já fui, já voltei e não apenas parece tudo no lugar - piscando de sono aqui na minha mesa, quase não lembro que estive embora. culpa minha. dessa mania de exercer instantes; as experiências ganham halo de sonho em flashback. não é uma grande idéia. viver em episódios cria muitos intervalos.
ou ainda, duas semanas sem coreldraw: muito pouco.com.br.
disto posto, esperemos
O INCRÍVEL MUNDO QUE FOI EMBORA DURANTE AS FÉRIAS
estranhou que não houvesse ninguém para conferir o canhoto da bagagem. pensou que podia ter pegado a sacola de freeshop que ficou rolando três vezes na esteira. na área externa do aeroporto, parou e acendeu um cigarro, estranhando: ué, trocaram o lugar do ponto de táxi? nem táxi nem carregadores de malas; coçando a cabeça, uns pássaros piando na mureta em frente, intrigado. o silêncio. jogou a mão na frente do sensor da porta, abrindo para luzes e mais vazio. zumbido de luminosos e vapor dos alto-falantes, a cada instante irrompendo ao nada na voz metalizada da locução: todos os passageiros, embarque imediato. por favor, portão 2.
então era assim: um dia ia acontecer, bem que o vô dizia. um dia o mundo é que ia tirar férias do resto da gente.
arremessou a bituca na direção dos pássaros, levantou a mala no ombro e partiu a pé, tentando lembrar onde morava.




Parecem férias longas e bem aproveitadas para tanto esquecimento. hehehe
No dia seguinte eu pensava: foi sonho ou realidade?
Tu e o Will Smith, parceiro!
Gostei do teu texto.