Saímos de Americana debaixo de uma chuva extremamente molhádica, na quarta-feira. Eram 13h30. Quatro da tarde estávamos em Santos.
Chuva e mais chuva durante todo trajeto – mas nenhum congestionamento.
Assim, quatro e meia estava no Carina Flat e, meia hora depois, na reunião do evento que faria no dia seguinte. A reunião foi até quase nove horas e quando cheguei, Karen tinha feito salada de atum com grão-de-bico. E tomei umas Bavária Premium.
Na quinta continuava a chover e fui lá pro lançamento do Prêmio IBS-Gruhbas onde aconteceu a palestra do Delfim Netto. Ê, Delfim! Foi a terceira vez que estive em sua obesa presença. Pode-se falar tudo sobre o Delfim, mas ele tem bom humor e sabe sair muito bem das saias justas. Fez uma palestra curta, aprovando a linha política do governo Lula, dizendo que no mundo globalizado não dá para esperar crescimentos acima de 3 ou 4 por cento ao ano. Quando questionado sobre sua mudança político-ideológica – ele que apoiou governos militares – disse que não foi ele, Delfim, quem mudou, mas sim o mundo. Nesta hora quase chorei – mas logo vi a empulhação demagógica e me recuperei.
Eu tenho esse problema: choro até em comercial de manteiga.
E nem é por me lembrar da Maria Schneider.

Enfim. No evento encontrei JR Fidalgo, el Cuervo Berbo, e fiquei feliz por saber que ele vai lançar o fantástico “O Ano da Lagartixa” pelo OsViraLata. Fiquei feliz, sim, mas a informação me fez comprovar o que eu já sentia há tempos: meu editor, Branco Leone, não me ama mais. Ele não me manda mais um e-mail ou um postal, nenhum cartão virtual, nenhum comentário ou mesmo scrap. Não me chama no MSN. Não fala mais comigo. Me esqueceu.
Eu supero. Superei outros abandonos.
Fui pro Flat, peguei o pessoal e fomos comer uma pizza e encher um pouco as fuças. A pizzaria, um tanto fajuta, tinha cerveja Primus. Eu digo que essa é uma das melhores – senão a melhor! – cerveja do País hoje. Que delícia. Ficamos pela rua até tarde, o tempo estava quente e pareceu que teríamos sol na sexta. Tivemos.
Pegamos praia e foi muito legal ver Lia no mar pela primeira vez.
Ela teve aquele nojozinho de areia que as crianças muito pequenas têm no início, mas depois desbundou: comeu areia, bebeu água do mar e deu trabalho na hora de ir embora. Fomos comer um peixe no “Vista ao Mar”, uma das melhores paellas de Santos, um dos melhores restaurantes da cidade.
Demos uma volta e... voltamos para a praia. Não podíamos perder a chance de curtir a combinação perfeita.
Falando em perfeição, a coisa continuou à noite e mais tarde. Fomos conferir (como bons descendentes de italianos) uma outra pizzaria, essa recomendada efusivamente por amigos santistas: a Piccola. Sim, sim, ali comemos uma GRANDE pizza mezzo abobrinha mezzo funghi com shitake da qual nos lembraremos pelo resto de nossas vidas. E tomamos várias Brahminhas geladas.
Ao chegar no flat liguei o lap e... vi a resenha linda de Felipe Amorin – e abri mais uma Bavária Premium para comemorar. Que maravilha de dia!
O sábado nasceu e as ligações entre Karen e Anninha se intensificaram. Valter e Anna nos aguardavam em Mongaguá com a churrasqueira acesa. Era longe, eu estava desanimado de pegar a pista com aquele sol... mas nada demove Karen de uma idéia. E lá fomos.
Me perdi mas logo me achei e em 40 minutos estávamos no mundo perdido de Agenor de Campos, balneário de Mongaguá. Achamos a casa dos Ferraz e interrompemos o processo churrasquístico para irmos à praia. Não podíamos perder o sol. E lá fomos, deixando o churrasco para o depois. Foi ótimo, lindo, os dois são dois puta figuras, o casal que cuida do neto lindo no meio do mato, autênticos bichos-grilos. Farei algo parecido quando envelhecer, daqui uns três ou quatro anos.


Na volta da praia para a casa dos Ferraz, meu Uno Velho 96 Batido Vinho quebrou. Ó, grande novidade, vai dizer? A sorte é que Valter conhece os nativos e o carro estava perto de uma oficina e nós chegamos lá e dois mecânicos estavam jogando truco e eu tive que mostrar alguns truques truquísticos do truco que eu detenho ancestralmente em troca de uma pecinha de plástico deste tamaninho. Ficou vinte reals o conserto e eu fiquei muito no lucro.
Vai dizer?
O kafta da Anninha tava tão bom que até a fresca comeu.
A Lia e o Dudu se esbaldaram.
E nós voltamos, já tarde da noite, pro Carina.
Eu, com aquela felicidade algo besta que temos quando evolados pelo éter cevadístico.
Nossa trilha-sonora durante a voyage foi "Hand Built by Robots", de Newton Faulkner. Fazia tempo, desde o "Crash" da Banda do Davi Mateus, que eu não me empolgava e cantava junto com um popezinho besta. Dimais.

Dormimos e domingo foi dia de voltar – e a volta também foi tranqüila.
Que saudade de casa. Que saudade de sentar no sofá com uma Brahma Extra e zapear por aí com a Lia rodando por ali, brigando com o Dudu.
E também ver as coisas da internet. Por exemplo: ver que três amigos interneys foram indicados para o Bobs. Não, eles não foram transformados em sanduíche de rede de lanches. Ina, Nelsão e Doni são alguns dos Best Of Blogs do World em Português. Vota lá pra um deles, mermão!
Falando em Doni, que satisfação ver a resenha dele de ‘Virgínia Berlim’.
Lindo, Doni, obrigado.
Lembrando o Lucas-sem-blog num comentário recente: compre o seu ‘Virgínia Berlim’ antes que acabe – corra, só restam uns cinco ou seis.
Falando em "livros meus", Luiz Aquino fez um post sobre e-books e citou "Sexo Anal - Uma Novela Marrom", iniciando um papo interessante na caixa de comentários com a supimpa Paula Lee. Aproveito a ocasião para informar a todos que "Sexo Anal" estará disponível para download gratuito até o próximo dia 15. Uma editora avalia lançar - mas não tou botando fé, especialmente se ela quiser fazer aquele peculiar contrato leonino. De qualquer maneira, para 2008 quero fazer alguns no papel para comemorar a impressionante marca dos 10.000 downloads. Aproveitem! E baixem também o "Dois Discos" (já está batendo nos 2.000 downloads!).
Falando em sem-blog, a Juju Alcântara, grande & mítica freqüentadora de blogs, é agora uma dos Tuins.
Logo eu linco. Aliás, falta fazer uns ajustes nos links, nas coisas todas aqui.
Mas esse MT4 tá complicado.
Mas o que é esse problema perto de tudo o que acontece de bom?
Inferno Astral, assim como a uva, também passa.
:>)
O que preciso agora é correr atrás e ganhar umas granas.
Já pensei várias vezes em monetizar este blog - mas desanimo cada vez mais.
Leio um post como este, do Dudu Tomaseli, e percebo que não tenho parte nisto tudo neste mundo - como diria Pessoa. Vamos começar um movimento anti-monetização? Ou ficamos com a boa e velha monetização biajônica?








