empilhados na categoria (?) arquiinimigos

mtv gringa = estadão

mtvthief
(veja maior lá no flisk)

"você é um ladrãozinho qualquer se estiver ouvindo música baixada ilegalmente. mtv contra a pirataria"

só evocando a trapalhada-mor contra os blogueiros cometida pelo estadão pra ler essa PESSA PUBLIÇITARIA que, no fim das contas, só vem martelar o que a gente já sabia, mas alimenta como nostalgia dum tempo em que qualquer informação servia, porque se tinha muito pouco:

TE VENDE MAIS. e cega qualquer percepção acerca do que te ocorre e vai, PASTEURIZA. questionar é pra trouxa.
ou assim te serve SEMEAR.


dica do Toni.

Nunca me preocupei com insetos. Na casa em que eu morava com a mãe - aquela desnaturada que me deixou pra ir morar na serra, nem mosquito tinha. Às vezes, uma ou outra mariposa, um besouro inofensivo apareciam, sem muita certeza, meio amedrontados. Acho que o fato de que eu possuía um iguana de estimação ajudava no controle de pragas. Só que agora, morando num apêzinho de três peças e três janelas, já não posso me dar ao luxo de dividir meu espaço físico com outro ser vivo. Ainda mais se ele tiver escamas.

Mas mesmo sem o iguana (que subiu a serra com a mãe), nunca pensei em comprar inseticida. Não há nada que meu chinelo não possa matar, eu tinha certeza. E como o destino adora pregar peças naqueles que tem certeza de qualquer coisa, semana passada fui atacado por um pterodáctilo. A noite era absurdamente abafada, e alguns pingos de chuva caíam sem muita certeza. Exatamente por causa do calor a janela estava escancarada. Assistia pacatamente o Linha Direta quando percebi, na visão periférica, que um demônio voava rapidamente na direção do meu rosto. Puro ato reflexo, levantei da poltrona e procurei o intruso, esperando encontrar um morcego, um pombo ou algo desse porte. Errei no bicho, acertei no tamanho: era uma barata voadora gigantesca. Um monstro mutante, fortalecido pela poluição humana, fruto de bilhões de anos evoluindo nos esgotos fétidos, e seu tamanho era bem maior do que meu dedo médio - e eu não tô brincando, gente. Isso aqui é coisa séria. Não se trata de medo não; enfrento qualquer coisa que esteja na mesma superfície que eu. Mas é que insetos voadores são um ponto fraco. Minha artilharia antiaérea é muito deficiente. E aquele godzilla suburbano não ia ser detido por humildes havaianas de dois centímetros de espessura. O que fazer?

Fechei as portas do quarto e da cozinha para limitar seu espaço de fuga e empunhei o chinelo, tentando ganhar tempo para desenvolver um método. Aí lembrei que o antigo morador do meu apartamento havia deixado de herança - talvez como aviso - um frasco de spray mata-baratas. Se aquilo funcionasse, eu teria uma chance. Atravessei a sala (quatro passos) com bravura e, na cozinha, peguei o veneno no armário debaixo da pia. Li as instruções rapidamente - evacuar o local da aplicação, não encostar na pele, não respirar o produto, não reutilizar a lata, não beber, responsável técnico Dr. Fukioke Shiranoto, perigo, perigo - e voltei confiante, chinela na mão esquerda, spray na direita. E agora, cadê a maldita? Nem sinal do predador. Dava batidinhas nos móveis para ver se ela aparecia, e, ao encostar nos quadros (que ainda estavam no chão), surgiu caminhando devagar, ameaçadoramente. Recuei cautelosamente alguns passos e assumi posição de ataque, jogando os ombros para trás, agachando e esticando o braço direito. O inimigo continuou caminhando na minha direção, por cima de algumas almofadas. Lembrei que não havia verificado a validade do produto - e se estivesse vencido? Bem, poderia usar o frasco para bater no monstro. Mas não era suficientemente pesado, e a barata não tinha jeito de quem ia morrer fácil. E se ela revidasse? Também considerei a hipótese de esquecer aquela palhaçada toda e agarrar a barata e esmagá-la com a mão e matá-la e destruí-la, com quem você pensa que está lidando maldito ser invertebrado escória da natureza eu vou acabar com a tua raça grrrr tu vai morrer! Morrer! Só que isso significaria uma vida inteira sem coçar os olhos ou comer uma fatia de pizza com a mão outra vez. Chamei por São Mariano, tranquei a respiração e pressionei o botão do veneno. O bicho voou para cima de mim, mas fiz a finta e girei o corpo bem a tempo. Ela bateu na parede uma, duas vezes, e caiu no chão. Tentou dar alguns passos e virou de costas. Repetiu esse processo duas vezes. A torcida foi ao delírio. Ação em segundos, onde a tecnologia moderna vai parar? Permaneci estático, observando seus estertores mortais. Pensei num golpe de misericórdia, aquela chinelada fatal, cinematográfica, para ser repetida de diversos ângulos em slow motion estilo John Woo, mas também imaginei a quantidade monumental de gosma branca que uma barata daquele peso deveria soltar no carpete. Preferi esperar que ela parasse de se mexer. Ela virou de costas uma última vez, e ficou balançando suas patas asquerosas. Um generosíssimo jato de veneno adicional fê-la congelar finalmente. O homem, mais uma vez, vence a batalha contra os seres do submundo - e eu peguei um dos grandões, cara, não era pouca coisa não! Com medo de retaliações e comandos de busca do inimigo, fechei as janelas. Acabei com uma intoxicação por causa do veneno.

Hoje tenho uma coleção completa de spray anti-pragas. Eles ficam espalhados pela casa, sempre à mão para o caso de emergências. As garotas reclamam que é feio. Mas sentem-se mais seguras.

Vai ver é por isso que as mulheres acabam casando.


05 mai 03
esse conto foi selecionado no projeto Habitasul Feira do Livro daquele ano.
com o passar do tempo, perdi a capacidade de cronar, assim simplesmente.

PUFFY DEAD MONSTER Pernalonga on Ice
shallow earthicans! take me to your leader or I shall anal probe you with my mighty carrots!

alô, Porto Alegre:


A Holiday on Ice apresenta em Pernalonga e Seus Amigos on Ice - A volta ao mundo em 80 minutos, baseado no best seller de Júlio Verne, A Volta ao Mundo em 80 Dias.
daqui

isso é absolutamente RIDÍCULO. fora dos padrões. altamente irregular. corrompe o legado de nossos heróis!

(jogando luz na cara do inimigo) DIGA, ESPANTALHO GIGANTE DE COELHO MORTO™, para quem você trabalha?

eu não sei o que Tex Avery, Chuck Jones, Friz Freleng OU Mel Blanc fariam, mas se eu fosse o criador e estivesse ainda vivo e não-tirando uma lasca gorda por fora, eu EXILAVA esse show de horror da minha pátria.

"on ice, schmice! scheisse!" eu não me importo se vocês botam a Cinderela ou a Branca de Neve pra dançar. a droga do Mickey ou até o Pateta, que sempre foi tão legal. inferno, façam Wolverine patinar no gelo! Simpsons! Gato Félix! Senhor dos Anéis! Asterix! Matrix! 2001 do Kubrick!¹ MAS TENHAM UM POUCO DE RESPEITO, PÔ!

hmpfschrsghgsrmsm.


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¹ ok, talvez eu tenha me empolgado um pouco. não, Asterix não.
™ "tira a mão".

bam paf zim

depois de tantos anos nessa indústria vital, o meu login na verbeat morreu. ééé. só o meu. faz uns dias. erro 500 na cara. esperando um log de http pra tentar descobrir quem foi que mexeu no meu queijo inferno. acessando o condomínio de forma indireta, escusa, indigna. clonado. tiagón2.

não tenho mais nenhuma paciência pra ficar desbravando códigos, erros de servidor e tabelas de mysql. não com tanta verbeatice bem mais importante à volta.

a sorte do povo verbeatnik é que existe um Gejfin pra reagir com sua dose de autismo típica. nessas horas eu volto a ter 5 anos de idade e fico furiosamente cego porque isso *não pode* acontecer e bah, o botãozinho "cancelar hospedagem e explodir até o último bit de merda" ficou me olhando, provocando, dizendo vem, clica, viadinho. se não, eu te ganhei. a sorte é que eu ainda não sou um psicopata completo.

~.~

eu nunca esqueci daquele juiz aposentado que matou um computador da polícia com cinco tiros. "'Pronto, matei o computador porque ele estava trabalhando para os bandidos.' (...) Mais calmo depois do episódio, o advogado disse não se arrepender de ter 'matado o computador'. Ele condenou a burocracia da polícia em concluir um inquérito que se arrasta por dez anos. E comemorou: 'Lavei a alma do povo brasileiro'".

~.~

o que nos leva, como sempre, ao favorito The Big Lebowski.
"Well, they finally did it. They've killed my fuckin' car."
donde fechamos, espumando, com a contagem de f-words no clipe abaixo.

na ranking de avaliação dos governadores brasileiros, Yeda recebeu a pior nota entre os avaliados: 4,2.

sugestão: na próxima edição desta pesquisa, inclua a pergunta: que nota você dá para o seu voto nas últimas eleições para governador?


Aliás, tem coisa mais ridícula que O Torcer?

cara, isso realmente me incomoda. o "vocês". a panelada.

seu Biajoni não entende o futebol, não entende porque as pessoas gostam de futebol, e comete um post comparando qualquer um que torça para um time a um anestesiado cerebral. "Me assusta quando vejo tanta gente inteligente discutindo futebol." isso vindo de alguém que escreveu dois [belos] livros com enfoque no humano, é uma decepção.

bola se chuta desde 200 a.C.
não muito depois de Aristóteles ter falado em catarse.
e dinossauro jogava bola, tenho certeza.

mas mesmo que não seja compreensível pela natureza, e que não se queira aprofundar nas zilhões de teorias que já foram feitas, ou reconhecer a verdade em amores professados - que não venha exigir um padrão de racionalidade que é alienígena geopolitica e historicamente falando. se eu fosse romano, ia pro Coliseu. se tivesse um campeonato (pontos corridos) de bandas de death metal, eu ia também. se eu tivesse um substituto na minha paixão pelo futebol, eu não seria eu. assim como um Biajoni da Terra-8 já matou três discutindo sobre o Inter de Limeira, além de achar Lou Reed uma bosta.


não tem certo nem errado em identidade. e etnocentrismo, além de ser o fim da várzea, é o embrião da intolerância.
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repercute nos blogs a dispensa coletiva que o Jornal do Comércio promoveu com seus chargistas.

O Jornal do Comércio de Porto Alegre, que publicava o Santiago, o Moa e o Kayser alternadamente desde 2003, comunicou ontem que "está dispensando o serviço de vocês". A paz volta a reinar nas rotativas e a mediocridade sorri pachorrenta.

Era uma morte anunciada? Talvez. Há tempos o Tinta China vinha publicando as charges censuradas dos três desenhistas no período.

é fato. e também em seu blog o Kayser vinha mostrando as versões original e "domesticada", como ele se refere, do seu trabalho.

bom, agora eu não tenho mais nenhum motivo - e nem vontade - pra abrir o JC. vou contar a história pro nosso cliente que anuncia nele, também.

update, 4/12: BP manda link do Blog dos Quadrinhos, que tem cobertura e vozes dos envolvidos no caso.


charge: mestre Zimbres, do especial que o blog Tinta China fez hoje sobre o tema

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a musa do vôlei '67 Yeda Crusius, além de não fazer a mínima idéia de como governar o estado, é mentirosa. pior - mente mal. por trás do pacote que tentou aplicar aumentando impostos, e que terminou numa patética derrota por unanimidade na Assembléia, ao invés de assumir que quebrara a promessa de campanha fracassou miseravelmente tentando remendar.

Não vou escrever num plano de governo que vou aumentar imposto. O resto ninguém lê. E repito o que disse na campanha: a crise não se cura por aumento de imposto, mas por um amplo leque de medidas. Se foi entendido que eu havia prometido que não ia aumentar imposto, faço mea-culpa, não me expressei direito.

e muitas, muitas outras mais em Novo jeito de falta de caráter, belo post do Nova Corja. (charge: Kayser. sempre morro de rir dessa Yeda dele. aparvalhada e com dentões serrados. ahahahah. altamente recomendado.)

o CBGB, lendário clube de Manhattan que foi um dos berçários do Punk, do punk rock, do hardcore e do post-punk - casa dos Ramones e de bandas como Television, Agnostic Front, Talking Heads e Sick of it All -, vai virar loja classe AAA de roupas masculinas.

procurei por uma camiseta no catálogo do designer John Varvatos, responsável pela griffe que se instalou no local, pra ter uma idéia do preço. só achei uma, entre casacos e altas-costuras; estava sob um blusão e custa 200 dólares.

Hilly Kristal, fundador e antigo dono do CBGB, lutou até morrer, em agosto deste ano, para manter o clube e fazer dele um historic landmark da cidade. já havia sido derrotado numa manobra judicial dos donos do imóvel em 2006. e agora será uma loja top que vende ternos e gravatas para yuppies.

realmente PUNK.


via metalsucks.

edifício san diego, no caso.

que a menina aqui de baixo, deve ter uns 10, hoje estranhamente não ligou o som. (não sei dizer o que é. é algo alto, alto e que tocaria na jovem pan, na linha cantoras de r&b gringo que ficam gritando como a whitney houston no cio e com a cabeça cheia de pílulas coloridinhas e tequila.) ou seja: os pais não agüentaram e deram um mp3 player pra ela.

o que não impede que ela, a menina, continue cantando. alto e sonante. bem embaixo da minha janela. cantando pro coelho dela. uououuuuuu. canta, coelho. o mais carinhoso que eu já vi ela dizer é "cuê". geralmente ela chama de coelho, mesmo. se ele canta, eu nunca pude ouvir.

e assim a gente vai, que ela canta ali embaixo e eu tô sempre na frente dos falantes, não é mesmo? é só levantar um pouco mais o volume e neutralizar o que vem de fora. assim ela canta, eu não ouço e todo mundo fica feliz.

menos o coelho, provavelmente.