empilhados na categoria (?) poesia

sedeniões cônicos

para 24 de março de 1978


era mais ou menos
três por quatro
dezoito vezes dois
nbp versus eu-você
amortização de quinze por cento
dois pra lá dois pra cá
torneio citadino de resta um

era mais ou menos
eh amiga 'dá-me dos'
centésimo de ano-luz
oitenta ção vinte ver sessenta aqui cem vergonha
era mais ou menos tipo minuteira de cozinha
calendário de folhinha
previsão do tempo cinco graus
noves fora

era tipo zero à esquerda
era três tigres tristes
era meia soquete
eram seis pras nove
taxa de glicose
quinta-colunas na ativa

e se olhasse mais de perto
eram nigelmansels na segunda fila a trezentos por hora
gessingers contando velocímetro só pra ver até quando a paciência agüenta
eram os dezoito do forte de copacabana
era uma nova primeira-dama
doze trabalhos de Hércules
Jesus aos trinta e três
dois a um
final de primeiro tempo
partida válida pelas quartas-de-final

era seis da tarde
sexta-feira-treze do sete de dois mil e dezenove
rua quinze de novembro número vinte e sete
um dois-quartos com suíte
e era como se fosse triângulo amoroso
entre quatro paredes
dois ponto-e-vírgulas
trepando de quatro

era mais ou menos
mais do mesmo

um mais um, ordinal cardinal
tudo regular
tudo por eu e noventa e nove
promoção no preço por quilo
era ingresso mais consumação
em noite de dose dupla

ou era seis seis seis, o número da besta
ou era qualquer outro número besta

era tudo pela geometria
raiz quadrada de n


mas depois mudou.

1. mas não essas coisinhas indie/folk/hype ou que tenham alguma cidade no nome.
2. que Black Crowes é bacana mas é meio chorado demais.

nebula - do it now


e tome fuzz nas cordas. essa sonoridade não envelhece nunca


cancer bats - pneumonia hawk


se não tivesse esse finalzinho emo-core o clipe seria absolutamente perfeito


wolfmother - woman


conheci hoje, dica do ex-pra-lá-das-areias-do-deserto e imortalizado no cargo de gande pai verbeatnik Renato K. grudou nas guampas


~.~

no próximo bloco, como acalmar crianças com o vídeo de uma casa explodindo.

que e.e.cummings só não é o maior porque houve Tzara, mas os dois estão ali, juntinhos, os mais de todos da poesia, abraçados a uns franceses malucos e um Chinaski aí.


she being Brand

she being Brand

-new;and you
know consequently a
little stiff i was
careful of her and(having

thoroughly oiled the universal
joint tested my gas felt of
her radiator made sure her springs were O.

K.)i went right to it flooded-the-carburetor cranked her

up,slipped the
clutch(and then somehow got into reverse she
kicked what
the hell)next
minute i was back in neutral tried and

again slo-wly;bare,ly nudg. ing(my

lev-er Right-
oh and her gears being in
A 1 shape passed
from low through
second-in-to-high like
greasedlightning)just as we turned the corner of Divinity

avenue i touched the accelerator and give

her the juice,good

(it

was the first ride and believe i we was
happy to see how nice she acted right up to
the last minute coming back down by the Public
Gardens i slammed on

the
internalexpanding
&
externalcontracting
brakes Bothatonce and

brought allofher tremB
-ling
to a:dead.

stand-
;Still)

frankjorgeanas

ai, miga

se tu é depressiva eu também sou
não adianta vir com essa cara de quem comeu e não gostou
se tu é depressiva eu também sou
me dá mais uma noite e minhas olheiras dão de dez nas tuas

se tu é depressiva eu nasci há dez mil anos atrás
além de chata, tô enfarada, então me deixa em paz
se tu é depressiva eu comprei um terreno em Quintão
vou sentar na frente da cerca e esperar que a areia me transforme em duna

se tu é depressiva eu comprei um livro do Lama
se tu é depressiva eu já fui gótica de carteirinha
se tu é depressiva eu aprecio (na praça) arnaldantunes requentados

tá, e vai pedir outra cerveja ou vai ficar me olhando com essa cara triste?




fora os aforismos, tâmo na batalha

do Bom Fim à Glória
tem muita lomba pra subir




baratos pretextos pretéritos esperando o Guima cervir a serveja

eu queria ser baterista mas tinha vergonha de quebrar o pulso
eu queria falar francês mas achava bagaceiro fazer biquinho
eu queria fazer uma omelete com casca e tudo

eu queria ter segundas intenções numa terça-feira
eu queria ser engraçadinho mas tava todo mundo vendo Caldeirão do Huck
eu queria ser sortudo mas não tenho coragem de fazer uma rima em inglês

eu queria tanta coisa que não consegui por não ter lido antes um livro de autoajuda que me ensina e conjugar os verbos dentro de uma proposta positiva, pró-ativa, prafrentex e que programa neurolingüisticamente e a soma das letras do meu nome deu 3,14159 e a pedra é ametista e a cor, amarelo.

eu queria ser esotérico mas quando eu nasci tava faltando luz e o relógio do vovô tava embaçado.




pequeno tratado das grandes pequenezas

não fosse mentira, era verdade
não fosse o medo, era a idade
não seria triste, não fosse tarde

mas brabo mesmo é quando cai o parafusinho dos óculos.

psicoesia qvantica

depois de estourar a cabeça
na prensa da gráfica
e ver na chapa
gravados os meus miolos
como intestinos em Minion ou Garamond,

espaço duplo

descobri que a alma
é feita de esponjas
vermelhas com serifa

reproduzindo-se,
reproduzindo-se.

suspenso

porque eu não estou aqui
e ainda que porto alegre esteja de outono

as pás girando
aquele vento morno
as pás naquela lerdeza hipnótica
girando
lentas
brisa quente
suor em mim
camisa depen
durada na janela para
secar
quarenta e seis graus lerdos e a pele fritando
os pombos morrendo no ar de fuligem
queimando
a penugem suspensa
os prédios conseguiram deter
o vento que é ainda
menos que as pás
modorras amarelas de
gordura remando imundas
pesadas de poeira
lentas nessa aragem moscando
no zumbido do motor
calor de ouvido
e ali fora pequena da
qui de cima Por
to Alegre sol laranja
efervescente cegando
no brilho do vidro espelhado
do prédio da frente
lento
quente e árido como lavoura de tijolo
respirando terra
fuligem suspensa como mosquitos
zumbindo na brisa hipnótica
caindo nos meus cabelos
suados pendurados na
janela pra secar
eu de
pendu
rado na bei
rada da mu
reta os pêlos da perna molhados
espalhados pela janela
para secar
com o vento que
sopra lento e quente no zumbido
das pás girando lentas
lá fora Porto Alegre pe
quena morrendo em perspec
tiva tão pequena daqui tão
quente
cidade carbonizada suando
até a virilha
bêbada com a bochecha
vermelha cidade puta de rabo
quente e as pás remando eu suspenso a cabeça
lenta lerda
girando hipnótica
eu de
pendurado
o cérebro morno
remando
lento
os pul
sos suan
do dependurados para secar
suando as pás suando
lerdas suspensas
voando caspa
e pêlo de gato
parados no ar fuligem
poeira morna gru
dando na pele sua
da dependura
da para se
car
eu abraçado nas pás girando
lentas lerdas e mornas me
levando pra lon
ge daqui
eu abraçado nas pás do ventilador hipnótico girando lentas e me levando em modorra pra secar bem longe daqui
eu secando suspenso abraçado à poeira do ar hipnótico
eu bêbado de bochechas vermelhas girando lento
remando em mar de mormaço lento
em vôo noturno cidade pequena
girando hipnotizado lento
torpor feito ar pesado
eu e as pás girando lento
lerdo, lento.

: prólogo

De: Tiagón
Para: Gejfin

[chê... o que aconteceu ontem?]

RE: [a gente foi tomar uma ceva, e depois jogou sinuca.]

: há uma ligação telephônica.
o quórum aumentou. não serão apenas os cariocas. na dúvida, troco de tênis e faço a barba. sabe como é. hm. sabe? alguém sabe? tchu ru ru ru.

: Gejfin passa lá em casa tipo oito.
havia sede. temperatura agradável. atmosfera tranqüila. Gejfin começa a reclamar da fome. é um problema mundial, retruco. ele não ouve. não houve. hou, hou hou. e um dois e-

: chegar ao bar demora pra sempre.
efeito da sede. desvios. a Pics errada, na ida. o retorno nunca chega. a Pics certa, na volta. bump.

: o bar tem mesas disponíveis na área ao ar livre.
(todo ar deveria ser livre. lutcha pela libertad del ar!) e o vento sopra louco e lindo. as frôzinhas roxas caem por sobre nossas cabeças e roupas e tingem-nos de primavera. um momento de poesia. SOBE TRILHA BG das Quatro Estações de Vivaldi e eis-nos n'um commercial de sabonê Vinólia, se lhe apraz.

: idéias com camisetas.
primeira frase à mesa. o ambiente favorece e sinto-me propício à criação. me aplaudo. o Fundo Internacional de Fomento à Camiseta Criativa precisa nos apoiar. não posso esquecer a idéia.

: veto.
eu geralmente peço Original, e às vezes Bohemia. mas ontem o garçom passou e eu pedi: Serramalte. era exatamente o que eu queria beber. na verdade era praticamente ela que desejava me beber, espocou em minha voz com viço e certeza, tanta que até ignorei protocolo comumente respeitado de consultar o desejo da mesa. "Serramalte". aí Pics fez cara feia e resmungou alguma coisa sobre um colar, uma dor no molar, as saudades do mar e pediu uma Polar, enquanto eu olhava as luzinhas piscando. derrubaram minha Serramalte.

: mas finalmente há o que beber.
e Gejfin come pastel enquanto tenho problemas com mensagens de texto: envio-as para mim, repasso ao Gejfin, que me devolve. Pics faz ameaças pela primeira vez. Gejfin diz que o pastel é de gorgonzola. todos riem.

: oferto uma flôr a uma dama.
ela diz que vai colocar na agenda. eu acho sarcástico e respondo com uma grosseria. ela faz beiço e mastiga a flor. não, não. ela guarda a flor. (nota: flôr com chapeuzinho fica bem mais verão.)

: chegam os cariocas e W.
a mesa cresce. as crianças riem. o palhaço chora. é o fim do caminho. duas garrafas por vez. André, como de praxe, começa a apontar o banheiro dos funcionários. Tati-Rio fala "meninhoish" e eu sinto uma pontada no peito. Gejfin leva as mãos ao rosto. estamos em casa. W. se recusa a dizer o resto de seu nome.

: de quando as coisas começam a perder o rumo.
as garrafas sucedem-se. uma. atrás. da. outra. olho para a comanda. é pouco. perco os sentidos, mas eles voltam logo depois, ofegantes e inchados. noto que estou com dois olfatos e polidamente devolvo-o à moça da mesa ao lado, que reclamava da falta de sabor da sua torrada de peito de jedi com flôres roxas.

: propaganda de telefone.
a ala dissidente, formada por Tatjana e Ene, agrega Raq. recebo sms sortidos. "oi". "oi". "o". "oi". a pressão funciona e tento trocar de operadora no mesmo instante, mas a Vivo entra com recurso no STJD. mais mensagens chegam: Gejfin recebe um "ceta" e vence.

: desvio de faixa-etária.
entro na área ao ar preso e todos olham para as tevês. é um devedê. todos cantam junto e parecem hipnotizados. reconheço a música: Sgt. Peppers Lonely Heart Etcetera. olho da fila do banheiro para a tela e reconheço Sir Macca e o U2. uma menina dança.

: aromas.
havia um cheiro de alho e óleo que ia e voltava de temps en temps (sic). não localizo a fonte. há uma pizzaria metida a besta do outro lado da rua. observo o vento e as flores voando. pergunto-me se as flores que vêm daquela direção trazem em seus pequenos copos o aroma do alimento. então acho tudo muito besta e começo a cantar Roupa Nova. mais! que a luz! das estrelas! aaaaah!"

: e bestas mitológicas.
alguém fala em dinossauros. Pics oferece dragões. eu aceito. mais tarde, dragão tatuado no braço é considerado demodê, mesmo que seja um dragão chinês. proponho dezembro, Gejfin repassa para janeiro. marco zero pontos.

: tudo é metáfora pra vida
em algum momento, falo em cristal japonês.

: of how to prove a point.
decido usar o banheiro dos funcionários, pressionado por André. digo-lhe: 'ok, agora vou usar o banheiro alternativo'. uso-o sem fila e esqueço de fechar a porta. na saída, observo à esquerda giz sobre quadro negro em seta e frase: "wc alternativo". André marca três pontos e eu fico confuso. as pessoas riem de mim às escondidas.

: sempre ele.
alguém, em algum momento, fala do anticristo.

: link direto/vivo.
Tati-Rio fala do Jobi. há chôro e ranger de dentes. Gejfin, impaciente, pede que eu pare de ranger os dentes dele. André liga para Sérgio. (impressionante como os telefones participam.) existem ameaças. há teorias sobre agentes psíquicos. Gejfin recebe a informação de que estava certo, marca mais pontos e comemora com "é!".

: que bate bate.
chega Ana T., com seus olhos faiscantes. (parece que foi um problema com o isqueiro, regulado na chama muito alta.) Ana T. conta sobre encontro com Ana G. logo depois recebo mensagem de Ana L. minha visão fica hescura e há suor nas mãos. então lembro que ainda tenho outras 23 letras no alfabeto.

: Ana L.
primeiro ela quer comer pizza no domingo, depois oferece ajuda na faxina. menos, mãe. só a pizza tá bom.

: hup hup hup grade
três garrafas por vez. não é uma mesa, é uma massa de risadas e ternura, conversas francas e amenas, amizade e alegria. por causa disso, a SMIC multa o bar.

: quem vem lá, quem vem lá.
em algum momento chegam Lisi e Xanda. mais espaço na mesa. as flores impedem novas cadeiras. a moça de Vinólia passa esvoaçando e se desintegra numa nuvem de fuligem branca. decido lavar minhas lentes de contato.

: erro.
alguém decide fazer um sorteio de amigo secreto. Gejfin escreve os nomes num guardanapo, depois os amassa em bolinhas. a combinação "bolinha amarfanhada + papel finíssimo" faz com que eu destrua o papelzinho ao tentar abrí-lo. jamais saberei quem é meu amigo secreto. no dia marcado para a entrega dos presentes vou estar na Botswana.

: enquanto isso, na Terra-8.
Ana T. me ajuda a abrir o papelzinho. observo o nome. respiro: consegui. estou inserido. [link temporal: acordo hoje, todo sujo de suco de laranja, com uma cicatriz fosforescente no rosto e o papelzinho no bolso da calça. minhas membranas dóem.]

: link direto/dormindo
Rafa na Brasília recebe nossa ligação para saber quem é seu amigo secreto. mas é despertado e por isso decide que não tem mais amigos. todos gritam. faço observações amplamente criticadas, inclusive via telefone, sobre a baliza de preço do evento. só de raiva, decido comprar 50 reais em bolinhas de isopor com cheiro de tangerina. (aromatizado artificialmente. contém gluten, fenilananina e maltodextrina.)

: you've got fucking mail
chega novo sms. é de Tatjana e Raq. elas dizem "foda-se". Raq viaja hoje rumo ao casamento do irmão, e logo em seguida para a Brasília. ela volta em uma semana, ou seja, jamais voltarei a vê-la. Tatjana é a culpada. eu choro as pitangas. dói quando passa pelo canal lacrimal, mas depois é divertido. colorido, e tals.

: vem que essa festa/não acaba nunca.
nunca. alguém fala sobre sinunca. sinuca, digo. Pics gosta. então leva a sério. então intima. aceitamos. só então conta que tem que ser no CheckPoint, por quê? eu acerto. porque é lá que o taco dela está guardado. então lembro de SaucerCrab ameaçando Space Ghost: "I'm here to give him the beating of his life".

: problemas com o tempo.
meu relógio marca 2h40. então lembro que não tenho relógio e sorrateiramente o jogo numa moita.

: o ápice do sujeito indeterminado. ou uh ele advérbio.
alguém levanta e decide ir embora. Lia faz um cameo e leva Ana T. embora. Lisi também vai embora em algum momento. depois todo mundo levanta e vai embora ao mesmo tempo. Tati-Rio vem conosco para a sinuca. Xanda também. André leva W. para comprar novas letras para seu nome.

: chave, mestra.
Tati-Rio precisa de chaves, e nós acordamos a velha ao esperar na frente do prédio. é um padrão: sempre que a gente bebe e pára na frente de um prédio, começa a falar alto altomaticamente. janelas batem. alguns se constrangem. André grita da janela. um gato mia e explode.

: checkpoint.
lembro que Fer mora nos arredores. meu celular fica sem bateria e ela ganha uma noite de sono tranqüila.

: play ball.
dis-cor-dar! todas as desculpas caem por terra quando o caos decide por meninos x meninas. argumento que já sou um homenzinho e por isso, francamente, vou fugir do jogo pra não apanhar de uma garota de tem seu próprio taco (sic). não consigo; subitamente descem do teto paredes de aço com 50cm de espessura e um néon luminosso: jogaremos em Pics' Steel Cage.

: embate e visão.
admito como objetivo não perder por capote. em algum momento justifico os problemas com tacadas de longa distância à miopia e ao fato de ter tirado a lente esquerda porque me incomodava ainda em casa. pela segunda vez esse ano, riem dos meus defeitos óticos. no fim das contas, 4 x 2.

: só alegria.
teve até volta olímpica das gurias em volta da mesa de sinuca. eu e Gejfin começamos a discutir quem era mais culpado, mas paramos quando Pics calculou 36 / 4 = 8. achamos que era alguma espécie de compensação e demos de ombros. peguei o meu de volta e partimos.

: para um retorno que durou horas
de cantoria de Roupa Nova no carro, como de praxe.

: deslizando no lençol espaço-temporal
hoje, meio-dia. Gejfin liga. chê, vamos almoçar em algum lugar. vamos. a comida pesa no estômago. o corpo assimila as parcas horas de sono. a vontade de morrer cresce. a piscina do Gejfin passa por nós, na avenida, pilotando um caminhão. a menina tinha uma camiseta de lembrança do Rio. a placa do carro na frente do prédio do André, ontem, era 2882. sacolinhas do supermercado Zona Sul pulam na mão do Gejfin. todos rimos.

: e assim, e agora, bem agora
encerra-se a noite do dia primeiro de dezembro de 2005, ano do Senhor.

Nesse bom final de semana,

beibebeer.jpg

Faça como eu: Beba Beibe Beer.

modelos: raquel m., tiagón y letícia h.
foto: (provavelmente) leandro gejfin
locação: bongô bar
copo veste Original 600ml.
Todos os direitos reservados.

o espetáculo "Regurgitofagia", de Michel Melamed, que integra a programação do Porto Alegre em Cena, foi transferido para domingo.

Triema no meretrício

O molequinho roubou uma bolsa, tirou cem pilas
Achou a puta na zona, estendeu a nota com ardor
-- Fica em casa essa noite, mãe, por favor?



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