tremores harmônicos

os dias correm vesgos e nós sapos pulando na chuva chamando noite, ribbit, ribbit. embolam as semanas e uma constelação de sonhos ruem nas fundações em que os baseamos todos os dias. e a lua em forma de cenoura a emanar sua coroa laranja nos céus que desenhamos negros em ribbit ribbit chamando noite; todos os dias escorrendo dias se passando. as repetidas imagens abrindo-se sempre aos pares de avenidas gêmeas abertas no leito esparramado do entrecolinas a verdejar. semana-feira. o ritmo quatro por quatro e a batida pasteurizada do pop. top cem. as mais pedidas. variando desconfiado um cálice de vinho no almoço. nós sapos pulando de rejunte em rejunte de calçamento aproveitando as pocinhas d'água a batraquejar com os papos pendendo da boca. ribbit ribbit . o vento zunindo nos ouvidos. quanto mais noite menos dia e os zeros a subtrair-se gerando seu próprio infinito particular. pingando. reconhecendo no gelado da pedra a textura de casa. as manchas e o inferno se multiplica em cada célula e a deidade denomina exceção a erosão natural. e as ventosas e tinta preta. abrem-se licenças e cai-se de cabeça no chão, quicando a aplausos, pausando e vertendo. as janelas de outro dia cinza e nós aqui de bochechas gordas chamando noite. os rebeldes nas ruas machadinhas em punho a bradar o cansaço de andar em círculos e estômagos embrulhados. cabeça baixa. e sempre os velhos na praça a rir de tudo e apontar com os dedos as verrugas pretas da bile maldita ribbit ribbit que se torna limo e humo em contacto com a atmosphera húmida do hábitat selvagem. os ossos estalam e enterramos os ouvidos na água e isso sempre parece tão verdadeiro. os ecos e as espirais e as ondas silenciosas dos terremotos. nós de um vagar submerso. nós sapos de olhos estalados a empurrar o sol para fora do horizonte. esperando que ele gire como uma moeda caindo de um prédio e volte logo, amanhã. os dias em espasmos verdes aproximando-se. a orquestra treinando e repetindo a mesma nota. dobrando o corpo em louvor a. deixando a pá da escavadeira cair. fazendo espuma nos charcos. ribbit ribbit . engolindo formiga e cigarra. vesgos saltando ferozes. lanças em punho. pausados à base da garganta do gigante.

transmutando.

os dias pulando e nós vesgos na chuva sapeando noite. ruem as constelações e baseamos fundações em forma de lua. a emanar os céus que desenhamos negros todos as noites; escorrendo, passando. imagens aos pares a verdejar. semana-feira.




com confessor e battle of mice

1 Comments

Tu andas inspirado e isso é lindo.

na escuta


Type the characters you see in the picture above.



Este post

Esta página contém um post de tiagón publicado em agosto 26, 2007 10:30 PM.

bereteio #1000 é a postagem anterior.

social networking: pegue logo a sua é a próxima postagem.

Posts fresquinhos na página principal - ou mexa nos arquivos pra ver outros posts.

v e r b e a t  b l o g s

microblog, twittered

foi pra conta

rss's selessionadoss

blog 'n' roll