julho 2007 Archives

coisinhas

- Minha mulher me lembra: hoje é Dia Mundial do Orgasmo. Aproveito e troco a foto do topo do blog. E, ah, sim, comprei o vinhozinho pra hoje a noite, bem.

- Mais ou tão importante quanto o Dia do Orgasmo é o Dia Mundial do Aleitamento Materno, comemorado amanhã, dia 1 de Agosto. Né, Denise?

- Amanhã, dia 1 de Agosto, entra no ar a Fiz.TV, nova atração da TVA - tv paga para a grande São Paulo. Estive no lançamento do canal, na fria noite do dia 29 de junho... Só fui pois recebi esse convite:

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Sim. Eu me senti como se fizesse parte de um grupo realmente influente, uma espécie de nova maçonaria... E não é que só tinha o creme do creme no evento? O Cardoso fez uma boa lista dos presentes, poupando trabalho de quem escrevesse sobre depois.

A Fiz.TV é uma emissora feita pelos telespectadores, que podem enviar vídeos pela internet... Os vídeos caem numa avaliação, uma classificação, uma definição e... vão pro ar na TV. Um grande projeto, desenvolvido pelo jovem Marcelo Botta, de apenas 23 anos. Ah, gostei de conversar com esse Botta; me fez lembrar meus tempos de 23 anos, quando trabalhei na montagem da primeira emissora de TV de cunho comunitário da América Latina, a TV Americana (que, na época, também era chamada de TVA). Parabéns ao Botta e a todos que acreditaram nele...

No evento, conversei muito com grandes amigos e tomamos umas cervas. O problema foi na hora de voltar: peguei a maior neblina da história da Rodovia Bandeirantes! Tremendo os dentes de frio & medo, tive que dirigir com os olhos arregalados até Americana. Não passava uma agulha lá, manja? Foi fodas mesmo, velhos!

- O amigo Rafael Reinerh faz a pergunta: "O que eu sei hoje que não sabia com 18 anos?". Ora, respondo, tudo! Com 18 anos achava que sabia algo; hoje, desconfio. Se eu soubesse com 18 tudo o que sei com 36, não acredito que tudo teria sido melhor em minha vida. Eu teria errado menos, é verdade: mas quem diz que os erros não são importantes? É importante errar, aprender com erros... E o que é a vida senão escolher caminhos, alternativas? E como podemos saber que sempre acertamos? Heráclito disse que um homem não vai duas vezes ao mesmo rio: é sempre outro rio e outro homem. Isso é bonito.

- Ei, isso aqui é bem massa, vai dizer, Ren?

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Ingmar Bergman, 89 anos. Michelangelo Antonioni, 94 anos.
Finalmente, perderam no xadrez.

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Vai dizer?

Yvonne Paradtz:

"Li de uma tacada e uma das coisas que mais me deixaram impressionada é que eu tive uma espécie de simbiose com o personagem masculino que é o narrador da história. Eu me envolvi com ele de forma tal que cheguei a sentir cheiros, dores, vontade de fumar e de beber. Fiquei impregnada com a sua agonia."

Felipe Gomes:

"Se por um lado Sexo Anal - Uma Novela Marrom é tenso e pesado como um coice de mula, Virgínia Berlim - Uma Experiência é doce... muito doce! O que mostra bem o contraste e talento do Biajoni. Virgínia Berlim é tão... delicado."

Felipe baixou "Sexo Anal", leu rapidinho e imediatamente comprou "Virgínia Berlim". Se você não baixou "Sexo Anal" ainda, corra - em breve sai do ar. Se você ainda não comprou "Virgínia Berlim", corra - tá acabando. Talvez o comercial do livro te seduza.

O mestre.

1) Por que não fazem mais bombas de chocolate com recheio de creme? Agora só há bombas de chocolate com recheio de chocolate, o que fica uma coisa bastante pleonástica.

2) Os minúsculos furos nas latas de azeite nos restaurantes são propositais? Quer dizer: a pessoa se especializa em furar tão minusculamente para economia do patrão & enlouquecimento do cliente?

3) Todos os motoristas proprietários de Honda Civic são ridiculamente idiotas, despreparados, brações, burros e feios - e alguns ainda são MULHERES!

Faltam poucos exemplares de "Virgínia Berlim - Uma Experiência", se você não comprou, corra!

No lançamento em Sampa, Sábado, Christiana Nóvoa comprou, leu e me mandou o e-mail:

"Acabei agorinha de ler o livro. Resumindo: adorei. Uma pequena novela, de ler de uma sentada, ou pisada, mas fica latejando. O amor pode ser estranho, a vida passa: corta e dói mas depois passa. A narrativa flui como água, ora sangra. Sem drama, firula, nenhuma afetação que coagule, vai indo e escorrendo, pausa pra refletir na sacada. Ao fim não empoça, sobe as escadas. E a trilha? a gente segue à cega, que o cara sabe onde tem o ouvido."

Pelo preço de uma pizza, o livro com CD de trilha-sonora. Compre!
E leia os novos; aproveite a venda casada e leve os livros do Alex.

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APDEITE:
Ah, sim, Sexta-Feira, 27, tem lançamentoOsViraLata em Salvador!

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(O destaque da noite: recital de Lia. Foto de Sandra Pontes. Colo da Tia Sol)

Sim, sim, a Lia mostrou seus dotes pianísticos, coisa de genes artísticos. Foi o destaque, mas não ficou muito à frente da simplesmente enorme enxurrada de amigos e/ou blogueiros que aportaram (sem arremeterem) no Canto da Madalena no sábado, para a Noite de Lançamento OsViraLata.

Foi sensacional, brothers; foi mesmo uma noite inesquecível. Sandra Pontes fez fotos que estão aqui, mas outras surgirão em breve. Tenho que destacar a impressionante e imprevisível presença de Chris Nóvoa e de Tata Maneschy. E deixar um beijo para as maravilhosas Juju, Lulu, Bibi, Beta, Olivia, Pat Kholer, Alessandra e minha linda Fresca.

Um abraço de obrigado para: André, Briga, Shiraga, Paulinho, Ulisses, Ina, Ian Black, Doni, Helder, Tuca, Marmota, Guga Alayon e para o super Lord Broken Pottery que ficou pouco, nem deu pra prosear...

Foram todos muito bem recepcionados pela Ana e pelo Pedro, filhos d´O Editor.
:>)

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- Primeiramente, estão todos convidados para o lançamento paulistano dos livros. No Rio foi ótimo, deu notinha n´O Globo e saiu uma super matéria na Tribuna da Imprensa. Amaury Jr. esteve lá, em Sampa a Joyce Pascowitch já confirmou. Pinta lá!

- Encontrei Jussara Soares em Volta Redonda em minha ida ao Rio. Ela leu "Virgínia Berlim" e publicou um lindo texto em seu blog: (trecho) "Dessas paixões que chegam quando estamos distraídos. Desses casos mal-resolvidos. De amores, de dores e uma experiência. Tão brutal quanto delicado"
Obrigado, Jussara. O livro pode ser comprado aqui.

- Publicar no papel ou não publicar no papel? Julio Daio Borges vinha apontando alternativas quando, inesperadamente, fez uma matéria para o Estadão dizendo que a internet pode ser um excelente stargate para as grandes editoras - e eu fiquei confuso. Ele agora se explica, no Digestivo. O que eu entendi foi que ele escreveu uma matéria velha, que não envolveu pesquisa, pois ele queria há tempos (desde 2000) contar a história da "minha geração" (sic). Falou de livros velhos, mal distribuídos, conhecidos por grupelhos, encalhados ou míticos, sumidos. Recebeu pela matéria, mas só mostrou brodagem com os autores. Pena. Perdeu a oportunidade de escrever uma boa matéria sobre um tema interessante.

- Hermê memenciona (sacou?) para o "Prêmio de Excelência da Internet" - mas como é uma menção honrosa (não entrei nos seus seis melhores), me desobrigo de indicar alguém.

- Pô, deixa eu indicar de novo o blog da Karen, minha mulherzona querida: "A Fresca".

- A Luma pergunta o que tou ouvindo e a resposta correta seria... a Rádio CBN. Quando o assunto é música, achei essa bela versão de "Berlin" com Reed e Cale no Bataclan em 1972 e eu acho esse YouTube mesmo uma coisa maravilhosa! Ainda no playlist do TouTube, tenho ouvido essa versão (que eu não conhecia) de Jeff Buckley para "Calling You", clássica canção de "Bagda Cafe"; Chet Baker e Van Morrison em "Send in the Clowns", lindo, lindo, lindo; e uma das minhas preferidas de sempre, um clipe super com a Laura Dern, de Widespread Panic com Vic Chesnutt, "Aunt Avis", assista, assista, assista! Porém, devo dizer, a música que mais tenho ouvido é "A Vida é Doce", na versão acústica do Lobão. Ficou linda. Já ouviu?

desconsolo

Nossos políticos são nossos próprios terroristas.

Aqui:

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(Alex, Eu e o Amaury Jr. da blogosfera: Men In Black)

Apdeite:

Esse é o cardápio bacana, mas esses preços só servem para os lançamentos do Rio e de Sampa. Em Sampa é sábado que vem - tá todo mundo ligado, né?

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Tá escrito em meu bonè:
"Fique Rico ou Morra Tentando"
:>)

Apdeite 2:

B* esteve no lançamento do Rio, comprou e leu um Virgínia Berlim - e escreveu sobre.
Ela deu um certo destaque para a trilha-sonora. Quem quiser saber mais sobre a trilha, tem um textinho meu aqui.

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Compre aqui, gente!
:>*

Na Quinta pego buso para Volta Redonda, onde passo a Sexta-Feira com minha super-filha querida e, se tudo rolar às pampas, na Sexta tomo um choppinho com amigos desse blog em Volta Redonda, capitaneados pela mamãe Claudia Lyra.

Sábado pego novo Mercedão para o Rio onde espero ser apanhado pelo digníssimo gordo e gago Alex Castro na rodoviária - e espero que ele me leve para almoçar num restaurante bacana e pague o rango.

Sete da noite, por aí, pegamos os livros e vamos para o Amarelinho, onde conversaremos com amigos e fãs ensandecidas - e também espero vender alguns livrinhos. Se você não quiser comprar livrinhos ou for mais um desses seres "sem-R$ 25,00" que andam por aí, beleza!, pinte lá para papearmos apenas. Será lindo.

Domingo cedo apanho ônibus para Sampa - a passagem no Rio será relâmpago, então, não perda!
:>)

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(André Delgado, um dos últimos felizardos compradores de "Virgínia Berlim, O Editor e eu)

no rio

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Na Sext-Feira, dia 13, estarei em Volta Redonda. Tem alguém das redondezas que topa um happy-hour com direito a livrinhos fresquinhos?

Mas estou trabalhando, shit.

O lançamento sábado, em Limeira, foi morno - não sabia, mas a data (07/07/07) era propícia a casamentos e muitos amigos tinham compromissos... Outros estavam na FLIP... Um dos primeiros a chegar, o jornalista Paulo Silas, saiu de lá com o livro, leu no Sábado mesmo e escreveu sobre. Obrigado, Paulinho.

Domingo, depois de levar Lia para passear no Parque Ecológico e almoçar com a família do amigo e poeta Itamar Santos, dei de cara com isto - e eu sempe me impressiono com o dolce far niente do Flávio Prada. Hehehe. Guei!

Como estava devendo algo para o blog de Renmero (que está em férias e chamou uns amigos), decidi escrever sobre a trilha-sonora de "Virgínia Berlim". Quem se interessar por saber o que há nela, leia lá.

No site OsViraLata tem a programação para os próximos lançamentos. No sábado que vem, estaremos no Rio de Janeiro, no Amarelinho. No outro sábado, em Sampa, no Canto da Madalena. Apareçam, mesmo que seja só para dar um abraço.

E apareçam também para visitar A Fresca, o blog da dona senhoura dona deste humilde blogueiro, a Karen.
:>*

- Primeiro e mais importante, hoje é aniversário da dama mais charming do Rio, Dona Viva. Parabéns, lindona. A família aqui manda beijos mil.

- Falando em família, o lançamento do livro hoje, em Limeira, vai ter a presença do clã Leone. Estarão disponíveis para compra os livros de Alex Castro e do próprio Branco. Aliás, os lançamentos no Rio e em Sampa prometem bombar. O release do lançamento está aqui. Se você puder enviar para todos os seus amigos - especialmente praqueles da imprensa - agradecemos.

- Falando em livros, queria ter ido à FLIP para conhecer Jim Dodge. O velhaco americano teve o seu livro "Fup" lançado e incensado por aqui. É realmente um livrinho muito legal e fácil de ler e como está esgotado (dizem que vendeu 30 mil!), aqui tem o .pdf para você baixar e ler. Leia. Porém, "Fup" não é o melhor de Jim Dodge. Entre as coisas mais sensacionais que já li na vida, destaco "O Enigma da Pedra", romance que Dodge escreveu durante um ano, de maneira profissional, ocupando cinco horas de seu dia nele. É um livro fantástico e creio, sinceramente, que seu lançamento no Brasil não tenha gerado repercussão por conta da HORRENDA capa que a José Olympio botou nele. Credo.

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(Fala sério!)

"O Enigma da Pedra" conta a história de Daniel Pearse, um sujeito muito mais interessante que Holden Caufield. Nascido de uma jovem e louquinha mãe de 16 anos, ele cresce mantido por uma organização internacional de foras-da-lei, a AMO, que tem como líder um ex-mágico que tem a capacidade de se desmaterializar. Uma das leituras mais saborosas que já fiz, e um livro que leria. Outros quatro livros que foram importantes para mim e que eu leria e leio sempre, aproveitando a meme da Charolastra, são: "O Poder do Mito", do Joseph Campbell (salvou minha vida em 95, 96, me botando nos trilhos); "Trópico de Câncer", do Henry Miller (que mostrou que dava pra escrever sem ser chato ou rançoso); "Ficções", de J.L. Borges (ampliou as possibilidades); "Watchmen", do Alan Moore (piração no limite do real). Leiam.

- Falando em meme, o camarada Ian Black pergunta o que estou ouvindo. Rapaz, estou ouvindo quase uma só coisa ultimamente: "B-Sides & Rarities" do Nick Cave - pack triplo, presente do brou Rodrigo Francischângelis. O disco 3 é só sublime, quase um "The Boatmans Call II". De doer de lindo.

- O Briga também me chama pruma meme de música, mais complicadinha. Nesta correria toda, não vai dar pra responder toda. Basicamente, o disco que eu gosto & costumo ouvir inteirinho de ponta-a-ponta, nunca de outro jeito, é o "Misplaced Childhood", do Marillion. Se você tem preconceito, devia dar uma chance, ouvir esse disco, acompanhar as letras, viajar na maravilhosa capa:

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- Maravilhoso foi reencontrar os amigos Ian Black, Inagaki e Marmota e conhecer outros grandes blogueiros (como o Carlos Cardoso) no lançamento da Fiz.TV, novo canal da Abril que entra no ar em Sampa no final do mês. O lançamento do canal reuniu amigos para pizza & cerveja na Sexta-Feira da semana passada e espero fazer um relato apurado, já que foi um dos dias em que fiquei mais com o cu na mão na história da minha vida - peguei a mais densa neblina na volta de Sampa para Americana, plena madrugada... Foi foda.

- Foda, no melhor sentido da palavra, foi saber do lançamento, finalmente, do livro de Paula Lee, lá em Portugal. A brasileira, garota de programa que mora lá, não se restringe a contar histórias com clientes à la Bruna Surfistinha. Ela também reflete sobre o tráfico de seres-humanos além-mares. Assim que ler, comento mais. Parabéns, Paula.

- E obrigado para a Dre Nobre, Claudia Lyra, John Coffey, Mauro Amaral, João Nababu, a B* e os malucos do Cavalo Verde, que escreveram e ajudaram a divulgar "Virgínia Berlim" e os livros d´OsViraLata.

- E, ãhn, estaria Anna V. grávida?

Pois é, Sábado (olha só que data curiosa: 07/07/07), estarei com família e amigos no Bar da Montanha, em Limeira, assinando uns livrinhos e tomando um Jack Danielszinho.
:>)

O Bar da Montanha fica na Avenida Laranjeiras, próximo do antigo Shopping de Limeira, pertinho da rodovia Anhanguera. Quem quiser explicação, peça pelo e-mail.
:>*

Well, well, o post abaixo resultou em mails e reactions e espero que essa discussão chame a atenção de gente boa por aí, né Marmota?

Julio Daio Borges, do Digestivo Cultural, que fez uma estranha matéria sobre a renovação da literatura nascida da internet no Caderno Link do Estadão, mandou e-mail dizendo que queria responder o post, mas estava indo para a FLIP - talvez ele responda algo depois da festa.

Quem está na festa, participando de mesa e tudo, é a Ana Maria Gonçalves, uma das precursoras em blog no País e que lançou recentemente "Um Defeito de Cor" por uma major, a Record. E aí? Será que a Ana pode ser considerada uma, ér, "renovadora nascida da internet"? Não sei se o Pécora ou o Daio Borges leram, mas o Millôr leu.

Um amigo que está na FLIP mandou e-mail com uma impressão sobre o evento: "Os jornalistas iniciantes atrás dos autores iniciantes, os autores iniciantes atrás dos autores famosos, um jogo de ti-ti-ti sem substância nem conteúdo". Meu procurador no evento, Fábio Shiraga, vai me contar depois cumé que foi.

Nessas conversas todas de escritor, editora, etc..., esqueci de um texto-desabafo já clássico do meu próprio editor-sócio-amigo e quase-irmão Brancão.

O Leandro Oliveira, do Uma Odisséia Literária, fez post sobre o post meio que fechando questão - e ficou lindo. Espero, para breve, a resenha do Leandro sobre "Virgínia Berlim - Uma Experiência", meu novo livro, já à venda. Foram vendidos até agora 58 exemplares e o primeiro encontro-lançamento acontece nesta Sábado (07/07), em Limeira, minha cidade-reduto de trabalho & amigos, no Bar da Montanha, 19h30. Estaremos vendendo também os livros de Alex Castro e de Branco Leone. E tomando um Jack Daniels, claro.

Continuemos a discussão. Enquanto isso, você já viu o comercial do livro? O que achou? Senti falta de amigos dizendo o que acharam da Charlotte Rampling interpretando um trecho do VB.

Tenho visto aqui e ali falarem da "Nova Literatura Brasileira" como se a literatura brasileira tivesse sofrido um colapso em algum momento e deixado de existir, voltando agora com uma geração de novos grandes autores ufa! bons pra caralho. Aí estranhei quando abri o caderno Cultura do Estadão de domingo e dei de cara com um longo artigo do professor de teoria e crítica literária da Unicamp, Alcir Pécora, com a pergunta-manchete: "O que existe de novo no front?", e o olho direto: "Estréias em romance revelam uma produção de conservadorismo pop e realismo marqueteiro". Antes de ler o artigo perguntei-me a mim mesmo: Já acabou a Geração 00?

Pécora lê meia dúzia de novos livros, muitos deles incensados nos cadernos de cultura. Detona "Fugalaça" da Mayra Dias Gomes, filha do Dias Gomes; "A Inevitável História de Letícia Diniz", de Marcelo Pedreira; "Gran Cabaret Demenzial", de Verônica Stigger; "Toda Terça", de Carola Saavedra; "Mastigando Humanos", de Santiago Nazarian e acha que Daniel Galera, de "Mãos de Cavalo", expõe enorme habilidade narrativa, mas é "tudo bem banal". "Se a opção de Galera fosse por escrever não um romance, mas um conto constituído pelo primeiro episódio do livro, teríamos que saudar um texto um texto muito melhor do que o livro acabou se tornando", diz sobre "Mãos de Cavalo". Não li nenhum, mas, como jornalista e escritor, acompanho a cena até onde dá. Recentemente vi esses mesmos nomes em uma matéria da Folha, onde aparecia, inclusive, a amiga Olivia Maia, autora de "Desumano". Vi aqueles nomes, aqueles currículos, e fiquei pensando eles vendiam mais livros com matérias como aquelas. Nem cheguei a perguntar para a Olivia, mas acho que ela não sabe.

Estranhei quando, no dia seguinte, no mesmo Estadão, Caderno Link, a matéria de capa tazia o amigo André "Cardoso" Czarnobai com o título "Internet renova Literatura do Século 21". O Cardoso? O Cardoso que tem o livro mais famoso e não lido da Literatura Brasileira, o "Cavernas & Concubinas", que eu procurei alucinadamente em todos os lugares e nunca achei para comprar. Eu reclamei pessoalmente com ele sobre isso, certa vez e ele: "Uma bosta esse negócio de editora nesse País!". Ele não sabia do livro, não sabia quanto tinha vendido, etc... (Acabo de escrever e vejo que o livro voltou para o Submarino; menos mal).

A matéria, incrivelmente de Julio Daio Borges - e, na hora, lembrei de dois artigos do mestre no Digestivo Cultural: "Publicar em Papel? Pra quê?" e "Não existe pote de ouro no arco-íris do escritor" - que, talvez propositalmente, cita ainda como exemplos de livros "de internet" os fora-de-catálogo, inexistentes, inencontráveis ou míticos "Vida de Gato", da Clarah Averbuck; "O Cabotino", do Paulo Polzonoff; "Perversa", de Ana Elisa Ribeiro; "Morte e Vida Celestina", do Alexandre Soares Silva; "Lugares que eu Não Conheço, Pessoas que Nunca Vi", de Cecília Gianetti - entre poucos outros encontráveis, inclusive o onipresente "Mãos de Cavalo". Hmmm. Daio Borges podia aproveitar a oportunidade para falar de autores e obras recém-lançadas que podemos achar na FNac ou nos Submarinos da vida, ao invés de enfileirar livros que encalharam e foram recolhidos ou esgotaram em tiragens mínimas. Podia citar casos de e-books (gratuitos, como "Sexo Anal" ou vendidos, como o "Onde Perdemos Tudo", do Alex Castro) ou mesmo, ér, o "Desumano", da Olivia, que está aí nas lojas.

Aí fui ler a Olivia. E dei de cara com esse post.

Quando pensamos que o escritor queria ser lançado por uma grande editora, ele começa a mudar sua posição, considerando fazer a coisa fora do mainstream.
Interessante.
E pesquei um trecho na matéria de Daio Borges no Link em que ele diz: "Hoje, um escritor que nem foi publicado em papel ainda, se souber lidar com o meio internet, pode ter de saída milhares de leitores". Hmmm?

Tem alguma coisa errada na coisa toda. E eu não sei bem o que é.

Quando meu livro foi rejeitado por 16 editoras, achei que ele fosse ruim. Mas quando mais de 50 pessoas - a grande maioria não conheço, não sei quem é - disseram que ele é bom achei que tinha algo de errado. É difícil passar uma semana sem alguém comentar sobre o livro, seja em blogs, sites ou e-mail. (Ainda hoje, Doni, do Hedonismos, escreveu sobre ele) Aí contratei uma agente literária e ela me disse que o livro "fugia dos padrões" e eu fiquei contente - mas não era um elogio. Disse que as editoras querem coisas "dentro do padrão". Ué, disse, mas assim como é que a LITERATURA AVANÇA? Será que devo escrever algo dentro dos padrões? Pra quê? Para ganhar livro com selo de grande editora e nem saber quantos livros vendeu?

Cada vez que penso sobre tudo isso chego à conclusão que os escritores deviam se dar ao respeito e não sair assinando contratos para "sair da gaveta virtual" única e apenasmente. Caralho, quem pensa e escreve as histórias? Será que as editoras não precisam mais de bons escritores do que bons escritores precisam das editoras? Não se pode hoje imprimir na gráfica rápida, on demand, e enviar para quem quiser comprar, a um preço justo? Isso não dá resenha no Estadão? Há vida além dos cadernos de cultura?

É, talvez a Geração 00 tenha acabado.
A geração do sonho de ter um livro publicado por uma grande editora. Pra quê, né Julio? para depois que os livros saírem das estantes, aparecer numa matéria sobre, ér, a "renovação" da literatura no século 21?

escritor?

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Não. Minha especialidade MESMO é ter filhas bonitas.
:>)

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