O post abaixo gerou discussão e eu acho isso legal. Assim que li o primeiro comentário, da Viva, pensei: "ops". Ela escreveu: "Há outros que não têm filhos porque não se sentem capazes emocional ou financeiramente". É claro que pessoas sem "capacidade emocional ou financeira" devem pensar muito bem antes de se decidirem a ter ou não filhos. Depois veio o Milton, contextualizou e falou sobre "opção de vida" e é mais ou menos sobre essa "opção" que escrevi: se a pessoa tem "todas as condições", uma relação estável com outra pessoa, etc, e decide não ter filhos pois "dá muito trabalho, muita despesa e, mais importante, suga a liberdade", como escreveu o Alex no post-resposta, eu acho que se trata mesmo de "egoísmo intrínseco" - e não "pessimismo", Alex.
Antes de entrar no post do Alex, a Lucia Malla escreveu um ótimo comentário que resume o paradoxo da questão "ter ou não ter filhos" X "futuro da humanidade". O Leo, também nos comentários, falou em adoção e o meu post fala em FILHOS, naturais ou não - é claro que a adoção é uma ótima opção. E a Pat Kohler ficou chateada com o post, disse que ainda não se decidiu se gostaria ou não de ser mãe e ressaltou, num desabafo, as dificuldades psicológicas do processo. Eu amo a Pat e tenho certeza que assim que ela estiver segura e feliz com alguém vai querer ser mãe pois se existe alguém que é o ANTÔNIMO do egoísmo, essa pessoa é a Pat Kohler.
Vamos agora ao post-resposta do Alex e os comentários de lá. Escreveu meu irmãozão:
"Mas, por outro lado, quanta gente vocês conhecem que gosta de cachorro e não tem cachorro? Ter cachorro envolve uma série de responsabilidades que vão muito além de um simples gostar de cachorro. É um compromisso muito sério, um compromisso pra vida toda. Se é assim com cachorros, imagine com crianças".
A comparação dá o viés do pensamento do Alex, que está todo calcado em responsabilidades que os filhos trazem consigo. É ótimo passar uns momentos com crianças e devolvê-las aos pais, mas não é sobre isso que escrevi no famigerado post abaixo. Dividir as responsabilidades - assim como as tristezas, alegrias, etc... - significa Amar; o contrário do egoísmo.
Mas o Alex acerta quando diz que pode ser que mude de idéia sobre a questão, pois ter filhos é mais ou menos (vou eu me arriscar a uma comparação besta) como experimentar compota de caju: você vê, cheira, torce o nariz... mas depois que experimenta não quer nunca mais largar.
:>)
Nos comentários do Alex, está o Inagaki, que é um cara que eu também amo. Ele acerta sobre o texto ser, segundo ele "xiita", prefiro "reativo": é um texto escrito para jornal, e meus textos para jornal procuram ser sempre, digamos, "provocativo". A idéia é sempre que o leitor leia, faça uma cara de espanto, e chame o camarada do lado: "Ei, olha aqui o que esse cara escreveu!".
Kitagawa disse, lá, que quem não quer ter filhos talvez não seja egoísta, mas individualista, embora eu ache a mesma coisa. No final, talvez basicamente, seja o que o Lefebvre comentou lá: "A velha questão da responsabilidade. A desculpa para tudo".
Também gostei muito dos comentários da Kyn (linda!) e da Flavia (que é viciada em listas!). Acho que a discussão está boa e legal e espero que ninguém leve nada pelo lado pessoal. Essa coisa de filhos, mexe com a gente, vai dizer? Sem contar que fiquei sabendo hoje, logo cedo, que minha irmã também está grávida! Esses Biajonis têm aptidão pra gerar.
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Quero dizer que tal como a Isalbela, eu também não quero ter filhos. E chamar egoismo.. egoismo é ter filhos num mundo destes. Só as pessoas que não se sentem realizadas pessoalmente, descarregam as frustrações num ultima tentativa de se realizarem: ter filhos. Mas depois não lhes ligam porque o seu "capricho" foi cumprido.
Uma das coisas q depois q escrevi meu comentario eu me lembrei q poderia ter falado tbm foi sobre a adocao. Fico feliz q o Leo tenha lembrado, pq a adocao eh "ecologicamente falando", neste momento pro planeta, muito melhor q ter filhos em si.
Ah, e o link do meu nome estah errado. But no biggie. :-D
Pra botar mais lenha na fogueira: enquanto lia esse post entrou um spam de um político da Bahia defendendo o Planejamento Familiar nos seguintes termos:
" O Planejamento Familiar é um instrumento forte contra a violência porque propicia as pessoas terem os filhos que queiram e possam sustentar, evitando a proliferação de crianças abandonadas, a fome e a miséria."
Pano rápido!
Ah, eu quero falar mais uma coisa:
ser educado nada tem a ver com ter filhos. Não existe nenhuma correlação entre o seu "jogar o papel de bala pelo vidro do carro" e carregar nesse mesmo carro (muitas vezes sem cinto de segurança ou cadeirinha própria e várias vezes em pé fazendo arruaça e, portanto, correndo riscos), um bando de crianças.
Biajoni, filho macaco também faz. E anta, porco, rato... Ser educado não tem nada a ver com isso.
Fiquei mesmo impressionada com seu texto.
Apesar de não termos mais contato (e duvido que voltemos a ter) e de eu não ter mudado de idéia quanto a alguns problemas que tive com você, eu fiquei muito feliz por você quando soube do nascimento da Lia, e mais ainda pela Karen, que é uma pessoa por quem eu tenho enorme carinho e admiração.
Eu não quero ter filhos e, acima de tudo, não me acho em condições de ser uma boa mãe. Acho que fabricar gente é uma coisa muito séria, e não quero ser responsável pela presença no mundo de alguém que possa ter uma vida de sofrimento.
Apesar de não querer ter filhos, fiquei, sim, muito feliz pelo nascimento da Lia. Você tem nojo de quem não quer filhos. Eu não tenho nojo de quem quer filhos não. Respeito (de verdade) essa opção.
Você tem todo o direito de ter NOJO de gente como eu e o Guto. Mas tem um momento em que você diz: "são pessoas que nada acrescentam à sociedade, pessoas de um pessimismo intrínseco, que não deviam ser consideradas no censo. Se você não pensa em prolongar a existência, dar continuidade à Humanidade, obra de Deus, através de um filho é provável que você não se importe com o destino do Mundo, ações de preservação da Natureza e deve mesmo ser daqueles que jogam o papel de bala pelo vidro do carro..."
Quando você fala isso aí que colei acima, está sendo PRECONCEITUOSO, tão preconceituoso como, por exemplo, os homofóbicos.
Você generaliza tudo e define categoricamente a personalidade e o comportamento daqueles que não querem ter filhos. Nem preciso comentar os detalhes. A dureza das suas palavras já diz tudo.
Ah, e você diz: "Tenho nojo, apesar de respeitar, aqueles que batem no peito e dizem: 'não quero ter filhos'".
Tem nojo apesar de respeitar? Caramba... você "respeitou" muito lindamente aqueles que não querem ter filhos.
O seu nojo eu conheci bem pelo post anterior. Comigo é diferente. Sabe o que me dá nojo? Criança abandonada, posta no mundo pra sofrer... Isso, sim, me dá NOJO.
Mas vou parar por aqui, pois sou pessoa que lhe causa nojo e não devo, portanto, vir aqui te nausear.
Bom. Eu acho q concordo com a Leila. Quando li seu post, eu discordei em vários pontos, mas resolvi ñ comentar, pq imaginei q vc deve ter escrito sob forte emoção. Se eu me emocionei com o nascto dos meus sobrinhos, imagino, qr dizer, ñ dah pra imaginar a dimensão de "ter filhos". Qto as opções eu respeito todas, inclusive a da Isabela. Eu acho q o importante é fazer sua opção consciente, e não ser apenas mais um frustado no mundo! A tua opção te faz feliz? Não prejudica o próximo? Então tah valendo...
Vc disse que quem tem condicoes de ter 1 filho e tem 0 filho é egoista.
EEu pergunto: eh egoista quem condicoes de ter 2 filhos e escolhe ter 1 filho. Em geral, e quem tem condicoes de ter n filhos e soh tem n-1? Eh egoista?
Ou seja, para deixar tudo bem claro sua afirmacao soh vale para n=1? Ou para qq valor de n?
E parabéns pela bebezinha, muito fofinha.
Mos quiridos. Vida é DNA e nossa única função do ponto de vista biológico é reproduzir. Mas nós somos mais do que simples organismos biológicos. Nós pensamos. E ficamos cheios de frescuras e interrogativos simplesmente porque esse mundo ficou complicado demais. Não é fácil. Somos programados para gerar e quase mais nada além disso, mas temos a capacidade de escolher, achar isso e aquilo, inventar desculpas, se enganar, intelecutalizar o instinto, racionalizar a pulsão, negar o destino e a natureza. O pior é quando o sujeito nem se sente mais o bicho que deve reproduzir. Um verdadeiro drama. E tem quem quer e não pode. Outro drama. Mundo complicado, como disse. Da minha parte, sempre quis ter dois filhos, tenho três, um acidente. No início pensei em vender o pequeno, mas fomos pegando amor e ele está até hoje conosco. No final vale a pena. Acho que vamos ficar com ele pra sempre. Amor de verdade é entre pais e filhos. O resto é ilusão, êta chavão verdadeiro. Beijos a todos.
Concordo contigo Bião, mas cabe acrescentar o comentário da Viva, afinal, nenhum filho merece pais irresponsáveis, negligentes, e pais que não tem condições emocionais ou financeiras de criar uma criança muitas vezes acabam sendo isso mesmo... Lógico, muitas crianças crescem em meio a famílias com dificuldades financeiras (eu sou um) e acabam sendo pessoas muito felizes, fortes, saudáveis, bem sucedidas, mas se o tal de planejamento familiar fosse algo mais difundido e levado a risca na nossa sociedade, talvez muitos dos problemas sociais que enfrentamos hoje em dia, e que enfrentaremos por muito tempo ainda, poderiam ser consideravelmente reduzidos...
Lindo a teoria de filhos...
acho que devemos sempre te-los!
hahahha
;**
acho que meu post anterior não foi...
Oi, meu nome é Pateta...já vi as fotos e constatei que é FILHA.
Bia,parabéns pelo nascimento da filhinha. Muita saúde para a sua florzinha...
É, achei o seu post abaixo um pouco intolerante, mas imaginei que você tivesse escrito sob forte emoção. O legal mesmo foi provocar o debate, e é uma forma de todos aprenderem. Vou lá ver a repercussão!
Um beijão na sua neném linda e na nova mamãe Karen.
Bia,
Nesta questao, compartilho o teu ponto de vista, apesar de ainda nao ter filhos.
abraco
Ai!
FILHOS: TER OU NÃO TER, EIS A QUESTÃO!rs...
Mais um neném?!?! uHuuu!!!
=0*