outro clichê comprovado durante a viagem a buenos aires é de que o povo é bastante guerreiro -- ativo na luta pelos seus direitos políticos. caso de simples observação. era quarta, batia o almoço rápido do dia da chegada e nos deparamos com esta manifestação: estudantes da universidade de buenos aires bloqueando a diagonal norte, em frente à praça de maio, em protesto contra as políticas de educação de Macri.
depois disso, todos os dias eu acompanhei pela tevê alguma outra manifestação popular. na quinta, por exemplo, uma associação de bairro batia panelas e jogava ovos na casa do secretário de segurança de cidade, velhinha entrevistada estupefata por ter sido assaltada duas vezes no último mês, em Belgrano. na sexta, uma grande manifestação na plaza de mayo protestava contra os Kirschner pedindo mais ação efetiva da polícia. etc.
além de fechar ruas e passeatas, buenos aires tem também uma rede não-presente de confronto, na forma de stencil art. se me incomoda a poluição causada pela pichação, não digo o mesmo do stencil; é uma mensagem tão transgressora quanto, mas que exige mais "penso" e posicionamento de quem se arrisca -- e também, simplesmente, não é tão feio. pode até, certas vezes, encaixar-se de forma sublime.
donde desde o dia um saí a registrar a rebel street art de buenos aires, e assim fui até o último. mais fáceis de serem encontrados na área central, no setor residencial de Palermo e em San Telmo, variam do ato político assinado à mera evocação poética de momento e lugar; a longa lista abaixo, se não é catálogo, é um generoso inventário das intervenções propostas em estêncil nas ruas da cidade.
que compartilho.
























































