fevereiro 2009 Archives
Arrumando o armário de livros, reencontro "The Films of the Seventies" (Robert Bookbinder, Citadel Press) que ganhei de presente de Natal de mamã lá por, hmmm, 1985. Me fez repensar como os anos 70 foram espetaculares para o cinema: Tubarão, Rocky, Guerra nas Estrelas, Superman, Um Golpe de Mestre, Rede de Intrigas, O Franco Atirador, Embalos de Sábado à Noite... E a inventividade de filmes que depois foram copiados à exaustão, Inferno na Torre, Contatos Imediatos do Terceiro Grau, O Exorcista, Carrie, Alien, Dirty Harry, Chinatown...
Aqui vai minha lista dos preferidos dos anos 70:
1 - O Fantasma do Paraíso, DePalma.
2 - O Poderoso Chefão, Coppola.
3 - O Poderoso Chefão 2, Coppola.
4 - Taxi Driver, Scorsese.
5 - Laranja Mecânica, Kubrick.
6 - Manhattan, Allen.
7 - O Inquilino, Polanski.
8 - A Profecia, Donner.
9 - Um Estranho no Ninho, Forman.
10 - Apocalipse Now, Coppola.
Destaque para dois filmes excelentes, que entrariam em minha lista de 15, o primeiro tem muito a ver com meu primeiro livro, o segundo tem muito a ver com o livro novo, que será lançado em breve: "O Último Tango em Paris", de Bertolucci e "Um Dia de Cão", de Lumet.
;>)
Apdeite: Recebo um e-mail questionando por que a lista tem apenas 10 títulos. É uma boa pergunta. Então, os outros preferidos dos 70:
11 - Amargo Pesadelo, Boorman.
12 - Chinatown, Polanski.
13 - Um Dia de Cão, Lumet.
14 - Último Tango em Paris, Bertolucci.
15 - All That Jazz, Fosse.
16 - Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, Allen.
17 - Carrie, DePalma.
18 - Guerra nas Estrelas, Lucas.
19 - Contatos Imediatos do Terceiro Grau, Spielberg.
20 - Alien, Scott.
Vinte tá bão, né?
E a Amazon lançou hoje o Kindle 2, New Wireless Reading Device, bem mais bonito que o primeiro. Que acham?

No bercinho, foi o primeiro castigo da baixota.
A blogoseira está revelando segredos e o sacana do Sérgio Léo me chamou pra meme.
Lá vai:
Seis segredos reveláveis:
- Trabalhei 4 anos no Unibanco, aos 19 anos era o contador mais jovem do interior do estado, achava que ia ser gerente de banco quando crescesse. Nunca passei dos 1,71m.
- Larguei o banco para trabalhar em TV comunitária com 20 anos. Deixei a carreira para ganhar um quarto do que ganhava no banco. Nunca liguei pra dinheiro.
- Casei pela primeira vez com 21 anos e um terno verde. Nunca tive bom gosto para roupas.
- Depois de 6 anos em TV decidi abandonar tudo, comprar um bar e virar escritor. Comprei um bar e acabei fazendo campanha para o PT em Piracicaba. Um ano depois tive que voltar pra TV sem ter escrito uma linha decente - mas tomei todo estoque do bar. Nunca cumpri resoluções.

- Na minha primeira noite em Buenos Aires tomei um porre homérico, acabei numa van com dois cubanos e meia dúzia de americanos tentando convencer a todos que "Hyde Park Hotel" era "Hotel raio que os parta". No outro dia quis voltar a pé para casa, em Americana. Nunca soube me conter.
- Passei cinco dias em um trabalho de conscientização ambiental com índios em Roraima. Conheci uma índia que era a cara da Cameron Diaz. Pedi a nêga em casamento, ela não aceitou. Quase nunca tenho sucesso nessas abordagens
Quem topa confessar?
;>)
Depois de um bom tempo sem ninguém falar nele, Ju Dacoregio leu e escreveu sobre meu livro d´estréia.
Disse a loiraça belzebu:
[...] o romance se torna cativante: é tão "sujo", mas tão "gente como a gente" nos sentimentos, dúvidas e idiossincrasias dos personagens! O que não é nada lugar-comum é a trama criada pelo autor. Há suspense, violência, traições, paixão e escatologia. A parte da escatologia não me atrai nem um pouco. É desconfortável ler sobre a prisão de ventre alheia. Mas é um tema que não se encontra ali gratuitamente. [...]
Leia tudo aqui.
A novidade é que a Ju diz que "Sexo Anal" é um "Daqueles livros que fazem você se envolver com os personagens, a ponto de deixar saudades quando chega ao final. Poderia até ter uma seqüência."... E... tchan-tchan-tchan-tchan!!!... VAI TER UMA SEQUÊNCIA!!!
Não será um sequência convencional, já que não vou retomar todos os personagens.
Mais novidades em breve.
:>)
Apdeite: Gaborin Gaboriela me citou numa meme literária, como "autor contemporâneo" ao lado de uma ganhadora de Oscar! Quem sabe num chego lá?
;>)
E com satisfação vejo que o Guto (ex-Neosaldina com Coca-Cola) voltou à blogosfera!
Viva!
:>*
Não é por acaso que o novo disco solo de Scott Weiland - o segundo, depois de dez anos de "12 Bar Blues" - tem um cover de Bowie, "Fame". Esse é o disco em que Weiland assume o Bowie que estava dentro dele. Basta ouvir "Paralysis", quarta faixa de "'Happy' in Galoshes" (Felicidade nas Galochas), para ter certeza que o ex-líder do Stone Temple Pilots e do Velvet Revolver abraçou o pop, deixando ligeiramente de lado o experimentalismo do primeiro disco solo, a sujeira do trabalho no STP e o rock visceral e pesado do Velvet. É mais ou menos como se tivesse saído do armário.

A estampa andrógina de Weiland já denunciava a aproximação. O vocal que alcançava falsetes e às vezes cantava em soquinhos parecia emular até um, ãhn, Robert Plant. Mas a postura longilínea e faiscante de Weiland somada a uma ou outra pintura com glitter, roupas espalhafatosas e o vício em heroína denunciavam que seu duplo era mesmo Bowie - Lou Reed por extensão.

Eu adoro "12 Bar Blues", um disco pesado, triste e experimental, cheio de barulhinhos e distorções, produzido por Daniel Lanois e com a colaboração de muita gente boa. Escrevi sobre ele em minha antiga coluna na Antena 1 (aqui) e também no livro "Dois Discos", que eu e Renmero escrevemos (baixe o livro aqui).
Mas periga eu me apaixonar mesmo é pela "felicidade nas galochas. Não é um disco alegre, apesar de pop. Tem uma música para o pai biológico de Weiland, que ele não conheceu, "The Man I Didn´t Know"; tem músicas para seu irmão que morreu de overdose; tem músicas melancólicas que parecem feitas para seus filhos pequenos, de 6 e 8 anos; tem músicas de amor e desamor, Weiland está no meio de um processo judicial de separação...
"'Happy' in Galoshes" tem uma versão DeLuxe com canções que não entraram no corte final de Steve Albini. Slash participa de algumas canções. Recomendo a versão simples. Ainda mais se você espera um bom disco do Bowie desde "Heathen", de 2002.
Quem paga o IPVA dos carros com aqueles plásticos "Propriedade de Jesus"?

