Pois é, será Sábado, dia 14, em Sampa, no CineSesc (Rua Augusta, 2075), às 20h30.
Estarei lá com o diretor Marcelo Laffitte e as respectivas. Branco Leone e Fábio Shiraga, igualmente acompanhados, disseram que também vão.
Alguém mais?
O filme faz parte da programação da 17a Edição do Festival Mix Brasil.
Depois deve sair para o circuito comercial.
No próximo Sábado, dia 21, passa mais uma vez, no mesmo CineSesc, às 16h.
Ontem vi que um blog usou um texto antigo meu, de 3 de Julho de 2007.
Até aí, tudo bem: esse texto repercutiu bastante quando foi publicado, gerou um segundo texto e discussões por aí. O autor do blog, Elenilson Nascimento, sujeito que não conheço, fez tudo certinho, colocou o texto, creditou a autoria e botou link para cá. Mas... acrescentou uma frase final no texto, frase essa que não existe, eu nunca escrevi. E um texto questionando sobre novos autores virou um texto todo para indicação do livro do tal sujeito. Vejam como ficou o final do post dele:
O que mais me espantou é que o tal Elenilson se auto-descreve como:
[...] um ex-professor (*que não acredita mais em educação e em instituições desse país), escritor desaforado, poeta indignado, e como se não bastante, ficcionista de mão cheia. Graduado em Letras e Jornalismo, pós-graduado em Metodologia do Ensino, mestrando na área de Comunicação e que até hoje se pergunta para que entrou em faculdades.[...]
Tirando os constrangedores auto-elogios, pareceu-me um educador.
Fiz um comentário leve no blog, ele veio até aqui e deixou um comentário:
Tá bom . Tá bom. Tá bom. Foi mal. Eu tiro, eu tiro, eu tiro. Mas se eu mandasse vc escrever vc nao o faria. Então, vai ler agora vai??????????!!!!!!!!!!!!
P.s. Eu posso botar q eu sou bom como observaçao? Deixa vai! Ficou feio não.
É nos pequenos detalhes que a gente conhece as pessoas. O "mandasse" do comentário me deixou intrigado. O cara acha que manda? Em quem?
Sou da paz, mas não aguentei e respondi, entre outras coisas: "Pq vc acha que pode pegar um texto e inserir uma frase mentirosa, botando na minha boca um elogio a um livro seu? Vc é completamente maluco ou só sem caráter?"
E ele me respondeu que ele "ter colocado uma frase" não era motivo pra eu "ter começado um barraco". Era preu voltar pro Mobral. Hahahahaha... Deletou o post.
Eu sei, eu sei, ficar falando disso é dar moral pro sujeito.
Errar é humano, ele podia fazer um mea-culpa público ao invés de me atacar de novo. Será mesmo que ele acha que tem razão? Como diria Shakespeare, é mesmo muito barulho por nada?
Na verdade, só fiquei putinho com a história porque ele chamou meu post de um "texto qualquer". Ei, não fala assim comigo não, rapá!
Apdeite:
Depois que Elelnilsoln virou "escritor polêmico", deixo aqui minhas palavras finais sobre o caso:
Foi assim: no dia 11 de Novembro de 2006 saiu uma crítica sobre meu livro "Sexo Anal - Uma Novela Marrom" no suplemento literário d'O Globo. Era uma matéria sobre e-books, tinha um link para quem quisesse baixar o livro de graça. Houve uma enxurrada de downloads, comecei a receber uns e-mails estranhos, gente de todos os tipos - vocês nem imaginam!
Entre esses e-mails estava um bastante interessante, de um cineasta carioca que começava a filmar um roteiro original e que disse ter gostado bastante do meu livro. Era Marcelo Laffitte - que estava começando as filmagens de "Elvis e Madona". Nascia uma amizade virtual.
Fui ao Rio algumas vezes, mas nunca conseguíamos nos encontrar. A idéia era conversar, desenvolver algum projeto juntos, até mesmo roteirizar "Sexo Anal". O papo não rolou, ele acabou se complicando nas etapas todas de finalização de um filme, eu lancei "Virgínia Berlim - Uma Experiência" e comecei a escrever "Buceta - Uma Novela Cor-de-Rosa". Perdemos o contato.
Uma tarde, meu telefone toca. É Laffitte, com uma proposta: que eu escrevesse o romance de "Elvis e Madona". O filme seria lançado no final do ano e eu tinha seis ou sete meses para completar o desafio. Maluco que sou, aceitei. E, empolgado, comecei a escrever.
Eu tinha em mãos alguns roteiros do filme, o projeto e o primeiro corte do filme, sem mixagem de som. Foi de onde parti, confiante.
Depois de 40 ou 50 páginas escritas, decidi mostrar para alguns amigos. Eu não estava satisfeito, o prazo estava estourando, achava que não ia conseguir. Não queria fazer a simples narração do filme, algo sem personalidade. Laffitte tinha pensado em mim por causa do meu estilo e, para imprimir meu estilo à história, teria que torcê-la um pouco. Mas não podia fazer isso por minha conta, sem falar com o verdadeiro criador dos personagens. Autores têm certo ciúmes de alguns personagens - e Laffite certamente se orgulha de Elvis e Madona.
Fui ao Rio especialmente para encontrá-lo - e, dessa vez, aconteceu. Ficamos amigos de infância. É incrível como isso acontece, algumas vezes.
Olhei nos olhos dele e pedi que ele me entregasse seus personagens, para que eu fizesse um livro meu. E ele me deu Elvis e Madona e João Tripé e todos os personagens fabulosos de "Elvis e Madona - O Filme".
Alex Castro, nesse processo, me deu apoio e segurança, para que eu não desistisse. O livro tinha muito mais a cara dele que a minha. Meu métier é a cidade média do interior paulista, cidades com 150 ou 200 mil habitantes. Agora eu tinha que contar uma história que se passa em Copacabana - e não tinha idéia sobre o desafio que seria escrever algo num ambiente tão diferente. "A Copacabana real não existe, só existe a Copacabana mítica", disse o Alex. E tudo começou a ficar mais fácil.
Obrigado Alex. E obrigado Marcelo.
Finalizei "Elvis & Madona - Uma Novela Lilás" nesta semana. Ainda faltam alguns pequenos detalhes. Mandei o texto para Marcelo, que ainda não leu - está correndo com o lançamento do filme, que deve ocorrer no dia 14 de Novembro, em São Paulo, durante o Festival Mix Brasil. A primeira sessão acontece às 20h30, em cinema ainda a ser divulgado. Espero encontrar todos os amigos lá.
Depois do filme, lançamos o livro. Creio que role até o final do ano.
Fã de filmes de terror, Bruce Joel Rubin escreveu um roteiro original do qual gostou bastante, nos anos 70. Mostrou para várias pessoas, ninguém quis filmar.
Deixou o roteiro de lado e escreveu para dois de seus ídolos: Douglas Trumbull e Wes Craven.
Novamente, tinha outro roteiro originalíssimo debaixo do braço, mas ninguém queria.
Depois de muito bater perna, um improvável diretor de comédias decidiu filmar. E Jerry Zucker fez "Ghost - Do Outro Lado da Vida", filme que concorreu a cinco Oscars, vencendo dois: Atriz Coadjuvante, para Woopi Goldberg, e... Roteiro Original! O resto é história, "Ghost" é o "Titanic" da nossa geração.
Paralela às filmagens de "Ghost", aquele roteiro dos anos 70 que ele tanto gostava ganhava vida através da direção também improvável de um diretor marcado pelo erotismo: Adrian Lyne. Lyne vinha de "Flashdance", "Nove Semanas e Meia de Amor" e "Atração Fatal" e não parecia ser a pessoa mais talhada para esse filme de terror intenso e psicológico. Nascia "Alucinações do Passado" (Jacob´s Ladder, 1990), que não teve a mesma sorte de "Ghost" - embora seja infinitamente melhor como filme, um roteiro simplesmente perfeito. O filme foi ignorado no Oscar, mesmo tendo levado os prêmios de melhor filme da audiência e da crítica no até então prestigiado Festival de Cinema Fantástico de Avoriaz (1991).
Em "Alucinações do Passado" temos Tim Robbins como um veterano do Vietnã que perdeu o filho recentemente e começa a ter visões. As visões são terríveis, demônios que o atormentam, pesadelos reais, rostos deformados que ele vê à luz do dia. Os demônios e os deformados tiveram inspiração visual nas ilustrações da "Divina Comédia", de Dante (especialmente as de Gustave Doré) e nos quadros de Francis Bacon. Danny Aiello faz o quiropata de Robbins e uma deliciosa Elizabeth Peña (que vinha de "La Bamba", muito provavelmente colocada ali pelo Lyne) parece por vezes diabólica, por vezes angelical. O desfecho do filme está em listas dos mais surpreendentes da história do cinema.
Nem o completíssimo site Boca do Inferno tem um texto sobre o filme.
Embora ele apareça nessa lista dos 100 melhores de todos os tempos do respeitável Best Horror Movies.Com e também nessa lista, que tem os bem lembrados e super-cults "Hasta El Viento Tiene Miedo" (Taboada, 1968), "El Dia De La Bestia" (Iglesia, 1995) - além de "Martin" (o melhor filme de George Romero, 1977) e de dar o primeiro lugar para "O Inquilino" (Polanski, 1976), um dos meus filmes preferidos desde sempre.
Creio que "Alucinações do Passado" não tenha saído em DVD no Brasil.
Justifica um donwload num torrent da vida.