sábado a noite ferve quando se fala de buracos literários [ou] enviesado com um traveco inserido na noite paulistana inviável [ou] nada é literatura, muito menos o e-mail ameaçador da júlia psicopatinha

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Aconteceu no último sábado , no Centro Cultural São Paulo, o aguardado encontro "Bilboquê é Literatura, Literatura é Bilboquê?", reunindo alguns dos maiores nomes da arte do bilboquê, ops, desculpe, deixa eu escrever com maiúsculas senão alguém pode se chatear, Arte do Bilboquê, agora sim.

Coincidentemente, ou não por tanta coincidência assim já que muito foi falado sobre essa, digamos, peculiaridade, muitos dos Mestres do Bilboquê são também escritores. E, como se sabe, os escritores são todos oportunistas, adoram aparecer, então aproveitaram o encontro para venderem seus livros, fazer propaganda descarada de suas obras e até escarnecer dos livros dos outros. Tem escritor que é filho-da-puta, tá pensando o quê?

Eu saí de Americana por volta de duas da tarde com o Joaquim, um vizinho meu, maravilhoso travesti de 21 anos que está se iniciando aos poucos na Arte do Bilboquê. Por conta de nossa intimidade, eu o chamo de Kin - ou "Kyn", como ele prefere e assina os bilhetes de amor. Kyn também é uma referência velada a KY, a "pomadinha" preferida do moço. Aliás, é uma moça linda, o Kyn. Ele nunca havia estado em São Paulo e ficou maravilhado com as ruas largas, os bofes largos e o que ele chamou de "sabor amargo que emana das travessas concretas, só para citar Caetano". Não entendi o que ele quis dizer.

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Deixei o carro num estacionamento perto da rua Vergueiro e andamos uns quinze minutos até o tal Centro Cultural. Assim que chegamos pudemos ver um grupo grande de garotos jogando iô-iô, um esporte besta e próprio dos adolescentes que nada sabem sobre a magnitude do Jogo do Bilboquê. O iô-iô - permitam-me escrever assim -, é um jogo marasmento e solitário que consiste basicamente no fazer ir e vir um disco pequeno amarrado por uma corda. A pessoa joga com a própria mão, e fica naquele vai e vem. Até o jogador cansar o braço ou acontecer alguma epifania estranha. Um jogo solitário, enfim.

O Bilboquê, ao contrário, é um jogo onde a imagem do praticante está associada à uma série de arquétipos, dependendo, para o seu sucesso, de pelo menos de um observador. Muitos dizem que é um jogo infantil, onde basta enfiar o pau no buraquinho - mas somente essa descrição tosca já basta para demonstrar que não estamos falando de um jogo simples, mas carregado de simbolismos, especialmente os "pós-modernos" - embora eu, particularmente, ache que os símbolos pós-modernos não sejam muito bons para metáforas já que têm poucas curvas.

Enfim, alguns dos maiores Mestres do Bilboquês [o cartaz bilíngüe anunciava "Masters of Bilboke" (sic)] estavam no local para discutir o jogo e sua intrínseca relação com a literatura. Achei a montagem da mesa de debates bastante preconceituosa: apenas mulheres foram convidadas. O mediador, Marcelo Duarte, autor do Guia dos Curiosos (que tem um amplo capítulo exclusivamente para o Bilboquê), estava bastante à vontade. Na mesa, uma Bilboqueteira profissional, a Bruna Surfistinha, best-seller com seu livro da abordagem junguiana/esotérica sobre a Arte do Bilboquê; Rosana Hermann, experiente Ghost-Bilboqueteira, alguém que já colocou muita bolinha em cima do pau para outros levarem a fama; Índigona, uma mulher de várias vidas e estórias, que já foi até boneca-bilboquê - quando utilizou de seu corpo magricelo para "incorporar" um "bilboquê-humano" numa feira de variedades; e Ivana Arruda Leite, grande teórica do assunto, mas que nunca botou o pau no buraquinho.

O papo foi animado. Bruna se saiu muito bem, falando sobre a variedade de paus que já utilizou e o quanto isso se reflete na sua literatura, especialmente no uso de travessões. Rosana se destacou dizendo que já fez "tanto Bilboquê para os outros" que nem se lembra mais do "prazer que é executar a arte sozinha ou na companhia de meu marido". Índigona, para espanto da platéia, afirmou ter 73 métodos diferentes de "encaçapar"- palavra dela. Ivana, que acabou de publicar o livro "Falo de Bilboquê", explanou sobre como essa nobre arte pode ser utilizada pelas mulheres para conseguirem o que ela chamou de "liberdade total do falo".

Claro, lá estavam vários dos meus amigos, todos mestres, em maior ou menor grau, na Arte do Bilboquê. Eu sou um iniciante perto de Idelber ou Alex Castro, por exemplo. Alex fez uma excelente explanação que praticamente parou o evento. Ele discorreu longamente sobre a importância do silêncio no momento da finalização do encaixe. Foi aplaudido por mestres como o Inagaki ou o Doni. O Doni está se tornando um grande teórico no assunto, na linha da Ivana. Apesar de não ter longa prática no Bilboquê é capaz de palestrar com propriedade sobre o assunto. Inagaki busca uma nova "Tautologia do Bilboquê"; defende que o uso de barba aumenta a possibilidade de encaixe, por exemplo. Ele mesmo está ostentando uma charmosa barba e disse que conseguiu várias finalizações depois da iniciativa. "O casamento entre a barba e a técnica do 'som do silêncio' de Alex Castro irá proporcionar um novo espectro de realizações bilboquísticas para mim", acredita. Meio descrente e mais interessado em Literatura, lá estava também o Ian. "Apesar de não estar muito interessado, eu pratico o Bilboquê, tenho até um endereço na internet", afirmou, mas eu não entendi o que uma coisa tinha a ver com a outra.

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(Juju com seu Bilboquê preferido)

Amigas também lá estavam, grandes Bilboqueteiras Juju, Gabi e Pat. Todas as três estão em busca de novidades no ramo. Juju disse estar "em busca do Bilboquê ideal", Gabi quer o "Bilboquê mais lindo do mundo" - inclusive para tatuar num pequeno pedaço de pele ainda em branco, embaixo da axila esquerda; e Pat disse já ter encontrado o "Bilboquê perfeito", estando agora mais interessada nas "posições perfeitas para jogar". Mulher tem um lance tipo superior com esse jogo, entendem?

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(Aparelho da Bilboqueteira Belly, autora da fota e grande teórica sobre o assunto)

Meu amigo Kyn ficou maravilhado com todas as discussões & explanações sobre a Ancestral Arte, mas não demorou muito até encontrar um cara ali por perto que estivesse a fim de algo menos metafórico e mais metadêntrico - e sumiu por algum tempo. Fomos então verificar os estandes de venda de livros. Alguns amigos gastaram pratas, a saber: Ina comprou "Como Salvar a Terra e Ganhar o Mundo"; Doni levou "Embu", registro fotográfico de sua cidade, uma homenagem ao seu tio Oscar, dono da fabrica de placas mais famosa do Brasil, a "Embu Setas"; Gabi saiu com um exemplar da edição bilíngue de "Canções da Inocência e da Experiência", de Blake - mas menos interessada nos poemas e mais nas ilustrações: "um dia eu vou ter um outro corpo branquinho, todinho meu, para eu tatuar o que quiser!"; Alex adquiriu mais um exemplar dos "120 dias de Sodoma" sob o pretexto de estar "pesquisando novos horizontes sexuais que me deêm prazer e alimente meu discurso bilboquetístico". O Alex adora falar difícil, a gente sabe, mesmo quando quer apenas um fio-terra. Para os neófitos em Bilboquê, o mais indicado é o iniciador livro de Sérgio Klein.

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Lá no canto, a Ana Maria Gonçalves, autora do excelente estudo sobre a influência das cores do Bilboquê e a gênese do jogo pelos escravos africanos, ria sozinha vendo aquele bando de escritores e Bilboqueteiros nos cueiros. "Cresçam e apareçam, garotos!".

No Canto.

Depois dessas alegres horas de Bilboquê e Literatura, fomos todos encher as caras como alegres bárbaros que somos. Meu amigo Kyn já havia reaparecido, dessa vez com dificuldades para sentar. Achamos estranho.

Fomos para o bar Canto da Madalena, de propriedade do escritor e Bilboqueteiro profissional Dan Brown. Desavisadamente chegaram Bibi e seu namorado, André Takeda, e o agora internacional blogueiro André Kenji. Na sequência, a Alessandra e o Helder. O papo prosseguiu com os assuntos de sempre: Bilboquê, Drogas e Literatura. Ah, sim, também falamos sobre o eterno tema da importância dos fumetti na vida cotidiana. Gabi e Inagaki não se acertaram sobre o valor do Tex e de Dylan Dog.

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(Imagem roubada das Bilboqueteiras Que Dizem Ni)

A noite se alongava, o frescor paulista batia no sudeste do corpo e eu senti uma alegria estranha de viver. Aqueles caras eram todos malucos, um bando de dementes que eu não conhecia direito, mas que, paradoxalmente, conhecia há eras. Bastou para mim ter visto a Pat, por exemplo, jogar o Bilboquê umas duas ou três vezes para saber tudo sobre sua vida. É estranho. Eu tenho essa capacidade de observação. Eu pensei: "Eu amo essas pessoas!". Mas eu estava bêbado.

Olhei para o lado e o Doni estava tentando beijar meu amigo Kyn. "Joaquim!", alertei, "vamos embora, a Karen está sozinha com a Lia e temos uma longa viagem de volta até Americana". O Kyn, chateado por eu ter chamado-o pelo nome de batismo, levantou de pronto e "vamos!". Foi então que aconteceu o "pedido de carona do Doni".

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O Pedido de Carona do Doni

Bem, um intertítulo não serve para nada. Eu bem podia ter entrado direto no assunto, mas botei um intertítulo para vocês acharem que agora eu vou falar de algo especial - mas nem é.

O Doni precisava ir embora cedo pois no Dominho de manhã tinha que estar na Igreja Pentelhocostal de Embu, onde ensina princípios de Bilboquê para jovens evangélicas de 18 anos. Uma coisa bem teórica, mas que dá grande prazer ao amigo.

Quando o Doni pediu, senti um calafrio na espinha. Ir até Embu, centro nervoso do PCC, em meu Uno 94 Vinho Furado Por Tiros, não parecia ser uma boa idéia. Ainda mais acompanhado por um traveco lindo e um Bilboqueteiro gordo de cavanhaca ridícula. Fiquei nervoso. Pensei em subir na mesa, sacar meu spray de pimenta do bolso, espirrar nos olhos de todos e fugir cantando "Babalú, Baba Baba Babalúúúúúú". Só iriam me achar umas semanas depois em Juquiti do Norte, Sergipe, em companhia do Rafael Galvão, tomando sorvete de cupuaçu em companhia de duas nativas totósas - e eu diria que não me lembrava de nada, estava berbo, like Mel Gibson.

Ai, ai.

Mas se um amigo pede, você faz o quê? Me diga? Se um amigo pede: "por favor, chupe minhas meias usadas", você vai fazer o quê? Vai chupar, é claro. É para isso que servem os amigos. E na noite de Sábado eu teria preferido que o Doni me tivesse pedido para que eu chupasse suas meias lilazes ao invés de pedir que eu o levasse até Embu. Como todos sabem, além de Embu ser a sede secreta subterrânea do PCC, é também o pêlo do cu do mundo. O cu do mundo fica em Taboão da Serra.

É foda.

Mas não tive como dizer não. Amigos, etc...

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(O Doni e o Kyn. Veja a cara de mau do homem. Digo, do homem da esquerda)

Assim que pagamos nossa parte na conta e entramos no carro a coisa piorou: o Doni não sabia como sair da Vila Madalena (também de propriedade de Dan Brown - esse cara tá pegando todas as fatias de mercado) e chegar em Embu. Ele usou então sua indefectível tática apreendida no único livro que o experiente Bilboqueteiro leu em toda sua vida: "O Gênio do Crime"; a tática de seguir o ônibus.

Foi difícil localizar um ônibus que fosse para Embu, encontramos um próximo ao Largo de Pinheiros. E passamos a seguí-lo. Nativos de Taboão e Embu que estavam dentro do coletivo sacaram armas e ficaram em alerta para nos alvejar, transformar nós três em pedaços mortos de presunto, manchetes no Notícias Populares do dia seguinte. Eu sei, não existe mais o Notícias Populares, mas não pude evitar.

"Fiquem tranquilos, o pessoal desse ônibus não usa armas automáticas", tentou amenizar o Doni.

Depois de três horas e meia de tensão seguindo o busão, chegamos à um ponto perdido entre Taboão e Embu, um ponto que nem Rod Sterling conseguiria imaginar. Ali eu parei. Eu olhei para o alto e nuvens vermelhas choviam gansos. Vacas malhadas passavam ouvindo iPods. Embaixo corria um rio de lava amarela. Kyn ficou confuso. Eu estava acostumado. Embu foi fundada por hippies e já se fumou tanta maconha no local que os ares têm poderes alucinógenos. Uma placa azul no horizonte apontava a rodovia dos Bandeirantes a 3 kilômetros. "Doni, eu prezo nossa amizade, mas você vai ficar aqui; tenho que ir embora desse local antes que sinta uma vontade irrefreável de cursar quatro anos de psicologia, como você". O Doni é insensato, mas reconheceu que seria terrível. Demos um abraço e ele passou a mão na bunda do Kyn.

Essa vida não presta.

Respirei e pisei fundo. Três quilômetros depois estávamos na Bandeirantes. Agora era só chegar em Americana. Inadvertidamente, Kyn tirou da bolsa um belo Bilboquê vermelho e colocou-se a treinar. Eu disse que com o carro em movimento não era legal, não era o melhor local para se Bilboquetear. Ele não ligou. Ele está se especializando. Posso arriscar que em poucos anos será um dos melhores Bilboqueteiros do Brasil. Quem sabe não será convidado, no futuro, para uma mesa com a Bruna, Rosana, Ivana e Indigona? Ele só terá que mudar o nome para Kynana, já que todas as Bilboqueteiras convidadas para esse tipo de evento devem ter o nome finalizado por "na".

Esse é mais um mistério desse vasto universo Bilboqueterístico.

21 Comments

Bia, os seus relatos são impagáveis. Por isso não vou pagar uma cerva pra vc da próxima vez que vc for pra SP. Até porque eu ainda estou em Dubai.

xit. e como eu não sei quem é você, eu não sabia quem era você, biajône-boquê.

perdi legal a chance de te conhecer.

agora, só no natal?

ceramente, achei meio chatinho o simpósio bilboquento, com gente falando demais e demenos (sic).
acho que o do iôiô deve ter sido melhor.

Existe uma linha muito tênue entre a veracidade e a ironia nesse texto.
Me perdi legal :)

Má que demora pra acabar... :)

Uma coisa é certa: bilboquê é coisa de viado. Os garotos usam o iô-iô para fazer piruetas e ganhar a atenção das meninas. E no bilboquê, o lance de enfiar no buraco é complicado; há, por exemplo, o perigo se gostar simplesmente de segurar o pau. É algo que pede um profundo estudo sociológico, enfim.

No mais, inaugurei uma seção no blog que é a sua cara. Chama-se Punk Rock.

Eu fico mesmo lindo de cavanhaque, vai dizer?

Quanta loucura!! Mas me diverti muito lendo, foi genial!!
Uta!

Bia adorei o relato ! se soubesse da existencia de Kym, teria lhe sugerido uma visita ao club mais "Kym" de São Paulo, "A Loca" que fica ali pertinho na Rua Frei Caneca, tenho certeza que iria adorar !
kkk

Abraços !!!

ah Bia, seu relato como sempre, uma obra de arte! e eu tinha certeza que voce ia colocar essa foto do Doni!!!

Foi demais!!!

Beijocas

Ai, Donizinho... vc é uma gracinha! Pena que tivemos q puxar a descarga no meio do caminho, ops, no pelo do c* do mundo...

Bia, não sei o que aconteceu, mas o seu relato é uma maravilha só, estou rindo até agora com a fábrica Embu Setas, dentre outras pérolas. Quer dizer que o Doni traçou um traveco e não se deu conta? Só você mesmo para fazer gozações com os seus amigos e ainda ser muito querido. Beijocas

A Kyn era um travesti??? Porra, eu sempre caio nessa! Bem que eu estava achando os pedidos dela mto estranhos...

"Biajoni, eu te mato!!!"

KYN, 'devolta' a civilização internética!!!hehe (faz duas horas e meia que estou em casa, mas já com saudades da família que deixei em Americana!:(

O Pai tava do meu lado, lendo as barbaridades q vc escreveu de mim e disse que vc é uma bicha!hahaha!!! eu disse que não poderia dizer isso, pois vc é meu cu...nhado! Enfim, o importante é ser feliz!!

cuide-se!!!


=0*

E eu perdi isso! :(

Você devia viajar mais. Os relatos são sempre impagáveis!

Com certeza vc deve ter parado em Embu antes de ir para o Centro Cultural São Paulo. rs
Mas o debate foi muito bom. A Rosana e a Ivana foram os pontos altos. A Bruninha - que eu jurava ser carioca - cumpriu o que se esperava dela.
Eu vi vc, o Idelber e o Ina chegarem. Como o lance já estava rolando, esperei vcs lá fora pra lhes dar um abraço. O Marcelino me pegou num papo e não vi mais vcs. Ainda vi o Idelber e a Ana ao longe, mas não deu para falar com ninguém. Deixa pra próxima!
gd ab

Belo testo biajônico. Não entendi nada.

Tentativa "Separatista de separar"...vive la redundance!

Enfim...

Ando bilboqueteando deveras..é isso.

Fenomenal, as ever.

Mas esqueceu de sua tentativa separatista de separar os bilboqueteiros e bilboquetes em mesas espalhadas pelo enorme salão do Cantos dos infernos, digo, Madalena?

Vc é uma vergonha

E eu te adoro mesmo assim hauaha...

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Esta página contém um post de Biajoni publicado em agosto 21, 2006 11:23 AM.

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