Deu no UOL, segundo o Hermê (texto que eu roubei dele, já que ele não tem permalink)
"Cientista sonha com era livre de papel higiênico
Um físico alemão da Procter & Gamble está trabalhando em um projeto bizarro - a eliminação gradual do papel higiênico como o conhecemos. Mas primeiro ele quer tornar a ida ao banheiro um pouco mais confortável
Frank Thadeusz
Siegfried Hustedt costuma ficar tomado de temor quando é forçado a usar o banheiro de outras pessoas. O papel higiênico que ele encontra nestes banheiros costuma ser colorido ou branco, listrado ou pintado. Mas apesar da aparência agradável do papel, é tudo apenas aparência - quando usado, o material barato costuma empolar e se decompor em uma pilha desagradável de celulose como "uma estrutura em relevo ruindo sob pressão". Ainda pior é a irritação de pele causada pelo papel mais áspero. Hustedt, 40 anos, costuma se perguntar por que "tantas pessoas optam por sofrer até o último rolo".
(...)
Cheio de entusiasmo, o cientista até mesmo começou a se dedicar à idéia obstinada de tornar o "papel higiênico totalmente supérfluo". A idéia não é totalmente absurda: uma grande parte da população mundial não se incomoda em se virar sem papel higiênico. Os indianos e árabes se viram com a mão esquerda e um pouco de água. Segundo relatos, alguns povos nômades se limpam com areia após o chamado da natureza.
O mesmo processo de limpeza é realizado de forma mais luxuosa com os chamados "washlets" (uma mistura de vaso sanitário e bidê). Um jato suave de água do vaso sanitário limpa os traseiros aflitos. Os japoneses em particular gostam de usar os washlets para evitar o processo incômodo e se esfregarem com fibras.
Muitos proctologistas acreditam que o uso de papel higiênico seco é "errado". Preocupados com as doenças que afligem a pele sensível em torno do ânus, a Iniciativa para a Higiene Anal, com sede em Viena, recomenda a "limpeza com água corrente, em temperatura moderada" e "secar com uso de secador de cabelo".
Em termos de história cultural, o triunfo do rolo de papel higiênico nunca foi garantido. Inicialmente os americanos não viam utilidade para o uso do produto caro - e por muito tempo preferiam se limpar com papel arrancado de catálogos gratuitos. Na Alemanha nos anos 50, a compra de papel higiênico -um produto que há muito tempo se tornou uma necessidade da vida- era uma atividade extremamente embaraçosa.
Tais inibições ainda parecem existir atualmente. Mesmo um cientista esclarecido como Hustedt admite: "Ir ao banheiro não é exatamente algo pelo qual as pessoas aguardam ansiosamente"."
Hustedt se engana quando diz que: "Ir ao banheiro não é exatamente algo pelo qual as pessoas aguardam ansiosamente".
ele é, provavelmente, gay, ou solteiro. só quem conhece uma mulher com prisão de ventre sabe o quanto pessoas como ela aguardam a ida ao banheiro.
Acho que a proposta do nobre cientista já está sendo praticada por muito gobiernante por aí: estão cagando e andando pro povaréu. Ou não?
o que mais me espanta é que um pack* de 4 rolos por chegar a custar SEIS (6) reais!¡!¡!
...
*o pack é pra poder cobrar mais caro porque é 'chique'.
Caro, Biajoni
aqui no Piauí se usa sabugo de milho.
Biajoni,
meu xará está coberto de razão. O furico deve ser tratado nobremente.
Mas gostaría que algum outro cientista, ou ele mesmo, fizesse a seguinte conta;
quantos litros de agua é preciso para produzir 40 metros de papel higiênico. E quantos litros de água seriam nescessários para lavar as bogas de toda a humanidade. considerando também que as mãos deverão ser lavadas logo em seguida.
Se representar uma substancial economia de água (desconfio que não), adotaria imediatamente a lavagem do emparedado pelas nadegas.
Na parte que que ninguém me toca, a preocupação é bem vinda.
Está mesmo na hora das pessoas se preocuparem com coisas relevantes.
Estão falando muito da merda e pouco do propulsor eh eh eh.
abrs.
Biajones,
Eu sabia que você ia se interessar pelo tema. :)
Como frisei lá no blog, não custa observar que a sede da tal "Iniciativa para a Higiene Anal", como não poderia deixar de ser, é em Viena, capital mundial dos retentivos e terra de Sigismundo Freud. Aí tem.
Papel higiênico com flocos de algodão e perfume de rosas são os melhores... assunto da mais alta relevância, sem dúvida...
Bia, acho que o permalink é http://www.subsolo.org/hermenauta/archives/2007/04/index.html#a006460
P.S.: A notícia me lembrou a Sheryl Crow (cf.: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/04/070423_sherylcrow_loopaper_mv.shtml).
Biajoni, acho que o tema deve ser de suma importância pois já ví nuns trocentos blogues.
Para mim particularmente não diz nada. Cada um limpa com o que quizer, não faz a menor diferença.
Mente vazia, oficina do cão.
Não ter o que fazer, dá nisso!!!