Conheci o Cel. Ubiratan, estive com ele duas vezes. Na primeira, participei de um debate na TV,ao vivo, sobre a anulação da condenação dele pelo Massacre do Carandiru. Na segunda, apenas assisti à entrevista que deu para um programa policial daqui, depois conversamos um pouco. Um sujeito cordial, quase afetado. Vaidoso, cabelinho penteado, bigode rigorosamente aparado. Língua presa. Não mais que 1,70m. Não vi nele nada que pudesse atrair as mulheres.
Nas duas ocasiões, ele estava com a sua assessora, Karina Rodrigues. Karina foi ouvida hoje pela polícia sobre a morte do coronel. Saiu do depoimento e veio à Limeira, para me conceder uma entrevista e participar ao vivo do programa (18h). Eu falei com ela. Suspeitas foram levantadas de que também ela pudesse ter um caso com o coronel. Ela nega, tem namorado. Mas fala do coronel com paixão. Os olhos brilham. Ela diz que ele era divertido, alegre, engraçado. E que era bon-vivant. E que era alcoólatra, não ia pra cama sem os três ou quatro choppinhos com stanhegger. Nas reuniões do clube de tiro, às quintas, matava uma garrafa de uísque. Ela não se impressionou com as três caipirinhas de caju que ele tomou na noite em que foi morto. Impressionada, ela diz: "ele aguentava muito mais!".
Nas vezes que o coronel esteve aqui, saiu para jantar com pessoas da cidade, a assessora junto, claro. Ela chegou a fazer o prato para ele. Ela controlava a comida dele. Ela dizia a hora em que ele podia sair do carro, do restaurante. Ela tinha algum controle sobre ele. Controle que a namorada, Carla Cepolina, advogada, cinco línguas, estágio europeu, família rica, veio abalar. Karina pediu exoneração do cargo de assessora por causa de Carla. O coronel ligava escondido para Karina, sempre tentando manter o contato.
A relação com Carla, porém, ficou abalada quando apareceu a delegada Renata Madi que trabalhava em Brasília, agora está em Belém. A assessora assegura: eles não tinham nada, apenas a paixão comum pelos cavalos. E por alguns goles. Karina me diz que Renata gostava de beber. Mas diz isso com certa ingenuidade. Ou não.
Karina desempenhou durante muito tempo a função de assessora de imprensa, "mesmo sem ser jornalista", diz. Ela sabe lidar com a imprensa, fala cuidadosa, mexe os cabelos talvez procurando o applomb de Carla, que jamais terá.
Mas não eram apenas três mulheres que disputavam a atenção do coronel. Ele tinha ainda uma "vizinha" - era assim que ele a chamava -, que "visitava" constantemente...
Quatro mulheres. Um morto.
Quando vivo, o morto esteve no comando do Massacre dos 111.
Ironia do destino?
Raymond Chandler nunca superará sr destino.
Não tem nada de engraçado nisto, rs hoje em dia é normal ver lindas mulheres acompanhadas de velhos gagás por ai, como elas mesmo dizem : "querem segurança e conforto" nada alem disto pois dinheiro e inteligencia elas ja tem...
Que coisa heim Bia!
Que mulheres perigosas, quatro panteras?
Bem, aqui se faz, aqui se paga!
Beijus
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Engraçado como, muitas vezes, esses homens que, aparentemente, não têm nada de atraentes fazem sucesso entre nós, mulheres. Vai entender...
hauahua o cara era sinistro hein!
;D
coitado...
;*