a nada incrível história de coiso
coiso não tinha nome, mas tinha sexo, porque não era coisa, era o coiso; logo, mesmo que nada o definisse, o definia um gênero, o que de resto não define muito pra algo que nem sabe direito se pode tirar alguma vantagem disso. mas além de ser menino o coiso sabia que tinha um poder - o poder de todos os buracos, ranhuras, falhas e rompimentos na memória, ocupando o vácuo de uma sinopse bêbada, cansada, o coiso, ali no coiso, que não consigo ver, na terceira gaveta, atrás da estante etc. é disso que ele se alimenta, percebe: fica chupando em osmose as memórias que tropeçam por ali, desassistidas. e fica mais ou menos nisso, mesmo. o coiso não tem muita ambição. podia, sei lá. fazer uma colagem.
parawestern
maverique era altão, meio-campo e jogava usando aqueles óculos 3D, que tem uma lente azul e outra vermelha, uma armação branca extravagante, grossa, pesada, circense. dizia que assim tinha melhor percepção do efeito que ele queria dar na bola. os outros ceguinhos davam risada, selando a pesada bola com guizos nas pernas dele pra sacanear.
Jacob's, o Gerente de Marketing Com Nome de Bar
já sei! e se a gente vendesse felicidade? porque, pô, pensa só: a gente vai estar facilitando! vai estar entregando o produto diretamente ao consumidor, ao invés de usar um objeto como veículo! hein? vocês não acham que o pessoal sublima o fetiche do objeto? sublima, claro que sublima. caixinha linda ali, embalagem luxo, muito brilho, cheia de felicidade dentro. quem não vai querer ter um na estante? 150 pila o de conta, 250 o de cartão, fecha todas! hein?
e te manejo como uma lanterna selvagem, guiando teu facho a contragosto
auditório 2, 9h: aspectos randômicos do horror estético na literatura. 1. a frase verdadeiramente horrível pode adquirir o status de arte? 2. uma frase ruim de um autor consagrado - relevar ou restaurar? 3. coffee-break com biscoitos e canapés tematizados. 4. aplicando uma postura dadá para compreender (ou ao menos se divertir) com temas de auto-ajuda. 5. gerúndio, este incompreendido. 6. banquete turco à helloween. 7. show de arnaldo antunes.
piano aquieu
adormecido em
lençóis negros
e ruído branco.




hum, maverique me lembra o tom cruise no top gun... mas sem a parte de ser altão...
vou ter qu asistir o cheiro do ralo em dvd...
já disse q eu adoro seus textos? ;)
eu te disse que tenho medo de publicitários? eu disse.
a história do coiso é sensacional. sei lá. fazer uma colagem. aha.
aplicando uma postura dada... é diversão por coiso...! ou to errada???