Foi assim: no dia 11 de Novembro de 2006 saiu uma crítica sobre meu livro "Sexo Anal - Uma Novela Marrom" no suplemento literário d'O Globo. Era uma matéria sobre e-books, tinha um link para quem quisesse baixar o livro de graça. Houve uma enxurrada de downloads, comecei a receber uns e-mails estranhos, gente de todos os tipos - vocês nem imaginam!
Entre esses e-mails estava um bastante interessante, de um cineasta carioca que começava a filmar um roteiro original e que disse ter gostado bastante do meu livro. Era Marcelo Laffitte - que estava começando as filmagens de "Elvis e Madona". Nascia uma amizade virtual.
Fui ao Rio algumas vezes, mas nunca conseguíamos nos encontrar. A idéia era conversar, desenvolver algum projeto juntos, até mesmo roteirizar "Sexo Anal". O papo não rolou, ele acabou se complicando nas etapas todas de finalização de um filme, eu lancei "Virgínia Berlim - Uma Experiência" e comecei a escrever "Buceta - Uma Novela Cor-de-Rosa". Perdemos o contato.
Uma tarde, meu telefone toca. É Laffitte, com uma proposta: que eu escrevesse o romance de "Elvis e Madona". O filme seria lançado no final do ano e eu tinha seis ou sete meses para completar o desafio. Maluco que sou, aceitei. E, empolgado, comecei a escrever.
Eu tinha em mãos alguns roteiros do filme, o projeto e o primeiro corte do filme, sem mixagem de som. Foi de onde parti, confiante.
Depois de 40 ou 50 páginas escritas, decidi mostrar para alguns amigos. Eu não estava satisfeito, o prazo estava estourando, achava que não ia conseguir. Não queria fazer a simples narração do filme, algo sem personalidade. Laffitte tinha pensado em mim por causa do meu estilo e, para imprimir meu estilo à história, teria que torcê-la um pouco. Mas não podia fazer isso por minha conta, sem falar com o verdadeiro criador dos personagens. Autores têm certo ciúmes de alguns personagens - e Laffite certamente se orgulha de Elvis e Madona.
Fui ao Rio especialmente para encontrá-lo - e, dessa vez, aconteceu. Ficamos amigos de infância. É incrível como isso acontece, algumas vezes.
Olhei nos olhos dele e pedi que ele me entregasse seus personagens, para que eu fizesse um livro meu. E ele me deu Elvis e Madona e João Tripé e todos os personagens fabulosos de "Elvis e Madona - O Filme".
Alex Castro, nesse processo, me deu apoio e segurança, para que eu não desistisse. O livro tinha muito mais a cara dele que a minha. Meu métier é a cidade média do interior paulista, cidades com 150 ou 200 mil habitantes. Agora eu tinha que contar uma história que se passa em Copacabana - e não tinha idéia sobre o desafio que seria escrever algo num ambiente tão diferente. "A Copacabana real não existe, só existe a Copacabana mítica", disse o Alex. E tudo começou a ficar mais fácil.
Obrigado Alex. E obrigado Marcelo.
Finalizei "Elvis & Madona - Uma Novela Lilás" nesta semana. Ainda faltam alguns pequenos detalhes. Mandei o texto para Marcelo, que ainda não leu - está correndo com o lançamento do filme, que deve ocorrer no dia 14 de Novembro, em São Paulo, durante o Festival Mix Brasil. A primeira sessão acontece às 20h30, em cinema ainda a ser divulgado. Espero encontrar todos os amigos lá.
Depois do filme, lançamos o livro. Creio que role até o final do ano.
O Alex foi o primeiro a escrever sobre ele.
Tá bom . Tá bom. Tá bom. Foi mal. Eu tiro, eu tiro, eu tiro. Mas se eu mandasse vc escrever vc nao o faria.
Então, vai ler agora vai??????????!!!!!!!!!!!!
P.s. Eu posso botar q eu sou bom como observaçao? Deixa vai! Ficou feio não.
O pouco que vi do filme parece ser bem original. Os atores sao exelentes e o livro...aposto que ta muito bem escrito. Ju nao tem como ser 100% fiel quando se escreve um livro sobre o filme ou vice-versa. Acho que eu nunca li um que fosse fiel em todos os sentidos. O lance e os dois serem bons e passar a uma unica mensagem agora como chegar na mensagem cada um toma um caminho... beijo
Mas, peraí, o livro é diferente do filme então?
Dizer que é do caralho é até redundante - mas o negócio é que é mesmo. E concordo: A Copacabana real nunca foi nem jamais será tão incrível-fantástica-extraordinária quanto a mítica, a Copacabana-me-engana, a Copacabana de Santa-Clara-Poltergeist e agora a Copacabana de Elvis e Madona. Parabéns, biajones, parabéns, alex!
pois é, biajones, lugares como Copacabana, Manhattan, o sertão, essas coisas, já são mt mais literários e estilizados do que reais. Hj, Copa é de quem quiser inventá-la. A própria Copa "real" não deixa de ser um grande ficção coletiva.