empilhados na categoria (?) umbigos

um ano de last.fm

oh yeah! dia 18 fiz aniversário de last.fm. com poucas exceções, é um catálogo da música que eu ouvi nos últimos 366 dias! não serve pra nada, mas pra quem leva o assunto a sério como eu (#nerd), é uma delícia ver as tabelinhas dizendo o quanto eu me amo pela música que escuto.


[lembrando do tempo de categorizar centenas de fitas cassete numeradas numa planilha de excel em 486 etc]


donde, eis o top 10 da temporada 07-08 de bereteando:

01 Black Sabbath
com muito orgulho. maior banda do mundo de todos os tempos. period. muito freio pra não tatuar aquela silhueta-mancha Ozzy/capa do Vol. 4 nas costas. é líder do top de todos meus anos desde 1991. não cansa JAMAIS.
02 Colleen
linda, etérea, lúdica cellista e artista de colagens francesa. electronica (rótulo grande, da manufatura) de sonho a embalar madrugadas. também preferida do O Primo.
03 Crowbar
sludgemasters, sabor doom sabbath + melodias do pop sessentista envoltas no pântano distorcido das guitarras. confirmado para stoner sessions, esse velho gordo e podre, pai de Kyuss, senhor da geração NOLA e das crocâncias do southern metal.
04 OXES
grande, grande e ignorada banda de noise de Baltimore. duas guitarras mais bateria, riffs intrincadas com pegada rock, harmonia e grandes doses de humor. instrumental, genial, obscuro e desaforado.
05 Loscil
que durante o trabalho eu escuto geralmente death metal; de noite, metal ou alt rock; no cansaço da madruga, ambient. Loscil é projeto de um canadense meticuloso na criação de atmosferas brancas - um ambient rarefeito, minimalista e ainda assim marcante. referência. música preferida pra quando eu não quero ouvir música.
06 all your gardening needs
que eu escuto o que eu faço, né? escuto e gosto. cinco faixas prontas para o segundo EP. em breve.
07 Anal Cunt
na real nem rodou tanto assim, mas com faixas que costumam bater em 45 segundos, duas semanas no ano revisitando discografia vira top hit, né? last.fm charts não levam em conta tempo de audição, mas número de faixas. e aí grindcore fica em vantagem. pero sem problema: Anal Cunt é histórico. e a música mais ofensiva que já foi feita.
08 Polvo
se muito gosto de math rock, noto que minhas bandas preferidas não são as que fazem puramente o gênero - mas o mesclam ao indie rock. Polvo é por aí, e das mais relevantes. às vezes são meio bobos (a parte do indie que me incomoda), mas quando acertam no experimental de suas guitarras em afinações bisonhas, é incrível. e demais cativante.

09 Pan American
sabe Loscil, que falei ali em cima? pois cavei pelos "related artists" de Pan American. mais vigoroso, com certos elementos orgânicos (tipo solo de trumpete), e ainda landscape. o disco que toca muito seguido é "360 business/360 bypass". freqüências altamente imagéticas, cinematográficas.

10 !T.O.O.H.!
e como eu tenho um leque alimentício de bandas de metal extremo maior que ambient, poucas e valorosas bandas surgem nas top charts. essa achei indicada em um liveblogging no last.fm - difícil de descrever, seguido se vê "grind/prog death metal", o que é uma bobagem, embora não exatamente incorreta. assassinada (pela Earache) banda tcheca que faz um death velocíssimo, técnico, de vocal rasgado (em língua local) e com certo toque de leste europeu nas composições. PUTA avant-garde destruidor, que leva o raro rótulo de música sem paralelo.


e aí eu falava de número de faixas versus sua duração, e viva as APIs públicas!, existe um Normalizer - que gera o top pela duração média das faixas de cada artista. dessa forma, a tabela fica:

01 Loscil (2)
02 Black Sabbath (1)
03 Pan American (9)
04 OXES
05 John Coltrane (14)
quantas faixas de Coltrane tem menos de sete minutos? vou fazer essa conta, uma hora dessas. mas dos meus discos preferidos - "A Love Supreme" e "My Favorite Things" -, eu sei: 1/8.
06 Colleen (2)
07 Marsen Jules (12)
cordas e colagens etéreas: Martin Juhls é um artista alemão que poderia ser irmão da Cécile Schott (a Colleen).
08 Aidan Baker (42)
e o canadense Baker podia ser primo do Mark Nelson (Pan American) e do Scott Morgan (Loscil). a diferença é que usa a guitarra como base de seus ambient. o resultado é uma jam de nuvens.
09 Miles Davis (11)
santificado seja o vosso nome.
10 Crowbar (3)


mais, mais? para meu e (espero) vosso deleite, logo crio uma mixtape com o top 10 de faixas, as mais pedidas! seleção com base científica, não?


abaixo, seguem traquitanas variadas à guisa de diarinho. tem mais (incluindo mega tabelas, gráficos e mashups, inclusive pra desktop) em build.last.fm.











~.~

disclaimer: alguns dos badges são dinâmicos, ou seja, vão atualizar com a passagem do tempo.

tá no last.fm? adiciona lá!

~.~

música é o melhor about me que existe.

o rato roeu a... quê?

eis que depois de DOUZE trabalhos de hércules templates para os verbeatblogs, tiro a cara do Berê do limbo-padrão em que se encontrava desde o início da primavera passada. (oooh.)


quando, no princípio dos tempos, o blogger globo limitou em 10mB a hospedagem das imagens e ejetou blogueiros a dar com relho sem a mínima noção de, digamos, direito do consumidor, eu não sabia nada de html. mas aí verbeat seccionou pra verbeat blogs e tinha que aprender um pouco, e mais um tanto do que o movable type queria dizer com aquela barafunda toda de código.

e houve chôro e ranger de bits, mas HOUVE.
demorou uns anos mas eu [médio] sabia o que tinha de ser feito ali.

(e a ministra xingando meus templates cheios de tabelas. quando já era pré-história, diga-se, que eu bem sei.


no instante em que a compreensão confortável se tornou uma assertiva pessoal, era lançada a nova versão ponto quatro software livre mega w/lasers BOLHO do MT. e então tudo se tornou cinza e pantanoso e absurdamente complexo novamente.


(porque existem os organizados - que facilmente vêem lógica onde nós, abstratos, só enxergamos armadilhazinhas de um caractere.)


mas aí é preciso vencer a esfinge, não só porque as pessoas precisam de você, mas porque se acredita na proposta. e também porque não dá pra baixar a cabeça pra essas merda de pograma. e principalmente porque o gejfin parou de fazer. né.

e então é com um orgulho de estudante secundário com diploma de curso de solda - ou por ter passado em Mecânica Quântica dos Infernos III - que eu hoje entendo minimamente a organização em módulos dos templates do movable type versão 4, e consigo [naquelas] sacar o que acontece num stylesheet css, e vos apresento este nôvo desenho para Bereteando, que não é muito, mas é o que tem, e me agrada, o que é uma dificuldade constante. é isso aí, zente. hoje sou uma pessoa melhor do que há duas estações atrás. veni vidi vinci, embora apenas o necessário (filosofia tricolor) e metade do que eu queria fazer não tenha funcionado nessa joça, óbvio.

mas na verdade é tudo alea jacta est merrmo.


portento, a quem relevante for, ou mesmo 'gradicido a nível de desanuviar, que o nossas cores lhe agradem, sorrimos.

e com luzinhas randômicas yeah! bah! F5 pra tu ver se não troca. não aconselhado ficar trocando mais de 15 minutos. squirrels don't do drugs.


embora o mais legal mesmo seja a nova página de confirmação de comentários. não que seja um truquezinho barato pra te dar um empurrãozinho na iniciativa. mas, ainda mais se estiver no feed, olha que oportunidade única pra saltar e deixar um pensamento nonsense ou uma receita de bôlo.


sai FANFARRA MESOZÓICR.COM

~.~

no próximo bloco, como criar cativaras em capiveiro.

i consiglieri

consig.jpg

começou

pára tudo.

que me CHORO de rir lendo esse conto-teatro do Sérgio. CHORO.


Espírito dos Aniversários Futuros: - Hic... tá vendo schshó... hic... esxe é o seu aniversário do futuro se você continuar desse jeito...
Tiagón: - Bom, pelo menos eu ainda tenho dois amigos.... Mas peraí: o que é aquela passa barbuda de óculos escuros?
Espírito dos Aniversários Futuros: - É o... hic... o Gejfin, ora...
Tiagón: - E o outro é o Coronel Sanders! O que ele está fazendo com uma camiseta da Verbeat?

é um dos melhores presentes de todos os tempos.

~.~

ah. isso daí era um update. antes, começou assim:

ó, foi a Olivia que disse.

update: ah, e o Milton também.

upd-: e a Fer!

Verbeat est un non-profitable, non-organisation non-governamental créée et dans la création par Leandro Gejfinbein et Tiago Casagrande, communicateurs sociaux de Porto Alegre, Le Brésil. Nous avons du mal à distinguer, pour une définition précise, ce que sont nos objectifs et ce que sont nos principes, ils se confondent et se combinet fréquemment. Nous préférons alors, au lieu de décrire ce que nous sommes et où nous avons l'intention d'arriver, de parler de ce que nous voulons.

...agora vai!

Com aquele som diante de meus olhos, não hesitei e mordi logo a maçã, esperando que o ruído cessasse. Inútil. Continuou apitando, silvando, às vezes chiando como tevê fora do ar. Joguei a fruta pela janela. Não adiantou nada. Virei para os lados, procurando a fonte; corri pelo apartamento, mas o som era onipresente. Entendi que o barulho estava na minha cabeça. Não era um simples zumbido, um tinitus; eram variações diversas de discos riscados, cliques, notas de baixa freqüência. Então começou a microfonia e eu pensei que minha cabeça fosse explodir.

Continue lendo "Efeito", um de meus contos preferidos - que lambo a cria, ah se -, publicado na edição nº 20 do Bestiário, a revista de contos de Charles Kiefer, Assis Brasil e Schmitt-Prym.

Fiquei feliz, feliz, feliz pra caramba. (E obrigado por ter avisado, amigo.)

um toco refrescante

não dá outra: se eu passar algum tempo sem comer halls de cereja, na próxima vez em que eu sentir o sabor, pronto: volto aos 13 anos.

explico: eu tinha 13 e comecei a fazer festinha. aos 13 era 1991, logo, eu era uma mistura de flanela xadrez com jaqueta jeans e cabelão pelo meio das costas. já tinha cabelão porque era guitarrista de uma banda podre; nem sonhava que o grunge faria a moda. fiquei descobrindo quando começaram as "baladas" e amigo Alexandre invejava minha sorte com o sexo oposto na pista de dança. ah, as melenas. era chegar no meio da pista do Cord ou da Croco, agitar os cabelos à headbanger e depois só separar a melhorzinha, entre todas que se dependuravam nos cabelos. é, eu já fui centroavante artilheiro.

bueno. mas eu tinha 13 e fiquei com essa menina, a Carolina, primeira de uma série, que morava (mora?) lá no Sabará. morena, cabelão, bocão, bem-bonita. aí combinamos de sair de novo. ela não tinha telefone em casa, combinamos hora e dia de ligar pra casa da amiga. liguei. marquei. cinema. shopping: Praia de Belas, era um dia de tarde, um dia morto de tarde, era férias da escola, era julho. tão tá, combinado.

*clic* no telefone e a mãe aparece, olhos arregalados, sorriso indisfarçavel, e aí, e aí, filho? pues quarta, quarta às 15h, mãe. foi então que ela teve um ataque de corujice, me agarrou beijou lambeu e me levou pra comprar roupas novas, um jeans verde-musgo e um moleton mostarda (?!) na Wrangler. te mete. não satisfeita, no dia marcado me levou até a parada do T2, toda orgulho. e na passada em frente ao boteco, como era mesmo o nome daquele boteco, mãe?, aquele quase do lado de casa?, (lembrei?: Sagres?) - vamo de novo. e na passada em frente ao boteco ela pensou em hálito e - entra fanfarra grandiosa - me comprou um halls de cereja.

ooooh. ou êta porra, como diz o marcelino.

chegando lá, eu lindão cheiroso bonitão pura refrescância e adivinhem o que aconteceu? ô, deu tudo certo, tão torcendo contra, é? nos encontramos, eu esperava sentado num banco, ela veio pro meu colo e ali ficamos amasso agarro ignorando o mundo externo até que o segurança veio nos dar um "código 20", seja lá o que isso signifique, e nos pedir pra acalmar, fassavor. e então todos riram.

foi tão bom que ficamos de sair outra vez. eu, essas alturas, já tinha entregue toda minha alma pra ela. todinha. liguei. marquei. cinema. shopping: Bourbon da Assis Brasil. era um domingo de tarde. te encontro na parada do ônibus, bem em frente.

arrã.

sei lá. acho que fiquei uma hora e meia esperando, eu acho. e e meu hálito de halls de cereja. e ventava. ventava como o diabo, naquela tarde nublada.

o primeiro toco, a gente nunca esquece. num patrocínio Cadbury Adams do Brasil.

humpar.jpg

Dois anos de Bereteando: À Grade-Cimentos
(com escusas lápsicas)

Aos leitores anônimos. Aos quietos e tímidos, que não deixam rastro. Aos não-lincáveis. Aos uruguaios misteriosos.

A Uilson Brito, Renato K, Diego Schutt, Luiz Biajoni, Zadig, Caco Ishak, Nora Borges e Carol.

Ao Menezes. A Carol Bensimon e Karine Krug (desde o Descontrol), Julia Dantas, Bituca, Edu Biz, Bomberman, Luiz "Chato" Afonso. Jorge Rocha e Augusto Sales. Fer, Vivi Zohar, Gilda Lassance, Meg, Camilla, Ann G, Virginia, Luiza, Larissa, Juliana Hollanda. Idelber Avelar, Rafael Galvão, Flavio Prada, Roger Franchini. Hélio Serafino, Dolfo Muanis, Renato Rosa, Brenda Garrett e Jeff Jarvis. Rafael Mônaco, Eduardo Cunho, Alexandre Wolf, Eneida Braga, Tatiane Borba, Lisi Folletto, Raquel Moreira e Luciana Oliveira.

Hats off para Wilboard, Aulay e Gerry (RIP). A Spirit Crusher, toda a turma do Teatro do Concreto Armado e a Duncan, o Rato Químico. Também a Ernestinho (e suas mulatas), Sr. Mofo, James Jones, Plush Priests Millenium Collection, Sonja (a Esponja), Sr. Impermeável e Sr. Craca.

Às bandas ouvidas e dissecadas. Aos meus avós e aos nonnos. Space Ghost (coast to coast). Edson Aran. Henry Chinaksi. A Woody Allen.

Abraços efusivos e brindes com piscadelas e piadas internas aos velhos de guerra, incentivadores e/ou inspiradores: Marcão, Inagaki, Almirante Nelson, Cardoso, Sérgio Bruno, DaniCast, João Paulo Cuenca, André Barbosa, Anderson Oliveira e um beijo angorá na Jojo.

Reverências especialíssimas, com poema em guardanapo autografado e gargalhada em negrito de bold, aos essenciais Milton Ribeiro e Olivia Maia.

Claro, a Leandro Gejfinbein. Não preciso dizer nada.

E também a Tiago Casagrande. Por onde andas?

(A Bianca Ramoneda, por "Tô sempre me procurando. Sempre que eu me encontro, descubro que mudei de endereço!")

À cerveja. Aos seios femininos. À não-linearidade. À lua. E aos revolucionários!

A verdade é que sem vocês, tudo isso seria, sim, possível.

...mas não teria a mínima graça :)

Ermão

ander.jpg

Feliz aniversário, Ander. Sabes a falta que fazes por aqui, cara. Lembro de ti mais seguido do que pensas; a toda hora tem algo que traga a imagem do amigo ao convívio. Ontem, por exemplo, foi quando eu comecei a escutar a trilha de Kill Bill. E então se repete: eu e o Gejfin nos entreolhando pra dizer, bah, o Ander tinha que estar aqui. (Na verdade não tinha, a gente sabe e sabe sorrindo; mas tinha, tu entendes.)

Mas tudo isso tu já sabes. Na verdade, não tenho nada pra te dizer que não tenha dito na tua última vinda, ou no último e-mail. Por isso, te ligo no fim da tarde.

Ah - não tem abraço presencial; mas tem um musical, pra baixar aqui. Escuta e depois me xinga.

Atchim

Fazia tanto tempo que eu não tinha uma crise de rinite alérgica que eu até tinha esquecido de como é chato.

Mas chato, CHATO, assim, func, chato.

Tão chato que me faz postar uma coisa CHATA como essas aqui no blog.

E em frases curtas, porque meu cérebro fica pastoso quando eu tô nesse estado.

Na verdade, eu poderia fazer frases curtas e chatas sobre rinite durante horas.

Se eu tivesse horas.

Mas o relógio desse computador...

...está atrasado!

entra FANFARRA GRANDIOSA
fade to greensleeves

Esses dias eu tava lembrando daquela música chata do No Doubt, e foi bem triste. Que mina chata.

*thud*
sai fanfarra grandiosa

Atchim.



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