chato, chato, chato

novo da pj.jpg

É o novo disco da PJ Harvey, "White Chalk".
O pior, desde "Dance Hall at Louse Point", com o mesmo John Parrish.

A exemplo do último de Lou Reed, o disco é maçante. Chato é mesmo o melhor adjetivo.

Queria conseguir ficar tão empolgado quanto esse cara.

Essa coisa de ser TODO artístico, enche o saco. A PJ se esgoela no piano, pagando de Bjork, apontando o dedo para a Cat Power. Péssimas referências.

O disco ficou em 50 na primeira lista dos melhores do ano. Aliás, não conheço quase nada da lista.

Tou ficando velho.
Deixa eu ir ali escutar de novo meu álbum branco.

Apdeite:

O Carlito escreveu no comentário, como eu posso falar isso de um disco tão lindo.
Ué, o disco é mesmo lindo, mas é chato de doer.

Eu conheço uma garota que é linda e igualmente chata.
Chocolate é bom, mas enjoa.

Baladas experimentalistas e gargantísticas da PJ âs vezes são legais.
Em "Stories from the City, Stories from the Sea" tem as faixas 6 e 11, mas são duas faixas em 12.
Um disco só disso, como é o caso desse, é de doer nos grãos.
Mesmo sendo mesmo lindo.

17 Comments

O disco não é chato, não. É UM PÉ NO SACO! Quando a lista dos "50 melhores", ela foi elabora por um eremita esquimó que vive deserto de Monjave! Aí sabe como é, aquele sol forte na cabeça...

Chato como o novo do Radiohead =P

Bia se vc gosta de musica boa de uma olhada neste link , ok ?

http://somdubaum.blogspot.com

abraços !

As notas são 7, mais cinco semitons. Com essas doze se faz musica tonal há uns 600 anos. Antes eram dois ou três compositores, que estudavam muito, mas mesmo assim se repetiam, pois seguiam os cânones. O blues por exemplo, promete isso, uma recriação de si mesmo infinita e o resultado, por incrivel que pareça, é quase sempre agradável.
Por outro lado, a industria cultural adentrou em uma onda de que pra ser bonito, tem que ser original. O original existe, mas é raro como os diamantes. O raio é que tem gente ignorante em numero suficiente para comprar como original, algo que não é efetivamente.
Hoje em dia, são milhões de "compositores", produzindo "originalidades" muitas vezes por obrigação de contrato.
Digo isso porque, ouvindo o tal disco, completamente tonal, cheio de acordes maiores, escalas naturais ou no máximo pentatônicas e uma temática estreita pra não dizer única, não entendo como se possa chamar isso de experimental ou original. São canções feitas com a vesícula biliar em crise. Se nota a força de vontade da cantora em tentar salvar a falta de melodia com o chamado guirigori. O resultado é triste. Mais que chato, ou além de, triste.

Então também sou um homem velho. Percebo isso quando toda vez que rola um Grammy e eu vejo um pedaço eu noto que não conheço nem 10% dos candidatos a serem laureados. Pior, eu não reconheço nem as categorias nas quais eles disputam. Antigamente eu sabia tudo, desde a última banda de rock inglês apontada como sucessora dos Smiths até a última banda de garagem norte-americana apontada como a salvadora do rock.

Se passar um risco no chão, esse disco da PJ passa por baixo de tão chato.

vou baixar o disco, mas provavelmente ouvirei só no ano que vem. eu tô sem sempre uns anos atrasado em relação aos novos discos.
por acaso, no último final de semana, ouvi o "Stories from the City, Stories from the Sea".

acho que só conheço umas três bandas daquela lista de cinquenta, bitcho.
mas tô ouvindo uma banda que achei do caralho: cold war kids.

abraço.

Bom, o cabelo pelo menos tá legal, tá igual o meu, hahaha!

A PJ no show de SP em 2005 tava bonita, elegante, charmosa, cantando bem e com uma puta banda. Ou seja, tudo o que não existe nos últimos discos e no material de divulgação dos mesmos.

Estou tentando ouvir, mas tá "difici", e pensar que vc me deu de presente, hein? Hahaha!

momento mais do que oportuno: tu viu isso aqui ?
http://photel.wordpress.com/2007/11/02/cave-lazaro-cave/

Olha, esse disco da PJ Harvey é o tipo de álbum que precisa escutar mais de uma vez e deixar que ele cresça naturalmente em seu ouvinte. Outra resposta é que gosto é gosto e ... o resto todo mundo sabe.

tudo o que eu ouvi até hoje da pj eu achei chato. vai ver eu não escutei as coisas certas... bj

Pô, Bia, como você pode falar isso de um disco lindo como esse?

Uh, vou ouvir então. É capaz que eu goste...;-)

Sacanagem, eu gostei do "Stories", dela. Foi vossa insolência que me indicou. Um discão.

não conheço essa Stylus, mas achei a lista altamente indie - o que talvez explique alguns nomes desconhecidos. (embora dos 15 pra cima tenha uns hip-hop cabreiros e um pouco de hype, tipo Spoon ou Kanye West.) também fiquei perdido em vários itens ali (que soam folk ou pior, rádio FM), mas tem pelo menos dois discos que eu muito curti esse ano: o da Colleen e o 65Daysofstatic. Stars of the Lid e Battles são massa, também.

É opinião mesmo, cara. Mas daí tu vê, o meu outro cd preferido é o Dance Hall, então...

Mas a minha esposa, que gosta tanto da PJ quanto eu, achou uma bosta - o que reforça teu ponto pela chatice :)

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Esta página contém um post de Biajoni publicado em novembro 21, 2007 3:39 PM.

é o começo do fim dos jornais, revistas e livros no papel é a postagem anterior.

a blogosfera fede, a blogosfera quer ficar ricá! é a próxima postagem.

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