Esse é um poema originalmente publicado no extinto site Tiro&Queda, há três anos e meio, quando fiz 34 anos. Republico para o Alex, que fez 34 no Sábado. Todos os homens são iguais quando fazem 34 anos.
34 anos
Vamos colocar a casa em ordem;
contratar uma empresa para lavar o tapete.
Deixa eu ver essas fotos aqui: vão para o lixo...
O vaso quebrado, o cálice trincado, a imagem de São Francisco...
Tudo o que me lembra você ou qualquer amor antigo.
Vou mudar os móveis de lugar,
para que não haja perigo
de me deparar com um ângulo, uma perspectiva, que traga de improviso
uma visão tua, uma ilusão da tua tessitura...
Algo que remeta a uma manhã de sol em outubro
ou a você preparando sucrilhos...
Deixo de lado o saudosismo.
Estou a completar trinta e quatro e quero um novo começo
e não um novo abismo.
Não quero um arremedo no tecido,
mas uma camisa nova para a missa de domingo.
: A oportunidade de amar de novo
sem a possibilidade de qualquer perigo.
Não sou o crucificado.
Não, eu passei dos trinta e três invicto:
com mais defeitos e várias Madalenas no currículo
espero um paraíso além daquele oferecido a Cristo.
Gostei do poema, Luiz Henrique.
Saudade, negão. Vamos pro sul tomar umas com o Briga?
Bom texto, curti p final!
e foi aos 34 que eu me meti no abismo de ser pai. não me curei até hoje...
Ligo, deixo recado na caixa postal, mando sms... e nada... depois reclamas... tava na Granja Machado, ao lado do Sesi. O show foi sensacional. Perdeu, gueizão!
E falta quase uma década para eu chegar aos 34. Pelo visto, ainda bem. =)
Comigo foi assim mesmo.
Perfeito.
perfeito