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que cada um tem seus assuntos mais preferidos do que outros e música, evidentemente, é uma das minhas moléculas-mãe, seja lá o que essa introdução signifique. e no last.fm achei um parceiro que não só oferece vários badulaques, mas também permite que se desenvolvam aplicações interessantes usando os dados do site - a exemplo do OMI, ou open mind index. como o nome sugere, é uma aplicação (melhor que outras semelhantes) que calcula o quão "eclético" (odeio essa palavra) é o gosto musical do usuário.

e de mim, nenhuma novidade na tabela!

tbereteando.jpg

137 pontos; "a very high bandwidth of tags; truly open minded". (a média brasileira, segundo estatísticas do site, é 87.96; a de usuários da minha idade, 100.22.) como o algoritmo do OMI usa tags para definir gêneros, meu índice cairia se ele agupasse alguns subgêneros de metal. ainda assim, é uma maneira divertida de entender seu estilo e trabalhar em prol dele - pra descobrir mais boa música!


tô parecendo um animador de supermercado, agora.

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em tempo: dia 16 tem Cannibal Corpse no Opinas!

birdcore

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mês passado o Tinoco me apresentou para o Caninus - a única banda de death metal do mundo a ter dois cachorros como vocalistas. o som é inevitavelmente engraçado - e ainda mais pra mim, lembrando do que minha mã já havia dito, muito tempo atrás. quer dizer, eles finalmente conseguiram.

e que aí fui atrás da discografia da banda e descobri que eles lançaram um split EP com uma banda chamada... Hatebeak.

HATEBEAK

(nisso o Seth Putnam, do Anal Cunt, não tinha pensado!)

no player acima: God of Empty Nest

o vocalista tem 15 anos e se chama Waldo.
é. tipo, genial.
exatamente pelo mesmo pensamento que tem o guitarrista do trio:

"It's also our way of injecting a little lightheartedness into a scene which can't laugh at itself, or very frequently takes itself way too seriously."

a banda dos cães tem uma atitude mais séria; já a do papagaio usa o humor à vontade (a notar nos títulos usados, como Beak of Putrefaction, God of Empty Nest e Bird Seeds of Vengeance, adaptações facilmente reconhecidas pelos metalheads). musicalmente, o Hatebeak tem músicas um pouco mais longas (chegando a um minuto e meio), mais trabalhadas e indo pro death/thrash; além disso, Waldo não causa metade da estranheza que os cachorros causam. o bicho tem um gutural fantástico e os guinchos casam incrivelmente. já o Caninus tem bons momentos, mas faz a gente se sentir meio idiota depois de ouvir um disco inteiro. isso é também porque as músicas são menos interessantes. se os cães são estrelas, Waldo se integra melhor a sua banda e o resultado coletivo é superior.

e eu, mais de uma vez, ouvindo algo muito pesado e ALTO, janelas fechadas pra evitar os vizinhos etc, e algum pássaro bloft bate no vidro, tentando entrar. três vezes; uma delas o cara ficou insistindo um tempo. não sei se eles queriam curtir ou me atacar. mas no fim de semana, de dia, eu vou botar Hatebeak pra eles ouvirem. tomara que eles não quebrem os vidros. nem eu.

porque Caninus agrada aos fãs, olha aí:

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em tempo: yebotv, já no nome se sabe mais o menos o que o site é, vai transmitir ao vivo um show do Slayer, em San Diego, dia 25 próximo. verei! é necessário registro no site - que também serve em caso de lotação da banda. por isso, se apresse!

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e pra fechar a quinta musical de bereteando, links para o episódio de Married with Children com a participação do Anthrax (1992). via deciblog.

parte 1 parte 2 parte 3

1. olivia fez um belíssimo e definitivo tutorial para quem quer finalmente usar feeds e tirar o melhor deles, mesmo sem explicação técnica nenhuma. aqui, só clicar. tem até videozinho pra mostrar pros preguiçosos da leitura!

2. reparem na trilha sonora do vídeo. é uma faixa do disco "first hisses through the grass", EP de estréia do all your gardening needs.

que vem a ser o meu projeto de música ambient/electronica. tcharam!

se a sonoridade das sete músicas do EP é macia, etérea e harmônica, a concepção é na melhor estética punk: foi todo realizado em equipamentos não-profissionais, com softwares antigos ou freeware e samples gratuitos. o disco está disponível pra ouvir e baixar no last.fm (ou aqui mesmo no blog, no player da barra lateral, só clicar play!) e está todo licenciado em creative commons - ou seja, distribua, use, passe adiante, remixe, só dê os créditos!

e se quiser ouvir ainda melhor, baixe o disco aqui, em mp3 com 256k de qualidade (que o last.fm obriga reduzir pra 128).

comentários e sugestões são altamente encorajados :) se preferir, escreva para aygn @ verbeat.org.

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me orgulha. pode ser pouquinho, mas levou quatro anos pra chegar até aqui, fora uns 20 de sonho de compor. me completa.

a abertura de Raining Blood, clássico do Slayer, do ao vivo Decade of Aggression (1991), é simplesmente uma das sete maravilhas da música pesada. não existe. é simplesmente muito perfeito.

dá pra ouvir aqui. via last.fm.
ou ver uma versão (inferior) no vídeo abaixo. tchaf!

quantas vezes eu já disse nesse blog - reencontrar um velho disco amado mas já há muito esquecido é como rever um grande amigo.

onde se misturam a ditadura brasileira, a expressão de nacionalidade, o niilismo e o death/thrash metal?

no excelente estudo do professor Idelber Avelar, cujo título Heavy Metal Music in Postdictatorial Brazil: Sepultura and the Coding of Nationality in Sound explica tudo.

(antes de continuar: peguem o link para o pdf do artigo aqui, no post dele)

o artigo (em inglês), embora acadêmico, não é desinteressantemente afastado; pelo contrário, apropria-se da música do Sepultura e da sua significação para, ousada e justificadamente, colocar a banda no devido lugar de pioneira da cultura brasileira. recomendo a leitura, amplamente embasada e de análises claras e acertadas. e deixo alguns comentários sobre o assunto.

• um teaser do encontro afro-metal-brasileiro pode ser encontrado nos primeiros 50 segundos do lado B de Arise, disco de 1991. a introdução da música Altered State é uma espécie de interlúdio entre os lados do bolachão, e traz percussão afro-ritmada, chocalhos, uma flautinha (mais latinoamericana que brasileira?) e ventos para criar a atmosfera "natural". tendo sido o vinil gravado às pressas (para um lançamento anterior à participação no Hollywood Rock), me parece que foi definitivamente uma tomada de intenções. embora não se pudesse fazer mais no momento (seja pela pressa, por uma necessidade maior de amadurecimento, ou pelo status adquirido pela banda, que, como nota bem o professor no artigo, os permitiu ver o Brasil de um ângulo distante e tomar para si a tarefa de fazer a leitura própria de - sim - uma outra MPB), foi um flashback do futuro.

• se o Sepultura foi o aríete para uma abertura musical do Brasil (posteriormente, outros gêneros usariam o caminho deixado para estabelecer-se com mais facilidade, como a música eletrônica, o hip hop e o próprio retorno do punk/hardcore), também foi o estalo auriculoneural de toda uma geração de heabangers. nisso, eu incluso. e graças à então ousada e arrojada MTV! o videoclip de Dead Embryonic Cells passava em meio a Smell Like Teen Spirit (Nirvana), Man in the Box (Alice in Chains), Outshined (Soundgarden); o salto do grunge (o "movimento") para o heavy metal era simples, já que, musicalmente, o estilo praticado em Seattle era heavy metal* - e, nas faixas citadas, notadamente de traços herdados do que se estabelecia na Inglaterra como doom metal, ou simplesmente a influência musical dos power chords, tempo, estrutura e atmosfera estabelecidos pelo Black Sabbath nos anos 70. era um som mais próximo ao que se ouvia na época - não era a velocidade do Slayer nem a brutalidade extrema do Morbid Angel -, numa versão mais agressiva.
no natal de 1991, meu padrinho (o mesmo que me alimentava com Pink Floyd, Deep Purple, Led Zep, Rush e Sabbath desde meus 11 anos) me deu o bolachão. (apesar do que pode parecer, meu padrinho não é um ex-roadie do Grateful Dead, e sim um pai de três crias e um dos católicos mais praticantes que eu conheço!) depois de Arise, do Sepultura, é que os meus ouvidos metalizaram de vez. e por fazerem a conexão perfeita entre o hard rock/heavy metal seminal dos 70 e as novas e diversas e brutais expressões do metal dos 90 e adiante.

*notadamente no período entre 1989 e 1993. mas essa é uma outra discussão.

• fiquei bastante feliz de ver a citação do marco zero do metal brasileiro, a banda paraense Stress! aliás, o disco homônimo, de 1982, fez 25 anos em março - o que significa um quarto de século de heavy metal nesse país! vejam um pedaço da história da gravação do disco, dessa entrevista da Rock Brigade com o líder, Roosvelt Bala:

Os custos de gravação de um LP naquela época eram altíssimos, algo em torno do valor de um apartamento quarto e sala. Fomos aconselhados a gravar no Rio, pois lá havia estúdios próprios pra gravar rock. Vendemos o que tínhamos, pedimos pros pais e emprestamos dinheiro de amigos, tudo pra gravar onde fosse melhor. Fomos de ônibus pro Rio, ficamos todos alojados em beliches, num único quarto de uma pensãozinha, no Catete. Fizemos a gravação às pressas, a grana tava curta. Terminamos tudo em 16 horas, mas ainda ficaram alguns erros que não deu pra corrigir. Na hora da mixagem foi que percebemos que os caras não sacavam nada de gravar rock pesado. O som dos instrumentos estavam toscos, sem brilho e nem qualidade, muito diferente do que estávamos acostumados a ouvir nos discos de bandas estrangeiras. Não havia mais dinheiro pra refazer nada, teríamos de pagar extras pela mixagem. Esperamos o técnico de som ir ao banheiro e fugimos com a fita mixada, não havia outra solução. Desculpem o calote...

• e quando prenderam o Max Cavalera, por 'adulterar' a bandeira brasileira (botar um S, inicial da banda, no meio) no Hollywood Rock de 1994? imagino o risco que tantos torcedores de futebol gaúchos correm, com suas bandeiras que exibem o símbolo do Grêmio ou do co-irmão no lugar do brasão do estado...

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leitura recomendadíssima. teoria de música, comunicação e sociedade - com metal? mas se lê que nem gibi, feliz da vida!

last.fm

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que eu nunca vi grande graça em rádio online. porque eu gosto de escolher o que estou ouvindo. e o meu hábito de rádio é o AM, informação e esporte. rádio FM eu parei de ouvir no tempo que a Katia Suman tava saindo da Ipanema (e olha que ela já voltou).

que dirá escutar uma música que fica cortando, repicando e travando de tempos em tempos. não, não dá, não consigo ouvir música assim. (e não é velocidade de navegação; acontece inclusive com conexão de 2Mbps.)

mas aí eu fui olhar melhor o last.fm e descobri que ele tem um plugin pra montar aquelas várias tabelas sobre os hábitos musicais do usuário a partir do tocador preferido do usuário. ou seja, ele rouba (quase) tudo o que o meu winamp sabe pra criar um perfil.

ou seja, pra um aficcionado que nem eu, tri massa!

e agora eu me divirto escutando as músicas e botando tags e vendo estatísticas.
eu já disse que música é o assunto que me deixa extremamente chato.
mas de repente eu posso ser chato com gráficos e tabelas. chato 2.0.

a parte chata é que ele mede por execuções, e não por volume de tempo executado. desse jeito, Anal Cunt (e grindcore assemelhados) não vai sair nunca do topo, com suas singelas canções de 15, 20 segundos.

de resto, tamos aê: http://www.lastfm.pt/user/bereteando/.


lifelogging galopante.

porque é lá de vez em quando que a gente descobre algo que realmente soe NOVO pros ouvidos.

Sweep the Leg Johnny é uma banda de Chicago que viveu nos 90 e morreu em 2002. como o nome indica, é indie - mas de nicho. porque na sonoridade, rufs, é difícil descrever o que eles praticam (embora a descrição do epitonic seja boa). na base, rock; passa por post rock, por math rock, e, por causa do estilo livre e pelos tempos absurdos dos compassos, pelo jazz. e tem um sax alto.

um dos meus paradigmas é que metais - sax, trumpete, trombone, etc - são para orquestras e para o jazz; NADA mais.

mas em Sweep the Leg Johnny o sax faz riffs levemente fora de tom, beirando o atonal, em compasso diferente do da bateria (que por sua vez é diferente da guitarra), que é um troço TÃO genial. porque o líder da banda afinal é o saxofonista-vocalista, ou seja, o instrumento não apenas acompanha -- tem o mesmo peso no som (como na também post-genial Drums and Tuba). a bateria é evidentemente quebrada, e a guitarra segue melodias e acordes - prima distante de Don Caballero.

pra quem gosta de composições intrincadas, mudanças de tempo abruptas, criatividades, Sweep the Leg Johnny é não-linearidade pura. mas a serviço do rock, porque algumas músicas grudam na cabeça e é de cantar junto também, e fazer air drunk sax. em discos de alta velocidade, empolgantes e com suingue (caso de 4 9 21 30, o primeiro) ou contendo passagens atmosféricas e harmônicas em faixas de longa duração (a direção de Going Down Swingin', o derradeiro) - mas sempre com um uptempo, vigor, altíssimo astral.


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eu olho as bandas similares listadas no last.fm: Oxes, Faraquet, Dianogah, Don Cab, June of 44, Shellac, Volta do Mar, Haymarket Riot, Polvo, C-Clamp, muitas outras, penso, porra, que essa cena dos 90 de post/math/alt rock, notadamente em Chicago, foi muito foda. e morreu enterrada sem nem a mãozinha pra fora; tem que puxar pela unha. porque façam as rendições que quiserem fazer pra caras tipo Arctic Monkeys e The Strokes e The Somethingelses e congêneres, que nada disso me diz coisa alguma. mesmice, tudo me faz ter vontade de ouvir Stooges e Iggy Pop.

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top 4 bandas em closed repeat no winamp essa semana
1. sweep the leg johnny
2. behold... the arctopus (inacreditável)
3. pan american
4. the shattering

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vou ali secar o peixe e já volto.

coward

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salvação

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descobri o elo perdido entre o indie-pop e um mundo melhor: Owls e The Van Pelt.

infelizmente, as duas bandas já morreram.

e el_tiagon imerge no mundo de second life. mas assim antropológico, claro. que essa coisa de ficar dando bandinha de avatar consome muita largura de banda.

mas engraçado mesmo é o First Life - A One Page Satire.

America's teens, your First Life dream world awaits. Hang out at the mall! Embarass yourself in gym class! Get acne! Experiment with mind-altering recreational drugs! The First Life world is your oyster.

além do slogan, que me fez *chorar* de rir.
Your world. Sorry about that.

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fora isso, eu só queria dizer que o Arsis é a melhor coisa que aconteceu no death/black desde At the Gates, e que A Celebration of Guilt é um disco tão bom que rejuvenesce o ouvinte uns 10 anos.

playlist dia mundial do rock

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The Who, The Real Me
Sem comentários. Esqueça Elvis, quem começou foram eles. E nada de "Tommy": "Quadrophenia" é o melhor disco dos caras. Esqueça Tommy. Tá, não precisa esquecer, mas escuta esse antes.

Black Sabbath, Hot Line
Como eu sempre escuto Sabbath, vou 'girando' os discos e re-descobrindo preferências. Acho "Born Again", o disco com Gillan no vocal, bem abaixo da média, mas minha preferida é esse rockaço 4/4 simples, cativante e inspirado.

Dio, Stand Up and Shout
Dio é o patrono do Dia Mundial do Rock. Cada moleque dessas bandas aí devia hoje usar uma camiseta dizendo "Dio is our Godfather". O cara é a alma do hard rock! E a voz, claro. E ele inventou o sinal do "chifrinho" (indicador e mínimo levantados em punho fechado). Sobra rock em Dio.

Cathedral, Iconoclast
Uma banda doom que virou death, sempre pagando pedágio pro Sabbath. Sólido, melódico e de temática fantástica, fácil de agradar ao ouvido.

Pantera, 13 Steps to Nowhere
Down, Eyes of the South
Corrosion of Conformity, Congratulation Song

Mini-bloco Anselmo/Keenan. Começando com a quebradeira que só o Pantera soube fazer: hostil e agressiva, pra tacar fogo no escritório. Logo após, do solo de Anselmo, minha música preferida e canção pessoal já citada muitas vezes nesse blog. Aqui, pra saber mais de Down. Fecha com a banda do guitarrista que também ouviu muito Iommi quando cria. Faz um hard rock com rifferama à death; consciente, divertido, vívido.

Metallica, Creeping Death
Megadeth, Lucretia

Os primeiros discos do Metallica ajudaram a formar o trash metal. Cliff Burton morreu antes de salvar o mundo, mas deixou um puta disco, "Kill 'em All", recheado de pedradas. Creeping Death é a minha preferida. E Megadeth é tipo Metallica, só que menos importante, e durou mais tempo. Dave Mustaine, é preciso aplaudir - tanta coisa boa que já jogou em nossos ouvidos."Rust in Peace" é o melhor disco de todos, e essa faixa tem um dos melhores riffs de abertura do rock.

Shadows Fall, What Drives the Weak
Das minhas bandas preferidas da atualidade. Lembra um crossover de Iron Maiden e Carcass: linhas de guitarra melódicas e dobradas, solos, energia. O vocal alterna entre limpo e gutural com excelente timing. Bem feito, empolgante - nada soturno. Use para acordar.

Slayer, Threshold
Slayer não envelhece - os caras não enchem o saco de si mesmos, então continuam sendo uma das bandas mais fodas da cena. Vêm a São Paulo em setembro, parece. Aliás, escute "Undisputted Attitude", o disco de covers de hardcore, impiedoso provocador de tinitus.

Morbid Angel, Nothing is Not/World of Shit
Eles fazem aquele metal-destruição lindamente, mas me agradam especialmente as faixas mais cadenciadas. Genial. Simplesmente incomparável.

Napalm Death, The Great and the Good
Os ingleses que pegaram o punk rock e transformaram em algo audível (exceto Ramones, claro) (e talvez TSOL) - o hardcore. Que por tabela chegou ao trash metal. Seminal. Faixa do último e excelente disco, com Jello Biafra nos backing vocals, o que é outra reverência.

Hatebreed, Perseverance
The Haunted, 99
Snapcase, Typecast Modulator

Metal pra pogar. Seguidinha hardcore/trash. A primeira é das grandes bandas dos dias de hoje. Muita energia, escola nórdica. 99: se você escutar essa música e não bater cabeça, ou é um verme morto, ou tá de ressaca. E Snapcase é hardcore puro de excelente forma. Conheci há pouco tempo, mas impressiona pela energia. Vocal gritado, mas sem avacalhação. Bastante bom.

Nevermore, My Acid Words
Nevermore é daquelas bandas que se acaba gostando de meio disco, um pouco mais, um pouco menos. Eles às vezes tem uns vícios meio "metal melódico", umas choradeiras meio desnecessárias. Mas quando engrenam, tem pique invejável e belas linhas de guitarra. Essa é do último disco.

Carcass, Rot 'n' Roll
Pungent Stench, School's Out Forever

Trasheira. Carcass é muito foda. E Stench é uma mistura de Slayer com Alice Cooper e Venom. Banda das mais bizarras, com sua temática BDSM/profana. Maior representante do death austríaco.

Sacred Reich, Heal
System of a Down, Bubbles

Sacred Reich é da série 'bandas de power/death que deveríamos conhecer'. Veterana, coesa e adrenalínica. E SOAD é competente e criativo. Teve um início muito bom, por isso essa faixa de 'Steal this Album'. Esses últimos dois discos 'gêmeos' falharam um pouco a trajetória, mas ainda assim eles merecem a citação.

Korzus, Last Memories
Thomas Butterfly, Lots of Nots

KZS é a melhor e mais importante banda de metal do Brasil a jamais conquistar espaço. Abriu quase todos os caminhos do estilo por aqui. Reverenciar. E a Thomas é a melhor banda não-descoberta de hard rock de Porto Alegre.

Puddle of Mudd, Out of My Head
Queens of the Stone Age, If Only

Tem bandas que dá até pena de ver tocando em rádio. QOTSA é uma turma que sabe o que faz, e faz bem; Puddle não tem tanto fôlego, mas atingiu o que o Silverchair sempre tentou e nunca foi capaz porque eles eram bundões e apanhavam dos caras do Bush. (A banda, não o presidente.)

Skid Row, 18 and Life
Audioslave, Drown me Slowly

Um pouco de farofa é preciso. Bem pouco. Cuidado que mancha. (E sim, o Chris Cornell farofou completo. Pena.)

Adolescents, I Love You
Lagwagon, Leave the Light On
AFI, High School Football Hero
MxPx, Different Things
The Descendents, Everything Sux
Allister, Overrated
New Found Glory, Vegas

Bloquinho poppy punk/hc, porque dá pra curtir fácil, cantar junto, se emocionar, etc. Diversão pura.

The Hellacopters, Get Ready
Yeah! Sexo, cerveja e rock 'n' roll! Sueco, no caso. Mas é pura diversão! Yip yip!

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Acordei.

[nível avançado 1]

apesar de um sono ancestral me consumir, DESPERTO sem o uso de substâncias externas, apenas ouvindo música. mais precisamente, formas BRUTAIS de hardcore/death metal e grindcore. não basta ser pesado; tem que ser veloz, estúpido, gritado, i n s a n o.

cover_swarmcomece com SWARM OF THE LOTUS, que é uma mistura de caos e carnificina. dá medo. lembra Neurosis, e dá uma sova em Today is the Day e Burnt by the Sun. extremamente agressivo, distorcido, histérico. o banger antigo lembra quando era Iron Maiden que causava horror naquela tia; bem, as coisas pioraram bastante, querida. Swarm of the Lotus é a banda de metal preferida de Chuck Norris. depois siga com GORGUTS, que é canadense de Québec e segue Osho. não levaria nenhuma fé, mas faz uns anos comprei um disco às cegas num saldão a 3 pilas porque tinha e o lettering típico das bandas extremas - e eu levava fé no selo, a Olympic. quando se escuta, a primeira coisa que pensa é que o baixista não deveria usar uma chave-jacaré pra tocar seu instrumento. é um extremo crossover de brutal death metal com avant-garde e, cazzo, até umas mudanças de tempo como jazz (lembrando Meshuggah do estupefaciente primeiro disco). dá trabalho, mas é uma banda muito foda. continue com GRINDCORES SORTIDOS contendo o grind/death do MORTICIAN - embora a bateria seja digital e o grunt vocal exageradamente grave. para petardos curtos, as canções do NASUM cumprem bem a tarefa também, mas escolha as menos cadenciadas. dizem que não é lenda: nos EUA, apenas os maiores de 25 podem comprar discos do NILE, e eu pessoalmente recomendo que eles fiquem guardados junto com o material de limpeza, bem longe das crianças. a caixinha pode mastigar infantes. e não deixe junto com SOILENT GREEN ou a casa pode explodir. pra terminar, faça a obrigatória reverência aos mestres louvando NAPALM DEATH e EXTREME NOISE TERROR.

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Bereteando não gostaria de ser o dj do apocalipse, mas precisando tamos aí.

para os que trabalham com música digital: compilei uma lista de links para instrumentos e efeitos VSTi freeware. apenas os recomendados nos fóruns dedicados ao tema. infelizmente ainda não pude testar os brinquedinhos. mas estão lá em casa, me esperando.

aqui, ó: http://del.icio.us/tiagon/vst.

um, em especial, é multiplicador e bem organizado: rocketloop.

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bling blop bloing.

jazz para domar sinapses

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num dos meus primeiros contatos com o jazz, eu nem sabia que era jazz. era 1994 e havia uma locadora de cd's (alguém lembra?) a uma quadra de casa. eu ia de lá para a Multisom comprar cassetes e vice-versa. aí não sei bem porque, certo dia, das gôndolas de lançamentos saltou-me Pat Metheny aos olhos. um disco em dupla com John Scofield. conhecia apenas o primeiro, e só de ouvir falar. arrisquei; até porque era raso de barato, seria hoje coisa como 2 pilas. cheguei em casa e botei a bolachinha pra rodar.

bah.

devo a este disco duas descobertas: primeiro, a da mixagem: um guitarrista em cada canal, baixo no centro, bateria do centro para os lados seguindo a orientação dos pratos e tambores, amálgama de equalização perfeito. um pouco de atenção e se pode descobrir onde está cada nota.

a segunda: o esquema tema base + solo. abre com tema, um sola, depois o outro, depois todo mundo, e volta. oh! o jazz.

hoje, sabendo um pouquinho mais, posso dizer que I Can See Your House From Here (Blue Note, 1994) é um puta disco de modern jazz. são 11 instrumentais compostas sem pressa, de solos encantadores (na mais própria acepção da palavra); Scofield com seu estilo mais direto, mais bluesy, incisivo; Metheny, com suas harmonias complexas, pedais aveludados e harmonias de sonho. é uma delícia.

depois disso, descobri Wes Montgomery, mas aí já é outra história.

lembrei desse disco ontem, recuperado dum p2p da vida há alguns anos - que o cassete em que gravei o disco pela primeira vez gastou. precisava de algum estímulo a me dizer que era domingo, pra de alguma maneira me acalmar muito e diminuir o ritmo da quinta-feira que se prolongou até ontem. não funcionou. o cd se recusou a tocar. descobri que algumas mídias mais antigas já estão dando pros côcos. buf, cd homemade.

mas trouxe-o para a agência e descubro que o drive de cd do micro o compreende, oh. e o escuto agora viajando no tempo.

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dezembro intenso.

notícias do mundo da música

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• decepcionante, a performance de Michael "The Destroyer" Heffels - mas que lhe valeu o Campeonato Mundial de Air Guitar de 2005. não vejo nenhuma graça num cara imitando um robô que toca air guitar. most uncool.

• o segundo lugar, que ficou com a neozelandesa Giesella Visser, é inúmeras vezes muito melhor. sua apresentação teve não só o espírito rock, mas também boa produção e até uma air roadie com um ventilador no palco.

• um quê de machismo? não duvido nada. só que não vai adiantar: abram alas, que as garotas são cada vez mais ativas no air guitar. mas nada de Chrissie Hynde, por favor.

• aliás, no site do Festival de Oulu/Finlândia - onde ocorrem as finais do Mundial - tem uma animação do Bush e do Bin Bin tocando air guitar. o muçulmano leva vantagem no molejo, e o Mr. President faz umas caras idiotas. qualquer semelhança etc?

• também dá pra fazer o Donald Trump debulhar sua aerocaster: vá até o Subservient Donald e diga-lhe "play air guitar". nada mau, sabiam? (via Vanity Air)

aireoke. quando estiver em NY, passe no Thr Trash Bar às terças.

• ah: Amanda Griffiths, que faz seu Ph.D em air guitar, tem um blog.

• não lembro exatamente. mas tem uma cena em Alta Fidelidade em que Barry (Jack Black) está escutando uma música (a demo tape de Vince and Justin?) e ele leva a mão ao rosto, constrito, e diz algo como "it's too good. it's too fucking good. it's brilliant." é exatamente como eu me sinto algumas vezes, e essa semana duas:

- ao escutar "My Bouts with Pouncing", do The Van Pelt. letras quase faladas, linhas de guitarra insidiosas, pique, pegada, alt.rock quase post-hardcore que parece At the Drive-In com pitadas indie. e tem Toko Yasuda, uma japonesa grudando o baixo e berrando no refrão. it's fucking brilliant e eu tenho que me conter pra não começar a cantar junto e levantar da cadeira e quabrar tudo que tiver ao redor (e no espaço da extensão dos fones de ouvido). experimente você também! infelizmente, banda falecida há muito, 1997. (Yasuda hoje toca no competente indie-pop Enon.)

- ao escutar "A Hundred Stories", do Aloha. céus. é indie rock cativante e com vibrafone. é mais; é o um dos pontos de encontro entre o post rock e o pop. é The Mercury Program com Supertramp, é Jim Yoshii Pile-Up com Tortoise. traduz em suas melodias e no vocal modulado muito do que eu sinto e entendo como o amor, ooooh. outras faixas, como Liberty e All the Wars, são igualmente deliciosas. raro, raríssimo caso de banda com virtuoses (os tempos do baterista são ridículos) sem perder o approach do ouvinte. e tem vibrafone, céus, uma banda de indie rock com vibrafone é a pós-modernidade sorrindo pra mim. experimente você também, pô. e Aloha, felizmente, continua bem vivo e está finalizando novo disco.

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no próximo bloco, como afiar as bigornas do ouvido para uma audição mais clara.

1. Borghettinho e a Orquestra Cameratta, aquecendo meu peito pra Revolução (Farroupilha).
2. Duofel, que eu tanto aguardei, esmerilhando aço com arco de rabeca e zig zum.
3. Hermeto Paschoal, dizendo que não vai falar muito porque só tem 15 minutos pra tocar.

provavelmente o Gejfin vai escrever sobre o show que vimos ontem. não quero olhar. vou escutar meus cds do Duofel, agora. quero ouvir Subindo o Tapajós, que o Duofel tocou ontem, na versão ao vivo, com Hermeto solando na escaleta, "dois malucos!", pra lembrar daquele velho que encarna "gênio" e nos deixa todos velhos. e paradoxalmente jovens. Hermeto presenteia. Hermeto é, mesmo, o Papai Noel.

MPB4 tocou após eles e foi uma nesga de escuro na luz. Duofel e Hermeto tiram o sentido de tudo isso que nos cerca e chama "objetivo". alguém desligue meus fios do nexo, por favor.

que hoje estou azul da cor da manteiga.

eu confesso

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gosto. gosto e sei cantar todas as baladas do Skid Row.

you and I together in our lives..."

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hoje ela tá morena. continua lindinha.

mas eu gosto mais de The Gathering.

é ridículo

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que a lista de gêneros das tags ID3 tenha disparates como "christian gangsta", "polsk punk" ou "national folk" e não tenha doom metal.

por outro lado, a melhor, disparada, é "porn groove". Serge Gainsborough ganhou essa só pra ele.