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acabei de notar que o meu limite de armazenamento no GMail pulou pra 4360 MB, confirmando o que foi divulgado no Google Operating System há algumas semanas. ou seja, esperemos ~ 6300 MB em janeiro/08.
pode parecer uma bobagem, principalmente se comparado àos yahoomail, com mais espaço. mas pra quem vinha passando dos 85% de ocupação, e sem jeito razoável de tirar ou migrar os e-mails lá de dentro, já levantava a sobrancelha. agora voltamos aos 51% e podemos esperar pelo Gdrive grátis, quando também entregaremos as chaves de casa e um pedacinho de dna pro Google.
Stando l’ascensore a disposizzione del publico, il propietario no a responsabilitá per l’accidente ocasionatte per il uso de la scala.
culpa do Milton. Les Luthiers faz meu cérebro ebulir e assim eu fico imprestável pras tarefas práticas. tchaf.
Giovanotto da diciasette a dicianove anni si avete una vera vocazione di mandoe un grande amore a la patria. Eh.
penso que cumprir a vida seja simplesmente
compreender a marcha, ir tocando em frente.
porque ler (aqui ou principalmente aqui) Bruna Beber é que nem ouvir música.
artes que entendem fazendo sinapses brilharem e aberçarem-se e a gente também.
cause sometimes i feel like a man that has two broken legs.

Rio de Gejfin, 82ºF.
Enquanto isso, o capítulo Porto Alegre da Verbeat fica feliz quando arranja caixas de nuggets antigas para reciclar numa sôpa.
Lembre-se disso, quando escolher seu candidato no próximo dia 34/~Ê.
(da vi, por osmose)
2006: Um Homem de Família
• um lombo de porco, se possível marinado por uma horinha em louro, pimenta e vinho branco
• uma peça de maminha, com gordura suficiente apenas para derreter durante o tempo de fogo
• salsichão de porco Borussia
• salada de batatas da Anne
• duas caipirinhas
• uma caixa de cerveja gelada
trilha sonora: john lee hooker ou muddy waters
locação: na praia
2000-2005: "...Ah, então vamos fazer um churras."
• uma peça de vazio
• uma costela larga
• salsichão promo em abundância
• duas garrafas de Velho Barreiro
• duas doses de uísque 8 anos
• três caixas de ceva
trilha sonora: qualquer merda
locação: na sede do Guarujá
2000-2005 v2: "...E vai ter mulher!"
• uma peça de vazio
• uma bandeja de coraçãozinho de galinha congelado promo
• duas garrafas de vodca Natasha
• limão, lima, morango, abacaxi e outras frutas docinhas
• quatro caixas de ceva
trilha sonora: rádio FM
locação: na sede do Guarujá
1996-2000: Bravos Tempos da Faculdade
• um pacote de salsichão
• uma dúzia de pãezinhos
• seis engradados de cerveja 600 ml
• duas garrafas de tequila
• uma garrafa de cachaça Belinha
• um pacote de Belmonte sem filtro
• perucas sortidas
trilha sonora: forró, ramones e raul seixas
locação: a casa dum incauto colega de turma
1997, 26 de abril: Aquele Churrasco Sem Volta
• um pedaço de costela de mula
• uma térmica de chá de cogumelo
• dois frangos inteiros
• seis pés de alface
• um playmobil menina
• muito verde à volta
trilha sonora: pássaros
locação: xanadu
1996-1993: Pai, Eu Consigo
• uma dúzia de coxas de frango, em alho e sal de tempero pronto
• um pedacinho de alcatra
• duas latinhas de ceva
• salada de batatas do pai
trilha sonora: beatles
locação: lá em casa
1993-1984: Quiança é tudingual
• uns 158 coraçõezinhos de frango
• 10 salsichões
• salada de batatas de alguma tia genérica
• uma lasquinha de carne
• quatro litros de refri
• meio pudim
trilha sonora: gritos de criança
locação: nalgum tio genérico
1984-1979: Nein
• Minha primeira memória consciente com carne é mastigar, mastigar, não engolir e tentar esconder colocando embaixo do prato.
trilha sonora: Milton Nascimento
locação: na cozinha de casa, com o prato amarelo de plástico
1978: Guri!
• provavelmente, costela gorda assada pelo vô. via leite da mãe.
1977: Blorp
• eu SEI que era aquela enzima que ganhou a disputa pela molécula da casquinha da picanha.
~.~
no próximo bloco, como assar amigos e influenciar pessoas na churrasqueira.
um pouco da minha incapacidade atual de escrever neste espácio é que eu, como o Evo Morales, estatizei. meu comportamento e modo de funcionar. mas ao contrário de como age o governo brasileiro, a resistência tem sido dura, voraz, capitalista selvagem, embargo e sanção, soco na boca, puxada nas bolas, cabeçada no nariz e esse tipo de bricolagem. as guerrilhas atiram pra todos os lados, assim como a oposição, e também os mercenários, e os independentes armados, e os zapatistas importados, e as crianças correndo cheias de napalm, e a naftalina que sobe da terra, e pilhas de escombros, madeira mofada, uma imensa terra arrasada coberta de poeira alta como nevoeiro na serra. e eu um só, no meio de tudo isso, bêbado, andando de bicicleta pensando New Orleans pós-Katrina, com uma bandeirinha de dinossauro na mão e uma faca na bota, gritando pelas ruas "parem com essa briga! esse gás é meu! esse gás é meu!"
outro tanto vem de um certo fastio do autoblog, confessionário, e já que o espaço neural para criacionismos anda em escassez quase-blecaute, tome alimentação por pílulas pra manter o bode vivo, e na sala.
já a parte dos textos que era motivada pelo meu haspecto solitário está afogada em anne hall.
e nas rebarbas, ou o que resta, é dia-a-dia, mais-valia, coleção de efeitos de estresse, casa pra limpar, dinheiro pra loteria, roda roleta girandôôô.
aí termina com 'mas, enfim' ou 'mas bueno' ou ' mas - beleza' e seja trote ou arrasto - vasca já daqui!
wab-bap-a-da-da, wap-ba-ra-ba-da, wap-ba-ra.
e na voz de bamo, já se fomo.
Liberato Vieira da Cunha. Zero Hora, 28/03/06
Esses dias fui a um almoço. Como a conversa pairasse em alturas metafísicas, comentei a folhas tantas com uma senhora, que me tinha entregue certa confidência, a incerta natureza da divisão de um segredo: resta inevitavelmente uma espécie de parede de vidro nos diálogos, pois jamais se enuncia tudo.
- É algum tipo de tese acadêmica? - indagou ela, entre irônica e divertida.
Não era. É difícil explicar às gentes que os cronistas são uns caras estranhos. Embora, como aliás sucede comigo, abordem tópicos banais, não os abandonam os espectros de reflexões abissais, do gênero: por que já nascemos sentenciados ao exílio de nossa circunstância? Que razão nos pune com o eterno desconhecimento de seres a que nos atraem afinidades eletivas? Por que as criaturas fogem de seu íntimo e quando vão dizer um sim pronunciam um talvez?
a única coisa que eu preciso é aprender um pouco de engenharia quântica, um cadinho de psicoastronomia e outro tanto de mecãnica de aeronaves. então construir o dispositivo que captará as ondas de sono do meu cérebro e as transformará em energia nuclear.
aí é só engarrafar e vender.
se eu pudesse ser plantado, brotaria?
1. Quintino Bandeira, entre a Presidente Roosvelt e a Farrapos
Ônibus vazio. Eu do lado direito, como de praxe, espio atravessado a calçada esquerda; pela janela, só enxergo uma cabeça, bem bonitinha, e reconheço: Patrícia. Patrícia! Que foi minha colega na oitava série. Patrícia que era apaixonada por mim, oh. Mas o nosso amor era impossível, porque eu era (era?) um moleque romântico sem a mínima noção de aproveitamento e que estava apaixonado pela Gabriela, que era amiga de nós dois e fazia lobby pra Patrícia. Mas o meu amor e de Gabriela era impossível porque ela era namorada do baterista da banda onde eu tocava e que também era nosso colega. Enfim.
O coletivo arranca e o ângulo de visão abre. Agora percebo que ela carrega um carrinho de bebê, recheado, e um petiz caminha a seu lado. Exclamações brotam. Ora, que coisa; última vez que a vi, era apaixonada por mim; e agora, dois filhos embaixo do braço? Pfff. Grande amor que tu me devotastes, mesmo.
2. Goethe, quase esquina Cabral
Emergência! O que houve com o Bagé Dog, alô, o melhor com cebola da cidade, quase na frente do Manara? Passei por ali na quinta e a carrocinha estava bem feliz, estacionada. Domingo de tarde, estavá lá também, mas com o nome sobrepintado do mesmo vermelho do fundo: agora, rebatizada de "Pernalonga Dog". Eu não quero nem pensar nisso. Além de perder uma larica madrugadeira tradicionalíssima e violenta, ganhamos salsicha de coelho e hot dog com pêlos. Triste.

