O Pensamento de Spirit Crusher
Nesta Terra onde poucas cousas fazem sentido e todos parecem ter perdido o referencial ético, é preciso estar atento para os verdadeiros valores cármicos que nos fazem coexistir neste plano terreno. Ou, como diria N'see-Tha, O Besouro de Piche, "Se liga na idéia".
Há muitos caminhos. Por exemplo: podemos aprender com a milenar arte do Origami que dobrar papel e fazer gansos pode ser uma longa jornada para o self inserido no contexto das relações interculturais a nivél de embromação celulóica. "Concentração e poder de observação nos conectam ao Multiverso", dizia Bwai Xiang Zing - que recebeu o título de Bwai por ter feito uma réplica perfeita da Via Láctea usando apenas papel pardo, dois barbantes e um adesivo de nicotina.
Faça como o Bwai. Concentre-se. Observe. Esteja atento. Tente de outra maneira. Vislumbre um zonte de trigo dourado. O cheiro da grama. O lago azulado. Um caco de vidro. A vida, o sol. É peroba do campo. É o nó da madeira. Deixe de lado a grana. Vire as costas para a carne e a lascívia. Isso, isso. Tá tudo bem. Abandone a busca da redenção como objetivo. Ignore o comprimento da saia daquela lourinha que dança na área vip. Vamos, você consegue. Pode ficar com os cartões de crédito. Plástico não interessa.
O que tem real valor na vida é a arte, o amor e a verdade. A arte é fácil de achar e fazer - se um gigantesco clipe de papel enfiado num côco verde é selecionado para a Bienal, qualquer coisa entra. O amor é mais difícil, porque só tem graça com a cooperação da outra parte - embora coerção e cooptação não sejam estratégias de todo más (até aceitáveis, se você for descendente d'O Grande Khan). E a verdade, bem, o que é verdade, só o tempo dirá.
E se não disser, será espancado até contar tudo o que sabe.



