stone the crow



via flisk de Laurent Filoche


agosto, mais um pico da senoide do enfaro e da falta de paciência. mundo demais aqui, e aqui também, e eu de menos. humano de parco e raso equilíbrio, vou alimentando fantasias infantis de justiçamento, com repertório-dicionário de medicina legal. mas mesmo antes da pergunta da esfinge, respondo nenhuma das anteriores. percebendo o reflexo no espelho desformando em areia. picos e vales há, e tudo há, porque já não há mais inexistência nem silêncio. toda massa foi tomada e moldada. tudo há e não resta dúvida alguma sobre nada. procurando ruído em antena e alimentando desejo néscio diante de tantos letrados. nada há e não resta dúvida alguma sobre tudo. e eu pulso de 1 hertz, análogo, alternado, me observando no osciloscópio, tracinhos de grid, luminescências de ponteira em circuito. senóide, quadrado, triangular, dente de serra.


You too have died before
I fought as hard as yesterday
I never stoned the crow

1 comentários

pensamento letra de médico, a mesma receita para o mesmo problema. prescrever. mas o medicamente ainda alivia a dor. que atirem a primeira pedra.

na escuta


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