dezembro 2007 Archives

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Quadro do amigo Sérgio Efe.
Clique para ampliar.

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É o que deseja la famiglia.
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Olha como ficou legal a versão pocket de "Sexo Anal - Uma Novela Marrom":

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Olha ele, comparado com "Virgínia Berlim - Uma Experiência":

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Olha a contracapa, retirada de um trecho da resenha de André Luis Mansur n´O Globo:

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Quer saber o que disseram sobre o livro? Clique aqui.

Não gostou? Escolha outro título na gloriosa editora OsViraLata.
:>)

O debate caloroso no meu post “O Futebol é o Criacionismo dos Esportes” mostra que eu estou certo - o tal esporte é pior que religião. A discussão fugiu do tema central do post ("torcer é ridículo") quando o Doni fez o comentário dizendo que “Gostar de futebol, ou do Senna, ou de bolinhas de gude... São questões afetivas. O torcedor sente pelo time uma forma de amor, e não há qualquer forma de racionalizar isso, de encontrar um ‘sentido’”. Sim, é possível gostar de futebol como se gosta de lazanha ou de filmes trash. Isso é uma coisa. Outra coisa é ser irracionalmente apaixonado pelo time, torcer às lágrimas, perseguir ônibus – e esse tipo de Torcer me incomoda mais. Mas não apenas esse.

Se eu pudesse resumir, diria que “a intensidade fanática intrínseca e pessoal deveria ser inversamente proporcional ao nível de esclarecimento do, ér, torcedor” – o que não acontece.

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Dawkins conta, em “Deus, Um Delírio” que tem amigos cientistas que acordam no domingo de manhã e vão com as esposas às missas, aos cultos, cumprindo um ritual religioso & social tradicional. Isso é uma coisa, Dawkins não pode recriminar. Alguns desses cientistas são indefinidos, tentam não pensar cartesianamente sobre religião. Outros são ateus não declarados, posam de cristãos em suas comunidades e eu acho que não são mais ou menos hipócritas do que aqueles católicos liberais que dizem às esposas que vão pescar no final de semana para se enfiarem num bordel qualquer. O problema, diz Dawkins e eu concordo, é o cara ser cientista, trabalhar com a ciência mais científica, ter um esclarecimento absurdo sobre as coisas todas, e... fazer uma oblação sobre a Caim & Abel ou as Sete Pragas do Egito. Eram sete ou dez? Sei lá.

Então, é difícil para mim que o escritor e quase-psicólogo Doni ou o inquieto e antenado Tiagón, conhecedores dos arcanos mentais, dos processos culturais semiológicos e etc..., se mostrem tão apaixonados por futebol ou por times específicos. Dói para mim que tratem do assunto como “algo irracional” pois, novamente citando Dawkins, mas também Hitchens, a desculpa de uma tradição ou de um conhecimento secular transmitido por ancestrais, acima do substrato da cultura, de um nível superior ou sobrenatural (o que podemos tranquilamente chamar de “lenda”) é o que vem motivando As Guerras. Assim como homens-bomba acreditam cegamente que virgens aguardam no paraíso de mármore – e não adianta nossa razão dizer que esse tipo de coisa não existe! -, pessoas vestem camisas com designs & cores berrantes e símbolos de clubes com patrocinadores e choram & gritam e se descabelam por causa de um Clube de Futebol.

No Rio, Tati Gejfin me chamou de imbecil insensível e eu fiquei me perguntando se Não Torcer por um time me faz um sujeito pior que o flamenguista que vive sob o inflexível égide “uma vez flamengo, sempre flamengo”. Quer dizer: você não muda de time. Os jogadores não têm nenhuma fidelidade, pulam daqui para lá, para quem paga mais. Mas aos torcedores é exigida uma fidelidade acima da religiosa – de religião as pessoas mudam, de vez em quando, até para arejar um pouco as idéias sobrenaturais, vai dizer?

Nos comentários , o amigo Flávio Prada apontou a cultura de rebanho do Futebol e isso é tão claro que me impressiono com quem debateu e/ou rebateu com ele. As pessoas, de maneira geral, escolhem muito pouco sobre suas vidas e com futebol é assim, claro.

O debate - se houver - deve estar relacionado a O Quanto Nos É Permitido Sermos Passionalmente Ridículos e Manipulados Sendo Inteligentes. Algo como acreditar que os ossos de dinossauros foram projetados e enterrados por Deus Todo Poderoso para que tivéssemos a impressão que existiu uma Pré-História.

(O título desse post é do Helder)

novo blog

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vb, alhures...

Meu livro, "Virgínia Berlim - Uma Experiência" está na lista para a Copa de Literatura Brasileira 2008.
Você pode votar, 16 livros serão escolhidos para a competição de Lucas Murtinho.

No último final de semana estive no Rio, onde encontrei Bruno Freitas e Gejfin com respectivas e me torrei no sol com a sempre linda Viva. Com satisfação, conheci o multimídia Pedro Novaes, que pensa em fazer filmes de "Virgínia Berlim" e de "Sexo Anal - Uma Novela Marrom". Ele leu VB e escreveu sobre.

"Sexo Anal" começa a ser entregue na segunda, foram vários os pedidos antecipados da edição pocket, idealizada pelo Branco Leone, que terá apenas 50 exemplares. Corra comprar o seu, antes que acabe.

No site d´OsViraLata.

Eu pensei em mudar o nome do livro. Na verdade estava entre esses dois:

"O Segredo Anal - O poder da atração do fiofó"

ou

"A Jornalista que fazia uma coisa que rima com Cabul"

Mas achei que ia ficar apelativo demais.

Esse é o título do romance do chileno Alberto Fuguet que achei por acaso, a R$ 9,90, em uma Lojas Americanas de Limeira.
Na contracapa, um elogio de Vargas Llosa foi o bastante para que eu fechasse negócio.
A orelha de Joca Terron (também autor da capa) incentivou a leitura, que conclui com prazer, aquele sorriso bobo que um bom livro nos proporciona.

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O título pode afastar o leitor cansado da prosa pop recheada de listas à la Hornby - o que seria uma pena.
"Os filmes de minha vida" é menos sobre cinema e mais sobre memórias da infância e da adolescência; intrigas familiares e... terremotos!
Beltrán é um sismólogo, neto de sismólogo famoso, que viveu sua meia-vida entre o Chile e a Califórnia, duas regiões famosas por tremores.
Assim como as casas rachavam e, às vezes, caíam, Beltrán vê sua família não resistir aos terremotos emocionais.
A metáfora pode parecer rasa, mas Fuguet a revela com grande charme, utilizando a memória afetiva dos filmes que viu nos drive-ins da América, nas primeiras exibições da TV, nos cinemas chilenos e americanos.
Existe uma graça e um entrelaçamento entre a situação de vida do narrador, a situação dos países e seus regimes (Montalva/Allende/Pinochet) e o progresso do cinema, os filmes que são vistos dentro da linha de tempo.

Mais interessante, para mim, porém, é justamente essa "memória afetiva", decalcada da memória histórica efetiva do cinema.
Lá pelas tantas o narrador-personagem Beltrán afirma jamais ter visto "Cidadão Kane" - é como se ele dissesse que não é um cinéfilo de carteirinha, está pouco se lixando para os aspectos formais do cinema ou de sua história - e esse é o tipo de postura que me agrada quando alguém faz uma lista.

Sobre esse assunto (lista afetiva) coincidentemente inauguro minha participação na Revista OPS!

Recomendo muito o livro de Fuguet, que também tem um blog. Na verdade tem dois!

ops!

Fora da internet desde sexta, só agora tou vendo a tremenda discussão que virou o post do futebol.

Voltarei ao assunto em breve, voltarei a esse blog em breve, deixa só eu botar a casa em ordem.

Enquanto isso, fiquem com esse texto de Bruno Cardoso no recém lançado O Pensador Selvagem, a.k.a. OPS! Eu também estarei nesta revista blogueira, idealizada e tocada pelo grande Rafael Reinehr.

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Eu não entendo o futebol. Eu não entendo várias coisas, mas de todas as coisas que eu não entendo, a que eu menos entendo é O Futebol. Não que eu não entenda as regras, as motivações que levam o sujeito a praticar o esporte. Isso eu entendo um pouco. Entendo que pessoas queiram jogar futebol para se manterem em forma, sadias, como pessoas que nadam, ou caminham no final da tarde, ou jogam piorrinha. Entendo também que alguns pais incentivem seus filhos a praticar o esporte desde cedo, já que o bom desempenho pode significar altas cifras, ou cifras menores caso o pimpolho acabe no time do Matsubara. A sorte não sorri para todos, embora sorria para jogadores de dentes desalinhados, como o Ronaldinho Gaúcho.

Um dia MV Bill me disse: "meus pais gostavam mais quando eu chegava com uns trocados em casa do que quando tirava notas azuis no colégio. Ganhar dinheiro fácil, sem estudar, é só jogando bola". Entre ser músico de orquestra ou jornalista e jogador de futebol, ora, muito melhor ser jogador de futebol, já que aí é que a gente aparece em "Caras"! Aparece em "Caras", casa com loiras peitudas, corre pelas ruas com potentes carros importados, atropelando criancinhas sem futuro.

Isso, eu entendo.

O que não entendo são as pessoas que torcem, adotam times, choram e sofrem por escudos, idolatram jogadores, endeusam dirigentes, tratam dO Futebol como se houvesse uma hierarquia divina, como se O Time fosse uma entidade não-corpórea que ouvisse e considerasse as súplicas individuais e coletivas dos torcedores, como um Deus criacionista onipresente, onipotente, onisciente, onitorcente.

Aliás, tem coisa mais ridícula que O Torcer?

Torcer é como rezar. O camarada fica lá diante da TV ou no estádio (ah, tudo bem, no estádio existe a identificação coletiva, o espírito de grupo, a catarse de massa) gritando (como se os jogadores pudessem ouvir, ou como se O Time, essa entidade, pudesse entender as súplicas e alterar alguma realidade qualquer), esperneando, se descabelando, se enervando pela... vitória. O similar é o crente em vigília, na corrente pela libertação da Universal, pedindo pro câncer cerebral sumir. É só ter fé, irmão!

A Vitória, num jogo de futebol, é como uma benção concedida, um milagre materializado para um devoto. E é interessante que O Torcedor muitas vezes ache que tem parte no resultado. Especialmente quando O Resultado é A Vitória.

Quando O Time perde, a culpa é de interferências negativas, entidades demoníacas, chamadas O Técnico, O Goleiro ou O Dirigente.
A culpa nunca é dO Torcedor, quando o time perde. Será que ele não torceu pouco? Será que não faltou torcida?
Assim como falta fé & oração quando o milagre não acontece?

Me assusta quando vejo tanta gente inteligente discutindo futebol. Um conhecido meu, razoavelmente inteligente, evangélico, disse que eu não sabia o que era "ter um brasão no peito". Não sei mesmo. Nem roupa que tem marca no peito eu gosto de usar, fico me sentido outdoor ambulante. Acho errado colocarem marcas de roupa do lado de fora da roupa, como se o nosso nome, escrito na tarja, fosse "Levi´s". "Prazer, Lévi´s Biajoni!". Me imagine andar por aí com Palmeiras ou Corinthians ou São Paulo ou Santos no peito - seria extremamente constrangedor para mim.

Aí vejo gente inteligente dizendo que torce para esse time ("ah, me causa tanta infelicidade", diz o masoquista), ou aquele ("ah, só me traz alegria!", diz o animadinho), se empolgando com "a jogada que deu a taça para o Itumbiara em 53" ou "o bicampeonato da Copa Guanabara em 66" ou ainda "a péssima atuação do juiz que impediu que o Nhandeara subisse para a séria B2 em 81" - pfui! - como se falassem de grandes passagens bíblicas, como Moisés abrindo o mar vermelho ou Noé atravessando o Egito com os fiéis.

Ah, não foi Noé que atravessou o Egito? Que diferença faz?

Na plêiade divina dO Futebol, tal qual Jesus, encabeça O Rei Pelé que, mesmo escroque como pessoa, é endeusado como Jogador - mas temos que separar as coisas, lembremos que Céline era nazista, Borges era racista e Guevara comia criancinhas: temos que olhar para A Obra dos sujeitos. Tudo bem, Jesus não era Um Santo, mas esse Pelé, argh!

Só não me dá mais engulhos do que falar de Automobilismo & Airton Senna. Sim, tem gente que acha que Senna foi uma espécie de super-homem. Ele só dirigia um carro rápido, meu Deus! E dirigia mal, tanto que bateu!

Se o futebol é o criacionismo dos esportes, o automobilismo é a cientologia.
E tenho dito!

Foi com muita felicidade que vi tudo o que rolou no Bar Genial, durante o tríplice lançamento da OsViraLata. Fiquei mesmo MUITO feliz. Parabéns ao Branco, aos autores, ao pessoal que foi, ao pessoal que compra os livros. Existe agora uma patota que está procurando a forma independente de editar, saindo do caminho padrão. Creio que 2008 será um ano de muito trabalho para o Branco.
:>)

Amanhã tem lançamento de "Capão, Outras Histórias", do amigo gordo, Valter Ferraz, no Canto Madalena. Na próxima segunda, Olivia Maia, bota na praça "Operação P-2", no mesmo Genial. Infelizmente não vai dar preu ir ("ah, vai sem dar", alguém vai dizer) pois estou correndo aqui para agilizar umas coisas, já que Sexta vou pro Rio, onde fico até Terça e participo do evento anual do MUhD, onde o projeto no qual trabalhei aqui em Limeira, de ensinar música para moradores de rua e prostitutas, vai ser exposto. No Rio, devo fazer também a primeira reunião sobre o filme de "Sexo Anal".

Assim que acabarem os lançamentos desse ano, o Branco deve preparar a edição pocket de "Sexo Anal", tiragem limitada e numerada de 100 exemplares, que tem campanha publicitária pronta - e você pode ajudar a divulgar:

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Hehehe.
Em breve o site vai aceitar pedidos antecipados, então fique esperto.
Em breve também, aqui neste humilde, as resenhas dos livros do Branco e do Doni, já li ambos.
:^)

Falando em livros, meu irmão Flávio Prada recicla a campanha de deixar livros em locais públicos, neste post - e me convida a participar. Acrescento algo: seria muito legal que esse livro fosse de um autor estreante, um livro de um jovem autor.. Eu tou nessa e vou comprar um novo volume de "Incompletos" para deixar na mesa de leitura do hospício que tem aqui do lado de casa.

Sim, eu moro do lado de um hospício.

Aos amigos, peço ajuda na divulgação. Posts, spams e envio para amigos em jornais, revistas e blogs serão eternamente agradecidos...

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A união de oito empresas e da artista plástica campineira Vera Ferro resultou em uma iniciativa artística de finalidade social: a confecção de 5.000 calendários de mesa com obras da artista e fotos de Guillermo Amorim e Auina Gebara. Duas mil unidades deste calendário estão sendo vendidas pela Cidade dos Meninos por R$ 10,00 com a intenção de angariar fundos para obras e eventos da entidade.

Para comprar o Calendário Social da Cidade dos Meninos 2008 ou obter mais informações sobre o projeto, basta ligar para a entidade, fone (19) 3201.3020 ou através do site.

foi massa!

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André Takeda e eu, ontem. Fotas da Olivia.
Foi lindo.

geraldo luis

Meu chapa (apesar das várias brigas, discussões, pontos de vista diferentes...) aqui de Limeira, Geraldo Luís, é o novo contratado para um programa só dele da Rede Record. O programa, em rede nacional, começa na segunda, meio-dia, "Balanço Geral".

Repórter policial nato que começou na profissão com 16 anos, figura polêmica que já se envolveu em confusões grossas, botou ponte de safena antes dos trinta, Geraldo serviu de base & inspiração para o jornalista policial Geraldo Assis em meu livro "Sexo Anal - Uma Novela Marrom". Pela curiosidade dos que leram o livro, vale a pena dar uma olhada no programa.

Falando em "Sexo Anal", o link para baixar o livro saiu do ar. Agora é esperar a pequena edição especial em papel que está sendo preparada pela OsViraLata em comemoração aos 10 mil downloads e aos dois anos de várias rejeições por grandes editoras.

E vamo que vamo!

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