empilhados na categoria (?) resinas

waiting to follow through

que desde ontem eu venho repetindo ad infinitum o refrão de Stained Silver, do Cave In - e nem tanto pelo que diz, mas pelo que toca; a harmonia é fantástica e tem conversado terrivelmente comigo, num momento em que me sinto intraduzível. aí fui cavar alguma gravação ao vivo da faixa; nádaras - à exceção desse clip de 30 segundos, tosqueiro, e que traz provavelmente o pior stage diving de todos os tempos.


por um lado. pelo outro, é bonito demais. azar do mundo.


*Cave In, aliás, é recomendado - especialmente pra quem gosta de Foo Fighters, ou escuta indie rock mas acha que eles podiam demonstrar um pouco mais de vontade pra fazer música. o clipe abaixo é da música Inspire, também do álbum Antenna, meu preferido. tem guitarras stoner, melodias intensas e generosas doses de carisma. e refrões grudentos, esteja avisado. tem quem diga que a banda merecia mais atenção da mídia. por mim, deixa assim.


ler refresca // popeye já era


RIO DE XANEIRO - fev. 02: a equipe de bereteando descobre, entre as muitas receitas de ótimos tragos da drinkeria maldita, duas homenagens a verbeatniks! provavelmente.
lamentamos a câmera maldita. originais podem conter mais acentos.



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BORTOLEGRI - fev.14: bereteando confessa não ter tido coragem de provar o bolinho do SHEREEK.



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maquina do tempo

cientistas anunciaram hoje ontem uma das descobertas mais sortudas da paleontologia. uma 'múmia de dinossauro' - um pedaço preservado de pele, tecidos, ossos, tendões e ligamentos de um hadrossauro. "Dakota" (nome cretino) habitou a Terra há 67 milhões de anos. a.C.

SESSENTESETE MILHAS.


os dinossauros são a única coisa verdadeira de tudo que nos cerca.


imagem e fonte: national geographic

iron internet

a primeira vez em que assisti o Iron Maiden ao vivo foi vem 1992, no Gigantinho. foi um dos primeiros shows internacionais que vi - meses antes havia assistido o Sabbath com Dio na turnê Dehumanizer, no mesmo local.

e hoje, chega por rss isso.


em 92 eu tinha 14. um pulo de quinze aos numa fita que deve ter circulado muito por aí até chegar de volta nos ouvidos.

internê.

divertido, isso.

o sol contra meus olhos

desde longe o barulho e o tremor de fora e no peito
boom bada boom no chão, de aviso
é o peso vergando sobre si
a acústica emudecendo sem ar
curvando quase esfera
condensistência

os troncos cinzentos e lentos, lentos
ribombando uma trilha de asteróides
e das ondas silenciosas de freqüência
a pressão que cresce labiríntica
vinda de todos os lados
condenxistência

os poros vertendo humores invisíveis
grudando na pele uma pele
de nanquim e petróleo secando
no ar gelado do movimento
acinzentado como tudo que vejo


e o que eu mais quero
são essas patas de elefante.




com Colleen. http://www.paperthinwalls.com/singlefile/item?id=742

iconoclasm sweeps cappadocia (¿)

primeiro elas vieram caminhando pelos cantos. uma, outra. tudo bem. a imparável força da natureba etc.

microformigas.

aí começaram a aparecer mais seguido. já em rotas menos secundárias; já esgueirando a beirada do teclado, correndo menos apressadas. trazendo as primas. passeandinho a procura de sabe-se-lá-o-quê as formigas procuram entre fios e plástico.


e agora não só caminham por tudo, inclusive por mim, como me mordem! mas que raio! não contente em atucanarem o suficiente, sobem no meu braço e mordem! e sempre no mesmo lugar, o que é mais estranho. elas curtem a parte interna do braço, bem no avesso do cotovelo. já levei umas quatro pinçadas ali.


vontade estranha de desenvolver antenas e sair por aí atacando estranhos.

carta aberta a Sérgio Bruno

pois que eu não tinha escutado ainda o Seu Jorge fazendo aquelas versões de Bowie pro Life Aquatic w/ Steve Zissou (que é um filme ótimo).

e "Rebel Rebel" virando 'zero a zero, agora eu vou/você deu mole então eu marco gol/zero a zero, você venceu/passe amanhã e pegue o que é seu' é tão bom que o sarcasmo está me impedindo de ouvir a faixa 2. muitas risadas. (erm, ^_lol_^.)

no próximo bloco, Zeca Baleiro faz versões de folk-embolada para The Clash. e então vai ficar tudo bem.

mas olha o que eu perdi em setembro do ano passado: uma pesquisa inglesa relacionando preferências musicais ao uso de drogas, hábitos sexuais e toda sorte de traquitanas.


• ouvintes de música clássica são os que mais usam maconha [e eu faria uma piada agora se alguém não estivesse com a mãe no hospital, força amigo!]
• cogumelos tem o maior uso entre adeptos de ópera [o que explica o meu ódio pelo troço - talvez nunca tenha tentado direito]
• nenhum fã de pop tem um phD [certo que não tem]
• entre as categorias pesquisadas, os fãs de rap mostraram-se aqueles que menos tendem a ser religiosos, a reciclar, a exigir fontes de energia alternativa, menos favoráveis à majoração de impostos por melhores serviços públicos e os que menos contribuem com o Serviço Nacional de Saúde. aí é que eu me revolto com a edição da notícia do daily record. enquanto outros dados estão espalhados na matéria, pinceladas breves em frases curtas, aquela lambida de release - vem um bloco assim, gordo, full of judgement and wrath, escroto. porque, engraçado; nem se deu o trabalho de mostrar as categorias musicais com a melhor taxa de participação nesses quesitos, só pra pegar um exemplo. e, ah, tem a viradinha na faca - novo parágrafo, constituído de apenas uma frase:
• além disso, são os com maior tendência a quebrar a lei. [tipo, bah.] pra quê fazer uma coisa dessas. [olha, fiquei tão brabo que esqueci de sair do blockquote.

] mas não era disso que eu queria falar. o pesquisador da universidade de Leicester, dr. North, agora trabalha num novo projeto - um mapa mundi dos gostos musicais ao redor do mundo. com página na internet pra participar, pode ir, e tal. 10 mil, a amostra. eu fui correndo fazer - é abrangente, detalhada, relacionando com aspectos psicológicos. e, claro que isso aconteceria, já tô procurando o e-mail do dotô pra criticá: depois de trocentos estilos ultra-regionalizados, o melhor que eu posso escolher como "estilo favorito" é rock/heavy metal? ou seja, se um pesquisado é fã de metal gótico - só pra pegar um exemplo bem aparente, assim - ou de punk, ou de alguém apaixonado por hard rock, dá na mesma, conquanto (isso tá certo?) não seja um fã de ZULU JIVE? ou SKIFFLE? ou kïrtanams, ou zouk, ou pancat, ou qawwaali, sei lá se eu escrevi certo mas não vou olhar de novo. caramba. se quiser me dizer que não tem diferença estatística entre fãs de death, doom, black e metal melódico, pesquisa, porque eu mal engulo com estatística, que dirá no chute!



tirando isso, deve ser do caralho trabalhar como pesquisador de psicologia musical.

não que importe

é, mas é do que jeito que dá. porque as coisas que se diz ficam vagando no ar como pólen, vagando, vagando, levitando eternamente como pêlo de gato, inerme à Gravidade, e enchem os poros da gente. grave mesmo é tanto grito solto no ar, vogando eleição e essas trutas todas, e dê-lhe pergunta vazia, de onde veio o dinheiro, yedinha privatiza o banra ou não, será que chove, etc. e do feito haja menção a plenar a mente de tanto grito de futebol, o leão chorando, o muricy que não cala a boca e o berzoini fritando. é tudo efeito do pleito que tá por vir e das bolas que batem na trave como ricochete de bala, como a do policial que matou o pitbull que andava solto sem coleira no condomínio. e a dona do cão dizendo que era mansinho, mansinho, que ficava brincando com o pólen no ar, e o paulo schmitt sem patroa pra relaxar em casa. tem tanta gente que merece um soco na boca, frase pra alavancar concordância de comentários. e desse jeito é tanto grito tanta coisa que nem dá pra ouvir os espirros direito, e enquanto eu fico aqui levitando eternamente em projetos de ano-que-vem, eu chego à conclusão de que o mal do mundo é o jornalismo, pára de me dizer o que pensar e tanta informação dá um nó na Gravidade e juro que tem uma hora que eu acho que o os blogs são o caminho do caos. caos como salvação, digo. porque não se conserta com Ordem ou ordem uma Ordem que já não faz mais sentido. e o pólen é líquido.

melhores trilhas

de horror, trash cult movies, spaghetti's & stuff, cheio de Morricones, Claudio Gizzis e... Goblin:

aqui no buchinsky. dicão de sexta-feira. imperdábel.

~.~

primavera = pólen = ATCHOO = argh, func, gasp.



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