Diferentemente do último disco da PJ Harvey, o novo do Neil Young é de babar de lindo e legal.
Lançado no final do mês passado, "Chrome Dreams II" resgata canções de um disco nunca lançado, o tal "Chrome Dreams", lá dos anos 70.
Mas não só isso: Young retoma parceria com amigos antigos, como o baterista Ralph Molina, do Crazy Horse, inclui naipe de metais, levada R&B... Young também está romântico, deixando modestamente de lado o espírito anti-guerra dos últimos trabalhos.
Mas não deixou de falar dos anseios, frustações, angústias e desejos de pessoas comuns. Nesse sentido, é assustadoramente linda a canção "Ordinary People", em todos os seus épicos 18 minutos.
Baixei no Luiz Young.
:>)

A diferença entre a PJ Harvey e o Neil Young (e também a diferença entre seus dois últimos discos) é que Neil continua sabendo o que é, acima de tudo, um rock and roller. Já PJ, ao que parece, não sabe bem quem ou o que é. Fazer o quê? Ou como prefere o Bia, vai dizer!
Biajoni, olha aqui essa matéria no NY Times de hoje, sobre a poesia do Bukowski. tu vai gostar.
http://www.nytimes.com/2007/11/25/books/review/harrison.html?_r=1&ref=books&oref=slogin
Não tem como não gostar do Mr.Soul... mesmo na época do Landing on Water, por exemplo, ainda assim o cara é bom! A voz dele tem uma estranha pureza... ao mesmo tempo que combina com o violão/gaita, destoa da guitarra estridente. Por ser indecifrável, Neil Young é sempre... passionate!
Esse é um que tem algo a dizer e usa a música como veículo. Ao contrário de outros que encaram a música como produto de consumo. Pode-se até discutir o quê e porque ele diz certas coisas em determinados momentos, mas a postura de partida é digna e coerente. E as canções tem a enorme força da simplicidade, que só é concedida a quem tem idéias claras. Vou baixar agora, sabendo que vem coisa boa. Mais uma vez estou de acordo com voce, mas não se preocupe, que eu já liguei pro médico.