em e-mail ao BlueBus, o diretor de criação da Talent responde às criticas que a campanha do Estadão vem recebendo. aqui: http://www.bluebus.com.br/show.php?p=1&id=78730
pelo que eu entendi (leia e tire suas conclusões), os internautas compreenderam tudo errado. tudo: a intenção, o mote, os filmes e as peças. sugere conspiração ("Tudo começou nos blogs de publicidade e nos pegou totalmente de surpresa, principalmente por que o subtexto que foi espalhado por aí, de que o Estadao é contra os blogs, nao foi colocado em nenhuma das peças da campanha", grifo meu), diz que uma só vez é citada a palavra blog - eu não tinha visto nenhuma, e não fez diferença - e, pelo que eu entendi, transforma as reclamações em carapuça: "Os sites, blogs, veículos e pessoas que frequentam o lado 'luz' da internet, obviamente nao devem se sentir atingidos por uma crítica ao lado 'escuro' do ambiente virtual, da mesma forma que um bom jogador de futebol nao deve se sentir desvalorizado por ter um colega perna-de-pau ou quebrador de joelhos".
mas a melhor parte ficou para o final. reproduzo a íntegra do último parágrafo:
"No seminário da Microsoft este ano, em Cannes, os dados apresentados levaram a uma inconteste conclusao - a de que a internet, como as regioes de uma cidade, vai se dividir em duas. Uma útil, crível, inteligente, prestadora de serviço, informativa e confiável. Outra que é como uma rua escura e sem policiamento - vai quem quer, sob seu próprio risco. Vamos sempre promover o estadao.com como parte da primeira metade. Separar o joio do trigo na internet deveria ser do interesse de qualquer cidadao de bem".
me eximo da análise, um pouco porque não tenho tempo agora, um pouco por enfaro. a luz versus a escuridão, puxa vida. "cidadão de bem". ficou pior, ficou pior do que estava. explicação em propaganda já é ruim o suficiente (mas, vai ver, somos apenas meia dúzia que não compreendemos); justificativa no maniqueísmo, então, rui antes que as palavras cheguem ao cérebro.




podre. só e não mais que isso: podre.
E ainda tem gente que acredita que só existe o branco OU o preto.
É a desculpa padrão da publicidade: é só propaganda, não é sério. Lembro-me d'Os Suspeitos: "The greatest trick the devil ever played was convincing the world he didn't exist."
Ah, mais: por isso que fiz questão de afirmar que mais denegrido que o blogueiro nessa campanha está o leitor, mas não vou esperar que o hamster proto-criativo de plantão por lá entenda isso...
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Será a Microsoft mais eficiente que os maias?
Também li isso hoje, também achei o fim da várzea. Ele conseguiu ver conspiração e reclamar do consumidor (ou seja, quem "lê" a campnha) ao mesmo tempo. Fantástico.