2008 foi um ano que passou voando, a não ser quando analisado no quesito futebol. foram tantas rodadas do Grêmio na liderança e elas ficavam ali, se multiplicando na minha frente, semanas e mais semanas, ao invés de acabar de uma vez e pronto.
os aplausos em pé durante longos minutos, ao final da partida dessa tarde -- cuja rodada decretou o São Paulo campeão, e o Grêmio vice -- demonstraram bem a disposição da torcida: satisfeita com o time. as expectativas foram superadas em muito. Celso Roth, vaiado durante meses, conquistou vaga à Libertadores com folga; brigou até o último jogo pelo campeonato.
também é vero que, dos momentos em que vacilou, bastariam que apenas dois fossem vitórias para que estivessemos comemorando um título hoje. é claro que esse detalhe não conta nada, senão pra que se possa apontar o que não se deve fazer ali adiante. perguntava-se quanto tempo o Grêmio iria durar na série de vitórias que o manteve líder; foi mais longe, terminou o primeiro turno em larga vantagem. essas duas vitórias que faltaram - Figueirense e Goiás em casa, pra nem exigir epopéia - talvez tivessem sido conquistadas por um time que joga há mais tempo junto e tem formação mais solidificada. ou, exatamente como fez o São Paulo no segundo turno - time que tem base formada há pelo menos quatro anos.
a renovação do Roth e os contratos mais longos realizados pós-Pelaipe (ex-vice de futebol) com os jogadores devem garantir que se possa manter a equipe; hoje se especulam duas baixas - Felipe Mattione, que estaria vendido e sairia após a Libertadores (vai ser jogador de seleção se não parar na Letônia) e Rafael Carioca. sim, URGE uma renovação no ataque, concentrando todo o dinheiro possível nessa área, porque a incerteza do gol é uma cousa muito triste e que ronda o Olímpico há tanto. mas acho que começamos 2009 bem; e depois do que foi possível na Libertadores do ano passado, dá pra sonhar, dá sim. até que o campeonato comece, pelo menos.
é evidente que eu acho o título do São Paulo um saco. além de ser um combo do pila do time mais rico do país, coroa o Muricy, que é um tipo que não me desce desde os tempos em que habitava Porto Alegre.
mas a civilidade da fórmula de pontos corridos não permite dúvida e vence aquele que foi mais capaz. o espaço pra injustiças é mínimo, se não desprezível. (a não ser que você seja o Corinthians, e vai ter o campeonato mais inesquecível da história pra sempre por causa da imundície.) donde parabéns aos campeões, apesar do muricy, da diretoria aética, de alguns jogadores mascarados, de alguns torcedores insuportáveis. deve haver, os merecedores. a eles.
ao time do Grêmio, o meu obrigado por 2008. apesar do início ruim, foi um ano bom, e tranqüilo, nos gramados. te saístes valoroso e por isso a cidade toda vai estar pintada e vestida de azul, preto e branco amanhã.
como este post deve encerrar as atividades futebolísticas de Bereteando este ano, fica também um feliz natal aos co-irmãos colorados, e um péssimo ano novo. não será inserida nenhuma piadinha em relação à SULA porque, em verdade, não existe espaço pra nenhuma; apesar de um Brasileirão medíocre, jogaram o que realmente podem na competição sul-americana, e a conquistaram com propriedade. que intolerância é uma merda, e o que o vivente muitas vezes não compreende é que se tu não puder reconhecer a vitória do teu oponente, não vai poder reconhecer também a tua.
lamentando o Flamengo fora da Libertadores - e a inclusão do Luxemburgo, a seleção do campeonato, para este atento blog, forma-se:
G: Victor (Grêmio)
L: Vitor (Goiás)
Z: André Dias (São Paulo)
Z: Réver (Grêmio)
L: Kleber (Santos)
V: Ramires (Cruzeiro)
V: Hernanes (São Paulo)
M: Ibson (Flamengo)
M: Alex (Internacional-RS)
A: Keirrisson (Coritiba)
A: Borges (São Paulo)
Treinador: Celso Roth
numa nota relacionada, eu gostaria de dizer à sra. governadora yeda crusius e o sr. prefeito josé fogaça que não fui ao Olímpico hoje pela falta de segurança. prometi à minha mãe que não ia, pra não correr risco de tomar tiro na saída do estádio. e se a minha mãe não se sente segura, é porque vocês não estão fazendo o suficiente. aliás, não estão fazendo NEM PERTO. ou ainda, que tal admitirem que não tem feito NADA e começar do zero, então, que tal, alguma coisa QUALQUER, hein?
valeu, Celso Roth.







