empilhados na categoria (?) sintaxe

share da twitta' luv

curto bastante a funcionalidade de favoritar (alô, Gabi!) marcar como favoritas suas mensagens preferidas chegando no twitter. mas, tirando o aspecto lúdico da coisa, não via muita utilidade - até que O Primo fez esse post aqui e eu capisquei, mas claro, fazer posts e compartilhar o joio! seja lá o que "joio" signifique. vai ver é mirra.


twitfaves1
twitfaves2



no twitter? siga @funeraria, @renmero, @oprimo, @raquelcamargo, @s1mone, @trasel, @yasminmedeiros, @moeribeiro, @lent, @solonbro, @nyex, @twittgenstein, @dpadua, @andrepase, @vivaexe, @jeffjarvis, @eduf, @fredleal, @aldurin (bônus), e @bereteando, porque não, né, pô.


e sigam também @exucaveiracover, lobby mor pra que eu entrasse na bagaça, e homem-cuspe-na-cara sem meias palavras, e @gabizago, que é a mestre verbeater no tema, vide a tag twitter em seu blog.


e principalmente sigam @luciamalla. que as #mallices são deleite diário para curiosos da natureza como eu. e Lucia Malla, se sabe, é ôtoridade no tema, nessa socialnetworkosfera (caploft) que construímos de dez em dez centavos.


~.~



hein? o trigo que é a parte boa? nunca fui muito religioso, mesmo.

mais[s] media d'houtrora

Correio do Povo, 9 de maio de 1908

Obitos - Na Santa Casa, foram hontem registrados nove obitos. As causas mortis foram: tuberculose pulmonar, febre typhoide, entero colite, febre purperal, cirrhose hephatica do figado e dois sem assistencia medica.
Objectos achados - acham-se depositados em nosso escriptório: um par de oculos, encontrado pelo sr. Ramão Alvôres; uma bolsa de couro encontrada por um padre, no Campo do Bom Fim; uma luva de pelica, que o tenente Julio Pacheco de Assis encontrou, ante-hontem, á noite, á rua Duque de Caxias.
Notas policiaes - Hontem, ao meio-dia, no predio n. 28 da rua General Paranhos, Lourenço Candido da Rosa travou luta corporal com sua amasia Felisbina Pereira dos Santos. Esta arremessou-lhe um ferro de engommar, ferindo-o na cabeça. Os contendores foram presos pelo agente n. 67 e conduzidos ao 1° posto.

a Zero Hora tem uma seção chamada "Há 30 anos em ZH", trazendo evidentemente as notícias daquela data.
o recentemente repaginado Correio do Povo, agora sob domínio do bispo nefando, contra-ataca com uma nova seção: "Há um século no Correio do Povo".


né? que o acefalismo grosseirão de O Aprendiz vai dar DOIS BEBEBÊS de prêmio.
estratégias.


entre pica-paus e maragatos, Breno Caldas, que fundou o diário em 1895 - aos 26 anos -, escreveu no primeiro número: Este jornal vai ser feito para toda a massa, não para determinados indivíduos de uma facção.


faz tempo. se é que hôuve.


por esta seção, voltarei a ter motivo para ler o jornal - que abandonei desde a compra pela igreja universal. que essa memória é fascinante.

~.~

em tempo: tem noção de quanto pesava um ferro de engommar em 1908? ferro fundido, cara! e se estivesse usando no momento do arremesso, ainda tinha os estilhaços de brasa colaterais. arma branca, junto com o rolo de massa.

classificados para 28/05/2003

The Blarney Stone

The word "Blarney" has come to mean nonsense or smooth flattering talk in almost any language. Tradition says that if you pay a visit to Blarney Castle in County Cork and kiss the Blarney Stone, you'll receive the gift of eloquence and powers of persuasion, a true master of the "gift of gab."


leprechaun03.gif


VENDO

Aparelho de som 3 em 1, com decodificador de assobios, detector de quilates e cinzeiro. Toca elepê, fita cassete, tronco de willow e rock and roll. Vem com limpador automático de mastroiannis temporários. Em bom estado. Mando a flanelinha original junto.


Gerry


~.~


COMPRO

Anúncio de classificados, em bom estado, com no máximo 5 linhas, um destaque em negrito e bem recortado. Qualquer marca, modelo, seção e tiragem, desde que seja de domingo. Paga-se em ouro. Anúncios que foram grifados em verde-limão terão avaliação especial.


Aulay


faz quase um mês e eu esqueci de postar no blog. vergonha completa.

saiu matéria sobre o all your gardening needs na revista O Grito!.
e não apenas um texto qualquer - mas um texto de Joana Coccarelli. resultado de uma entrevista realizada em setembro. na pauta, música ambient, o projeto, e nuvens carregadas de eletricidade.


(os links aqui na sidebar são cortesia da casa. pode ir lá escutar e/ou baixar, é radioheadware, qualquer hora dessas tu me paga uma cerveja. ou melhor, eu te pago uma.)

galinhagem à parte,
muda os espaços de qualquer um.
vocês deviam tentar, também. depois me contem!

que e.e.cummings só não é o maior porque houve Tzara, mas os dois estão ali, juntinhos, os mais de todos da poesia, abraçados a uns franceses malucos e um Chinaski aí.


she being Brand

she being Brand

-new;and you
know consequently a
little stiff i was
careful of her and(having

thoroughly oiled the universal
joint tested my gas felt of
her radiator made sure her springs were O.

K.)i went right to it flooded-the-carburetor cranked her

up,slipped the
clutch(and then somehow got into reverse she
kicked what
the hell)next
minute i was back in neutral tried and

again slo-wly;bare,ly nudg. ing(my

lev-er Right-
oh and her gears being in
A 1 shape passed
from low through
second-in-to-high like
greasedlightning)just as we turned the corner of Divinity

avenue i touched the accelerator and give

her the juice,good

(it

was the first ride and believe i we was
happy to see how nice she acted right up to
the last minute coming back down by the Public
Gardens i slammed on

the
internalexpanding
&
externalcontracting
brakes Bothatonce and

brought allofher tremB
-ling
to a:dead.

stand-
;Still)

desejos de segunda

ser o riff de guitarra dessa música. fechado?


essas melodias não se ouvem mais hoje? só diluídas em açúcar e pop/emo?
que Sonic Youth veio nos 80 deixar o rock garageiro e noisy, e Polvo, na década seguinte, tirou um pouco do experimental-"faixa de 12 minutos" e investiu nas linhas de guitarras, belíssimas e intricadas. isso acaba funciona comigo. make it beautiful, and make it complex. não me dá de mão beijada. me deixa chegar, apreender e conquistar. de uma forma que jamais foi compreendida, porque cada ouvido capta com seus amores e humores.

só achei esse clipe (e uns ao vivo) no youtube. primeira música do primeiro disco. tinha muita coisa pra acontecer e muito a desbravar, mas a alma tá aí. com todo climão de segunda-feira, lembrando vida debaixo da cortina de areia.


all curled up just like a scare that a candle lit
all prepared to take the high chair
and i'll swear it doesn't matter where i sit
when there's something to compare i'll get on with it
or admit there's really nothing there
i should remember where that fit

i remember you were thinkin it was something i said
to your friend
it was a compliment
my mind was in the gutter now and then
they will walk away the night in the civilized air
so come on and put your cards in
maybe on the second try you'll win

all curled up inside a basket
i don't know
should i ask if i can watch it go backwards
and see it shine

sexta, abram-se espaços

les ondes silencieuses

e foi novamente acossado por uma insatisfação grudenta, pegajosa, tanto enfaro, tanto limo, resmungou em silêncio e serviu um copo de uísque. sentou na borda da cama pra beber e teve uma vontade idiota de chorar. e chorou mesmo, porque seria muito mais estúpido ficar tremendo beicinho. chorou com raiva, secou a bebida, e saiu bufando pela porta.

taís não moveu um cílio. fumava, devagar, esperando por algo diferente. era a quarta vez seguida em que ele tinha uma crise depois do sexo. na terceira ela já começou a dar pra outro cara, porque era prática e não queria se deixar crescer em gente atormentada.

vestiu-se sem pressa, para dar distância a pedro. as botas estavam embaixo da cama; no resgate ela espirrou e ficou com o nariz trancado. o apartamento estava abafado e sentia sede. pensou em suco de laranja. coçou o nariz em frente ao espelho e ajeitou o cabelo. estava triste. estava com um olhar triste. não gostava disso. gostava de pedro.

ele a esperava sentado na calçada e ela pensou em suco de laranja com vodca. abaixou-se e abraçou-o por trás, colando o rosto no dele sobre seu ombro. ficaram assim por instantes. a madrugada só tinha o barulho da lua. levantaram-se, deram as mãos, taís sorrindo, pedro taciturno. abraçou-a, mudo. taís enfiou os dedos em seu cabelo e fechou os olhos.

ela de braços cruzados sobre a bolsa enquanto caminhavam, pedro com os braços soltos, jaqueta de couro pesando nos ombros. as palavras lhe soterravam a cabeça baixa e amontoavam-se no peito, apertando como uma morsa. a garganta forrada de concreto. taís queria que ele dissipasse. mas sabia o que ele sentia, também sentia, procurava não dar atenção. o confronto, ah, sempre invencível. nas frestas entre os prédios altos à volta, estrelas. ao menos estavam ao ar livre. o orvalho deixava a noite leve.

–– tu não precisa me amar.
–– eu quero te amar.

porque todas as palavras já haviam sido ditas, e isso muito antes deles não dizerem nada. e então só o que restava eram as sensações que acabavam por confundir-se. também pela falta da definição que as palavras trazem. pedro vinha de pescoço retesado, tanta coisa sem sentido atravessada pra sair, sem sopro, como dizer tudo. o que não se sabe classificar. caminhavam na mesma passada, as pernas lado a lado, como sincronizadas. a respiração dela mais alta que a dele, difícil. a noite grande demais de repente e um silêncio que dói tanto quanto qualquer frase. ela de olhos marejados, arrastando as sandálias, diminuindo o passo. abraçam-se como se a osmose pudesse desfragmentar a angústia.

voltam pra casa. deitam-se de janelas abertas. faces unidas em silêncio, taís com o queixo apoiado no ombro de pedro, conectando bochecha. cultivando aquele quadrado sensível de toque como fosse a única esperança de conquistar a compreensão. sem movimento. sem mente. sem interferências. apenas concentrados na sinceridade imaculada do calor daquele pedaço de pele.

vendavais de novembro

porque será que tanto venta em dia de Finados? desde que eu me conheço por gente que o ar sopra louco e forte nesse feriado. aqui em casa é um horror, porque as persianas ficam batendo, e isso me irrita. será que os mortos resolvem chorar ao mesmo tempo, e por isso produzem uma brisa transtornada? ou é uma mensagem da natureza, nos alertando sobre a fragilidade da vida? hein?

–– fernanda, tu já vistes Finados sem vento?
–– ih. nunca. é sempre desse jeito.
–– tu vai no cemitério ver tua mãe?
–– não. fica tudo cheio demais hoje. e é bobagem. prefiro ir no aniversário dela, daqui a quinze dias. é mais tranqüilo, e, de qualquer modo, ela não vai sair de lá. ela espera.
–– eita, que piadinha sem graça.
–– ai, deixa de ser sensível. saco.

até hoje nunca perdi ninguém. não cheguei a conhecer meus avós, tenho poucos parentes e meu pais continuam firmes e fortes. por sorte nunca houve desgraça com amigo ou qualquer assim. não sei como vou reagir quando alguém próximo morrer, será que eu vou ficar chocado, será que eu vou chorar, será que não vou sentir nada? hoje os cemitérios estão cheios de pessoas lamentando copiosamente, vestindo preto e enchendo os túmulos de flores. depois voltam pra casa pensando naqueles que foram e quando será a sua hora. e então requentam pedaços do churrasco de meio-dia para o jantar e vão dormir com a sensação de que não aproveitam a vida como deveriam.

–– fernanda, tu achas que aproveita a vida?
–– que papo é esse, agora.
–– responde, pô. tu não pensa que, sei lá, daqui a pouco pode ficar velha e morrer sem ter feito tudo o que tinha vontade de fazer?
–– vem cá. tu tá afim de me largar, é isso. acha que tá jogando a vida fora ficando comigo. tá pensando que devia ficar solteiro, vadiando pela noite. crisezinha. é?
–– quê? fernanda, deixa de ser boba. é uma pergunta simples.
–– esse teu papo tá muito estranho. não tô entendendo nada e não tô gostando!

o que será que acontece quando a gente morre? será que apaga tudo, fica escuro? ou ficamos flutuando, olhando o próprio enterro, esperando chegar a hora de São Pedro passar a régua e fazer as contas? ou, pior - será que tudo termina e a gente não existe mais em lugar ou jeito algum, simplesmente acaba? isso parece muito injusto. tanto tempo pagando o consórcio do carro e de uma hora pra outra, puf. tudo desaparece. compra o carrinho pra poder levar a gatinha pra passear e então puf de novo. acho que é por isso que as religiões atraem tanta gente. paraíso e reencarnação são coisas boas pra ser pensar quando se está morto.

–– fernanda, tu acreditas em reencarnação?
–– ah, vai pro diabo que te carregue!
–– porra, mas como tu tá sem paciência! não quer conversar comigo porquê? prefere ler o jornal a conviver comigo! tudo o que eu falo te incomoda, a gente briga toda hora sem motivo, hoje tu nem gostou do meu empadão, a economia desse jeito, tanta guerra no mundo e eu aqui, pensando sobre a vida e a morte, e...
–– amor, olha pra mim. isso. dá a mão. pronto. olha só, lembra que amanhã eu termino o tratamento? pois é. o funguinho já tá indo embora e amanhã a gente já pode transar de novo. só mais hoje, tá? não fica assim. é o último dia, prometo. me dá um beijo.


não agüento mais esse maldito vento batendo nas persianas.

pois é puro RETARDO o que me corrompe: vou ter que comprar o TERCEIRO teclado esse ano. foram uns cinco acidentes nesses dez meses. saldo de três copos & três teclados, com injúrias graves, num montante de cinco ocasiões. ao todo, que eu ainda não trabalho com três teclados ao mesmo tempo.

(quando eu fico possesso, lembro dos meus tempos de técnico em informático, assim com 'o' mesmo. eu era técnico de computador quando era informático, ainda. e o teclado do meu primeiro PC custou um salário mínimo.)

aliás, ele é o único que não foi pro lixo. tchamo teclado de backup de estimação com teclas de 8cm de altura e adaptador ps-2.

~.~

se sexta-feira próxima, de tardes, der um alívio no trabalho, compareça pois a uma jornada mucho louca pelo mundo da música com Bereteando! Ian, resenheiro do MetalReview e comparsa de last.fm promove mais um de seus livebloggings - dessa vez, comentando a mixtape desse blog que com esforço digita.

a função é, basicamente, ouvir, comentar e vencer. expandir horizontes musicais é ganho certo.

a tracklist trago cá, que me flagelou dias e dias e mutou vezes até consolidar-se. o intuito: uma jornada de não-linearidades para uma audiência que conhece bastante sobre música, escuta todos os gêneros possíveis e, como eu, tem como base o metal. donde evitamos de forma intencional o mainstream e mesmo o mainstream do alternativo, e levamos algumas camisas da seleção na bagagem, a saber:

01 OXES - Riki Creem Calls This One "Chivas Regal" (alt/math rock)
02 Zozobra - Kill and Crush (sludge)
03 Atheretic - Nature Laughs Last (brutal/technical death metal)
04 Drums and Tuba - The Horse and the Tree (post rock)
05 Sweep the Leg Johnny - Only in a Rerun (math rock)
06 Marumari - Baby M (electronica)
07 Duofel - É pra Jards (jazz)
08 Poema Arcanus - Winds of July (doom/death metal)
09 Hermeto Pascoal - Viagem (jazz/avant-garde)
10 Negativa - Rebellion (technical death metal)
11 Behold... the Arctopus - Exospacial Psionic Aura (avant-garde metal)
12 Radian - Rapid Eye Movement (post rock/electronic)
13 Graforréia Xilarmônica - Baby (alt rock)

eu evidentemente poderia aqui ficar falando horas sobre tudo o que cerca a escolha destas faixas, os muitos gêneros escolhidos, as transições, etc. mas faço aos poucos, e na sexta, 16h de Porto Alegre com horário de verão. os arquivos vocês acham . o liveblogging é em inglês, mas se houver quórum podemos fazer o mesmo em português aqui nos comentários do Berê. pronunciem-se, e se adequado, haveremos!

~.~

e já começou, ele. feliz natal pra todo mundo.



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