Entrei por acaso na Blockbuster do Pacaembu e constatei algo que suspeitava há era: estou anos-luz extremamente pra caralho defasado com filmes. Não vi quase nada do que foi lançado nos últimos dois anos!
Resolvi começar a tirar o atraso, então aluguei o comentado "Sunshine", do Danny Boyle, e "A Última Noite", do Altman. Quanta diferença!

Na boa: um saco esse "Sunshine". A gente percebe negativamente a mão do Boyle o tempo todo. Ele QUER fazer algo diferente, como sempre quis fazer. No final, na desesperada tentativa de fugir dos clichês, cai no grande clichê resultante da, ér, fuga desesperada dos clichês. O filme até caminha bem na primeira hora mas... (aqui vai spoiler:) aparecer um, ér, "ente" fode com tudo. Sem contar o happy-end anticlímax e mais supercurto da história. Uma dica: não assista ao fime, vá direto aos letreiros finais. Do lado dos letreiros, num quadradinho, passa uma versão compacta do filme com todas as cenas interessantes! Nunca tinha visto algo assim: o filme acaba e eles dizem: "se fosse um curta, seria assim". Esqueça.
Ah, mas que beleza ver um filme bem dirigido, vai dizer? Altman deixa sua câmera fluir "pela história" e não "para" ela. Ele não quer fugir de clichês, ele não quer nada além do que contar a história de maneira, ér, natural. "Sunshine" é um filme de diretor que se resolve na edição... "A Última Noite" tem também uma montagem bárbara, mas dá a impressão que seria sempre um lindo filme APESAR da montagem. É bonito em cada cena, ainda que banal. Que suave, que feeling!
É claro que não quero comparar Boyle à lenda Altman, mas só queria ressaltar essa diferença que senti, e que deve desagradar totalmente ao Rafa. Paciência. Ele diz que eu sou uma pessoa fácil de agradar e resolvi ao menos falar mal de um filme - coisa que também não faço há muuuuito tempo.
:>)
Apdeite: Coincidentemente, Rafael republicou dois posts sobre filme de autor. A discussão é boa. Aqui tem minha réplica aos dois posts dele.
P.S. - Nada mais fica do jeito que eu quero nesse blog... Um post ontem entrou duplicado, depois sumiu. Agora a figura deste post ficou desse jeito... Inabilidade minha, eu sei. Paciência aos estetas mais atentos.
Hoje fui ao cinema e vi
PARANOIA
um filme muito tenso daqueles que
voce sai do cinema ate com dor no
pescoco. suspense bonzinho...
nao e o melhor nao mas ate que da
para levar uns sustos.
Mas vi o trailer de um que estou doida para ver:
Os mensageiros.
esse sim deve ser um bom filme
Muahahahaha (rizada malefica)
beijos
O cinema europeu està atravessando uma crise, exatamente porque o cinema americano joga em bloco, no maior cartel industrial da historia. Por isso o festival de Venezia tem tantos americanos e por isso também que o diretor lambe as botas dos caras, porque bobo ele não é. Atè porque, quem diz que algo é melhor que outra coisa, ou tem interesse na coisa ou é ignorante forte, o que nao é o caso dele.
Não vi esse, mas se é pra ficar com um Sunshine, acho que escolho o "Little Miss Sunshine"
:)
Vou seguir seu conselho e ver só os créditos desse Sunshine aí...filme meia-boca dá pra sacar de longe...
A figura pode tá mal colocada, mas, pelo menos, a gente consegue comentar agora...
Ps - essas letrinhas são um c* com cãibra...
"na desesperada tentativa de fugir dos clichês, cai no grande clichê resultante da, ér, fuga desesperada dos clichês"
E fim de papo. :)
Quem diria que eu ia concordar com você num post sobre cinema. ;)
ah, flavio, vá cagar!
:>)
viu que foi recorde de filmes americanos no festival de veneza?
viu o que o diretor do festival falou? que os americanos fazem o melhor
cinema do mundo.
:>*
Eu tenho uma curiosidade. Porque voce assim como outros fazem publicidade grátis justamente do cinema industrial, dos cartéis protecionistas hollyhoodianos em detrimento do verdadeiro cinema de autor, principalmente o brasileiro e que fala a nossa lingua e da nossa gente?
è domingo pé de cachimbo....
minha avó me ensinou assim...rsss
vc é bom pra comentar.
o filme é bem chatinho mesmo.
bjão