Li muitos gibis, desde cedo lia aos montes, mas só os da Turma da Mônica, não lia nenhum outro, mas me recordo que quando comecei a ler livros foi por causa da escola mesmo, aos onze anos comecei por Julio Verne, e gostei, passei anos devorando livros, lia por mim, pela vizinha (que não gostava mas precisava de ler), aos dezessete li O Meu pé de Laranja Lima e Um Certo Capitão Rodrigo (chorei aos bocados nos dois), hoje em dia não leio nem um terço daquela época, digo os livros, porque ler leio todos os dias, Ah, entende?!
"Sofia a desastrada"? Nem pensar. Era "Desastres de Sofia" mesmo. Uma edição capa dura. Ah, não, não me diga que vou ter que ir à casa da minha mãe, subir na escada, escarafunchar o armário lá de cima para achar esse livro, escanear a capa e mandar pra cá?! :-)
Putz, vou confessar... Foi o primeiro "livro" que eu vi na minha vida, aos 4 anos de idade: a cartilha Caminho Suave, que a minha mãe começou a usar para dar aulas, em 1979, ano em que nós saimos do meio do mato e mudamos para Curitiba. Eu nunca esqueci o cheiro daquela cartilha!
Mas em termos de 'ficção', "No reino perdido do beleléu" teve uma grande influência sobre meu gosto literário :-P
Ah, esqueci de um momento muito terno da minha infância. Eu tive uma varicela violentíssima quando tinha uns 8 anos, estávamos passando férias em uma praia bem isolada em SC, não tinha nem farmácia para comprar remédios que me aliviassem a maldita coceira, eu chorava dia e noite. Até que meu pai chegou, trazendo uns talcos refrescantes e um volume novinho de As Aventuras de Huckleberry Finn. Que talco que nada. Ele passava horas lendo para mim, era a única coisa que passava a coceira e me fazia dormir. Inesquecível, tenho até hoje o volume, todo amassado, e ainda é um dos meus livros favoritos.
Caso de perfeita adequação entre propósito e título: a série 'Para gostar de ler', da Ática. Ali começaram: meu caso com Drummond, o amor eterno pelo Veríssimo, flertes com Rubem Braga, farras com Carlos Eduardo Novaes, o caso com Paulo Mendes Campos...
Em primeiríssimo lugar, os gibis, que até hoje são meu vício e a ruína do meu cartão de crédito.
Mas o Monteiro Lobato, acho, começando por O Minotauro. Acho que um dos dias mais felizes da minha infância foi quando a minha mãe chegou em casa com um pacote embrulhado em jornal, com toooodos os livros do ML, que ela tinha pechinchado num sebo. Preciso resgatar essa coleção para apresentar à herdeira.
Arsène Lupin, de Maurice Leblanc. Depois de ler - obrigado - "A viuvinha", uma tortura indizível, foi um grande prazer ler Leblanc. Um verdadeiro néctar para um guri de 12 anos de idade!!!
Gente, quantos livros legais vocês lembraram...
Anna V., o "Meninas Exemplares" na verdade é a primeira parte da história, "Os Desastres de Sofia" é a continuação dela. No Meninas, a Sofia é apresentada e ficamos conhecendo a história dela, o pai desaparecido, etc... Acho que o personagem deve ter feito sucesso, pois depois ela ganhou um livro "próprio".
Abraços,
Cris
Me lembro que meus primeiros alumbramentos foram com Julio Verne, depois vários do Monteiro Lobatos, depois Ariano Suassuna. E muitos, muitos gibis...
Beijo Bia!
Ia dizer A Metamorfose (na real foi o pri eiro livro que li), mas aí lembrei do único livro que minha mãe recomendou diretamente para mim: Feliz Ano Velho, Marcelo Rubens Paiva.
Não vou escrever sobre por se ruma nulidade quando escrevo sobre romances que adoro.
A memória mais antiga que tenho é da coleção Monteiro Lobato encadernada em couro vermelho, presente de meu pai, que li várias vezes, inclusive para meus filhos. Também me marcaram, já na adolescência, Mulherzinhas, Pollyanna e inúmeros da Agatha Christie.
Putz, foi "Diário ao Contrário", que li na quinta-série. Lembro que a autora foi lá na escola fazer uma tarde de autógrafos. O livro era pequeno, mas gostei tanto que procurei ler cada vez mais.
Viu, queria comentar com você o livro do Kotscho, tem como?
Um abraço e manda beijo pra Karen
Pãtz, lembro que comecei a gostar de ler com os livros da coleção... Para Gostar de Ler (Dã...), principalmente os volumes de crônicas, dava gargalhadas sozinho no meu quarto com os textos do Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto, vá lá...), do Luís Fernando Veríssimo e do Rubem Braga, meus favoritos. Li alguns da série Vagalume, meu preferido era o Menino de Asas do Homero Homem (sempre achei esse nome fantástico...), depois caí nas garras de Agatha Christie por um tempo, J.M. Simmel, até inaugurar minha fase adolescente "cabeça" com Cem Anos de Solidão quanto eu tinha uns 14 ou 15 anos...
Não foi um só. Foram todos os de Monteiro Lobato. Daquela coleção antiga, de capa verde. Acho que qualquer criança que ler Monteiro Lobato na idade certa(que varia para cada criança)vai gostar de ler. É impossível não gostar. Algum dia ele disse: "Não imagina a minha luta pra extirpar a "literatura" dos meus livros infantis. A cada revisão nova das novas edições, mato, como quem mata pulgas, todas as "literaturas " que ainda os estragam." É bom demais. Vou ser pai em breve e a coleção está lá, a mesma, de capa verde, esperando a hora certa...Depois disso, alguns outros ajudaram a consolidar o hábito. Me lembro com muita saudade, e releio às vezes, Grimble, os meninos da Rua Paulo, O Pequeno Nicolau, O genio do Crime etc.
Cris, nunca li esse Meninas Exemplares, mas a lembrança de que tenho dos Desastres de Sofia era que ficava na dúvida se a Sofia era uma menina má e burra (porque ela fazia muitas cagadas) ou uma garota super legal (porque aprontava todas, desobedecia e tal). No final certamente tinha uma moral da história, mas enfim. E puxa, como pude me esquecer do Flicts! Até hoje eu choro quando leio, o mesmo exemplar, de capa dura, velho, velho, autografado pelo Ziraldo!
Quando criança, morei por um tempo numa cidade onde Graciliano Ramos foi prefeito e todos os dias, quando voltava da escola, passava na biblioteca que fica nos fundos da casa onde ele morou -- transformada em casa-museu (foto). Foi lá onde li O conde de Monte Cristo, Os três mosqueteiros, Robinson Crusoé... Também lia muito Maria José Dupré: A ilha perdida, Éramos seis, Gina, Angélica... e livros da minha irmã mais velha: Orgulho e preconceito, Madame Bovary, O morro dos ventos uivantes... A foto que procurei agora no Google e a lembrança dos livros me fizeram voltar a fase dos nove aos doze anos...*Suspiro*
Minha primeira paixão foi como o primeiro beijo: a menina era feia, baixinha, gordinha e chata, mas ainda assim valeu a experiência que me marca até hoje. O primeiro livro que me impressionou de verdade foi O Alquimista, está certo que o Paulo Coelho escreve muito mal, mas contar histórias ele sabe e a desse livro é fabulosa, principalmente para um garoto de 15 anos que tem uma vida pela frente e acha que ela também pode ser uma aventura.
O primeiro livro que eu vi e que eu gostei mais pelo texto do que pelas figuras foi "Os Três Porquinhos Pobres", de Erico Verissimo. Achei muito engraçado. Mas um dos mais marcantes foi quando eu li "O Príncipe Feliz" de Oscar Wilde com 9 anos e quase morri de chorar (eu era muito sensível, ;-) ).
O que me fez gostar de ler foi desejar ler, depois de ouvir as histórias deliciosas do meu avô.Acho que o primeiro livro que li foi O Saci, do Lobato.
Como outras aqui, tb passei pela Condessa de Ségur...rs...e adorei uma personagem, em especial, Sofia, a desastrada.Identificação total.
Rapaz, li um livrinho com 6-7 anos chamado A abelhinha feliz. Não me lembro do autor. Depois, contos das Mil e uma noites, numa coleção ilustrada que guardo ainda hoje.
como Alex Castro, O Pequeno Nicolau, depois todos os Monteiro Lobato, depois Machado de Assis, depois todas as Agatha Christie, depois não parei mais.
mas a questã é que, diz a lenda, no dia em que eu nenenzinha resolvi andar, eu me pendurei na prateleira mais baixa da estante... e tirei TODOS os livros.
Foi o primeiro livro que li por livre e espontânea vontade, pra matar o tédio de um dia de férias escolares. Chama-se "Meus Quinze Anos".. não me lembro do nome da autora, mas lembro que li este livro umas 15 vezes..
foi um daqueles romancinhos da "Nova Cultural", sabe? daqueles cujas folhas quase parecem papel higienico de posto abandonado de estrada. livrinho pequeno, mas super divertido. li quando tinha uns 8 anos. peguei da gaveta da minha mãe e inventei de ler. amei amei amei.
mas nem lembro o nome. eu guardei ele por um tempo mas depois não sei o que aconteceu ;~
saudade de ler aqueles livrinhos. hj eu fico aí perdendo tempo lendo oscar wilde e dostoyevski ("oh, the gambler MUDOU A MINHA VIDA, nossa"), mas acho que se eu tivesse lido mais uns 30 romancinhos da nova cultural hj eu não curtiria tanta fossa romantica quanto eu curto, e tudo para mim seria apenas uma grande comédia.
O livro que me fez gostar de ler na infância - isto não é mentira - foi Os Irmãos Karamazov. Por aí dá para entender o adulto destrambelhado que eu virei.
O livro que eu amei quando era pequenina foi Mulherzinhas, de Louisa May Alcott (tenho até hoje, está um bagaço). Outra jóia foi Reinações de Narizinho. Daí não parei mais de ler...
Anna V.: da Condessa de Ségur eu li Meninas Exemplares, que me irritou muito. Não existem meninas tão perfeitas, parecia missa encomendada pelas mães...
Vou ficar me lembrando de vários ao longo do dia, mas por enquanto estou entre Os Doze Trabalhos de Hércules do Monteiro Lobato e Os Desastres de Sofia, da Condessa de Ségur (caraca, que nome... condessa de Ségur!)
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Esta página contém um post de Biajoni publicado em outubro 16, 2006 5:09 PM.
O Monteiro Lobato, que lia no sítio do meu pai, embaixo da jabuticabeira.
Li muitos gibis, desde cedo lia aos montes, mas só os da Turma da Mônica, não lia nenhum outro, mas me recordo que quando comecei a ler livros foi por causa da escola mesmo, aos onze anos comecei por Julio Verne, e gostei, passei anos devorando livros, lia por mim, pela vizinha (que não gostava mas precisava de ler), aos dezessete li O Meu pé de Laranja Lima e Um Certo Capitão Rodrigo (chorei aos bocados nos dois), hoje em dia não leio nem um terço daquela época, digo os livros, porque ler leio todos os dias, Ah, entende?!
Ou então, não!
SOFIA A DESASTRADA - AS MENINAS EXEMPLARES - AS FERIAS
CONDESSA DE SEGUR
EDIOURO
ISBN: 8500015594
Avaliação:
Prazo de entrega: Entrega em 4 dias úteis para Grande São Paulo
Veja outras localidades..
por: R$ 31,90
Acho que vai ter sim.
nunca ouvi falar dessa sofia.
:>)
"Sofia a desastrada"? Nem pensar. Era "Desastres de Sofia" mesmo. Uma edição capa dura. Ah, não, não me diga que vou ter que ir à casa da minha mãe, subir na escada, escarafunchar o armário lá de cima para achar esse livro, escanear a capa e mandar pra cá?! :-)
A Coleção de Monteiro Lobato.
E, moças, o nome era "Sofia, a desastrada" e não "Os desastres de Sofia".
Vocês devem ter misturado com "A Escolha de Sofia"!!!!
Putz, vou confessar... Foi o primeiro "livro" que eu vi na minha vida, aos 4 anos de idade: a cartilha Caminho Suave, que a minha mãe começou a usar para dar aulas, em 1979, ano em que nós saimos do meio do mato e mudamos para Curitiba. Eu nunca esqueci o cheiro daquela cartilha!
Mas em termos de 'ficção', "No reino perdido do beleléu" teve uma grande influência sobre meu gosto literário :-P
Ah, esqueci de um momento muito terno da minha infância. Eu tive uma varicela violentíssima quando tinha uns 8 anos, estávamos passando férias em uma praia bem isolada em SC, não tinha nem farmácia para comprar remédios que me aliviassem a maldita coceira, eu chorava dia e noite. Até que meu pai chegou, trazendo uns talcos refrescantes e um volume novinho de As Aventuras de Huckleberry Finn. Que talco que nada. Ele passava horas lendo para mim, era a única coisa que passava a coceira e me fazia dormir. Inesquecível, tenho até hoje o volume, todo amassado, e ainda é um dos meus livros favoritos.
Caso de perfeita adequação entre propósito e título: a série 'Para gostar de ler', da Ática. Ali começaram: meu caso com Drummond, o amor eterno pelo Veríssimo, flertes com Rubem Braga, farras com Carlos Eduardo Novaes, o caso com Paulo Mendes Campos...
A Obra completa de Monteiro Lobato.
E a Enciclopédia do Estudante da Abril.
Em primeiríssimo lugar, os gibis, que até hoje são meu vício e a ruína do meu cartão de crédito.
Mas o Monteiro Lobato, acho, começando por O Minotauro. Acho que um dos dias mais felizes da minha infância foi quando a minha mãe chegou em casa com um pacote embrulhado em jornal, com toooodos os livros do ML, que ela tinha pechinchado num sebo. Preciso resgatar essa coleção para apresentar à herdeira.
Arsène Lupin, de Maurice Leblanc. Depois de ler - obrigado - "A viuvinha", uma tortura indizível, foi um grande prazer ler Leblanc. Um verdadeiro néctar para um guri de 12 anos de idade!!!
A Bolsa Amarela
Lygia Bojunga eu acho
Bia, Hans Staden e Robinson Crusoé. Acho que sempre adorei os náufragos.
Gente, quantos livros legais vocês lembraram...
Anna V., o "Meninas Exemplares" na verdade é a primeira parte da história, "Os Desastres de Sofia" é a continuação dela. No Meninas, a Sofia é apresentada e ficamos conhecendo a história dela, o pai desaparecido, etc... Acho que o personagem deve ter feito sucesso, pois depois ela ganhou um livro "próprio".
Abraços,
Cris
O menino do dedo verde!
Me lembro que meus primeiros alumbramentos foram com Julio Verne, depois vários do Monteiro Lobatos, depois Ariano Suassuna. E muitos, muitos gibis...
Beijo Bia!
PS- tem Paulo Patife lá na Vitola. Já viu?
Ia dizer A Metamorfose (na real foi o pri eiro livro que li), mas aí lembrei do único livro que minha mãe recomendou diretamente para mim: Feliz Ano Velho, Marcelo Rubens Paiva.
Não vou escrever sobre por se ruma nulidade quando escrevo sobre romances que adoro.
o mistério do escaravelho dourado, e na seqüência, Monteiro Lobato.
A memória mais antiga que tenho é da coleção Monteiro Lobato encadernada em couro vermelho, presente de meu pai, que li várias vezes, inclusive para meus filhos. Também me marcaram, já na adolescência, Mulherzinhas, Pollyanna e inúmeros da Agatha Christie.
Olhai Os Lírios dos Campos, do Érico Veríssimo. Foi emocionante por que eu estava terminando de ler este livro e o Érico morreu.
gd ab
O que me veio à mente foi "A Ilha Perdida", da coleção vagalume!
Eu sempre li, mesmo sem gostar hehe mais eu acho que o que me fez tomar gosto pela coisa foi
Clarice Bean!
;D
As 7 cidades do arco-iris. Li acho que na 3ª série e nunca mais me esqueci dele. Mas não tenho nem idéia quem seja o autor :)
putz eu começei com aqueles da série vagalume, A Ilha perdida e A vida secreta de Jonas foram um divisor de aguas.
Putz, foi "Diário ao Contrário", que li na quinta-série. Lembro que a autora foi lá na escola fazer uma tarde de autógrafos. O livro era pequeno, mas gostei tanto que procurei ler cada vez mais.
Viu, queria comentar com você o livro do Kotscho, tem como?
Um abraço e manda beijo pra Karen
Pãtz, lembro que comecei a gostar de ler com os livros da coleção... Para Gostar de Ler (Dã...), principalmente os volumes de crônicas, dava gargalhadas sozinho no meu quarto com os textos do Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto, vá lá...), do Luís Fernando Veríssimo e do Rubem Braga, meus favoritos. Li alguns da série Vagalume, meu preferido era o Menino de Asas do Homero Homem (sempre achei esse nome fantástico...), depois caí nas garras de Agatha Christie por um tempo, J.M. Simmel, até inaugurar minha fase adolescente "cabeça" com Cem Anos de Solidão quanto eu tinha uns 14 ou 15 anos...
Não foi um só. Foram todos os de Monteiro Lobato. Daquela coleção antiga, de capa verde. Acho que qualquer criança que ler Monteiro Lobato na idade certa(que varia para cada criança)vai gostar de ler. É impossível não gostar. Algum dia ele disse: "Não imagina a minha luta pra extirpar a "literatura" dos meus livros infantis. A cada revisão nova das novas edições, mato, como quem mata pulgas, todas as "literaturas " que ainda os estragam." É bom demais. Vou ser pai em breve e a coleção está lá, a mesma, de capa verde, esperando a hora certa...Depois disso, alguns outros ajudaram a consolidar o hábito. Me lembro com muita saudade, e releio às vezes, Grimble, os meninos da Rua Paulo, O Pequeno Nicolau, O genio do Crime etc.
Meu livro da mais tenra idade foi O pequeno príncipe.
Bia, Pat Köhler e eu voltamos! :)
Eu acho que foi "O Gênio do Crime" do João Carlos Marinho, que li em tenra idade a ainda me lembro da estória.
"O Continente" de Erico Veríssimo.
Bia, veja o Quiz no meu blog. Tens participação numa das perguntas.
Cris, nunca li esse Meninas Exemplares, mas a lembrança de que tenho dos Desastres de Sofia era que ficava na dúvida se a Sofia era uma menina má e burra (porque ela fazia muitas cagadas) ou uma garota super legal (porque aprontava todas, desobedecia e tal). No final certamente tinha uma moral da história, mas enfim. E puxa, como pude me esquecer do Flicts! Até hoje eu choro quando leio, o mesmo exemplar, de capa dura, velho, velho, autografado pelo Ziraldo!
Quando criança, morei por um tempo numa cidade onde Graciliano Ramos foi prefeito e todos os dias, quando voltava da escola, passava na biblioteca que fica nos fundos da casa onde ele morou -- transformada em casa-museu (foto). Foi lá onde li O conde de Monte Cristo, Os três mosqueteiros, Robinson Crusoé... Também lia muito Maria José Dupré: A ilha perdida, Éramos seis, Gina, Angélica... e livros da minha irmã mais velha: Orgulho e preconceito, Madame Bovary, O morro dos ventos uivantes... A foto que procurei agora no Google e a lembrança dos livros me fizeram voltar a fase dos nove aos doze anos...*Suspiro*
Minha primeira paixão foi como o primeiro beijo: a menina era feia, baixinha, gordinha e chata, mas ainda assim valeu a experiência que me marca até hoje. O primeiro livro que me impressionou de verdade foi O Alquimista, está certo que o Paulo Coelho escreve muito mal, mas contar histórias ele sabe e a desse livro é fabulosa, principalmente para um garoto de 15 anos que tem uma vida pela frente e acha que ela também pode ser uma aventura.
O primeiro livro que eu vi e que eu gostei mais pelo texto do que pelas figuras foi "Os Três Porquinhos Pobres", de Erico Verissimo. Achei muito engraçado. Mas um dos mais marcantes foi quando eu li "O Príncipe Feliz" de Oscar Wilde com 9 anos e quase morri de chorar (eu era muito sensível, ;-) ).
O que me fez gostar de ler foi desejar ler, depois de ouvir as histórias deliciosas do meu avô.Acho que o primeiro livro que li foi O Saci, do Lobato.
Como outras aqui, tb passei pela Condessa de Ségur...rs...e adorei uma personagem, em especial, Sofia, a desastrada.Identificação total.
Rapaz, li um livrinho com 6-7 anos chamado A abelhinha feliz. Não me lembro do autor. Depois, contos das Mil e uma noites, numa coleção ilustrada que guardo ainda hoje.
como Alex Castro, O Pequeno Nicolau, depois todos os Monteiro Lobato, depois Machado de Assis, depois todas as Agatha Christie, depois não parei mais.
mas a questã é que, diz a lenda, no dia em que eu nenenzinha resolvi andar, eu me pendurei na prateleira mais baixa da estante... e tirei TODOS os livros.
eu tinha uns 7 meses.
beijos Bia!
Para o desespero do rafa, o q fez eu gostar de ler foi O Mistério do cinco estrelas de Marcos Rey. Coleção Vaga Lume :D
Foi o primeiro livro que li por livre e espontânea vontade, pra matar o tédio de um dia de férias escolares. Chama-se "Meus Quinze Anos".. não me lembro do nome da autora, mas lembro que li este livro umas 15 vezes..
foi um daqueles romancinhos da "Nova Cultural", sabe? daqueles cujas folhas quase parecem papel higienico de posto abandonado de estrada. livrinho pequeno, mas super divertido. li quando tinha uns 8 anos. peguei da gaveta da minha mãe e inventei de ler. amei amei amei.
mas nem lembro o nome. eu guardei ele por um tempo mas depois não sei o que aconteceu ;~
saudade de ler aqueles livrinhos. hj eu fico aí perdendo tempo lendo oscar wilde e dostoyevski ("oh, the gambler MUDOU A MINHA VIDA, nossa"), mas acho que se eu tivesse lido mais uns 30 romancinhos da nova cultural hj eu não curtiria tanta fossa romantica quanto eu curto, e tudo para mim seria apenas uma grande comédia.
'The Lion, the Witch and the Wardrobe', 'To kill a mockingbird' e 'Lord of the Rings'. Depois vieram muitos mais, mas esses foram essenciais...
Acho que foi culpa da Capitu de Machado que me fez ter tesão pela leitura.
E adianto que não foi na minha adolescência.
Monteiro Lobato. Adorava tirar na biblioteca da escola com minha carteirinha...
Comecei tarde...lá pelos 18 anos conheci "O piano e a orquestra", do Carlos Heitor Cony. Me abriu os olhos para vários outros autores.
Foi O Encontro Marcado, de Fernando Sabino, presente do meu irmão. Li infinitas vezes, mas a primeira foi maravilhosa!
O livro que me fez gostar de ler na infância - isto não é mentira - foi Os Irmãos Karamazov. Por aí dá para entender o adulto destrambelhado que eu virei.
são dois: O Analista de Bagé, do LFV, e Memórias de um Gigolô, do Marcos Rey.
toda a série infantil do monteiro lobato, lida à exaustão...
O Príncipe e O Mendigo.
O livro que eu amei quando era pequenina foi Mulherzinhas, de Louisa May Alcott (tenho até hoje, está um bagaço). Outra jóia foi Reinações de Narizinho. Daí não parei mais de ler...
Anna V.: da Condessa de Ségur eu li Meninas Exemplares, que me irritou muito. Não existem meninas tão perfeitas, parecia missa encomendada pelas mães...
Tenho quase certeza que foi Os Três Mosqueteiros.
foi o pequeno nicolau, do goscinny e sempe, que foi o primeiro livro de texto corrido que eu li, e que marcou muito minha vida...
serie vaga lume - o rapto do menino de ouro - marcos rey.
pq? na capa tinha o garoto com uma guitarra quebrada em mãos. não precisou mais nada.
Vou ficar me lembrando de vários ao longo do dia, mas por enquanto estou entre Os Doze Trabalhos de Hércules do Monteiro Lobato e Os Desastres de Sofia, da Condessa de Ségur (caraca, que nome... condessa de Ségur!)