abril 2007 Archives

Existe um pouco mais que uma simples história de amor mezzo-policial em meu romance "Sexo Anal - Uma Novela Marrom". Sim, o link para baixar o livro está com problemas, deve voltar em breve...

Em julho irá completar dois anos que eu o escrevi. Decidi então escrever um longo ensaio sobre ele. Uma babaquice, no final das contas. Coisa que só vai interessar mesmo a superfãs do livro - se é que eles existem.

Aproveito para perguntar aos cada vez mais parcos leitores dessa chácara (não chega a sítio): de quais menções a ânus ou quais casos de sodomia na literatura, cinema ou música vocês se lembram?

Não vale a fatídica cena da manteiga em "O Último Tango em Paris".

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Falando nisso, não deixem de conferir a primeira obra da banda do grande Jorge Rocha: "Pinocchio sodomizing a grand piano while waits Alice". Escrevam: JR tem tudo para ser o nosso Nick Cave.
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Deu no UOL, segundo o Hermê (texto que eu roubei dele, já que ele não tem permalink)

"Cientista sonha com era livre de papel higiênico

Um físico alemão da Procter & Gamble está trabalhando em um projeto bizarro - a eliminação gradual do papel higiênico como o conhecemos. Mas primeiro ele quer tornar a ida ao banheiro um pouco mais confortável

Frank Thadeusz

Siegfried Hustedt costuma ficar tomado de temor quando é forçado a usar o banheiro de outras pessoas. O papel higiênico que ele encontra nestes banheiros costuma ser colorido ou branco, listrado ou pintado. Mas apesar da aparência agradável do papel, é tudo apenas aparência - quando usado, o material barato costuma empolar e se decompor em uma pilha desagradável de celulose como "uma estrutura em relevo ruindo sob pressão". Ainda pior é a irritação de pele causada pelo papel mais áspero. Hustedt, 40 anos, costuma se perguntar por que "tantas pessoas optam por sofrer até o último rolo".

(...)

Cheio de entusiasmo, o cientista até mesmo começou a se dedicar à idéia obstinada de tornar o "papel higiênico totalmente supérfluo". A idéia não é totalmente absurda: uma grande parte da população mundial não se incomoda em se virar sem papel higiênico. Os indianos e árabes se viram com a mão esquerda e um pouco de água. Segundo relatos, alguns povos nômades se limpam com areia após o chamado da natureza.

O mesmo processo de limpeza é realizado de forma mais luxuosa com os chamados "washlets" (uma mistura de vaso sanitário e bidê). Um jato suave de água do vaso sanitário limpa os traseiros aflitos. Os japoneses em particular gostam de usar os washlets para evitar o processo incômodo e se esfregarem com fibras.

Muitos proctologistas acreditam que o uso de papel higiênico seco é "errado". Preocupados com as doenças que afligem a pele sensível em torno do ânus, a Iniciativa para a Higiene Anal, com sede em Viena, recomenda a "limpeza com água corrente, em temperatura moderada" e "secar com uso de secador de cabelo".

Em termos de história cultural, o triunfo do rolo de papel higiênico nunca foi garantido. Inicialmente os americanos não viam utilidade para o uso do produto caro - e por muito tempo preferiam se limpar com papel arrancado de catálogos gratuitos. Na Alemanha nos anos 50, a compra de papel higiênico -um produto que há muito tempo se tornou uma necessidade da vida- era uma atividade extremamente embaraçosa.

Tais inibições ainda parecem existir atualmente. Mesmo um cientista esclarecido como Hustedt admite: "Ir ao banheiro não é exatamente algo pelo qual as pessoas aguardam ansiosamente"."

:>)

olha caro amigo leitor, desculpas, não tem dado muito tempo para dar atenção devida a esse blog mas nem é culpa minha, sabe? veja você, eu tive uma gastroenterite, lia teve gripezinha, karen teve uma inflamação na pleura (sabe onde fica? é a camada que reveste o pulmão). a gente ficou maluco aqui para tentar receber uma grana que tava para entrar desde novembro do ano passado - e nem bem a grana entrou, logo acabou. minha filha lá em volta redonda aparece com essa notícia de namoradinho. o eduardo aqui ameaça uma revoltazinha - coisa de pré-adolescente. nesse meio de tempo estou apresentando programa ao vivo e fechando o telejornal local, já que a diretora de jornalismo daqui casou e tirou 20 dias de férias. como se não bastasse, tenho 3 clientes para os quais presto assessoria de comunicação e dois deles vivem fases complicadas. agora pintam dois seminários para organizar, esse sobre violência em santos e outro sobre o novo marco regulatório, em sampa. ainda bem que parei com a coluna no tododia - eu e o jornal, definitivamente, não nos demos. acordando às sete da manhã e indo dormir à uma. para piorar, me deu hemorróidas.

desculpem a falta de textos lindos nesse momento.

a direção agradece.

Começa a ser articulado, com muitos dos nomes sugeridos pelos queridos leitores desse humilde. Muito obrigado a todos. Para quem diz que não vale a pena fazer seminários e fóruns, etc..., eu já ouvi MUITO isso quando fazia alguns sobre aquecimento global e reciclagem, há anos. Agora virou moda. Eu digo que SEMPRE VALE A PENA DISCUTIR ASSUNTOS COMPLEXOS. E fim.

A discussão acontece dia 12 de junho (salvo alterações de última hora) em Santos (SP).

Tem algum blogueiro de Santos na área?
:>)

pesquisa

Vamos imaginar que você fosse coordenar um debate sobre violência urbana e precisasse chamar quatro pessoas no Brasil para compor uma mesa. Quem você chamaria?

Não vale o Presidente ou Ministros.

Diga aí.
:>)

E tem muito mais, é só procurar por "Phantom of the Paradise"

cíclico

Em minha época de jovenzinho adolescente havia um colunista vetusto num desses jornais por aí que vivia reclamando do som alto das festas em clubes da cidade, especialmente em clubes localizados na região central. E eu ria das reclamações cheias de artrite do escrevinhador. Era claro que toda geração não podia ser prejudicada, ficando alijada de festas animadas e com som alto em clubes cheios de fumaça, por causa de um simples ranheta que tinha visto sua vida passar - e talvez recordasse va-ga-men-te dos bailinhos de carnaval d´outrora onde ele beliscava disfarçado as bundas de hoje respeitadas senhoras da sociedade que sequer se recordam mais se em algum dia tiveram as nádegas soçobradas por apertos de quaisquer tipos. O velhinho jornalista vociferador contra festas já morreu e, com ele, as festas com volume alto no centro da cidade. Essas festas, agora, acontecem em locais afastados do centro. Por uma desventura do destino, eu agora estou bem mais velho, uma artritezinha aponta, e eu moro afastado do centro da cidade; justamente para onde foram as festas. Sábado passado foi dia de mais uma delas.

Essa festa aconteceu em um clube de tênis que fica numa marginal da rodovia Anhanguera, na entrada (ou seria "saída"?) de Americana. Festas estão sendo corriqueiras ali. E eu nem sabia que tenistas gostavam de raves! Pelo jeito gostam. E mais: a-do-ram som alto, bem alto. Esses tenistas vão ficar todos surdos, não serão capazes de distinguir o som da bolinha pingando na quadra de uma bomba atômica explodindo no quarteirão de cima.

Os tenistas do clube em questão geralmente começam suas festas por volta das onze da noite e colocam o volume bem baixinho, acho que para ambientarem os tímpanos. O som vai subindo gradativamente, até atingir o ápice lá por volta das três da manhã - ou, mais precisamente, três horas e doze minutos da manhã - que foi o horário exato em que minha filha de 10 meses acordou por causa do barulho.

Barulho, sim, é conveniente chamar de barulho. No meu tempo de jovem adolescente também tinha barulho, mas havia alguma música. A única música distinguível na festa dos tenistas foi "Girls Just Want to Have Fun", da Cindy Lauper - e eu pensei: "tenistinhas safadinhas!".

Eu não sei se o pessoal tem alvará para fazer esse tipo de festa ou se ali temos apenas a fachada de um clube de tênis que esconde, na verdade, uma trupe de jovens maliciosas adeptas do sexo solitário. Ou ainda um clube de orgias de velhos tenistas querendo recuperar algum tempo perdido. Ou talvez o clube de tenistas seja um clube de pessoas com deficiência de audição que só conseguem se divertir com músicas no volume máximo.

Eu, sinceramente, só espero que ali, no clube de tênis perto de casa, não esteja se divertindo um grupo de jovens adolescentes saudáveis que, num futuro próximo, irá reclamar desse escrevinhador e dessa coluna dizendo que eu estou tentando os alijar de festas animadas com som alto e muita fumaça. Se algum deles disser que eu talvez tenha beliscado alguém num carnaval d´outrora, eu juro que mato!

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Cabeça, ombro, joelho e pé, joelho e pé.
Cabeça, ombro, joelho e pé, joelho e pé.

Olhos, ouvidos, boca e nariz.
Cabeça, ombro, joelho e pé.

(Acho bem bacana a música. A Marisa, o Arnaldo e o Carlinhos podiam fazer uma versão para o próximo Tribalistas. É realmente con-ta-gi-an-te!)

convite

Olhaí, mineirada: exposição do André Seale, marido da Lucia Malla em Pós de Calda.

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Não dá pra ler direito, mas é no Minassul Shopping, até 6 de Maio.
Aproveitem e apreciem o pão de queij e o dos de lei.

meu nome

É incrível, eu sei, mas recebo constantes e-mails de gente (?) perguntando se Biajoni é mesmo o meu nome. Bom, é sobrenome, está escrito ali à esquerda, logo no começo do blog.

Mas eu perdoô gente que não repara. Aí pego e respondo, explicando que Biajoni é sobrenome, erro de cartório, na verdade, pois o certo era Biagioni - ou Biaggioni, segundo o Pradinha.

Tenho uma paciência de Jó, quando tenho que dizer por telefone. E quando me mandam correspondências, vem sempre errado. Há algum tempo recebi um convite para Luis Dias Gomes (!). Ontem chegou uma carta, uma reclamação de um comentário que eu havia feito na TV, para Luís (sic) Biagónes - assim, com acento e tudo.

Lembrei, na hora, do Sergio Aragones.
:>)

O novo livro de Richard Dawkins, "The God Delusion", comentado por mim nesta coluna, foi resenhado pelo mestre Idelber - e vale a pena criar expectativas.

Nesta segunda é aniversário de uma pessoa es-pe-ci-au-au; um carioca liiindo que faz shows como transformista mas é muito homem, muito gente. É o Bruno.

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Ele tá o má-xi-mu-mu, nessa fota, né?

Doce Viking (ele tem esse apelido pois sempre foi fã da Pequena Vicky), tudo de bom pra você nesses novos anos. Boas entradas!

(Minha coluna de terça-feira no TodoDia acabou gerando algum bafafá e eu então fiz uma resposta que posto aqui, logo abaixo, e deve ser publicada no jornal na próxima terça. Afe. Pé de pato, mangalô, três vezes nesse final de semana santo, né Idelba?)

Histórias de Onoff

Estávamos entre amigos num fim de tarde em São Paulo, 1989. A amiga Tite servia bolo com calda e apareceram algumas moscas. Foi o bastante para que o tradutor russo Dmitri Onoff lançasse a pergunta: você já viu uma mosca morta no chão? Tanto eu como Tite e os outros amigos respondemos que não. Não, não se vê moscas mortas pelo chão e, pelo contrário, muitas deviam haver - já que existem muitas moscas e o tempo de vida da maioria delas não é de mais que 48 horas. Onoff então perguntou se sabíamos como fazem as moscas quando percebem a proximidade da morte. Respondemos novamente que não. Pois as moscas sabem quando a morte se aproxima e, nesse instante, voam para o mais alto que podem – contou o russo. Chegando a um determinado ponto, visto que seu corpo é de mais de 60% de CO2, elas simplesmente evaporam. Ficamos estarrecidos com o argumento, do qual nunca havíamos ouvido falar. O “vôo mortal dos mosquitos” (ou apenas “the mortal fly”, em inglês), virou motivo de culto em Uqbar, pequeno país próximo à Armênia. Onoff contou que esteve em Uqbar visitando o escritor Paul Bowles e sua esposa quando pôde conferir o procedimento dos habitantes locais. Qualquer um, independente da idade, quando simplesmente achava que a morte estava próxima, subia no monte mais alto (cada cidade ou vilarejo tinha o seu) e ali ficava, aguardando a desintegração. A maioria morria de fato – de inanição, frio ou porque realmente estava na proximidade do fim. Eles imitavam as moscas.

Foi também durante essa viagem que Onoff provou a azeitona asiática. É muito diferente, contou, da fruta que consumimos por aqui. São maiores e totalmente negras, já que só as colhem quando estão bastante maduras. A azeitona preta, ao contrário do que muitos pensam, é apenas a azeitona madura e não uma outra espécie. Pois bem; apesar da azeitona ser de origem asiática foram os europeus quem conseguiram melhor prepará-la para o consumo. Nos tempos atuais, descendentes de espanhóis, portugueses e italianos se estabelecem em países asiáticos com a tarefa de prepararem a azeitona. As famílias dos “azeitoneiros” são algumas das mais ricas da Ásia Menor. Onoff, assim como eu, vê uma incongruência nesse fato. É como se precisássemos importar tecnologia e mão de obra para fazer cachaça, aqui no Brasil.

A tarde estava deliciosa e Onoff nos enchia de histórias e conhecimento. Contou que a Ásia também é a região de origem da laranja – e que a fruta é sagrada por lá. Como todo continente é bastante seco, a laranja é fonte de abastecimento de sais minerais e água para a população. Contam que Buda era capaz de passar dias apenas consumindo laranjas. É por esse motivo que o manto dos monges budistas é dessa cor.

Passados alguns meses da estada de Onoff em Uqbar uma editora francesa pediu para que o iminente tradutor russo fosse até Buenos Aires negociar a tradução de um texto de Jorge Luis Borges. Foi a primeira vez que Onoff esteve na América Latina. Borges o recebeu e levou-o para jantar em uma cantina na rua Florida. No antepasti encontravam-se algumas pequenas azeitonas pretas. Borges impediu que Onoff as comesse – e contou o motivo. As azeitonas pretas argentinas (tão consumidas pelos brasileiros) não são realmente pretas, mas sim pintadas! Como o processo para amadurecimento é árduo eles colhem os frutos ainda verdes e submetem-no a um processo de colorificação. O colorifício é aplicado e a azeitona é vendida – mais cara! – como preta (madura). Onoff ficou estarrecido com a informação – e nós também, quando nos contou.

Papo vai, papo vem, o já famoso escritor argentino confidenciou ao russo que escrevia um livro sobre Buda, em colaboração com Alicia Jurado. Onoff contou então a hsitória sobre a laranja. E a edição argentina do livro saiu com a capa de cor laranja e uma dedicatória a Dmitri Onoff.

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Explicando a piada

De todas as colunas aqui publicadas, já há um ano, a que mais me deu feedback até o momento foi a da semana passada. Os retornos foram por e-mails e a maioria indignou-se de algumas coisas escritas. Resumindo, para quem não leu, falei sobre um amigo, tradutor russo que sempre vem ao Brasil, Dmitri Onoff - um grande contador de histórias. Por lidar com o mundo literário, Dmitri sempre mistura fatos da ficção com fatos reais.

Parece bastante óbvio que as moscas não pressentem o momento da morte e não voam em direção ao infinito, evaporando-se em gás carbônico - e esse é o motivo de não vermos tantas moscas mortas no chão. É também óbvio que não existe um pequeno País, Uqbar, "próxima à Armênia", onde os habitantes imitam as moscas e, no pressentimento da morte, sobem até o monte mais alto e lá definham. Essas "informações" estavam na coluna passada e teve gente que escreveu indignada com o desserviço ou estupefatas com o "sensacional".

Escrevi também, através da boca de Dmitri, sobre as diferenças das azeitonas verdes e pretas. É real que azeitona preta é a azeitona madura, embora existam tipos de azeitonas que nascem pretas - especialmente no Egito. E também é real que boa parte das azeitonas pretas argentinas são pintadas com colorifício para obterem a tonalidade. Um dos e-mails perguntou: "o que os argentinos ganham pintando a azeitona verde de preta?" - e eu respondo aqui: a azeitona verde pintada dura mais que a preta, madura. Aumenta o tempo de vida e pode ser vendida mais cara; azeitonas pretas são mais caras. É isso que os nossos hermanos ganham.

No texto tinha ainda uma menção à origem das laranjas e um leitor de Limeira (antiga capital da Laranja), que lê a coluna pelo site já que o TodoDia não vai pro "outro lado do rio", questionou a informação sobre o hábito de Buda se alimentar com laranjas por semanas e se realmente se deve a isso o fato do hábito dos monges budistas serem da cor laranja. Confesso que não sei. A informação assim me chegou e assim divulguei - embora ache uma boa explicação, já que a laranja é realmente originária da Ásia, conforme disse a coluna passada.

A menção ao encontro com o escritor argentino Jorge Luis Borges talvez explique o nome do País onde as pessoas-mosquito sobem os montes para morrer - já que Borges tem um conto, um dos seus melhores e mais conhecidos, chamado "Tlön, Uqbar, Orbis Tertuis". Borges, provavelmente o maior escritor que a América Latina já viu, era hábil em escrever contos ou ensaios misturando realidade e ficção e a coluna da semana passada foi uma espécie de homenagem minha a ele. Pena que poucos (ninguém?) entendeu.

E pena também que uma coluna, ér, despretensiosa como aquela, gere mais repercussão do que outras aqui publicadas, como a da semana retrasada, quando falei sobre um livro de uma autora americanense que foi adotado pela rede pública e só é vendido em um local da cidade, a um preço alto -, e não está disponível nas bibliotecas públicas, como deveria.

É pena também que a metáfora, esse maravilhoso recurso da linguagem que confunde o real ao simbólico, não seja apreendido pelas pessoas, em época de globalização, internet e comunicação fácil. Existe uma tendência quase geral em se acreditar em tudo, ainda mais se o autor do texto tiver algum título, algum pronome de tratamento.

É triste a constatação de que talvez tenhamos chegado a um ponto de tensão que impede a leitura leve. Nesses tempos politicamente corretos, temos que ter cuidado especial com piadas. Mesmo com piadas assépticas. Desacostumados a usar o racional na separação do real do imaginado, o leitor, confortável em sua poltrona, fica esperando a explicação para, talvez, lançar um sorrisinho no canto dos lábios.

Apdeite: Hahahahahah... Sim, estava escrito "despretencioso" e eu corrigi, alertado pelo Nelsão. Foi catiça do Rafa. :>)

A nova grande mania no Orkut é copiar este texto do Alex Castro, fazer ligeiras modificações (ou não!) e colocar no seu perfil, sem dar crédito. Hoje já são mais de 500 pessoas fazendo isso - e eu não podia ficar de fora dessa.
;>)

De maneira bem-humorada, o próprio Alex comentou sobre esse meme. A caixa de comentários está ótema.

Zack (ou seria Zach? ou só Zak? os jornais erram o nome do cara até três vezes na mesma página!) Snyder vai dirigir "Watchmen", a fantástica... HQ(?) de Alan Moore e Dave Gibbons que já passou por várias mãos, inclusive de Terry Gillian. A pré-produção é confidencialíssima, embora os rumores mais ou menos certos deêm conta da participação do Rei Leônidas, Gerard Butler e... ér... Tom Cruise - talvez só na produção.
No YouTube existem muitas "homenagens" a Watchmen...

O trabalho desse pessoal foi ótimo na manutenção do clima, mas ficou meio "Dick Tracy" - e dá medo de Zack adotar esse mesmo tom.

Esse tributo mostra como o trabalho da dupla Moore/Gibbons em "Watchmen" é quase como um storyboard.

E tem até essa adaptação que parece filme brasileiro.

Watchmen.jpg

Oh, God!, você ainda não leu "Watchmen"?
Foi lançado no Brasil em quatro volumes.
Quando o filme sair, você vai ficar com a mesma cara de quando falaram pela primeira vez sobre "a adaptação de '300'".

Quem dá de ombros quando o assunto é... hmmm, quadrinhos, é bom lembrar que a HQ está na lista das 100 best novels since 1923 da Revista Time.

Tem gente realmente alucinada pela obra, como esse cara.

Muitos dos amigos blogueiros utilizam uma prática blogueirística que não gosto: a de responder a comentários na própria caixa de comentários.

Ora, se o camarada lê um texto e se anima em comentar algo não deve ter o trabalho de voltar e voltar e voltar ao post várias outras vezes para ver se o autor teve alguma coisa a dizer sobre. A parte dele, como leitor, ele fez. Se o autor quiser comentar o comentário, que o faça por e-mail. Se for algo que interessa a outros futuros leitores, ótimo: coloca na caixa de comentários ou talvez até como um update... Mas responder na própria caixa de comentários parece um artifício para gerar mais pageviews.

A prática vem ficando cada vez mais frequente, até mesmo entre blogueiros que pareciam contra. A desculpa geral é que, respondendo um comentário na caixa, pode-se fomentar discussões. Novamente digo: se o comentário for tão interessante que pode gerar mais discussões, basta incluí-lo no post como update - deixando-o à mostra, inclusive para aqueles que leêm posts mas não leêm comentários.

Alguns comentaristas ficam ansiosos quando comentam, esperando uma resposta por e-mail ou na caixa... Creio que as pessoas devam comentar por prazer, sem esperar muito o feedback; assim como a maioria dos blogueiros escreve por prazer. Basta saber que o autor leu... Quando acho que devo, mando um e-mail.

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  • luiz biajoni
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