empilhados na categoria (?) música

memorabilia {senso-auditiva}




cara - se tem uma outra coisa de que eu sinto falta nesses tempos computadorizados, é o botão de volume GIGANTE. que nem que tinha no painel dos 3-em-1.

preâmbulo. sendo alguém cuja subsistência e 3/4 dos projetos (e ainda parte do lazer) se desenvolvem na microcomputadora, passo eterno tempo de frente pra tela. evidente que o mp3 me tornou um ouvinte muito mais e melhor - numa escala impossível de imaginar há 15 anos atrás. e se durante o dia em fones ouço, à noite tenho um par de caixinhas bastante boas aqui na escrivaninha. dos tempos em que o kit multimídia vinha com falantes de verdade, ímã pesado, boa resposta de freqüência - ao invés desse plástico chiador pavoroso distribuído hoje e que devia ser proibido pelas autoridades de saúde. tanto é vecchio que seu (mini) potenciômetro de volumen, hoje bêbado de poeira, não gosta nada que mexam com ele - senão fica mudo. às vezes num canal, às vezes noutro, ou nas duas. mais difícil que sintonizar rádio atrás de morro. donde, trabalha fixo em vol 9, e todo resto é software.

faz falta o botãozão, que se gira com impulso quando a canção 'bate', pra se procurar a quantidade exata nos fones, pra ter certeza de que não dá pra aumentar mais mesmo. o comando físico da massa sonora. rob gordon se jogando na cadeira, dando um peteleco pra jogar o som nas alturas. e medidores VU, de ponteiro, sempre atraídos pelo vermelho. movidos a eletricidade - não emulados por software. sim, esse é o caminho do chiado da agulha na bolacha, música de carregar embaixo do braço, o bônus do encarte gigante em fonte maior que seis. a quase-pornografia dos álbuns duplos.


mas também não alimento demais essa nostalgia; que, já disse, os avanços trouxeram grande melhora. de resto, eu sou um bicho acima de tudo preguiçoso prático. e eu já deixei um vinil no sol.


claro que posso comprar um microsystem novo pra sala, e botar o auxiliar e as caixas do 3-em-1 a trabalhar pro computador. ou instalar uns monitores bacanas e essa mesinha Mackie aqui, quando eu ficar rico com jardinagem. mas, enfim, esse não é um post que se resolva com tecnicidades.


enquanto isso, aperfeiçoa-se a técnica do EXTREME MOUSEWHEELIN'.



motivado por este prosaico post, olivia-google-reader-shared

berê top 10 07/08

como prometido, segue a mixtape com as mais tocadas neste ano de last.fm. ou ainda, as mais tocadas sem repetir a banda - pra não ficar muito parecido. organizadinho pra descer redondo em tímpanos e estribos - do mais pesado ao mais etéreo. cantem com a zente!


(tem um embed do imeem aqui, amigo do feed)


trilha de comentários:

01 Anata, Cold Heart Forged in Hell
technical death metal - sueco, fugindo da tradição local, mas não da grandiosidade dos músicos daquelas terras. riffs inspirados no neoclássico, cheiro de metal épico, velocidade e uma marcação de bateria genial, na perpendicular das cordas. também grudenta - depois de escutar a frase principal de guitarra, se fica esperando ela voltar o tempo todo. e ela volta, gloriosa, com blast beats ao fundo. dissonância, melodia e peso bem colocado: brilhante.
02 Gorod, Hidden Genocide
descobri esse ano a melhor [e hoje minha preferida] banda de death metal técnico do mundo. os franceses do Gorod sabem usar em mesma medida groove, peso e linhas de guitarra intrincadas, deslizantes, redondinhas, ahhh! é tão técnico quanto memorável, e esse é o maior desafio do gênero: aumentar a exigência virtuosa dentro de uma gama de composições marcantes. eis um belo exemplo. não perder os últimos 50 segundos, em que os riffs do tema são reconstruídos em viola, bandolins e baixo, cheirando a leste europeu. de morrer na hora.
03 Lykathea Aflame, To Give
obscura banda tcheca, que tem o poder de criar culto em quem a absorve. pra mim a maior banda do metal avant-garde ao lado de Gorguts - daquelas que exigem atenção e tributo enquanto conquistam aos poucos. e então um dia explodem na sua cara e mudam - literalmente - a maneira como se escuta música. brutal death de bateria à velocidade da luz, enquanto os riffs ficam pela metade ou um quarto disso; growl atonal, quase instrumentação. melodia em diversas camadas, frases de guitarra sem distorção, exemplos de beleza e harmonia em meio ao peso. bah, fico besta escutando esses caras. faz falta uma produção de primeira linha, mas deixa a impressão de que nunca mais vai haver igual.
04 !T.O.O.H.!, Kali
outra banda tcheca. sim, eles são foda. nos primeiros 20 segundos, a introdução repete três vezes uma frase a 160bpm e com três compassos diferentes. técnica? isso é música que deixa o seu cérebro mais inteligente, bicho. depois vira um grind/groove de vocal rasgado em língua local. e termina com 2'10 do solo de guitarras e baixo mais filhodaputa desde aquela versão de Freewill ao vivo no Exit... Stage Left, do Rush. e com a vantagem do bumbo duplo comendo. ouça. vença. seja capturado para sempre.
05 Black Sabbath, Snowblind
já falei que Killing Yourself to Live é a melhor música de todos os tempos de todos os lugares de todos de tudo? é! mas quem apareceu no topo das charts foi Snowblind. dispensa apresentações. na mixtape, pra variar, botei uma versão ultra-rare ao vivo, no California Jam/1974.
06 Cave In, Stained Silver
banda gringa mui criativa e até um pouco injustiçada. fabrica alt rock com pedacinhos de metal, stoner e afins. aqui com um grande riff, refrão grudento, alguma melancolia por trás da parede de guitarras. vai fácil e cativa.
07 OXES, China, China, China
uma canção que vale por duas. a primeira parte é um post/noise rock cadenciado, quase tranqüilo, quase jam sem muita pretensão nem objetivo. a segunda é uma ligação telefônica entre Prison, integrante da banda, e o dono do selo que lançaria o disco contendo essa faixa - com acompanhamento etéreo de feedback de guitarras e acordes aleatórios. a conversa faz pouquíssimo sentido, embora se entenda tudo que dizem. existe algo de hipnoticamente fascinante aqui e eu não consigo explicar muito bem. talvez seja o nonsense, um clima de filme. os últimos segundos são "just a bunch of noise", e chama USA, USA, USA. maluquice que parece até instalação, ou, sei lá. é uma banda muito doente e eu me sinto muito bem ouvindo OXES.
08 Sweep the Leg Johnny, Only in a Rerun
wooooo! goin' down swingin', baby! veloz, groovy, banda americana que faz math/noise rock e tem safoxone a dividir os riffs com as guitarras. altíssimo astral.
09 V for Vendetta, Vision (Aries)
puxa, essa faixa é bonita pra cacete. banda - na verdade, um duo - que durou um só disco. casal de garotas, uma na guitarra/voz e outra revezando guitarra e bateria. aqui apenas cordas, intrincadas de math rock, belas de sensibilidade pungente. música cheia de lacunas pra você se inserir e acomodar, até o final com um crescendo de harmônicas enchendo os fones. contrapõe tudo que se ouviu antes na mixtape: joga simplicidade na cara do ouvinte e diz ó, tem horas que bastam apenas boas idéias e transbordantes sentimentos honestos.
10 all your gardening needs, ...a fungi parade, and we're holding hands
uh jabá! oh yeah, espelhos sonoros. aqui ao contrário: que o leitor escute a parada dos fungos e diga o que acha! ;)


segue a fonte, o top original:
01 !T.O.O.H.! : Kali 85
02 V for Vendetta : Vision (Aries) 79
03 Lykathea Aflame : To Give 76
04 Gorod : Hidden Genocide 70
05 Cave In : Stained Silver 66
06 !T.O.O.H.! : My Zreli v Cire Kontemplaci 65
07 OXES : China, China, China 65
08 Lykathea Aflame : A Step Closer 64
09 all your gardening needs : ...a fungi parade, and we're holding hands 64
10 all your gardening needs : since you've been dreaming of a pillow fight in zero gravity environment 64
11 OXES : I'm from Hell, Open a Windle 63
12 Lykathea Aflame : On the Way Home 63
13 Sweep the Leg Johnny : Only in a Rerun 62
14 OXES : Half, Half and Half 61
15 Anata : Cold Heart Forged in Hell 61
16 V for Vendetta : Smatasmorismal Smimsmarasmive 61
17 all your gardening needs : don't bother, i've fixed it 59
18 Black Sabbath : Snowblind 59
19 OXES : Boss Kitty 59
20 OXES : ...And Giraffe, Natural Enemies 58

~.~

aproveitando pra lembrar que toda sexta é dia de vencer! livebloggings para vencer: as melhores e as piores (eu, eu) arrobas do twitter reúnem-se para descobrir nova música, compartilhar impressões e divertir-se em clima de confraria heróica em horário de expediente. pergunte-nos como!

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se eu pudesse salvar apenas uma das artes da ruína completa e do fogo dos heréticos, adivinha qual seria?

grunge, um flash mob na História?

Vince Neilstein do MetalSucks pergunta "What the hell is grunge, anyway?", e faz um comparativo do termo com o alternative.

It seems that the only thing all of these bands really had in common was “rock music that came out in the early to mid ’90s that wasn’t metal.” What other explanation is there? The minute mainstream media starts classifying bands as “alternative,” those bands, and the genre as a whole, cease to be alternative.

trago o comentário que fiz pra cá - porque concordo com ele em enxergar o grunge mais como um movimento - restrito, mas forte a ponto de reverberar rapidamente pelo globo, e de rápida extinção e consumo - do que um estilo musical.

I say this - grunge was a local movement that grew pretty big, and vanished pretty quickly. First wave of the movement got us here at Brazil at 1992 either - we had local MTV since a year back, and we saw - me included - long hair and flannel shirts *and garage bands* coming out of everywhere.

and I agree with you cause I tend to look grunge more like a movement, almost like a flash mob in social History, that gathered the alternative “meaning of music” and concentered the power of the kids to form a band, stand up for the music and reject what was established. In this aspect grunge music is really made only by a few albums (as you can easily say earlier records from Soundgarden and Nirvana, or later from Pearl Jam, are not grunge). but left a legacy in society that is bigger than the dozen albums that can be fitted definitely in the genre.

In what grunge bands are concerned, I’d say that Alice in Chains is the most important band of the genre. Nirvana, Soundgarden and even Pearl Jam drawed elements found in AIC’s music. It was not Kurt’s death that buried grunge; it was Layne’s.

To me, grunge as music started with Temple of the Dog and ended with Mad Season.

As for alternative, I have to say it is a pretty good label when used by listeners, and even independent labels - but loses all its meaning when industry uses it. I still tag many bands alternative in last.fm these days - for bands that passed out without knowing big media, or those still in the not-mainstream way of making rock. I wouldn’t say fuck alternative - I say fuck big players using a tag that only has a meaning from listeners point of view

porque ele termina o post dizendo 'fuck alternative', que alternative é um rótulo estragado pela indústria (e logo surgiu o 'alterna metal/nu metal, lembrar), mas eu, nesse caso, o vejo mais como um estilo de música do que um identificador de intenções. o alternative tem mais relevância musical, mais estrada e mais legado; formou um gênero lá atrás com as cruzas de Slint e Husker Dü. não é o rótulo que deve ser combatido, e sim seu mau uso.

~.~

a seção de música de Bereteando se transforma, em breve, em um blog independente. sugestões de nome? se bereteando fosse música, como se chamaria? (eu sei que é uma pergunta difícil. depois de tantos dias de quebração de cabeça já penso que não há resposta! se falassemos alemão eu juntaria tudo numa nova palavra. mas se sua sugestão for aprovada, você ganha um dinossauro autografado deste blog.)

deu no The Sun:

LED ZEPPELIN are rearranging classic tracks for their big reunion - after ageing frontman ROBERT PLANT found he could no longer hit the high notes. (...)

“Jimmy is a bit rusty and Robert has been struggling with the high notes. To avoid any embarrassing vocal wobbles with the world watching, they decided it would be best to transpose the songs in a lower key.”


bueno - faz tempo que a voz de Plant não é mais a mesma. pra usar um marco fácil, naquele 'acústico' No Quarter, de 94, ele preferiu cantar em tons baixos (ajudado pelos arranjos mais leves), e os agudos já estavam bem feios. agudos, mesmo problema de Ian Gillan, do Deep Purple: depois da gravação de "Child in Time" no In Japan - o melhor disco ao vivo da história do rock -, era 1972 e se sabia que ele não poderia fazer aquilo muito mais vezes. faz tempo que mudou o estilo de cantar.

(claro - não seria mesmo possível que Plant pudesse ainda gritar como na introdução de "Immigrant Song", 25 anos depois. mas não deixa de ser um pouco triste quando seus ídolos envelhecem como humanos.)

melhor sorte tem o véio Ozzy, que sempre teve uma voz média e de estilo sem muita gritalhada. ainda segue cantando muito parecido como nos anos 70; antes a voz era melíflua por causa do trago, e hoje é porque ele ficou meio abobado das dogras. mas sempre foi um bom vocalista - um dos maiores pelo estilo e carisma, não pela técnica - que precisou de parcerias. e as últimas tem sido terríveis. e ele entrou numas de fazer baladinha pros filhos a cada disco desde 92 e aí é bucha. Ozzy pode cantar, apesar da voz bem cansada - mas tem ficado cada vez menos interessante.

o que nos leva a uma contagem de dois, entre os remanescentes deste reality show de Bereteando. envelheça como fã, o show!

thumb.JPG

não sobraram mais humanos nesta disputa. o maior entre os vocalistas continua sendo aquele que é um dos menores a habitarem a Terra: na última medição, Dio tinha 1m27cm de altura. é provável que Dio jamais morra - quando terminar a mutação de volta para elfo e não conseguir mais alcançar o microfone, recolherá-se em sua caverna em Beverly Hills ao lado de sua esposa Wendy Dio. enquanto isso, segue barbarizando os palcos afora com seu timbre ainda perfeito, e ótimo fôlego.

apesar disso, numa comparação de vocalistas entre os anos 70 e hoje, nunca ouvi nada igual a Geddy Lee - ou unidade FPK63243v2.2 do planeta Przçñfghrwqk. seus osciladores seguem muito bem calibrados e continuam soando daquela forma bizarra - e única. aliás, o Rush é a única banda que segue a mesma, e fazendo shows muito parecidos com os dos 70.

~.~

no próximo bloco, a reforma da língua e como ela deve afetar o falseto.

watch me burn, mandrake. grind/death de los angeles. ela dá uma farofada, mas vale.

mais buscadores de música

além do seeqpod abaixo, novos sites web2.0 que merecem destaque:

the hype machine: o mais famosão e dos precursores. a versão mais recente tem player embutido, mas precisa ir até a página da faixa. mostra o post de onde vem o mp3. é focado em acompanhar tendências na blogosfera.

songza: primo do seeqpod, é ainda mais minimalista. uma única página, clique nos resultados da busca para ouvir, compartilhar etc. só aquele fundo berrante que arrebenta os zóio da gurizada.

jango: entrando em beta público hoje. é mais parecido - aliás, tem sido descrito como uma mistura de - pandora e last.fm, ou seja, rádio online + conectividade social. oferece, aparentemente, uma boa quantidade de músicas inteiras de artistas populares. a interface é meio myspace, ou seja, feia e suja. tem lances interessantes como ver outros usuários ouvindo a mesma música. achei lento demais. por outro lado, ser associado a um site chamando JANGO deve significar algum tipo de resistência.


tem música, têmo farejando.

beatallica // seeqpod

beatallica


o Beatallica não é exatamente uma novidade - chegou a ganhar alguma atenção no underground pelas covers brilhantes que misturam, evidentemente, Beatles e Metallica. até não muito tempo atrás, tinham em seu site dois EPs disponíveis pra baixar; era a política deles, não lucrar pra evitar problemas legais. mas não rolou e a Sony acabou ameaçando com um processo pelos direitos dos Beatles - e foram defendidos pelo outro lado, o Metallica, que são fãs da banda. o baterista Lars Ulrich botou seus advogados à disposição, a Sony chamou um "deixa disso" e arranjaram um acordinho lá.

aí, com a proteção legal, resolveram regravar algumas músicas, juntar outras inéditas e lançar um disco oficial este ano. ao mesmo tempo em que, claro, tiraram os EPs antigos do seu site. infeliz, hein?


ou, pelo menos tiraram os links para os mp3 - porque brincando no seeqpod achei no site deles a faixa Sandman (Taxman + Enter Sandman), e trouxe pra vocês terem uma idéia da mistureba. clica play com fé.

a versão regravada tem qualidade bem melhor e é menos "garageira". mas o casamento entre as duas músicas é muito divertido. o riff de baixo tá grudado na minha cabeça já faz uns três dias.


bacana também é o tal do seeqpod. é (mais) uma busca de mp3 em blogs por aí afora. tem uma interface limpa, simples, fácil, acha a música, oferece várias opções pro arquivo e tem um player prontinho do lado. e dá pra montar (e compartilhar) playlists, sem nem login nem nada, nem adsense. bastante útil pra esses "embeds" blogueiros. ou até que acabe o beta e se transforme num widget pra facebook.

que cada um tem seus assuntos mais preferidos do que outros e música, evidentemente, é uma das minhas moléculas-mãe, seja lá o que essa introdução signifique. e no last.fm achei um parceiro que não só oferece vários badulaques, mas também permite que se desenvolvam aplicações interessantes usando os dados do site - a exemplo do OMI, ou open mind index. como o nome sugere, é uma aplicação (melhor que outras semelhantes) que calcula o quão "eclético" (odeio essa palavra) é o gosto musical do usuário.

e de mim, nenhuma novidade na tabela!

tbereteando.jpg

137 pontos; "a very high bandwidth of tags; truly open minded". (a média brasileira, segundo estatísticas do site, é 87.96; a de usuários da minha idade, 100.22.) como o algoritmo do OMI usa tags para definir gêneros, meu índice cairia se ele agupasse alguns subgêneros de metal. ainda assim, é uma maneira divertida de entender seu estilo e trabalhar em prol dele - pra descobrir mais boa música!


tô parecendo um animador de supermercado, agora.

~.~

em tempo: dia 16 tem Cannibal Corpse no Opinas!

birdcore

mês passado o Tinoco me apresentou para o Caninus - a única banda de death metal do mundo a ter dois cachorros como vocalistas. o som é inevitavelmente engraçado - e ainda mais pra mim, lembrando do que minha mã já havia dito, muito tempo atrás. quer dizer, eles finalmente conseguiram.

e que aí fui atrás da discografia da banda e descobri que eles lançaram um split EP com uma banda chamada... Hatebeak.

HATEBEAK

(nisso o Seth Putnam, do Anal Cunt, não tinha pensado!)

no player acima: God of Empty Nest

o vocalista tem 15 anos e se chama Waldo.
é. tipo, genial.
exatamente pelo mesmo pensamento que tem o guitarrista do trio:

"It's also our way of injecting a little lightheartedness into a scene which can't laugh at itself, or very frequently takes itself way too seriously."

a banda dos cães tem uma atitude mais séria; já a do papagaio usa o humor à vontade (a notar nos títulos usados, como Beak of Putrefaction, God of Empty Nest e Bird Seeds of Vengeance, adaptações facilmente reconhecidas pelos metalheads). musicalmente, o Hatebeak tem músicas um pouco mais longas (chegando a um minuto e meio), mais trabalhadas e indo pro death/thrash; além disso, Waldo não causa metade da estranheza que os cachorros causam. o bicho tem um gutural fantástico e os guinchos casam incrivelmente. já o Caninus tem bons momentos, mas faz a gente se sentir meio idiota depois de ouvir um disco inteiro. isso é também porque as músicas são menos interessantes. se os cães são estrelas, Waldo se integra melhor a sua banda e o resultado coletivo é superior.

e eu, mais de uma vez, ouvindo algo muito pesado e ALTO, janelas fechadas pra evitar os vizinhos etc, e algum pássaro bloft bate no vidro, tentando entrar. três vezes; uma delas o cara ficou insistindo um tempo. não sei se eles queriam curtir ou me atacar. mas no fim de semana, de dia, eu vou botar Hatebeak pra eles ouvirem. tomara que eles não quebrem os vidros. nem eu.

porque Caninus agrada aos fãs, olha aí:

~.~

em tempo: yebotv, já no nome se sabe mais o menos o que o site é, vai transmitir ao vivo um show do Slayer, em San Diego, dia 25 próximo. verei! é necessário registro no site - que também serve em caso de lotação da banda. por isso, se apresse!

~.~

e pra fechar a quinta musical de bereteando, links para o episódio de Married with Children com a participação do Anthrax (1992). via deciblog.

parte 1 parte 2 parte 3

tecnologia e música ambient

1. olivia fez um belíssimo e definitivo tutorial para quem quer finalmente usar feeds e tirar o melhor deles, mesmo sem explicação técnica nenhuma. aqui, só clicar. tem até videozinho pra mostrar pros preguiçosos da leitura!

2. reparem na trilha sonora do vídeo. é uma faixa do disco "first hisses through the grass", EP de estréia do all your gardening needs.

que vem a ser o meu projeto de música ambient/electronica. tcharam!

se a sonoridade das sete músicas do EP é macia, etérea e harmônica, a concepção é na melhor estética punk: foi todo realizado em equipamentos não-profissionais, com softwares antigos ou freeware e samples gratuitos. o disco está disponível pra ouvir e baixar no last.fm (ou aqui mesmo no blog, no player da barra lateral, só clicar play!) e está todo licenciado em creative commons - ou seja, distribua, use, passe adiante, remixe, só dê os créditos!

e se quiser ouvir ainda melhor, baixe o disco aqui, em mp3 com 256k de qualidade (que o last.fm obriga reduzir pra 128).

comentários e sugestões são altamente encorajados :) se preferir, escreva para aygn @ verbeat.org.

~.~

me orgulha. pode ser pouquinho, mas levou quatro anos pra chegar até aqui, fora uns 20 de sonho de compor. me completa.



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