empilhados na categoria (?) metástases

peregrinação






Peregrination suggests both an itinerant movement and the asceticism and rigor of a monastic order. According to Lyotard, ideas are like clouds, both light and indefinable in form; the moment one thinks one has began to grasp them, one finds that they have changed. Hence, a peregrination is a wandering among the clouds of ideas and a commitment to respect the ways in which they are constantly eluding our complete understanding. encyclopedia of postmodernism










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01 william castleman, rise of the milky way
02 ori gersht, rear window
03 blake gordon, cloud projections
04 david pratt, ambition
05 david maisel, oblivion
06 não consegui localizar o autor Carl Kleiner (valeu, Pablo!)
07 an te liu, cloud
08 victor e. taylor, encyclopedia of postmodernism
09 martha tenney/CAS
10 coreburn
11 pip wilson
12 frankz
13 tony prior/CAS
14 chapter three, rainbow sky
15 d'arcy norman
16 ettubrute, glowing cities under a nighttime sky

thanks today and tomorrowbaumai

na dúvida // + <3

ok, requisição de exame de sangue que deveria ter sido desengavetada em novembro: me lembra de não comer nada hoje depois das 20h.


semana pré-consulta com cardiologista traz medo de morrer durante o sono multiplier x8. neuróticos somáticos que moram sozinhos compreendem.


[mãe, tá tudo bem, rotina]


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não posso nem reclamar; até hoje essa tal de saúde me traz mui tranquilo, ainda que (ou será porque?) eu a trate mal, faça que nem ligo, não leve flores nem grave mixtape. e mesmo sendo um woodymista convicto, acredito no que diz o terceiro disco da Paul Newman (a banda de post-rock, não o ator).


[já disse antes, não encontrei --] mas detesto sentir meu coração batendo. principalmente à noite, deitado na cama, esperando o sono que sempre dá baile antes de me levar. porque nós subjetivos não nos damos bem com essas tecnologias modernas. preferia mil vezes acreditar que um cristal alienígena ou um sopro de luz satúrnica é responsável por regular os sucos do corpo. é um milagre que eu seja tão cético e não tenha me rendido a nenhuma seita, religião ou o que o valha.


evidente, procuro calmaria em lógica.

hoje na volta do almoço um mendigo bem velho e estoporado me disse (sem dizer): se até eu tô vivo!


e colleen me entende e ouve de longe (sem ouvir), naquele que é provavelmente o mais belo nome de música entre todos.


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brooklyn expands etc.


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que falei de humores e ruínas e ando mesmo pouco, quieto; tempo de me olhar, precisando do bereteio a me perceber. que se beretear é minha saída contra as maldições líquido-baumânicas, também é vero que por vezes me engole, intenso demais.

equilíbrio?

aos 15, achava que vinha no pacote dos 30. quem sabe aos 60.
hoje ou torpor ou tufão.
pero jamás templado.


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e não só vida aqui fora, como também ando trocando twitter e blog por e-mail e google reader. @oprimo tem razão e quando eu começo a ver muito AGLOMÊRO, já fico três pé atrás. quase cancelei twts - pelinquanto reduzi grandemente o número de pessoas que sigo.

nada pessoal. tentando mais silêncio.


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senão não escuto meu coração batendo.


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no próximo bloco, qualquer coisa altamente agressiva e com nível zero de abstração. que senão já me causo engrulhos enjoos.

life is full of fuzz and noise




Noise as multiplicity

In his book Genèse the French philosopher Michel Serres develops an idea of the ultimate being-in-itself as noise. Behind the phenomenal world (the world we perceive) is an infinite complexity, an incomprehensible multitude, an analogue to white noise. All concepts, all understanding of the world is an ordering of this chaos, this multiplicity, "noise." Serres uses the term "noise" with two meanings: the English (noise) and the old French word "noise," meaning quarrel. He also hints at the Greek, maritime origin, "nausea". The multiplicity is conflict-ridden and noisy.

Noise and conflict are normally closely related in music as well. (...) Noise in music belongs, of course, to the phenomenal world, but exists at the limits of our senses, pointing metonymically towards a more fundamental noise, the chaos of the pre-phenomenal world. When we are confronted with a massive dose of noise, we often create our own sounds in our heads, "phantomic sounds", as a desperate way of relating to the audible chaos.

There is also a more sociological perspective to this. In today's society it is impossible to take in all the information that surrounds us; we are constantly forced to sort out loads of information to be able to find (hear) the desired or relevant information. Information society is verging on noise society, a state in which the information, meant to convey knowledge, ends up losing the ability to speak at all. Our culture becomes taciturn without being silent, moving towards a noisy muteness.
the aesthetics of noise




   


Qu'est-ce que la ligne de fuite?
Qu'est-ce qu'une ligne de fuite en peinture? En picture?
La ligne assemble-t-elle ou sépare-t-elle les choses?
Est-ce une ligne de vie ou une ligne de mort?
Est-elle la diajonction des apparences?
Quelle est l'épaisseur des apparences?

rhizoming point




lixo orgânico

para casemiro de abreu, que nunca foi à balada


Olhando profundamente dentro daqueles olhos eu tive a sensação de brisas aquecidas soprando forte na orla de alguma praia do Mediterrâneo. Eu observei seus movimentos e senti a agitação das placas tectônicas sob o manto terrestre e suas conseqüências estrondosas na pele do planeta. Ela poderia sorrir e talvez eu visse os trigais que inclinam-se diante dos ventos clementes da primavera, refletindo o douro crocante da luz do sol. Criatura benéfica a toda natureza. Estandarte vívido da poesia do existir. Recriação da perfeição emoldurada em formas artísticas, opressiva Vênus cujos encantos destróem civilizações e constróem tantas outras. Diante dela me jorram as palavras, mas meus movimentos paralisam. Ela dança e me hipnotiza vulgarmente, os cabelos alisados à força impecavelmente acariciando os ombros desnudos, e meus olhos balançam nas órbitas. Órbitas que giram mais rápido diante de seus movimentos estelares. Desequilíbrio cósmico em meus sentidos. Olho nas profundezas de seu mar agitado novamente, e outra vez sou correspondido. Tem que ser agora. Hei de ter a adrenalina e a bravura suficientes para atravessar o cânion que nos distancia. Prendo a respiração, fixo meus olhos nos dela outra vez mais, dou um passo, esbarro num jovem de calças coloridas, outro passo, espero o garçom passar por mim, mais um passo, e ainda mais outro. Ela está mais próxima, e paradoxalmente mais distante. Não há recuo possível. O mundo gira e eu paro.

-- Oi.
-- Oi.
-- Posso perguntar o teu nome?
-- Não.
-- Ah, não faz assim. Eu sou o Fábio. Eu sou legal.
-- Tchau, Fábio.

Desilusão. A música subitamente transforma-se num samba chorado. Tenho impulso de quebrar o meu copo na maçã daquele rosto perfeito, mas apenas me afasto, em contrição que deve ter-me absolvido de uns bons anos de pecado. Tanta poesia e tanta ternura, tanto ardor e tanto esplendor, tantas possibilidades renegadas em três frases e um olhar indiferente. Ah, inutilidade dos sentimentos. Qual destino estava errado? O meu ou o dela? Ou o de seu pai ou da minha mãe, ou da amiga dela que me observa com escárnio e risotas tolas no canto da boca mal protegida pela mão? Cigarro entre os dedos, vossas gargalhadas, meu nocaute ao soar da campainha. Eu era a paixão que aquele coração embotado nunca conheceu, e agora eu sou um cisco soprado para fora de seus olhos.

Sementes vitais jogadas em solo infértil. O espermatozóide que não fecunda o óvulo. As crateras lunares e seus coelhos amordaçados. As mazelas da sociedade, a guerra no Oriente, a fome na África. Minha fome de amor. Meus restos reciclados. Meu lixo orgânico. Garrafas vazias, o copo cheio novamente, o coquetel de uísque, soda, drambuie, rancor e descompasso. Nuvens de gafanhoto, ferrugem, o braço partido da Vênus, o inverno sórdido onde nada brota senão a morte. Asteróides errantes em rota de colisão com meu planeta cada vez mais afastado do Sol.

E então acontece de novo. Quem era esta criatura que passou luzidia sob meus olhos? Jesus, Maria e José, as mais belas estátuas de Buda, o mar esplêndido aberto pelo profeta! De onde surgiu este desvairado fulgor divino, encarnado neste plano terreno na forma de uma loirinha gracinha de um metro e sessenta? Ah! Estrelas apocalípticas! Ah! Fenomenologia dos metais nobres! Ah! Melodias esvoaçantes em notas dissonantes de órgãos celestiais! Preciso ir atrás dela! Meu coração palpita tanto que mas consigo respirar! Espera-me! Estou indo! És o meu microdestino!




~.~





foi esquete poetikaos. 2002. escrevi, a pincel atômico numa folha, as três frases da garota e pedi auxílio da platéia (umas três ou quatro bravas mesas). moça bonita bem à frente topou a brincadeira. mas o diálogo saiu um pouco diferente.

-- Oi.
-- Oi.
-- Posso perguntar o teu nome?
-- Sim!
-- (cof)
-- Er - não!
(risos)


valeu a noite.

com cifras

1.


flickr de scoobyfoo


2.

verbeatblogs.org/caixinhadefosforos
verbeatblogs.org/hiperghetto
verbeatblogs.org/lounge
verbeatblogs.org/manualdominotauro
verbeatblogs.org/sic


3.

F        C     G
   F       C     G
   G           D
       C        D7           G
Me ama, me ama, me diz
          D7
   C        D7        Am        D7     G
  Cm    G   D7    G    G7    C G D7    G    Eb    D7


4.

5.

laaaaaaaaaaaaa: uh cinco anos

laaaaaaaaaaaaaa
-- laaaaaaaaaaaaaaaa!


~.~


clica, não é música, é poesia! texto do MESTRE Melamed


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----- Original Message -----
From: Tiago Casagrande
To: Gejfin
Sent: Friday, June 27, 2003 3:22 PM
Subject: dicionário

gejfin, eu preciso de uma definição para "beretear".


não pergunta.


----- Original Message -----
From: Leandro Gejfinbein
To: Tiago Casagrande
Sent: Friday, June 27, 2003 3:40 PM
Subject: Re: dicionário

Putz... foi o Geva que inventou isso.... tenho que perguntar pra ele. É complexo...ehhe

Mas acho que...

beretear - [be-re-te-ar] [Do lat. beretearum]: V. int. 1. Caminhar, andar, passear sem ter destino certo. 2. Divagar; pensar sobre alguma coisa sem a necessidade de um porquê ou de se chegar a uma conclusão. 3. Contemplar. Ex.: Saí para beretear por aí. / Ele está ali, bereteando.


~.~

beretear não é simplesmente evocar o flanêur. bereteio é o maravilhamento infantil necessário ao sujeito moderno-líquido diante do seu esvaziamento. é o sentimento que pode conectar indivíduos-ilhas pós-modernas e lhes devolver conexões em troca. é o thaumas filosófico e o deus grego do espanto.

beretear tem proposta - e proposhta, inclusive. e conceito. beretear é dar uma resposta a Bauman. um dia vira manifesto.


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o blog não era pra ser sobre isso; era e ainda é pra ser sobre mim. mim ser bereteio abstrato. e aqui um espaço que já foi maior, e em mim um espaço que já foi maior, mais explodindo, menos logística.

mas eu, e tantos de eu, e até tantos de eu que tem que refletir pra não constranger.
mas eu, foi eu que fiz, é o que tinha, e o que tem, e um dinossauro leprechaun gritando graaack!


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cinco anos de bereteando, já faz uns dias.
cincão, cara. 1298 posts, 0,7 por dia, só número, desimportante. mas é vida pra cacete.
não vale dez pila, mas não é coisa de se botar preço, né?


~.~

algum dos leitores (principalmente os mais antigos) lembra ou lembrou em algum momento desta caminhada (oooh) da palavra "bereteio"? promoção: o comentário mais bacana sobre isso ganha o zuniceratops (o laranja de frente pra câmera) entregue na porta de casa.

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bereteando sorri e faz mesuras de obrigado. às ganha :)))

finais

leprechaun03.gif

FINAIS

Depois de usar a moeda mágica de prata para subornar o guarda, Wilboard escapou da prisão e acabou sendo arrastado para dentro de um boteco vizinho, onde foi forçado a beber cerveja de péssima qualidade. Nenhuma testemunha viu ele reclamar. Dois dias depois, acordou num quarto-e-sala no Baixo Gávea, abraçado à filha da Gretchen, que estava estranhamente vestida como boneca de pano (ou abraçado a uma boneca de pano estranhamente vestida como a filha da Gretchen). Os helicópteros do resgate já foram acionados.

Já a chave fez uma festa excelente no Café ****ão (?). Encontrou um cadeado perfeito e passaram a noite toda num canto escuro cantando "A Pulga e o Percevejo", do Gilliard. Infelizmente, ao raiar do dia, decidiram tomar um banho de mar para lavar a ressaca. Os dois enferrujaram. Um fim poético, mas, ainda, um fim.

O carro capotou. Não posso fazer nada.

Aulay, o que é "seguro"?


Gerry - 34/Xo/§0?b

fuga ao pampa

há uma ordem que age fraterna há uma ode que ilumina lanterna há um bode bebendo água da cisterna
há uma velha vontade há um formato há boato hiato
age em prol da bondade toalha sacode poeira levanta
ave em rol de vaidade despacho pra feiosa tornar-se beldade
ai de quem geme vai açúcar e creme ainda hei de tornar-me sultão
ah se ela fosse ah se soubesse ah é um lance meio pop
aw-wob bop a-loola chiclete bam boom
a sonda soyuz invasão na aracruz é tudo assim
a vida é meio pra você meio pra mim
areia arena combate ringue ding-dong alô

há uma sincera preocupação há um pequeno perdão há uma transubstanciação e aí ninguém entende mais nada
há uma pretensa verdade há um verbete há Ivete Sangallo
age por uma causa grafita muralha enfrenta opressor
ave em teu nome ó paixão ainda hei de acabar bufão
ai disse a moça vai te esforça pra ser alguém na vida
ah como foi triste ah nem tão triste ah mas foi difícil
aquela época era arílson adílson eu você campeão
a crise do gasoduto greve do magistério é tudo assim
a vida é freio pra você medo pra mim
aveia lavanda covarde ping-pongue alô

há uma confusão entre os conceitos de eterno e prisão há disputa entre empregado e patrão há um mate
há uma tensão no ar há terror há maldade
há uma sincera intenção de tornar as coisas melhores ao menos há milênios -
há um pequeno alento no chimarrão
age fazendo pausa avenida é compromisso ai de quem perde ah sem serviço ainda hei de tornar-me estancieiro
a disputa presidencial crise no setor hoteleiro é sempre assim
a vida é isso aí pra você, o mesmo pra mim
apeia te abanca compadre oigalê alô.

sonhei contigo essa noite

e eram beijos e sorrisos, e eu sorria 'mas como pode' e tu sorria de sonho, mesmo, sabendo e me aproveitando. passando a mão no meu rosto desenhando perfil com o dedão, deslizando pelo nariz, as pontas dos dedos fechando meus olhos. acordei com um pedaço dos teus lábios entre os dentes. guardei na gaveta do criado mudo, junto dos outros cacos que tu me abandona. meus pedaços de pele solta. meus pedaços soltos. pedaços.

longe
é um lugar que existe
dentro da gente.

bianca ramoneda