empilhados na categoria (?) bereteios

junino, soy contra? // bereteio

piá

vocês até podem me fantasiar, mas não significa que eu vá me divertir.
(carnaval também acontecia. consegui evitar registros fotográficos.)


índole.


não gostava da roupa típica, me sentia ridículo. e pior ainda quando vinham me fazer bigode com rolha. ficava parado a contragosto, me sentindo besta. porque diabos tenho que seguir o código -- ou mesmo estar lá? ainda não quebrava tudo, mas me negava a participar. como aquela vez em que a professora da segunda série embestou que o cartão de dia das mães tinha que ter um beijo a batom na capa, não importando que houvesse meninos na turma e que eles teriam que fazer o mesmo que as meninas. não teve protesto que as impedisse e minha única forma de resistir foi não fechar os lábios jamais, deixando uma mancha de saliva borrada em cor no papel e indo até o banheiro de boca escancarada até limpar aquela goma nojenta.


colégio de FREIRA, claro. tudo muito pedagógico.


~.~


o que me leva a Jayme Caetano Braun, e se hoje me cai bem a bombacha, é porque, já crescido, escolhi louvar avô e avó Severo, Alegrete e Bagé:


Porque na rinha da vida
Já me bastava um empate!
Pois cheguei no arremate
Batido, sem bico e torto ..
E só me resta o conforto
Como a ti, galo de rinha
Que se alguém
dobrar-me a espinha
Há de ser depois de morto!

Galo de Rinha


~.~


e relacionado/não relacionado, bereteio, pertinente:



A mimosa curvatura
Desse teu corpo moreno
É o pago em ponto pequeno
Feito com arte divina,
E o teu colo que se empina
Quando suspiras com ânsia
São dois cerros na distância
Cobertos pela neblina.

China


~.~


das identidades.

nostalgamia illustrada



     


     


     


     


     




     


     


     


     


     



     


     


     



     


     


     




     


     


     



     


     


     


     


     






     


     




     


     


     




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títulos alternativos a este post:
-- minha vida pregressa em menos bits
-- filho, isso jamais será teu
-- sprites infanto-juvenis
-- rex games




• • •


odissey, intellivision, atari, nes, phanton, master system, snes, mega drive, 486;
arcade.


um senso de progressão confortável. a gente ia crescendo e os nossos gráficos iam melhorando. e as trilhas sonoras. e a jogabilidade. e o controle. e nos games o efeito era o mesmo!


space invaders, astrosmash, megamania, thunder force, truxton, r-type.


houve um tempo em que consoles não sabiam desenhar CURVAS. hoje, um PS3 é capaz de controlar uma cidade de 100 mil habitantes ou um pequeno planeta.

mais capacidade não é, necessariamente, mais diversão; às vezes é. isso vale tanto pra jogos quanto pra humanos. e infâncias e adolescências & whatnots. e inclui a aparente contradição da primeira frase.


num jogo com bola feita de quadrado, eu piá, lembrança agora;
refiro trajetória; espaço.

não só eu, há horda
nós no meio;
hadooken.



• • •


as imagens lincam para suas fontes. thanks a lot hardcore gaming 101. also thanks videogamecritic.netabandoniaconsoleclassixarcadehorrorwolfenstein3d.co.ukcivfanaticsguybrushthelogbookjogosantigos.com.brjpjuegossydlexia.comatari.brasilx.netdr-hoibyviajando na contramãogirls of warlagartojizuistecnoclastazineacessokollisionali786

verbeat, cinco anos, bereteio

5


HOORAY




entra FANFARRA.ORG



1825 dias construindo um nanocantinho das internets de linguas aportuguesadas & neovariações.
aproximando pessoas. criando grupos. formando identidade. pagando pra ver.
metendo o sopro na tuba pelo direito à comunicação livre, e pelo prazer de dizer bobagem.
de compartilhar esquinas. de encontrar outras gentes nelas. de puxar uma cadeira e chamar pra conversa. servindo uma gelada.

LOUVANDO A MESA DE BAR. e tudo que seu entorno simboliza.

quase quarenta e quatro mil horas de produção textual. anos 2000, outra vez confirmado: nada supera o poder da palavra escrita. e os laços que por ela chegam têm essa força na genética. você não é o seu blog, mas o seu blog é uma parte de você. nem que seja a parte que tem um blog. o pedaço que extroverte em texto. que informa, apenas respira, ou transborda.


ler refresca. ler flutua.


blog, pequena aventura tecnológica. megatrip humana.
maior evento da comunicação desde a tevê. (me processem (se ousarem))

que bauman: distâncias geográficas já não fazem mais sentido. a comunicação e a sociedade estão cada vez menos presos à terra. há cada vez menos mediadores. emissores multiplicam-se e a redescoberta da voz do receptor. a comunicação e a expansão da cidadania: por um lado abertura e amplificação dos (e com os) canais institucionais; por outro, as cyberlocalidades como um não-limite ao exercício da vivência cotidiana e de suas experiências.


2 giga de arquivos, 200 mb de banco de dados -- tudo boiando no éter por aí. e essa é apenas a nossa, ínfima, contribuição à ecologia da web.
(blogosfera? é orgulho ou xingamento? o termo ainda mutante)
claro que há problemas. são muitos os ajustes a fazer. dentro da nossa woodstock e aí fora.

ainda que o principal alvo seja o mesmo de sempre: mostrar e incentivar o maior número possível de pessoas a realizarem uma leitura crítica do que tem à sua volta. seja qual for o nível desse indivíduo.


avançamos, comunicação?
vou comemorar qualquer meio porcento a mais nessa conta.
porque se não pudermos acreditar que o nosso espaço serve (e pode continuar servindo) para implodir velhos cistos de gordura entre as sinapses, aí bueno --






cinco anos de descobertas, de literatura e livros, de diarinho e nhénhénhé, de resenhismo desenfreado, de crônica esportiva, de vitória e de tentativas, de leprechauns, de felinos, de pimentas, de declarações, de casamentos, denúncias, crianças, música por todos os lados, notícias de jornal, experiências alucinógenas, figuras irreplegíveis, drones de cítara, de ativismos diversos e até efêmeros e de bandeiras de todas as cores e inclusive multicolores, de reclamar do tempo e de humor humor humor e sarcasmo e talvez algum cinismo e vá, até depuração de estilos e linguajares e posicionamentos. de educação duas-vias e aprendizado extendido a absolutamente todas as áreas possíveis da utilidade e da inutilidade terráquea. cinco anos de blogs que até podem ser cinco anos defendendo as idiossincrasias humanas; respeitando o Indivíduo com base teórica; bereteando assim daqui a pouco me convenço de que os dinossauros eram tão legais porque se comunicavam em redes sociais. vai vendo.


cinco anos. é um marco.


obrigado a vocês todos, autores e leitores, que estão ao nosso redor - da verbeat como um todo, ou de um cantinho dela. ou de um feed compartilhado, ou um retweet, ou uma poesia apócrifa da martha verissimo num .pps com fotos de cachorrinhos-bebês. é um prazer, e uma honra, fazer parte do seu dia a dia.

é um clichê, também, mas não é minha culpa se já gastaram.
porque é verdade.


e tem sido a MELHOR viagem.




berês aires: un tanguito

buenos aires me fascinou por diversos motivos. e talvez um dos mais importantes é que pude confirmar as tantas coisas boas que meus amigos já haviam dito sobre o lugar. isso não apenas dribla aquelas decepções das expectativas exageradas - também leva os próprios amigos para a viagem, em encontros onde uma memória compartilhada vai se cristalizando.

também por isso saí tirando fotos pensando em bereteios: os que ficam comigo e não se traduzem em texto, e os que vêm aqui pro blog. que enquanto ficam matando blogosfera por aí, eu a gente segue conversando com os amigos. por puro prazer. simples assim.


~.~


5 clichês confirmados sobre buenos aires
• é uma cidade linda.
• é o lugar mais europeu que se pode viver nesse continente.
• as pessoas são educadas e receptivas.
• e lêem muito. o tempo todo. em todos os lugares.
• na volta ao brasil, se fica pensando a quem serve cultivar um preconceito vazio contra os portenhos.


~.~


san telmo: o bairro que mais gostei durante a estada. tive certeza quando não consegui me explicar o porquê.

bora dar uma voltinha?


calle

desenhos

pedestres

escadas

iglesia y gejfins

afronte

abrazo

funk rock

garrafas

wi-fi

esquina


~.~


redefina "músico de rua".



*numa coincidência incrível, o disco dessa banda foi postado hoje no PQP Bach. que sorte!



aliás, nunca vi tanta boa música assim, na calçada, como na feira de san telmo. veria, frouxo, uns cinco shows de artistas que estavam por ali. tango, milonga ou rock mesmo, tive a sensação de que, fora os trocos amealhados, marcavam presença pela satisfação. eram parte da cidade; integrados como um prédio ou uma loja, só que gerando sons. trabalhando, sim - mas tipo happy hour. curtindo a platéia em constante rotatividade num domingo de sol. sorrindo.

portenho não é arrogante, não. mas se orgulha e sente dono do que é seu.


~.~


mais berês aires, logo logo.

behold!

el rey

gatilho // cep20000

não existem coincidências; existem, sim, 'n' formas de se dizer a mesma coisa.
- michel melamed


em novembro de 2000 eu e o Anderson havíamos nos formado há poucos meses, e o Gejfin ainda não porque é desses tipos que acham muito normal trancar a faculdade tantas vezes for aguda a urgência de beretear em terras estranhas. e o recém-formado vive uma espécie de hiato, uma hesitação do próximo passo sem enxergar bem se há trilha (apud Bauman), e o Gejfin de certa forma já estava formado também (é que ele tem sua própia esfera de tempo) e não existem tótens mas existem símbolos. e quando saiu a Trip daquele mês não sei se a gente se interessou mais pelo cd encartado - cep20000 ??¿? - ou pela então lolita Diana Bouth, que tava na capa. mas o fato é que eu comprei a revista.

e num intervalo e outro entre as fotos, a gente escutou o disco.
e aí, simplesmente, destinos foram traçados o caos se REALINHOU.


CEP 20000, centro de experimentação poética do rio de janeiro. undergroud poesia, underground música. com palco aberto. e ainda hoje. alguns locais talvez digam que já passou. não importa. persiste.


e ocorre que o cd, um apanhado de duas noites comemorativas aos então 10 anos de estrada do evento, faz mais que barulho nas caixas. resolve significar, a nós três ermãos. todo um mundo de possibilidades abertas.

como que fosse algo pouco sabido sobre si; aquele estalo que gera uma nova dimensão própria, uma nova fase do jogo - e melhor pior não tê-lo, não se pode voltar atrás.


não existem tótens mas existem símbolos. e esse disquinho de poesia e música feita por malucos diversos, trespassando utopia da arte (e então, vida) em notas e/ou palavras simples, acabou nos mostrando horizontes. próprios, de construção própria, de pensamento, de postura. de ousar produzir, de acreditar ao se enxergar na arte. de outras cidades, de um início de namoro com o Rio. de um dia verbeat. de um dia.

e então poetikaos diversos entre um improviso de stand-up e uma tequila e outra. fincando estacas no caminho traçado, observando um ponto ao longe, caminhando. existem símbolos. e neste cd há poesia, metralhando e derrubando em diversas frontes. há música e nem tudo é bom, mas é tão genuíno que o apanhado faz a cena, que faz um local, que faz um ideal. o cheiro subversivo atraindo atenção. efêmeras partículas de infinito tangenciado humanos.


hoje existimos conseqüência. não apenas. mas também. e bastante.


oito anos depois, diana continua muito bem. nós, nem tanto. mas às pedras fundamentais de uma nostalgia se paga tributo, porque dos grandes cacos se cola um todo, ou alguma coisa nesse sentido.




cep



donde -- os convido para um liveblogging raro e repleto de bereteios. quinta 18/09, 22h. instruções aqui. behold Chacal, Fausto Fawcett, Rogério Skylab, Viviane Mosé, Michel Melamed e outros demônios responsáveis pelas únicas poesias que sei de cabeça.



(moral da história: só uma mulher tem o poder de mudar a sua vida.)




* hoje, Gejfin está casado com uma carioca, mora no RJ e é vizinho do teatro Sérgio Porto, onde segue ocorrendo, uma vez por mês, o cep20000. ame o caos.

memorabilia {senso-auditiva}




cara - se tem uma outra coisa de que eu sinto falta nesses tempos computadorizados, é o botão de volume GIGANTE. que nem que tinha no painel dos 3-em-1.

preâmbulo. sendo alguém cuja subsistência e 3/4 dos projetos (e ainda parte do lazer) se desenvolvem na microcomputadora, passo eterno tempo de frente pra tela. evidente que o mp3 me tornou um ouvinte muito mais e melhor - numa escala impossível de imaginar há 15 anos atrás. e se durante o dia em fones ouço, à noite tenho um par de caixinhas bastante boas aqui na escrivaninha. dos tempos em que o kit multimídia vinha com falantes de verdade, ímã pesado, boa resposta de freqüência - ao invés desse plástico chiador pavoroso distribuído hoje e que devia ser proibido pelas autoridades de saúde. tanto é vecchio que seu (mini) potenciômetro de volumen, hoje bêbado de poeira, não gosta nada que mexam com ele - senão fica mudo. às vezes num canal, às vezes noutro, ou nas duas. mais difícil que sintonizar rádio atrás de morro. donde, trabalha fixo em vol 9, e todo resto é software.

faz falta o botãozão, que se gira com impulso quando a canção 'bate', pra se procurar a quantidade exata nos fones, pra ter certeza de que não dá pra aumentar mais mesmo. o comando físico da massa sonora. rob gordon se jogando na cadeira, dando um peteleco pra jogar o som nas alturas. e medidores VU, de ponteiro, sempre atraídos pelo vermelho. movidos a eletricidade - não emulados por software. sim, esse é o caminho do chiado da agulha na bolacha, música de carregar embaixo do braço, o bônus do encarte gigante em fonte maior que seis. a quase-pornografia dos álbuns duplos.


mas também não alimento demais essa nostalgia; que, já disse, os avanços trouxeram grande melhora. de resto, eu sou um bicho acima de tudo preguiçoso prático. e eu já deixei um vinil no sol.


claro que posso comprar um microsystem novo pra sala, e botar o auxiliar e as caixas do 3-em-1 a trabalhar pro computador. ou instalar uns monitores bacanas e essa mesinha Mackie aqui, quando eu ficar rico com jardinagem. mas, enfim, esse não é um post que se resolva com tecnicidades.


enquanto isso, aperfeiçoa-se a técnica do EXTREME MOUSEWHEELIN'.



motivado por este prosaico post, olivia-google-reader-shared

psych folk bereteio

tem dias em que a gente tem dia demais e gente de menos. a gente de menos. quanto menos a gente. ih. menas. zero pontos. nafs. poof. and so on.

~.~

tava lendo hoje no uncovering um resmungo contra os rótulos da indústria fonográfica - ou, nesses dias de hoje, o quer que o valha, hooray. que é tanto nome diferente pra chamar essa ou aquela banda que seria tão mais simples a boa e velha ordem alfabética na loja de cds, ou não. e eu entendo esse enjôo de sempre estarem tentando colocar mais uma latinha na prateleira e socar goela abaixo do público. mas ao mesmo tempo eu acho que fiquei mais velho e mais nerd com essa coisa de música, e preciso admitir que os rótulos são uma grande maneira de se descobrir novas músicas. ou pelo menos falo do metal e da electronica, que é mais ou menos o meu chão. porque a internet tá toda catalogada, ou a caminho de. e uma boa tag é uma agulha no palheiro, e literalmente. brutal technical death metal? dá pra gostar de Atheretic generalizando pro grande guarda-chuva metal, situando 90% em death metal e curtindo o mesmo tanto dizendo "esse troço daí, muito foda!". não faz diferença. mas com a classificação "avançada", eu pude descobrir a banda na internet; e logo depois Lykathea Aflame, que é um lance descomunal enterrado muito longe do que eu poderia pensar em chegar. quer dizer, a morfologia cresce, mas se na prática todo mundo chama pelo apelido mesmo, não se abre mão de um método efetivo de catalogação - ao menos no terreno da internet. (passo até por bibliotecônomo em mesa de boteco.)

por outro lado, o que não precisa é entulho, pra sujar o sistema; vampiristic não é característica, é temática, e isso é outra coisa. a classificação pertinente é a da música, e não da lírica. (embora eu admita incorporar o viking ao metal, porque como todas as bandas se parecem, é quase um traço sonoro, mesmo.) tem quem goste de empilhar adjetivos pra dar na pinta de quem faz um som único, mas só acabam soando pernósticos. tem que ter um limite lógico e que abranja um número significativo de bandas (mesmo motivo pelo qual não considero Confessor uma banda de technical doom metal). e não se trata de "encaixar" a banda em um jargão, mas de situá-la tão somente no espectro sonoro, a referência de algo difícil de traduzir em palavras. não enlatar - isso continua sendo a parte das gravadoras. se bem que, na verdade, se pode dividir a música em dois grandes ramos: a mainstream e todo o resto. eu gostaria de dizer que as majors estão cada vez mais embaçadas e se enterrando na lama e cada vez menos se precisa delas, mas isso sou só eu e alguns afortunados que podem aproveitar; lá fora, as pessoas ouvem rádio. e aparentemente não vêem, digo, ouvem problema algum em escutar repetidas vezes a mesma música, quantas vezes tocar num dia, numa tarde, numa manhã úmida e maldita de segunda-feira. e os camelôs estão lá, três real qualquer coisa que se quiser. teve tempo que cd era artigo de luxo, hoje já dá pra comprar só pra tirar sarro. não dura muito, mesmo.

~.~

sabe do que eu tenho saudades? daquele 'trac-crac-clanc' da fita cassete encaixando nas bobinas enquanto fechava a gaveta do deck. lembro exatamente do barulho, e o silêncio do plástico (zumbido no falante) fazendo um bump ao entrar na área magnética e então a música. tive mais de 350 fitas. agora a música precisa de cada vez menos física pra existir. botões que se apertavam fazendo força. tevê com seletor giratório. cápsulas le-son. dá mais uns tempos: vão relançar como "marketing sensorial-mecânico, ou algo que o valha". o primeiro microsystem a ter um leitor de cd com agulha. acompanha duas esponjinhas para limpar a superfície do disco antes de balançar. vale soprar a agulha, claro que vale. e tem gravação uma-só-tecla sincronizada com o memory card inserido no case de fita cassete. não cabe no ipod, mas funciona perfeiteitamente com este nôvo walkman modelo charger 78 reloaded!

"as borrachas das nossas geladeiras são biodegradáveis."
"este eletrodoméstico foi construído por um humano."
"presenteie com a caixa-presente-de-rivera 2.0! será que tem um dvd player, ou um tijolo? a magia dos pioneiros em sua casa. diversão para toda família."

~.~

tem mundos que tem a gente de menos, e tem menos mundo na gente do que tentam vender por aí. e eu, cada vez menos mundo. cada vez mais gente. menos, menos.

~.~

eu continuo usando um par de tênis por vez, até acabar com ele.

mas olha o que eu perdi em setembro do ano passado: uma pesquisa inglesa relacionando preferências musicais ao uso de drogas, hábitos sexuais e toda sorte de traquitanas.


• ouvintes de música clássica são os que mais usam maconha [e eu faria uma piada agora se alguém não estivesse com a mãe no hospital, força amigo!]
• cogumelos tem o maior uso entre adeptos de ópera [o que explica o meu ódio pelo troço - talvez nunca tenha tentado direito]
• nenhum fã de pop tem um phD [certo que não tem]
• entre as categorias pesquisadas, os fãs de rap mostraram-se aqueles que menos tendem a ser religiosos, a reciclar, a exigir fontes de energia alternativa, menos favoráveis à majoração de impostos por melhores serviços públicos e os que menos contribuem com o Serviço Nacional de Saúde. aí é que eu me revolto com a edição da notícia do daily record. enquanto outros dados estão espalhados na matéria, pinceladas breves em frases curtas, aquela lambida de release - vem um bloco assim, gordo, full of judgement and wrath, escroto. porque, engraçado; nem se deu o trabalho de mostrar as categorias musicais com a melhor taxa de participação nesses quesitos, só pra pegar um exemplo. e, ah, tem a viradinha na faca - novo parágrafo, constituído de apenas uma frase:
• além disso, são os com maior tendência a quebrar a lei. [tipo, bah.] pra quê fazer uma coisa dessas. [olha, fiquei tão brabo que esqueci de sair do blockquote.

] mas não era disso que eu queria falar. o pesquisador da universidade de Leicester, dr. North, agora trabalha num novo projeto - um mapa mundi dos gostos musicais ao redor do mundo. com página na internet pra participar, pode ir, e tal. 10 mil, a amostra. eu fui correndo fazer - é abrangente, detalhada, relacionando com aspectos psicológicos. e, claro que isso aconteceria, já tô procurando o e-mail do dotô pra criticá: depois de trocentos estilos ultra-regionalizados, o melhor que eu posso escolher como "estilo favorito" é rock/heavy metal? ou seja, se um pesquisado é fã de metal gótico - só pra pegar um exemplo bem aparente, assim - ou de punk, ou de alguém apaixonado por hard rock, dá na mesma, conquanto (isso tá certo?) não seja um fã de ZULU JIVE? ou SKIFFLE? ou kïrtanams, ou zouk, ou pancat, ou qawwaali, sei lá se eu escrevi certo mas não vou olhar de novo. caramba. se quiser me dizer que não tem diferença estatística entre fãs de death, doom, black e metal melódico, pesquisa, porque eu mal engulo com estatística, que dirá no chute!



tirando isso, deve ser do caralho trabalhar como pesquisador de psicologia musical.

só falta o poodle

paradoxo é um lance manjado, eu sei. mas eu sempre tenho uma sensação deliciosa de extratemporaneidade ao chegar no armazém do gringo (ítalo-gringo, lembrar) da outra esquina, abarrotado com suas mini-gôndolas de biscoitos caseiros, salames pendurados numa corda, hortifrútis do dia, pizza de Guaporé etc, comprar meia dúzia de cervejas - e pagar com cartão de débito.

~.~

Se a carta lançada repousar estabilizada por mais de 10 segundos e permitir a inexorável reflexão instântanea de sua mensagem, fica valendo a carta, que é o bonito do jogo.
É isso ai, meu amigo. Pode ficar bolado. Essa é a regra mais bonita do jogo: vale a carta.
Vale a carta!
fora isso, há tanto tempo não ria como ri lendo sobre o Baralhinho do Momento. o texto é sensacional. link via Zerjen.

~.~

ah, e tem a reversal russa, também.



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