empilhados na categoria (?) internet

(que mudou-se tudo no last.fm e é assunto pra durar mais umas doze horas)


0. tabelas dinâmicas em tempo real. não precisa esperar uma semana pra ver suas charts; além da tabela geral ("de todos os tempos"), tem os últimos sete dias, ou últimos 3, 6, ou 12 meses. passou o dia inteiro escutando um disco novo, aparece logo na tabela. flashin' tchans. (tabelas semanais ainda disponíveis)
1. a biblioteca. uma lista bonitona e facilmente acessível de toda banda que já passou pelo seu perfil do last.fm, com sua contagem. ou seja, não posso mais esconder que ouvi isso 13 vezes. e dá pra adicionar um artista à biblioteca barbadinha - o que é bacana pra colocar paixões antigas no perfil.
2. ali mesmo na biblioteca, finalmente surgiu a lista de faixas favoritas - com a data em que foram adicionadas. nerdices no setor de catalogação etc.
3. as recomendações ficaram bem mais inteligentes, ah. veja não só a banda indicada, mas também até 6 similares que estejam no seu perfil. o cruzamento não só fica mais pertinente e criativo - deixa com mais vontade de seguir a dica.
4. em tour: novo aviso para artistas que estão na estrada, ao lado do nome daquele perfil. útil, inclusive nas vezes em que não se sabe se a banda está viva.
5. o layout está mais clean, mais leve e fácil de visualizar. demora pra acostumar com o novo lugar das prateleiras, mas não é em vão.

bônus: o porvir venturoso, recebido via post no blog do last.fm: " *A few missing pieces will reemerge, phoenix-like, in the coming weeks. I'm looking at you ;-) " a última frase linca para uma música dos Rolling Stones, chamada Paint it Black. rejoice.


nem tudo são flores, no entanto. as ressalvas que seguem não são críticas, mas incomodam em base contínua:

• segue sendo um parto editar tags. não erre.
• comentários em fóruns e blogs não tem mais título. mais que isso - os anteriores foram engolidos. aguardemos que esteja no pacote das "missing pieces" citado acima.
• frasezinhas umbiguentas randômicas no pé da página, sem nenhuma graça ("The Sweet You Can Eat Between Meals Without Ruining Your Last.fm", "There's Always Room For Last.fm", "Don't bite the Last.fm that feeds you"... ? agh)
• quase toda página tem um player; trocinho flash pra carregar a cada clicada. bobagem, mas nos dias de maior neurose um segundo de lerdeza é o suficiente pra arruinar o humor.
• a caixa de mensagens no pé do perfil ficou um lixo inominável.


apesar dos furos, tô curtindo a nova versão. e por aí, que acharam?

and then they talk


um dos assuntos recorrentes - por motivos de força maior - da internet conectada* é a baixa qualidade do serviço oferecido pelo Twitter - o local preferido para microblogagem em rede.

por baixa qualidade, entenda-se longos e sucessivos períodos fora do ar, mensagens de erro em abundância e funcionalidades desativadas - como o uso pelo celular ou comunicador instantâneo. motivos suficientes - e que persistem - para abandonar o Twitter. de que serve uma ferramenta que funciona mal?


a chamada web2.0 se caracteriza [além de outros pontos] por uma alta proximidade entre serviço e usuário. um site como o Twitter (ou o Last.fm, ou o Wordpress, até a Camiseteria) está mais para o armazém da esquina (ou o seu sommelier de confiança, não é uma questão de qualidade - esta é subentendida) do que para a multinacional supermercadista. ao usar juntar-se a um site como os citados acima, há o forte sentimento [inclusive cultivado] de que existe um grupo de humanos trabalhando a favor do produto, da proposta, da comunidade; isso se reverte em segurança, confiança, boa vontade e fidelização. também por serem geralmente iniciativas "menores", seja no tamanho físico, no da equipe ou na aproximação, não apenas agradam a identidade líquido-moderna como distanciam-se dos "grandes impérios", seja por postura ideológica, seja pela busca de personalização.


[o blog, ferramenta, inclusive sente-se muito bem nessa conversa toda.]


e então os problemas do Twitter se agravam de uma forma que provoca seus usuários a pensarem "pô, por quê?"; e não se ouve voz do lado de lá, e então as pessoas começam a pesquisar alternativas. e o Twitter, o que faz?

amplia seus canais de comunicação e lida de forma transparente com o público.

mordendo (com vontade) a isca do (influente e muitas vezes pedante blog gringo) TechCrunch, o CEO dono do serviço respondeu a uma série de questões acerca da estrutura física e da equipe do Twitter. fez-lá seus rodeios - que acenam a um trabalho bem-feito de Relações Públicas - mas admitiu que o serviço hoje é, basicamente, fundo de quintal.

isso é ruim?
de forma alguma. os usuários do Twitter estão preocupados que o site funcione, e ponto. tem uma estrutura precária, e estão prometendo melhorias? ótimo, que seja logo e pare de queimar fidelidade com paciência. o relevante aqui é que, via blog da empresa (que é um canal adequado), houve resposta e transparência.


pode não ser verdade? pode. mas se não for, eles não vão ter outra chance. estão fritos pra sempre. o mote da comunidade interligada líquido-moderna é: você pode me enganar uma vez, mas se fizer isso, eu não apenas não volto, como vou botar fogo na tua casa e na tua família.


e o que aprendemos hoje? que as empresas estão entendendo isso, e mudando. quem fornece produto ou serviço tem que se mostrar cada vez mais tangível - se o computador coloca o éter como distância, ela se torna desprezível diante da geografia. contra-argumentos de que se trata de um caso específico serão desqualificados; em consumo, se essa especificidade atende a uma massa crítica identificável, essa mesma fatia será responsável pelo mesmo poder propagador, modificador e revolucionário de uma turba de manifestantes marchando. (tá virando livro, inclusive, sob texto de Jeff Jarvis.)

é claro - não tem a mesma graça do que queimar relógios da Globo fazendo contagem regressiva pros 500 anos do Brasil. mas em tempos de googlebomb, o que as empresas tem de melhor a fazer é rumar, cada vez mais, para a comunicação - rápida e transparente.


_______________
*pessoas que utilizam a web de maneira social e gerando conteúdo, geralmente usuários avançados, em contraposição ao navegador passivo que apenas recolhe informações na internet. já existe, ou alguém sugere um termo melhor/mais apropriado e em português, pra isso?

há algum tempo acontece, esporadicamente, de alguém não conseguir comentar em alguns blogs da verbeat. revisamos tudo que podíamos dezenas de vezes, mas nada surgia. até que descobri alguns comentários presos no "lixo", antes da limpeza - todos eliminados por um serviço de bloqueio de spam, chamado zen.spamhaus.org.

fiz uma pesquisa e descobri que, sim - ele vem incomodando usuários do Movable Type, nosso sistema de blogagem, desde o início de junho, pelo menos. como não havia absolutamente nenhum spam entre os comentários filtrados - apenas legítimos, e de diversas pessoas diferentes, o desabilitei do sistema. acho que isso provavelmente resolverá o problema invisível de vez. tomara. oxalá.

então, se você tentou comentar e foi idiotamente barrado por uma mensagem de erro cretina, ou se é um dos blogueiros da casa e sofreu com essa chatice, o Gejfin pede desculpas. a gente, digo, a gente pede desculpas. e obrigado por continuar assistindo ao nosso show de variedades.

~.~

agora, a versão geek:

em 21 de maio, a Six Apart - desenvolvedora do Movable Type, que usamos aqui - pediu para que os blogueiros fizessem uma modificação no filtro spamlookup, substituindo um servidor pelo zen.spamhous.org. a alteração é simples. mas, pesquisando o erro agora, descobri este post (padawan.info), que relata o mesmo problema com o spamhous - e, nos comentários, alguém da equipe diz que blogueiros não devem usar o serviço!

na chamada da 6A, há uma reclamação semelhante, e nenhuma resposta ainda. um tópico do fórum, lincado pelo padawan, mostra que o problema já acontece há muito, e é ignorado pela desenvolvedora do Movable Type.

portanto, se você usa o MT, verifique as suas configurações e espalhe a notícia. desabilitei o blacklist da spamhous - ainda usando o bsb.spamlookup.net - e vou monitorar de perto a incidência de spam (que não vinha aparecendo nem como junk), pra ver se é seguro o suficiente. novidades receberão update neste post.

tecnologia e música ambient

1. olivia fez um belíssimo e definitivo tutorial para quem quer finalmente usar feeds e tirar o melhor deles, mesmo sem explicação técnica nenhuma. aqui, só clicar. tem até videozinho pra mostrar pros preguiçosos da leitura!

2. reparem na trilha sonora do vídeo. é uma faixa do disco "first hisses through the grass", EP de estréia do all your gardening needs.

que vem a ser o meu projeto de música ambient/electronica. tcharam!

se a sonoridade das sete músicas do EP é macia, etérea e harmônica, a concepção é na melhor estética punk: foi todo realizado em equipamentos não-profissionais, com softwares antigos ou freeware e samples gratuitos. o disco está disponível pra ouvir e baixar no last.fm (ou aqui mesmo no blog, no player da barra lateral, só clicar play!) e está todo licenciado em creative commons - ou seja, distribua, use, passe adiante, remixe, só dê os créditos!

e se quiser ouvir ainda melhor, baixe o disco aqui, em mp3 com 256k de qualidade (que o last.fm obriga reduzir pra 128).

comentários e sugestões são altamente encorajados :) se preferir, escreva para aygn @ verbeat.org.

~.~

me orgulha. pode ser pouquinho, mas levou quatro anos pra chegar até aqui, fora uns 20 de sonho de compor. me completa.

pesquisa da Technorati:

Japonês, 37%
Inglês, 36%
Chinês, 8%
Espanhol, 3%
Italiano, 3%
Russo, 2%
Francês, 2%
Português, 2%
Alemão, 1%
Persa, 1%
Outros, 5%

"A baixa representatividade no universo dos blogs em relação à quantidade de pessoas que falam português no mundo pode ter explicação no modo como se utiliza a internet no Brasil, país que responde pela maior parte dos falantes do idioma. “O consumo da web aqui é muito mais passivo. Uma coisa é ter acesso, outra é usar o ciberespaço como ferramenta da expressão. Apesar da popularização do PC e da internet, o aprofundamento ainda é muito superficial”, explica Flaschart."

link para a matéria no G1

dicão

olha aí, ó, coletivo nascendo. http://naselva.com/. "blogs, arte, cultura e literatura". fartura, né? sejam bem-vindos, porque é o que farta mesmo.

só falta o poodle

paradoxo é um lance manjado, eu sei. mas eu sempre tenho uma sensação deliciosa de extratemporaneidade ao chegar no armazém do gringo (ítalo-gringo, lembrar) da outra esquina, abarrotado com suas mini-gôndolas de biscoitos caseiros, salames pendurados numa corda, hortifrútis do dia, pizza de Guaporé etc, comprar meia dúzia de cervejas - e pagar com cartão de débito.

~.~

Se a carta lançada repousar estabilizada por mais de 10 segundos e permitir a inexorável reflexão instântanea de sua mensagem, fica valendo a carta, que é o bonito do jogo.
É isso ai, meu amigo. Pode ficar bolado. Essa é a regra mais bonita do jogo: vale a carta.
Vale a carta!
fora isso, há tanto tempo não ria como ri lendo sobre o Baralhinho do Momento. o texto é sensacional. link via Zerjen.

~.~

ah, e tem a reversal russa, também.

e el_tiagon imerge no mundo de second life. mas assim antropológico, claro. que essa coisa de ficar dando bandinha de avatar consome muita largura de banda.

mas engraçado mesmo é o First Life - A One Page Satire.

America's teens, your First Life dream world awaits. Hang out at the mall! Embarass yourself in gym class! Get acne! Experiment with mind-altering recreational drugs! The First Life world is your oyster.

além do slogan, que me fez *chorar* de rir.
Your world. Sorry about that.

~.~

fora isso, eu só queria dizer que o Arsis é a melhor coisa que aconteceu no death/black desde At the Gates, e que A Celebration of Guilt é um disco tão bom que rejuvenesce o ouvinte uns 10 anos.

Blogar é...

Blogar é... fazer amigos e influenciar pessoas

• Apenas 2% afirmaram que o blog não é uma maneira de se relacionar com as pessoas

Blogar é... conectar
• 95% têm uma lista de links

Blogar é... memória
• 48,3% afirmaram que a motivação para manter o blog é registrar idéias e pensamentos

Blogar é... construir-se intelectualmente
• 80,2% afirmou ler blogs para obter opiniões diferentes sobre vários assuntos

Blogar é... jornalismo
• 61,4% consideram os blogs como imprensa alternativa

Blogar é... bater no peito sua opinião
• 77,7% blogam com seu próprio nome ou apelido 'real'
• 58,8% já considerou mudar seu blog para um domínio próprio

...e ouvir a dos outros
• 63,6% afirmaram que os leitores influenciam algumas vezes na confecção do blog

Blogar é (e dá)... trabalho
• 69,3% acreditam na viabilidade de uma profissão "blogueiro"

Blogar é... ganhar dinheiro sem sair de casa
• 11,2% já tem anúncios em seu blog

Blogar é... largar a novelinha
• 18,3% passaram a ver menos televisão depois que incluiram blogs no dia-a-dia

Blogar é blogar, sexo é outra coisa
• Sexo é temática de apenas 1,9% dos blogs - menos do que Religião (2%)

Blogar é... só alegria!
• 82,6% lêem blogs por diversão/entretenimento


Muitos de nossos neurônios fritaram, é verdade. Mas finalmente está no ar a Pesquisa Blogosfera Brasil! Sim! Com quase 700 questionários respondidos em duas semanas de novembro do ano passado, por bravos guerreiros que enfrentaram uma bateria de quase 60 perguntas. Baixe o arquivo pdf com os resultados, divulgue, mande para seu amigo acadêmico, dissemine a informação! Talvez não salve o mundo das cáries, mas dá uma limpadinha no tártaro.

teste.3.1

movable type versão 3.31. instalada.

medo.

por enquanto tudo lindo. por enquanto.

dica: este post da sempre útil Elise Bauer dá dicas pra fazer o upgrade com carinho. atentem para as permissões dos scripts .cgi (que me deixou em pânico em frente a uma mensagem 500 Internal Server Error).

e agora tem tags. tem que descobrir como jogar elas no template.

e widgets. sejá lá o que for um widget. deve ser um anão mago.

ah, ó: já tá dando pau nos acentos. saco. codifiquem em western.

lá vou eu. el encanadór. ê



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