empilhados na categoria (?) socorro

gaudério 101

from: Gustavo Brigatti
to: tiago casagrande
date: Tue, Aug 5, 2008 at 6:25 PM

O lance é que decidi estrear minha cuia de chimarrão. Então fui no mercado e comprei um pacote de erva. Antes disso, tive que escolher a erva. E no Zaffari tem uma prateleira inteira só de erva. Fiquei tentado em pegar a erva cuja embalagem é uma índia seminua chupando a bomba - um lance meio rótulo de Catuaba, manja? Mas aí peguei a tal da Rei Verde. Beleza. Cheguei em casa, peguei minha cuia, enchi a dita com erva até o começo do gargalo e completei com água quente (não fervendo, apenas quente). E deixei ela curtindo. Então fui ler a embalagem da erva. E o que estava escrito? "Composição: erva mate e açúcar". AÇÚCAR! Das trezentas ervas que haviam na prateleira, eu fui pegar logo uma das poucas que tinham açúcar! Não, não vou tomar essa merda. É como beber café descafeinado, pára porra! Se tu quiser - ou conhecer alguém que queira - tô passando 1kg de erva açucarada. Senão vou jogar fora. E sem peso na consciênca. Humpft.

aliens, eles andam entre nós

almoço, buffet livre ou por peso, aquela azáfama do horário de almoço curto, 39 opções que só se consegue salvar 4 ou 5, e a moça na minha frente, comentando com quem a acompanhava, colher mexendo na salada de batatas com maionese:

-- E isso aqui, o que será?

~.~

e na volta do almoço passei por uma caminhonete com carroceria CHANA.

~.~

sorria, você está sendo filmado.

any given sundae

La ta tee, da diddley dee, la ta tee ta tee da
La ta tee, da diddley diddley dai

leprechaun03.gif

e foi dada a largada... Aulay dispara na ponta por fora, seguido de perto por Gerry e seu dragão cego de pescoço malhado, Wilboard fica pra trás e tenta a recuperação mais por fora que Aulay com o flitswick aerodinâmico F342, Wilboard aproxima-se de Gerry, que liga o turbo do seu dragão e dispara por dentro deixando para trás Aulay... Wilboard pega o vácuo de Gerry e aproxima-se rapidamente, bota por fora na última curva e entram na reta final com Gerry e Wilboard disputando focinho a focinho e Aulay tentando uma recuperação aumentando as pedaladas de sua bicicleta de sete rodas... Aulay sente cãibras insuportáveis e atira-se ao chão, sendo prontamente atendido por Balancê que lhe aplica um... hhmm... nossa, como vou dizer isso... rapaz de sorte esse... Gerry e Wilboard observam a cena e aceleram ainda mais tentando a primeira colocação, Gerry joga seu dragão contra a grade de proteção, que bate de volta e atinge o jockey Wilboard, derrubando-o e dando números finais a corrida...

...

não... é incrível, emocionante, histórico... Balancê coloca os três nas costas e carrega-os até o disco final... eles vão chegar juntos agarrados a ela fazendo... fazendo... bom, eu não tenho como dizer isso também, mas ela grita e geme feliz e lentamente eles chegam a linha final para delírio da torcida que atira bolo e as roupas pra dentro da pista e começa a... nossa, na arquibancada??? mas que loucura, isso é uma org... e eu aqui em cima sozinho... EI, ESPERA AÍ QUE EU VOU DESCER TAMBÉM... TAMBÉM QUERO...


Wilboard - 20/05/2003

b15-a

desde que me conheço por gente tive o mesmo guarda-roupa. já demolido e tomado de cupins, foi abandonado hoje, com a chegada de um novo[-usado hi-quality real wood 3 de 5 portas toca-fita c/ entrada pra ipod] herdado de Tatjana. fiquei olhando pra relíquia na calçada um instante, antes do carroceiro começar a carregar. todas as roupas que vesti estiveram guardadas ali.

FILHO da puta.

sempre odiei aquele guarda-roupa cretino minúsculo com um maleiro de portas cadentes e chaves desnecessárias que giravam em falso só abrindo por loteria. cabideiro e três prateleiras. uma vida de bagunça em três prateleiras. uma pra meias e coecas, outra pras camisetas e a de baixo pro resto. não sei como é que eu e a minha irmã dividíamos aquele troço na infânça.

vai-te sem nostalgia.

~.~

camarada do comércio informal de frete & montagem - gurizão - ficou fascinado com um dos quadros da sala. "mí-lês dá-vis". ele passava e não conseguia não olhar pra figuraça do negão, tocando trompete. dei um dos meus cds pra ele. uma coletânea do Miles em cd-r. [ahm. a maioria dos meus cds de jazz são cd-r's. do mestre só tenho o Kind of Blue e o Bitches Brew.]

~.~

agora eu tenho tanta gaveta que eu posso ter DUAS gavetas de meias e DUAS de kwecas. eu posso plantar torresmo hidropônico em uma e criar minissauros noutra. eu podia até descer no lixo e buscar as 50 fitas cassete que toquei fora - junto com uma carcaça de 486 [desktop] e uma pilha de apostilas do senac e três dúzias de vip e playboy que jaziam na última e persistente caixa que nunca foi aberta nestes anos todos desde que usada pra transportar tralhas quando la famiglia se desfez e eu vim para o cafofossauro do petrópolis. eu podia encher gavetas com elas. eram 50 porque outras 400 eu já tinha passado adiante, ou eliminado, nessa mudança. ficaram meia dúzia de raridades. nas 50 do lixo, só raridades também, mas de quase seis anos atrás, num tempo onde nem tudo se encontrava na internet. eu desenhava os logos das bandas nas caixinhas, com listagem das músicas, nome do disco e ano.

tem momentos em que eu sinto falta do barulho do toca-fitas, falei disso há um tempo atrás. mas a verdade é que, se falta o lúdico, mp3tags e last.fm são um conjunto bem mais prático. e neurótico.

~.~

tive que mexer na disposição dos móveis do quarto. tudo estranho. agora vejo o mural nas minhas costas, pelo espelho do guarda-roupas. espetáculo esse guarda-roupas.

~.~

meu apartamento parece um brique. vou botar plaquinhas "todos os objetos deste local estão à venda".

eu gosto dele assim. esse clima zona autônoma temporária. eu devia pichar alguma coisa nas paredes.

o que não significa que eu não o encheria de móveis como O Narrador de Clube da Luta se tivesse grana pra isso.

~.~

eu preciso comprar uma cadeira decente, porque essa tá demolindo com as minhas costas.

~.~

se eu começar a ficar reflexivo demais porque vou fazer 30 daqui a duas semanas e meia, me agridam.

bam paf zim

depois de tantos anos nessa indústria vital, o meu login na verbeat morreu. ééé. só o meu. faz uns dias. erro 500 na cara. esperando um log de http pra tentar descobrir quem foi que mexeu no meu queijo inferno. acessando o condomínio de forma indireta, escusa, indigna. clonado. tiagón2.

não tenho mais nenhuma paciência pra ficar desbravando códigos, erros de servidor e tabelas de mysql. não com tanta verbeatice bem mais importante à volta.

a sorte do povo verbeatnik é que existe um Gejfin pra reagir com sua dose de autismo típica. nessas horas eu volto a ter 5 anos de idade e fico furiosamente cego porque isso *não pode* acontecer e bah, o botãozinho "cancelar hospedagem e explodir até o último bit de merda" ficou me olhando, provocando, dizendo vem, clica, viadinho. se não, eu te ganhei. a sorte é que eu ainda não sou um psicopata completo.

~.~

eu nunca esqueci daquele juiz aposentado que matou um computador da polícia com cinco tiros. "'Pronto, matei o computador porque ele estava trabalhando para os bandidos.' (...) Mais calmo depois do episódio, o advogado disse não se arrepender de ter 'matado o computador'. Ele condenou a burocracia da polícia em concluir um inquérito que se arrasta por dez anos. E comemorou: 'Lavei a alma do povo brasileiro'".

~.~

o que nos leva, como sempre, ao favorito The Big Lebowski.
"Well, they finally did it. They've killed my fuckin' car."
donde fechamos, espumando, com a contagem de f-words no clipe abaixo.

chegou nos headquarters de bereteando ação promocional da espalhe pra coca zero. no kit veio camiseta, caixinha de jóia com um piercing e um VALE-FURO. (veja imagens aqui no bloguerreiros)


clicar para ver a galeria


fiquei olhando o flyer/cupão, e mais de uma vez, pra ter certeza do que eles me diziam. é isso mesmo? o marketing já tá furando língua?! agressivo e ousado, sem dúvida nenhuma. com quem comentei sobre a ação recebi espantos. eu achei meio, hm, pesado, assim como o visual da campanha atual. refrigerantes extremos, o show? mas, trabalhando com popragandhis eu também, não pude deixar de sentir uma pontinha de inveja pelo cliente que disse amém pra maluquice inovação. sair furando a marca na língua é, do ponto de vista criativo, bem legas.

tá, e o furo, lombardi? bereteando avisa a mãe que não, não vai fazer um piercing na língua, porque gosta dela assim lisinha mesmo (a língua, não a mãe). donde surge a promoção

GANHE UM FURO NA LÍNGUA repassado por bereteando!
• mande um e-mail para bereteando arruêba gmail.com
• dizendo porque diabos você quer fazer um piercing na língua
• respostas com nonsense levam vantagem
• data limite: terça, dia 04 (que a perfuração vale até o dia 08)
• sim, limpinho: a colocação rola no edu tattoo, que é dos decanos estúdios de porto alegre
• a contrapartida da promotora: tem que tirar uma foto com o piercing da coca zero, que também fica de presentch (veja galeria clicando na foto acima)
• só vale pra turma de porto alegre/arrabaldes e acima de 18 anos
• participe?

~.~

cada uma.

estresse pré-férias // ktfaftk*

(porque todos já foram rotulados, é só escolher na prateleira. pré-férias, pós-férias, estresse intertemporada, estresse de outono, estresse de atravessar avenidas mal-iluminadas cujo nome começa com uma vogal, estresse agora! yeah etc)


a culpa não é do ledger, nem do tourinho, nem da dora bria. a culpa é da porra do meu mau humor mesmo.

a verdade é que falta show de punk rock em porto alegre.

*keep the fuck away from the keyboard

da espontaneidade

saudades dos tempos em que blog era apenas um bando de gente espalhada pelos cantos, tentando descobrir pra que servia aquela ferramentinha nova e maluca. saudades de sair a navegar blogroll a blogroll cavando novos cronistas escritores poetas e artistas gráficos fotógrafos e dicas de cozinha e mecânica. e amigos. tinha espírito de coleguismo sem que ainda houvesse a noção de competição. o espírito "faça-você-mesmo", punk, diy, viração, enjambre, tosco graphics, sem burocracia, sem institucionalizar. sem ser blogosfera de resultados. apenas pelo simples haver.

a aura de Benjamin, ah? não. a aura do coletivo amador. a nuvem wiki sem um plano. o agrupamento de momentos em texto. a redescoberta da palavra. havia tanto a ser dito e era simplesmente porque queríamos dizer. a motivação era o desejo de compartilhar.

saudade dos tempos em que eu me sentia uma pessoa diante de um blog, e não um número ip, clique aqui. vai tudo ficando cinza à volta e eu me volto pra dentro de mim mesmo. porque toda crítica com um travo de nostalgia é uma crítica a si mesmo, e eu também saudades de um eu que pensava menos antes de tirar palavras do lugar e abraçar nonsenses e verter sem espelho. institucionaliza-se e parece que até é num piscar de olhos que de repente há o código, e a norma, e a boa prática, e o Direito, e o plágio, e as obrigações, e a necessidade, e o controle de tráfego, e a máquina, e as engrenagens, as engrenagens. mas que falta que eu sinto de espontaneidade, aqui e aqui dentro e lá fora. em tudo, e ultimamente, também nos blogs.

mt4 upgrade status

e vamos quicando com o movable type versão 4.

o frio na barriga maior - atualização de tabelas no banco de dados - foi suave e parece que tá tudo no lugar.

mas como nunca pode ser tão simples, pelo menos dois problemas surgiram:

• agora o Scode (o plugin de código de verificação dos comentários) não é mais plugin, e sim embutido no sistema. e o upgrade não mexe nos templates. ou seja, abre template, troca tags, rebuild.
• alguém resolveu que CSS é padrão pra tudo e aí os templates simples e cumplidores html já não prestam mais e, por exemplo, arrancaram comentário em pop-up e tem que fazer matraquices diversas pra ficar minimamente funcional.

se fosse num só blog, era coisa de meia hora. como são vários, o Gejfin tá guaribando aqui e ali entre um emprego e outro. e a Olivia ajudando e descobrindo as coisas bem mais rápido, porque o Gejfin "mexe". "vou mexer ali enquanto tu faz isso aqui pra mim, ó, que daqui a uns quinze minutos eu "mexendo" descubro uma coisa mais legal e certa do que essa e que vai transformar tudo o que tu vinha fazendo em inutilidade". e a Olivia faz um passo-a-passo que diz "tem que tirar o javascript", mas e eu sei onde que ele fica? e eu fico possesso e só não mexo também porque da última vez que eu fiz isso deixei a Leila três dias sem template. porque eu demorei dez anos pra entender a lógica do html e de repente tudo tem que ser css que é um troço que não tem nenhum sentido lógico e que fica escondendo as coisas de quem tenta usar. porque é uma maldita conspiração pra complicar um troço que era simples e racional e por isso vinha se popularizando e até um tech-arigó que nem eu podia fazer as coisas, como esse meu template toscker, por exemplo.

mas o Gejfin anda no modo autista e a Olivia diz 'relaxa, viu como é fácil'. então eu fico aqui, com chave de boca e alicate e caixa de ferramentas a tiracolo, procurando alguma coisa pra que eu possa consertar com martelo e prego, porque lá em casa o pai resolvia tudo com um preguinho amigo.

acho que a vida anda

penso que cumprir a vida seja simplesmente
compreender a marcha, ir tocando em frente.

porque ler (aqui ou principalmente aqui) Bruna Beber é que nem ouvir música.

artes que entendem fazendo sinapses brilharem e aberçarem-se e a gente também.



cause sometimes i feel like a man that has two broken legs.