abril 2006 Archives

Fomos à locadora pegar "Jogos Mortais" que a Isabelle, fã de terror, ainda não tinha visto. No carro, de volta para casa, ela me solta essa:

- "O Iluminado" foi o primeiro filme de terror asiático que eu vi.

Longo silêncio, a Karen olha pra mim, o Dudu está quieto na dele.

- Benzinho, "O Iluminado" é um filme de terror americano.
- Eu sei. Mas foi você que disse que filme de terror asiático era aquele sem pé nem cabeça, como "O Chamado".

Me vi enroscado para explicar. "Asiático", para minha filha, havia virado um adjetivo.

- O filme de terror pode ser psicológico ou fantástico, pode ser de vários tipos... Pode ser um suspense de terror, como no caso de "A Vila", por exemplo... Mas não é todo filme de terror "sem-pé-nem-cabeça" asiático assim comoe nem todo filme asiático é "sem-pé-nem-cabeça"...
- Ah!

Dudu fala:

- Filme asiático não é aquele que dá azia?

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Alguém conseguiu minha senha do hotmail e do msn.

Uma pessoa maliciosa que quiser me prejudicar eu entendo que possa existir. Mas alguém que pega um e-mail antigo que eu recebi de uma ex-namorada, modifica o e-mail e o envia para a Karen, minha mulher que eu amo, grávida de 8 meses, com intenção de chatea-la... Eu, definitivamente, não entendo.

Minha filha chega hoje para passar o fim-de-semana, que poderia ser ótimo, mas isso derrubou todo astral.

Era isso que você queria, espertão?
Era provocar mal estar em uma grávida de 8 meses?

No fundo, eu me pergunto: será que eu fiz algo para merecer isso?

UPDATE
- Entrei em contato com o suporte do MSN, vamos ver o que eles dizem. Alguém tem um telefone pra gente falar lá?

ATENÇÃO
- Se receberem mensagens no e-mail de Luiz Biajoni não sou eu quem estou enviando, atenção pessoal do blog-left e amigos mais íntimos. Deletem tudo que receberem em meu nome via biajoni@hotmail.com. Também não sou eu no messenger.

Ismael Grelo montou nova comunidade do meu livro no Orkut.
Quem leu, entra !

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Frank Black está no meu panteão de ÍDALOS.
Mas esse lançamento da Sum Records no Brasil é lamentável.
Leia na Antena 1.

Não tem ninguém em toda a blogosfera que eu ame mais que a Monica.

Ela chegou no nosso site coletivo Tiro&Queda através do Catarro Verde. E a paixão foi imediata.
Fui ao blog dela, o Monicomio e, de lá, cheguei ao Rafael Galvão e ao Alex Castro.
Fiquei amigo dela e do seu juntado.

Fui conhecer o Rafa um pouco melhor, vi sua lista de melhores filmes e achei meio conservadora. Ele é obcecado pelos Beatles... Discordamos em quase tudo: eu gosto de filmes mais "ousados", defendo a figura do diretor, gosto de bandas underground... Ele é fã de Jorge Amado e dos primeiros Rubem Fonseca, eu gosto da poesia do Bukowski... Ele odeia pontos de exclamação, eu os amo. Ele pode fazer posts que fazem pensar ou textos alegremente bestas, como a série "As Alegrias que o Google Me Dá". Ele pode até ter um certo mau gosto em alguns casos... E quem é que não tem? Você podia dizer que colocar nós dois numa mesma mesa poderia não ser uma boa idéia. Mas estivemos juntos, bebemos, rimos pacas e apesar de todas as diferenças eu o acho o blogueiro com mais personalidade do País; o melhor blogueiro do Brasil.

Quando o assunto é Alex Castro, a coisa fica pior. Discordamos em mais pontos ainda. Ele gosta de pés, eu prefiro outras partes dos corpos femininos. Ele não gosta de "grupinhos" e eu tento fazer tudo coletivamente (veja o Tiro&Queda, por exemplo... e agora estou no Bombordo). Ele ouve ska e séries trsh de TV. Ele é personalista e eu montei uma ONG. Ele já foi rico e lê compulsivamente; eu sempre fui pobre e leio de-va-gar-zi-nho. Ele não bebe. Ele é quase meu espelho.

Porém, eu o admiro muito. Admiro inicialmente uma coragem de pensar independente, de não seguir paradigmas. E de se contradizer constantemente. De errar muito, algumas vezes admitindo, outras não. De dizer, desdizer, ficar puto, desficar, ser o garotinho besta num momento, ser o fodão acadêmico em outro. O Alex é um arco-íris. E ele é bonito nessa coisa camaleônica dele. Ele é falho, falho, falho. Besta, besta, besta. Mas quem não é?

Eu amo o Alex por ele ser besta e falhar tanto. E acertar de quando em vez.

Quem fala tanto, fala tanto, escreve tanto, escreve tanto, como eu e ele, muitas vezes - ou melhor, POUCAS VEZES - acerta. Quando acertamos, é como um raio de sol que passa por uma veneziana e vem nos fazer companhia na mesa do café, chegando de-va-gar e aportando ao lado do prato com a torrada com manteiga, o aroma do café subindo no vapor... uma vez ou outra como essa vale toda semana, todo mês, muitos anos, algumas vezes.

O Alex não é tão definido como o Rafael. O Rafael é um cubo colorido, cada face de uma cor; o Alex é um cubo mágico.

Pois eu falei de dois grandes amigos com os quais não concordo e que fiz através da Mônica.
Beleza de amiga, essa Mônica, vai dizer?
Mas e a Mônica? Qualé a dela?

A Mônica é como eu.
É alguém que acha que tudo é muito relativo - e eu acho que ela está cer-tís-si-ma nessa relativização da coisas.

Nada é o que é e tudo é o que lhe parece.
Essa é bem minha visão das coisas.

O que eu falo aqui e ali mostrando ALGUMA propriedade é tudo fake, ilusão de aprendiz de prestidigitador. Não sei de nada, nunca estudei nada, não tenho faculdade, não consigo fazer quase nada com real dedicação. Sou a "frustração do papai", que queria que eu fosse piloto da força aérea ou jogador de futebol - tenho medo de altura e nunca chutei uma bola. Só tenho de bom - eu acho! - minha complacência, minha tolerância e minha vontade de falar, falar, escrever, escrever - e acertar de quando em vez, quando a sorte ajuda.

Eu sou um cubo branco, vou me pintando com o tempo. Acho que a Mônica também é assim.

E por ela assim ser, tão igual a mim, eu a amo. E sinto muito por ela não procurar um pouco mais por suas cores, como eu procuro. No dia-a-dia, na escrita, nos afazeres pequenos, nas pequenas audições e nos pequenos livros... Ela parece estar opaca, praticamente fechou o blog, sumiu do MSN...

Ela parece não ter sacado que esse branco todo que aponta nossa falta de cor é também a reunião de todas as cores; não afetamos as vistas dos outros como o amarelo que o Rafa rebate num momento e não confundimos e embaralhamos tudo como o colorido do Alex. Quem nos lê vê através das palavras as verdades de nossas vidas. Eu acho isso. Não temos personagens, né Mônica?

Deixe as besteiras que te atormentam de lado e volta com o blog. Pra falar de você, das aflições todas, como uma ferramenta de auto-conhecimento. E me deixa partilhar dele.

Deixa?

rafa.gifalex.gifbia e mo.GIF

daniel galera

O novo livro de Daniel Galera foi publicado pela Cia das Letras e está na Veja dessa semana.

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Leia um trecho aqui.

marta suplicy

Entrevistei a petista rapidamente para o Bombordo.

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Apesar do que disse a Folha - que o Noblat replicou - a corrente "Campo Majoritário" do PT, antiga "Articulação", que tem o Presidente Lula como integrante e orientador, não está indicando o Mercadante no lugar de Marta para as prévias de sete de Maio. "O pessoal do 'Fórum Socialista' (outra forte corrente do PT) é que está sugerindo o Mercadante ao invés da Marta para disputar com Serra do Governo do Estado", me informa fonte ligada ao Presidente. Segundo essa mesma fonte, a leitura que o "Fórum Socialista" faz é que um novo embate entre Serra e Marta poderia ser desgastante demais para a petista - um dos nomes mais fortes do partido no momento. Marta deveria ser "poupada" na disputa, podendo coordenar a campanha de reeleição do Presidente e/ou ter um cargo importante no próximo (e hipotético) mandato de Lula.

...também fala do meu livro. Eu amo esse cara!

meu livro...

continua impublicado, mas lido e resenhado. Obrigado, Marcelo!

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(Meu livro, bem acompanhado da vaselina da Cheshire)

boniteza

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Olhando do lado, malandrão, camiseta (no Rio chamam "camisa") preta old fashioned, Alexandre Soares Silva, o homem que acha que a gente odeia ele.

Eu o achei bem-apessoado. Acho que ele dá prum bom escritor!

eu quero!

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- Uia! Fui linkado pelo Nemo, que gostou mas não viu muita semelhança entre "V de Vingança" e o "Dr. Phibes", conforme falei neste post (que o Fernando gostou - obrigado pelo e-mail, Fernando!). "Embustes do Rock Inglês" é o tema da excelente coluna do Nemo no Burburinho. Porém, alerta o Rafa, a frase que muitos afirmam ouvir numa daquelas audições "de trás pra diante" nos discos de vinil é "Paul is dead, man, miss him, miss him" no final de "I´m so Tired" - e não no final de "I Am the Walrus". Ei!, esses detalhes são im-por-tan-tes! :>)

- Meu livro foi comentado no Cavalo Verde. Obrigado Ismael Grelo e Erik Virgulino de Souza.

- "O Porto do Desespero" continua.

- O pau quebra lá no Bombordo. Enquanto isso muita gente manda e-mail perguntando se a história que eu contei na coluna da Antena 1 é real. É.

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- O Grande Cardoso é agora OVERBUDSMAN no Overmundo. Legal, Vermeio!

- Legal também a nova edição de "Sem Tesão Não Há Solução" trazer blurp de Alex Castro. Tudo a ver! Parabéns gordo gago lindo!

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- Deus junta alguns amigos e monta "Los Bellos de Alhambra". Elogio em boca própria é vitupério.

- Fábio Shiraga mostra sua primeira entrevista como jornalista. O garouto vai longe.

- O Daniel Lopes também tem futuro nessa lida do jornalismo cultural. Apesar de ser fã do Bad Religion.
;>)

- Excelente Páscoa a todos.

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(Imagem furtada da Mariana Lomas)

no Bombordo.

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Rashomon é um clássico de Akira Kurosawa, produzido em 1950.
Um dos filmes preferidos de Martin Scorsese.
Um crime de estupro vai a julgamento. Vemos os vários pontos de vista de cada um dos envolvidos.
Exemplo de film d'auteur (hehehe, Rafa), a questão dos pontos de vista fica de fora das discussões que envolvem denúncias e interesse nelas envolvendo o Governo Federal - em especial, o "Caso Palocci".

A verdade existe?

"terapian"

Mais uma história biajônica e real na Antena 1.

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(Clique na foto para ver o myspace do Ian!)

V

Um aristocrata culto, que ama música, quer vingança. Ele foi vítima de outros, no passado; e aqueles que o prejudicaram vivem tranquilamente suas vidas. Um acidente, neste mesmo passado, queimou-lhe o corpo e a face - o que o obriga a usar uma máscara hoje. Ele busca a vingança mas tem estilo. E também uma assistente gostosa. Estou falando de "V de Vingança"? Não, estou falando do "Abominável Dr. Phibes".

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(Price como Phibes)

Fui ver "V de Vingança" no sábado, com Karen. Logo no início do filme, percebi as semelhanças entre "V" e "Dr. Phibes". "Bingo!", pensei em minha ingenuidade, "acho que ninguém fez essa conexão!". Ilusão minha, já ligaram a HQ ao clássico do terror com Vincent Price.

O elemento que distingue de fato as duas histórias é a ideologia - e Alan Moore é um provocador, um escritor desses poucos, como Julio Verne, Asimov ou Arthur C. Clarke que ANTECIPA. No caso dele, não antevê máquinas ou tecnologia; com um pé em Orwell e Huxley ele preconiza SITUAÇÕES históricas que têm ligações com a postura do Estado, do Cidadão e as relações simbióticas entre eles.

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(O personagem principal, uma máscara, sua boca não se move)

Phibes queria vingar a mulher. Num acidente, ela morre e ele fica deformado. Os médicos não salvam a vida dela e todos irão morrer, um a um, de acordo com a interpretação particular que Phibes faz das pragas bíblicas do Egito. Ele tem uma ajudante gostosa, chamada Vulnáááááávia, que ninguém sabe de onde saiu. E nas horas vagas, toca orgão acompanhado de uma orquestra de bonecos.

V, da HQ e do filme, quer vingar a sociedade - e a si mesmo. Ele foi usado em experiências e crimes do governo, acaba tendo o corpo todo deformado por queimaduras, se especializa na arte das adagas (não se sabe como), coleciona memorabilia (como Phibes e seus bonecos de orquestra) e acaba tendo, casualmente, uma ajudante gostosa (Natalie Portman). Ambos, V e Phibes, tem dinheiro que não se sabe de onde veio. Ambos, tem o refinamento e um super poder mortal, acima do bem e do mal, que todos invejamos e gostaríamos de ter. São irmãos gêmeos do cinema.

O aspecto subersivo de "V" costuma ser sempre ressaltado, mas poucos lembram que a HQ foi idealizada e começou a ser publicada em 1981, muito antes do ataque ao World Trade Center ou da proliferação dos terroristas-homens-bombas. Vinte e cinco anos, hoje, corresponde a 100 anos trinta anos atrás. (Essa frase ficou boa)

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(Cartaz propaganda de Lênin, desenhado por Klutsis e poster de "V de Vingança)

Independente da observação temporal, o filme é sim subversivo como há muito não se via no cinema. Isso não é constatação de gênio: os produtores montaram a Anarcho Films para lançar "V". Os conservadores americanos parecem ter ficados meio ofendidos com um "Terrorista do Bem"; os ingleses, mesmo os progressistas, não gostaram de ver o "Parlamento do Bem" indo para os ares; para os europeus, o filme tem explosões demais. Parece que não há público para novos anarquistas, novos subversivos, inconformados, terroristas da palavra, terroristas de idéias.

Existe a pasmaceira das artes, comédinhas bestas nas estréias do cinema, no teatro, na literatura. Marcelo Rubens Paiva escreveu sobre isso no Estadão dia desses: tá todo mundo rindo demais - e rir demais e de tudo é desespero, já disse alguém sábio.

Quando aparece um filme bombástico e ideológico-subversivo (desculpe a repetição) como "V de Vingança" imediatamente aparece uma turba tentando desqualificá-lo como "adaptação de história em quadrinhos", como se fosse um "Demolidor", ou rotulando o filme como "diversão descompromissada", como eu vi em algum jornal, dia desses.

O doidão do Alan Moore não deixou botar seu nome em "V", mas eu recomendo DE FATO o filme. E recomendo que você vá assistir com a família, amigos, galera. E depois sente para conversar sobre, tomando um chope. Um bom debate vai surgir. Essa é a grande finalidade de uma obra ousada.

APDEITE:
O leitor Murilo S. lembra, por e-mail, de outro "deformado com máscara": "O Fantasma da Ópera". Base para o GRANDE filme de Brian dePalma, "O Fantasma do Paraíso", ambos podem ser conectados a "V". Bem lembrado, Murilo. Tanto o "Dr. Phibes" como o filme de dePalma estão em minha lista de preferidos.

Primeiro o padawan me convida prum show do Zeca Baleiro.

Agora me convidam pra ver Emmerson Nogueira !!!!!!!!.

Ninguém tem um ingressinho sobrando pra ver o Echo & The Bunnymen?

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A Editora do Bispo está com blog e uma GRANDE discussão lá, sobre a abertura da cópia livre dos livros.

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Os amigos que forem até participar da discussão, deixem um P.S., por favor: EDITEM O LIVRO DO BIAJONI!

Hehehe...

Eles são comunistas e nós somos subversivos, vai dizer?

Puxa! A Leila passou meu livro para algumas amigas e a Vanessa, do Inconfidência Mineira, escreveu sobre ele. Poxa, espero que todos LEIA a resenha dela que ficou muito linda!

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O livro foi enviado para algumas editoras e eu fico nessa expectativa maluca, saciando-me com esses blogueiros maravilhosos que me presenteiam com resenhas, comentários, observações e crítica sobre ele.

Obrigado, Van!

na antena 1...

... uma história envolvendo a cantora brasileira que eu mais gosto: Adriana Calcanhoto.

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Cássia Eller era excelente intérprete, mas Adriana é músicista, compositora e tem uma antena interessante para compositores, arranjos, sonoridades... Acompanho sua carreira desde o início, tenho os discos de vinil. "Senhas" me arrebatou. "A Fábrica do Poema" é um disco difícil, mas lindo.

Seu último disco, "Adriana Partimpim", com canções infantis, é uma das coisas mais gostosas de ouvir já gravadas no Brasil. Eu e a Belle a-do-ra-mos!

Aproveitem e leiam a última coluna do japaraguaio mais amado de todos, falando sobre "V de Vingança".

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(Será que vai dar tudo certo?)

Show de imagens flagradas por Helton Winter, da Mídia 21, nos bastidores, coquetel de estréia, desfile e afins do Abril Fashion, evento que já entrou para a história da moda brasileira.

Hoje é o último dia e a feira foi um sucesso: muitos dos 48 expositores venderam simplesmente TUDO. Para quem não sabe, Limeira tornou-se nos últimos 10 anos a Capital da Jóia, Folheados e Acessórios do País. Tivemos gente de seis países comprando produtos limeirenses. Eu gostei de ter participado.

Amanhã pretendo colocar um post falando sobre as novidades do setor de jóias e acessórios. Tou virando especialista! Ui!

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Essa é uma novela colaborativa, leia o capítulo um, dois, três, quatro e cinco antes. Quem não quiser ler, não precisa.

Porto do Desesperado

Capítulo VI
Os Paquitaneses
[ou] Não se pode achar açafrão no meio de uma noite de tempestade de neve

Os dois homens estavam impecavelmente vestidos, com ternos bem cortados e casacos caros. Um deles tinha um cachecol preto, o outro tirou o grosso gorro ao entrar no restaurante. Lá fora, 10 graus abaixo de zero - e uma tempestade de neve se aproximava. Mesmo com o sistema de aquecimento ligado, demorou para que eles se sentissem totalmente à vontade. Ambos tinham a barba bem feita, mas a pele escura, o nariz aquilino e os olhos negros e profundos denunciavam que se tratava de dois árabes. Foi o que pensou o gerente, os garçons e a meia dúzia de clientes que voltaram os rostos para o lado deles quando abriram a porta deixando entrar a brisa fria do lado de fora. Como costuma acontecer, os canadenses estavam enganados. Azhad e Abdullah eram paquistaneses.

- Boa noite, monsieur. - Azhad havia moradado um tempo em Paris durante a praparação de um atentando, e arranhava bem o francês. - Eu e meu amigo queremos saber se vocês têm porco.

O maître pensou ter entendido "sorte" ao invês de "porco", e começou a rezar um pai-nosso bem baixinho, esperando que a mala de um dos dois - ou dos dois! - explodisse.

Ficou olhando fixo para os sírios, rezando, mudo, uma gota brotando na fronte.

- Er... excuse-moi, queremos saber se vocês servem porco aqui.
- Hã?
- Eu e meu amigo Abdullah queremos porco. De preference com molho agridoce.

Adbullah tenta ajudar o amigo:

- Costelinhas.

O maître fez uma checagem mental do estoque e, realmente, não havia porco. Nada de porco. Nem mesmo uma única fatia de lombo apimentado.

- Eu recomendo a nossa galinha ao vin...

A face de Adbullah mudou repentinamente. Um filme passou por sua mente. Desde quando apareceram seus primeiros dentes até os 28 anos de idade ele havia comido só e unicamente carne de frango. Ele não suportava mais galinha. Ele tinha verdadeiro ódio de carnes de aves. Há seis meses sua irmã Abnamillana havia sido internada com suspeita de gripe aviária.

O turco cerrou os dentes e ia puxar uma granada do bolso do paletó quando a tempestade chegou com tudo lá fora. Azhad segurou o braço do amigo.

- Calma irmão, não vamos estragar nossa missão...
- Nosso salmon a belle-meuniere é delicioso - interveio o maître.
- Er... Obrigado pela sua preocupação... Mas gostaríamos mesmo de comer porc.

Mais uma checagem mental e... não, não havia porco.

- Desculpe, senhor. Mas não temos porco.
- Bem, sabe onde podemos achar porco nesta cidade?
- Talvez os senhores encontrem porco em algum restaurante, mas eu não recomendaria que saíssem agora com essa tempeste...

Os homens se olharam.

- Sentem-se em uma de nossas mesas... Querem um vinho para aquecer? É por conta da casa...

Enquanto se acomodavam, Abdullah ranhetou:

- Azhad... Abdullah não quer carne branca, não quer galinha nem peixe. Abdullah quer porco.
- Irmão... Azhad está fazendo o que pode. Lembre-se que você tem uma missão importante, você é o homem-bomba dessa missão... Eu sei que você está de olho em todas aquelas virgens lá do céu, então acho que não devia comer porco...
- Azhad! - Abdullah alterou a voz - Já conversamos sobre isso! Não me importo de perder algumas virgens; o que eu quero... é... COMER PORCO!

O maître já vinha voltando com o vinho e assustou-se com o grito do árabe. Alguns clientes pediram le conte mas não podiam sair do restaurante, por le conte de le tempeste. Um chegou a praguejar: "Advienne que pourra!".

Tremendo, o vinho foi servido.

- Que tal um belo bife à oignon?
- Monsieur... É compreensível que o senhor não saiba, pois os canadenses são ignorantes... Mas em Pasquistão não comemos a santa vaca nem a demoníaca cebola. É uma proibição de nossas leis e de nossos livros sagrados.
- Mas... vocês podem comer porc?

Abdullah ficou vermelho. Azhad novamente o acalmou.

- Canadenses burros! Vocês não tem nem uma língua nem uma cultura de vocês; é tudo emprestado! Pois saiba quem homens-bomba, em missão, SÃO AUTORIZADOS A COMER LE PORC!

Silêncio mortal no ambiente. Um garçon deixou cair um garfo.

- Mas nós não somos homens-bomba, essa foi só uma piada.

E riram todos nervosamente.

- Senhores... Talvez eu lhes possa servir algumas guarnições; temos excelentes queijos, embutidos, azeitonas, patês, saladas... e temos um risoto com ervas e champignons que certamente irá agradá-los... Tudo por le conte de la maison.

Eles se olharam. As coisas estavam ruins, eles haviam chamado a atenção e a escorregadela de Azhad havia sido imperdoável. Sim, um risoto era mesmo uma boa opção.

- Non poule, non poulette! - alertou Abdullah, impressionando Azhad.
- Oui, Oui...

As coisas se acalmaram, ele passaram a bebericar o vinho, um garçon trouxe uma tábua de queijos.

Cerca de 15 minutos depois vieram os pratos e o maître trouxe o risoto num elegante rechaud.

O cheiro era bom e ele fez uma mesura ao abrir. Os paquistaneses se entreolharam depois de fitarem bem o risotto. Foi Abdullah quem perguntou, em francês capenga:

- Sans curry?

Azhad emendou:

- Sans açafran?
- ...

Azhad coçou a cabeça, levantou-se, olhou pela janela a tempestade lá fora...

- Abdullah, joga a granada!

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[Passo a bola para Nelson Moraes continuar]

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(Fotos: Wagner Morente)

show de rock

Começou ontem e vai até sexta-feira a Abril Fashion, um evento que pode ser considerado um braço do São Paulo Fashion Week, mais focado em acessórios. O evento acontece em Limeira, cidade que é considerada a capital da jóia e do folheado no País. De última hora fui contratado para suporte na assessoria de imprensa e ontem aconteceu um desfile de moda comandado por Dudu Bertholini, um dos mais aclamados novos estilistas do Brasil.

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(Foto: Wagner Morente)

Vou te dizer: foi melhor que show de rock! Foi meu primeiro desfile de modas, estava me sentindo meio deslocado no meio de estilistas e afins e modelos magérrimas e altas pacas, titless, e madames com cara de excitação. Enverguei minha camiseta preta co-la-di-nha, botei crachá, e lá me fui receber meus amigos de imprensa. Os amigos olhavam de soslaio, mas a grana é justa e a tecla FODA-SE estava funcionando.

O fato é que depois de toda espera normal começou o desfile e foi um soco no queixo; realmente MUITO EXCELENTE! Modelos da Ford e Elite, com ousadas roupas de Dudu (que já vestiram Ivete Sangaléte e Fernanda Lima), acessórios novíssimos (como anéis de madeira marchetada e adereços de capim dourado), trilha sonora arrasadora com Bowie, Doors e vários indies pesados, fumaça, luzes estouradas, uau!, foi massa!

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(Foto: Wagner Morente)

Meu chapa Helton Winter fez várias fotos, inclusive de bastidores, e postarei em breve.
Hoje, amanhã e depois tem mais.

Enquanto isso, me preparo para isso.

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... sem compota de caju!

APDEITE:
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... nem sem pimenta de bico doce.

legalz

Estou lendo e curtindo muito o "Almanaque de Puns, Melecas e Coisas Nojentas", de Fátima Mesquita.

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Com muitas ilustrações, o livro, dirigido para o público infanto-juvenil, vale mais que todas as aulas de ciências e biologia que temos no colégio. Mostra todo funcionamento do corpo, sem frescuras, com humor (escatológico, é verdade, mas que criança não gosta?), curiosidades (tipo: "quem foi o cara que mais peidava no mundo") e de maneira super-didática.

A autora, Fátima Mesquita, encontrou um filão e emendou o "Almanaque de Baratas, Minhocas e Bichos Nojentos" que eu folheei; mas parece mais um compêndio de curiosidades nojentas, menos instrutivo e mais caça-níquel. Mas pode ser divertido se seu filho demonstra interesse por animais e insetos.

Pesquisando no Submarino, vi que a autora tem também um livro de contos que parece ser bem interessante, com contos de amor entre mulheres. "Julieta e Julieta".

A Chris Nóvoa me convidou faz tempo para participar de uma corrente. A idéia é que se conte cinco manias intrínsecas. Tou respondendo só agora, domingão, tomando meu café, pois, impressionante!, não sou um homem de manias. Curioso, vai dizer? Acho que sou meio excêntrico, mas não tenho grandes manias. Foi a Karen quem me ajudou a perceber algumas para botar aqui:

1 - Nunca coloco o cinto de segurança antes de sair com o carro. Acho que isso faz parte de certa ansiosidade, o que nos leva à mania seguinte;

2 - Tomar café da manhã em pé. Sim. Eu pego a xícara, um pedaço de pão, etc..., e fico zanzando pela casa. Uma mania, mas acho que relacionada com a ansiedade. Quando preparo um lanche rápido no almoço ou no jantar também é comum comer em pé;

3 - Falando em comida, gosto dela quente. Bem quente. Por isso tenho costume de comer a salada depois da comida. Acho que isso tem a ver com costume de italianos. Ah, e também gosto de um docinho, um café e um cigarro depois das refeições;

4 - Duas ou três latinhas de cerveja no final do dia. Tive mania, durante um tempo, de tomar uma Caracu sempre que saía do trabalho. Continuo gostando, mas não é um hábito que se possa chamar "mania";

5 - Balanço os pés debaixo da cadeira enquanto escrevo no computador. Escrever também é uma mania. Talvez a pior de todas as manias seja não levar um caderninho para anotar idéias que pintam nas horas mais impróprias.

Manias bestas e prosaicas, vai dizer?

Mas não quis inventar manias absurdas, como fazem alguns. Seria legal se o Rafa, o Idelber, o Alex, o Guto e o Nelson Moraes contassem suas cinco manias.

O saci
sacia
a saci.

A saci
acaso
sacia
o saci?

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  • luiz biajoni
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