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i consiglieri

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começou

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pára tudo.

que me CHORO de rir lendo esse conto-teatro do Sérgio. CHORO.


Espírito dos Aniversários Futuros: - Hic... tá vendo schshó... hic... esxe é o seu aniversário do futuro se você continuar desse jeito...
Tiagón: - Bom, pelo menos eu ainda tenho dois amigos.... Mas peraí: o que é aquela passa barbuda de óculos escuros?
Espírito dos Aniversários Futuros: - É o... hic... o Gejfin, ora...
Tiagón: - E o outro é o Coronel Sanders! O que ele está fazendo com uma camiseta da Verbeat?

é um dos melhores presentes de todos os tempos.

~.~

ah. isso daí era um update. antes, começou assim:

ó, foi a Olivia que disse.

update: ah, e o Milton também.

upd-: e a Fer!

Verbeat est un non-profitable, non-organisation non-governamental créée et dans la création par Leandro Gejfinbein et Tiago Casagrande, communicateurs sociaux de Porto Alegre, Le Brésil. Nous avons du mal à distinguer, pour une définition précise, ce que sont nos objectifs et ce que sont nos principes, ils se confondent et se combinet fréquemment. Nous préférons alors, au lieu de décrire ce que nous sommes et où nous avons l'intention d'arriver, de parler de ce que nous voulons.

...agora vai!

Com aquele som diante de meus olhos, não hesitei e mordi logo a maçã, esperando que o ruído cessasse. Inútil. Continuou apitando, silvando, às vezes chiando como tevê fora do ar. Joguei a fruta pela janela. Não adiantou nada. Virei para os lados, procurando a fonte; corri pelo apartamento, mas o som era onipresente. Entendi que o barulho estava na minha cabeça. Não era um simples zumbido, um tinitus; eram variações diversas de discos riscados, cliques, notas de baixa freqüência. Então começou a microfonia e eu pensei que minha cabeça fosse explodir.

Continue lendo "Efeito", um de meus contos preferidos - que lambo a cria, ah se -, publicado na edição nº 20 do Bestiário, a revista de contos de Charles Kiefer, Assis Brasil e Schmitt-Prym.

Fiquei feliz, feliz, feliz pra caramba. (E obrigado por ter avisado, amigo.)

um toco refrescante

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não dá outra: se eu passar algum tempo sem comer halls de cereja, na próxima vez em que eu sentir o sabor, pronto: volto aos 13 anos.

explico: eu tinha 13 e comecei a fazer festinha. aos 13 era 1991, logo, eu era uma mistura de flanela xadrez com jaqueta jeans e cabelão pelo meio das costas. já tinha cabelão porque era guitarrista de uma banda podre; nem sonhava que o grunge faria a moda. fiquei descobrindo quando começaram as "baladas" e amigo Alexandre invejava minha sorte com o sexo oposto na pista de dança. ah, as melenas. era chegar no meio da pista do Cord ou da Croco, agitar os cabelos à headbanger e depois só separar a melhorzinha, entre todas que se dependuravam nos cabelos. é, eu já fui centroavante artilheiro.

bueno. mas eu tinha 13 e fiquei com essa menina, a Carolina, primeira de uma série, que morava (mora?) lá no Sabará. morena, cabelão, bocão, bem-bonita. aí combinamos de sair de novo. ela não tinha telefone em casa, combinamos hora e dia de ligar pra casa da amiga. liguei. marquei. cinema. shopping: Praia de Belas, era um dia de tarde, um dia morto de tarde, era férias da escola, era julho. tão tá, combinado.

*clic* no telefone e a mãe aparece, olhos arregalados, sorriso indisfarçavel, e aí, e aí, filho? pues quarta, quarta às 15h, mãe. foi então que ela teve um ataque de corujice, me agarrou beijou lambeu e me levou pra comprar roupas novas, um jeans verde-musgo e um moleton mostarda (?!) na Wrangler. te mete. não satisfeita, no dia marcado me levou até a parada do T2, toda orgulho. e na passada em frente ao boteco, como era mesmo o nome daquele boteco, mãe?, aquele quase do lado de casa?, (lembrei?: Sagres?) - vamo de novo. e na passada em frente ao boteco ela pensou em hálito e - entra fanfarra grandiosa - me comprou um halls de cereja.

ooooh. ou êta porra, como diz o marcelino.

chegando lá, eu lindão cheiroso bonitão pura refrescância e adivinhem o que aconteceu? ô, deu tudo certo, tão torcendo contra, é? nos encontramos, eu esperava sentado num banco, ela veio pro meu colo e ali ficamos amasso agarro ignorando o mundo externo até que o segurança veio nos dar um "código 20", seja lá o que isso signifique, e nos pedir pra acalmar, fassavor. e então todos riram.

foi tão bom que ficamos de sair outra vez. eu, essas alturas, já tinha entregue toda minha alma pra ela. todinha. liguei. marquei. cinema. shopping: Bourbon da Assis Brasil. era um domingo de tarde. te encontro na parada do ônibus, bem em frente.

arrã.

sei lá. acho que fiquei uma hora e meia esperando, eu acho. e e meu hálito de halls de cereja. e ventava. ventava como o diabo, naquela tarde nublada.

o primeiro toco, a gente nunca esquece. num patrocínio Cadbury Adams do Brasil.

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Dois anos de Bereteando: À Grade-Cimentos
(com escusas lápsicas)

Aos leitores anônimos. Aos quietos e tímidos, que não deixam rastro. Aos não-lincáveis. Aos uruguaios misteriosos.

A Uilson Brito, Renato K, Diego Schutt, Luiz Biajoni, Zadig, Caco Ishak, Nora Borges e Carol.

Ao Menezes. A Carol Bensimon e Karine Krug (desde o Descontrol), Julia Dantas, Bituca, Edu Biz, Bomberman, Luiz "Chato" Afonso. Jorge Rocha e Augusto Sales. Fer, Vivi Zohar, Gilda Lassance, Meg, Camilla, Ann G, Virginia, Luiza, Larissa, Juliana Hollanda. Idelber Avelar, Rafael Galvão, Flavio Prada, Roger Franchini. Hélio Serafino, Dolfo Muanis, Renato Rosa, Brenda Garrett e Jeff Jarvis. Rafael Mônaco, Eduardo Cunho, Alexandre Wolf, Eneida Braga, Tatiane Borba, Lisi Folletto, Raquel Moreira e Luciana Oliveira.

Hats off para Wilboard, Aulay e Gerry (RIP). A Spirit Crusher, toda a turma do Teatro do Concreto Armado e a Duncan, o Rato Químico. Também a Ernestinho (e suas mulatas), Sr. Mofo, James Jones, Plush Priests Millenium Collection, Sonja (a Esponja), Sr. Impermeável e Sr. Craca.

Às bandas ouvidas e dissecadas. Aos meus avós e aos nonnos. Space Ghost (coast to coast). Edson Aran. Henry Chinaksi. A Woody Allen.

Abraços efusivos e brindes com piscadelas e piadas internas aos velhos de guerra, incentivadores e/ou inspiradores: Marcão, Inagaki, Almirante Nelson, Cardoso, Sérgio Bruno, DaniCast, João Paulo Cuenca, André Barbosa, Anderson Oliveira e um beijo angorá na Jojo.

Reverências especialíssimas, com poema em guardanapo autografado e gargalhada em negrito de bold, aos essenciais Milton Ribeiro e Olivia Maia.

Claro, a Leandro Gejfinbein. Não preciso dizer nada.

E também a Tiago Casagrande. Por onde andas?

(A Bianca Ramoneda, por "Tô sempre me procurando. Sempre que eu me encontro, descubro que mudei de endereço!")

À cerveja. Aos seios femininos. À não-linearidade. À lua. E aos revolucionários!

A verdade é que sem vocês, tudo isso seria, sim, possível.

...mas não teria a mínima graça :)

Ermão

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Feliz aniversário, Ander. Sabes a falta que fazes por aqui, cara. Lembro de ti mais seguido do que pensas; a toda hora tem algo que traga a imagem do amigo ao convívio. Ontem, por exemplo, foi quando eu comecei a escutar a trilha de Kill Bill. E então se repete: eu e o Gejfin nos entreolhando pra dizer, bah, o Ander tinha que estar aqui. (Na verdade não tinha, a gente sabe e sabe sorrindo; mas tinha, tu entendes.)

Mas tudo isso tu já sabes. Na verdade, não tenho nada pra te dizer que não tenha dito na tua última vinda, ou no último e-mail. Por isso, te ligo no fim da tarde.

Ah - não tem abraço presencial; mas tem um musical, pra baixar aqui. Escuta e depois me xinga.

Atchim

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Fazia tanto tempo que eu não tinha uma crise de rinite alérgica que eu até tinha esquecido de como é chato.

Mas chato, CHATO, assim, func, chato.

Tão chato que me faz postar uma coisa CHATA como essas aqui no blog.

E em frases curtas, porque meu cérebro fica pastoso quando eu tô nesse estado.

Na verdade, eu poderia fazer frases curtas e chatas sobre rinite durante horas.

Se eu tivesse horas.

Mas o relógio desse computador...

...está atrasado!

entra FANFARRA GRANDIOSA
fade to greensleeves

Esses dias eu tava lembrando daquela música chata do No Doubt, e foi bem triste. Que mina chata.

*thud*
sai fanfarra grandiosa

Atchim.

Porque é sempre assim, como vai ser amanhã: eu abro os olhos e sei que deu problema. Antes de atinar que a tevê tá gritando ao mesmo tempo que os despertadores, e antes de conseguir fazer o cálculo necessário para saber as horas - a logística dos meus horários poderia render uma daquelas questões de vestibular, como p. ex.: Um dado Televisor 1 tem seu relógio setado na hora correta. Sabendo que Rádio Relógio 1 tem diferença de 10 minutos para Despertador 1, e de 20 minutos para o outro dispositivo da mesma função, que horas marca agora em Videocassete 1? E de que marca ele é? Por acaso ele vale seu peso em filé de doninha? etc - e depois do imenso aposto eu perdi a frase. Travessões sempre me distraem. De novo:

E antes de conseguir descobrir que diabos de horas são, o sexto sentido avisa: Demorasse, negão. Por aí dá pra ter uma idéia do que é o meu sexto sentido: atrasado, preguiçoso, gregário e inadequado frente à cartilha que se propõe a institucionalizar o colóquio nesses novos tempos onde um expletivo pode provocar um processo judicial. Ora, dava pra ter chamado meia hora antes? De nada adianta eu saber que estou atrasado quando acordo - donde o termo "irremediavelmente" -, mas se ele pudesse me avisar isso mais cedo, talvez as coisas fossem mais fáceis, bolas. Ele diria Demorasse, negão, mas esse é apenas um flashback do futuro. E o teu travesseiro tá babado.

Mas como eu não ia dizendo. Antes mesmo de atingir a plena consciência, eu sei que estou atrasado. (Plena consciência? A quem estou tentando enganar? Desde os meus 14 anos que o máximo de "consciente" a que eu consigo chegar é uns 58%!) Aí levanto apavorado correndo bufando. (Nada mais sólido do que sentir-se atrasado, eh?) Visto roupa boto lente de contato lavo dente passo pela privada óculos escuros vup zip zap! Dez minutos e estou caminhando com agressividade pela João Abbott, desconhecendo as pessoas daquele horário, estranhando a inclinação do sol, paranóias mil etc.

E é bem assim: quando eu acordo rápido demais, sob pressão, meus neurotransmissores pregam *todas* as peças possíveis em mim. Eu tenho certeza de que meu cérebro, nesse momento, me dá as chaves da compreensão da vida e da morte, as dimensões exatas do universo, e também o número dum armário no aeroporto onde há uma foto autografada de Deus - mas ele diz tudo isso misturado à fotografias movediças de fragmentos de pessoas, e frases cujo nexo se encontram no nível mais baixo da associação de idéias. Além de nomes estranhos pipocarem. Na última insônia, por exemplo - acordei com o nome de Emir Kusturica estampado diante da cara. Imagina - não é um nome que a gente diria na mesa diante da mãe e do pai, e eu acordo com isso! Vai ver, além de cinema, ele sabe quanto mede a droga do universo.

Universo que é só uma parte, nos disse a Vivian dia desses. "O Universo é só uma parte!", ela disse e todos rimos, embora eu tenha ido pra casa pensando que isso não ajuda em nada, pelo contrário - piora tudo! Ora, como assim? Essa questão já havia sido encerrada - continente, planeta, universo, puf: acabou! E se é mesmo verdade, não deveríamos ter o direito de escolher com qual parte ficar? Talvez eu pudesse achar uma parte do universo em que o sono vem nas refeições: no buffet, 10 saladas, 6 pratos quentes e sono - sono grelhado ou no espeto, suflê de sono com queijo, sono com molho de frango. Chega a hora do almoço, glub, enche o estômago e na mesma tacada o rango fica valendo pelas horas de sono equivalentes. Rá! Rodízio de sono - 35 variedades! "- E aí, tava boa a janta?" "- Nossa, uma delícia! Dormi horrores!" Por exemplo, se eu estivesse nessa parte do universo, no feriadão eu teria dormido séculos - porque eu descobri as delícias da cozinha da Claudia (ela mesma, que é dele), na quinta, (e oh céus aquela panna cotta deveria me render pelo menos uns duzentos anos de sono,) e no sábado quem cozinhou e beeem foi a Lisi, embora eu tenha feito as batatas e a sobremesa. Dois jantares e eu colocaria meu mesozóico sono em dia.

(Nos restaurantes que servem sono, junto com a nota fiscal o cliente recebe um cartão de memória, contendo os sonhos correspondentes à refeição. Roda em qualquer aparelho de devedê. Nas estantes das salas de estar, os cartõezinhos se empilham desordenadamente. As pessoas não tem tempo, ou paciência, ou vontade, ou coragem, de assistir seus sonhos. Os poucos puristas que insistem em sonhar organicamente costumam casar-se com os últimos analistas freudianos, e desenvolver tiques nervosos relacionados às sobrancelhas.)

Não que eu seja preguiçoso ou goste de dormir demais. É que o meu melhor sono é de manhã. Sério. A mãe sempre me dizia, nos fins de semana em que chegava madrugando afora pelas festas e dormia durante o dia: "Fio, o descanso tem que ser de noite, dormir de dia não é a mesma coisa." Ela possivelmente tem razão - e é verdade que as coisas não são mais como eram antes, mas isso porque eu moro sozinho e ela não pode controlar meus horários. O que é que eu posso fazer? De noite eu fico aceso, sou bicho noturno, sou morcego e coruja; quando o sol se alevanta em meio ao pampa é que o sono adquire massa e densidade, revigora, replenifica. De modo que as duas horas de sono, entre 6h e 8h, costumam ser as melhores - mas, durante a semana útil, elas são interrompidas pelo contrato social. Já nos finais de semana, quem me acorda é a criança que mora no andar de baixo e fica cantando Pitty pro coelho dela. É uma maravilha. O coelho fica bem embaixo da janela do meu quarto. E ela incentiva: "Vamos, coelho, canta!" O bicho nem nome tem, que tipo de criança é essa? E tome Festa no Apê, em loop infinito, mas nada do Senhor Coelho cantar. Sábado eu me indignei tanto que abri a janela com raiva e toquei o ARMAGEDDON pra cima de todo mundo. Morbid Angel. Ouvi umas três músicas inteiras, volume no talo, vidro da janela tremendo. Canta agora, canta, canta bem alto pro coelho. Quando eu desliguei o som, pude ouvir a queda de uma gota de suor do pássaro na árvore em frente, antes de arriscar um novo piado.

De modo que eu tenho vários problemas relacionados ao sono, a saber: não tenho sono à noite; não durmo fácil; meu sono profundo é o da manhã; realmente preciso ter um emprego; minha arquiinimiga é N'tha Ga-K'Pup, A-Criança-Que-Canta-Pro-Coelho. Então já foi mais freqüente do que hoje, mas ainda acontece - como vai acontecer amanhã: eu acordo meia hora atrasado, correndo, com a cabeça totalmente confusa em slideshows de pessoas e nomes. Podem ter certeza: todo o meu preparo e temor de perder a hora serão inúteis, e nessa segunda-feira eu vou chegar atrasado na agência. Sim, porque são 4h12 da manhã, e eu tentava fazer algo de produtivo com minha insônia - ao invés de fazer como todo mundo, que tenta dormir - mas, contrasenso, tudo o que saiu foi essa crônica disparatada. Agora vocês me dão licença que eu vou ali enfiar a cabeça no leite morno.

Era isso

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Porque o sino berra e os bezerros cantam e as crianças badalam e eu vou que vou que vou que fui pra curtir um feriadão de reset mental. Então por isso escrevi tanta cousa - para que os que não conseguem ficar sem ler o meu blog tenham alguma distração. Leiam com parcimônia, ok? Agora com licença que eu vou pegar a minha humildade ali no armário.

Mais umbigos

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.: Metade de maio, e é VERÃO em Porto Alegre. Chegando aos 30°C facinho. Que saco!

.: Metade de maio e feliz constato que, desde que iniciou-se 2005, tudo que não há na minha vida é tédio. Mesmo os vales da minha senoide neural têm sido agitados. Cabeça a milhão todo tempo, lá dentro sempre tem algo ou alguém a falar ou sorrir ou olhar, e assim nos bamos intercalando "tá tudo errado" com "êêêêê" mas sempre em escala megatônica, os leprechauns saltando das moitas e gritando "la la la ra!", ip ip ip!

É muita coisa. Espetáculo.

.: A maioria das pessoas com quem eu convivo são da Comunicação, mas o legal da multidisciplinaridade das amizades é receber e-mails com frases assim:

Achei que matar ratos ia ser algo horrível, mas nem. Eles nem tentam me morder quando eu tento tirá-los das gaiolas. (...) Tanto medo há algum tempo atrás e agora as coisas parecem rotina!!!

.: Provavelmente um dos ÚNICOS motivos que eu poderia ter para uma carreira na área de Saúde seria eliminar cobaias. Muhahahah.

.: Hah! Eu faria historinhas e teatrinhos o tempo todo! "Olá, eu sou Hermit, e estou com um sono profuuundo..." HAHAHAH- "Tente fugir, vamos, você precisa ser forte! Puxa... que engraçado... eu tô voando... tô levinho..." HAHAH-

.: Alô ONGs anti-cobaias: isso é só humor negro, ok? Depois eu faço uma tira onde Duncan, o Rato Químico, se vinga pela raça.

.: O Gejfin já lamentou dia desses a postura hermética das universidades, que muitas vezes agem enclausuradas, desinteressadas, umbiguistas, burocratas. Por isso, causa espanto quando um professor nos recebe em sua casa, num sábado de meio-dia, para conversar sobre nossas idéias e mostrar o projeto dele, entre latinhas de Polar e petisqueiras variadas.

Não obstante, professor Militão é um dos caras mais legais, dedicados e competentes que eu conheci na Famecos. Triste é isso ser exceção.

.: Enquanto digeríamos um bauru do Trianon, dissecamos a revista Uma. De títulos tão impagáveis quando herméticos - "A Verdade Sobre a Escova Progressiva" - a lançamentos cosméticos - a novidade é um batom tridimensional (??? será que vem com aqueles óculos mezzo azul, mezzo vermelho?) -, a leitura pode ser divertida se não se levar (muito) a sério. Ou pelo menos eu não consigo ficar sem rir diante de dicas como "evite o chulé enfiando os pés durante 20 minutos em chá preto à temperatura ambiente, quatro vezes por semana".

Como diria a genial pAtY_xuR@nha67, "pow, fala sério! kkkk! er sqm faltavs!".

.: Chulé é uma palavra muito feia. Assim, escrita, então, só fica pior. Agh.

.: Ah - o horóscopo da revista mandava eu me isolar, passar um período solitário. Arrããã!

.: Se meus amigos deixassem! O SMS padrão é "Duas cervejas! Só duas! Prometo!"

.: POR UMA NOVA MATEMÁTICA
Ontem, por exemplo: primeiro foram duas (na verdade, quatro) com o Rafa e amigos anexos; depois, foram outras duas (cinco) com a Lisi. Seguindo-se da sexta-feira, quando começamos na minha casa tomando duas (seis), depois mais duas (nove) no Muffuletta, depois mais duas (sete) na minha casa, de novo. Já sábado foram duas (seis) de meio dia com o professor, duas (cinco) enquanto eu cozinhava (fagotini) e as duas (duas) garrafas de vinho posteriores (agora).

.: E ninguém acertou a Palavra Escondida da semana passada! Bia, por favor.

BIA
La palabra escondida é "Pressostato". Não houveram vencedores.

E o que acontece agora, Bia?

BIA
O prêmio fica acumulado! São vinte vogais novinhas em folha e um super kit com bolinhas dinamarquesas pra colocar em cima dos seus "A" preferidos!

Era ou não era tudo o que você estava esperando? Então-

BIA
Ah, eu preferia alguma coisa pro cabelo, sabe? Uma escova regressiva, ou um relaxamento japonês, ou uma chapinha com lasers.

Eu não tava perguntando pra ti, animal! Olha o que tu fez! Estragou tudo!

BIA
Saco! Eu sempre erro!

E vai ficar de castigo!

BIA
Não! De novo, não! Me tira desse blockquote! Tira!

.: Bereteando está sorrindo numa segunda-feira.

ergo os olhos para as estrelas e encho o pulmão de ar sujo e as melodias me invadem e quero deixá-las levarem-me em harmonias que reverberam microtremores sinápticos de tristeza e horror. advindo da ordem da beleza que causa dor, cujo ápice é insuportável à consciência e diante dele prostramo-nos e desesperamo-nos por não saber como reagir a algo tão intenso. e nesse instante posso sentir que enquanto aproximo-me do centro sensível de mim mesmo verto por dentro das pálpebras semprecerradas água em sal de riso vão e inverdades fermentadas em hábito respiratório.

e triste sei-me mais próximo de mim do que em qualquer outro momento. porque então a distância entre eu e o viver encerra milhas náuticas de oceanos não-mapeados. e então torno-me um ponto de carne e terra em meio a ele. assustadoramente terno, acolhe-me com ondas de brisa tépida, que aquece mas não permite que eu respire. e triste descubro-me verdadeiro e não bufão.

mas da refeição só encontro os ossos. porque a carícia que me é oferecida afaga a contrapelo e descubro as feridas e os parasitas enquanto frêmitos de chiaroscuro atravessam tudo que não é matéria em mim.

então enguloceano e o represo fortaleço em barricadas e peitaço a peitaço desbravo o inóspito de tudo o que me cerca. pois não me resigno da beleza e da tristeza tão subterrâneas em mim e que exigem tudo que tenho; às machadadas arranco selva daninha, em grito e gargalho e lábio úmido arremesso-me ao que há ao redor.

só não permito que penetrem em meus olhos, pois não quero que vejam lá dentro onde o rio de melan kholia tem a forma de um abraço de corpo inteiro. protejo-me da própria claridade que meus olhos refletem dos olhos dos que me cercam. não me descubram ou terei de ser eu mesmo.

e da dicotomia original multiplico-me em dezenas de avatares, que incumbo de encontrar-me em meio a uma dança de cegos onde eu sempre conduzo. e giramos e giramos e giramos em torno do centro do tempo. abrindo uns nos outros veios como em seringueiras, por onde escorre o humor maldito que acalentamos.

correndo para fora de nós em silêncio sem que sintamos sopro ou umidade.

até que eu hesite; e seja coberto outra vez pelo rio interno que torno oceano.

porque temo escorrer com ele se tirar a tampa do ralo.

udpating: terça pra quarta

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1. Zaiu da terapia. Cabezazoada, oglios embazados, ach'a vida muit'd'fícil, etc. Veio que veio caminhando pelas aveniudas que há tanto e há tento conhece e aprendêu a se afeissoar. Ao passar pela drogaria, ainda penzou: não tenho engovs, no hay engovs. Mas também não tinha trocados ou gorjêtas em seu bolso. Deu de hombros, deixou de lado - ora oras, enfim serão apenas algumas cervêjas com amigos, e también no se puede engolir medicamêntos a todos momentos em que se compartilla algunas cerbejas com amigos.

Na manhã seguinte, havia transmutado-se num cáctus espinhôso.
"

2. Já é engraçado ver um conhecido na tevê. Quando um amigo aparece sistematicamente, então, é mais engraçado ainda. Mas estar em grupo, meio bêbado, assistindo o a reprise daquele telejornal com o âncora ao lado, é IMPAGÁVEL.

3. A verdade é que eu me orgulho de mim mesmo quando vejo meus amigos. Lembro Erich Frömm sabendo que eu me escolhi para eles, e eles se escolheram para mim; não é a unilateralidade de escolher alguém para si. Isso é afeto verdadeiro. Por isso não me furto do abraço ou das palavras. Nos afastamos pouco a pouco. Às vezes nos reencontramos - e terça pra quarta tem esse cheiro, porque todos estamos passando por processos, e cada processo é uma ressignificação; às vezes nos separamos definitivamente. Mas eu não lamento quando acontece, porque verdadeiramente cresço com eles. Levo-os comigo.

4. Amigo é uma palavra meio batida. Ainda bem que eu sei beretear e pra mim, ela está sempre nova. Vocês também podem!

5. E eu aprendi com a Viviane Mosé a lavar palavra suja. Mergulhar a palavra suja em água sanitária. Depois de dois dias de molho, quarar ao sol do meio dia. Algumas palavras quando alvejadas ao sol adquirem consistência de certeza. Por exemplo a palavra vida.

6. Esse post é um bereteio livre, apenas limitado pelo meu tempo, pros amigos Lisi (com I) e Rafa, não-lincáveis, vejam só!, com uma das grandes gargalhadas que eles me fazem dar. Até mais tarde!

Hate post

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10 coisas que eu odeio sobre você, você, ou você, ou sobre o cara ali do canto, ou sobre a humanidade, mesmo, enfim, la-dee-da

1. Vinagre
Na verdade, essa é a explicação pra muita criança não comer salada. Já é brabo ter que enfrentar um pé de alface no prato ocupando o espaço do bife; agora, se borrifarem com aquele troço azedo acre argh argh!, fica inviável, entende? Vinagre está para a salada como o ketchup para a macarrão: você só usa quando a coisa, por si só, deu errado. Sem falar que a mistura de vinagre com elementos tóxicos como repolho ou rabanete é técnica proibida pelo Tratado de Kyoto. Não importa o que você sirva - por favor, mantenha a comida longe do vinagre. Eu gosto do pH da minha boca estável, ao invés de convulsionando a cada mastigada.
Exceção: molho barbecue e aceto balsâmico

2. Insetos
Cada vez que eu vejo insetos em bando, eu me lembro das pragas bíblicas e então por um instante tudo faz sentido. Eu odeio insetos. Qual a função de um bicho horrível feio escroto que vive rastejando por aí? Pior - mais do que insetos, eu odeio insetos que voam. Eu odeio insetos voadores. Eles podem entrar nos meus olhos. Eu sei que isso é paranóia, mas você gostaria de uma mariposa batendo asas dentro do seu globo ocular até despedaçar tudo? Eu fora. E insetos voadores desviam com mais agilidade da chinelada. Além disso, os insetos têm o péssimo hábito de viver em hordas - e eu odeio hordas incontroláveis, como as invasões de cupins que acontecem vez em quando lá em casa. Eu consigo matar um ou cinco cupins, mas quando eles vêm às centenas, é preciso uma atitude drástica, bicho. Enquanto não chega o meu iguana, uso o extintor de incêndio. E as aranhas? Qualquer animal que tenha mais do que quatro patas é um adversário que precisa ser classificado como perigoso. Ou couraças - mesmo que a usem para ficar batendo na parede enquanto fazem aquele barulho horrível. Vocês viram o maior besouro do mundo, que tem, sei lá, dois palmos? ISSO é o fim dos tempos. ISSO é o apocalipse, cara.
Vamos, me culpe pela neurose. Essa noite eu sonhei com uma barata na minha virilha. Sério. Aaargh.
Exceção: lagartixas. Lagartixas são insetos que comem outros insetos.

3. Moluscos
O que é um molusco? É um bicho horrível feio escroto que vive rastejando por aí, só que no fundo do mar. Ou seja, é um inseto! Você comeria um inseto? Eu não. Eu me recuso a comer qualquer coisa que não tenha uma espinha dorsal. Ou olhos pendunculados. (Eu não sei se caranguejos são moluscos, mas essa é uma categoria genérica e abrangente. Da mesma forma que cobras - e sim, lagartixas - são insetos.) Tipo, olha pro troço! Um camarão é uma aberração da natureza! Aquilo é um dejeto criativo, escondido dentro do mar pra ninguém ver, e aí o que acontece? Paf, o homem vai lá, pesca o monstro e diz "Hm, bicho meio-transparente-meio-rosa com olho preto e barbas? Tô dentro! Nham nham-". De quebra, já traz lagosta, mexilhões e polvo. Ééé. Eles comem pinças com carapaças. Eles abrem uma concha dura e comem a gosma que tem dentro. Eles cortam tentáculos em anéis e fritam! Eu sei que contando não dá pra acreditar. Hm, ventosas! Delícia! E quando fazem macarrão com tinta de lula?
Como diria Gildo de Freitas, "me chamem de grosso, eu não tiro a razão".
Exceção: Pastel de siri. O fator "pastel" é predominante.

4. Filme dublado
No mundo perfeito, nenhum filme é dublado. É verdade que o mundo perfeito é uma bosta, mas mesmo assim, eu nunca mais teria que ouvir os horrores que são cometidos em nome da acessibilidade. Filme foi feito em uma língua e deve ser mantido assim! Claro, eu não me importo se dublarem, por exemplo, qualquer coisa feita pela Disney, porque é infantil, enfim, e eu não vou assistir mesmo. Quando não for, tá ali a legenda, coisa linda, pra quando for preciso. Filme dublado é um desrespeito, além de destruir a língua brasileira - expressões como "Se manca, cara" jamais teriam surgido se não fossem os dubladores. E quando dublam o choro? É dose.
Exceção: Simpsons (que não é filme, de qualquer modo)

5. Cheiro de fósforos
Não. Não acenda esse fósforo do meu lado. Por favor. Eu tô pedindo. Eu odeio o cheiro de enxofre. Tive uma ex-amiga que, só pra me irritar, além de ficar brincando com a merda dos fósforos, LAMBIA o palito depois de apagar. Eu não acredito, eu continuo não acreditando.
E pelo amor de Xenon, não apaga a porra da vela assoprando!
Exceção: fósforos dentro da piscina

6. Gritedo
Algumas pessoas precisam de um controle de volume. E uma tecla mute - mas aí já e outro ódio. Tem gente que não consegue falar baixo, e isso é legítimo, mas tem quem grite por cacoete. Ou pra aparecer. Tanto faz. Não grite, por favor. Não agora. Provavelmente nunca. Não grite sem que haja uma necessidade para gritar. Existem lugares excelentes para gritar - shows de rock, danceterias, estádios de futebol, construções, parques de diversões, cemitérios, etc. São locais onde gritar é legal. Mas não aqui. Não dentro de casa. Não no ambiente de trabalho. Sshhh. Fale à vontade, mas não tire os olhos deste decibelímetro.
E eu não sei quando poderei ter filhos. Pensei em casar com a mudinha peituda do 403, mas parece que não é genético.
Exceção: em practical jokes

7. Poodles
Poodle consegue misturar um monte de coisa que eu odeio. Poodle é uma coisa meio inseto, meio molusco, que grita pra cacete e fede a enxofre. Tá, eu exagerei no cheiro. Não? Enfim. Começa que é um cachorro feio, cujas donas - que homem escolhe um poodle? - enfeiam ainda mais fazendo cortes ridículos no pêlo, para se vingar dos mullets que usaram nos anos 80. Aí o monstro - já viram aqueles que são grandes, não os "micro toy"? Bah, parece um aleijão - abre a boca e yap yap yap começa a latir yap naquele yap yap tom ensurdecedor yap e yap yap yap yap yap não pára, bicho maldito! Eu sei do que tô falando. Eu convivi com uma irmã. E um poodle. Uma irmã fã de Bon Jovi e um poodle. Tem que amar muito, mesmo.
Exceção: cirurgias para retirada das cordas vocais. Ha, hahahah!

8. Parrots
Dos dois tipos. Primeiro, papagaios, caturritas, calopsitas - insetos de plumagem geralmente verde e que piam, grasnam, sei lá que porra eles fazem, alto e irritante como poodles. Não fala nada, bichinho. Fica quietinho, assim, no espeto. Isso. Mas tem outro tipo de papagaio: aquele tipo de pessoa sem idéias próprias, sem criatividade, e principalmente sem auto-estima, que acha que se apropriando das idéias - quiçá da vida - dos outros, vai chegar a ser alguém um dia. E reproduz tudo na maior cara dura, enquanto faz um ar blasé. Esse tipo de papagaio é ainda pior do que o primeiro, porque nunca pára quieto dentro do forno.
Exceção: não existe

9. Música de rodeio
Antes de ouvir, dá pra dizer muita coisa só de olhar para a indumentária associada. Nada que se relacione a um cinto com uma fivela daquelas pode prestar. Ou os chapéus. Ou aquelas franjas, o que são as franjas caindo das roupas? E então aquela gente de voz esganiçada cantando. E então, bois. Gado é pra churrasco, todo mundo sabe disso, desce já daí, chê! E depois tem as dancinhas - mas aí já é country. Uuuh. Porque vocês não vão todos pra Barretos? Isso, fiquem lá, peguem pra vocês, instalem uma república fundamentalista e egoísta, que vai fazer música para si mesmos e só para si mesmos, e não vão mostrar para nin-guém! (Lembrar de usar técnica Pernalonga: "- Não me mostre a música!" "- Mostro sim!" "- Não quero ouvir!" "- Vou mostrar agora." "- Vamos, me mostre então!" "- Não, não mostro!")
Exceção: Shania Twain com tecla mute ativada

10. Hey Jude
Na verdade, eu precisava terminar esse post e não conseguia escolher o décimo item, é tanta coisa que surge - os anos 80 como um todo, fundamentalismo religioso, gente burra e teimosa ao mesmo tempo, 98% dos políticos do mundo, pudim sem calda, perfume doce, novela de tevê, centrais de telemarketing, o beirute do Habib's, derrota do Grêmio com vitória do Inter na mesma rodada, garotas com paranóia de se achar gorda, acordar antes das 11h, filme em que no final o protagonista tava só sonhando, pochete, gente que se faz de vítima - então lembrei que eu odeio essa música dos Beatles, não só porque já escutamos todos à exaustão, como automaticamente me lembro de "ei, Djude, não fique ás-sim, sabe a vi-dáááá, ainda é bééeêêla. Is-ques-sa di tuto quea-contês-seu, a-ma-nhã se-rááá um nôvo dí-ah". Quem foi que fez a versão, Kiko Zambianchi? Éééé. Viu? Viu?
Exceção: versão hardcore, alguém?

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Bereteando às vezes não gosta de uma coisa ou outra, mas ri do próprio mau humor enquanto range os dentes e esmurra a mesa. Mas prega o amor e a união entre os povos. A começar pela dinamarquesa boazuda da primeira fila, oi oi oi?

Adotado

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eu-pia.jpg

Deixa eu contar pra vocês uma história desse guri aí de cima. Ele uma vez pegou um Viamão lotado - um bonde andando, uma conversa pela metade - enquanto ouvia a mãe conversar com alguém. Ela dizia que o moleque havia nascido numa sexta. Zilhões de interrogações pipocaram.

Alguns dias depois, ele falava com uma tia sobre os fatos da vida e afirmou, resignado:

- Tudo bem, eu já sei a verdade. Eu sou adotado.
- Como assim, adotado?
- É, eu descobri. Ouvi a mãe contando tudo dia desses.
- Me fala o que houve direitinho, então.
- Eu ouvi ela dizendo que eu nasci numa cesta. Me largaram na porta da casa, né?

Logo depois, a mãe abraçava o pequeno, dizendo que, há quatro anos, ele havia nascido numa sexta-feira. E Santa, ainda por cima.

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Esse ano deu quase certo a data, né? Daquele piá da foto pra cá, são 23 anos de diferença. Dizem que o sorriso vendido continua o mesmo - embora os dentes, estranhamente, tenham crescido. Bereteando comemora o aniversário de seu mantenedor desejando a paz no coração de todos os leitores - ou no fígado, no caso daqueles que não tem coração -, e uma páscoa cheia de lutas em ringue de chimia de figo.

Laranjas, limões e Löwy

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Mas tudo isso me lembrou de quando eu queria uma laranjeira. sei lá quantos anos eu tinha, só lembro que era criança. não tenho noção de tempo, sabe como é. mas aí nessas de querer a laranjeira - porque eu queria laranjas a qualquer momento, nunca gostei de suco de caixinha - bolei toda uma estratégia para consegui-la. com meu pai, claro. e aí colocava bilhetes na carteira dele, bilhetes na geladeira "porque não compramos uma laranjeira" "que tal um pé de laranja" sempre encaixava o assunto laranjas em qualquer conversa. aí um dia, por cansaço ou generosidade, lá fomos nós comprar uma laranjeira. olhamos aqui, olhamos ali, mil árvores que para mim eram "plantas" (nesse instante eu devia ter desconfiado que sempre seria ruim em biologia). escolhemos a laranjeira e meu pai sugeriu levar também um limoeiro. por mim, tanto fazia, desde que as laranjas estivessem no trato. levamos um limoeiro. plantamos uma ao lado da outra no pátio e me revoltei com a natureza por ter que esperar uns três anos até ver alguma fruta nascendo (maldita biologia). mas os anos passaram, as árvores cresceram, apareceram umas frutinhas pequenas, meio secas, e aí me disseram que no ano seguinte a gente poderia colher numa boa. lindo. só que eis que o terrível limoeiro começa a crescer assustadoramente, pra cima, pros lados, se espalha cobrindo a laranjeira e lá surgem limões por todos os lados, um absurdo de limões, enquanto a laranjeirinha se encolhe na sombra e faz brotar uns tímidos frutinhos que não servem pra nada. e assim é desde então, todo ano se acumulam sacolas e sacolas de limão aqui em casa, e acho que eu nunca comi uma mísera laranja do meu quintal. todos aqueles esforços por nada. e o pior: eu detesto limão.

Depois dessa delícia de texto, eu respondi pra Julia assim:

eu sou partidário dos cítricos, mas em especial o limão. limão é o que há. limão não tem essa de docinho, de bonitinho, de nhenhenhém; limão dá na cara, diz logo a que veio. é o ápice do ácido, embebeda o pH da boca, mancha a pele, azeda a língua. e quando tratado com violência, esmagamentos e punções, rende uma bela caipa. limão manja. limão domina.

Porque eu descobri que não sou niilista, cético ou cínico. Encontrei minha definição num livro do Löwy, que devorei, onde ele cita Pierre Naville e sua definição de pessimismo revolucionário.

Sou eu, sou eu.

Torna a Sorrento

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Eu voltei. Voltei para fincar. Com afinco. Ffffff.

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DE QUALQUIERE MODO
N'es'paços passam ao largo do paço afin de um trago na praça.
E o churrasquiere assa. Aça. Aaaaaa. Sa. Sza. Ça và.

Se lo me perguntam o que há é isso: recuso_me terminantemente. A me entregar houtravez. Agora é ahora y llegó la hora; se não DESFIO a trama de RE-halidade que insiste em grudar na pele como PEICHE, digo, PICHE da HA-reia pró-PÉ, me ENGOLE essa variante deterministicamente geometrizada nos pólos verticais do que me mantém a respir-ar:

Eu não nasci para realizar. Eu nasci para contemplar.
Permitindo-me até ter nascido para re-formar o que contemplo;
vou trilhar! Mais! Que a luz! Das estrelas! Aaaah!

Meu U N I V E R S O se expande.

Mas estar en-cerrado pé-atado
N'a Cadeira em frente à Janela da Mais-Valia
É exigir de_mais do bereteio revolutório.

>>>>> PARA SABER MAIS: Padrões de Não-Conform-Idade, Manual dos. Tomo II. Cap. 22, "Da Não-Adequação Ao Sistema Standard Vigente". Parágrafos 1-3. Ver também tomo I, cap. 8, "Deslocamentos Espaço-Tempo Não-Customizados". Parágrafos 2-12. Ensaios relacionados: "Des_Ajustes, Estereogramas e a poesia de Verlaine: Re-Defin-Indo o Agora", tomo IV, anexo B-13; "Espaços Públicos, Púberes e Não-Lugares; Um Approach Behaviorista", tomo IV, anexo C-4.

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Eu voltei do Rio de Janeiro repleto de cristais. Eles estão guardadinhos num balaio de gatos. Agora eu sou um Super_Sayadin. Não vão jamais tomar o meu poder! Eu tenho um Raichu nivel 42. Eu tenho uma carta que transforma todos os inimigos em Kuribohs e um Trakadon mais do que suficiente. Eu descobri a Rede Graal. Eu não brindei um chope com o Guido Mantega no Jobi.

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O RIO DE JANEIRO EM TRÊS GOLES

Eu e Gejfin, poderia ser qualquer bar, mas é o Braca. Que não é boteco; é Academia. Os garçons nos trataram com desprezo. Foi legal. Lelê, Jojo e eu, em Santa Teresa, discutindo a relação do bloco das Carmelitas diante do paroxismo de Foucalt. Com aquele boteco vendendo Bohemia 600ml a R$3,25, foi barbada chegar à conclusão de que Ivete Sangalo é um alien zylberjsteiniano de rabo de cavalo. Ali atrás, sentado, ó: a segunda careca é a do Guido. Gejfin arrependeu-se de não ter pedido dicas da Bolsa. Eu, de não tê-lo chamado de filho da puta. Mas no bom sentido. No Rio, todo mundo chama uns aos outros de filho da puta. Inclusive no bom sentido.

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Bah. Escrever esse post me deu uma sede.

Enfim!

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Pues que este honrado trabalhdor encontra o descanso remunerado anual, ainda que por duas breves semanas - que prometem pouco descanso e muita função. Segunda-feira desembarca nesta Porto Alegre veranil, vinda do Rio de Janeiro, a aura multicolorida de Joana Coccarelli - em busca de um novo mundo que é possível; hospedo-a como vizinho que tem açúcar e enquanto não estiver a ciceronear, dormirei, escreverei, organizarei e assentarei as sinapses sobrecarregadas numa caixa de areia novinha, limpa e desinfetada. Pra no dia de Iemanjá trocar figurinhas e então quem sai de Porto e vai ao Rio sou eu, em companhia do irmão Gejfin, para pegar o açúcar de volta na casa da Jojo - que prometeu mostrar a "fritação master do carnaval alternativo carioca". Donde, se eu não voltar, dôo a carcaça do meu cérebro aos estudantes de Letras de qualquer boa universidade federal, a fim de que possam declamar de Lord Byron "A Uma Taça Feita de Um Crânio Humano" com maior verossimilhança.

Enquanto estiver de férias, estou de férias; e isso inclui este quintal. O que você pode fazer nesse ínterim? Ora, ler a entrevista que o cerebral Milton Ribeiro fez comigo! Ah, já leu? Bem, se o leitor acredita em coletâneas e retrospectivas, sirva-se: selecionei alguns dos posts mais assimétricos e bem-humorados que por aqui passaram. Ei-los, eu acho:

• Vá ao teatro! Mas se não der pra ir agora, acompanhe as montagens do Teatro do Concreto Armado!
• A sabedoria do um mestre zen em busca da Verdade: Spirit Crusher!
• Solucione aquele roteiro de cinema travado convocando o Sorveteiro Fantasma!
• Declarações não-autorizadas nos Excertos das Grandes Entrevistas de Bereteando!
• Por Uma Nova Interpretação de Texto ou O Vestibular Não-Linear!
• Receba bem aquele arquivo PPS repassado: O Guia para Entender e Criar E-mails de Auto-Ajuda!
• Desmascarando o charlatão vienense: Freud e a Farsa Pélvica!
• Emocione-se com as aventuras do policial do axé, Walker "Pelô" Ranger!
• Compreenda os mistérios da Expansão do Universo!
• Desvende as delícias do Sexo Tântrico!
• Maratona? Que nada! Prepare seu físico nos jogos contemplativos das Olimpíadas de Bereteando!
• Assuste seus amigos em mesa de bar: tudo o que você nunca quis saber sobre a atualidade e seus Temas Polêmicos!
• Como identificar - e parar! - os chatos? Domine as técnicas da Lingüística!
• E também tem culinária! Surpreenda sua tia preparando (na casa dela!) uma baciada de Pastel de Avelãs!

Se não for o suficiente, navegue pelos posts por categoria, ou melhor ainda, descubra novos e excelentes blogs nos links ao lado. Quê? Opa, peraí que tem gente querendo falar também. Vai, Pterodáctilo:

Entra PTERODÁCTILO
-- Graack!

E era isso. Um grande abraço a todos! Agora, como de praxe, por favor, Evandro:

Entra EVANDRO MESQUITA, abraçado numa orca inflável
-- Te vejo na 66!