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sadã não morreu

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depois de tantos anos, reencontro um grande amigo, velho de guerra.

saddam.jpg

a cidade de Esteio está mais segura, porque Saddam segue firme e forte a defender seu feudo. agradecimentos pela foto, com um grande abraço, ao camarada de longa data, pioneiro headbanger, ex-verbeater e futuro ministro da reforma agrária Uilson Brito.

nem todo mundo entendeu o papo de monetização dos blogs - e temos mais um lamentável caso de exploração infantil na blogosfera. não bastasse ser o dono de um pequeno feudo às margens do lago Garda, o coronel Flavio Prada agora exige que as crianças botem algum dinheiro na casa - ou pensa que as bromélias se regam sozinhas, moleque? o pequeno Julio, por exemplo, usa o blog para vender o que encontra debaixo das estantes da casa. notem o tom de mercador nato. mas por trás do sorriso de uma criança, há uma súplica por ajuda. e custa apenas 2 euros e meio!


sai FANFARRA MEDIEVAL feat. BENIAMINO GIGLI singing Elvis' SURRENDER

porque é dia do escritor, dizem; e quem disse lincou pra um monte de gente dizendo, também, e se existe ou não diferença faz nenhuma, que se aproveita pra falar de livros. na verdade tem um questionário a circular nos blogs, mas eu prefiro ser diferente pra aparecer.

então, uma lista com os 8 livros que eu mais releio. porque muito do meu fracasso como escritor vem do meu fracasso como leitor. e como com um filme na locadora, eu muitas vezes prefiro rever uma obra que considere por algum motivo genial a "perder tempo" com outra coisa meio duvidosa. péssimo. mas, todo mundo tem os seus preferidos, não?

1. woody allen > sem plumas/cuca fundida/que loucura.
no conjunto da obra, o allen contista é melhor que o cineasta. ninguém usa referencias eruditas como ele, felizmente a serviço do sarcasmo e da fina ironia. nestes três livrinhos tem textos brilhantes, hilários, cretinos e fantásticos. se eu só pudesse levar um pra uma ilha etc, levava esses três.

2. gogol > almas mortas. porque a literatura russa, ah. e gogol é o mais mestre de todos, frase de fã mesmo. nos seus contos, o uso magistral do absurdo dá de relho em qualquer vanguarda que vi até hoje. almas mortas é sua obra prima, inacabada, de viagens pelo interior da rússia czariana, de paisagens descritas longamente mas jamais aborrecidas, ao lado de um (quase) nobre golpista atormentado, que se torna o centro das atenções por onde passa.

3. dostoiévski > o jogador. uma novela curta passada em torno de roletas, de dinheiro, de personagens definidos como numa aula de literatura. e pra variar, um amor absolutamente autodestrutivo. por uma bela russa, claro. pra mim, literatura de entretenimento. não cansa nem envelhece nunca.

4. voltaire > candido, ou o otimismo. o livro que "senhor doutor ralph" nunca admitiu ter escrito é o ápice do "francesismo": uma paródia sarcástica e política. e inteligente. além disso, voltaire era goregrind - se até um pedaço de uma bunda tirou da velha! torturas e descalabros, mas a fé no determinismo: crítica atual três séculos depois. que leibniz vive.

5. anthony bourdain > cozinha confidencial. se essa autobiografia fosse adaptada pro cinema, teria como nome-sessão-da-tarde "um cozinheiro muito louco". ou melhor, "da pesada"? da infância de descobrir pela primeira vez um gosto de comida vai seguindo, passando pela chapa de restaurantes barra pesada tipo grelha-do-inferno, montando banquetes louco de heroína, trabalhando de chef num restaurante de mafiosos. com uma narrativa crítica, consciente, e direta. grande livro.

6. charles bukowski > notas de um velho safado. nunca houve mulher como gilda, nem escritor como buk. na poesia, no conto ou no romance, bofetadas na cara o tempo todo, o universo de uma vida crua. tem quem ache depressivo. eu acho libertador.

7. jorge luis borges > história universal da infâmia. uma galeria de diversas falsas biografias, curtas, sensacionalistas, que parecem puro divertimento para borges. seus tipos e enredos fantásticos mostram mundos. e submundos.

8. olivia maia > operação op-2.
li na feitura umas trocentas vezes, mais umas três na clausura, e vou reler pra fazer honradamente o projeto gráfico do livro, a ser editado de algum jeito ou outro um dia em breve tomara. é o mais recente da lista.


e, ô, aproveita, que se não tá lendo nada, começa a ler um livro hoje :-D

copa de literatura brasileira

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excelente, divertida e criativa iniciativa do Lucas Murtinho.

Dezesseis livros se enfrentam em quinze jogos. Cada jogo é decidido por um jurado, que explica e justifica sua decisão para o público. O campeão talvez seja o melhor romance brasileiro do ano, talvez não. Provavelmente não. O importante é que o campeonato seja divertido e o debate, inteligente.

não é?

a verbeat estará representada por ninguém menos do que a autora de Desumano, Que os Mortos Enterrem, Operação OP-2 e [livro recém-acabado ainda sem título], Olivia Maia!

saiba mais e veja a lista dos indicados aqui. mas esse blog já abre seu apoio para o nada menos que genial O paraíso é bem bacana, de André Sant'Anna.

jojo patterns

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toda vez que ligo pra Jojo a cena se repete. inclusive com as marcações.

- Alô? (alegre)
- É a Joana?
- ...Sim? (desconfiada pra caralho)
- Jojo! Tiagón aqui!
- Aaaaah-* (segue grito longo e entusiasmado)

it's a fact: ninguém te recebe melhor do que um carioca.

~.~

Joana Coccarelli que voltou repleta, brilhante, poética e com as imagens que só ela consegue criar pro seu narghee~la. un-template por ela mesma: parede branca.

{skin stripper}

puxas o fio da maldade: uma ponta de lã, perdida na trama do casaco vermelho, desmancha o périplo de calor ao redor da pele. cada ponto desfeito casa com um poro fazendo bico, um baterzinho de queixo, um mamilo tensionado; arábias do umbigo sem véu, rumores sobre cotovelos, colo divulgado.

acabaria aí.

se não prosseguisses puxando o fio.

que estava de braços dados com a tez da minha nuca.

e assim começastes a desembaraçar hélices de dna; esgarçando toda pele do meu corpo; devolvendo-me para o quente carmim da veste inicial.

e não só no estilo, os padrões. porque,

{the lovecat}

avalancham de meus ombros sardinhas e a um deles sobe o felino: após longo fagote de solidão, acomoda patas e queixo junto ao meu pescoço e me aquece como uma estola de mink. abraço-o com todo pertencimento e dançamos cheek-to-cheek ao som de ronronar.

...nós, que aqui estamos, ...ainda lembramos. bem-vinda de volta!

e você aí: narghee~la.

acho que a vida anda

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penso que cumprir a vida seja simplesmente
compreender a marcha, ir tocando em frente.

porque ler (aqui ou principalmente aqui) Bruna Beber é que nem ouvir música.

artes que entendem fazendo sinapses brilharem e aberçarem-se e a gente também.



cause sometimes i feel like a man that has two broken legs.

de modelo

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3 a 1 pro Santos, no limite do que poderia sofrer diante das vantagens conquistadas pelo time, no primeiro jogo, e por Diego Souza, no segundo?

não preciso de mais nada para acreditar no Tricampeonato da América. Fifa.



foto: clicRBS

rio do sul | 5°

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DSC03833.jpg

esse é o Davi, filho do ermão Ander e da Marcela - meus afilhados.

me comuniquei horrores com ele. metade disso ele nem notou. a outra metade ficou me olhando fixo, ouvindo meu papo, segurando meu dedo firme e ensaiando duas respostas embrulhadas e até arriscando uma das três risadas que presenciei no fim de semana em Rio do Sul.

tava quente. calor dos amigos.

tirando isso, o moleque é um relógio: cinco minutos de choro a cada meia hora.

e é estranho notar que isso entra numa escala muito particular quando tem tanto afeto envolvido.


mas agora chega que eu tenho que fazer um outdoor.

a Trip disse que "O Cheiro do Ralo" é o mais argentino dos filmes brasileiros. eu acho que não é bem isso, mas é por aí. ele parece ter cabeça de filme independente inglês, corpo e estilo de mexicano e um certo ar blasé argentino: aí sim, e por que não dessa mistura, um verdadeiro brasileiro - diferente do sempre mostrado em clichês (e notadamente quando quem mostra quer fugir dos clichês). um brasileiro irônico, seco e inteligente, sim. e filho da puta.

eu diria que O Cheiro do Ralo - filme realizado por Heitor Dhália (de Nina, que eu não vi) com roteiro de Marçal Aquino (grande onipresença) sobre livro de Lourenço Mutarelli (que só não comprei na Cultura porque saí do cinema e estava fechada; deve ser um puta livro) e fronteado pelo Selton Mello, que meio que tomou esse projeto pra si como o Seymour-Hoffman fez com Capote - só não vai virar cult movie por três aspectos: uma montagem capenga, uma trilha sonora desinteressante (aqui eu vou contra a opinião da maioria) e um estilo de humor que, ainda que negro e direto, também usa o escatológico e, porque não, a bunda. ou talvez, sei lá, o novo cult verdadeiramente brasileiro será aquele que, além das qualidades necessárias, tem uma cena com bunda, pra pagar tributo aos pioneiros. tudo é possível. mesmo.

mas feitas as ressalvas, é um filme MUITO massa. obscuro, inquietante, pesado. às vezes hilário; às vezes porque é, mesmo, e noutras o povo do cinema ria por não estar assistindo ao filme direito. é assim. cada um tira o que quer ou pode tirar.

vejam.


a frase do título é de um conto do Verissimo.


podia ser pior

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em 1975, mais ou menos, o Ander fez uma série de posts no Estranhas Palavras (RIP) que levava os problemas entre cliente e criação, na vida de uma agência de propaganda, pras situações cotidianas. no mais engraçado deles o "cliente" dizia pro dentista que não, ele não tinha que fazer tratamento de canal coisa nenhuma, porque quem paga aqui sou eu e quem sabe dos meus dentes sou eu - e quer saber? arranca tudo e troca por caninos! troca todos por caninos bem pontudos!

e agora o Menezes aprofunda a relação atendimento-criação imaginando o que teria acontecido com algumas músicas dos Beatles se eles fosse uma agência criando um produto, e o cliente, o público sendo "compreendido" pelo atendimento.


Música: Eight Days a Week

De: Atendimento
Para: Lennon/McCartney

"Pessoal, a semana tem sete dias!!! Tá, eu entendi o que vocês quiseram transmitir, mas acho que o público não vai entender. Vamos substituir o primeiro verso, sei lá. Colocamos uma explicação de cara pra mostrar que a gente sabe que a semana só tem sete dias e que tem uma sacadinha nesse tal oitavo dia. Assim, tira o "oh I Need your love baby" e coloca algo contando essa história, da semana ter tantos dias e tudo mais?"


(por favor, vão lá e leiam tudo)

GÊNIO.

e quando a gente vê-

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parece que eu tava até adivinhando, perguntando (no post abaixo) sobre dois músicos que eu considero os famosos mais chatos da Terra mas são os grandes primeiros na preferência musical desse cretino.

veio a notícia: nasceu. assim escreveu ele, na mensagem do celular.

nasceu o Davi. a cara do pai: ansioso, forte e gremista. nasceu mais um Oliveira de cepa firme!


e meu ermão é pai.
no telefone, chorando feito homem recém-nascido.



(na foto de alguns anos atrás, em companhia de Sr. Impermeável)


saudades, Ander!
e agora é Davi +10!

unbefuckin-

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é segunda e eu estou definitivamente assolado escutando The Black Priest and the Sinner Lady, álbum de Charles Mingus de 1963 que consiste numa suíte para 11 instrumentos toda composta pelo lendário baixista.

absolutamente genial. magnífico. estupefaciente. horrores.

e é um balé. o negão escreveu um balé. e fez um puta trabalho, só pra variar.

não que eu faça qualquer idéia de como alguém poderia dançar a miríade de texturas, solos e desafios que essa peça traz. mas também nunca vi ter relação entre balé e a música que toca no fundo, então deve-se dar um jeito.

e de resto, é segunda, e chove fino. de uma delícia mantendo-se a 20°. e eu tocando trumpete com os beiços fump fum fump fuééééééé. garoando pelas ruas com metais em estéreo nos ouvidos.

saudades do vovô polonês

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"Se a mente de Deus é inescrutável, vamos parar de perder tempo lendo o que não pode ser lido e nos concentrar naquilo que nós, humanos, podemos compreender e fazer."


Bauman, Zygmunt. quoted @ "the trouble with being human these days", resenha do Culture Wars para Identidade.

tô dizendo

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To get the water you climb a mountain, 'Cause you're not willing to move your home. But it's not easy - so you start moving the mountain, stone by stone. And it can take a lifetime, but is it worth the frustration if you can't even walk a straight line before you grow old? So if my movie's a hit and my book is the shit and the public school system puts this on their list. And if my name is like stone, or if my songs are unknown, does my mortal existence just change in it's length? Or is it now that I should sell all my scriptures and long-shot connections? 'Cause If I can't see it right now, then I can't see it at all, and what pleasure can I get from a half moved wall? So spread the word, place an ad, rent a herd, call a doctor, fill the mailbox, place a subscription, take a collection, host a show, publish a thriller, send it down the river, create an army with that gold, you'll feel it's backing, and you'll think that's lacking, call it a hobby, and sell it at home.

(it's new to me)

do episódio #75 de Space Ghost Coast to Coast:

SPACE GHOST
Moltar? This ant has come back from the dead. It must be one of those self-repeating, immortal Franken-ants.

CONAN O'BRIEN
It's probably just another, different ant.

SPACE GHOST
A second ant? Oh no, no. It's... his brother! Avenging the death of his twin! It's his twin brother!

~.~

Space Ghost: Moltar, flush the lake.
Moltar: We don't have a lake.
Space Ghost: Good work.

é segunda, chove e estou pobre

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DO AUTO DA BARCA DO INFERNO, de Gil Vicente

Vem Joane, o Parvo, e diz ao Arrais do Inferno:

PARVO
Hou daquesta!

DIABO
Quem é?

PARVO
Eu soo. É esta a naviarra nossa?

DIABO
De quem?

PARVO
Dos tolos.

DIABO
Vossa. Entra!

PARVO
De pulo ou de voo? Hou! Pesar de meu avô! Soma, vim adoecer e fui má-hora morrer, e nela, pera mi só.

DIABO
De que morreste?

PARVO
De quê? Samicas de caganeira.

DIABO
De quê?

PARVO
De caga merdeira! Má rabugem que te dê!

DIABO
Entra! Põe aqui o pé!

PARVO
Houlá! Nom tombe o zambuco!

DIABO
Entra, tolaço eunuco, que se nos vai a maré!

PARVO
Aguardai, aguardai, houlá! E onde havemos nós d'ir ter?

DIABO
Ao porto de Lucifer.

PARVO
Ha-á-a...

DIABO
Ó Inferno! Entra cá!

PARVO
Ò Inferno?... Eramá... Hiu! Hiu! Barca do cornudo. Pêro Vinagre, beiçudo, rachador d'Alverca, huhá! Sapateiro da Candosa! Antrecosto de carrapato! Hiu! Hiu! Caga no sapato, filho da grande aleivosa! Tua mulher é tinhosa e há-de parir um sapo chantado no guardanapo! Neto de cagarrinhosa!

Furta cebolas! Hiu! Hiu! Excomungado nas erguejas! Burrela, cornudo sejas! Toma o pão que te caiu! A mulher que te fugiu per'a Ilha da Madeira! Cornudo atá mangueira, toma o pão que te caiu!

Hiu! Hiu! Lanço-te üa pulha! Dê-dê! Pica nàquela! Hump! Hump! Caga na vela! Hio, cabeça de grulha! Perna de cigarra velha, caganita de coelha, pelourinho da Pampulha! Mija n'agulha, mija n'agulha!

ainda sobre a Veja, por Aran

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Eu, Ulysses Guimarães e José Sarney estávamos na sala de espera do Hospital de Base de Brasília esperando notícias sobre a saúde do presidente Tancredo Neves. De repente entrou na sala o Hélio Costa e disse: “Senhores, trago boas notícias: Tancredão sifu.” José Sarney ficou de pé e saiu cantando e dançando. Mas o doutor Ulysses, talvez por distração, colocou o pé na frente do futuro presidente, que tropeçou e enfiou a fuça bigoduda no chão. Para desanuviar a situação embaraçosa, usei do meu elevado talento diplomático e falei: “Ô Sarney, já que você está com bigode aí em baixo, aproveita e dá um lustro no meu sapato.” Rimos muito.

eu pensei em fazer uma paródia da matéria que a revista fez sobre o livro do Efeagá. ainda bem que não fiz, pois nesse instante estaria sendo humilhado.

continue lendo A Arte de Ser FHC, no sempre gênio Site do Aran.

Outra baixa na blogosfera

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Blogueiros não são popstars. Blogueiros são pessoas. Por isso, saídas de cena como a de Idelber Avelar, e agora, do vital Smart Shade of Blue são absolutamente compreensíveis, e isso não diz respeito a ninguém.

O que não impede o fato de que a blogoseira, para usar o termo de Smart, fique mais pobre. Tanto um como o outro são personagens polêmicos do nosso quinhão de éter; obstinadamente agitaram discussões e alimentaram rusgas com as problemáticas que de lá vinham - e que, além de imperiosamente consistentes em fatos e argumentações, com freqüencia costumavam ser de primeira relevância. Em assuntos variados, como literatura, música, política, economia e futebol. Podia-se discordar, mas não negar a qualidade dos autores - nem sua importância, dado óbvio que provou-se na capacidade aglutinadora.

Daqui da Verbeat, nos cabe manter as portas abertas. Smart continuará colaborando com o (cada vez melhor) Bombordo, e o professor Idelber em breve aparecerá num projeto especial que o condomínio está preparando.

Porque fortalecer a blogosfera também é um objetivo, e dar a oportunidade destes cronistas continuarem falando com seu público - ou seja, conversando com os amigos (e desafetos) - é motivo de orgulho.