A polícia parou dois homens num Audi A3. Checaram os documentos, o carro era de um comerciante, dono de um bar em Piracicaba. Entraram em contato com o cara e ele se desesperou: o carro estava com a esposa, Lilian Luna, de 30 anos. Onde ela estaria?
Inicialmente, pensaram todos em sequestro.
Mas ficamos sabendo depois que ela havia fugido com um garçon, funcionário do marido, de 17 anos. Deixou o Audi A3, os três filhos (de 4, 10 e 12 anos) e a estabilidade promissora do bar/marido para fugir em um ônibus muquifento para a cidade de Monte Azul, Minas Gerais - levando, a tiracolo, o garoto de 17 anos.
A maior ironia da história é que o marido estava desconfiando da esposa e colocou seu funcionário de confiança, o garoto de 17 anos, para, ér, tomar conta dela. Ele tomou.

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Na Ilustrada de hoje, um bom texto do Cony. Um camarada quer trocar o nome do prédio onde mora, "Babilônia", acha que é um mau agouro: pode fazer com que sua mulher lhe traia. Lá pelas tantas, o temente a chifrudo pergunta:
- Você acha que sua mulher seria capaz de um adultério?
- Sei lá.
- Bom, em princípio todas as mulheres são capazes disso. Elas têm a matéria-prima do adultério: o sexo e o marido. Falta apenas o beneficiamento, que é o terceiro elemento, o amante, que não é difícil encontrar. Mas fique sabendo, nenhuma mulher nasce adúltera, como os poetas nascem poetas. Ela se faz, como os oradores. Ou melhor, o marido é que a faz adúltera
Pela lógica, não fosse o marido ensinar-lhe as delícias do sexo e depois talvez negá-lo, não haveria adúlteras.
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No Caderno 2, matéria sobre "A Era da Inocência", filme que fecha a trilogia de Denys Arcand, iniciada com "O Declínio do Império Americano". Quero ver, mas tenho a impressão que é um filme chatíssimo. Um trecho da matéria, com entrevista que Luiz Carlos Merten fez com ele, um trecho brilhou, quando ele dizia porque o novo filme tem tintas medievais:
"...Depois do Declínio e das Invasões [Bárbaras], chegamos a uma nova Idade Média. Pensem. O que é a Idade Média? É a guerra contra os muçulmanos, os infiéis, as cruzadas. Tudo isso está acontecendo de novo. Até as mulheres. Elas se tornam de repente inacessíveis, querem que as cortejemos."
Hmmm.
O que querem as mulheres? Corte e dedicação exclusivas?
Nessa nova Idade Média, quando as mulheres já conquistaram tudo, elas passaram a querer algo que não somos capazes de dar?
Com a palavra, as mulheres.






