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porque será que tanto venta em dia de Finados? desde que eu me conheço por gente que o ar sopra louco e forte nesse feriado. aqui em casa é um horror, porque as persianas ficam batendo, e isso me irrita. será que os mortos resolvem chorar ao mesmo tempo, e por isso produzem uma brisa transtornada? ou é uma mensagem da natureza, nos alertando sobre a fragilidade da vida? hein?
–– fernanda, tu já vistes Finados sem vento?
–– ih. nunca. é sempre desse jeito.
–– tu vai no cemitério ver tua mãe?
–– não. fica tudo cheio demais hoje. e é bobagem. prefiro ir no aniversário dela, daqui a quinze dias. é mais tranqüilo, e, de qualquer modo, ela não vai sair de lá. ela espera.
–– eita, que piadinha sem graça.
–– ai, deixa de ser sensível. saco.
até hoje nunca perdi ninguém. não cheguei a conhecer meus avós, tenho poucos parentes e meu pais continuam firmes e fortes. por sorte nunca houve desgraça com amigo ou qualquer assim. não sei como vou reagir quando alguém próximo morrer, será que eu vou ficar chocado, será que eu vou chorar, será que não vou sentir nada? hoje os cemitérios estão cheios de pessoas lamentando copiosamente, vestindo preto e enchendo os túmulos de flores. depois voltam pra casa pensando naqueles que foram e quando será a sua hora. e então requentam pedaços do churrasco de meio-dia para o jantar e vão dormir com a sensação de que não aproveitam a vida como deveriam.
–– fernanda, tu achas que aproveita a vida?
–– que papo é esse, agora.
–– responde, pô. tu não pensa que, sei lá, daqui a pouco pode ficar velha e morrer sem ter feito tudo o que tinha vontade de fazer?
–– vem cá. tu tá afim de me largar, é isso. acha que tá jogando a vida fora ficando comigo. tá pensando que devia ficar solteiro, vadiando pela noite. crisezinha. é?
–– quê? fernanda, deixa de ser boba. é uma pergunta simples.
–– esse teu papo tá muito estranho. não tô entendendo nada e não tô gostando!
o que será que acontece quando a gente morre? será que apaga tudo, fica escuro? ou ficamos flutuando, olhando o próprio enterro, esperando chegar a hora de São Pedro passar a régua e fazer as contas? ou, pior - será que tudo termina e a gente não existe mais em lugar ou jeito algum, simplesmente acaba? isso parece muito injusto. tanto tempo pagando o consórcio do carro e de uma hora pra outra, puf. tudo desaparece. compra o carrinho pra poder levar a gatinha pra passear e então puf de novo. acho que é por isso que as religiões atraem tanta gente. paraíso e reencarnação são coisas boas pra ser pensar quando se está morto.
–– fernanda, tu acreditas em reencarnação?
–– ah, vai pro diabo que te carregue!
–– porra, mas como tu tá sem paciência! não quer conversar comigo porquê? prefere ler o jornal a conviver comigo! tudo o que eu falo te incomoda, a gente briga toda hora sem motivo, hoje tu nem gostou do meu empadão, a economia desse jeito, tanta guerra no mundo e eu aqui, pensando sobre a vida e a morte, e...
–– amor, olha pra mim. isso. dá a mão. pronto. olha só, lembra que amanhã eu termino o tratamento? pois é. o funguinho já tá indo embora e amanhã a gente já pode transar de novo. só mais hoje, tá? não fica assim. é o último dia, prometo. me dá um beijo.
não agüento mais esse maldito vento batendo nas persianas.
clique para ver a transmutação completa
não entendi nada, mas achei a ilustração magnífica. eu, que seguido apareço em meus textos na forma reptícia (que às vezes escondo a cauda), imprimi pra colocar no mural do quarto.
via fffound.
(que é genial mas tem a parte chata de, muitas vezes, impossibilitar que se descubra de onde saiu a foto.)
update: o gênio aqui se deu conta de fazer uma google search pelo nome do arquivo, e viva a wiki. tem várias páginas do livro aqui e aqui. e site oficial (quase vazio). e agora eu preciso arranjar esse livro.
começou com o mundão do orkut e foi ganhando cada vez mais foco, até ficar ridículo. por exemplo:
eu lendo o ius communicatio (da verbeater reversa Gabriela) e encontrando o Arsebook - "um utilitário anti-social que o conecta com pessoas que você odeia. upload blackmail material or publish lies • get the latest gossip from your fiends!".
e via mashable, logo depois, surgiu o 12Step: 12StepSpace is MySpace for Drug Rehabilitation, ou "o orkut para reabilitação de drogas".
quando cheguei no Grow Your Mustache to Fight Cancer, eu achei melhor parar de ler as notícias e dar umas cabeçadas no tampo da mesa, pra ver se passa.
isto posto, bereteando espera ver em breve na internet as estréias de:
suafranjarulez.net - rímel e sentimentos? à prova d'água! o único com 14 opções de "gender" no profile!
mypereba.com - acne? mancha com pêlo no meio? este é o seu lugar para dividir suas verrugas com o mundo!
eivizinha.org - precisa de uma xícara de açúcar? encontre sua vizinha! saiba se ela está online ou não, e o quanto ela tem de mantimentos em casa!
elvisnaomorre-argh!.net - elvis impersonators do mundo, uni-vos!
leprechaun.zim - porque nós sabemos a verdade sobre você.
na linha da gloriosa Drogasmil - "para você se sentir bem" -, a publicidade sem malícia segue firme em sua marcha.
que hoje passei pela 24 de Outubro e vi a faixa na janela do simpático restaurante, provavelmente sob nova direção: "Sabor da Mama".
só não deu pra ver se é livre ou por quilo.
mas QUE MASSA que o Dunga fez com a Argentina ontem!
eu vi os jogos anteriores dos gringos. eles estavam jogando muita bola. muita mesmo. timaço, orquestrado, gelado, eficiente. e um futebol vistoso, de classe.
e eu vi o Brasil também, e foi uma droga. aquele time do Brasil é o fim da picada. muito desengonçado. não pelas razões que a grande imprensa do centro do país coloca, mas pelas escolhas dos jogadores. podia ter levado mais qualidade. porque podem chiar à vontade quanto ao número de volantes no meio-campo: se contrataram um gaúcho pra técnico da Seleção, ele vai fazer qualquer coisa pra vencer. se vai conseguir ou não, é outra história, corre o risco de ser chamado de tosco; mas ele olha pro jogo e pensa no resultado. (e talvez se pudesse dizer que tem uma cultura de futebol mais uruguaia do que a arquetípica brasileira, mas isso é outro papo.)
(há pouco tempo houve clamor nacional (e midiatizado) pelo Felipão, mas na época queriam o rim dele (não levar o Romário, Edmílson, esquema etc)).
mas e aí? marcou ou não marcou os gringos? teve ou não teve (muito) mais raça do que eles? botou ou não botou no bolso?
tá ficando feio pros hermanos - não perder todas, mas amarelar tanto.
se tivessem mandado o Boca, tinham tocado uns quatro ou cinco no Brasil!
sai FLAUTISTA DE HAMELIN
mas, que massa, o que o Dunga fez. um time todo torto, meio improvisado, improvável, ganhando dos favoritos? já vi esse filme. várias vezes.
e o melhor: jogou sua melhor partida com um fracasso do Robinho!
que ah, que o que essa jornalistada paulista seca o Dunga, eu seco o Robinho. não por causa do Dunga. por causa daquele gol de cobertura que ele fez no Danrlei, nos 3 x 0 das semi da Copa João Havelange. bah. que na jogo de volta eu e a torcida toda gritava "inho inho inho, quebra a perna do Robinho", mas isso é melhor não contar em público senão já aparece gente dizendo que a torcida gremista é tudo um bando de assassinos sangrentos estripadores comunistas párias.
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e o Pan, hein? não é que começou mesmo? que a net abriu o sinal dos canais sportv pros pobres da assinatura básica e ontem eu vi futibas, vôlei e pólo aquático. pólo aquático, feminino. brasil e venezuela.
que eu nunca tinha visto uma coisa TÃO CHATA que nem pólo aquático. bah. críquete é mais divertido. gamão é mais empolgante. uma mesa de pontinho maluco com quatro velhas e 389 anos tem mais emoção do que uma única partida de ólo aquático! e elas ficam embaixo d'água o tempo todo, de toucas e óculos! bah! fiquei uns minutinho ali esperando uma substituição, mas nem.
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tirando isso, tamos no Pan daqui a uns dias. não necessariamente no Pan, no caso.
é verdade, e foi mérito da direção admitir: o Boca é, e foi em campo, mais time do que o Grêmio, tática, técnica e psicologicamente. foi triste, foi decepcionante, foi frustrante; mas não foi mentira.
a derrota em casa foi um pouco demais; a torcida acreditou, gastou os pulmões (pelo menos a Geral, e as cadeiras logo acima deles, onde eu estava), foi brava e leal; mas encontrou finalmente um adversário à sua altura. as limitações, o desgaste e a inexperiência do time.
leituras e análises, o porvir, alterações necessárias no plantel, aldeia: tudo isso fica pra adiante.
hoje, há de se contentar em comemorar ser o melhor time brasileiro da América, e o segundo melhor do continente.
tá justo.
primeirão, ó: aniver do Finaliza ou Dispersa, com promoção! vai lá, vai lá que elas tão querendo atenção. aproveita, guri!
e se não der certo, pegue o número da Garota da Urca lá no 8P do Gejfin.
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e dia 5 de dezembro tem lançamento de Desumano, que vai dizer na quarta capa assim:
No livro policial de Olivia Maia não há troca de tiros ou esquemas de corrupção entre investigadores e criminosos. Mas há a polícia - e ela está perseguindo um rapaz suspeito de assassinar a própria mãe.
Enquanto Márcio vaga pelas ruas anônimas de São Paulo, empreende uma busca insana pela própria lucidez - para então descobrir o que é real e o que é imaginário em sua mente.
porque o Editor disse que ficou enxuto, conciso, objetivo e elegante. me contrate, oras.
mas a pausa entre parágrafos é porque a Olivia ficou causando.
e tem uma citação, ainda, que foram cavar no texto final porque mudou.
porque muda, sempre.
ó: mudou de novo.
é só impressão minha, ou a blogosfera toda tá meio ressaqueada?
por aqui, o problema são os fliwicks voando baixo.
Entre uma fungada e outra, Bereteando está desvendando os segredos do universo, como prometido há alguns dias. As três primeiras perguntas, apresentadas sem sotaque devido à atual péssima condição fonética, prometem revolucionar o mundo - ou pelo menos o mundo dos clichês que prometem revolucionar qualquer coisa, quiçá um blog pretendendo usar palavras como "quiçá" para criar uma introdução pseudo-erudita reality-fake com lasers e jogando deuteronômios ou palavras complexas per se para encontrar um final e sair de fininho.
O hamburger do McNãoDireiSeuNome é feito com carne de minhoca?
Carne de minhoca! Céus, quem pensaria nisso? Um monte de gente, claro, principalmente gourmets e gourmands mundo afora. Ora, se o Homo Sapiens foi capaz de buscar os divinos rejeitos criativos das profundezas de seu esconderijo marinho pra botar na mesa - quem, em sã consciência, vê um polvo e pensa em comê-lo? -, mastigar minhoca passa a ser quase obrigação.
Evidentemente, se a teoria for correta é preciso implicar os cúmplices na jogada - em especial, laboratórios químicos especializados em glutamato monossódico e maltodextrina. Claro, talvez o hamburger não seja todo de verme. Pode ser que esteja misturado com outros subprodutos, como carne moída de segunda, papelão ou nuggets. Pode ser que seja tudo de soja com sabor. Pode ser que seja apenas uma projeção quântica e o troço todo jamais existiu a não ser na sua cabeça. Tem certeza que você quer descobrir mesmo? É bastante possível que minhoca seja, de fato, uma ótima opção no final das contas.
Com tanta boataria, uma postura possível é acreditar na ética da multinacional e mastigar quieto. Aliás, acreditando agora em "ética de multinacional", você ganha uma casquinha de chocolate de brinde! E não é só isso! Acreditando nos próximos 30 segundos você ainda leva uma foto autografada do ET de Varginha, uma mochila do BatCamping e um objeto prateado reluzente! É isso mesmo!
Mas será que realmente estamos comendo minhoca? Será que os peixes estão certos? O laboratório de Bereteando fez um teste para verificar a validade da teoria: colocou um bife do malfadado hamburger num anzol e jogou a linha no lago da Redenção. os resultados foram os seguintes:
- 1ª bateria: não pôde ser avaliada porque o testador esqueceu de prender a linha na vara de pesca.Enquanto o mistério não for solucionado, você pode comer seu burger com segurança fazendo-o em casa - com alcatra moidinha e temperadinha com sal, alho laminado e cebolinha. Reserve. Também pode ir ao boteco da esquina tranqüilo - afinal, comer gato é muito melhor do que minhoca. Ou assuma o risco e peça pelo número: uma promoção n° 98, McAnelídio com anéis de cebola e lasers, e suco. Gástrico.
- 2ª bateria: uma gaivota (ou outro pássaro abocanhador genérico) capturou o burger antes que ele iniciasse a descendente da parábola lançatória do acepipe.
- 3ª bateria: o hamburger foi colocado com sucesso na água, e devorado com avidez pelas carpas mutantes do laguinho. Tempo: 4 segundos.
- 4ª bateria: um pivete deu o bote sobre o hamburger. Leve demais, foi jogado à água agarrado na comida. Também foi devorado. Tempo: 12 segundos.
- 5ª bateria: antes do lançamento da linha, algumas carpas subiram ao deck, espancaram o testador e levaram o isopor com os produtos-teste para o fundo da água, assim como a carteira, as roupas e o isqueiro do testador.
Quantos minks são necessários para causar um protesto do PETA com modelos nuas?
Minks, ou minx, são carnívoros mamíferos semi-aquáticos. Pouco se sabia sobre a função do mink na natureza, até que beldades começaram a tirar a roupa por causa dos pobrezinhos. Hoje, são criados em fazendas cruéis com o único propósito de virar casaco de pele, que por sua vez tem o único propósito de provocar passeatas de modelos nuas. Casaco de pele é tão cafona que, por exemplo, só um punhado de mulheres no Brasil ainda usam. Todas têm mais de 115 anos.
O número de minks necessários para causar um protesto com modelos nuas é ainda incerto, mas a diretriz básica é "quanto mais, melhor". Só cuida que o bicho morde.
Por que não dá pra dividir por zero?
A pergunta não tem resposta. Claro, está formulada incorretamente! A pergunta deveria ser - por que diabos alguém gostaria de dividir algo por zero? Ora! Se é por zero então não precisa dividir, né? Coma toda a pizza sozinho. Nerd do inferno.
(Nota: como se sabe, Chuck Norris pode dividir por zero. Questionado pela reportagem de Bereteando, ol' Chuckles informou que o resultado é sempre "Chuck Norris".)
Tem a People, que elege as 50 Pessoas Mais Bonitas e a Forbes, com sua lista de ricos e famosos. Aí a Mental Floss resolveu exceder e lançou na edição de julho as 25 Perguntas Mais Importantes da História do Universo (link via Neatorama) - de clássicos recorrentes como "Por que não rimos fazendo cócegas em nós mesmos" a poços de vácuo tipo "Há algum movimento que vença mais fácil no Pedra/Papel/Tesoura?" ou "Por que não existem baterias tipo A, AA e D, e não há uma tipo B?"
A lista é interessante, ok - mas não cobre uma série de áreas obscuras do nosso conhecimento. Bereteando acha que essas 25 são poucas e parcas e faz a sua parte lançando novas questões ainda não respondidas, e que atormentam nossa pobre existência todos os dias, a saber:
• O que há no centro da Terra?
• Porque o tempo corre pra frente?
• Por que não dá pra dividir por zero?
• Lavagem a seco: isso realmente funciona?
• Quantos minks são necessários para causar um protesto do PETA com modelos nuas?
• Quem inventou o kani kama? E quem disse que aquilo parecia comida?
• Se x = 2y³, primeiro põe o café e depois o leite, ou o contrário?
• O hamburger do McNãoDireiSeuNome é feito com minhoca?
• Porque a chuva cai para baixo, sem qualquer critério, ao invés de derramar-se suavemente sobre campos e colheitas e, francamente, alguém que esteja afim?
• O que aconteceu com Ronalducho Balofão na véspera da final da Copa de 1998?
• Do you wanna dance/under the moonlight?
• Peru: o que veio primeiro, o país ou o bicho? (a lista original aplica essa pergunta a Turkey)
• O que os animais de estimação fazem quando não estamos olhando?
• Por que o gelo é gelado?
Amanhã (ou segunda, vá lá) tem Almanach do Dr. Tiagón com as respostas. Se você também tem uma dúvida cruel, larga na caixinha aí embaixo que a explicação chega. Só não sei se esclarece alguma coisa.
*o título não é mistério pra quem conhece The Hitchhikers Guide to Galaxy
me associei ao programa Dotz quando foi lançado, há muito tempo, e jamais realizei uma compra por ele. na verdade, "comprar" não é um hábito muito corriqueiro em minha vida. me faltam meios.
mas continuei recebendo os e-mails do site, participando de pesquisinhas em troca de 50 pontos aqui, clicando em banner por mais 20 ali, etc. trabalho de formiguinha, pouco esforço, no estilo vamo vê o que é que dá.
e assim se passaram os anos, até que hoje eu lembrei de olhar quantos pontos eu tinha. só por curiosidade.
surpresa: já tinha pontos suficientes para trocar por uma linda... porcaria! e olha, quanto lixo, cara. até minha faixa de premiação (1350 pontos), havia cds horríveis, livros infantis e de auto-ajuda (pena que não tinha Lya Luft!), um termômetro digital, traquitanas vagabundas tipo porta-cd de gel e bloquito de anotações, etcs.
por fim, optei pelos clássicos: a edição simplíssima de Dom Casmurro da Martin Claret. no Submarino custa dez pilas e tem a pior capa de todos os tempos machadianos, mas, de grátis, é um baita livro.
eh. assim que chegar eu cancelo o meu cadastro.
• Fazer 28 anos é igual a fazer 27, só que mais um.
• Isso não é resultado de uma progressão, tampouco; fazer 28 não é igual a fazer 17, só que mais onze. Fazer 17 é igual a fazer 18, menos uns 800 dias.
• Número é isso; número é bonito, é magia, número é lindo. Mas tem lindo que só pra fazer número, mesmo.
• Em caneta 12 cores com cheiro de pipoca, ela escreveu no meu caderno: 80ção / 20ver / 60aqui / 100vergonha. Com um cálculo breve, somei tudo e reduzi; 260 = 26 = 2 + 6 = 8, que é o número do sanduíche de mortadela com suco de uva. Preferi não trocar o lanche e comi minhas bolachinhas recheadas.
• Tem quem, ao invés de dizer, por exemplo, vinte e oito, diz "dois ponto oito". Como isso me irrita, aplico o Teorema de Ty Cobb: se o ponto no futebol americano é touchdown, e se touchdown vale 7, então eu somo 7 à idade da pessoa e me esforço para enxergá-la como um ser patético e senil. Diga a droga da idade logo.
• A palavra vinte descende de vintimus, que no latim arcaico significa vinte.
• Já o oito provém do Big Bang. Numa esquina, dois infinitos se encontraram. Um deles perguntou as horas, o outro não gostou e eles ficaram se inticando até que um deles levantou e disse: Vem, seu merda! O Infinito é pequeno demais pra nós dois! Em pé, sua massa galáctica aumentou em zilhões de vezes, causando a disrupção, e logo, a explosão do cosmo e a criação do nosso Único Verso. O que isso tem a ver com o oito de hoje me falha à memória nesse instante.
• 28 era o número de esposas e o número de filhos do profeta Garay, da antiga Oônia. As 28 esposas tinham ciclos menstruais de 28 dias, e ovulavam ao mesmo tempo. O profeta não previu a TPM monstro que se abateu sobre sua cabeça, e então sua carreira declinou pra garayo.
• As manchas solares foram registradas pela primeira vez na China, no 28 a.C. Esse ano tambem registra o primeiro caso de cegueira naquele país.
• Com 28 reais, é possível comprar três promoções do McChicken, 6 frangos vivos ou 10 caixas de nuggets regular.
• 28 minutos é o tempo que eu consigo ficar embaixo d'água, desde que equipado um cilindro com 28 minutos de ar.
• A invenção da casa decimal foi um lobby dos comerciantes da Antigüidade. Na época, tudo era muito mais barato - já que nada ultrapassava 9 dinheiros. Além disso, fregueses espertos compravam, por exemplo, 8 dinheiros de frango e 2 dinheiros de sal, e na hora de fechar a conta, saíam sem pagar nada, pois que naquele tempo 8 + 2 era igual a zero.
• Nesses últimos 28 anos, descobri que duas em três listas de 28 itens não funcionam.
"Em 1973, já rico e famoso, (o músico Sergio) Mendes decidiu diversificar seus negócios. Ele tentou abrir no Brasil uma filial da KFC, rede americana de lanchonetes especializada em frango frito. Os militares, então no poder, encrencaram com o coronel Sanders, símbolo da KFC. "Eles diziam que pegava mal o povo falar: 'Vamos comer a galinha do coronel', conta Mendes, que então mudou o nome do personagem para "vovô Sanders". Nem assim o negócio emplacou".
depois de tanta pizza, este blog está de dieta.
Bereteando LIGHT. 30 % menos calorias. 40% mais luz.
ou, ou:
o único alimento 100% light: LUZ!sobe jingle BG
foto foto foto - fotossínteseê! tchururue agora também
o novo LUZ Light! zero radiação. zero pontos.
luz é isso. luz é o bicho. luz é lindo. e luz concentrada é laser. zoot!
(§1. laser light não tem a mínima graça.)
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depois de tanta dieta, este blog está de pizza.
Beretando sabor PIZZA! 100% bacon! 100% triglicerídios!
ou, ou:
o único alimento 100% pizza: PIZZA!sobe jingle BG
piri pi pi piri pi pi - pizza! awww! tchururue agora também
o novo PIZZA sabor Pizza! refeição estéreo. zero pontos.
pizza é isso. pizza é o bicho. pizza é lindo. e pizza concentrada é calzone. zwash!
(§1. calzone sabor pizza é sabor demais.)
- Oh! Que delícia! O sabor é demais! De... argh! Demais! Não consigo... suportar... tanto... sab- pof.
~.~
eu queria mesmo é conseguir digitar letrinhas de ponta-cabeça; p
~.~
bom final de frase pra todo mundo.
.: voltei, porque voltar é uma premissa do viajante. por trás dessa frase simples há uma verdade bastante singela, que me escapa neste momento porque entrou alguma coisa no meu olho.
.: e eu tô com as córneas irritadas. e é siso sendo arrancado, restauração caindo, ah, eu tô morrendo! todo mundo: ah, eu tô morren-dô! ah! eu tô morren-
.: quem disse que a gente não sente falta do trabalho? ah, que saudades desses fones de ouvido.
.: tava tão preocupado em conseguir acordar de manhã que coloquei tudo pra despertar. rádio-relógio, relógio de mesa, celular, tevê. microondas. chuveiro. liqüidificador. ventilador. programei o ventilador pra desligar. impossível continuar dormindo.
.: voltei, e o lado esquerdo do fone de ouvido tá com mal contato. não, isso eu não posso permitir. por enquanto, um pedaço de fita adesiva (ahh) resolveu o defeito. abro a série com Lacuna Coil, que é pra ouvir voz de mulher de manhã cedo. Il mio destino scelgo se / riesco a resistere.
.: estive por lá e por cá, zanzando. todo pra fora: assistindo, vendo, pensando de longe. agora eu começo a me ajeitar.
.: voltei, e na parte interna do indicador e do polegar da mão direita, microcortes, cicatrizes e uma chaga aberta. bem no meio dos dedos, onde pega a parte de baixo da tampinha da long neck. ~tsss. marcas de batalha.
.: na última semana de dezembro passado, eu e o Gejfin cumprimos a primeira tarefa da gincana 2006: em quatro noites, beber cerveja em três estados diferentes.
.: descobri um estoque de inspiração literária extra que é acionado às 2h40 da manhã. durante a parte "casa" das férias, escrevi bastante. côsa bem boa.
.: a playlist do primeiro dia de trabalho depois das férias é uma algo tão delicado e definidor que deve ser composta com 80% de certezas e pouca invenção de moda, que é pra não trazer mau agouro pro resto do ano. continuo com Down. I leave my woes / at stranger's road dispose / and let the sun back on my face.
.: voltei e esse é o dia em que devemos conter nossos impulsos de cometer atos tresloucados. a verdade é que eu acordei com uma vontade enorme de fazer uma merda qualquer, só pra alimentar meus problemas com autoridades.
.: alô você, um aviso: a frase para este ano é "de novo, e cada vez mais". esteja avisado.
.: novos sabores do buffet de caipirinha: abacaxi com cravo e mix-bem-verão de limão, lima e hortelã. iche! vou montar minha barraquinha na praia.
.: uma das coisas mais legais das férias, disparado, foi o encontro com os paulistas da Verbeat. pena que ficou faltando gente. eu sei que podia ficar contando detalhezinhos e fazendo relatos, mas eu não sou bom nisso, ou não estou na pilha. eu tenho me afeiçoado ao sumo sensível dos eventos, e me coleciono cada vez menos.
.: como que extraindo gotas de umidade para criar um único centímetro cúbico de limo onde estão depositadas todas as sensações condensadas, e fermentadas, e, e iodadas.
.: que horror. tô assim, todo torto e fora de estilo. êra que daqui a uns dias eu entro no trilho de novo. êra, tosquêra.
.: porque nós somos pessoas que assam seu próprio tender.
.: desenferrujando não, que é orgânico e não se mexe nessas coisas. mas vou assim, voltando, como quem volta, meio de lado, estranhando a cor do dia como se o tom tivesse trocado quase que imperceptivelmente, mas ainda assim, ali, a retina apontando alguma sensação visual. quanta tolice, mas etc.
.: que fome.
cena 1: recorrente. a estrada. eu no volante. sonhoneses dentro do carro: "não vai dar certo." "se ele tá dirigindo, é pesadelo." "a gente sifu."
seqüência 1: escuridão. a estrada fica difícil de ver, troca de asfalto pra terra. eu: isso não deveria ter acontecido. sonhoneses: "porque me escalaram pra esse trabalho?" "que merda." "ele não vai se dar conta de tentar voltar". como sempre, a estrada vira montanha-russa. lomba é mato. não uso freios. sobe, sobe, sobe e então desce de uma vez, íngrime demais, quase um paredão, o carro cai, mas aterrissa macio (vendo da uma grua fantástica, eu também fora do carro). mais caminho pela frente.
cena 2: a cidade. pedimos informações. as pessoas nos acolhem. "que bom que vocês vieram". sonhonesas locais de lenços na cabeça, gente pobre. verba ruim, pouca luz, galpões de madeira úmida, nós temendo, tá tudo errado.
cena 3: a discussão. queremos voltar, mas nosso carro não vai conseguir subir aquele morro de volta. sonhonesa me xinga então chora.
cena 4: o galpão principal. fechado. "que bom que vocês vieram", é tudo o que me dizem os estranhos, sem explicar nada, em frente à construção. de dentro dela, há luzes. tudo treme. sonhonesa: "vai abrir, tá na hora." tensão. vai abrir. o que será que tem lá dentro? porque é que eu deveria estar aqui? porque me deixam dirigir nos sonhos, droga??? vai abrir o portão imenso do galpão e-
mundo: toca o despertador, filho da puta.
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e não é a primeira vez. dia desses me tirou de um sonho em que fazia sexo frenético com a juliana paes. pô!

