (ê, palavrinha fêa!) Alcinéia Cavalcante (o blog da moça está fora do ar, não sei por qual motivo, talvez seja somente o alto número de acessos por causa da campanha), querendo impor censura ao blog da moça e, por extensão, a todos s blogs brasileiros. Na época do Sarney presidente o ministro das comunicações era Antonio Carlos Magalhães, o Malvadeza, e foi o período de maior número de concessões de rádio e TVs no Brasil. Apadrinhados ganharam, claro. Chamaram isso de "democratização da comunicação", à época. Agora, o nobre imortal (que Academia a nossa, vai dizer?) quer ser o "carrasco da democracia". Vai cagar, Sarney.

APDEITE: O filho da puta do Sarney conseguiu mesmo tirar o blog da Alcinéa do ar!!! Ela está aqui, contando o babado. Agora quero ver ele tirar TODOS os blogs da campanha do ar. Te fuder, Sarna!

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(Adote o selo, ingresse na campanha. E deixe de votar nesses velhacos)

- Vou sempre na Vitrola da Beth Salgueiro. Ela colocou lá algumas músicas de um grande clássico udigrúdi dos anos 80 e vale a pena dar uma boa escutada nas canções de "Tubarões Voadores", do Arrigo Barnabé - até porquê não se acha mais discos dele para se comprar.

- Onde é que eu estava que não havia lido "Belas Maldições - As Belas e Precisas Maldições de Agnes Nutter, Bruxa", de Neil Gaiman e Terry Pratchett? O livro saiu por aqui em 1990 e eu nem tinha ouvido falar! Poutz! Raríssimas vezes me diverti tanto com um livro! Dois anjos, um do Bem e um do Mal, que habitam a Terra desde a Criação, empenham-se para evitar o Armagedon que vai ser provocado por um garoto de 11 anos chamado Adam. Em breve farei resenha sobre no sublinhado. O mais sensacional é que acabei de ler o livro e pensei: "Porra, isso daria um belo filme do Terry Gilliam!". E não é que o Terry Gilliam também achou? O filme está em pré-produção com Johnny Depp e Robin Williams nos papéis dos anjos. Eu vi aqui.

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(Terrivelmente engraçado, nonsense e original)

- Wilson Vieira é um grande artista brasileiro que mora na Itália e envia e-mail dizendo que lê este humilde. Muito legal. O blog do Wilson é um show visual e mostra que o quadrinista tem personalidade. Muito prazer, Wilson.

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(Página de "Gringo", de Wilson Vieira)

- Bom final de semana a todos.
:>)

Posted by biajoni at 2:33 PM | Comments (14)

agosto 31, 2006

blogosfera e afins

Hoje é o BlogDay e eu fui indicado pelo Ossos no Armário, do Luciano Ska, que está lá no Japão e lê este humilde. Muito obrigado, véi.

Eu tenho que indicar cinco blogs, tem uma lista grande aqui ao lado (lista que está sendo atualizada) e onde estão os "trutas"; os amigos que conheço pessoalmente, o pessoal com quem me relaciono mais, digamos, frequentemente. Vou indicar cinco que vão entrar no blogroll em breve: Alexandre Matias (que escreveu sobre o maravilhoso novo Dylan ontem na Folha); Naomi (que, como eu, espera ansiosa a adaptação de "Belas Maldições"); Renato Doho (que é fã de Lou Reed, como eu); Miguel Cordeiro (um dos poucos que conhecem Willie Nile por aqui - obrigado pela dica); Fer Funchal (que faz aniversário no findi; parabéns!). Ok, não são blogs novos, mas são blogs que leio tem pouco tempo...

Nesse BlogDay não dá pra não falar sobre o mais amplo estudo já feito sobre a Blogosfera Brasileira, obra dos criadores desse nobre condomínio onde tenho meu quarto-e-sala. Confira os dados clicando aqui. Você tem dado?

Por falar em blogs, blogosfera, etc..., o Ina fala sobre o perigo dos comentários abertos em seu último post. Vale a pena ler, quem é blogueiro ou quem não é. (Ah, e o Ina apareceu ontem na Folha Informática em uma matéria sobre... blogs, claro)
:>)

Posted by biajoni at 11:54 AM | Comments (10)

agosto 29, 2006

mamãe eu quero

(Minha coluna de hoje no TodoDia)

Há 10 dias estive no Centro Cultural SP, visitando a Primavera dos Livros, feira que reúne editoras de pequeno/médio porte. O bom de visitar uma feira dessas é que se pode encontrar coisas que não achamos em livrarias. Feira é para se perder por horas, gastar minutos lendo orelhas e sinopses na segunda capa, ouvir conversas em estandes - e encontrar coisas inusitadas. Pois na Primavera dos Livros encontrei o fantástico "Mamãe Eu Quero - Guia Prático de Alimentação para Crianças de Todas as Idades", da Sonia Hirsch. (Obs: leia um trecho aqui)

Jornalista das boas, daquelas que vão até o fundo, Sonia Hirsch escreveu para vários veículos, editou até histórias em quadrinhos. O interesse pela alimentação estava lá, mas foi necessário que ela tivesse uma giárdia, uma verminose intestinal, para que se lançasse de corpo e alma pela medicina oriental e ayuvérdica, pelas mais recentes pesquisas sobre alimentos e escrevesse mais de 10 livros sobre o assunto. O seu best-seller foi o "Manual do Herói", onde ela ensina o leitor a identificar os alimentos que lhe dão energia e os que subtraem. As temáticas muitas vezes inusitadas afastaram Sonia das editoras e ela abriu a sua própria, a CorreCotia (www.correcotia.com). Por ela, lançou, entre outros, "Deixa Sair", livro em que questiona nossa educação ocidental que ensina que é errado arrotar ou emitir gases e até defecar, gerando uma sociedade de intestinos presos com gente mau-humorada, enfezada (cheia de fezes) e doente. Em "Almanaque dos Bichos que Dão em Gente", ela faz o alerta para as parasitoses, verminoses e vírus de todas as espécies que continuam presentes, apesar de muitos se fingirem de cegos. Há 20 anos era normal se falar em "lombriga"; hoje temos a impressão de que essa palavra está proibida nos círculos médicos; parece uma doença do século passado. Um amigo meu começou a se sentir mal, procurou um médico e diagnosticaram uma espécie de tumor em seu fígado. Num exame para biopse o que encontraram foi uma pequena lombriga que havia se instalado ali. Segundo Sonia, casos como esse existem aos montes: tem gente morrendo de parasitoses enquanto os médicos receitam ansiolíticos ou caros tratamentos. Outro livro fundamental é "Só Para Mulheres", onde Sonia tem uma conversa franca e aberta com as mulheres sobre os assuntos mais cabeludos do chamado "sexo frágil". Mas não é um livro só para mulheres não, eu mesmo aprendi um bocado quando li. Esse "Mamãe eu Quero" traz receitas e informações importantes, além de alertas. Estamos numa época de drogas e as crianças aprendem, ainda ao colo, que para uma cólica o bom é um Luftal ou um Flagass - "temos sempre uma droga à mão, para a sua satisfação". O chazinho, a massagem, a compressa, acabam sempre encaradas como curandeirismo e as mães não se vêem esfregando as mãos, aquecendo as palmas e colocando sobre as barriguinhas dos nenês - é mais fácil aplicar umas gotinhas sobre a língua deles.

Eu tive a satisfação de conhecer Sonia Hirsch, almocei com ela em Limeira há uns anos, quando ela lá esteve proferindo uma palestra. É uma mulher que poderia liderar uma revolução, mas o espaço que tem permite apenas que ela aponte os caminhos; caminhos para poucos. Quem está interessado naquilo que coloca boca adentro? Quem está interessado naquilo que os filhos colocam boca adentro? E olhos adentro? E ouvidos adentro? Ninguém se importa, não é? E a qualidade vai sendo toda nivelada por baixo. A massa ignara segue comendo porcaria, ouvindo porcaria, lendo porcaria. Você é o que você consome, meu amigo.

(Fora do assunto, se vc é fã de quadrinhos, Sonia editou o famoso "Gibi" e aqui tem um texto dela falando sobre a experiência.)

Posted by biajoni at 11:20 AM | Comments (4)

agosto 28, 2006

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Posted by biajoni at 12:49 PM | Comments (6)

agosto 24, 2006

o blog da gabi

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É isso mesmo! Minha ex-chefa, presidenta do meu fã-clube, uma das maiores anãs do Brasil, pessoa de cultura vastíssima, amiga querida, uma das pessoas mais fodonas que eu conheço, a Gabi, também conhecida como "A Elektra de Barueri" ou mesmo "A Ninja da Liberdade", acaba de estrear o seu mais novo lançamento, o blog Fogona Sentranhas. Atualizem seus blogrocknrolls com esse endereço e não perca os textos fodas dessa grande pequena amiga, ou pequena grande amiga, sei lá, tamanho não é documento. Pelo menos não nesses casos.
:>)

Posted by biajoni at 3:40 PM | Comments (7)

agosto 18, 2006

primavera dos livros

Pois é, mais uma Primavera dos Livros chegou. No ano passado o evento aconteceu em Novembro, teve o lançamento do Blog de Papel e um encontro BÁRBARO entre amigos blogueiros em Sampa. Foi massa.

Em minha modesta opinião, o evento (que neste ano acontece no Centro Cultural São Paulo) podia ser melhor divulgado & estruturado, já que parte da excelente idéia de reunir editoras pequenas para debates, atividades, lançamentos e vendas com preços promocionais. Mas nada é perfeito. No Sábado, 17h, tem o eterno debate "Blogs e Literatura". A chamariz é a Bruna Surfistinha. Daniel Piza ironizou a presença da moça no evento. Muita gente boa em Sampa podia ser convidada para debater o assunto, isso é fato.

Eu, Idelber e Doni estaremos lá, no debate. Ou do lado de fora do debate, trocando abraços e batendo papo. O Inagaki, me parece, também vai - mas, esperto, acho que estará conferindo as promoções da Barracuda.

O lance é, lá pelas 19h30, pegar todo mundo e ir até o nosso já recanto "O Canto da Madalena", barzinho cool, de chopps gelado. Reza a lenda que o Alex lá estará.

Muita gente disse que vai. Se estiver tempo bom, sem chuva, devo despencar em Sampa com a família completa. Se não, vou solo.

Não pude ir ao lançamento do livro da Ana, "Um Defeito de Cor", em Sampa pois foi exatamente no dia em que Lia completou dois meses e teve que tomar algumas vacinas que a deixaram chatinha. Mas já está tudo lindo. Ana, beijão.

Quem vai Sábado?

Posted by biajoni at 8:59 AM | Comments (17)

agosto 16, 2006

verde vale

(Na minha coluna de ontem no TodoDia)

Li com interesse a boa matéria de Cristiani Custódio no Caderno Z de sexta-feira, onde se fala sobre os 25 anos do "Som do Verde Vale", evento que aconteceu por oito anos na praça Rotary em Americana. Como morei os primeiros 15 anos de minha vida a dois quarteirões dessa praça e acompanhei todas as edições do festival, queria comentar algumas coisas - sobre a matéria e sobre algumas declarações nela.

Primeiro, uma observação sobre a praça: ela mesma é um símbolo de transformação, um maravilhoso exemplo de integração urbanística. Naquele local, no final da década de 70, havia uma grande pedreira abandonada e sobre ela, aproveitando suas arestas e deformações, é que foi "moldada" a Praça Rotary. Tenho uma ligação afetiva inegável com o local, é claro, já que foi lá que brinquei minha infância/pré-adolescência; mas posso afirmar, tendo visitado várias praças, algumas fora do País, que a Praça Rotary é uma das mais belas e interessantes. No Brasil temos uma idéia de que praça é local para vagabundos ou obscenidades; que não se pode pisar na grama... Em outros locais não é assim; praça é lugar para descanso, lazer, namoro. Nas famosas praças argentinas as pessoas almoçam sentadas na grama, estendem toalhas e lancham, fazem a "sesta". No período em que morei próximo, a Rotary era assim: as crianças escorregavam pelas ladeiras em caixas de papelão, existiam competições de rolimã que levavam famílias inteiras até o local e havia... o Som do Verde Vale. Bandas reuniam-se para tocar de maneira descompromissada, pessoas sentadas por toda praça, um clima "woodstockiano", com carga e mensagens ecológicas.

Vejo o amigo Marcel Barbosa na matéria, dizendo que chegaram a distribuir mudas de árvores. E adiante, também na matéria, o também amigo (e ex-patrão) André Bastelli, dizendo que os tempos eram outros, que havia mais poluição e o momento político de abertura casava bem com o evento. É verdade, mas se os tempos são outros não pode ser menor a preocupação ambiental e a conscientização política. A poluição não é menor hoje, como acredita Bastelli, e estamos em tempo de eleição. E o simples "revival" do Som do Verde Vale sem essas questões na pauta corre o risco de ser somente o encontro de velhotes saudosistas, acomodados com a situação geral; yuppies surgidos onde antes haviam hippies preocupados.

A volta do Verde Vale tem que ser carregada de indignação juvenil, energia transformadora, inconformismo - ou irá parecer Joe Cocker cantando pela milionésima vez "With a little help from my friends" com voz já enfraquecida, parecendo uma cópia de si mesmo, no aniversário de Woodstock - edição que, por sinal, registrou altos indíces de violência, acabando definitivamente com o sonho americano de reviver os anos dourados de festivais ideológicos de música, paz & amor. Tem que haver alguma ideologia por trás do Som do Verde Vale, ou não irá funcionar. E precisa também do apoio do poder público, como houve nas outras edições. É um evento arriscado, mas que tem tudo para dar certo. Quem está à frente do "revival" deve contatar novos talentos da cidade, dar a outros os votos que tiveram nas edições de outrora.

Ou, mais uma vez, a cidade de Americana irá mostrar que, nos últimos tempos, a saída para amenizar a sensação de marasmo está em tão somente olhar para o passado. Lá aconteciam coisas bem interessantes por aqui.

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Posted by biajoni at 2:39 PM | Comments (0)

agosto 10, 2006

da babel, de coisas encontráveis na internet e de democracia

Os contos mais famosos de Borges são aqueles fantásticos que dão a impressão que o autor tomou algum ácido forte antes de escrever. Um ácido que lhe atiçasse a mente, mas que não atrapalhasse a lógica e o encadear das palavras. Por esse tom e tema lisérgicos, esses contos fizeram sucesso nos anos 70, especialmente entre os hippies. Paulo Coelho e Raul Seixas idolatravam o escritor, tendo usado o método borgiano em algumas letras e mesmo deixando pistas sobre isso. O uso de oxímoros também delatam a "influência". Em sua carreira de escritor popular, Coelho se aproximou de Borges na escolha por temas e paisagens orientais, caras ao autor argentino. Não à toa, o último livro do brasileiro leva o nome de "O Zaphir", idêntico a um desses famosos contos mágicos de Borges. Livros de Coelho fascinam alguns leitores com pendores místico-filosóficos, neo-hippies.

Como costuma acontecer, contos fantásticos de autores muito lidos, famosos em sua época ou posteriormente, muitas vezes acabam sendo idolatrados demais; muita gente acaba vendo neles, nas entrelinhas, antecipações, previsões. Livros de Julio Verne e H. G. Wells, entre vários outros, muitas vezes escritos para pura diversão, acabam servindo para que "analistas" se debrucem, procurando evidências de os autores tinham visões privilegiadas do futuro. O mesmo acontece com o conto "A Biblioteca de Babel", de Borges, onde muitos viram uma "antecipação da internet". Eu não sabia disso quando dei nome à "Síndrome da Biblioteca de Babel", que fala da ansiedade ou apatia do internauta diante do diário e crescente, complexo e, talvez possamos dizer, infinito universo de informações (especialmente produtos culturais) disponíveis na rede e, especialmente, da inabilidade deste mesmo internauta de usufruir desses produtos.

No conto em questão, Borges empenha-se em descrever o universo "que outros chamam a Biblioteca", como "um número indefinido, e talvez infinito, de galerias hexagonais" com um poço de ventilação no meio e escadas que levam a infinitos andares acima e abaixo repletos de livros. "A Biblioteca é uma esfera cujo centro cabal é qualquer hexágono, cuja circunferência é inacessível" - falaí se o velhinho não tinha lambido uns selos?

Cuidadosamente ele descreve esse universo imaginário, falando sobre quantas estantes existem, quantos livros em cada estante, quantos símbolos ortográficos (vinte e cinco: o alfabeto, o ponto e a vírgula e só), mas, especialmente, não fala sobre a "importância de se ler" ou trata da Biblioteca como "reduto de saber". Antes: fala de livros de onde não se pode apreender nada, como o estranho livro que encadeia em páginas e mais páginas as letras MCV, repetidas continuamente. "Outro [...] é um simples labirinto de letras, mas a página penúltima diz Oh, tempo tuas pirâmides. Já se sabe: para uma linha razoável ou uma correta informação, há léguas de insensatas cacofonias, de confusões verbais e de incoerências". Borges, bibliotecário que não era fã de romances caudalosos (só escreveu contos e poemas), parece criticar a prolixidade, o exagero e mesmo o misticismo demasiado na literatura. Ele desdenha em "A Biblioteca de Babel"de "livros impenetráveis", tidos como sagrados. Sim, o trecho que selecionei pode ser aplicado à internet e esses outros parecem apontar para a "Síndrome da Biblioteca de Babel":

"Quando se proclamou que a Biblioteca abarcava todos os livros, a primeira impressão foi de extravagante felicidade. Todos os homens sentiram-se senhores de um tesouro intacto e secreto."

"À desmedida esperança, sucedeu, como é natural, uma depressão excessiva."

Foi um choque para mim reler o conto dia desses e encontrar esses trechos, ou algo como "[alguns] pegam o livro mais próximo e o folheiam à procura de palavras infames. Visivelmente ninguém espera descobrir nada".

Não creio que Borges tenha antecipado a internet com o conto, mas as questões levantadas em "A Biblioteca de Babel", por um estranho viés onde o fantástico encontra o real, parecem ser essas mesmas atuais, sobre nossa interação com o conteúdo disponível na grande rede.
E questionar não é ser nostálgico ou reacionário.

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O articulista da Folha, Nelson Ascher, na Ilustrada de 7 de Agosto, fala sobre a Abebooks, um site "para o qual convergem alfarrábios e antiquários do mundo inteiro", onde se pode achar versões históricas de livros esgotados ou não, como um "D. Quixote" de Cervantes ba-ra-ti-nho. Ascher fala da dificuldade de antes para se encontrar um livro esgotado na internet. Hoje, achamos de tudo!

Ascher, direitista anaeróbico (como diria Hermê), só vê benefícios nessa maravilha - e conclui: "Tal convergência planetária de sebos, inimaginável há poucos anos, ilustra, através de seu sucesso, a proliferação de oportunidades geradas pela interação econômica e comunicativa da humanidade, um processo aparentemete inesgotável que, ocorrendo diante dos nossos olhos, surpreende-nos, a cada dia que passa, com sua criatividade. Esse processo chama-se globalização. A globalização, resultado da interconexão progressiva de mercados apoiada em meios revolucionários de comunicação, malgrado não cessar de ser combatida pelos retrógrados e nostálgicos que habitam todos os extremos ideológicos, continua a solucionar problemas antigos, multiplicando bens e serviços e dando mais alternativas seja aos consumidores, seja aos cidadãos. Esse processo faz jus, portanto, a outro nome também: democratização."

Sim, termina triunfante o artigo de Ascher. Queria comentar alguns trechos. Começando pelo fim, Ascher deve acreditar que todo mundo tem internet nesse Brasilzão de Meu Deus. Estou para receber dados novos sobre isso, mas a média nacional é de 10% - e isso, para mim, não é "democracia". A falta de política de inclusão digital (a famosa "dedada") está na pauta do dia em Brasília e é herança de FHC que abriu para que grupos estrangeiros viessem para o Brasil ligar cabos. Incrivelmente, esses cabos de TV e banda larga são ligados em bairros nobres, condomínios fechados - não existem ações que mirem pobres & carentes.

A ANATEL deveria exigir um cronograma para cabeamento que incluísse os bairros pobres. E também podia exigir que essas ricas empresas montassem centros de acesso gratuitos à internet para a população carente. Aí talvez começássemos a falar em alguma, ér, "democratização".

Quando Ascher fala em "interação econômica" eu quase sinto como se minha moeda de um real valesse um dólar. Faça-me um favor! E, adiante, quando se avilta dos grandes benefícios do tal sebo planetário, eu coço o bigode e me pergunto: benefício para quem? Para o acadêmico, para o doutor, para o esnobe que quer comprar um livro que só se encontra ali e botar na mesinha da sala?

Não quero parecer maluco, eu que adoro livros, dizendo que não é muito, muito, muito legal que exista um sebo virtual como esse. Eu só, hoje em dia, não consigo ter esse entusiasmo todo do Ascher. Tem muita coisa para se ler, muitos livros impressos, muitos livros virtuais, livros novos a cada mês, essa biblioteca de crescimento incessante que é a internet... Estaremos, eu e Ascher, com sintomas contraditórios da "Síndrome da Biblioteca de Babel": ele, eufórico; eu, apático?

A internet, cada vez mais, me parece um universo paralelo - e tão maluco quanto o conto de Borges. Uma biblioteca fútil, com um porteiro de uniforme com ombreira com franjas que impediria qualquer visitante pobre de entrar. Esse porteiro podia ser o Nelson Ascher.

Posted by biajoni at 3:19 PM | Comments (12)

agosto 9, 2006

blogs de americana

(Em minha coluna de ontem no TodoDia)

Existem 50 milhões de weblogs (ou somente "blogs") no mundo. Se você não sabe o que é um blog deve ter passado os últimos dez anos em Marte. Os "diários virtuais" na internet começaram como uma diversão infanto-juvenil; mas a ferramenta era boa demais para ficar na mão apenas da galerinha que contava fofocas, agitava briguinhas e escrevia sobre a angústia de não ser mais nem criança e nem adulto. Sim, ainda existem blogs assim. É possível que seja a maioria deles, mas hoje o blog é um veículo importante para a expressão de artistas, livre-pensadores, jornalistas... Ou de quem mais queira se expressar. A grande mídia está descobrindo agora os blogs; tanto a revista Exame como a Veja já fizeram matérias. Na semana passada foi a vez da revista Época botar os blogs na capa com texto interessante, bons endereços de referência. Parte da matéria pode ser conferida no site da revista (revistaepoca.globo.com), onde se pode conferir um interessante "25 Grandes Momentos da Blogosfera Brasileira", de autoria de um dos maiores blogueiros do País, o jornalista Alexandre Inagaki (pensarenlouquece.com).

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(Inagaki, eu mesmo e Milton Ribeiro num boteco em Sampa)

Na tal "blogosfera" existe uma brincadeira que diz que quando o adolescente completa 16 anos o pai antenado o pega pelo braço e diz: "Agora está na hora de você começar a ler o Inagaki" - meio como uma espécie de "desvirginamento virtual" do jovenzinho. O Ina, como é mais conhecido, escreve sobre cultura pop, memorabilia televisiva e também faz digressões, poesia, lamentos. Ele se dá esse direito; o blogueiro deve ter personalidade e escrever sobre o que está a fim - não existem regras, padrões ou patrões. Por esse motivo, o suporte "blogs" é o que se conhece de mais subversivo para o artista, para quem gosta de escrever, para quem quer se expressar. A falta até mesmo de uma legislação específica para a internet faz com que blogueiros tenham mais liberdade do que teriam em qualquer outra mídia. A facilidade (montar e cultivar um blog é fácil) e a linkania (um blog linka o outro, criando comunidades que se autoprotegem) faz com que as qualquer pessoa possa ter um veículo como esse, com bom acesso. Em Americana, por exemplo, existem alguns bons blogueiros.

Para ficar em cinco exemplos: Felipe Gava Cardoso (blogdogava.blogspot.com) é sociólogo e começou a postar excelentes textos recentemente; vale a pena ler e comentar. O editor de cultura do TodoDia, Gustavo Brigatti (zipernaboca.blogspot.com) mantém o "Zíper na Boca" com os excessos do que escreve para o jornal e umbiguismo. A Mariana (senoritaeme.blogspot.com) usa o psudônimo "Senhorita Eme" para reclamar da vida e escrever com propriedade sobre os livros que lê. Denis Guimarães (essemundodemeudenis.blogspot.com) alimenta o seu "Esse Mundo de Meu Dênis" com observações sobre futebol e seu cotidiano de homem bonito. A jornalista Núria de Oliveira (nuvensdepalavras.blogspot.com) coloca suas impressões sobre música e devaneios no seu "Nuvens de Palavras". Comece por esses e siga os links que existem neles; conheça o que estão pensando alguns blogueiros americanenses. E comece você mesmo a pensar em um blog. É ótimo como terapia, não exige muito, é de graça e te faz conhecer pessoas. E se você estiver pela rede buscando alguma interação, passe lá no meu blog: www.verbeat.org/blogs/biajoni.

Posted by biajoni at 2:03 PM | Comments (15)

agosto 8, 2006

demorou

Ontem à noite um Gol bolinha com três ou quatro caras, por volta de nove da noite, passou lentamente em frente à emissora de TV onde trabalho, a TV Jornal de Limeira. Dois dos caras sacaram armas e dispararam várias vezes contra a emissora, quebrando vidros, furando paredes... Foram mais de 15 tiros. Por sorte, o porteiro não estava em seu local habitual. Excepcionalmente também, dentro da emissora só estava o operador de master, em uma sala lá nos fundos. Ele ouviu os tiros e se atirou no chão.

Enquanto isso esse irresponsável Secretário de Segurança (sic) fica dizendo uma besteira atrás da outra, e o Lembo - o homem-que-não-queria-ser-governador - continua exercendo seu dolce far niente.

Meu exercício de futurologia: não vai parar, mais gente vai morrer.

Posted by biajoni at 7:59 AM | Comments (10)

agosto 1, 2006

ampliando a discussão

Na Síndrome da Biblioteca de Babel, o sujeito tem computador, conexão banda larga, informação e praticamente todos os filmes e canções do mundo ao seu alcance. Esse sujeito é uma pequeníssima parcela da população. Ele tem essa infindável prateleira e, em alguns casos, a ânsia de absorvê-la; fica baixando tudo e mal tem tempo de ver/ler/ouvir qualquer coisa com calma, absorver de fato. Muitas vezes também, baixa alucinadamente tudo achando que, dessa maneira, pode dizer que tem/conhece o "produto". Em outros casos, o sujeito, sabedor dessas possibilidades todas, fica apático. Ele não vai procurar o último disco do fulano que ele gosta, já que o disco está lá e ele baixa "noutra hora", ouve quando tiver tempo. E quase nunca tem tempo, enquanto a Biblioteca vai crescendo infindável.

Para contextualizar, em meu texto sobre o assunto, citei exemplo de antigamente, quando comprávamos os discos de vinil - havia poucos títulos a disposição, era caro, etc..., mas a gente comprava e prestava atenção àquilo.

O professor Idelber Avelar, fez post falando do assunto, definindo a Síndrome de Robinson Crusoé: "a tendência de achar que em algum momento do passado a relação com a cultura, com a música, com o sexo ou com qualquer outra coisa foi mais pura, autêntica ou verdadeira".

Rafael Galvão, como lhe é peculiar, contextualizou e tocou no ponto da excelência da liberdade de escolha que a internet proporciona. Ele me coloca como um saudosista - que não sou. Adoro tecnologia, mas, novamente, creio que o "acesso" é uma ilusão; apenas uma pequena parcela tem o bom computador, a conexão, etc... Sobre a "arte do disco", Rafael cita o caso dos compactos - somente posteriormente apareceram os Long-Plays; a atenção sempre foi para a música. É disso que estamos falando, afinal. Certo?

Mais ou menos. O Hermenauta entrou na discussão. Ele relaciona as posições com questões de mercado, relacionando "a crescente importância da indústria do entretenimento" com "a veloz taxa de convergência tecnológica". Vale a pena ler.

Assim como vale a pena ler os comentários nas caixas desses posts; ums discussão que em breve estará extrapolando a blogosfera. Certo. dr. Claudio?

- Por falar em "extrapolar", os blogs foram parar na capa da Revista Época. Quem está lá é o japaraguaio mais lindo do País, maestro Inagaki. Leia o post do Ina e do Idelber e siga os links. Pronto: você tem muito o que fazer nessa terça-feira.
:>)

Posted by biajoni at 10:38 AM | Comments (2)

julho 28, 2006

a síndrome de robinson crusoé

Depois da minha Síndrome da Biblioteca de Babel, o mestre Idelber Avelar nomeia a Síndrome de Robinson Crusoé, em excelente post. Vai lá ler!

As novas tecnologias mexem com as pessoas e comportamentos e algumas dessas ações/reações serão estudadas apenas no futuro. Algumas pessoas estão mais atentas para essas coisas que outras. O Alex e o Mauro Amaral, por exemplo, estão com uma novidade na rede - e ninguém sabe se vai dar certo, como as coisas vão rolar. Estamos, de alguma maneira, construindo e escrevendo uma parte da história nesses blogs...

Vai dizer?

Posted by biajoni at 10:55 AM | Comments (8)

julho 26, 2006

a síndrome da biblioteca de babel

(Da minha coluna do TodoDia)

Na semana passada falei sobre como os filmes VHS estão sumindo das locadoras. No lugar, bolachinhas frescas de DVD. E os donos de locadoras, bem como boa parte dos clientes, preferem sempre bolachinhas bem frescas; não se encontram mais filmes antigos - e você deve entender por "antigo" qualquer filme com mais de 2 anos. Os tempos estão passando bem mais rápido atualmente. O fato é que recebi alguns e-mails dizendo que "o futuro está na internet", onde se pode encontrar qualquer filme. Basta você ter um computador com boa memória e conexão de banda larga - e saber entrar e usar os Bitorrent, Emule e quetais. Não é tão simples assim.

Diferente do que você imagina, pouquíssima gente possui computador no País. Em termos de Brasil, de maneira geral, podemos dizer que menos de 10% da população possui um aparelho em casa. No estado de São Paulo acredita-se que o número ultrapasse os 30%; no Rio de Janeiro, os 20%; em Minas Gerais, os 15%. Boa parte desse pessoal que tem computador utiliza alguma conexão de internet, mas apenas 20% têm em casa a chamada "banda larga", ou seja, não chegamos a 2 milhões de usuários de equipamentos com capacidade para "puxar" os filmes da internet. Boa parte desses usuários acha mesmo que "ter o acesso" ao filme, poder baixá-lo na internet, significa, de fato, apreciar a obra; e aí estão dois pontos de distâncias monstruosas. Se o camarada "baixa" um filme na internet e assiste no monitorzinho, com o som daquelas caixinhas pequenas que geralmente acompanham os PCs, e acha que está bom assim, bem, ele não é um apreciador de filmes. Ele precisaria ter um bom gravador, encontrar o filme em bom estado na rede, para poder assistir em uma TV decente, com um som decente. Mas se o cidadão tem um bom computador, uma boa conexão e a idéia de que tudo o que ele precisa, todos os filmes do mundo, todas as músicas do mundo, estão ali ao seu alcance naquele momento, isso dá a ele uma certa sensação de conforto. Até a sensação de que não precisa se preocupar em ver mais qualquer filme ou escutar atentamente quaisquer músicas. Eu vou dar um nome a isso: a Síndrome da Biblioteca de Babel. O nome é uma homenagem ao escritor argentino Jorge Luis Borges que tem um conto com esse título: "A Biblioteca de Babel", onde o mundo era uma imensa biblioteca, uma biblioteca infinita, onde não faria diferença ler algum ou nenhum livro; nunca seria possível ler todos, nem por várias e várias existências... Esse "conforto" aparente que o "acesso" total gera pode criar também uma apatia. Um amigo nomeou essa síndrome de "Toque de Mídias", numa alusão ao Toque de Midas da mitologia: tudo quanto é mídia que ele pega, não consegue usufruir. É bem isso mesmo.

O exemplo é o que aconteceu com outro amigo: ele me contou todo empolgado que já tinha conseguido "baixar" mais de 48 mil músicas. E o que será que ele vai fazer com todas essas canções? Botar para rodar no random do player do computador enquanto ele navega por sites bestinhas, procurando novas músicas? Será que ele vai prestar atenção? Será que ele vai reconhecer e diferenciar uma banda da outra? Teve algum critério para "baixar" essas músicas?

A situação é diferente do que acontecia quando eu juntava uma grana para comprar um disquinho de vinil de vinte e poucos minutos de cada lado e botava aquilo para rodar e sentava com o encarte, ficava prestando atenção nas letras, etc... Conseguia comprar um ou dois por mês - e dava a eles a atenção que eles mereciam; passava o mês ouvindo aquilo. Nós éramos todos baianos, o tempo passava de maneira difrente, a gente prestava atenção aos filmes, às canções, aos livrinhos que líamos - e isso era muito bom. Eu adoro a tecnologia e procuro não ser saudosista. Só devemos ficar espertos a tal Síndrome da Biblioteca de Babel.

Posted by biajoni at 4:01 PM | Comments (12)

julho 24, 2006

jornalistas denunciam

"Nós, jornalistas brasileiros, queremos informar e denunciar ao Brasil um novo estado de coisas. Informar nosso pensamento coletivo a respeito dos desafios profissionais, a serem enfrentados com determinação, nos próximos anos, principalmente em relação às precárias relações de trabalho e ao achatamento salarial, imposto pelas principais empresas de comunicação. E denunciar as ameaças que pairam sobre a consolidação da democracia brasileira e impedem a inserção autônoma do Brasil no cenário mundial."

Continue lendo...

Posted by biajoni at 10:09 AM | Comments (1)

julho 18, 2006

velhos filmes

(Minha coluna de hoje no Jornal TodoDia)

Quando o "negócio" do vídeo começou no Brasil, na década de 80, não existiam fitas seladas. Os filmes também não eram de boa qualidade. Muitos eram gravados da própria TV, com comerciais e tudo!, e colocados para a locação. Você vai dizer: que podre! Mas era legal! A gente podia encontrar muita coisa que hoje não se tem em catálogo; muita coisa que só se encontra em DVD importado, a preços impróprios e sem legenda em português.
O mercado do vídeo se profissionalizou no início dos anos 90 e eu e mais um monte de gente, achávamos que as locadoras iriam se transformar em imensas "bibliotecas de audiovisuais" onde poderíamos entrar e pedir por aquele filme obscurantíssimo e ele estaria lá. Acontece que alguns fatores inviabilizaram isso. Primeiro o VHS se mostrou um suporte frágil - as formigas adoram! Segundo: as locadoras não tinham espaços para seus acervos. E terceiro: o consumidor é ávido por lançamentos. Ele pode não ter assistido ao filme lançado no mês passado, mas, para ele, trata-se de VELHARIA. Ele quer o filme que saiu HOJE. Então as locadoras adotaram uma prática lamentável que é vender o filme que não é alugado há alguns meses. Se ele fica 6 meses na prateleira é porque ninguém mais se interessa por ele. O advento do DVD contribuiu para a retirada dos filmes em VHS das locadoras; títulos importantes, não lançados em DVD, acabaram sendo vendidos por cinco reais. Muitos encontraram destino no lixo! A soma de todos esses fatores resultou em um quadro diverso do que eu, e mais aquele monte de gente, esperávamos: as locadoras têm acervos baseados em hits apenas; aquele filme obscurantíssimo já era. O filme, no final, é tratado apenas como peça comercial.

Quando uma ou outra distribuidora relança em DVD um Chaplin, um Hitchcock, um Kubrick, são poucas as locadoras que se dispõem a comprar. "Quem vai querer rever esse filme que já tanto passou na TV e cuja fita VHS acabou de ser vendida por cinco reais?", questiona-se o dono da locadora. Bom, eu sempre revejo. E tenho muitos amigos que também gostam.

Ou seja, as locadoras não satisfazem nossa paixão por cinema, apenas esvaziam nossa curiosidade momentânea pelos lançamentos. E é certo que contribuem, com essa postura, para o esvaziamento das salas de cinema. Quantas vezes você não pensou: "esse filme não vou ver no cinema, espero sair em vídeo"? Em três meses o filme está na prateleira; seis meses depois, está numa banquinha sendo vendido por trocados. Êta época descartável, sô!

Se eu quiser rever, por exemplo, "A Honra do Poderoso Prizzi", filme de John Houston com Jack Nicholson, tenho que rezar para que um programador maluco da Globo encaixe o filme lá pelas três da manhã de uma Quarta-Feira qualquer... Programo o videocassete e gravo, com comercial e tudo. Se algum amigo quiser, eu empresto. A humanidade funciona por ciclos e as primeiras idéias são sempre as melhores.

Posted by biajoni at 3:34 PM | Comments (8)

julho 14, 2006

roque

Ontem foi dia do rock, e minha filhota fez post, olha só!

E hoje eu descobri esse site, que tem umas coisas bem interessantes e com preços razoáveis. Acho que o Rafa vai gostar. Tem umas obscuridades dos Beatles e até o Traveling Wilburys. Pra quem não sabe, os Wilburys são uma banda formada por Bob Dylan, Jeff Lyne, Tom Petty, Roy Orbison e George Harrison. Isso é que é QUINTETO, vai dizer?

:>)

Posted by biajoni at 11:59 AM | Comments (2)

julho 12, 2006

novidades novas

- As lindas ex-blogueiras e escritoras Gabi e Pat Kholer participam hoje (12/07) às 19h30 do evento do Escritoras Suicidas na Casa das Rosas, em São Paulo. Elas irão ler trechos de textos de autoras que integram o projeto. Se eu estivesse em Sampa, não perderia por nada!

- Ainda sobre Literatura, começa hoje a venda de ingressos para a FLIP 2006.

- Minha coluna de ontem no Jornal TodoDia fala dos ídolos instantâneos da música pop e da cabeçada de Zidane. Idelba e Xico Sá fizeram textos sobre o assunto.

- Luiza Voll montou novo blog com as coisas mais legais que acha por aí. É o Favoritos.

- Thiago Neloah procura um "Desvidente". Vale a pena ler o poema do meu irmãozinho português.

- Alex Castro e o Hermenauta estão de briguinha. Oba!

- Parece que Alexandre Soares Silva está tendo problemas com sua última coluna na Revista Bravo. O que me disseram é que e-mails indignados têm chegado à revista por causa do artigo que desdenha da música brasileira. O título do artigo é "Música Boba Brasileira": "O que eu não gosto da música brasileira é que é tudo vagina music. [...] É música para mulher; e para uma mulher especialmente boba ainda por cima. Caetano Veloso é uma espécie de Alanis Morissette de saia". E por aí vai.

- Por falar em música brasileira, obrigado ao compositor Jorge Quase que me enviou seu CD de estréia, "Simancol". Estou ouvindo e achando bem legal. Logo sai a resenha, amigo. E eu recebi o convite para o 9o Prêmio Visa de Música Brasileira - Compositores, que tem a primeira eliminatória hoje. Infelizmente não vai dar pra ir...

- Domingo passado ficou bem ruim para o Fernando Vanucci. Ele entrou para apresentar o programa "Bola na Rede", na Rede TV, bastante alterado. Parecia o Almirante Nelson. O comunicado oficial da emissora é que o apresentador havia tomado dois comprimidos de Lorax. Só não falou com que uísque. O vídeo, óbvio, está no YouTube.

Posted by biajoni at 9:40 AM | Comments (13)

julho 11, 2006

oba!

Tiagón fez post sobre meu livro. Vai entrar aqui do lado, figurando entre as resenhas mais legais jamais escritas. Fiquei todo bobo.

tiagón enxuga.jpg
(Enquanto lê, El Rey beberica um Macieira)

A resenha entra no mesmo dia em que recebo e-mail da Editora 7Letras:
"Já tinha recebido o livro, achei interessante e ousado, mas é um livro muito difícil de ser trabalhado comercialmente, e não se enquadra bem na linha da 7Letras. De qualquer modo, desejo-lhe boa sorte com a edição, e com o trabalho de escritor. Atenciosamente."

Posted by biajoni at 11:08 AM | Comments (6)

julho 7, 2006

hoje eu quero ver todo mundo dando parabéns para a Viva!

pois ela MERECE!

viva e bia.jpg

Ia escrever algo aqui para complementar os parabéns à essa moça linda, mas leio esse post xuxu do Bruno e, bem, ai, ai... A Viva é a prova viva (ops) de que a internet e a blogosfera podem resultar em bons e verdadeiros amigos. Eu amo essa nêga, que sabe que a vida é a arte do encontro.

Vai dizer?
:>)

Posted by biajoni at 4:29 PM | Comments (11)

julho 4, 2006

moraes & mutarelli na flip

(Minha coluna de hoje no TodoDia)

A FLIP - Festa Literária Internacional de Paraty firmou-se como o mais importante evento literário do Brasil e um dos maiores do mundo. A quarta edição acontece entre 9 e 13 de Agosto. O evento já reuniu, em edições passadas, a nata da literatura como Salman Rushdie, Ian McEwan, Martin Amis, Paul Auster entre outros. Porém, mais importante que o evento oficial são as festas paralelas que reúnem o off-FLIP, novos autores, autores marginais, zumbis das letras - e eles ficam por toda a parte, tropeçando nas pedras desniveladas das calçadas históricas da cidade. O evento sempre elege uma sensação, sempre serve para agitar as editoras, torná-las mais antenadas, aguçadas com as novidades - e isso é muito bom. Contudo, é sempre a presença das estrelas que agita a cidade e leva até o evento os verdadeiros interessados em literatura, mercado editorial, novidades das letras. Li alguns artigos reclamando grandes nomes para a edição deste ano. A abertura é com Maria Bethânia; Toni Morrison, Nobel de Literatura em 93, e o argentino Ricardo Piglia fazem palestras; a precursora do jornalismo literário, Lilian Ross, discorre sobre o que entende... E quase só - o que não é pouco, claro. Confesso que nenhuma dessas, digamos, "atrações", chamaram minha atenção. Mas há uma mesa de debate na FLIP que eu não vou gostar de perder. Não mesmo. É a mesa "Do Amor e Outros Demônios" e vai reunir André Sant´Anna, Reinaldo Moraes e Lourenço Mutarelli. Não li nada do André, mas Moraes e Mutarelli são dois dos mais geniais autores nacionais de todos os tempos. Não, isso não é exagero.

TANTO FAZ.jpg O DOBRO DE CINCO.jpg

Reinaldo Moraes escreveu um livro genial em 1981, "Tanto Faz". Se Moraes fosse americano, seria chamado de “novo Kerouac”, ou “novo Salinger”. O livro perfaz a trajetória de um estudante de economia brasileiro em Paris no início dos anos 80. Ele não freqüenta as aulas e vive a vagabundear pelas ruas da cidade em meio a porres, elucubrações, amores. Reduzir a narrativa ágil, cheia de referências pop e cultas, trechos em outras línguas, neologismos, brincadeiras a um simples: "vida de estudante vagabundo em Paris" é o mesmo que resumir "Ulisses", de James Joyce, a "um dia na vida de um cara". "Tanto Faz" é curto e pungente, causou tumulto na cabeça de quem o leu no início dos Oitentas, influenciou artistas e novos autores e, para mim, é inadmissível que não seja adotado em escolas e faculdades, não seja estudado, lido, repercutido. É a prova viva da mediocridade do mercado brasileiro. Moraes acabou ficando famoso por ter feito a polêmica foto de capa do disco "Todos os Olhos", de Tom Zé.

Lourenço Mutarelli é descrito no site da FLIP como "premiado cartunista" - o que mostra que até uma organização como essa tem ridículos redatores de releases. Mutarelli é o artista gráfico mais incrível do País, o quadrinista com mais personalidade entre vários dos ótimos desenhistas brasileiros. Sim, ele tem Personalidade. E, como disse sobre Moraes, se tivesse nascido lá fora talvez fosse rotulado como “um cruzamento entre Alan Moore e Robert Crumb". Mas só talvez; é difícil encontrar influência nele, tamanha a Personalidade. Mutarelli é autor de uma trilogia em quatro livros de quadrinhos chamada "Trilogia do Acidente". Trata-se de um trabalho tão fantástico que chega a ser indescritível. Em arte seqüencial, Mutarelli começa contando uma história noir envolvendo um mágico desaparecido e um detetive brasileiro chamado Diomedes para, nos números posteriores, abusar da metalinguagem e inserir a si próprio na trama, realizando quase um tratado existencial. Não é pouco. Expandindo o próprio domínio, Mutarelli enveredou-se pela literatura e escreveu romances, como o bom "O Cheiro do Ralo", que está virando filme com Selton Mello.

O DOBRO DE CINCO INTERNO.jpg
(Página de "O Dobro de Cinco")

Ia ser realmente muito interessante ver essas duas grandes cabeças debatendo o tema em questão nesta edição da FLIP.

Posted by biajoni at 11:07 AM | Comments (6)

junho 30, 2006

eu prometi a mim mesmo não colocar letras de música aqui e eu nunca fiz isso e tomara que seja a última vez!

me diga - nando reis

Se eu acordo preocupado com as
providências como uma conta no banco
que eu não tenho dinheiro pra pagar
Isso me aflige e atrapalha
faz com que eu não me dê conta
de outras coisas
Que eu deveria cuidar

(Refrão)
Então me diga
Se você ainda gosta de mim
Porque de você eu gosto
Isso não deve ser assim
Tão ruim

Dos meus filhos eu sinto saudade
eu tenho medo que eles achem que
eu não sinto a falta deles
como eu acho que eles sentem de mim
Pego o meu carro pelo asfalto
uso um sapato da mesma maneira
Por influência do meu pai

(Refrão)

Há quanto tempo eu conheço você
Há quanto tempo eu ainda vou precisar
E eu dependo do que eu
não entendo eu pretendo apenas
que você saiba que isso é o meu amor

Posted by biajoni at 10:35 AM | Comments (5)

junho 29, 2006

ora vejam...

Eu fui apaixonado pela Jessica Harper.
Woody-Allen-girl, morena, neurótica, mignon, trabalhou nos meus dois filmes preferidos do judeu: "A Última Noite de Bóris Grushenko" e "Memórias". E cantou lindamente em meu "filme preferido de todos", "O Fantasma do Paraíso", do DePalma, a estréia dela no cinema.

Jessica em Memorias.jpg Jessica no Fantasma.gif

Pois a moça, nem tão moça assim mais, virou cantora infantil.
Acho que continuo amando ela.


Posted by biajoni at 9:55 AM | Comments (3)

junho 28, 2006

superman again?

(Coluna de hoje no Jornal TodoDia)

super.jpg

O mitólogo americano Joseph Campbell escreveu um livro que ficou famoso e fez a cabeça de hippies malucos nos anos 70, "O Herói de Mil Faces". Apoiado nas teses do psicanalista Carl Gustav Jung sobre o inconsciente coletivo e os arquétipos, ele compilou e comparou histórias mitológicas de várias épocas, culturas, raças - e encontrou muitas semelhanças entre elas. Segundo Campbell todas as narrativas criadas pelo homem (e o mito nada mais é que uma narrativa) surgem de antigos padrões e contam basicamente a mesma história, com algumas pequenas variações, pequenas adequações culturais e alguma adaptação à realidade de quem conta. O livro de Campbell fez muito sucesso; foi como uma iluminação: a mente humana vem criando ao longo dos tempos, sem parar, histórias precidas, com os mesmos padrões, de maneira quase autônoma, quase sempre sem o uso da razão. A banda Greatful Dead pirou com essa informação e começou a fazer música atrás de música baseadas em Campbell. E um jovem cineasta, chamado George Lucas, viu no livro e em suas teorias uma boa base para um filme épico; um filme que contasse a história mítica do herói de maneira definitiva. E realizou a trilogia "Guerra nas Estrelas".

A "invenção" desses mitos pela mente humana acontece muitas vezes de maneira natural, atendendo um anseio do inconsciente coletivo. Alguém com as antenas ligadas "capta" esse anseio e transforma em narrativa. Uma dessas "grandes antenas", grande criador de mitos modernos, atende pelo nome de Stan Lee. Ele esteve atrás das criações de vários mitos modernos, os heróis dos quadrinhos. Os X-Men e o Homem-Aranha são, atualmente, os mais conhecidos representantes desse Olimpo e, não por coincidência, a maiores grifes do cinema arrasa-quarteirão de Hollywwod. Porém quase todos os heróis modernos vindos dos quadrinhos são variações de um super-herói, o mais emblemático deles, o Super-Homem. Criado em 1933, pelos amigos Jerry Siegel e Joe Shuster, e distribuído periódicamente a partir de 38, Superman reúne o padrão mítico mais comum e o espírito de uma época. O padrão mítico comum costuma colocar o herói em uma condição peculiar: geralmente é criado sem os pais, não sabe exatamente quais os seus poderes e vive em um mundo que lhe é estranho, onde é obrigado a se adaptar. No caso do Superman, a época de sua criação influiu em seu, digamos, "significado": os EUA entravam na Segunda Guerra contra os alemães. Superman encontrava uma ressonância em Nietzsche e em seu conceito "super-homem" que,segundo alguns, tinha servido de base para o pensamento hitlerista. O cruzado de capa, vestido de azul e vermelho, virou o símbolo do "imperialismo americano contra a arrogância fascista". No que os aliados venceram a Guerra, o herói ficou mais poderoso. E é emblemático que ele tenha chegado às telas também na década de 70 pela primeira vez, na esteira da redescoberta do livro de Campbell. E talvez seja emblemático que ele volte agora, usando a mesma cueca vermelha por sobre a calça colante azul. E também que estejam duvidando de sua masculinidade. Segundo Campbell ainda, uma peculiaridade do herói é que as narrativas que contam suas aventuras sempre se atualizam, adaptam-se a cada tempo. Vendo o novo Superman talvez ele nos pareça misógino, ridículo cruzando os céus com aquela roupa psicodélica. O reflexo de um povo e de um tempo.

Posted by biajoni at 1:53 PM | Comments (9)

junho 26, 2006

help, são marmota!

Rodei pontos de troca de figurinhas ontem, mas não consegui achar o Zidane. Se alguém tiver, eu troco por um Tevez!

zidane.jpgtevez.jpg

Posted by biajoni at 10:07 AM | Comments (7)

junho 22, 2006

as fotos aí em cima, no template

A idéia não é original, claro. Em "Memórias", Woody Allen usa um artifício para sugerir o estado de espírito de seu personagem, o "diretor de filmes engraçados que quer parar de fazer filmes engraçados", Sandy Bates. No período em que está casado com a emocionalmente instável Charlotte Rampling, ele mora em uma ampla cobertura. Ao fundo, um papel de parede, que é trocado duas ou três vezes durante o filme, mostra como Bates está se sentindo. Uma vez vemos Groucho Marx com seu charuto, noutra vemos a famosa foto da execução de um vietnamita in cold blood.

groucho.jpg vietnan.jpg

Veio daí a idéia de alterar a foto no topo do template do blog, sempre esperando que a imagem reflita um pouco do estado de espírito no momento. A idéia inicial foi de manter sempre fotos p&b, acompanhando o fundo xadrez - mas pela primeira vez coloquei uma foto colorida. Isso diz muito, vai dizer?

A foto anterior à atual era do filme "Kafka", de Steven Soderbergh - e foi trocada quando roubaram minha senha do hotmail e tinha alguém se fazendo passar por mim e eu nada podia fazer. Situação estranha.

Antes dela, tinha uma foto de Bukowski tomando uma taça de vinho. Buko aderiu ao vinho quando percebeu que as bebidas mais fortes estavam matando-o. Tive uma impressão parecida e passei um tempo apenas no vinho; um conhaquinho de quando em vez, né Francis? A foto do Buko tem a ver também com a leitura que eu e Karen fazíamos de seus poemas.

Agora, boto foto de "Aprile", lindo filme, que a Pat Kohler disse amar como eu, onde o Nanni Moretti se atrapalha entre a gravidez da mulher, mudanças políticas no País, a tentativa de produzir arte, confusão generalizada. Quem viu, quem não viu?

Posted by biajoni at 12:20 PM | Comments (4)

junho 21, 2006

conversa com o almirante

Biajoni diz:
vc acha que alguém pode ter se matado depois de ter lido esse poema do pessoa?

Nelson diz:
Rapaz, com a onda avassaladora de suicídios pela Europa depois dos "Sofrimentos do Jovem Werther", do Goethe, não duvido que alguma alma mais sensível tenha também tentado tirar a vida por causa do poema do Pessoa.

Nelson diz:
Mas como a obra em questão do Goethe é um livro e a do Pessoa só um poema, talvez ele tenha gerado uma meia dúzia de tentativas de suicídio. Nego deve ter pulado no Tejo em época de estiagem. Acredito que ninguém deve ter conseguido...

Biajoni diz:
o poema é lúcido e instiga, vai dizer?

Nelson diz:
Sim, sem dúvida. Mas como eu disse, a obra do Goethe é mais densa, longa e provoca empatia com o personagem. O poema do Pessoa, a despeito de ser instigante, leva mais a pessoa a pensar em como a vida não vale nada - mas sinceramente não creio que tenha suscitado suicídios.

Biajoni diz:
é, mas não dá pra saber, né? de repente o cara leu aquilo e - pum - se matou...
Biajoni diz:
cumé que fica a responsabilidade do poeta?

Nelson diz:
Responsabilidade não é o ponto, nunca. O trabalho do artista, seja ele pintor, escritor, poeta ou o escambau, é dissertar tanto sobre passarinho, borboleta e solzinho quanto sobre o negrume da vida. Arte é provocação e metáfora. Se a pessoa for levar ao pé da letra a sugestão do poema, o problema é com a obtusidade do leitor.
Nelson diz:
Se a arte for se engessar pela "responsabilidade", pelo compromisso em não causar mal à alma coletiva, ela assina a própria sentença de morte.
Nelson diz:
Gente como Augusto dos Anjos, Camus, Virginia Woolf, Rimbaud e tantos outros melancólicos de carteirinha simplesmente deixaram ver com suas dissertações, ensaios e poemas que o lado escuro da vida era parte obrigatória da jornada, nunca um desvio que tinha que ser evitado.
Nelson diz:
Ou, como dizia o Scott Fitzgerald, "Na noite escura da alma são sempre três horas da manhã".

Biajoni diz:
esse poema tem alto impacto se lido em voz alta. é arrepiante...

Nelson diz:
Já li e reli. E cada vez gosto mais.
Nelson diz:
E - acredite - nunca pensei em bater a caçuleta por causa dele.

Posted by biajoni at 10:55 AM | Comments (8)

junho 20, 2006

pau

Pau em mim por ter escrito o que escrevi.

Acontece.

Para deixar claro: quem acha que não tem condições, quaisquer que sejam, não deve mesmo ter filhos. Quem faz a opção mesmo tendo todas as condições, eu acho egoísta. O Alex não concorda. E a vida segue.

Posted by biajoni at 5:41 PM | Comments (13)

ainda sobre o não ter filhos

O post abaixo gerou discussão e eu acho isso legal. Assim que li o primeiro comentário, da Viva, pensei: "ops". Ela escreveu: "Há outros que não têm filhos porque não se sentem capazes emocional ou financeiramente". É claro que pessoas sem "capacidade emocional ou financeira" devem pensar muito bem antes de se decidirem a ter ou não filhos. Depois veio o Milton, contextualizou e falou sobre "opção de vida" e é mais ou menos sobre essa "opção" que escrevi: se a pessoa tem "todas as condições", uma relação estável com outra pessoa, etc, e decide não ter filhos pois "dá muito trabalho, muita despesa e, mais importante, suga a liberdade", como escreveu o Alex no post-resposta, eu acho que se trata mesmo de "egoísmo intrínseco" - e não "pessimismo", Alex.

Antes de entrar no post do Alex, a Lucia Malla escreveu um ótimo comentário que resume o paradoxo da questão "ter ou não ter filhos" X "futuro da humanidade". O Leo, também nos comentários, falou em adoção e o meu post fala em FILHOS, naturais ou não - é claro que a adoção é uma ótima opção. E a Pat Kohler ficou chateada com o post, disse que ainda não se decidiu se gostaria ou não de ser mãe e ressaltou, num desabafo, as dificuldades psicológicas do processo. Eu amo a Pat e tenho certeza que assim que ela estiver segura e feliz com alguém vai querer ser mãe pois se existe alguém que é o ANTÔNIMO do egoísmo, essa pessoa é a Pat Kohler.

Vamos agora ao post-resposta do Alex e os comentários de lá. Escreveu meu irmãozão:

"Mas, por outro lado, quanta gente vocês conhecem que gosta de cachorro e não tem cachorro? Ter cachorro envolve uma série de responsabilidades que vão muito além de um simples gostar de cachorro. É um compromisso muito sério, um compromisso pra vida toda. Se é assim com cachorros, imagine com crianças".

A comparação dá o viés do pensamento do Alex, que está todo calcado em responsabilidades que os filhos trazem consigo. É ótimo passar uns momentos com crianças e devolvê-las aos pais, mas não é sobre isso que escrevi no famigerado post abaixo. Dividir as responsabilidades - assim como as tristezas, alegrias, etc... - significa Amar; o contrário do egoísmo.

Mas o Alex acerta quando diz que pode ser que mude de idéia sobre a questão, pois ter filhos é mais ou menos (vou eu me arriscar a uma comparação besta) como experimentar compota de caju: você vê, cheira, torce o nariz... mas depois que experimenta não quer nunca mais largar.

:>)

Nos comentários do Alex, está o Inagaki, que é um cara que eu também amo. Ele acerta sobre o texto ser, segundo ele "xiita", prefiro "reativo": é um texto escrito para jornal, e meus textos para jornal procuram ser sempre, digamos, "provocativo". A idéia é sempre que o leitor leia, faça uma cara de espanto, e chame o camarada do lado: "Ei, olha aqui o que esse cara escreveu!".

Kitagawa disse, lá, que quem não quer ter filhos talvez não seja egoísta, mas individualista, embora eu ache a mesma coisa. No final, talvez basicamente, seja o que o Lefebvre comentou lá: "A velha questão da responsabilidade. A desculpa para tudo".

Também gostei muito dos comentários da Kyn (linda!) e da Flavia (que é viciada em listas!). Acho que a discussão está boa e legal e espero que ninguém leve nada pelo lado pessoal. Essa coisa de filhos, mexe com a gente, vai dizer? Sem contar que fiquei sabendo hoje, logo cedo, que minha irmã também está grávida! Esses Biajonis têm aptidão pra gerar.

:>)

Posted by biajoni at 10:44 AM | Comments (17)

junho 19, 2006

filhos e fogos de artifício

(Artigo meu que deve ser publicado em alguns jornais da região amanhã, terça-feira)

No final de semana passado nasceu minha segunda filha. Minhas duas nasceram no Hospital Municipal de Americana, que desenvolve um tabalho maravilhoso, exemplar. Como, por princípio, sou contra planos de saúde, acreditando que é dever do Estado nos dar prevenção e cura, recorro ao sistema municipal sempre que preciso - e nunca me decepcionei. Já me dirigi ao hospital mais de meia dúzia de vezes com cólica renal, e sempre fui muito bem atendido. Muita gente reclama da demora, de alguma rispidez que talvez possa haver, mas tudo isso é natural. Geralmente é o povo mesmo que é impaciente, bruto, mal-educado e exigente demais. Enfim. Nasceu minha filha Lia e sempre que uma criança nossa vem ao mundo traz com ela reflexões. E a primeira que me veio, remanescente ainda do parto de minha primeira filha, Isabelle, é que as pessoas que vivem sem pensar em ter filhos são genuinamente egoístas. Tenho nojo, apesar de respeitar, aqueles que batem no peito e dizem: "não quero ter filhos". É um ato covarde, que mostra bem a personalidade: são pessoas que nada acrescentam à sociedade, pessoas de um pessimismo intrínseco, que não deviam ser consideradas no censo. Se você não pensa em prolongar a existência, dar continuidade à Humanidade, obra de Deus, através de um filho é provável que você não se importe com o destino do Mundo, ações de preservação da Natureza e deve mesmo ser daqueles que jogam o papel de bala pelo vidro do carro. Independente de qualquer crença, ou da estúpida definição de família como celula-mater da sociedade - não é disso que falo! - querer ter filhos é querer dividir sua vida, as coisas todas boas que você viu e aprendeu ao longo da existência, compartilhar, surpreender-se, maravilhar-se com as pequenas capacidades das crianças mui pequenas e as grandes capacidades das crianças nem tão miúdas... A genética não sabe ainda até que ponto somamos e nos dividimos, em matéria química, em nosso reflexo-contínuo; não são apenas as cores dos olhos, dos cabelos, o comprimento dos dedos, o contorno dos lábios que fazem dos nossos filhos espelhos de nós... Algo vai além, algo que algum espiritismo canhestro tenta nos explicar evocando crendices bestas, reencarnacionices de dívidas que nunca saldamos. Bobagem. Algo vai além pois em nosso contato fino com alguém criança, alguém novo, barro úmido, carimbamos nosso melhor, tentamos filtrar nossa negatividade toda, formando & transformando alguém melhor para o futuro do Mundo, um contribuinte do Mundo Melhor de Amanhã. Quando desistimos disso, ou subvertemos isso, criando pequenos bandidos ou assassinos, assinamos termos de compromisso com a Desumanidade. Não, a Desumanidade não é o Diabo, não é Satã. A Desumanidade é o que vai exterminar em algum tempo esse nosso Planeta. Ao tentar se eximir dessa responsabilidade muita gente joga mais uma pá de cal na cova do Mundo.

No final de semana em que nasceu minha filha houve encerramento de Festa do Peão e jogo do Brasil. Foi um final de semana de fogos de artifício. Não consigo pensar em nada mais estúpido e besta que fogos de artifício. Alguns torcedores da Seleção - como se torcer resolvesse alguma coisa - soltaram fogos antes do jogo (pra quê?), na hora do intervalo (hein?) e no final (ok, para mostrar o contentamento com a Seleção. Havia motivo para tanto?). Fogos de artifício são uma coisa invasora. Quem solta não está preocupado se seu vizinho está doente ou se uma criança acabou de nascer: ele quer enfiar goela (ou ouvidos) alheios abaixo que está feliz. Ora, ache outra maneira de se expressar! Não me imagino provocando tal balbúrdia em ambiente urbano, incomodando meus vizinhos. A Festa do Peão não deve saber, mas os fogos que ela queima no evento podem ser ouvidos até por internos do Hospital Municipal. Deixar de soltar fogos não iria influir na grandeza e maravilha do evento. A sugestão para o próximo ano é que o valor que investiram nesse ano em fogos seja doado para instituições que cuidam de crianças. A ação talvez revertesse até em mais marketing para o evento. E podia mesmo ter efeito educativo sobre os viciados em fogos. Além de, é claro, ajudar no futuro de nossa mísera Humanidade.

Posted by biajoni at 5:28 PM | Comments (19)

junho 16, 2006

nasceu!

Às sete da manhã fomos eu, minha mãe, Karen, Dudu e mãe da Karen, para o hospital.
Fomos ouvindo Sonic Youth pra acordar.
Sete e dez chegamos ao hospital.
Lia nasceu exatamente às oito horas!
Incrível como essas coisas acontecem rápido hoje em dia, vai dizer?
:>)

Nasceu cabeluda e banguela, com 50 centímetros e 3,470 kg.
Não eram nem nove horas e já tava SUGANDO nos peitos da mãe.

Karen passa super bem, deve ir para o quarto daqui a pouco, onde fica até domingo por volta do meio-dia. Se tudo correr maravilhoso como está, assistimos ao jogo do Brasil em casa.

Obrigado a todos pelas vibrações, e-mails, telefonemas.
Vocês são lindos!

APDEITE:
Com essa correria, nem lembrei do aniversário de um ano do blog.
E hoje é o Blogs Bloomsday do Leandro Oliveira, no ano passado meu post sobre o assunto foi um dos primeiros aqui. Tá valendo ainda, Leandro?
:>)

Posted by biajoni at 11:37 AM | Comments (39)

maio 30, 2006

a juventude é chata

Discutam minha coluna de hoje no Jornal TodoDia.

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Posted by biajoni at 11:06 AM | Comments (15)

maio 17, 2006

três coisinhas...

- Meu livro é o livro de cabeceira de Pedro Dória. Legal, espero que ele goste.

- Me convidaram para a Festa do Copo Vermelho. Pô, de última hora, só convite para velório.

- No Bombordo não temos política para comentários de trolls, mas aqui sou eu quem mando, apesar de odiar apagar, se me der na telha apago comentários sem dor na consciência. Vir aqui para dar uma de gostoso, não. Gostoso aqui só eu.

P.S. - Como eu, o Cyrano gosta do Manoel de Barros.

P.S. 2 - Mais de 1.000 pessoas leram, porém há só 20 membros (ops!) na Comunidade do meu livro no Orkut. Lendo ou não, participa lá!

Posted by biajoni at 5:52 PM | Comments (8)

maio 16, 2006

Boa animação...

Aqui

Posted by biajoni at 3:43 PM | Comments (5)

maio 15, 2006

caos total em são paulo

Fiz texto falando sobre a maior onda de Terror já vista em tempos recentes no Brasil.

Lamentável é pouco.

APDEITE:

- Meu texto do Bombordo foi parar na Revista Paradoxo.

- O Jornal da Rede TV, com Marcelo Resende, será especial hoje, a partir das 21h10 com imagens da TV Jornal de Limeira. Limeira foi uma das cidades com mais mortos do interior do Estado. Curiosidade: deve participar do programa o jornalista limeirense Geraldo Luis, que foi base para o personagem Geraldo Assis do meu livro.

Posted by biajoni at 12:59 PM | Comments (11)

maio 12, 2006

de bandeja!

Olha que maravilha de pauta me cai na mão na véspera do dia das mães: uma senhora estava limpando a caixa d´água, escorregou e caiu do telhado. Fez apenas um arranhão no joelho. Idade: 107 anos!

A Dona Ana Gertrudes Moreira, de Limeira, teve seis filhos, come de tudo e pita cachimbo. Unbreakable, vai dizer?

Posted by biajoni at 5:18 PM | Comments (6)

maio 7, 2006

filmecos, vai dizer?

Tirei os últimos dias para ver uns filmes que ainda não tinha visto. Decepção. Achei tudo, de maneira geral, bem fraco. Pode ser apenas uma indisposição momentânea, mas não consegui me empolgar de fato com nenhum.

- Crash - o vencedor do Oscar não merecia. "Capote" é melhor. O filme tem três ou quatro cenas impactantes, mas é claramente um decalque esquemático de "Magnólia" - tem até o momento "música que costura as histórias", só faltava ser da Aimeé Mann, vai dizer, Inagaki? Achei chato como as mulheres são tratadas no roteiro; num filme sobre tolerância, as mulheres têm papel pra lá de figurativo.

- O Jardineiro Fiel - Rêif Finis, sem graça pra caralho. História boa, mas mal costurada. Totósa da Rachel Weisz. Direção acima da média do Fernando Meirelles. Assim como "Crash", um filme competente, mas nada além.

- Uma Vida Iluminada - Boa supresa. Baseado no best-seller de Jonathan Safran Foer, estréia na direção do ator Liev Schreiber, o filme vai muito bem até a metade, quando começa a se arrastar como "road movie contemplativo". É honesto, tem inventividade na fotografia, uma cadelinha chamada Sammy Davis Júnior Júnior e o Elijah Wood está cool.

- Kiss, Kiss, Bang, Bang - O mais legal de todos. Assisti num fim de noite, tomando conhaque - e foi bem divertido. Daqueles filmes cheio de reviravoltas e com atores legais fazendo papéis legais. Val Kilmer é um detetive gay, para começar. Dá pra ficar ligadão.

- Todo Mundo Quase Morto - Besta. Como se fosse possível tornar engraçado um clássico como "A Madrugada dos Mortos".

Hoje vou ver o nacional "Cidade Baixa", e já acho que não vou gostar.
;>/

APDEITE:

- Achei bem legal o "Cidade Baixa", grandes atores, bonita fotografia, trilha-sonora envolvente (Carlinhos Brown, ora veja!). Única coisa assim assim foi o final... bonito, mas aberto demais.

- A Karen lembra de dois outros filmes vistos nos últimos dias: "O Senhor das Armas" - que eu gostei bastante, o Cage está com uma atuação muito acima da média -; e "O Virgem de 40 Anos", chatinho, piadas velhas e chulas, quase deprimente; só vale pela cena da depilação dos pêlos do peito, principalmente por ver no making off depois que a depilação aconteceu de verdade. Hehehe...

Posted by biajoni at 7:44 PM | Comments (11)

maio 5, 2006

socialista e cristão

Entrevistei Plinio de Arruda Sampaio para o Bombordo.

Plinio2.jpg
"Eu tinha certeza que o Lula ia fazer a reforma agrária"

Posted by biajoni at 8:58 AM | Comments (1)

maio 1, 2006

explicando direitinho

Comecei nessa de internet lá por fim dos anos 90. No meu trabalho eu tinha conexão via rádio, banda. Assinei durante quase um ano uma coluna diária num portal de Limeira, alguma coisa no CardosOnline. Durante quatro anos tive uma coluna semanal no jornal local. Meu e-mail sendo divulgado por aí, fazendo amigos e... desafetos, claro. E os invejosos que são como urubus.

Montei o site colaborativo Tiro&Queda, uma experiência inédita na época no Brasil, que foi tema de estudos e trabalhos em cursos de comunicação. Fiquei ainda mais em evidência.

E-mails ameaçadores, com brincadeiras idiotas ou chantagen baratas eu sempre recebi. No Tiro&Queda já me chamaram de todos os nomes feios possíveis e imagináveis, já xingaram toda minha família. Alguns comentários exclui, outros não - para mostrar a idiotia e a falta de tolerância dominantes.

Sou um cara de paz extrema. Defendo meus poucos pontos de vista, mas sou pela tolerância; não concordo com meus amigos sobre a maioria das coisas. Mas sempre achei que o máximo de invasão que poderia me acontecer seria um scrap malicioso, um comentário besta e agressivo, um e-mail inútil que seria apagado com um clique.

Mas eu estava enganado.

Na Quinta-Feira à noite eu entrei na minha página do Orkut vi um scrap totalmente estranho. Um scrap do jornalista Alexandre Matias (Bizz e Blog Trabalho Sujo) falando umas besteiras sem sentido. Abri o perfil e logo vi que, apesar de lá estar a foto dele, não era o Matias. Fui até sua página original e entendi que estávamos tratando com um clone, um clone malicioso e maldoso. Comentei com Karen e fiquei um tanto assustado. "Nossa, podem fazer isso comigo ou com alguém da minha família e está aí algo realmente lamentável" - ou seja, alguém se passar por você e sair falando besteiras por aí.

Na Sexta pela manhã, no trabalho, tento acessar meus mails do Hotmail e entrar no MSN e... nada. "Deve ser um bug qualquer", pensei. Logo toca o telefone e é a Karen. Ela quer sabe que e-mail é aquele que EU mandei para ela.

Mas eu não havia mandando e-mail algum. E ela leu para mim, pelo telefone, o e-mail.

Aí eu me assustei de fato. Alguém conseguiu minha senha do Hotmail e do MSN e estava enviando e-mails como se fosse eu. A caixa do Hotmail é de 250 MB então quase nunca apago as mensagens; estavam ali fotos, textos, troca de mails com amigos, etc... Coisas de muito tempo. Eu havia perdido todo meu arquivo, estava tudo nas mãos de alguém agora. Nunca me senti tão mal, tão refém.

Mandei dois e-mails para o suporte do Hotmail mas eles não os responderam. Talvez por ter sido na Sexta, final de semana prolongado, e hoje ser feriado. "Isso só acontece comigo" - mas confirmei que não. Muita gente mandou e-mail ou deixou comentário no post abaixo. Muita gente já passou por isso. E todos, até onde eu sei, não levaram o caso à justiça - apenas tiveram seus incômodos, seus endereços cancelados, e abriram outra conta.

Ligo para um especialista: "O MSN se privilegia de leis internacionais e da falta de uma legislação específica para internet no Brasil; não adianta você recorrer à justiça. Conseguira senha de um desses endereços gratuitos é mais fácil que tirar doce da boca de criança, existem fóruns na internet onde você deixa o endereço do e-mail e eles te enviam a senha da pessoa. Tem hacker trabalhando para empresas para quebrar senhas de funcionários. Você só consegue alguma proteção se tiver um provedor próprio com um cara cuidando daquilo ali full-time".

Meu amigo dizia que eu havia perdido vários documentos importantes, pessoas, alguém os havia sequestrado, podia estar se fazendo passar por mim num flagrante caso de falsidade ideológica, e eu nada podia fazer? Infelizmente é isto - ou quase.

Eu posso empreender uma caçada à essa pessoa, esse ladrão. Posso arrumar um outro hacker que vai saber como ele conseguiu minha senha, etc... Isso demandaria tempo, dinheiro e saco. Eu ia ficar ansioso, quebrando a cabeça tentando pensar num nome; um amigo que talvez tenha perdido minha atenção?, uma ex-namorada vingativa?, um ex-namorado de Karen?, um inimigo natural?, um colega de profissão que se sentiu ameaçado?, um funcionário que odeia o chefe? - inúmeras possibilidades...

Mas não vou fazer isso. É bem provável que não faça nada mesmo, esqueça tudo o que aconteceu; esqueça os e-mails, deixe de lado um pouco o messenger - bem agora que estava utilzando-o bem mais profissionalmente. Estou concentrado na reforma de minha casa, no nascimento de minha filha, nos dias que Isabelle está aqui passando conosco... Em passear, assistir filmes de terror com a família, andar por aí de sandálias tomando sorvete de graviola. Adoro sorvete de graviola.

Ontem foi aniversário de meu avô, 88 anos. O patriarca Biagioni está inteiro; acorda bem cedo, faz a barba, busca os jornais e pães, prepara o café e acorda su-a-ve-men-te minha avó, da mesma idade, mas alquebrada pelo Alzheimer. Fui levar uns bolinhos de chuva para o vovô. Bem-humorado (como sempre), mas com a certa dose de melancolia, disse: "não é um ano a mais; é um ano A MENOS!".

Ele está certo.

Posted by biajoni at 9:59 AM | Comments (25)

abril 28, 2006

atenção todos

Alguém conseguiu minha senha do hotmail e do msn.

Uma pessoa maliciosa que quiser me prejudicar eu entendo que possa existir. Mas alguém que pega um e-mail antigo que eu recebi de uma ex-namorada, modifica o e-mail e o envia para a Karen, minha mulher que eu amo, grávida de 8 meses, com intenção de chatea-la... Eu, definitivamente, não entendo.

Minha filha chega hoje para passar o fim-de-semana, que poderia ser ótimo, mas isso derrubou todo astral.

Era isso que você queria, espertão?
Era provocar mal estar em uma grávida de 8 meses?

No fundo, eu me pergunto: será que eu fiz algo para merecer isso?

UPDATE
- Entrei em contato com o suporte do MSN, vamos ver o que eles dizem. Alguém tem um telefone pra gente falar lá?

ATENÇÃO
- Se receberem mensagens no e-mail de Luiz Biajoni não sou eu quem estou enviando, atenção pessoal do blog-left e amigos mais íntimos. Deletem tudo que receberem em meu nome via biajoni@hotmail.com. Também não sou eu no messenger.

Posted by biajoni at 10:33 AM | Comments (32)

abril 26, 2006

duplamente ruim

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Frank Black está no meu panteão de ÍDALOS.
Mas esse lançamento da Sum Records no Brasil é lamentável.
Leia na Antena 1.

Posted by biajoni at 6:20 PM | Comments (2)

abril 24, 2006

daniel galera

O novo livro de Daniel Galera foi publicado pela Cia das Letras e está na Veja dessa semana.

maos de cavalo.jpg

Leia um trecho aqui.

Posted by biajoni at 3:36 PM | Comments (2)

abril 22, 2006

marta suplicy

Entrevistei a petista rapidamente para o Bombordo.

marta suplicy.jpg

Apesar do que disse a Folha - que o Noblat replicou - a corrente "Campo Majoritário" do PT, antiga "Articulação", que tem o Presidente Lula como integrante e orientador, não está indicando o Mercadante no lugar de Marta para as prévias de sete de Maio. "O pessoal do 'Fórum Socialista' (outra forte corrente do PT) é que está sugerindo o Mercadante ao invés da Marta para disputar com Serra do Governo do Estado", me informa fonte ligada ao Presidente. Segundo essa mesma fonte, a leitura que o "Fórum Socialista" faz é que um novo embate entre Serra e Marta poderia ser desgastante demais para a petista - um dos nomes mais fortes do partido no momento. Marta deveria ser "poupada" na disputa, podendo coordenar a campanha de reeleição do Presidente e/ou ter um cargo importante no próximo (e hipotético) mandato de Lula.

Posted by biajoni at 1:27 PM | Comments (5)

abril 15, 2006

várias coisas, rapá!

- Uia! Fui linkado pelo Nemo, que gostou mas não viu muita semelhança entre "V de Vingança" e o "Dr. Phibes", conforme falei neste post (que o Fernando gostou - obrigado pelo e-mail, Fernando!). "Embustes do Rock Inglês" é o tema da excelente coluna do Nemo no Burburinho. Porém, alerta o Rafa, a frase que muitos afirmam ouvir numa daquelas audições "de trás pra diante" nos discos de vinil é "Paul is dead, man, miss him, miss him" no final de "I´m so Tired" - e não no final de "I Am the Walrus". Ei!, esses detalhes são im-por-tan-tes! :>)

- Meu livro foi comentado no Cavalo Verde. Obrigado Ismael Grelo e Erik Virgulino de Souza.

- "O Porto do Desespero" continua.

- O pau quebra lá no Bombordo. Enquanto isso muita gente manda e-mail perguntando se a história que eu contei na coluna da Antena 1 é real. É.

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- O Grande Cardoso é agora OVERBUDSMAN no Overmundo. Legal, Vermeio!

- Legal também a nova edição de "Sem Tesão Não Há Solução" trazer blurp de Alex Castro. Tudo a ver! Parabéns gordo gago lindo!

sem tesão não há solução.jpg

- Deus junta alguns amigos e monta "Los Bellos de Alhambra". Elogio em boca própria é vitupério.

- Fábio Shiraga mostra sua primeira entrevista como jornalista. O garouto vai longe.

- O Daniel Lopes também tem futuro nessa lida do jornalismo cultural. Apesar de ser fã do Bad Religion.
;>)

- Excelente Páscoa a todos.

páscoa2.jpg
(Imagem furtada da Mariana Lomas)

Posted by biajoni at 11:58 AM | Comments (10)

abril 13, 2006

pontos de vista...

no Bombordo.

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Rashomon é um clássico de Akira Kurosawa, produzido em 1950.
Um dos filmes preferidos de Martin Scorsese.
Um crime de estupro vai a julgamento. Vemos os vários pontos de vista de cada um dos envolvidos.
Exemplo de film d'auteur (hehehe, Rafa), a questão dos pontos de vista fica de fora das discussões que envolvem denúncias e interesse nelas envolvendo o Governo Federal - em especial, o "Caso Palocci".

A verdade existe?

Posted by biajoni at 11:45 PM | Comments (3)

"terapian"

Mais uma história biajônica e real na Antena 1.

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(Clique na foto para ver o myspace do Ian!)

Posted by biajoni at 7:07 AM | Comments (3)

abril 11, 2006

comunismo ponto com

A Editora do Bispo está com blog e uma GRANDE discussão lá, sobre a abertura da cópia livre dos livros.

bispo.gif

Os amigos que forem até participar da discussão, deixem um P.S., por favor: EDITEM O LIVRO DO BIAJONI!

Hehehe...

Eles são comunistas e nós somos subversivos, vai dizer?

Posted by biajoni at 10:20 AM | Comments (2)

abril 7, 2006

na antena 1...

... uma história envolvendo a cantora brasileira que eu mais gosto: Adriana Calcanhoto.

senhas.jpg público.jpg partimpim.jpg

Cássia Eller era excelente intérprete, mas Adriana é músicista, compositora e tem uma antena interessante para compositores, arranjos, sonoridades... Acompanho sua carreira desde o início, tenho os discos de vinil. "Senhas" me arrebatou. "A Fábrica do Poema" é um disco difícil, mas lindo.

Seu último disco, "Adriana Partimpim", com canções infantis, é uma das coisas mais gostosas de ouvir já gravadas no Brasil. Eu e a Belle a-do-ra-mos!

Aproveitem e leiam a última coluna do japaraguaio mais amado de todos, falando sobre "V de Vingança".

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Posted by biajoni at 11:29 PM | Comments (6)

fotas e mais fotas

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(Será que vai dar tudo certo?)

Show de imagens flagradas por Helton Winter, da Mídia 21, nos bastidores, coquetel de estréia, desfile e afins do Abril Fashion, evento que já entrou para a história da moda brasileira.

Hoje é o último dia e a feira foi um sucesso: muitos dos 48 expositores venderam simplesmente TUDO. Para quem não sabe, Limeira tornou-se nos últimos 10 anos a Capital da Jóia, Folheados e Acessórios do País. Tivemos gente de seis países comprando produtos limeirenses. Eu gostei de ter participado.

Amanhã pretendo colocar um post falando sobre as novidades do setor de jóias e acessórios. Tou virando especialista! Ui!

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Posted by biajoni at 12:24 PM | Comments (4)

abril 5, 2006

show de rock

Começou ontem e vai até sexta-feira a Abril Fashion, um evento que pode ser considerado um braço do São Paulo Fashion Week, mais focado em acessórios. O evento acontece em Limeira, cidade que é considerada a capital da jóia e do folheado no País. De última hora fui contratado para suporte na assessoria de imprensa e ontem aconteceu um desfile de moda comandado por Dudu Bertholini, um dos mais aclamados novos estilistas do Brasil.

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(Foto: Wagner Morente)

Vou te dizer: foi melhor que show de rock! Foi meu primeiro desfile de modas, estava me sentindo meio deslocado no meio de estilistas e afins e modelos magérrimas e altas pacas, titless, e madames com cara de excitação. Enverguei minha camiseta preta co-la-di-nha, botei crachá, e lá me fui receber meus amigos de imprensa. Os amigos olhavam de soslaio, mas a grana é justa e a tecla FODA-SE estava funcionando.

O fato é que depois de toda espera normal começou o desfile e foi um soco no queixo; realmente MUITO EXCELENTE! Modelos da Ford e Elite, com ousadas roupas de Dudu (que já vestiram Ivete Sangaléte e Fernanda Lima), acessórios novíssimos (como anéis de madeira marchetada e adereços de capim dourado), trilha sonora arrasadora com Bowie, Doors e vários indies pesados, fumaça, luzes estouradas, uau!, foi massa!

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(Foto: Wagner Morente)

Meu chapa Helton Winter fez várias fotos, inclusive de bastidores, e postarei em breve.
Hoje, amanhã e depois tem mais.

Enquanto isso, me preparo para isso.

Posted by biajoni at 11:03 AM | Comments (9)

abril 3, 2006

legalz

Estou lendo e curtindo muito o "Almanaque de Puns, Melecas e Coisas Nojentas", de Fátima Mesquita.

lesgal.jpg

Com muitas ilustrações, o livro, dirigido para o público infanto-juvenil, vale mais que todas as aulas de ciências e biologia que temos no colégio. Mostra todo funcionamento do corpo, sem frescuras, com humor (escatológico, é verdade, mas que criança não gosta?), curiosidades (tipo: "quem foi o cara que mais peidava no mundo") e de maneira super-didática.

A autora, Fátima Mesquita, encontrou um filão e emendou o "Almanaque de Baratas, Minhocas e Bichos Nojentos" que eu folheei; mas parece mais um compêndio de curiosidades nojentas, menos instrutivo e mais caça-níquel. Mas pode ser divertido se seu filho demonstra interesse por animais e insetos.

Pesquisando no Submarino, vi que a autora tem também um livro de contos que parece ser bem interessante, com contos de amor entre mulheres. "Julieta e Julieta".

Posted by biajoni at 12:11 PM | Comments (5)

março 31, 2006

idelber returns

Pois é; Idelber Avelar voltou com seu blog, o já LENDÁRIO "O Biscoito Fino e a Massa".

tres horrivels e uma lady.jpg
(Pra quem não conhece, Alex Castro, Bibi, Idelber e Inagaki)

Como sói acontecer entre amigos, não concordo sempre com Idelber, assim como não concordo sempre com o liberal Alex ou com o velho trotskista Rafa; muito menos com o gosto para camisas listradas do Inagaki. Argh. Mas é indiscutível que Idelber é um dos mais articulados blogueiros que apareceram por essas plagas - e a confirmação disto é o sucesso meteórico que seu blog alcançou em poquíssimo tempo.

Idelber não faz questão de divulgar, mas tem livro publicado no Brasil e eu recomendo a todos. Trata-se da "Alegorias da Derrota". Ele também fez uma resenha e me motivou muito com "Sexo Anal - Uma Novela Marrom", redigindo, inclusive, a orelha do livro...

alegorias da derrota.jpg

Logo na reabertura do blog, Idelber bota dois posts relevantes e atuais que merecem visita, debatre, comentários e links. Esse é o meu garouto! Vão lá, divirtam-se e divulguem a volta do MAESTRO

Posted by biajoni at 12:11 PM | Comments (4)

março 29, 2006

grande homem

Estive com Divaldo Pereira Franco - e você pode ser da religião que quiser, mas tem que concordar que Divaldo é uma das pessoas mais iluminadas, especiais, maravilhosas, generosas e todos os adjetivos positivos que possam existir.

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Divaldo está com impressionantes 79 anos, quase 60 como palestrante e divulgador do espiritismo. Aparentemente ele ainda está mais jovem que há 5 ou 6 anos quando vi uma palestra em Americana.

- Eu estava magro -, disse ele. As pessoas não devem ficar muito magras pois parecem mais velhas... Eu dei uma engordadinha e... olha que beleza!

E apontou para o próprio corpo, satisfeito consigo.

Satisfação. Esse é o ponto. Temos que estar satisfeitos, alegres, bem-humorados, otimistas, dispostos... sempre! Podemos fazer paralelos de nossa vida com a dos outros - e isso pode nos motivar ou não. Mas o principal é saber que existem coisas que acontecem sobre as quais não temos controle. E não adianta desesperar ou se inconformar - muitas coisas acontecem e acontecerão sem o nosso controle. Então basta a paz e a tranquilidade de saber que - sim! - não controlamos tudo.

[Pode ter ficado confusa essa frase, mas estou escrevendo direto na caixa de postagem e não vou reler ou tentar corrigir nada. Muitas coisas acontecem como devem acontecer]

As coisas que dependem de nós e sobre as quais temos controle, bem, devemos prestar atenção nelas.

O joystick da nossa vida está nas nossas mães, embora o GRANDE PROGRAMADOR invariavelmente reserve surpresas. Olhamos ao lado e vemos as pessoas todas e - ora! - não devemos tratá-las mal ou nos chatearmos por besteiras. E também nem guardar ódio ou rancores ou sentimentos que "causam grandes movimentos aos olhos", como diz Fernando Pessoa.

Deixe tudo passar, como o rio. Querendo ou não o rio passa.

Pois é, Fernando Pessoa veio através de Divaldo Pereira Franco.

Ele esteve na TV em que trabalho, deu uma grande entrevista onde falou sobre temas polêmicos - e tratou tudo com humor, lógica inexorável e sim-pa-tia.

À noite eu e Karen fomos ver a palestra dele - uma hora e meia basicamente sobre a história do Espiritismo mostrando grande erudição, citando autores, contando anedotas, exemplos clássicos, histórias maravilhosas. Você pode ver oradores profissionais, mas é difícil encontrar alguém tão natural, tão exuberante, tão incrivelmente comunicativo como Divaldo. Foi uma aula geral que incluiu de mesmerismo a física quântica.

O ensinamento final de Divaldo:
- Ódio faz mal. Não devemos odiar nada nem a ninguém. Se alguém nos odeia, isso não interfere no que somos; mas se nós odiamos de volta isso nos mata.
E eu:
- Não posso odiar nem meu dentista?

Posted by biajoni at 5:01 PM | Comments (13)

isabela volta com o blog

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A Isabela voltou com o blog. Biju, nêga! Aproveitando a visita roubei essa imagem que ela roubou do Sedentário. Ficou muito melhor que a graça que o Flavito tentou fazer.

Posted by biajoni at 1:19 PM | Comments (3)

março 23, 2006

maluf é candidato a deputado federal

gato

Digam que leram primeiro no Bombordo.

Posted by biajoni at 6:43 PM | Comments (5)

março 22, 2006

meu livro na leilucha

Leila Couceiro, vizinha de condomínio, parceira de Bombordo, impressionantemente ainda não tinha lido meu livro. Chegou o momento; ela leu e fez um post super legal. Obrigado, Leilucha.

livro na mao.JPG


Falando em blogs, blogueiros e fraternidade, tenho que divulgar esse vídeo, que já se tornou uma lenda urbana. Reparem na desenvultura do japa lá do fundo, o überblogueiro André Kenji. Tsc. A falta de noção não tem limites. Como se não bastasse tem um BONECO DE OLINDA dançando lá no fundo e uma CABEÇA DA ILHA DE PÁSCOA todo sorridente e com suíças demodè. Terrível. Pra piorar, uma anãzinha metida fica querendo chamar a atenção. Azar da aniversariante. Sorte que eu não fui.

Posted by biajoni at 6:30 PM | Comments (18)

março 17, 2006

perda

Em 98 fui convidado pela Secretaria de Estado da Cultura a ministrar uma oficina de cinema e vídeo em uma pequena cidade próxima a Jundiaí, Jarinú. A proposta era utilizar recursos e os alunos para produzir um vídeo sobre um artista local, alguém de quem eu nunca tinha ouvido falar: Tao Sigulda.

Tao Sigulda.jpg
(Tao - 1914/2006)

Nascido rico em 1914 na Letônia, Sigulda foi para a Rússia em 1920 e viu a família empobrecer totalmente por causa de Lênin. Na década de 30 cursa tanto uma escola para armeiros como uma de belas-artes. Estuda arquitetura e fundição em bronze na Alemanha, todos os tipos de artes na Itália, volta para a Letônia onde se especializa em gesso e porcelana, conhece Picasso em Paris - e toda fauna artística dos anos 30 na Cidade-Luz. Em 1939 escreve um livro contra o regime político alemão, que é lançado clandestinamente. No ano seguinte monta seu ateliê em Stuttgart e começa a se interessar por cinema. Vai filmar frentes de batalha em 1941 - alguns de seus filmes ainda existem em museus e são peças fundamentais de registro histórico. Numa dessas filmagens pisa em uma mina e tem a perna afetada. Durante toda sua vida apresenta problemas nessa perna.

Nos próximos 20 anos escreve livros e acumula prêmios por trabalhos em tela, esculturas em todos os suportes, arte pública, prédios. Como se não bastasse, ele simplesmente INVENTA a boneca de plástico. Sim, nós devemos a Barbie e todas as bonecas de plástica a Tao Sigulda. Ele nunca ganhou um centavo com a criação.

Em 1960 ele e sua inseparável alma-gêmea, secretária e musa Tama vêm ao Brasil para uma exposição de seu trabalho. Eles queriam ir até o Canadá, talvez para viverem lá. Decidem ficar por aqui. Homem do mundo, Tao não deixa de produzir e ganhar prêmios, enveredando-se pelo teatro, fazendo cenários para peças e óperas no Brasil, Estados Unidos e Alemanha. Em 1971 ganha concorrência internacional, na qual participava Salvador Dali, para a decoração da Igreja do Preciosíssimo Sangue de Cristo, na Tijuca, Rio de Janeiro.

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Com cerca de 70 anos, escolhe a pacata cidade de Jarinú para montar uma escola de arte e um ateliê permanente. Vive ali com Tama nos próximos 20 e tantos anos no alto de uma montanha, respirando o ar puro, produzindo, ensinando, fugindo do auê das artes. Com oitenta e tantos começou a precisar de uma cadeira de rodas, passou por novas cirugias na perna afetada pela mina. Foi esse Tao que eu entrevistei, voz frágil, forte sotaque. No vídeo, feito no correrio para cumprir prazos de oficina, algumas poucas obras que estavam disponíveis, nada de muito elaborado. Porém, deve ter sido o último registro do artista, onde ele diz que A ARTE É A CALIGRAFIA DA ALMA.

Ele morreu no dia 10 de Fevereiro e eu só fiquei sabendo hoje. A Prefeitura de Jarinú tinha acabado de lançar dois livros sobre ele dentro de um projeto de arte-educação.

Eu fico pensando que vida fantástica teve esse homem, tudo o que fez e produziu e todas as pessoas que conheceu e sobre o que tanto pensou... Todos os perigos que correu, todas as opções que tomou. Como se sentia morando naquele casarão no alto de Jarinú... Onde estará agora, depois de 91 anos de vida, de obras dispostas e expostas em mais de 30 países... Pensar em tudo isso me deixa mais feliz que triste. Estranho.

De todas as suas obras, tive contato com uma que me marcou, "A Mensagem": uma pessoa entregava uma pomba da paz para a Morte.

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Posted by biajoni at 2:51 PM | Comments (13)

março 15, 2006

novas

Existe um grupo de discussão, uma daquelas famosas LISTAS, composta por blogueiros de, er, digamos, centro-esquerda. A lista atende pelo nome de Blog-Left (nome meio imperializado, vai dizer?) e uma parte do pessoal decidiu montar um blog para, er, publicar textos de, er, sei lá o quê, tema livre, um pé na esquerda, um tom de crítica, sei lá. O Bombordo teve estréia hoje, com apresentação do Milton e um texto biajônico pra começar a bagaça. Eu sou apressadinho... botei o texto pra entrar há alguns dias...

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A história do livro de poemas da Carla Peres é uma mentira dos boca-sujas do Cavalo Verde, blog comunitário dos GRELO que tem um péssimo nome mas EXCELENTES RIMAS. Ganhou link aí do lado!

Por outro lado, não é história furada, saiu livro novo do Pedro Dória que INCLUSIVE, está em novo endereço. O livro do Pedro é uma experiência em jornalismo literário e tem o GRANDE nome de "Eu Gosto de Uma Coisa Errada". O tema é o sexo no mundo virtual e no nem-tão.

Domingo tou pensando em dar um pulo na Bienal do Livro. Vamos? Quem tá a fim?

Posted by biajoni at 10:04 PM | Comments (2)

março 14, 2006

vaidade masculina

Uma das discussões mais legais na blogosfera atualmente é sobre a vaidade masculina, bola levantada pelo Alex, o mais legal, lindo, charming, blasé, fodão da blogosfera mundial.

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Infelizmente ele não é páreo para o guaxinim que eu crio em meu peito.

Posted by biajoni at 9:38 AM | Comments (11)

março 13, 2006

má companhia

Minha filhota passou 17 dias nos EUA, visitando a mãe.
Num dos passeios, quem ela encontra? Sim, Mike Tyson.

belle e tyson 3.jpg
(Olha a carinha de confortável dela no abraço do miguxo)

Posted by biajoni at 10:19 PM | Comments (11)

março 2, 2006

comemore e visite nossos sítios!

verbeat 2 anos.jpg

Posted by biajoni at 4:35 PM | Comments (1)

fevereiro 27, 2006

sem acento, mas com velinhas...

Hoje é níver da Olivia.

bia beja bolivia.jpg

Um bêjo, novinha!

Posted by biajoni at 4:55 PM | Comments (1)

fevereiro 21, 2006

lendas urbanas

Eu não conhecia, mas comentei com uns amigos e muitos já tinha entrado no Snopes.

É um site de Lendas Urbanas; eles pesquisam e desmentem ou não aquelas coisas esquisitas que vemos na web e que nem sempre sabemos se é verdade ou não.

Tem aquela nega que foi colocada dentro do porta-luvas do carro, por exemplo.

apertadinha.bmp

Ou o Senador John Kerry com Anton LaVey.
Ou a história legal das "latas patrióticas da Pepsi".
Ou algumas coisas mais nojentas. Hehehe...

Dá pra se perder por uns minutos.

Posted by biajoni at 11:48 AM | Comments (3)

no café da manhã, na irlanda

- O seu pai agarrou outra nega ontem, no show...
- Sério, mãe? Mas é um fiadaputa mesmo!
- Foi só começar a cantar "With or Without You" que uma brunette subiu no palco...
- ...
- Ele colocou o microfone... bem... LÁ!
- Mas é um... um...
- Depois ainda deu uma bicotinha na sirigaita!
- Não acredito, mãe!
- Ele acha que a gente não tá vendo isso tudo, só porque a gente tá aqui na Irlanda.
- ...
- Ele acha que aqui na Irlanda não tem TV!
- A senhora devia falar com ele, mãe!
- Deixa ele chegar, eu vou falar sério com ele...
- ...
- Ele quer almoçar com o Lula, quer jantar com o Vaclav Havel ou passar a mão na bunda do Tony Blair, tudo bem...
- ...
- Mas se ele acha que vai prum país tropical pra ficar de sacanage, ah, ele tá MUITO enganado!

Posted by biajoni at 12:13 AM | Comments (9)

fevereiro 20, 2006

dá pra comparar

O show dos Stones foi ótimo, os velhinhos estão em forma, undoubt.
Um show para chacoalhar os esqueletos.
Um show de puro rock.
Sem firulas.

Diferente do show do U2.
Que foi igualmente bom.
Ou melhor.
Um show de emoção.
Rock cabeça com feeling, política e sen-si-bi-li-da-de.

bono feliz

Mick é um garanhão de sexualidade latente e, paradoxo!, ambigüa.
Mas o Bono é o que a gente gostaria mesmo de ser.
Ou pelo menos eu, que estou na faixa dos 30.

Posted by biajoni at 11:30 PM | Comments (11)

fevereiro 9, 2006

mr. dylan na coluna da antena 1

dylan by warhol.jpg

(Incrível! Até a NME escreve errado o nome do Scorsese!)

APDEITE: o importante é que a C.H.E.F.A. gostou!

Posted by biajoni at 4:39 PM | Comments (4)

fevereiro 6, 2006

morre aldemir martins

Um gênio.
Mas para a Reuters era o "famoso por pintar gatos". É brincadeira!

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Ele pintou gaTos, mas eu certamente prefiro os gaLos dele.

Posted by biajoni at 10:34 PM | Comments (5)

fevereiro 5, 2006

furnas - ajudando a preservar os tucanos

Eu só posso dizer que Alberto Bejani não é meu parente!

Posted by biajoni at 8:03 AM | Comments (1)

fevereiro 3, 2006

até aqui, tudo bem....

Set the Twilight Reeling.jpg
(esse é o disco!)

Posted by biajoni at 11:21 AM | Comments (3)

fevereiro 2, 2006

namorando discos

Minha coluna dessa semana na Antena 1 fala de um hábito meu: namorar alguns discos. Durante anos eu ia até a FNac de Campinas e ficava olhando de-mo-ra-da-men-te para as capinhas de "Zooma" do John Paul Jones e de "Warehouse" do Hüsker Dü e depois escondia os discos em locais que nem eu mesmo conseguia me lembrar depois.

zooma.jpg warehouse.jpg

Na coluna eu conto sobre um disco que está a venda há, pelo menos, 7 anos na Livraria Saraiva do Shopping Iguatemi, Campinas. Toda vez que vou até lá preciso dar uma olhada no disco. É um disco do Lyle Lovett e ele é feio pacas - mas mesmo assim preciso dar uma checada. Coisa estranha, vai dizer?

A mesma coisa acontece quando entro na Amazon. Toda vez preciso dar uma olhada no disco "Basic", único trabalho da dupla Robert Quine/Fred Maher.

Robert Quine & Fred Maher.jpg

O guitarrista e o bateirista que deram a cara da música de Lou Reed em fins dos 70's/início dos 80's fizeram esse disco com a ajuda de feras. É só eu ter um tempinho que eu vou lá na Amazon, acho o disco e fico olhando pra ele, com uma puta cara de bobo.

Eu tenho problemas, vai dizer?

Posted by biajoni at 8:55 AM | Comments (12)

janeiro 29, 2006

newsvine

O brinquedinho é indiscutivelmente bom.


newsvine.jpg

Apesar de ter um esquema parecido com blogs, onde o camarada pode postar, é reservado apenas para convidados. Isso cria um charme e - aparentemente - contém stalkers. É um paradoxo que ainda vamos ver onde vai dar.

Posted by biajoni at 4:52 PM | Comments (17)

janeiro 27, 2006

legal e não-legal

Gostei da campanha da AMBEV. Essa história de sair para a farra e combinar de um da turma não beber é a melhor maneira de se prevenir de acidentes, certamente.
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Vi algumas vinhetinhas bem idiotas da MTV falando sobre o verão. Numa delas aparece um pessoal totalmente bêbado e sem noção numa praia. Será que é isso que o pessoal da MTV considera diversão de verão? Credo.

Posted by biajoni at 6:09 PM | Comments (13)

janeiro 26, 2006

10talhes

1 - A revista Exame traz matéria de capa falando sobre blogs - e sobre o interesse de grandes empresas de investir nesse tipo de MÍDIA. Se você é blogueiro ou empresário, ligue-se. Enquanto isso tem multinacional interessada em patrocinar blog de amigo; mas ainda não podemos divulgar.

2 - Rafinha retomou o blog e botou um excelente post falando do sempre polêmico Paulo Francis. Meu comentário sobre esse meu ÍDALO tá lá. Quero botar link para esse outro post, do grande e LINDO Milton Ribeiro.

3 - O velho e bom Inagaki também retomou o blog e fala sobre os melhores filmes do ano passado em sua coluna na Antena 1. Ele participa também da votação dos melhores da Sream & Yell. A S&Y elegeu "Sin City" o melhor do ano. O filme de Frank Miller e Robert Rodriguez ficaria em segundo na minha lista. Em primeiro, boto "A Terra dos Mortos" do George Romero. Eu sei que o Ina vai dizer que é idiossincrasia, mas eu realmente amei o filme - e devo fazer por em breve.

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4 - Beto, ainda tou devendo o post sobre o Thiago Neloah... É que tem TANTA coisa pra falar sobre o cara e nossa "relação" que eu, definitivamente, preciso de TEMPO pra escrever isso. Tenha calma.
;>)

5 - Marcos VP cita-me como "um camarada meu cujas críticas musicais eu costumo respeitar" - mas discorda de mim - em sua coluna no Sobrecarga em que ele fala bem do System of The Down. Eu continuo achando o grupo um CLICHÊ ambulante do metal, mais próximo do Massacration e do Darkness que do Metallica das antigas, por exemplo. Só por que é exótico é bom? (e eu não gosto de bandas pelo "número de americanos que há nela", vai dizer?)

6 - Brunão "Doce Viking" Freitas não deixa a quimioterapia tirar seu humor nem sua visão crítica. Não dá pra não ler e pra não torcer pelo LINDO.

7 - O blog do Caco tá com comentários agora. E o condomínio ganhou blog de minas falando de putaria. Mas com estilo, claro. Elas usam pseudônimos e são famosas blogueiras. Quem se arrisca em dizer quem é quem?

veja o símbolo fálico.jpg

8 - Eu ri muito com essa do Smart!

9 - Ainda não sabemos o sexo do bebê, Karen deve ir ao médico na terça para o ultrassom que nos dirá. Muito legais os e-mails, o pessoal querendo saber. Bijuzão a todos que torcem e se interessam.

10 - Devo dizer que minha nova musa virtual atende pelo nome de Raven Riley. Afe!

APDEITE:
11 - Entrou também minha coluna na Antena 1, falando sobre o fim do Velvet Underground.

Posted by biajoni at 12:28 PM | Comments (16)

janeiro 25, 2006

o armindo é lindo!

Quem leu o meu post do aniversário do Doni viu que eu falo de um livro que folheei no terminal rodoviário do Tietê, chamado "O Poder Secreto". Recheado de teorias conspiratórias, o tal livro entreteve-me por quase uma hora enquanto esperava o blogueiro que vinha dos confins de Embu. Como citei o livro, seu autor, Armindo Abreu encontrou-se através de um Google ou Technorati da vida e me mandou e-mail:

Meu caro Luiz:

Visitei teu blog, por indicação de amigos fiéis, e surtei.
Cara, vc. escreve muito bem e é muito engraçado!

Adorei tua chamada para o meu livro e não resisti ao teu apelo.

Vais ganhar um volume (e bota volume nisso), autografado (o que não vale merda nenhuma, mas dá a impressão de muito prestígio a ambos, leitor e autor...).

Pra que eu invista as últimas quinze pratas que tenho no bolso num Sedex, me manda logo um endereço que o presente chega rapidinho as tuas mãos.
Obrigado e um abração do
Armindo Abreu


E eu logo respondi, no mesmo dia:

hahahahahahahahahahaha
que massa!
quando vi o e-mail achei que o SENHOR fosse me dar uma cagada!
HAHAHAHAHAHAHAHAHA

porra, quero muito mesmo o teu livro!
e, de quebra, vou te mandar o meu!
manda um endereço aí.

manda o da tua sogra, pq vai que eu seja um super terrorista louco pra te matar e quer te mandar uma bomba... mando pra ela!

HAHAHAHAHAHAHAHAHA

QUE LEGAL!

TÁ AÍ O ENDEREÇO:

r. benedita pereira, 43
bloco c, ap. 01
sta bárbara d'oeste - sp
13.450-221

grande abraço e assim que ler faço uma resenha para os lugares onde escrevo...
:>)


O Armindão mandou o endereço, é mole?:

Pô Luiz: Não é que tu existes mesmo?
Pensei que vc fosse só um ectoplasma, um mito turístico do interior de São Paulo, alguém como o ET de Varginha!

Bem-vindo ao rol dos meus cupinchas de fé!

O teu livro segue, no mais tardar, na segunda-feira, visto que amanhã é feriado aqui no Rio e os correios não abrem neste fim de semana comprido. É dia de São Sebastião fazer umas horas extras, dar uma forcinha para ajudar a encher as burras do Vaticano e melhorar o rancho do Bento XVI...

E pensar que o próprio São Pedro, coitado, tinha que sair pra pescar todo dia e o cardápio não mudava: pão com sardinha frita e queijo de coalho!

Ainda bem que o melhor amigo dele, o que lhe deixou o emprego de herança, sabia transformar água em vinho. No copo, de cara cheia, eles faziam misérias juntos, dizem até que chegavam a andar em cima d’água...

O endereço da minha sogra é: Cemitério de São João Batista, alameda principal, ao lado da ‘Cripta do Aviador’ (a que tem a estátua manjada de um gayzão nu e alado, em cima de uma pedra, um luxo), bairro de Botafogo, Rio, RJ.!

Enquanto eu não me mudar pra lá, posso ser, por ora, alcançado pelas tuas bombas na:

Rua XXXXXXXX, Rio de Janeiro, Brasil.

Quando passares pelo Rio, pode vir provar o boi ralado com abóbora aqui de casa, que é bem temperado.
Um abraço do
Armindo.


Armindão confirmou o envio em 23/01

Fala Luiz!:
Um exemplar (novinho em folha) do nosso glorioso "O Poder SECRETO!” já está voando pra Santa Bárbara do Oeste, em busca das tuas mãos!

No meu tempo de criança, dizia-se: “...A gente só se lembra de Santa Bárbara quando troveja!” Isso porque meu pai era oficial da M. Mercante e quando caía uma tempestade, minha mãe e eu rezávamos para que ela protegesse papai e todos o navios que estivessem no mar...E ela jamais falhou...
Depois de você, surge, finalmente, uma outra boa razão para eu me lembrar da santinha, mesmo em época de sol e céu firme!
Viva Santa Bárbara!

Divirta-se com o livro e, quando quiser, apareça.
Um abração do
Armindo Abreu.


E não é que o livro chegou ontem?:

caraca! o livro chegou hoje!

puta que pariu!

que legal.

mando o meu assim que possível, cara.

escuta: posso postar no meu blog a conversa que tivemos por e-mail?

deixa, vai!
;>)


E ele deixou, claro!:

Pô Luiz, qual é a tua? Não bastou saber que aquela história de “-Não confie em ninguém com mais de 30 anos” era papo de comuna e subversivo pra sacanear os milicos? Afinal, eu prometi e cumpri, mandei teu livro rapidinho... E tu agora quer acabar comigo, destruir a minha imagem de homem compenetrado? Olha só a foto na contracapa do livro: eu, recebendo a medalha...Santos Dumont!!! (rá, rá, rá)

(...)

Além do que, minha mulher também vai querer me expulsar de casa se souber que eu tô fazendo fofoca com o pai e a mãe dela ( falando sério, a velhinha era um doce, nunca me aporrinhou, sinto falta dela) , pô Luiz, é ela quem me sustenta, ou tu acha que eu consigo ganhar alguma grana pichando os banqueiros? Fala sério!

Se tu fizer isso, vou ter que sumir da área, fazer vídeo pra ver se conquisto a simpatia do Bial e entro pro Big Brother... Só assim vou vender muito livro, que nem o Jean Willys... É por isso que já tô treinando escrever tanta babaquice; depois é só falar as ditas cujas e fingir que sou analfabeto, o que não vai ser muito difícil...(rá, rá rá)

Luiz, se tu quiser, publica, que eu não sou cagão...

Não se esqueça de que a nova moda, esse negócio de casamento gay, é parte da grande conspiração pra não nascer mais gente pobre...A moda é gozar sem fazer filho...

Leia o meu livro e leve a sério ( também não precisa tanto...), mas lembre-se de que, quando quero, também posso mostrar o meu lado gozador (é sempre o lado da frente, pô)

Divirta-se com a leitura, sem qualquer compromisso com resenhas que eu não vou te cobrar nada, e, sobretudo, confie nas informações publicadas. O mundo não é nada do que dizem, inclusive as lendas sobre os mitos e heróis...É por isso que os Beatles são endeusados até hoje, sem que a humanidade saiba que eles eram sesquipedais energúmenos, insolentes cavalgaduras, sempre de cuca cheia, viajando, e que o autor das suas músicas era um coroa mais velho do que eu...(leia sobre isso, também, no meu tijolaço) Você reparou que a genialidade deles era sempre revelada por escrito, que eles jamais deixaram um depoimento falado, uma entrevista ao vivo que revelasse ao menos um grunhido inteligente? Qualquer coisa parecida com as composições do Roberto &Erasmo Carlos não é mera coincidência...

Apareça sempre meu amigo. Gostei de te conhecer pelo éter.
Vamos, se e quando for possível, combinar alguma coisa ao vivo.
Um abração do
Armindo Abreu.


Eu achei esse cara bem louco e bem legal!
E o livro é mais louco e legal ainda!
Comecei a ler ontem mesmo!
;>)

Tem umas coisas de/sobre o livro aqui, aqui e aqui.

Posted by biajoni at 11:44 AM | Comments (13)

janeiro 22, 2006

volto ou não volto?

TV.gif

Posted by biajoni at 10:03 PM | Comments (13)

janeiro 18, 2006

fatos & fotos

Relato e fotas fofas da Viva no "Nós Pornôs".

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E Velvet Underground na Coluna da Antena 1.

Posted by biajoni at 5:04 PM | Comments (16)

janeiro 16, 2006

tem horas...

...que a gente fica tão desiludido que gostaria mesmo de sumir!

Posted by biajoni at 10:54 PM | Comments (22)

janeiro 15, 2006

cds baratins

Aniversário da Karen:

- Ô, bem, o que você quer ganhar?
- Ah, queria aquele disco do Guided By Voices...

universal truths and cycles.jpg

Vou ver no Submarino.
E ele tá na promoção, custando i-na-cre-di-tá-veis R$ 6,90!!!

Fuço para ver outros cds baratinhos e - espanto! - tem muita coisa boa!

Os dois primeiros solo do Stephen Malkmus, por exemplo, a R$ 12,90 cada é imperdível! O ex-líder do Pavement abraçou o pop e, a cada disco, apresenta gemas deliciosas. Pena que o último dele não foi lançado por aqui - e o Fernando diz que é um dos discos do ano!

Por R$ 15,90, você leva esse belo disco da Willard Grant Conspiracy, banda de alt-country (hehehe) que tem a voz forte e doce de Robert Fisher. Uma das canções mais belas é, justamente, a "Beautiful Song".

Falando em bela canção, uma das mais lindas pra mim é "Grumpus", desse maravilhoso disco do Lambchop (R$ 10,90!). " Is a Woman" também é um grande disco da banda do Kurt Wagner, embora eu acha um tanto quanto "paradinho" (R$ 12,90). E "Tools in the Dyer" é para fanáticos, embora conte com versões fantásticas para "Up with the People" e "Cigaretiquette"...

"I´m smoking...I´m Smoking again...I´m smoking....I´m smoking again.....I´ve gotta a fever..."

Aí tem dois discos completamente diferentes ENTRE SI mas que são igualmente legais: esse último da Jon Spencer Blues Explosion que tem um dos encartes mais cool dos últimos tempos, e esse da Gentle Waves, banda da violoncelista Isobel, do Belle and Sebastian - climática, climática, climática.

plastic fang.JPG

Achei uma coletânea da Roxy Music plus Bryan Ferry, olhaí Ricardão, baratinha também, assim como uma da Shakira.

Como curiosidade, olha só a trilha sonora do filme do Mel Gibson sobre Cristo. Tem Elvis, Dylan, Cohen e Nick Cave. É mole? Acho que vale os R$ 8,90.

Posted by biajoni at 8:49 AM | Comments (16)

janeiro 13, 2006

show de rock

alex, tem coisa que não se explica.
...
a felicidade de você estar na presença de um ídolo, no meio de uma turba que também ama a pessoa que tá lá na frente; pulando, gritando, suando, cantando junto, chorando (se for o caso) se matando de rir ao ver que ele errou um acorde ou um verso e, no suor, abrir uma cerva gelada, tomar meia lata com um gole, acender isqueiros na canção romântica, beijar sua garota - ou arrumar uma garota pra beijar durante o show -, enquanto toca aquela música que vocês já ouviram um zilhão de vezes e cantaram juntos no carro enquanto iam para o motel ou para um bar encontrar os amigos e beber e contar piadas e rir e esperar o sol nascer de braços dados... não, não dá pra explicar, mas talvez seja o que mais se aproxima de FELICIDADE.

Posted by biajoni at 11:47 AM | Comments (34)

pulp

Literatura de entretenimento.

120 horas.jpg

Os maiores best-sellers são assim. Meu livro também, mas ninguém quer saber de publicar.
Estranho, vai dizer?

Posted by biajoni at 1:16 AM | Comments (5)

janeiro 3, 2006

cagado?

Comprei este CD na Lojas Americanas aqui de Santa Bárbara. Na contracapa da caixa, está escrito: "2 Discos contendo horas de novos e ultrajantes extras criados exclusivamente para DVD pela equipe Monty Python e remasterizado em 5.1 com alta definição de som". Que massa!, pensei.

até deus duvida - gato por lebre.jpg

É claro que veio UM DVD SÓ SEM NADA DISSO que está escrito lá em cima.

Esse é mais um produto Universal!

Engraçado que no site da Americanas o produto conta mesmo como sendo duplo!

Posted by biajoni at 9:31 PM | Comments (17)

na sexta-feira...

...o balanga-saco acontece no bar Darta Jones. É aniversário do Doni, que faz questão da não-lembrança do término dos famigerados anos 80. Gosh!

genius.gif

Estamos fazendo força para irmos, eu e Karen.
Quem for de Sampa e puder dar uma passada, vai ser massa.
Podem usar o espaço dos comentários aqui para marcar e avisar.

Reza a lenda que minha entrevista para a Mulé Mistério entra no ar hoje.
Amanhã voltamos à programação normal, com colunas novas no sublinhado e na Antena 1.
E mais um textim biajônico aqui, se tudo correr bem...
:>)

Posted by biajoni at 10:16 AM | Comments (7)

dezembro 26, 2005

querido diário...

O Natal até que foi legal. Ficamos de bobeira, eu, Karen, Belle e Dudu, filho da Karen, durante toda manhã de sábado. Depois fomos almoçar na rua do Porto, em Piracicaba. O rio estava bem cheio por conta das chuvas da semana. À noite teve revelação de amigo-secreto da família - e minha filha e meu pai "se tiraram"...

Karen 3 Meses.JPG Pai e Belle.JPG

Karen e Eu em Piracicaba.JPG

Dudu e Belle.JPG

Esse foi o "Momento Fotolog" da semana - como eu tinha prometido a alguns amigos (as).
:>*

...

O post do Noel aí embaixo foi o que mais gerou feedback de e-mails até hoje, aqui no blog. Vai valer até um post-update em breve. Obrigadão Denitcho, pelo mail especial. E (hahahaha) parece que o post foi mesmo parar na mão da direção da Coca-Cola no Brasil! Obrigado Betão!
;>)

...

Falando em Betão, meu presente de natal foi esse post do Beto Lins. Valeu mesmo, pantaneiro!

...

Querem saber o que é morar no pêlo-do-cu-do-mundo? Ia ver King Kong com Karen ontem... e os cinemas estavam fechados! Cinema fechar no domingo é como restaurante fechar no almoço. Bom, aqui tem restaurante que fecha! Tem um, inclusive, com o absconso nome de "O Cookery", carinhosa e fonéticamente chamado pelos barbarenses de "O cu que ri".

...

Meu irmão espiritual postou seu mais belo poema. Ao pessoal que comenta no blog dele, deixa eu avisar: ele não responde, já que não tem computador em casa e nem endereço de e-mail. Mas manda avisar que lê todos e agradece. Em breve, post falando sobre Thiago Neloah.

...

Se eu não divulgar aqui o blog de putaria do brother Alex Castro ele não fala mais comigo no messenger - embora eu não saiba se isso é bom ou ruim.

...

Acabei de dar minha entrevista para as garotas mantenedoras do Top 15 Blogueiros Sexy. Elas acabaram de sair daqui. Estou exausto. Vou tirar um cochilo. Elas era em SETE! Foda, vai dizer?

...

APDEITE:
Ah, já ia esquecendo, parece que um bando de desocupados, boa parte deles vindo do Sul, estarão almoçando/enchendo a cara em Sampa nesta quarta feira. Mais informações com Olivia. Eu acho que vou, sim!

Posted by biajoni at 7:26 PM | Comments (16)

dezembro 23, 2005

excelente presente

quer agradar alguém de quem você gosta?

dê esse presente:


dvds da entrevista de campbell a moyers.jpg

finalmente lançaram em dvd a série de entrevistas que campbell deu a bill moyers, base para um dos mais maravilhosos livros de todos os tempos. de quebra, tem o lucas falando da importância do campbell para os filmes de "guerra nas estrelas".

Posted by biajoni at 12:06 AM | Comments (4)

dezembro 22, 2005

10 melhores discos brasileiros

a tábua de esmeralda - o melhor.jpg

Posted by biajoni at 12:07 PM | Comments (7)

dezembro 21, 2005

hoje é dia!

eu pareço o Roberto Carlos.jpg

Roberto Mustache.jpg

Eu e o Xande Xanxes vamos assistir!

Posted by biajoni at 10:53 AM | Comments (8)

dezembro 20, 2005

nova fota no template...

A cada seis meses vou mudar a foto do topo do template, botando ali meus ídalos.
Primeiro foi Lou Reed, agora entra Sir Charles Bukowski.

o velhote e uma safada.jpg

A última novidade sobre o velho safado é o recém-lançamento do filme "Factotum", clássico romance de Buko, estrelado por Matt Dillon, Marisa Tomei e Lily Tailor. Esperemos que lancem por aqui.

Falando em esgotado, no Submarino tá quase tudo esgotado, inclusive o último lançamento com a grife Bukowski, "Essa Loucura Roubada que Não Desejo a Ninguém a Não Ser a Mim Mesmo Amém". Excelente coletânea bilíngue de poemas, o volume pode ser encontrado em algumas livrarias.

o velhote com uma moça de família.jpg

Posted by biajoni at 4:12 PM | Comments (17)

dezembro 19, 2005

solidariedade de fim de ano...

Gostaria de pedir mais uma vez a todos os amigos blogueiros, jornalistas ou leitores desse blog que ajudem a divulgar a venda dos Calendários 2006 do Centro Boldrini. Precisamos vender mais de 2.000 calendários de mesa. As lindas ilustrações desses calendários são detalhes de obras que estão em exposição nas paredes do Hospital Boldrini.

O Centro Boldrini é referência em tratamento de câncer infantil na América Latina, atendendo 80% de graça e obtendo cerca de 70% de cura.

Se você colocar um post, uma nota no jornal ou revista ou ainda fazer um spamzinho básico para sua lista, avise aqui, por favor.

Sobre a solidariedade peculiar no final do ano, tem esse excelente post do Mineiras Uai. Mineirinhas lindas, um beijo!

...

Para aproveitar a "onda" Borges aqui no blog, republiquei um texto meu no sublinhado, dizendo que o Paulo Coelho persegue o argentino há muito, muito tempo.

...

Botei na parede o quadro que ganhei do amigo Sérgio Efe. É bom ser amigo de artista, vai dizer?

Vênus adormecida sonhando com Van Gogh 2.jpg
(Vênus adormecida sonhando com Van Gogh)

Posted by biajoni at 12:36 AM | Comments (6)

dezembro 17, 2005

para o final de semana...

Tem mais um texto hilário do Briga.

Também tem o Pradinha, meu novo vizinho, sempre GOZADO.

Também para rir, a volta do Virunduns no Mestre Japaraguaio.

Tem fotolog novo e diliça do Ricadão.

Divirtam-se, crianças!

Posted by biajoni at 7:40 PM | Comments (3)

dezembro 14, 2005

e aqui estamos...

O ano acabando, uma correria danada...

Acabei nem divulgando minha última coluna da Antena 1...

todos podem dizer o que querem.jpg

E ainda não entrei na briguinha e retaliação pública de Alex Castro.
O Alex, além de meu amigo, é o mais importante blogueiro do Brasil, um dos maiores do mundo. Diferente da maioria, ele não requenta notícias ou faz colagem de links ou faz do blog seu diário virtual. Quer dizer, ele TAMBÉM faz tudo isso. Mas ele pensa por si e comete o pecado de expressar suas idéias e opiniões. Dá uma tristeza ver um monte de gente que se diz "a favor da liberdade de expressão" (sic) invadindo caixas de comentário (quando não fazendo posts próprios, de humor wit, blasé ou mesmo virulentos) para atacar o Alex.

Tinha uma ditadura aqui, tinha uma censura. Continua tendo. Agora é de maneira velada, é tudo muito maniqueísta - como num filme americano: você é de direita ou de esquerda, comunga nessa ou naquela igrejinha e não pode pensar por si mesmo; tem que sempre seguir os preceitos de um grupo. Com calma vou escrever a respeito.

Por enquanto continuo querendo saber porque o Idelber disse que esse blog tá se especializando em escreve "asneira". Ele escreveu isso no comentário no meu post do Borges racista. Eu perguntei o motivo no blog dele mas ele disse que não pode dizer. Pareceu um certo terrorismo - mas o Idelber é tão legal, tão gente fina, tão gentleman... E isso é tática de milico, né?, acusar sem explicar o porquê...

Me preocupa... Ele é um GRANDE formador de opinião na blogosfera. Se ele diz que eu só escrevo asneiras vai TODO MUNDO achar isso, né? E ninguém nunca mais vai me ler! Aliás, as pessoas só começaram a me ler DEPOIS do Idelber.

Posted by biajoni at 9:57 AM | Comments (52)

dezembro 12, 2005

isabelle chega sexta...

bele e moi.jpg
ô saudade, sô!

Posted by biajoni at 9:21 PM | Comments (16)

dezembro 6, 2005

falando em calendário...

O Centro Infantil Boldrini, instituição que atende crianças e adolescentes portadores de câncer e doenças sanguíneas, está vendendo calendários de mesa para o ano de 2006. Os calendários foram patrocinados pelas empresas Bioagri Laboratórios, de Piracicaba, Gráfica Santa Edwiges e Mídia 21 Marketing e Comunicação, ambas de Campinas.

A idéia partiu do fotógrafo da Midia21, Helton Winter, e foi muito bem recebida por Fabio Giangrande, do Departamento de Relações Institucionais do Boldrini. “As paredes do Hospital Boldrini são decoradas com obras de grandes artistas, de voluntários e de pacientes e parentes destes. Então achei que ficaria bonito pinçar detalhes desses murais e fazer um calendário”, diz Winter, que propôs a parceria com a Bioagri e a Gráfica Santa Edwiges.

“Assim que tomamos conhecimento do projeto decidimos participar. O Centro Boldrini é referência em tratamento e pesquisas na área de oncologia infantil, e como empresa consciente de sua missão na construção de um futuro melhor apoiamos a iniciativa desses voluntários que trabalham em prol da sociedade”, diz Rogério Andrade, diretor de negócios da Bioagri Laboratórios.

Mosaicos e motivos ecológicos

Os painéis fotografados são de autoria de Chico Fransé e Geraldo Porto (mosaicos) e de Vera Ferro, coordenadora do projeto Pintando as paredes do mundo que consiste em utilizar artistas, voluntários, estudantes, funcionários, pacientes e parentes para decorar as paredes de hospitais em todo o Brasil. Este trabalho foi iniciado pelo médico americano, Dr. John Feight da Foundation for Hospital Art, fundação americana que assumiu a missão de dar conforto e esperança a pacientes, familiares e equipes médicas do mundo inteiro através da exposição de trabalhos artísticos em hospitais e instituições de saúde.

O principal mosaico da dupla Fransé/Porto, tem temática ecológica – e foi tomado como base para o calendário.

tartaruga calendário.jpg

O Centro Boldrini

Maior centro de tratamento de câncer e doenças do sangue em crianças e adolescentes da América Latina, o Centro Boldrini foi fundado há 27 anos em Campinas. Mais de 20 mil pacientes já foram tratados, sendo que 5 mil estão em tratamento – a maioria (80%) através do SUS – Sistema Único de Saúde. A taxa de cura gira em torno de 70% dos casos.

Em Setembro passado foi inaugurada novo prédio no Centro. O local irá abrigar o Centro de Serviços de Radioterapia, Medicina Nuclear e de Imagem; um dos primeiros do País a oferecer tecnologia de ponta para pacientes vinculados ao SUS. Os investimentos são da ordem de 15 mi.

Para adquirir os calendários, permitindo uma arrecadação adicional da instituição neste final de ano, ligue para o Centro Infantil Boldrini ou envie e-mail:
Fone: (19) 3787-5115
e-mail: comunica@boldrini.org.br

Maiores informações sobre o Centro: www.boldrini.org.br

Amigos da blogosfera, ficaria muito feliz se todos ajudassem a divulgar.
:>)

Posted by biajoni at 8:45 PM | Comments (21)

dezembro 4, 2005

conversa de msn - com miguel cordeiro

Ouvi falar de Miguel Cordeiro pelo texto da Cipy publicado no Rafa. A soteropolitana sem blog mais amada da blogosfera falava sobre a atuação de Miguel como grafiteiro em fins dos famigerados anos 70 em Salvador. Num papo de messenger com Cipy ela me contou que Miguel era amigo de Marcelo Nova e co-autor do clássico do rock nacional, "Simca Chambord", do Camisa de Vênus. Eu levo um segundo para fazer a conexão: "Miguel... amigo de Marceleza... só pode ser... o LADRÃO DE BANCO!". Comento com Cipy e ela confirma! "Pede pra esse cara me adicionar, porra!"

Miguel diz:
oi bia, aqui é o miguel cordeiro
* B i a j o n i . diz:
ah vá!
* B i a j o n i . diz:
sério?
Miguel diz:
ladrão de banco...
* B i a j o n i . diz:
falo seu nome desde os doze anos, quando canto a música do camisa... cumé que vai, MELIANTE?
Miguel diz:
tudo certo
* B i a j o n i . diz:
me conta esse lance da música aí.
Miguel diz:
como diria roberto rebouças, zagueiro do time do bahia das antigas, estou pronto para qualquer pergunta que o repórter queira me formular
* B i a j o n i . diz:
hahahaah
Miguel diz:
legal vc ter citado o blog clashcityrockers (obs:Miguel é um dos colaboradores)
* B i a j o n i . diz:
porra, é massa o blog.
* B i a j o n i . diz:
não tive tempo de vasculhar ainda... mas o que vi... adorei.
* B i a j o n i . diz:
mas vamos falar da música aí... vc vivia injuriado e assaltava bancos?
Miguel diz:
...bancos de jardim
* B i a j o n i . diz:
hahahaha
* B i a j o n i . diz:
levava pra casa?
Miguel diz:
é levava e arrancava aquelas tiras de madeira para fazer carrinhos de rolimã
* B i a j o n i . diz:
ah, fala sério! vc assaltava os caras no banco da praça tb?
* B i a j o n i . diz:
tipo velhinho aposentado?
* B i a j o n i . diz:
hahahahahah
Miguel diz:
naquela época a gente ouvia muito punk rock. buzzcocks, sex pistols, clash, x-ray specs
* B i a j o n i . diz:
ok
Miguel diz:
e marcelo nova e eu, a gente gostava de brincar com umas idéias anarquistas, e tinha uma musica do clash chamada “bankrobbber”, aí para virar "migueeel, era um ladrão de banco...", foi um pulo
* B i a j o n i . diz:
o nova é que É MUITO LADRÃO!
* B i a j o n i . diz:
eu amo ele. mas ele rouba umas coisas na CARUDA.
* B i a j o n i . diz:
heheh
Miguel diz:
idéia do marcelo, claro
Miguel diz:
mas meu irmão, rock´n´roll é que nem cu de bêbado. não tem dono
* B i a j o n i . diz:
agora o nova tá mais velho e responsável (?) e dá crédito, faz versões do dylan...
* B i a j o n i . diz:
mas já chupou de nick cave a michael jackson
Miguel diz:
dylan é um gênio
* B i a j o n i . diz:
cave também. apesar de cave também ser chupa-cabras.
* B i a j o n i . diz:
ana beatriz jackson” é chupada de “billie jean”, do jackson...
Miguel diz:
ana beatriz jackson é demais... todas as grandes figuras do rock plagiaram. o zeppelin plagiou um blueseiro das antigas. george harrisson surrupiou "my sweet lord"
* B i a j o n i . diz:
a cancão do martelo”... vc sabe se é chupada de THE HAMMER SONG do cave? sempre tive essa curiosidade.
Miguel diz:
no disco do Camisa, Duplo Sentido, que eu fiz as ilustrações tá lá o crédito: "the hammer song" do saudoso Alex Harvey
* B i a j o n i . diz:
quem é alex harvey? Vc fez as ilustrações? O disco é todo negro! hahahahahah
Miguel diz:
alex harvey era um inglês sensacional dos anos 70... ele era meio teatral (obs: Cave gravou a canção de Harvey e compôs uma também com o título "The Hammer Song")
* B i a j o n i . diz:
eu tenho o duplo sentido com autógrado do nova.
Miguel diz:
mas no LP tem umas ilustrações dentro, lembra?
* B i a j o n i . diz:
em cd não tem... UMA BOSTA! vai dizer?
Miguel diz:
esqueça esse negócio de apreciar encarte de cd. não rola. com o LP a gente curtia as capas. viajava
* B i a j o n i . diz:
claro... eu tenho uma briga antiga com gravadoras, etc.. sobre encartes... e tenho uma paixão que os leitores mais antigos sabem por vinil e fitas k-7
Miguel diz:
tinha aquele cara q fazia as capas do Yes, o Roger Dean. O cara era muito bom mas meio hippiesco. e tinha tambem a Hipgnosis que fazia as capas do Pink Floyd... e muitos outros
* B i a j o n i . diz:
eu sou fã do cara das capas do Marillion... ele tem site e vende obras na internet hoje... não sou grande fã do marillion, mas "Misplaced Childhood” é o disco da minha vida...
* B i a j o n i . diz:
apesar de parecer meio estranho eu dizer isso.
Miguel diz:
mas o Marillion é uma banda muito chata, com todo o respeito...
* B i a j o n i . diz:
eles nunca fizeram nada como “Misplaced Childhood”, é um disco conceitual, conta uma história linda, o Fish contém o histrionismo, o corte final é ótimo. mas o resto da discografia é mesmo uma bosta.
* B i a j o n i . diz:
apesar das capas serem geniais
Miguel diz:
mas o Marillion é uma cópia do Genesis da época do Peter Gabriel dos bons tempos. assim como aquela banda alemã Triumvirat era cópia do Emerson, Lake & Palmer rsss
Miguel diz:
tá vendo rock´n´roll é q nem cu de bêbado...
* B i a j o n i . diz:
vc tá bebendo alguma coisa agora? nesse momento?
Miguel diz:
só bebo coca-cola
* B i a j o n i . diz:
com rum?
* B i a j o n i . diz:
ehehehe
* B i a j o n i . diz:
brincadeira.
Miguel diz:
coca-cola com gelo e sem limão
* B i a j o n i . diz:
coca cola faz mal, rapá!
Miguel diz:
faz não. o q faz mal é suco de beterraba
* B i a j o n i . diz:
tá certo!
* B i a j o n i . diz:
hahahahahahahahah
* B i a j o n i . diz:
fala aí do ladrão de banco, porra... tem teu nome, é inspirado no clash, que mais? e aquela linha de baixo lá, vc sabe se o nova chupou de alguém? pra mim é a linha de baixo inaugural do "reaggae" brazuca...
Miguel diz:
Claro, o camisa, para mim, é a grande banda do rock nacional.
* B i a j o n i . diz:
o camisa é a grande banda do rock nacional, seguida pelo ira!
* B i a j o n i . diz:
eu já fiz post falando do guia do rock em cd do dapieve e do romanholli - eles não colocam o camisa entre as principais bandas do rock nacional, certamente são surdos.
Miguel diz:
o ira é uma grande banda tb. o legião tb foi uma grande banda
Miguel diz:
cara tem uns caras que se julgam inteligentes e para eles o camisa soa estranho talvez pq o camisa não fazia aquele som "internacionalizado" que eles achavam q o rock brasileiro deveria ser
* B i a j o n i . diz:
para mim o grande lance do camisa nunca foi O SOM em si, mas sim as letras...
* B i a j o n i . diz:
no som eles era bastante toscos...
* B i a j o n i . diz:
mas ninguém fazia letras como HOJE, por exemplo.
* B i a j o n i . diz:
com aquela urgência.
Miguel diz:
o camisa entrava na festa penetrando, pulando o muro, extorquindo o porteiro, ia na cozinha e vomitava na panela do strogonoff
* B i a j o n i . diz:
hahahahaha
* B i a j o n i . diz:
e pra ser bem sincero, tirando o disco DOIS e uma ou outra do V, nem a legião fez letras como o camisa.
* B i a j o n i . diz:
falando em letra... que letra é aquela de SIMCA CHAMBORD?
* B i a j o n i . diz:
política e sexo.
* B i a j o n i . diz:
putaria e contexto familiar.
Miguel diz:
a legião vireou uma banda de rock-triste.
Miguel diz:
simca chambord é realmente uma puta música. sem modéstia.
Miguel diz:
uma porrada na historia do brasil varonil
* B i a j o n i . diz:
como apareceu simca?
Miguel diz:
a historia do simca chambord é a seguinte:
Miguel diz:
eu morei dois anos em nova york (982/83) e na TV passava uma propaganda de um carro e aparecia a linha de montagem de um daqueles carros rabo-de-peixe. e quando ficava vendo aquilo lembrava do simca chambord
Miguel diz:
aí quando voltei, o marcelo tinha umas fitas de video da MTV americana e um dia assistindo apareceu aquela propaganda, e eu disse : é o simca chambord!!! aí caimos na gargalhada e marcelo e eu começamos a ficar obcecados pelo lance do simca chambord
Miguel diz:
até que um dia, depois de tanto conversar sobre o carro, sobre a época dele, fomos jantar num restaurante chinês aqui em Salvador e enquanto esperávamos o rango escrevemos a letra de Simca cHambord naquela toalha de papel que cobre a mesa... a partir daí ela seguiu sozinha...
* B i a j o n i . diz:
caralho!
* B i a j o n i . diz:
no papel da mesa. a letra é perfeita.
Miguel diz:
o engraçado é q todo dia 31 de março ela é muito tocada
* B i a j o n i . diz:
ah, sim, revolução...
Miguel diz:
sim no papel da mesa. um amigo q estava presente guardou o papel e ficou com ele
Miguel diz:
quem sabe um dia ele bota em leilão no Sothebys
* B i a j o n i . diz:
hahahahahaha... o camisa devia botar algumas músicas num site, para download gratuito... a garotada ia se amarrar... joana d’arc ainda tem potencial de hit. (ele chupou joana d'arc do leonard cohen?)
Miguel diz:
pode ser...
Miguel diz:
não sei se ele chupou joana d´arc. acho que ele chupou uma joana que morava em itapuã
* B i a j o n i . diz:
hahahahahaha
Miguel diz:
sobrinha de dorival caymmi
Miguel diz:
e eu peguei a sobrinha de jorge amado e comi todinha
* B i a j o n i . diz:
porra, tou falando sério! hahahahahahah
* B i a j o n i . diz:
o cohen tem uma canção chamada joan of arc, que fala umas coisas bem estranhas...
* B i a j o n i . diz:
eu penso: será que o nova ouviu isso e se inspirou?
* B i a j o n i . diz:
hahahahahaha
Miguel diz:
o leonard cohen é outra GRANDE figura do rock. um verdadeiro literato
* B i a j o n i . diz:
aliás, já peguei várias coisas do raul inspiradas no cohen... aí vi uma entrevista da filha do seixas - acho que na trip - e ela falou que o pai gostava do cohen.
* B i a j o n i . diz:
bingo!
Miguel diz:
dylan, cohen, neil young, van morrison, lou reed. esses caras estão em outro patamar
* B i a j o n i . diz:
concordo contigo.
* B i a j o n i . diz:
só acrescento o nick cave, nick drake...
* B i a j o n i . diz:
mas o dylan parece ter adotado certa fórmula...
Miguel diz:
não não!!! o dylan está numa fase ótima. os dois ultimos albuns deles são ótimos. Time out of mind e Love and theft. dois DISCAÇOS – e bem diferentes entre si...
* B i a j o n i . diz:
o time sim, apesar de o ter achado muito climático...
* B i a j o n i . diz:
o love and theft... gostei menos... no love and theft inclusive ele parece parodiar o blues americano...
* B i a j o n i . diz:
faz quase uma versão de blue moon...
Miguel diz:
mas é verdadeiro!!! foda é ouvir certas figuras inócuas posando de profundas, climáticas e cool
* B i a j o n i . diz:
não lembro se é a música que abre o disco, mas a levada é toda blue moon!
Miguel diz:
mas o Dylan tb é um grande surrupiador. o Love and theft é extamente sobre isso. as canções são recortes de antifgas canções de blues, do cancioneiro americano, do rock
* B i a j o n i . diz:
sim, exato. mas não vi ninguém escrever sobre isso...
Miguel diz:
se vc olhar as letras de Love and Theft, que foi lançado em 11 de setembro de 2001, dia dos ataques a Nova York, você vai ver frases que falam daquela situação. “Sky full of fire” e por aí vai...
* B i a j o n i . diz:
porra, então o disco é visionário?
Miguel diz:
dylan é o profeta da era contemporanea. não é a toa que joão paulo II chamou Dylan para cantar na sua frente e o ficou observando em profunda concentração
* B i a j o n i . diz:
essa parte na biografia do dylan, aquela do sounes, me emocionou... eu chorei de verdade.
* B i a j o n i . diz:
muitos viram como uma coisa tosca, o dylan de chapéu de cowboy em frente de um cara de branco, representante de deus na terra...
* B i a j o n i . diz:
dylan, representante dos malucos e poetas perdidos...
* B i a j o n i . diz:
foi lindo.

dykan.jpg

Miguel diz:
o que acho sintomático é vc ver Dylan, Neil Young, Van Morrison, Cohen, Keith Richards, Lou Reed esses caras inquietos, inconformados e quando olhamos esses medalhões da MPB da mesma geração deles é tudo um bando de mauricinho
Miguel diz:
uns "burguesão" estéticos
* B i a j o n i . diz:
é verdade.
* B i a j o n i . diz:
ah, sei lá, nossa cultura é outra mesmo...
* B i a j o n i . diz:
alex castro falou do filme crash, que tá fazendo sucesso nos estados unidos... é uma cultura racista e, por paradoxo, e a mais multiética do mundo...
* B i a j o n i . diz:
eles são tão idiotas que os gênios talvez pareçam mais brilhantes...
Miguel diz:
é triste, cara, ver gilberto gil ministro. chico buarque caladinho frente essa bandalheira toda do PT.
* B i a j o n i . diz:
e que mais tu fez em música?
Miguel diz:
eu faço parte de uma banda chamada Koyotes e em setembro abrimos um show do Marcelo em Salvador e foi muito bacana... temos um CD independente... toco guitarra, canto e escrevo a maioria das canções
* B i a j o n i . diz:
uia!
Miguel diz:
está na íntegra no trama virtual. entra lá e clica KOYOTES e vc vai ver todas as musicas deste CD
Miguel diz:
já estamos para gravar o segundo
* B i a j o n i . diz:
massa...
Miguel diz:
no final dos anos 70 eu fiz uns grafites aqui na bahia que deram muito o que falar
* B i a j o n i . diz:
falaí dos famosos grafites faustino!
Miguel diz:
comecei a fazer em 1979. era uma época muito agitada, abertura democrática, um certo clima de mudança no ar. e tinha aquele lance dos grafites e das pichações no mundo, que tinham acabado de chegar ao brasil... aí criei um personagem chamado Faustino que vivia situações inusitadas...
Miguel diz:
meio perdidão no tempo, alheio às coisas, inebriado pela sociedade imediatista o faustino tinha umas frases: Faustino faz curso madureza. Faustino guarda uma calculadora na capanga. Faustino ouve Julio Iglesias. Faustino tirou um chevette-jeans no consórcio. E por aí vai...
* B i a j o n i . diz:
a cipy fez um texto incrível sobre... ficou quanto tempo mexendo com isso?
Miguel diz:
fiz durante uns 8 anos e aí marcou.
Miguel diz:
quando se disse que era eu quem fazia os grafites deu uma grande repercussão. saí em jornais e até na veja... e isto repercute até hoje. tese de mestrado, monografias, matérias de jornal e o diabo a quatro
* B i a j o n i . diz:
escuta, vou postar essa nossa conversa... tudo bem?
* B i a j o n i . diz:
tem algo que vc gostaria de cortar?
Miguel diz:
acho que não
* B i a j o n i . diz:
então beleza, agora preciso sair... valeu negão, outra hora nos trombamos aqui...
Miguel diz:
Certamente. Foi um prazer te conhecer!
* B i a j o n i . diz:
acredite...
* B i a j o n i . diz:
...o prazer foi MEU!

Posted by biajoni at 8:15 AM | Comments (12)

novembro 30, 2005

lendo blogos [ou] uma torrente de links

- marcos vp registrou o lançamento do blog de papel no rio. várias personalidades do mundo de caras de pau da blogosfera lá estavam. duas constatações: o gravatá é anão. e o ina quer MESMO lançar a moda das camisas listradas!

o ANÃO e o JAPARAGUAIO.jpg
(o PRÍNCIPE e o CAVALEIRO)

- ninguém nunca vai publicar uma foto real da jornalista cult Ólabauti, do Mundo Podre?

- surpresa boa esse clash city rockers, com entrevista recente exclusiva do marcelo nova. a indicação foi da maravilhosa cipy lopes, a blogueira sem blog mais famosa da blogosfera. um dos autores do blog é miguel, parceiro de nova no clássico "simca chambord"!

- leiloca, minha vizinha de porta, faz post diliça sobre a nova versão de king kong. tou louco pra ver e levar meus filhos todos!
- enquanto meu padawan, guga briga, escreve o post que eu gostaria de ter feito sobre o filme "closer". comecei vários artigos sobre o filme, mas não terminei nium.

- gabi, a chefa, faz texto biajônico do claro que é rock. amei! aliás, tá cada dia melhor o "pega na grandona!".
- danicast faz post massa falando do claro que é rock - e da cobertura da imprensa no evento. (dani, esse fundo aí do seu blog atrapalha a leitura de fãs semi-ceguetas como eu!)
- Luminha fala de música, do Claro que é Rock e de novidades. (Luminha, tenha pena de leitores com computadores velhos e internet discada - sim, eles existem! -; seu blog demoras eras para "carregar" aqui...)
- a luiza voll é ótima, pena que gosta de pearl jam! :>P'''''

- posts como este, da lucia malla, dariam um livro maravilhoso. ô mercado editorial cego! a mallinha já tem vários livros prontos; é só pegar ali no blog!

- brunão freitas, nosso doce viking, está passando por maus bocados, faz um cirurgia na sexta, e merece todas nossas boas energias. estamos contigo, lindo!

- tiagón, ora vejam a coincidência, está ouvindo a mesmíssima banda que eu neste momento, a obscura All Natural Lime and Lemon Flavors, que tem algumas músicas que podem ser baixadas no epitonic. aliás, em breve post exclusivo sobre o epitonic - que eu uso há eras. é bom ter vizinho de bom gosto.
- falando em vizinhos, olivia publicou o primeiro capítulo de seu livro no blog - literatura pop de primeira; apesar de não sabe se ela gostaria de classificar assim.
- e o aran continua ótimo - passada diária obrigatória!

- Igor escreve e fala do amor e de escrever.
- bruno rabin fala de mim. hehehe. não é. mas poderia. :>)

- eu sou uma das 15 pessoas que pode ler esse blog. sorry, periferia.

Posted by biajoni at 8:46 PM | Comments (22)

novembro 27, 2005

por quê Borges não levou o nobel

Espero que todos os leitores daqui estejam acompanhando as Prisões de Alex Castro. O gordo gago está criando sua mais maravilhosa série de posts "cujo objetivo é mapear as principais prisões que represam e tolhem o homem, como Conformismo, Patriotismo, Preconceito, Verdade, Aceitação e Monogamia", segundo o próprio.

Mastigando uma idéia para um post, abro o LLL hoje e vejo a "Prisão: Respeito e Obediência (VII): Moralismo Anacrônico" onde ele defende (ou melhor, explica) que não há nada de errado com a prisão de Oscar Wilde por homossexualismo; a prática era condenada à época e nada mais, digamos, "justo" que ele ser preso.

A lógica aqui se aplica, ao revés, no caso Borges X Prêmio Nobel. Como se sabe, Borges sempre foi cotado, desde fins dos anos 60, para ganhar o prêmio. "Tenho a esperança de morrer sendo um futuro Nobel", disse o argentino em 1974. O fato é que o Nobel leva em consideração também o posicionamento ético e humanitário dos escritores premiados. E creio que aí Borges possa ter se ferrado, tendo sempre sido preterido. Borges não ganhou o Nobel por ser racista. Essa é uma tese minha, nunca li sobre isso em nenhum lugar e muito menos pesquisei na internet sobre. Mas será que Borges tinha "culpa" de seu racismo? O quanto isso interferiu na qualidade de sua obra?

red borges.GIF

Borges racista

São inegáveis o fleuma e a aura de superioridade de Borges, mais amenas no fim da vida. De família aristocrática, rodou o mundo ainda jovem e conheceu várias culturas. Tinha militares na família e em vários contos exalta certa superioridade masculina, num machismo leve, mas identificável pelas feministas que sempre perguntaram por mulheres fortes em sua obra. Não há.

Nascido em 1899, Borges diz se lembrar de escravos na família ("Minha família não era rica, tínhamos apenas cinco escravos") - e que eles assumiam sobrenomes de seus patrões. E ficava algo inconformado da possibilidade de haver "Borges negros em bairros de periferia".

Um diálogo sobre violência, promovido pelo Jornal La Nación e publicado em 6/8/72, mostrou publicamente os primeiros sinais racistas de Borges. Mas em 72 as pessoas não estavam tão atentas para essas coisas; na verdade os negros eram tão marginalizados na Argentina que quase não frequentavam a região central de Buenos Aires. ("La violencia: miradas opuestas", J.L.B., Eduardo Gudiño Kieffer e María Esther Vásquez). Carlos R. Stortini compilou algumas frases desse colóquio no "Dicionário de Borges", lançado no Brasil pela Bertrand em 1990 e fora e catálogo. Trechos:

"[Nos EUA] há uma espécie de veneração pelos negros; não se pode falar mal deles. Existem problemas de violência com eles porque cometeram o erro de os educar. [...] Se nos EUA não os tivessem educado, não saberiam que são descendentes de escravos; de certa forma os negros são como crianças."

"Criou-se um extraordinário nacionalismo negro. Estive em um Congresso onde se discutiam os problemas da tradução, e havia poetas negros que afirmavam que eles constituíam uma raça superior, uma espécie de hitleristas ao contrário e com menos razão, porque a Alemanha, convenhamos, foi de algum modo mais importante para o mundo que o Congo"

"Ao sábados à noite um branco não pode frequentar um bairro negro porque os negros são brigões, se embebedam, são rudimentares; em contrapartida, ninguém ataca os negros nos bairros brancos"

Um ano depois, Borges voltou a defender o "erro de terem educado os negros", coisa na qual ele parecia acreditar realmente:

"Os conflitos [violentos entre negros] são resultado do erro de tê-los educado, de lembrar-lhes que, em épocas anteriores, tinham sido escravos. [...] Não sabiam nada, eram como crianças. Isto era preferível ao estado calamitosoem que se encontram agora."

dicionário de borges.jpg

"Esses negros são insuportáveis"

"Assim, a cada tantos anos, se dá um prêmio a um judeu; creio que houve um negro que recebeu o prêmio, sem dúvida não demorará muito para que haja um esquimó com um prêmio Nobel"
(Borges em entrevista a Olga Pinasco)

Depois de morto e com um fim de vida sensibilizante, cego, inválido, Borges ganhou biografias e ensaios e quase nunca tocaram em pontos cruciais, como seu racismo, talvez por medo de contaminar negativamente sua obra. Talvez não se possa culpar o escritor por esse racismo todo. Conforme ele mesmo disse, teve escravos e foi acostumado, desde criança, a ver nos negros uma "raça inferior". Na década de 1910 ainda havia escravos na Argentina.

É incrível que o problema não fosse a cor da pele, mas a descendência de países que, no seu julgamento, não tinham "cultura relevante", como aponta a frase acima, quando diz que a Alemanha é mais importante para o mundo que o Congo. O problema não é a cor da pele pois é conhecida a admiração que Borges tinha pelos indianos, por exemplo. Ou do respeito que mantinha pelos chineses, considerando-os mesmo "seres superiores" ("Buda").

A educação familiar e o momento histórico fizeram com que Borges tivesse essa lamentável postura pessoal racista contra os negros - e isso, em minha modesta opinião, afastou-o do Nobel. Mas a sensibilidade do maior escritor argentino e um dos maiores do mundo fez com que seu racismo não contaminasse as páginas que escrevia. Buscando na memória, não me lembro de passagens que pudessem demonstrar nada do tipo.

Podemos gostar ou desgostar da obra de Borges a partir da constatação desse racismo? Minha opinião é que não. E a sua?

APDEITE:
- Pra piorar, em texto meu do sublinhado, digo que Borges não era tão bom poeta assim. Um sacrílego, vai dizer?

Posted by biajoni at 1:07 PM | Comments (21)

novembro 26, 2005

delegacias da mulher: histórias

Violência contra a mulher, histórias ao redor.

- Conheci uma delegada da mulher e trabalhei gratuitamente para ajudá-la a conquistar uma vaga como vereadora. Uma mulher íntegra. Ouvi dizer, depois, que batia no marido. Como vereadora, bandeou para os favorecimentos e enriqueceu. Sumiu, faz tempo que não ouço falar dela. Só sei que mora em uma mansão.

- A primeira delegacia da mulher do País foi inaugurada em Limeira - cidade onde trabalhei por quase 10 anos na imprensa. A conquista foi de Michel Temer e de um Grandalhão do Estado na ocasião, governo Quércia, que chamarei de Sapo Olhudo do Sri Lanka. Foi a única coisa boa que esse pulha (que hoje parece estar definhando de câncer) fez na vida. Alguns anos depois de inaugurar a delegacia o Sapo Olhudo assediou uma jornalista de forma vil e grotesca, dentro de sua própria casa, pedindo para que seguranças impedissem a moça de gritar ou sair.

- Conheci e tive contato com outra delegada da mulher, uma figura. Grande e de voz doce, não deixava passar abusadores metidos a valentões. Uma vez ela me ligou: "Oi Bia - a voz mais suave que já ouvi na vida - prendi o cara que arrebentou a cara da fulana..." A vítima do machão tinha ficado desfigurada. Eu fui até lá para ver o que ia acontecer - e acabei subindo até o "sótão". A delegada bateu por uns 40 minutos no cara, impiedosamente. Não deu pra ter dó.

- Durante muito tempo fizemos uma brincadeira dentro da redação que era de perguntar "por que não há uma delegacia para o homem? " sendo que existem muitas mulheres que agridem homens também. Um dia uma jovem repórter, estagiária, respondeu: "as agressões físicas nós sofremos... mas não há como negar que talvez vocês precisassem de alguma ajuda psicológica: algumas vezes nós fodemos a cabeça de vocês". Vai dizer que ela está errada?

- Perdi um dos meus melhores amigos da vida num caso que vale a pena contar: ele bebia, sempre bebeu. Fui padrinho de casamento dele. Um cara inteligente, um grande locutor, grande conhecedor de música. Tentamos fazê-lo parar com a bebida, mas nada funcionou. Um dia a mulher dele me liga e diz que ele chegou em casa tarde e bateu nela e ameaçou os filhos. Eu fui até lá e tive que me conter para não partir a cara do filho-da-puta! Meu grande amigo! Um cara que esteve comigo desde o pré-primário, vestindo camisas de mangas curtas, xadrez de vermelho e banco... estava batendo na mulher? Que mundo era aquele? ... Tirei ela da casa, ele perdeu o emprego, quase não o vejo e a bebida o está comendo.

- Sei lá... quis contar isso... E teria mais histórias. Mas acho que essas ilustram que a questão não é homem-mulher... Talvez seja algo mais relacionado com PODER. Alguma espécie de poder. Ou QUALQUER espécie de poder. Ou com qualquer sensação de impotência...

Posted by biajoni at 2:52 AM | Comments (18)

novembro 18, 2005

voltemos ao entreterimento - com fúria!

Eu realmente queria saber o que as gravadoras, produtores de discos e aquela galera que fica em volta pensam sobre essa "minha" velha questão dos encartes de discos sem informações em português. Procurando na rede, fui parar na ABPD - Associação Brasileira dos Produtores de Discos. "Bom, esses caras aqui devem ter muuuuuito trabalho", pensei. "Vou mandar um e-mail de leve...".

No site, apenas UM endereço de e-mail. Mandei um, dois, três - e todos voltaram. Aí liguei lá. A ABPD fica no Rio de Janeiro. A telefonista me atende em miguxêix... "Nossa, o e-mail ixtá norrrmal aqui!".

Peço para falar com a Assessora de Imprensa, Edna Calheiros. Olha só; eles tem uma Assessora de Imprensa! "Nossa", pensei, "essa garota deve ter trabalho pra caramba!". Mas não, ela tá em férias! Bom pra ela, né?

Passam para uma estagiária ou algo assim, uma segunda-no-comando do Departamento Cosmogônico de Comunicações da ABPD, Fernanda Farani. Ela até se mostrou interessada e me deu um e-mail e eu mandei o e-mail... tem uma semana. Até agora ela não respondeu. Não respondeu. Eu só quero saber a posição oficial da ABPD, que é tão contra a pirataria, que faz campanhas, que (tenta) incentivar a venda de CDs originais, sobre essa prática da maioria das gravadoras de botar no mercado CDs com encartes em outras línguas, contrariando o Código de Defesa do Consumidor Brasileiro. Só isso.

Se bobear, eles devem defender a prática que o Pedro Dória comenta aqui. Ms isso é motivo pra outro post, outra paulada nessas gravadoras.

O CDC diz também que os produtos comercializados por aqui devem ter um número de contato, aquilo que se convenciou chamar de SAC - Serviço de Atendimento ao Consumidor. A maioria dos CDs não tem. Mas tem um site e no site você sempre encontra um link, nem que escondido, chamado "Fale Conosco". Eles não dão um endereço de e-mail... Nããão! Com um endereço de e-mail você poderia registrar o pedido de informação ou a reclamação, com dia, hora... Eles colocam um formulário de HTML, vc preenche e... ele... VAI PARA O ESPAÇO!

Entrei no site da EMI, preenchi educadamente o formulário de contato. Passaram-se uns dias - e nada. Preenchi de novo... mais uns dias e nada. Aí mandei o terceiro: "fala sério: ninguém lê essa porra!". Ninguém responde!

Na Warner o formulário não funcionou incialmente. Depois de uns dias, preenchi e mandei: "Queria saber a psoição do Grupo Warner sobre os encartes de CDs...". Faz mais de uma semana - e não respondem!

No caso da Universal, parece que o mais importante é confundir. Veja a página do Fale Conosco do site. Mas o que esperar de uma gravadora que tem Angélica e Beck, Caetano e Marilyn Manson...?

Não respondem. Não querem nem saber. Agora vou fazer a coisa toda através de um advogado. Também tou acionando os contatos na imprensa. Vai dar um trabalhão, mas ao menos vão ter que responder. E eu quero que me digam - ah, se quero! - que a tradução de um encarte encareceria o valor de venda do CD. Sim. É isso o que espero.

O que mais me indigna nem é tudo isso, essa desfaçatez das gravadoras. É a grande BURRICE que elas demonstram, não vendo que o GRANDE e ÚNICO diferencial que eles podem se dipor para vender mais CDs é JUSTAMENTE o encarte!!! As músicas estão aí, em todo lugar, na internet. Ficam se fazendo de surdos e se mostram, no final, CEGOS.

Posted by biajoni at 10:51 PM | Comments (16)

novembro 17, 2005

primavera dos livros

Começa hoje em São Paulo mais uma Primavera dos Livros. Mas você não tem culpa de não saber. Quase ninguém sabe. O evento tem uma divulgação pra lá de péssima. Se as editoras pequenas e médias dependerem da divulgação do evento, estão ferradas, as coitadas. Alguém viu matéria sobre em algum lugar? O Google me apontou essa da Folha. Mas só.

Mais vergonhoso ainda é o site do evento, que começa hoje, lembre-se. Está em construção, não tem a programação lá, nem informação alguma. O site da Libre - Liga Brasileira de Editoras, organizadora do evento, está em construção há eras. Mandei um e-mail para lá tem uns 15 dias e eles não responderam.

Se eu fosse uma das 80 editoras que integram a feira reclamaria feio. O evento é secreto? O público não é importante? Fica aquele tipo de evento de escritor para escritor? E depois o povo reclama que não tem evento cultural? E depois as editoras reclamam que não vendem livros?

O problema do Brasil, no final, é esse: uma grande falta de profissionalismo. Todos os cadernos culturais de jornais e revistas deviam estar falando da feira, discutindo o papel (importante) dessas pequenas editoras. Elas deviam ser mais unidas que as grandes, que brigam por pequenas porcentagens que garantem grandes lucros.

No sábado estarei na Oca, prestigiando o lançamento do livro do Blog de Papel, que traz textos de grandes e queridos amigos. Vou ver se acho alguém da organização para reclamar. Quem sabe, para a próxima, não contratam um bom assessor de imprensa? Eu, por exemplo.

APDEITE:
- Não sei se estará lá, não dá pra saber, mas gostaria muito de encontrar a Editora do Bispo, do grande Xico Sá, na feira. Entre no site da Editora e ouça Charles Bukowski falando sobre "Estilo" - hehehe... Xicão, lança meu "Sexo Anal"!

Posted by biajoni at 10:37 AM | Comments (15)

novembro 16, 2005

dia do diabetes

Segunda-feira foi o Dia Mundial do Diabetes e muita gente falou sobre a doença, especialmente o pessoal do Nós Na Rede, destacadamente a linda Lucia Malla, que fez o mais esclarecedor post sobre o assunto. Pouca gente sabe, mas gosto do assunto ALIMENTAÇÃO, sendo, inclusive, pupilo por dez anos de uma das maiores autoridades em alimentação medicinal chinesa e ayuvérdica no Brasil, o prof. Carlos Beretta que, por sinal, acaba de colocar um interessante livro no mercado - com parte de seus estudos da influência dos alimentos na saúde das pessoas; muitos deles contrariando o que diz a medicina científica formal.

Meu "Biotipo" tem propensão ao diabetes, segundo a medicina chinesa - mesmo não sendo gordinho. Uma das formas de prevenção é o suco de laranja natural (sem gelo ou açúcar - claro! - ou adoçantes) diariamente. O suco de laranja também é recomendado para a maioria dos diabéticos, mas é bom ressaltar que nem o suco nem qualquer outra bebida GELADA faz bem ao portador do diabetes. A laranja veio da Ásia e os monges budistas vestem túnicas laranjas e tanto a bebida quanto a cor acalmam e equilibram as pessoas propensas ao diabetes. Os hindus descobriam se a pessoas estava com a doença, bebendo a urina e comprovando se estava doce ou não.. Antigamente, na susteita do diabetes, pedia-se para que a pessoa urinasse no chão, próximo de um formigueiro... se as formigas fossem atraídas, a pessoas estava doente.

A primeira vez que ouvi a palavra, imaginei logo um monte de diabos pequeninos, os diabetes. E desde então a imagem ficou em minha mente sempre que alguém dizia a palavra. Fui pesquisar o que significava e descobri, estranhamente, que significa SIFÃO, pois o líquido ingerido passaria rapidamente pelos rins... Parece que deriva da palavra DIABAINO que significa "pernas afastadas" numa alusão à maneira de urinar em pé.

O origem da doença seria certa "melancolia" (que eu costumo dizer que é excesso de mel) causada por algo, um acontecimento traumático, um acidente, etc... que esvazia a contrapartida que equilibraria essa melancolia e leva a pessoa ao "estado físico melancólico eterno"; o diabetes. Claro que todos sofremos choques e traumas em nossas vidas e nem todos desenvolvemos o diabetes; e é por isso que as pessoas que lidam com diabéticos sempre dizem que são "as pessoas mais doces que já conheceram". Existe um biotipo propenso à doença, cerca de 25% da população.

O que eu vejo muito são diabéticos que não se tratam e habituam-se à insulina. Esses são aqueles melancólicos depressivos, que acham que estão condenados pela doença. Hoje existem alimentos e medicamentos que podem dar excelente qualidade de vida ao diabético. Não é característico do biotipo do diabético entregar os pontos, mas a doença parece desanimar as pessoas - e isso é compreensível. Um estudo que ainda falta ser aprofundado é sobre o quanto de motivação pode ajudar as pessoas viverem com doenças incuráveis. E também o quanto as medicinas alternativas podem ajudar... A maioria dos diabéticos não sabe, por exemplo, que existe o chá de insulina que resulta em menos impcato para o organismo que a insulina médica industrializada; tendo efeito bastante interessante.

Entrei de leve nesse assunto, não pude deixar de falar sobre. Não é um registro comum nesse blog, mas espero ter contribuido por algo.

Posted by biajoni at 2:06 PM | Comments (10)

novembro 14, 2005

jóia

um dos melhores discos de todos os tempos... em promoção no submarino...
só R$ 14,90.

compra já, sem pensar!

Posted by biajoni at 1:29 AM | Comments (3)

novembro 11, 2005

Vladimir (post Karnak)

(Veja só: o cara chama Vladimir. Os pais deviam ser comunistas. Aliás, os pais não, a mãe. O pai devia ser um daqueles italianos sovinas de suspensórios e discurso anarquista para inglês ver. Vai dizer?)

Vladimir Poleto, aquele cara bonachão, aquele cara com cara de tio que aperta a bochecha e dá DEZ REAL de bom princípio de Ano Novo, é, para mim, a representação exata do indíviduo que faz parte de um "projeto de governo" que finalmente "atinge o poder". Em outras palavras; alguém que estava do lado de lá e, de repente, está do lado de cá. E, bem, quando estamos do lado de cá, como dizemos por aqui, estamos "destilado". Sacaram? Hahaha... Eu sou mesmo genial.

Mas voltando. Vladimir Poleto era assessor de Palocci e isso basta para que paremos de achar o ministro de língua presa assim tããããão legal. Ele deu entrevista para o repórter da Veja, contando sobre os dólares de Cuba. Prestou depoimento hoje em Brasília, fazendo meu fim de tarde mais feliz.

Por diversas vezes, Poleto fez questão de deixar bem claro que foi ativista contra o governo militar, tendo sido "quase preso por três vezes" (sic). Por esse motivo, por esses "quases" está requerendo indenização vitalícia permanente. Creio que mereça. Mesmo. Está tão lelé da cuca que só pode ser pela radiação que tomou na cabeça quando protestava contra Angra 1.

Mas essa não é a primeira vez que o cidadão reclama seus direitos. Teve um cargo na prefeitura de São Bernardo do Campo, quando um camarada seu, do PT, of course, foi prefeito. Aí entrou um outro e mandou ele embora e ele ficou muuuito chateado e entrou na justiça e levou uma grana. Segundo disse na CPI, foi com essa grana, em dinheiro vivo, que ele alugou uma casa por seis meses, em Brasília, onde funcionou sua "Central de Negócios"; uma empresa, um, digamos, "negócio", que lidava, bem, com vários tipos de, digamos, "negócios", podendo ser incluído aí, negócios, bem, excusos e outros nem tanto - dando SUBSÍDIO a várias mulheres que exercem ainda hoje a mais antiga profissão do mundo.

O russo (Vladimir, manja?), depois de São Bernardo, foi parar em Ribeirão Preto, nos braços do, claro, petista Palocci. Espertamente, não foi mandar de galo como secretário, pegou um "carguinho" lá... ainda assim, conseguiu ser citado em três processos que correm por lá, de superfaturamento de massa de tomate com ervilhas, segundo fico sabendo. É mole?

Aí, não mais que de repente, o PT está lááááa em cima e, vejam, Vladimir Poleto, que quase levou cacetada do Erasmo Dias, também. “Poxa, Lula, o Vladimir esteve com a gente lá em São Bernardo, conseguiu aquela grana com aquele lance da massa de tomate com ervilhas lá em Ribeirão, e quase levou porrada lá nos anos 70!... Vamos arrumar uma vaguinha pra ele aqui”

Palocci conseguiu e talvez Vladimir fosse aquele cara para missões especiais. Uma delas seria trazer doláres de Cuba. Mas não podiam contar para ele que era dinheiro dentro das caixas: ele teria desprezo. Disseram que era bebida – aí ele transportou tudo com carinho.

Sim, Vladimir bebe. No depoimento disse que estava bebado na entrevista da Veja. In vino, veritas. Tinha começado a beber à tarde, cachaça. Depois partiu pro chopp. Esse Vladimir sabe viver a vida.

Agora diz que não falou o que falou e está gravado. Diz que o repórter da Veja quer ganhar o Pulitzer. Diz que é fã do Eduardo Suplicy e, naqueles tempos de ditadura chegou a convidar o Rivotril para dar uma palestra. Se embananou mais que sei lá o quê no depoimento. Mas em nenhum momento perdeu aquela cara de tio legal, que leva o sobrinho na zona pela primeira vez.

Ê, Vladimir! Vai trabalhar! Vai transformar o Brasil!
Ê, Vladimir! Vai pra puta que te pariu!

APDEITE:
(usem essa ilustração do Kibe Loco)

Posted by biajoni at 9:57 AM | Comments (10)

novembro 10, 2005

tem dias

Tem dias em que a gente acorda e parece que acabou de nascer. Tem dias em que a gente abre os olhos e sente uma estranha integridade física, uma disposição absurda - e ao mesmo tempo uma paz incrível. Parece que todos os problemas se foram. Parece que a conta não está estourada no banco. Parece que todos os políticos morreram e uma nova ordem mundial se anuncia. Parece que o pão com manteiga lhe sorri.

Tem manhãs em que o sol está tão morno e o silêncio da rua é tão pacificador que nem parece que existem filhos-da-puta no mundo! E as mulheres parecem descomplicadas!

São manhãs em que a brisa é tão fresca que dá vontade de colocar um disco do Prince para preparar o café. Eu tenho discos do Prince, mas não conta pra ninguém!

Nessas manhãs, dar comida pro cachorro e brincar um pouco com ele é quase como um ritual. Sentar sozinho para comer o sucrilhos folheando uma revista antiga tem um sabor de eternidade. O gosto amargo do café pedindo um cigarro fica no corpo inteiro. Parece que o cigarro nem faz mal! Parece que a evacuação matinal é uma limpeza da alma! E o espreguiçar-se coloca-nos os ossos no lugar. E o banho quente é a restauração de uma energia ancestral.

Nesses dias, foda-se a internet! Foda-se tecnologia, celulares, emissoras de TV, aparelhos de DVD, informação fútil e inútil dos jornais, jornais, jornalistas, e qualquer coisa que comece com jota. Foda-se até o au-to-mó-vel! Nesses dias, que se dane toda a injustiça e os pobres e os negros e os mi-li-o-ná-ri-os com tanto dinheiro e nada. Em dias assim a gente só se basta e quer viver absurdamente bem com nosso próprio umbigo num surto voraz de egocentrismo, egoísmo, e dá vontade de contratar um assassino para acabar com nosso id.

Dias assim são de pisar na grama, de abraçar uma árvore, de tomar sol sem se preocupar com o câncer de pele ou com o buraco da camada de ozônio.

Ah, tanta coisa para nos preocuparmos e dias assim tão raros e curtos! Dias assim duram mi-nu-tos!

gira sol.jpg

Posted by biajoni at 3:22 PM | Comments (14)

novembro 8, 2005

livros prontos, e não-prontos

A crítica (com acento) Olivia (sem acento) escreveu sobre Sexo Anal, meu livro.

Concordo com ela em alguns pontos... mas algumas coisas que ela chama de "defeito" eu chamo de "diferencial". Quem leu pode comentar lá e aqui.

Chega uma hora, para quem escreve um livro, que a gente quer de-fi-ni-ti-va-men-te se ver livre dele; parar de revisar, ler. Não devo mudar nada do livro. Se alguma editora quiser lançá-lo, podemos considerar alguma coisa. Por hora - e para envio às editoras - fica como está!

(O nomínimo descobriu a Tony Bentley -, de quem tou falando aqui há eras! A revista Playboy também botou nota, dizendo que o livro é uma defesa veemente do sexo anal. Tsk, tsk... não entenderam nada. Quer saber sobre "A Entrega - Memórias Eróticas", leia no sublinhado)

Falando em livro pronto e mercado editorial, a linda Fal Azevedo botou na praça - por conta - seu novo livro. "O Nome da Cousa" pode ser pedido pelo e-mail livronovodafal@gmail.com por apenas 25 REALS!

Quem faz laboratório em blog e prepara livro é o grande amigo André Montanhér - um cara simplesmente sensacional. Ele é completamente incampaz de pronunciar "foot of pride", mas é excelente pessoa. Visitem o blog do moço!

Posted by biajoni at 9:48 AM | Comments (15)

novembro 7, 2005

"O Brasil vai ter que me engolir"

Segundo fontes de total credibilidade, essa frase foi dita pelo presidente Lula na entrevista que gravou hoje e vai para o ar logo mais no Roda Viva, da Rede Cultura.

Se vão editar e cortar é OUTRA história!

Posted by biajoni at 6:01 PM | Comments (4)

novembro 3, 2005

exemplos da falta de informações em CDs

Tomei a idéia do Guto emprestado e apanhei alguns CDs na minha estante. Colhi 8 exemplos de discos lançados no Brasil, com importantes encartes com textos em inglês - o que contraria o Código de Defesa do Consumidor. Quero falar sobre esses casos.

1 - Elton John - Greatest Hits - 1970-2002 (2002) - disco duplo da Universal Music, traz encarte com 32 páginas (!), 10 delas com texto de Paul Gambaccini. Mais que a trajetória do compositor, o texto revela detalhes da parceria de Elton com Bernie Taupin e conta em que ocasião algumas canções foram compostas. Infelizmente, para fãs brasileiros que não sabem inglês, as preciosas informações de nada valem. O álbum tem ainda o problema do crédito das canções: os músicos não são creditados. Bem, isso demonstra que o desrespeito por músicos não é uma coisa SÓ brasileira. O disco não traz um número de fone SAC nem site ou e-mail. Tem apenas o site do Elton John e um esdrúxulo e-mail para denúncia de pirataria. Humpf!

2 - The Best of Nick Cave and The Bad Seeds (1999) - temos esse disco em formato simples ou com um "9 tracks bonus CD - Live at The Royal Albert Hall". Se o disco é "bônus" o preço do álbum não poderia ser de um duplo, certo? Começamos mal. Eu paguei o preço de um disco simples por esse CD, pois argumentei isso com o vendedor. "Olha, meu amigo, tá escrito aqui que o disco é bônus...". O que a gente tem que fazer, né? Pois o encarte traz um ótimo texto de 8 páginas - em inglês, claro. Ao menos os créditos das músicas são dados todinhos. E tem o fone e o site da Paradoxx - que já não funcionam mais, né?

3 - Death to the Pixies - 1987/1991 (1997 - esgotado) - tenho a edição americana dessa coletânea dupla, a melhor da banda de Franck Black. Um amigo, que tem a versão nacional, disse que o texto de Gary Smith foi simplesmente suprimido. É um disco Time-Warner.

4 - Must I Paint You a Picture?: The Essencial Billy Bragg (acho que é de 2004, não tem nem a data) - esse é da Sum Records - e louvemos a distribuidora/gravadora pelo lançamento no Brasil dessa coletânea, já que não há Bragg em CD por aqui. A única página com texto de Andrew Collins está em inglês e não tem fone SAC ou e-mail ou site. A falta de créditos nas músicas é culpa da versão original, inglesa.

5 - 18 Tracks - Bruce Springsteen (1999 - esgotado) - a Sony fez o favor de lançar essa coletânea por aqui, mas não quis saber de traduzir a única página escrita pelo próprio cantor/compositor. Não tem fone SAC nem e-mail ou site. O mesmo acontece com (6) "Once in a Lifetime" - Talking Heads (1992), onde cada canção é comentada por um dos cabeças-falantes; comentários em inglês que deixam brasileiros neófitos no idioma boiando.

7 - Flaming Pie - Paul McCartney (1997) - o ex-beatle também comenta as músicas desse que é um dos seus melhores trabalhos solo. Tem ainda um texto de abertura e notas sobre as gravações - sem tradução, of course. Tem só o endereço do site da EMI, bem pequenininho na segunda capa.

8 - Smile - Brian Wilson (2004) - agora veja você: a Warner lança com capricho e pompa o esperado disco solo do ex-Beach Boys; caixinha branca com relevo e aplicação de azul-prateado, encarte com 16 páginas, mas não traduz o texto de 8 páginas de David Leaf, "award winner writer/producer David Leaf is the author of The Beach Boys & The California Mith and director of the documentary Beautiful Dreamer: The Story of Smile" - é mole? E se você quiser falar com alguém da Warner tem que entrar no site deles e se virar, negão! Detalhe: o fale conosco da Warner não funciona de jeito nenhum!

insorriso.jpg
(Não dá pra ser feliz!)

Posted by biajoni at 11:46 PM | Comments (10)

novembro 2, 2005

putíssimo

No dia 22 de Fevereiro desse ano, entrei na loja da FNac em Campinas procurando algo para comprar. Numa prateleira grande, vi um disco do Frank Black. Como tenho tudo do sujeito, apanhei contente o disco, fui para o caixa, paguei e já comecei a rasgar o celofane com os dentes. Peguei o encarte e aconteceu a primeira frustração: um longo texto do próprio Frank Black falando sobre o disco... todo em inglês! Puxa! Custava a gravadora traduzir?

Mas essa não foi a única frustração: na segunda capa, o disco listava 28 músicas. Assim que entrei no carro, o mostrador do disc-player informou: 15 músicas. Como?, pensei. Fiz um texto para o Tiro&Queda contando a história. A assessora de imprensa (sic) da Sum Records disse que "um lote de discos que não estavam prontos para sair para o mercado acabou indo parar por engano na FNac... mas os discos estão sendo retirados de circulação". Disse ainda que eu receberia em casa o álbum real, duplo. Até hoje o disco não chegou. Há pouco, a Sum Records não tinha site... Agora botaram esse no ar... Não, não existem informações no site, apenas propagandas de shows de artistas do cast da gravadora. É mole? É duro; mas como diz o Zé Simão, o povo goza!

Esse "problemão" deve nos levar a alguns questionamentos... Primeiro, o texto em inglês no disco: o código de defesa do consumidor é claro; produtos nacionais devem trazer informações em português. Não existem justificativas para textos em outros idiomas em produtos nacionais. Todos os produtos comercializados aqui, nacionais ou não, devem conter um número de telefone para que o consumidor possa entrar em contato. Não tenho visto esse número em produtos culturais. Você compra uma geléia e está lá o número do SAC. Você compra um xampu e tem lá o número do SAC. Mas produtos culturais, que são aqueles que REALMENTE deveriam ter uma retaguarda para informações... ah, não! Deu o que fazer para conseguir falar com uma algo arrogante assessora de imprensa (sic) da Sum Records. Afinal, eu sou só um jornalistazinho sem jornal do interior do Estado de São Paulo!

(Tou achando que a cobra vai fumar para os lados da Sum Records... Os amigos blogueiros podem me ajudar na divulgação da história e do que se segue...)

Oito meses depois, nada de CD, nada de informações e eu olho no espelho e fico a pensar QUANTOS caras como eu compraram o CD do Frank Black na FNac e: 1) não perceberam que foram enganados; 2) não sabem para quem reclamar; 3) voltaram à FNac, reclamaram e a revenda francesa, mui educadamente, como bem fazem os franceses, devolveu o dinheiro ao "elemento"; 4) Ficam olhando de-mo-ra-da-men-te para o CD até hoje tentando entender a "proposta" artística do Frank Black, tentando traduzir o encarte em inglês.

(Existe ainda a opção do cara chegar no carro, ver que o disco só tem 15 músicas, que foi enganado e fazer de frescobol a bolachinha, algo que eu tive real vontade de fazer)

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A falta de educação é evidente. Esse povo lida com cultura como quem lida com carne. Não, o pessoal da carne é muito mais informado! Quem produz e quem comercializa não está nem aí com a PASSOCA. Pede dica pro atendente de locadora pra você ver... Ou então... Pede informação para o cara na livraria... O Guto e o Briga já fizeram posts sobre as coisas incríveis que se encontra numa livraria... tipo "Como era verde o meu vale" na seção de Agricultura, manja? Ou "O Jogo da Amarelinha" em infantis.

Uma vez perguntei pelo último da PJ Harvey na FNac... Me arrependi. Soletrei 327 vezes para a "facilitadora". É mole?

Pois no final de semana, novamente na fatídica loja, deparei-me com o DVD do show do Placebo em Paris. No verso, uma informação: "EXCLUSIVO DOCUMENTÁRIO DA TURNÊ DE SLEEPING WITH GHOSTS" - letras garrafais. Em muito minúsculo, tá a informação que o documentário tem legendas em "inglês, francês, espanhol, alemão e italiano". Pois é, o produto é brasileiro, mas não tem legendas em português. É crime isso. Contra a lei. Como se não bastasse, no DVD não tem legendas em alemão e italiano, conforme informa a capa. É mole?

placebo para otários.jpg

Comprei o disco, o show é ótimo... Mas entrei em contato com a EMI MUSIC Brasil e estou esperando resposta. Vou botar advogado na parada. Esse povo precisa começar a ter respeito pelo consumidor. E nós, consumidores levemente instruídos, temos que parar de sermos babões e começar a meter a boca no trombone.

(Tou falando sobre isso também em minha coluna de hoje na Antena 1)

APDEITE:
- Belo post do Guto, engrossando o movimento.

Posted by biajoni at 3:50 PM | Comments (14)

outubro 20, 2005

post paradoxal sobre o referendo

(Publicado por insistência do Idelber - já que TODO MUNDO do Nós na Rede já publicou)

Quando li Thoreau pela primeira vez, fiquei fascinado. Uma das coisas mais perfeitas que o pensador americano diz é que o papel do Estado em nossas vidas deve ser mínimo. A satisfação do cidadão estaria sujeita proporcionalmente a quanto menos o Estado interferisse em sua vida. É estranho que com um discuso assim tão anti-autoritário, Thoreau acabasse servindo com um “Noveau Rousseau” para os beats e comunistas nas décadas de 60-70. Sim, pois a idéia de não-posse dos comunistas acabava entronizando um Estado Totalitário. E os beats deviam render tributo maior aos anarquistas italianos que a um pensador preocupado com o fim dos tributos.

Thoreau seria contra o desarmamento. Se o Estado sugere um desarmamento, isso só pode interessar ao Estado - e não fazer bem ao cidadão comum. A proibição pura e simples de se ter armas parece uma medida totalitária, própria de comunistas. Em Cuba é assim. A pergunta que fica em minha cabeça é: por que, em uma sociedade democrática e livre, o Estado se manifesta com o interesse de baixar uma medida desse tipo?

"Olha! O Estado não está impondo isso: está abrindo um referendo popular para ouvir o clamor da massa! Não é uma medida impositiva!"

Sobre isso também ensina Thoreau: a democracia é simplesmente a imposição de uma maioria a uma minoria, sem a certeza de que aquela maioria esteja certa! É, pura e simplesmente, uma medida impositiva da maioria - se a minoria chiar, a maioria logo evoca a democracia para ratificar, explicar e justificar o que foi escolhido. Se a minoria chiar mais ainda, a maioria vai lá e dece o cacete na minoria!

Isso é democracia: a maioria descendo o cacete na minoria, caso a minoria chie - por isso devemos repensar a democracia.

"Puxa, mas tudo está sendo tão debatido, as pessoas estão vendo os dois lados, estão começando a ficar bem informadas sobre a questão!"

Isso me fez pensar um pouco sobre a questão das drogas, sobre a massa que acha que traficante é o neguinho do morro que vende papelote. Ora, como a cocaína (ou qualquer outra droga) já chega (diluída) na mão do bandido do morro, pronta pra ele vender? Alguém muito PINTUDO, SACUDO, com influência e jatinho e apartamento na Vieira Souto traz a droga, DISCHAVA, e leva pro neguinho vender - e se a polícia baixa lá é o neguinho que TOMA!

E as armas? Temos dois tipos de arma por aqui: a produzida aqui e a que vem de fora. Se você é um cidadão honesto (que paga impostos etc), vai ter dificuldade para comprar uma dessas armas legais, produzidas aqui. Nesse sentido, o desarmamento não vai resolver nada: só vai ficar talvez um pouco mais difícil. Quanto as armas ilegais... Ora, só os cidadãos ilegais é que têm interesse nelas! E vão continuar tendo! E vão continuar existindo e entrando no País Deus sabe como! Possivelmente junto com as drogas.

É interessante essa comparação droga/armas. Enquanto o mundo discute a discriminilização das drogas, aqui discutimos o desarmamento da população. As drogas são ilegais per se. Quanto às armas, apenas algumas são ilegais. E as armas estão diretamente relacionadas com a questão da violência. E a questão da violência está intimamente relacionada com a questão das drogas. Um circulo vicioso (ops) que dá a entender (a mim, leigo comum) que existe, pura e simplesmente, uma tentativa de se beneficiar o marginal que negocia drogas (ilegais) e se protege com armas (ilegais) e é também protegido pela corrupção de um “sistema” (considerado) legal.

(Mas agora faço aqui um parênteses: em quinze anos de jornalismo diário vi muito mais crimes acontecerem em bares devido a embriaguês ou na sociedade de maneira geral por conta de bebidas alcoólicas do que por causa de drogas. Essas estatísticas todas são foda, mas gostaria de ver uma assim: quantos drogados mataram alguém com armas de fogo e quantos alcoólatras mataram alguém depois de tomar algumas?)

Vejo, de minha estreita visão pessoal, a amenização da violência através de: 1) descriminalização das drogas; 2) maior controle na posse e porte de armas legais; 3) prisão sem fiança para portadores de armas ilegais; 4) maior controle na venda de bebidas alcoólicas; 5) a criação de uma lei que enquadre o cidadão como "alcoólatra violento" e o proíba de beber em bares; 6) programas educativos inteligentes que ensinem aos estudantes o que é droga, álcool e armas - até uma palavra pode ser uma arma, vai dizer?

A educação é a base da sociedade e tenho visto valores éticos se perderem por conta não de drogas ou armas, mas sim por um certo "desamor", uma desilusão juvenil que encaminha o jovem para as drogas ou armas. O problema não é a droga ou a arma, mas tudo aquilo que gera a necessidade no cidadão de consumir a droga e possuir a arma.

Vemos em todos os cantos que tudo é violento e insano então temos que ser violentos e insanos - mais que todos - para sobrevivermos no mundo. Vemos que a polícia é corrupta e inapta e temos que nos proteger por sim mesmos, sem confiar na polícia. Já não temos confiança alguma no Estado como Pai que nos abraça e protege, então tem que ser por nossa conta e risco. Dá um revólver para eu andar na cintura!

Muitos pacifistas, como eu, vão votar contra o desarmamento por entenderem que fere o direito constitucional (e universal) de auto-defesa. De todas as justificativas, acho essa a mais burra. Se vamos evocar esse direito à auto-defesa então devemos reclamar do Estado que ele distribua armas para todos. E não revólveres calibre 38, pois esses nada nos protegeriam contra bazucas ou Uzis: que o Estado distribua granadas de mão e morteiros para que a população possa ter o sagrado direito de se defender, então!

É engraçado esse povo que cita esse direito constitucional mas se esquece do direito à casa própria, saúde de qualidade, educação gratuita... O interessante direito que temos de não morrer de fome. (“Todo mundo tem o direito de não morrer de fome” - devia estar escrito lá...) O sagrado direito de ir e vir - mas agora temos PE-DÁ-GI-OS!

Sim, eu acredito que o Estado não deveria propor esse referendo agora, nesse momento de total desconfiança generalizada de tudo - não há como não dar algum ouvido aos que falam em BANCADA DA BALA ou em DOMINAÇÃO DO PAÍS PELOS AMERICANOS QUE ACABARAM DE INAGURAR BASE MILITAR NO PARAGUAI ou num LEVANTE MILITAR QUE DERRUBARIA O PRESIDENTE E FARIA O POVO DE REFÉM. Acho que essas coisas não vão acontecer - na possibilidade, nossos camaradas do morro - people like us - descem de lá e dão um PAU nos militares ou nos americanos como os vietcongues fizeram. Hehehe.

Também acredito que a maioria mais um não está apta a decidir.

Por obrigação, vou votar. Por princípio, apesar de tudo o que escrevi aí em cima, voto SIM.

Posted by biajoni at 4:55 PM | Comments (12)

outubro 19, 2005

coisas...

O amigo Mauro Amaral está realizando um censo - principalmente com o pessoal que trabalha como freela em comunicação... Vamos lá colaborar! Afinal, depois de um post como esse, a gente tem mesmo que dar algo em troca! O banner do censo vai ficar aqui do lado até o final do mês...


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