Acho que todo mundo já viu, mas é pertinente.
;>)
"Quero gente com diploma do meu lado!":
"Você é um porco!":
Nos links relacionados no YT tem vááááárias respostas, desdobramentos.
Foi bom perder uns minutos vendo isso pra desopilar hoje.
:^*
Acho que todo mundo já viu, mas é pertinente.
;>)
"Quero gente com diploma do meu lado!":
"Você é um porco!":
Nos links relacionados no YT tem vááááárias respostas, desdobramentos.
Foi bom perder uns minutos vendo isso pra desopilar hoje.
:^*
Não há quem não conheça a palavra "liberdade". Mas, sozinha, ela quer dizer muito pouco; liberdade precisa de um objeto para o qual ser livre. Ela surge de algo que cerca, cerceia. Conquistamos nossas liberdades à medida em que conhecemos seus contrapontos; e é preciso reinventá-las todos os dias.
Você já leu o Manisfesto Pela Liberdade e Democratização da Comunicação Verbeat?
Não?
Então leia.
Pois é, aniversário da Lia, dois aninhos, festa do Cocórico. Família, Isabelle veio, arroz carreteiro, cuscuz, vinho verde, cerveja Primus, criançada correndo. Foi lindo.
Domingo, um dia depois, estamos almoçando num lotado e muquifento restaurante sino-japa na Liberdade, família Biajoni e Alex Castro e Lulu, um dia lindo, quando eu enfiei o carro da Lulu numa vaga estreitíssima e o pessoal que estava vendo aplaudiu em pé, um exclamou, manobra concluída, um: "Parla!".
Evento em Santos, vou lá arrumar umas coisas com o brou Paulo Corrêa, experimentamos a mítica carne do AO CHOPP DO GONZAGA com vários chopps. No almoço do dia seguinte, Fildago Jr, o autor d´"O Ano da Lagartixa", nos leva para almoçar num amplo restaurante japonês que funciona dentro de um clube... O pessoal comemorava os 100 anos da imigração e eu comi-morei vários sushis, tepan e um delicioso coração de acelga com alho que... vou te contar.
Mas bom mesmo é o papo do velho Fidalgo, figura ancestral, apesar de não tão velho assim, pelas ruas de Santos. Um ícone do Jornalismo. Uma bandeira, como costumo dizer.
Preparativos aprontados, de volta a Limeira, as encheções de saco de um marginal da imprensa que quer pegar no meu pé... Chego a chorar de rir com o indivíduo. Me desopila.
Minha acupunturista desmarca o horário, recebo uma liminar para tirar o texto de Thiago Gardinali do blog. Tiro, claro. Cumpro a lei. Penso em ligar para Maurício Azedo, para trocar uma idéia... Mas deve ficar para daqui uns dias... Muito trampo, e o evento em Santos.
Evento em Santos, pego Taffarel no aeroporto, vamos para lá, almoço, visita à exposição dos 50 anos da Suécia no grande SESC Santos, entrevistas à imprensa, o grande evento à noite... 500 pessoas... É o Prêmio IBS-Gruhbas.
Volto a Limeira com um sorriso no rosto, depois de deixar Taffa em Sampa, onde ele ia pegar um vôo para Curitiba, onde ia encomendar uma moto chopper...
Um cara de bom gosto.
Em Limeira, nova encheção, um procurador parece querer fechar a TV onde trabalho, fizeram denúncias lá, aquela coisa toda. Ficamos sabendo através da Folha de São Paulo, coluna do amigo Daniel Castro. No mesmo dia, no editorial Estadão, vejo declaração do Maurício Azedo, da Associação Brasileira de Imprensa, dizendo que "o maior inimigo da imprensa hoje é o Poder Judiciário". Ai, ai...
Vamos lá para mais uma guerra. Vamos enfrentar mais um processo. Ou dois. Ou três.
Vamos meter alguns também.
Ouvindo, claro, "Meu Caro Amigo", do bom e velho Chico Buarque.
Não bastando tudo, fico sabendo que outro Chico nasce na próxima terça... É o filho do amigo-irmão Vicente Pironti que está chegando. Pironti é fundador da Unicirco com Marcos Frota, é o cara que me apresentou o grande Marcos Winter, um cara adiante de seu tempo, um ser iluminado, que forma agora uma linda família.
Abro o laptop agora, vejo uns recados no Orkut (quase nunca passo lá) e Marcos Donizetti diz que nessas férias finalmente vem para essas plagas - o que duvido. Vejo um recado bonito, bonito, bonito da amiga Pat Khöler, me dá saudade, mas acho que em breve a verei.
Me preparo para umas férias curtas em Julho também.
Acho que é isso, agora, por enquanto. Vou lá ler o Idelber e o Galvão (que está com textos incríveis que eu sei mesmo sem ler)... E vou tomar um chá de gengibre com cravo e canela em pau que eu mesmo fiz e adocei com mel e certamente está uma delícia.
E dormirei tranquilo.
São 15 pras onze. É uma boa hora para se dormir.
:^)
Estou em Santos com meu amigo Taffarel (sim, sim, o mítico goleiro da seleção).
Estaremos às 16h30 no SESC Santos, vendo a bonita exposição de 50 anos da Copa da Suécia. Ficamos por lá até umas 18h.
Depois voltamos ao SESC às 19h30 para a entrega do Premio IBS Gruhbas.
Quem estiver na área, aparece.
Mas ontem roubaram o lixo de casa.
O saco de lixo.
É mole?
Uma mulher linda.
Duas filhas lindas.
Um enteado lindo.
Uma família linda, um avô de 90 anos lindo que é esteio moral.
Um aparelho de som lindo, com muitos discos lindos.
Um laptop lindo, conexão wi-fi linda, TV de tela plana linda.
Um trampo gostoso, assessorias sem patrões, horários flexíveis.
Amigos, amigos, amigos, lindos, lindos, lindos.
Vinhos, petiscos deliciosos especialmente confeccionados pela dona Fresca, compota de caju.
Escrever sem pressa ou compromisso, confiando no momento.
Uma acupunturista linda, um massagista lindo, uma bacia azul especial para escalda-pés linda.
Nenhuma conta pendente, nenhum cheque para cair, nenhuma dívida, nenhuma caderneta de armazém ou farmácia, ninguém para bater na minha casa.
Uma casa própria, um carro (velho mas) próprio, uma churrasqueira facinha de acender.
Uma consciência limpa linda e leve leve leve.
Preciso esquentar a cabeça com qualquer coisa?
Apdeite: E, ah, os melhores e mais lindos leitores do mundo!
A Mara pede que eu diga meus livros preferidos. Tinha feito uma lista anos atrás para o extinto site Tiro&Queda. Através da Mara, fico sabendo que Roberto Freire (o escritor, não o político) morreu. Tinha feito um texto para o T&Q sobre um encontro que tive com Freire. Aproveitei que fui lá nos recônditos dos arquivos buscar um e busquei mais outro. Tão aí os dois.
Dez livros:
1 - Trópico de Câncer - Henry Miller - O chute na bunda da literatura, o cara que sai dos EUA num navio com 10 dólares no bolso para ganhar a Europa e fazer o que deve ser feito. O "sonho" de todo pretenso escritor.
2 - O Apanhador no Campo de Centeio - J.D. Salinger - Gente como a gente, Holden Caufield, o personagem principal, "não encontra par nisto tudo neste mundo" - para citar Fernando Pessoa.
3 - Laranja Mecânica - Anthony Burguess - Delinquência, inovação narrativa, subtexto de investigação social, reflexão. Um livro que foi meio obscurecido pelo maravilhoso filme de Kubrick - mas GRANDE literatura.
4 - Moby Dick - Melville - De todos os clássicos o mais perturbador, cheio de referências psicológicas e mitológicas, do tipo que, definitivamente, EU GOSTO. Não é só uma "caça a uma baleia" como muitos pensam. O Alexandre tem GRANDES ANÁLISES sobre o livro lá no blog.
5 - O Processo - Kafka - O absurdo como parte de um cotidiano tão mais absurdo que chega a ficar engraçado e aterrador ao mesmo tempo.
6 - O Estrangeiro - Camus - Um crime. De quem é a culpa real? Até que ponto se pode julgar um ato, um homem? Bom, o Camus tem outros livros maravilhosos, mas a concisão desse pesou na escolha.
7 - Malone Morre - Beckett - Um homem (?) deitado em uma cama de hospital (?) na impossibilidade de ver (?) cria, recria, inventa memórias povoadas de situações absurdas (?). Pois é, Beckett é uma série de interrogações: nunca se sabe exatamente o que se está lendo - mas tem MUITA COISA ali. (Parte da trilogia composta pelos ótimos "Molloy" e "O Inominável")
8 - Retrato do Artista quando Jovem - James Joyce - O fluxo narrativo é o fluxo de consciência do narrador, suas lembranças cíclicas, redundantes, os pequenos detalhes que vão sendo alterados pelo discurso... Joyce aparece sempre nas listas com o "Ulisses" ou o "Finnegans Wake" - não li nenhum deles, acho muito difíceis. Esse é muito legal e pequeno.
9 - Tanto Faz - Reinaldo Moraes - Brasileiro, um livro pouco conhecido, é o meu livro "personalista" da lista. Um estudante brasileiro em Paris, nos anos 60. Cheio de referências pop, "Tanto Faz" é precursor de Nick Hornby e de toda "nova literatura pop".
10 - Frankenstein - Mary Shelley - Esse livro é maravilhoso, conta uma história única, tão cheia de referências quanto Moby Dick. A escolha foi difícil pois tive uma fase de terror com o "Drácula" do Stoker, o "Médico e o Monstro" do Stevenson e "O Exorcista" do William Peter Blatty. Mas devo registrar que um dos melhores livros de terror de todos os tempos, pra mim (e só preterido pelo "Frankenstein" pelo "peso histórico") é "O Inquilino" de Roland Topor. "O Inquilino " virou ótimo filme de Polanski e era um livro do qual Borges gostava bastante.
Se a lista fosse de 11 livros, acrescentaria a HQ "Watchmen" de Allan Moore - para mim, ALTA LITERATURA. Se fossem 12, colocaria "Batman - O Cavaleiro das Trevas" do Frank Miller.
Ah, devo dizer que sou fã super do Thomas Harris.
Só não inclui o A Sangue Frio", do Capote, por ser mais uma ampla reportagem que ROMANCE.
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Encontro com Roberto Freire - originalmente publicado em 07.07.2003
Roberto Freire ia chegar em Limeira às seis da tarde e eu próprio me pautei eu mesmo para entrevistá-lo. A entrevista, em virtude do horário e da urgência, iria para o ar no mesmo dia. Teria que fazer uma entrevista rápida, voar para a TV, editar porcamente e colocar no ar. O Zovico, dono da TV, quando contei sobre o esquema, perguntou: "Mas quem é o Roberto Freire? É o cara do Partido Comunista?". Não, falei. É o escritor homônimo, somaterapeuta, o homem que escreveu o livro "Sem Tesão não há Solução". Ah, bom.
Montei o jornal e saí para esperar Freire. Na biblioteca umas 20 pessoas o aguardavam. O último livro dele estava entre os mais vendidos, mas não lembro qual era. Chegou atrasado, cerca de 18h30. Meti a cara e pedi para que me desse uma entrevista rápida antes da palestra. Ele aceitou.
Tapa olho, parecido com um capitão Ahab ou um Gancho do Peter Pan, barba por fazer, três óculos no pescoço, Freire suscitava um certo dó, uma certa pena. Olhar aquele senhor velho, com um olho coberto, o outro lacrimejando, aquele monte de óculos no pescoço...
Mas quando falava, sua face se iluminava. O tema básico que defendia era a honestidade acima de qualquer coisa: como estilo de vida, como diretriz no trabalho, no relacionamento. Seja honesto com você mesmo: se está com uma pessoa, num relacionamento, e tem vontade de sair com outra, conte para sua parceira. Discuta isso. Pense sobre o porque desse desejo. E se for importante para você sair com essa outra pessoa você deve fazê-lo - nem que seja para perder seu parceiro. A honestidade direta de você para com você mesmo: é isso o que conta.
Assim é na vida profissional. Mantenha uma postura. Não fique lambendo o chefe ou o patrão pelo emprego. Não precisa ficar dizendo que a gravata dele é linda - só para manter o emprego. O patrão não te faz um favor. Ele ganha dinheiro com você. Seja firme e honesto com ele e mantenha a integridade consigo mesmo.
Essa filosofia de vida não vai contra os padrões morais estabelecidos? Vai. Mas somos nós mesmos que estabelecemos os padrões: nós podemos mudá-los. É muito difícil e, provavelmente, não consigamos isso. Tudo bem: pense nos seus filhos, nas próximas gerações. Você quer que o seu filho tenha os mesmos relacionamentos truncados que você teve? Você quer que seu filho tenha a mesma angústia de homem casado que você tem hoje? Você quer que seu filho mate seu sonho para trabalhar num emprego medíocre como o seu só porque ele vai poder comprar um carro do ano?
Ser libertário é pensar em todas as gerações futuras.
Voei para a TV, todos aguardavam para "fechar" o jornal. Fiz uma edição porca e rápida da entrevista e ela foi pro ar no encerramento do jornal, com cerca de 4 minutos (o que é muito). O Zovico não gostou, pois não conhecia Freire. Também não achou coerência no que ele falou.
Coerência é para quem procura.
Procuremos.