dezembro 2006 Archives

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A todos os amigos, todos os que mandaram sms, e-mails, cartões, cartas, deixaram scraps, comentários e mentalizaram OM pra mim, pra nós, pro mundo.
:>)

Voltamos na terça com a programação normal.
E em breve, novo e-book para todos.
:>*

hehehe

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(Minha coluna de hoje no TodoDia, que não saiu. Sabe cumé, né? Feriado, pessoal viajando, aquela coisa toda. Ou não.)

A evangélica e cantora-bumbum Gretchen acabou de fazer um filme pornô e acha que não tem nada demais, que ela faz o que ela quer, que seu parceiro no filme é o seu noivo e então ninguém tem nada a ver com isso. Tudo bem, a vida é dela e tudo isso é verdade. Mas pelo fato de ser evangélica - mais uma dessas artistas que agremiam fileiras para as já gordas hostes dos fiéis dizimistas -, muita gente ficou, digamos, besta. E essas pessoas que ficaram bestas questionaram a velhota sobre seu, digamos, ato. Ou atos. No que ela respondeu que "sou evangélica e soube que há quem seja contra - mas só Deus pode me julgar". Sim, foi isso que ela disse. Só Deus pode julgar se o que ela está fazendo (filme pornô) está certo ou errado e só Ele, o Todo-Poderoso, é que vai decidir se seu, digamos, ato, está correto ou se ela vai arder no sexto círculo do Inferno, enquanto pequenos diabos anões ficam a espetar-lhes as nádegas causando cicatrizes perfuradas ainda mais horrendas que as já existentes celulites.

Se eu fosse a Gretchen - Deus me valha! - não confiava tanto no bom velhinho comandante do Céu. Todos acham que Deus é um velhinho cada vez mais velho e, assim, cada vez mais benevolente. Como aqueles avôs bem velhos que ficam a coçar as virilhas e a escarrar pelo chão e que dão cincoenta centavos cada vez que alguma criança pede um trocado. Botam fé demais em Deus. Esse povo que acha que Ele é todo bonzinho não sabe que, ao longo do tempo, o caráter de Deus se molda conforme o caráter humano e, se assim for por esse tempo atual, bem, pode crer, ele deve estar com o ânimo irrascível, sem nenhum bom-humor.

Se eu fosse a Gretchen - Conga Conga Conga - lembraria que Deus criou o homem e a mulher só para depois expulsar os dois do Paraíso. Lembraria que ele amaldiçoou Caim que teria matado Abel, mas, diabos, ninguém havia dito que não se podia matar! Lembraria das oscilações de humor de Deus quando ele mandou pra cá o dilúvio porque havia "se enchido desse coisa toda de Humanidade" - e depois reconsiderou. E, pior, lembraria que Ele mandou Seu filho prá cá só para que Cristo tomasse umas bordoadas e aprendesse - e nos ensinasse - a lição. Deus não é um cara que a gente convidaria prum churrasco no puxadinho.

Nietzsche já disse e a revista Time já estampou em sua capa que Deus havia morrido. Não concordo. Deus envelheceu - e envelheceu mal. Envelheceu como idéia e como objeto de exploração - essencialmente por parte das igrejas. Hoje, ele serve apenas como referência para uma abjeta sensação de continuidade e culpa. Continuidade que será a vida além. Culpa por tudo o que fazemos e deixamos de fazer. Mas não vamos ser punidos. Do outro lado está um velho cansado que é nosso chapa e está conosco a tanto tempo que não vai nem ter forças para nos castigar.

Assim sendo, não mais temos medo de Deus, assim como Gretchen não tem. E eu também não. Na verdade, tenho mais medo da Gretchen que de Deus.

momentum

Algumas coisas casam de maneira absurda.

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Voltava do trabalho hoje, umas quatro da tarde, um calor insuportável e, de repente, na pista, cai a maior tempestade. O movimento era pouco, eu dirigia com o vidro abaixado, a água entrando dentro do carro. No som, "Mint Car" do The Cure. Estava indo para a casa da minha tia Júlia, onde toda família almoçava. Eu estava com uma fome dos diabos, tinha comido apenas um pão francês no café da manhã.

Acendi um Carlton. Não dava pra ver um palmo na frente do nariz. Dirigia devagar, com o pisca alerta ligado.

Às vezes a vida faz todo sentido.

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(O Rei bebe. Comunista, ele não se preocupa com dinheiro)

Tiagón Casagrande, El Rey, concede entrevista a Tiago Dória e fala sobre, ér, blogs e o mais importante e bonito e gostoso e sen-sa-cio-nal condomínio de blogs do Brasil: o Verbeat Blogs, craro! Vai ler!

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E eu nunca sei como dizer o tanto que eu a amo.
Deve ser muito difícil pra ela ter um pai como eu.
Sim, eu não sou fácil, tenho andado estressado...
E sempre me embanano todo para agradá-la.
Talvez ela saiba que é um amor do tipo indizível mesmo.

presente

Não faço questão de ganhar presentes no Natal.
Mas depois do dia 29 de Janeiro se algum amigo quiser me dar isso...
Ah, eu serei eternamente grato.
:>)

atendentes

(Minha coluna de hoje no TodoDia)

Uma vez eu entrei num sebo em Piracicaba e um homem de cabelos brancos e fala mansa veio me atender. Perguntei por alguns autores e ele conhecia a todos. Andou pelas prateleiras, encontrou alguns livros que me interessavam e indicou outros. Falou sobre alguns escritores que eu não conhecia e acabei comprando mais do que tinha programado. Aquele senhor faz parte de um tipo de vendedor que está em extinção; o vendedor de produtos culturais que conhece o que vende. No início do advento das grandes livrarias em shoppings, como a Livraria Saraiva do Iguatemi, existia ainda uma certa preocupação com o atendimento, os vendedores passavam por algum treinamento, participavam de um teste antes da contratação. Hoje, deusulivre! Tente perguntar qualquer coisa para atendentes (são chamados assim agora) de livrarias em rede. Talvez mandem você procurar "O Jogo da Amarelinha", de Júlio Cortázar, na seção de infantis. Uma lástima.

Se esse tipo de crise acontece com os livros, com a música é muito pior e vários casos já foram relatados nesse jornal pelo colunista Gustavo Brigatti. A lógica pernóstica que comanda as lojas de música é que "o povo nunca compra nada novo, só o que já ouviu no rádio ou que está sendo muito comentado pela mídia" - o que dá no mesmo. Você entra numa das poucas lojas exclusivas para discos (hoje chamado minimalmente de CDs) e vê sempre as mesmas capas, pode adivinhar a sequência da fileira. Quando há algo mais, como em lojas como a FNac, vemos o mesmo problema que acontece com os livros: "atendentes" que mal sabem utilizar o sistema interno de pesquisa via computadores ou a internet. Eu perguntei para uma garota de uma dessas lojas uma vez se tinham o novo disco da PJ Harvey. Bom, ela tentou "DJ Rarvei" e todo um espectro de alternativas, mas era óbvio que ela não conhecia a cantora e compositora inglesa. Não deveria?

Cinema já é um negócio ainda mais complicado. Com o advento dos DVDs o preço dos filmes ficou mais baixo e podemos encontrá-los em qualquer lugar, de banca de jornais a grandes magazines. Aí vai de você ter mesmo muita sorte de encontrar aquele filme bacana que você gosta de rever várias vezes a um preço camaradinha. O problema com os filmes está nas locadoras, onde novamente os "atendentes" geralmente são fracos e desestimulantes. Geralmente não só não conhecem cinema como acham que o gosto individual de cada um é o dominante; e orienta os consumidores assim. "Ah, você vai levar esse filme? Nossa! Mas é paradíssimo! Você não prefere o novo do Bruce Willis?". Um saco.

No meio disso tudo temos as Lojas Americanas. Ah, as Lojas Americanas. Um misto de céu e inferno para o camarada interessado em comprar produtos culturais. Nas Americanas temos bancas totalmente reviradas onde chocam-se "O Ladrão de Bicicletas" e "O Samurai Negro" com uma naturalidade impressionante. Ali achamos discos raros da Elis Regina por R$ 9,90 ao lado do "novo Jack Johnson" por quarenta paus. E livros, livros espalhados, livros pelo chão, livros de seiscentas páginas a dez reais, livros que decifram para nós, mortais, o poder dos aniversários, por exemplo. Uma esbórnia maravilhosa. Desde que, é claro, você não espere uma única orientação ou sugestão ou informação ou mesmo localização de quaisquer produtos por parte dos, hmmm, "atendentes". Nas Americanas os funcionários parecem ser ainda mais alheios. Parece que todos vieram do mesmo furacão que trouxe de algum lugar imaginário todos aqueles CDs e DVDs e livros; eles andam pelas lojas como zumbis e nunca ouviram falar em George Romero.

Nada de dormir na madrugada por causa do calor.
Um camarada passa sete da manhã gritando como um louco.
Vou abrir o olho e percebo um terçol.
A cabeça dói um pouco.
Chego no trampo e discuto com o chefe.
Perco o almoço, tenho uma audiência no Fórum às 13h.
A audiência acontece às 14h, volto pro trampo às 15h.
Tomo mais cagadas.
A dor de cabeça piora.
Isabelle tá lá em casa me esperando pra ver um filme ou passear.
E eu nesse inferno.

Certamente assistirei ao show do Rei hoje, assim como o Ricardão e o Doni.
Nunca perdo. E sempre choro.

Robertão, como todos sabem, é o responsável pelo DESVIRTUAMENTO da juventude brasileira, juventude essa que nem está mais tão jovem assim e muito menos DESVIRTUADA. Ele, o Rei, é o avô dos emos. Essa história de emos começou com ele, quando gravou o hino "Emoções" - que conta a história de um grupo de jovens moços que faziam a autoafirmação do estilo lacrimoso e sensível. "O importante é que emoções eu vivi" é o lema eterno dos emos.

Ai, ai...

Interessante é que quando Robertão foi processado por usar roupas coloridas, colares e andar por aí com carros de cores berrantes a 120 quilômetros por hora, seu advogado foi o apresentador de TV Silvio Santos. Na época, Silvio ainda tinha cabelos. Você não acredita em minhas afirmações? Tem vídeo histórico no YouTube, veja aqui. É imperdível!

Agora, besteira é o Rei querer processar o cara que escreveu a biografia dele provando que Roberto é, na verdade, o Saci-Pererê. Pô, todo mundo sabe que o Rei não só É o Saci, como fez o mesmo clareamento de pele do seu amigo-irmão Michael Jackson.

Os formadores de opinião acham que nós, mortais-simples, não sabemos das coisas.
:>/

E nem sei como descobri isso.
Mas a Rua do Tabelião de Notas e Anexos de IPAUCU tem o mísero nome de...
Luiz Biagioni.

Sim, Rua Luiz Biagioni.

Para quem não sabe, meu sobrenome é um erro de cartório; o sobrenome da família toda é mesmo Biagioni. E existe uma rua com o nome que eu DEVERIA TER em uma cidade chamada... IPAUCU.

Se você não acredita, procura aqui.

dícaras

Fui dar um passeio pelas Lojas Americana como quem não quer nada e acabei soltando mais um cheque aids, dessa vez no valor de R$ 62,85. Mas acho que valeu a pena, olha só:

- Livro "Iniciais BB - Memórias", da Brigitte, 600 páginas, R$ 9,90.
- CD "Supergrass is 10 - Best of 94-04", 18 hits do Suprgrass, R$ 12,99.
- DVD Dual Disc com "Rosencrantz e Guildenstern Estão Mortos" e "Asterix e Obelix Contra César" (é incrível as coisas que eles juntam nesses Dual Discs) por R$ 9,99.
- DVD duplo (um só com extras) de "O Casal Osterman", de Sam Peckinpah, R$ 9,99.
- DVD "Buena Vista Social Club" - R$ 9,99.
- DVD "Em Nome de Deus", uma das mais belas versões do mito de Abelardo e Heloísa - R$ 9,99.

Boa compra, vai dizer?

Hehehe, a Olivia fez relato dessa vez. Boa!

Correria lascada hoje, nem deu tempo de postar.

A Olivia veio com o Roger de Sampa para Americana e depois fomos para Limeira, numa primeira ação de divulgação do "Desumano". Na TV Jornal, onde co-apresento um programa de entrevistas ao vivo, fizemos um papo longo com a escritora. Infelizmente não rolou de visitarmos o Jornal de Limeira, mas o casal foi ao TodoDia de Americana, onde Gustavo Brigatti, o intrépido editor de cultura, fez fota & matéria. A Olivia avisa que o livro já se encontra nas lojas virtuais.

A gafe do dia foi eu ter BATIDO a porta do carro no dedão da Olivia, quase inviabilizando entrevista, quase levando a moçoila à Santa Casa de Limeira. Ela botou gelo, mas acho que a unha vai cair. Talvez ela conte melhor a história, eu tou com pressa & vergonha.

Até amanhã.

O escritor goiano (hehehe) Nelson Moraes já pode ser considerado o AVÔ dos blogueiros comediantes stand-ups com o seu novíssimo post audiovisual. Vão , vão !

(Coluna de hoje do TodoDia)

Não sei quem foi que disse, e minha memória anda cada vez pior, que a lembrança de uma dor pode trazer uma fração de aflição e nada mais que isso, mas a lembrança de um momento de alegria pode nos encher o peito de felicidade plena e fazer com que o dia, a semana ou o mês se transforme. A dor é momentânea, mas a felicidade é eterna; fica sempre conosco. E não há motivo para sentir vergonha ou tentar minimizar uma alegria genuína que ficou no passado. Muitos dizem: "eu era um tonto, correndo atrás da bola no campinho de areia, esfolando meus joelhos" - e tentam mascarar com a amargura da idade séria um autêntico momento de felicidade. Como se a negação daquela felicidade tornasse aquele que lembra um pouco menos homem. Como se o resgate de um sentimento infantil ou infanto-juvenil, como é o caso, tornasse o homem mais infantil; infantilóide. Mesmo as alegrias de um momento não tão distante assim, como de um amor do passado, pode nos trazer sensações boas e não devemos apagá-las de nossas mentes em detrimento de um novo amor. Seu amor é inesgotável, ele não é transferível. Amamos hoje e amamos amanhã e um momento de amor incrível que nos encheu de emoção pode continuar vivo em nosso coração independente de um tão fantástico e lindo amor atual. O amor não é temporal; assim como a alegria é rememorativa e a dor, esquecível. Isso faz parte da beleza da vida e está no cerne de um "bem-viver", acredito. Você é você, o outro é o outro; a convivência harmoniosa está intimamente relacionada com o respeito que ambos devem ter - inclusive pela memória afetiva e sentimental de cada um. Pessoas muitas vezes têm ciúmes da memória do outro e isso é terrível. As religiões primitivas falam desse ciúme, desse medo que muita gente tem de perder o companheiro, o amor, o amigo, para algum tipo de lembrança. Isso é encontrado no vodu, no "espiritualismo de influência", onde, muitas vezes, um praticante pede a morte de alguém por acreditar que uma terceira pessoa vai parar definitivamente de "pensar" na outra se ela morrer. Não há ato físico que apague qualquer memória. Não há queima de fotos que apague uma sensação. E cada pessoa é um universo pois cada um sente a si mesmo e, para si, é tudo. Se você fechar os olhos e se concentrar vai lembrar de um cheiro e vai senti-lo novamente, assim como um gosto, um toque, um instante. E você, ó mito, é o resultado exuberante dessa memória, união indivisível do que foi, soma de tudo de bom e ruim, segredos e mentiras, atos e omissões, felicidade e tristeza, fantasia e dura realidade. A vantagem, ó ser que chega ao fim de mais um ciclo, no topo da onda de mais um ano que se encerra, a vantagem em seu favor, ó pessoa tão séria e tão dura e que vê tanta maldade em tudo e que quer sempre se dar bem e ganhar sempre muito dinheiro e se esforça em esquecer de qualquer coisa que seja que tenha ficado no passado e que se preocupa apenas e tão somente com as coisas do seu dia e com o indefectível dia de amanhã onde sua posição social e suas posses devem ser sempre ampliadas, ó ser que vive sempre o estado pragmático de maneira inóspita, tua vantagem é que as lembranças, caso queira pesquisar em tua caixa craniana, a vantagem é que tua memória sempre te dará satisfação se pensares nas coisas alegres e frescas e saborosas da tua existência. Então pensas, ó você que agora me lê, que se tiveres um dia de alegria hoje ele poderá ser lembrado com satisfação amanhã, enquanto um dia cinza e triste e besta ficará enterrado no passado das coisas que são mais facilmente esquecíveis. Não é melhor assim? E não é melhor também que as pessoas que você ama tenha dias e memórias sempre lindas e floridas e frescas e sa-bo-ro-sas? Então, faça essa resolução de fim de ano: transforma teus dias de dois mil e sete em ao menos cinco alegrias diárias que resultarão em duas mil e sete alegrias ao final do ano, todas perfeitamente lembráveis. Isso é, se é que eu fiz a conta certa, já que eu sou completamente péssimo e inútil em matemática.

por aí...

- Lá no Dois Discos, Biquíni Cavadão. Ah, você não gosta? Acha que é apenas uma bandinha muito anos 80 com nome feio? Saiba que o segundo e pouco ouvido disco deles é um dos mais bacanas da fatídica década. Veja lá.

- Falando em disco, um dos preferidos do amigo Renmero, "Home", de Josh Rouse, uma pérola pop, está por apenas R$ 8,99 nas Americanas. Vale a pena. Vale também, ler o post do Renmero sobre o encontro dele com Rouse, apesar de eu achar meio gueizice.

- No lançamento do livro da Olivia, várias gentes lá estavam e eu não citei/linkei aqui. Um deles foi o Helder, que aparece aí na fota com o Doni ao fundo. Quando conheci o Helder e ele se apresentou eu achei que fosse outro Helder. Dias depois eu fui saber que era aquele. E só agora fui ver que ele não está linkado aqui. Vergonha. Queima no inferno, Biajoni maldito.

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- O outro não-linkado foi o Tuca, o macho da Pat - e eu nem sabia que era dele o Fiapo de Jaca.

- Na mesma semana do lançamento de "Desumano", saiu também a tradução da Clarah Averbuck para o "Manual para Fazer das Crianças Pobres Churrasco", clássico do humor, de Jonathan Swift, um dos livros preferidos do Almirante. Vale apontar o maravilhoso trabalho gráfico da Editora do Bispo que embalou o livro a vácuo, como se fosse uma picanha maturada, botando até um falso selo do Ministério da Saúde. Ficou lindo.

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- Dá um trabalhão danado arrumar os links desse povo que tá migrando pro wordpress.

puto!

Desculpas aos amigos do Rio, não vou mais pra Cidade Maravilhosa amanhã, conforme estava combinado. Ia participar dos eventos do Fórum Nacional dos Direitos Humanos, mas terei que ficar em Limeira por conta dos programas de segunda e terça na TV - teremos entrevistados importantes, etc...

Um saco. Queria muito ver a banda da APAE/Limeira abrindo o show do Alceu Valença no Circo Voador. Tem muitos eventos legais rolando no Rio por conta do Fórum. Vale a pena, pessoal carioca! Participe!

Vou pro boteco do Gilmar tomar um trago pra esquecer.
Desculpas de novo.
:>/

Uma taróloga esteve aqui na emissora hoje.

- E aí? Vou conseguir publicar meu livro.
- Ér... Essa sua atividade como escritor vai te dar grande satisfação e reconhecimento... Mas... Não vai dar dinheiro não.
- Hmmm... Mas o livro vai sair?
- O importante é que você sabe que está fazendo o que deve fazer.
- Entendi...
- ...
- Quer dizer... Um outro livro qualquer meu, um dia, vai sair?
- ...
- Sei... Nada de, tipo, noite de autógrafos cheia de fãs alucinadas gritando?

(Silêncio constrangedor)

- Academia Brasileira de Letras... Nem pensar?
- ...
- Nada de Nobel? Nada de adaptação para Hollywood?
- ...
- Nada de...
- Olha, Biajoni, o importante é ter saúde!

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Vejo na Folha que um diretor chinês vai filmar em São Paulo e quer fazer nevar na cidade, em uma das cenas.

Isso é um absurdo!

Como vai ficar nossa imagem lá fora? Vão achar que São Paulo é uma Barilochezinha qualquer!
Não podemos permitir! Inicio já uma corrente para que os blogs não permitam mais esse desvirtuamento cinematográfico do Brasil. Para os gringos aqui só tem piranhas, assassinos, macacos, o Pelé e índios? Agora... Neve?

Não, isso é demais! Daqui a pouco vão achar que nós andamos por aí com aqueles casacos felpudos, como se fôssemos uns europeus!

É claro que os prognósticos estavam errados e Brigatti me enviou seu e-mail padrão de "furo com amigos": "pintou um poblema (sic) e não vai dar para ir (sic) para Sampa com vocês". O que esperar de um jovem gafanhoto, aspirante a sósia da Camila Morgado?

Aliás, a lenda preparada para o dia era que ia chover barbaridade em Sampa e esse tipo de informação afeta os mais sensíveis. Mas não eu. Nem meu advogado e artista plástico nas horas vagas, Mr. Sérgio Efe. "Vamos sim; não é uma enchentezinha de merda que vai nos impedir de abraçar Olivia Maia e adquirir em primeira mão e com autógrafo o primeiro livro da mais jovem e recente enfant-terrible da literatura nacional". Sérgio Efe fala difícil e se empolga às vezes.

Sim, sim, eu queria mesmo dar um abraço na miúda e afanar um exemplar de seu "Desumano". E também queria rever alguns dos queridos amigos que enviaram e-mails, telefonaram, msnesaram e mandaram mensagens por pombos dizendo que iam aparecer por lá. É claro que não acreditamos em todos, pois sabemos que blogueiros mentem muito. Jesus, como blogueiro mente. Blogueiro não pode ver uma verdadezinha soltinha por aí que já quer menti-la, sujá-la, solapá-la. Nem que seja só para usar o termo num post: "solapá-la".

Assim, é bem óbvio que não acreditei que Gabriela Franco estivesse lá, assim como não estava da última vez que marcamos encontro. Ela tem fugido de mim pois estava com uns livros meus e teve que vendê-los num sebo para poder pagar a mensalidade de dezembro do seu carnê de tatuagens. Ela fez em 24 prestações e ainda está na sétima. Nem sei por que tudo ficou tão caro, já que ela tem pouco tecido. Devem ter sido tatuagens bastante especiais mesmo, muito difíceis, complexas...

Ela acha que eu não sei que ela deu fim nos livros. E sempre pede para os amigos blogueiros me dizerem: "A Gabi passou por aqui carregando seus livros, mas teve que ir embora pois tinha aula de macramê com um cego e estava perdendo hora".

Ela não estava lá, claro, mas estavam os bons e grandes amigos Doni, Ricardão, Pat Kohler e seu veterinário particular, o Tuca, a DaniCast e até um meu fã que me apontou e perguntou se eu não era o Biajoni, autor, ér, "daquele" livro. Dei um sorriso de sim.

Enfim. Eu e Sérgio Efe saímos de Americana por volta de sete da noite, com sol alto. Pegamos algumas latinhas de cerveja, algumas pílulas coloridas, alguns CDs do Elvis Costello e caímos na pista destemidos, o sol refletindo nos óculos escuros.

Em Sampa, algum trânsito normal; depois uma certa confusão com o maldito nome da rua que era a referência para nós: Aspicuelta, Auspiciosa, Aspericulta... "Por que os malditos não colocam números ao invés de nomes", baforou um já estressado Efe.

Mas deu tudo certo: encontramos a linda Livraria da Vila e lá estavam nossos lindos amigos. E lá eu reparei em detalhes e fizemos umas fotas:

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(Momentos de tensão, antes de chegar até A AUTORA para a conquista dO AUTÓGRAFO. Apoiada na mesa, de quatro, com vestido vermelho, Pati Kohler. De cavanhaca, o macho dela, o Tuca. Ao redor, vários fãs ensandecidos.)

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(Até que sim, enfim, eu chego!)

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(Olivia abre os dedos de maneira estranha para autografar. Acho que ela é maçã - feminino de maçon. E também usa uma canetinha Bic fuleira de estimação, o que mostra o ESTADO de miséria que se encontra o jovem escritor brasileiro.)

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(Eu quis indicar alguns livros, mas a Olivia fica sempre muito constrangida.)

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(Ah, agora sim, o livro em questã!)

Tem muitas mais fotas aqui.

Então... A gente ficou ali fazendo uma bagunça enquanto o Doni contava piadas velhas e o Ricardão fazia força para entender. Estavam ambos bem LISOS de vinhos. A DaniCast começou a dançar por ali, dando rodopios e gritando "Eu sou uma bailarina, eu sou uma bailarina", enquanto o nervosismo do Roger ficou evidente e ele colocou a mão dentro da jaqueta a procura de algo. Sérgio Efe ponderou: "Bia, vamos prum lugar mais seguro, talvez aquele boteco ali da esquina, onde os caras tavam fumando maconha". Achei melhor.

Chamei a Pat e Tuca para ir com a gente, para sairmos escondidos. Mas o povo descobriu. Não dava para fugir levando a Pat junto, o vestidinho vermelhão com as bolas brancas era o que mais se DESTACAVA no ambiente.

Assim, quando menos esperávamos, estavamos todos tomando um chopps e comendo dois pastel num boteco da Vila Madalena, como se fôssemos um bando de vagabundos sem fé, família ou patrões. Como se fôssemos párias, sim, verdadeiros párias da sociedade. Vergonha de ter feito aquilo tudo numa plena noite de terça-feira.

"Vou pedir uma porção de torresmo" - e o fez, o Serjão. A ação nos obrigou a tomar mais uns sete ou oito chopps e quando batia as onze da noite considerei irmos todos embora.

A noite estava tranquila e fresca, o meu companheiro de aventura estava com sono então não ia me amolar com conversas moles e eu acendi um cigarro e liguei o piloto automático pensando sobre como as coisas acontecem de maneira misteriosa e sublime.

Minha gerente do banco vai me ligar amanhã, quando os cheques baterem por lá - e esse dia será desagradável, um verdadeiro inferno de encheção do meu saco. Mas entre a noite de ontem e por volta das onze da manhã de amanhã ainda restam algumas boas horas de vida plena.

Que se foda o Amador Aguiar.

(Minha Coluna de hoje no TodoDia)

O jornalista limeirense Fernando Santini tem um extenso trabalho de combate à corrupção e esteve envolvido com ONGs de todo País. Também trabalhou no Tribunal de Contas da União, em Brasília. Depois de muito pensar em uma "solução" para o problema da corrupção, chegou à uma conclusão/ação que é, ao mesmo tempo, digna de louvor e, para muitos, motivo de chacota. Ele iniciou uma coleta de assinaturas para a confecção de um Projeto de Lei de iniciativa popular para incluir na grade curricular das escolas o ensino de "Fiscalização de Contas Públicas". Mais informações podem ser obtidas no site www.ongbrasil.org.br. A idéia geral é que comecemos a formar cidadãos conscientes dos direitos e deveres de todos, inclusive dos governos. Pensando sobre a questão, peguei-me relembrando meus tempos de colégio e sobre como sempre me foi muito, muito difícil - e é até hoje - entender sobre tributos, impostos, taxas. Já adulto, quando fui construir minha casa, nada sabia sobre recolhimento de ISS ou sobre IPTU. Não sei e não entendo bem como funciona essa coisa de Imposto de Renda, nem por quê tenho que pagar IPVA ou contribuições de melhorias e ainda assim pagar o pedágio que, ao meu ver, fere o direito básico de ir e vir. Ao total, são mais de 60 impostos, taxas, tributos ou contribuições que existem no Brasil - e eu duvido que um único ser humano conheça todos, saiba para quê servem. II, IE, IR, IPI, IOF, IOC, ITR, IGF, ICMS, ITCD, ITBI, FGTS, INSS, PIS, COFINS, CSLL, CPMF... Ufa! A lista é interminável. Creio mesmo que a única maneira de criarmos cidadãos conscientes seja implementar, logo no início do ciclo escolar, uma matéria que desse uma ampla noção das contas públicas, que são, no final das contas, as NOSSAS contas.

Aliás, a escola deveria nos ensinar outras coisas, em detrimento de algumas. Não posso reclamar de meus tempos de colégio, na EEPSG Risoleta Lopes Aranha, em Americana, onde tive excelentes professores - tirando uma chatonilda Elaine, de português, e, talvez por isso, nunca tenha aprendido escrever direito. Porém, muito do que me ensinaram (como a tabela periódica, por exemplo) não somente nunca aprendi como nunca precisei usar. Seria melhor que houvesse, entre as aulas de Matemática e Geografia, um aula de "Educação Sentimental", por exemplo.

Sim, sim, eu me lembro que meus MAIORES problemas da pré-adolescência e um bocado depois dela tinham a ver com o "lidar com os sentimentos" - e sobre isso ninguém falava no colégio com propriedade, nem a Dona Clélia, no primeiro ciclo, nem o Professor Celso, de Ciências. Eu queria tanto alguém que falasse sobre o Amor, sobre a confusão que mexia com meu corpo & mente, sobre o interesse quase metafísico que eu tinha pela Alessandra, uma menina magrinha de cabelos armados. E olha que na época eu não tinha nenhuma noção sobre o que significava "metafísico"!

Eu falava sobre os problemas todos com os meus amigos, o Reginaldo, o Jair, o Jeferson e, ora!, todos tinham a minha idade então estavam sempre tão desorientados como eu. Se os professores tivessem dado uns textos do Octavio Paz pra gente ler na época... Se uma professora tivesse chegado pra gente e dito que na nossa idade também tinha passado por todas essas dúvidas e confusões - pô, teríamos nos sentido menos extraterrestres.
Assim como não sabemos sobre impostos - e são vários! - todos temos dificuldades para lidarmos com nossos sentimentos - e são vários! Depois do projeto do amigo Santini, que precisa coletar mais de um milhão e meio de assinaturas, alguém poderia encabeçar o projeto para implantação da matéria "Educação Sentimental". Com certeza, para esse, conseguiríamos facilmente mais de um milhão e meio de assinaturas.

é hoje...

O lançamento do livro da Olivia. Espero que não chova e inviabilize sampa.

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Digito essas mal traçadas dentro de uma sala do Colégio Técnico Trajano Camargo, em Limeira, onde encerro minha Oficina de Blogs. Foi uma oficina legal, a primeira desse tipo patrocinada pela Secretaria de Estado da Cultura. Grande iniciativa, meu obrigado à chefa Jacqueline Durans, da Oficina Cultural Carlos Gomes.

Dos quatorze inscritos - a oficina foi gratuita, claro - apenas oito chegaram ao fim. O primeiro encontro foi especialmente complicado, já que tinha um feriado na semana e houve uma falha de comunicação... Apenas o jovem André Medeiros, de 14 anos, apareceu. Ele frequentou todos os encontros e está com seu blog no ar, firme e forte. Um garoto legal, meio na dele, mas que pega super rápido as coisas, tem antenas.

Depois juntaram-se a nós o João Peixoto, um cara que frequenta oficinas minhas há eras. O cara mexe com vídeo, grava e edita umas paradas, é um cérebro criativo. Fiquei feliz em ter reencontrado o João e talvez o leve para trabalhar comigo na TV. Também apareceram as Caires Sisters, três irmãs que aparentemente se dão super bem mas que, sabemos, brigam sempre em casa, especialmente quando jogam War. A Moniky fez turismo e montou um blog para falar de cidades e pontos especiais que conhece ou quer conhecer. A Tayane parece ser mais descolada e vai fazer aquele umbiguismo legal de blogs com seu "E a Porca Torceu o Rabo" - mas esse nome pode mudar, as irmãs Caires a-do-ram mudar os nomes de seus blogs. Por fim, a mais nova, a Larissa, se mostrou uma das mais entusiasmadas com essa história de blogs. Achou um endereço super, o ops-ops, e já está nadando de braçadas, mudando template, comentando em blog de gente grande. Grande Larissa.

Com menos experiência mas não menos entusiasmo, compareceram a todos os encontros o enigmático Kleber e a atrapalhadinha da Selma. Creio, por fim, que entenderam toda lógica do processo e estão no caminho para viverem felizes a experiência sempre entusiasmante dos blogs. Teve ainda o Fernando que faltou hoje e ficamos sem saber qual o endereço de seu blog e o que ele achou de tudo. Pena.

Mais uma vez, foi muito legal estar durante manhãs de cinco sábados com esses malucos, obrigando-os a aprender funções de HTML, a ler blogs de amigos - às vezes me causando algum constrangimento - e rindo, rindo sempre, falando muita bobagem. Se esse pessoal fosse um tantinho mais velho eu arrastava todo mundo agora para o Bar do Pimenta e a gente tomava um porre.

Valeu, moçada. Agora é força com a viga. Esmorecer jamais!

Era que tivesse um desses tênis de rodinha tamanho 41.

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  • luiz biajoni
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